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O que esperam os editores do BnR de 2018?

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Bola na Rede: Pode o SL Benfica conquistar o pentacampeonato?

Joana Libertador: Claro. Apesar de difícil, não é impossível e já em épocas anteriores o Benfica demonstrou ser capaz de recuperar de grandes desvantagens. Eu acredito e o Benfica pode, de facto, conquistar o penta, no entanto é necessária uma alteração drástica dentro do clube. É fundamental assegurar a lateral direita e um central implacável, mostrar atitude dentro de campo, melhorar substancialmente a qualidade de jogo e principalmente estabilizar as exibições. O maior problema até agora foi a falta de consistência da equipa: ora fazem um jogo de bradar aos deuses, ora parecem uma equipa do meio da tabela.

BnR: Quem é que será o jogador revelação do campeonato?

JL: Talvez demasiado óbvio, mas terei de escolher Rúben Dias. É, neste momento, o único bom central do Benfica e tem uma margem de progressão enorme. Se deixarem de existir lugares cativos no onze (Luisão e companhias) R. Dias vai passar a ser o patrão da defesa, juntamente com um reforço de inverno (esperemos).

Fonte: Facebook Oficial de Rúben Dias
Fonte: Facebook Oficial de Rúben Dias

BnR: Rui Vitória é para continuar em 2018?

JL: Pelo menos até ao final da época sim. Nenhum clube é mais feliz ao despedir um treinador no decorrer de uma temporada. No verão, dependendo do trabalho realizado até lá, é que a continuidade de Rui Vitória poderá ser ponderada. E atenção que a qualidade do trabalho realizado não está necessariamente interligado aos títulos ganhos. Afinal, a posição de Jorge Jesus não foi posta em causa durante o tricampeonato do FC Porto.

BnR: Quais é que devem ser os objetivos definidos do SL Benfica para 2018? O que há a melhorar?

JL: Antes de mais é necessário rever a atitude fora de campo. Programas com o objetivo de contaminar (ainda mais) o futebol português, não podem existir. Depois é preciso  rever também a atitude dentro de campo. Depois de uma prestação desastrosa na Liga dos Campeões e um início de campeonato atribulado, o Benfica precisa de rever os seus objetivos e ambições e começar a lutar pelos mesmos (e isto inclui uma intervenção no mercado de Inverno).

West Ham FC: Um histórico à deriva

Cabeçalho Liga Inglesa

Com cinco clubes a atuar na Premier League, Londres é a cidade mais representada no principal escalão do futebol inglês. De todos os conjuntos londrinos, tem sido o West Ham, um histórico da zona Este da cidade, a ter a gestão mais atribulada.

Apesar de terem um plantel forte, com grandes jogadores como Arnautovic, Lanzini, Chicharito, ou Noble, os Hammers não têm, ultimamente, tido as condições necessárias para realizar bons campeonatos. A principal razão para isso é a gestão de David Sullivan, o dono do clube. Polémico e com pouca habilidade para dirigir uma equipa de futebol, o presidente galês tem sido uma constante fonte de problemas para o West Ham, e um impedimento na estabilização do clube na Premier League. Os jogadores e treinadores contratados são, na maioria das vezes, escolhas acertadas, mas a necessidade do presidente em ter protagonismo, e a atenção negativa que as suas declarações trazem, têm sido prejudiciais para o clube.

O melhor exemplo disso é a primeira metade desta temporada. Depois dum grande investimento no Verão, e a contratação de vários jogadores de qualidade, para além da aposta na continuidade de Slaven Bilic como treinador, esperava-se uma equipa mais ambiciosa, menos inconstante, que pudesse finalmente lutar por lugares europeus. Mas a verdade é que a época começou muito mal para os Hammers, que, com uma série de resultados negativos, rapidamente se afundaram nos lugares de despromoção da Premier League.

Não sendo capaz de virar o rumo da equipa, Bilic acabou por ser afastado do comando do West Ham. Para o seu lugar foi contratado David Moyes, a escolha ideal para o clube neste momento. Afinal, antes de se ter tornado alvo de críticas, pelo ano menos bom que passou como técnico do Manchester United, o treinador escocês fez um grande trabalho ao serviço do Everton, onde esteve 11 temporadas. Moyes pegou nos Toffees numa situação semelhante à do West Ham atual, perto dos lugares de descida, e levou-os até aos primeiros lugares da tabela, conseguindo várias qualificações para as competições europeias.

Arnautovic tem estado em grande destaque nos últimos jogos do West Ham Fonte: West Ham FC
Arnautovic tem estado em grande destaque nos últimos jogos do West Ham
Fonte: West Ham FC

Desde que Moyes chegou ao clube de Londres, tem havido uma ligeira melhoria de resultados. O West Ham conseguiu afastar-se da despromoção, e obteve até algumas vitórias importantes, como no jogo frente ao Chelsea. Embora o West Ham não tenha entrado numa grande sequência de vitórias, e ainda seja cedo para avaliar a importância de Moyes no sucesso da equipa, a verdade é que a entrada do treinador escocês em cena conseguiu unir o grupo em torno dum objetivo comum: impedir o histórico emblema de descer de divisão.

Neste momento, é fundamental que a equipa obtenha pontos. Com a ideia de construir uma grande equipa, que possa rivalizar com os melhores de Inglaterra, um pouco posta de parte, pelo menos esta temporada, o West Ham encontrou finalmente um rumo, e esse é o maior triunfo de Moyes até agora, ao comando dos Hammers.

Sediado no Estádio Olímpico de Londres, e com um dos maiores conjuntos de adeptos em Inglaterra, o West Ham terá sempre a pressão de ter desempenhos ao nível da sua dimensão. Como tal, depois de conseguir afastar os receios de ser despromovido, o clube precisa de encontrar uma nova estratégia, e um plano desportivo bem definido que lhe permita ter sucesso. Com a atual direção, isso parece difícil. Para já, Moyes tem conseguido o mínimo, a nível desportivo. Mas o West Ham devia intrometer-se na primeira metade da tabela, e não lutar nos últimos lugares do campeonato.

O compromisso dos jogadores, dentro de campo, é visível, tal como a ligação com os adeptos. Só que enquanto o clube não tiver alguém, como dirigente, que consiga construir um plantel equilibrado, e que proporcione todas as condições que uma equipa precisa para obter resultados, estará sempre perdido, confuso, e dependente da inspiração individual dos futebolistas,para alcançar pontos.

A impressão deixada pela equipa também vai mudando ao longo duma época. Se no início das temporadas há sempre expetativa por boas classificações, a partir do meio do campeonato só se exige que o West Ham não desça. O clube alterna entre dar a imagem duma equipa de lugares europeus, uma de meio da tabela e uma equipa de Championship.

Os Hammers já se habituaram a esta instabilidade, mas, perante a crescente competitividade da Premier League, têm de rapidamente crescer como clube. Seria um desperdício ver um dos clubes ingleses mais emblemáticos perdido na segunda divisão de Inglaterra, por total inabilidade dos seus donos em dirigir um projeto desportivo.

Foto de Capa: West Ham FC

Rio Ave: Um exemplo de ambição e estabilidade

Cabeçalho Futebol Nacional

No panorama do nosso futebol, reinado pelos 3 grandes, é difícil a qualquer clube conseguir ombrear com estes e almejar discutir os primeiros lugares da nossa principal competição. No entanto no “campeonato dos outros”, há alguns clubes que se conseguem destacar pelo trabalho desenvolvido e pela estabilidade alcançada. Entre eles encontra-se o Rio Ave, clube de Vila do Conde que desde o ultimo regresso à primeira liga foi construindo paulatinamente uma estrutura capaz de conceder ao clube a continuidade no principal escalão, e a discussão de um lugar de acesso às competições europeias ano após ano.

Já nos habituámos, nos últimos anos, a olhar para a tabela classificativa e encontrarmos o Rio Ave na primeira metade da tabela, onde acaba por lograr tranquilamente o primeiro objetivo, a manutenção, para consequentemente poder ir em busca do objetivo seguinte, um lugar na Liga Europa. Para tal, a direção do clube tem conseguido manter uma base de jogadores de qualidade que se tem mantido por vários anos, e tem colmatado as saídas de jogadores com substitutos de bom nível. Habitualmente praticando um futebol de qualidade, o clube vai potenciando jogadores e fazendo algumas vendas que acabam por fortificar os cofres do clube, e suster o crescimento do clube também no que concerne a uma maior ambição.

Tarantini é já um símbolo do clube Fonte: autogolo.com
Tarantini é já um símbolo do clube
Fonte: autogolo.com

Além do campeonato, é constante ver o clube atingir fases avançadas das restantes competições nacionais, onde ameaça cada vez mais a conquista de um título, após ter já disputado algumas finais de taças. No final deste ano civil, uma vez mais este panorama repete-se. Olhando para a tabela da primeira liga, observamos o Rio Ave confortavelmente no sexto lugar da classificação, apenas a 3 pontos do quinto lugar. Na Taça de Portugal, está nos quartos-de-final e é um dos principais favoritos a conquistar um lugar na final, uma vez que no caminho até ao Jamor não encontrará nenhum dos grandes, e se passar às meias-finais irá defrontar um adversário de um escalão inferior.

No que concerne ao futebol praticado, a equipa conseguiu esta época potenciar a capacidade da equipa para um nível superior, tendo dado sempre excelente réplica, nos jogos com os 3 grandes, onde conseguiu na maior parte dos jogos ser superior aos mesmos. Miguel Cardoso, na sua estreia na primeira liga, tem conseguido explorar ao máximo o potencial dos seus jogadores, o que em princípio levará a ter algumas perdas já neste mercado de janeiro. Marcelo e Ruben Ribeiro estarão já a caminho do Sporting, sendo dois dos jogadores que estão a realizar uma excelente época de verde e branco.

Pelé, Yuri Ribeiro ou o capitão Tarantini, têm sido outros dos destaques na manobra da equipa vila-condense. Se o clube mantiver o rigor a que nos habituou, e conseguir colmatar estas saídas com interpretes de qualidade, veremos certamente uma segunda metade da época tranquila, e uma equipa que dará tudo para conquistar a Taça de Portugal e poder oferecer finalmente um titulo que já merecem aos seus adeptos.

Foto de capa: reddit.com

FC Porto: As previsões para 2018

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fc porto cabeçalho 2Prestes a terminar o ano civil de 2017, chega a altura de olhar para aquilo que foi o ano que passou e, mais do que fazer uma retrospetiva desse ano, importa, resultante dessa retrospetiva, projetar o ano que se segue e prever o que de bom e menos bom poderá vir a acontecer.

O ano que agora termina foi para o FC Porto um ano agridoce. Felizmente para a família portista, a parte “doce” guardou-se para o final, e é essa parte que leva os portistas a olhar com bastante otimismo para um 2018 que se espera que venha a ser um ano de sucesso pintado de azul e branco.

A equipa agora comandada por Sérgio Conceição chega ao final de dezembro no primeiro lugar do campeonato, nos quartos de final da Taça da Portugal, apurado para a final-four da Taça da Liga, prova que nunca conquistou, e nos oitavos de final da Liga dos Campeões, onde defrontará o Liverpool, por isso, até ao momento, as aspirações do FC Porto a conquistar tudo o que existe para conquistar nesta época seguem intactas para 2018.

E é isso mesmo que todos os portistas prevêem para o ano que se avizinha – títulos.

Como já referido, o FC Porto é líder do campeonato, a par do Sporting, e o futebol praticado pelos seus jogadores tem entusiasmado tudo e todos e, apesar de algumas condicionantes que possam ser apontadas, como o número talvez um pouco reduzido de jogadores no plantel, face a possíveis expulsões e lesões futuras, que podem ser colmatadas no mercado de janeiro, a união que se verifica no seio da equipa entre atletas, equipa técnica e adeptos é cada vez maior, por isso, nem o mais pessimista dos adeptos azuis e brancos pode duvidar que, no final da época, o FC Porto estará, pelo menos, a lutar pelo título de campeão nacional. O que não chega, pois a ambição de todos e o que todos esperamos é ver toda a família azul e branca, em maio, a celebrar a conquista do 28º campeonato, nos Aliados, depois de quatro épocas em “jejum” …

Vencer continua a ser o destino do FC Porto para 2018, e o principal objetivo é reconquistar o título de campeão nacional, o que já não acontece desde 2012/2013
Fonte: FC Porto

Olhando às outras provas internas, as previsões apontam para que o FC Porto tenha boas possibilidades de chegar ao título em todas elas. Na Taça de Portugal, a equipa está nos quartos de final da prova, onde defrontará o Moreirense. O único entrave que pode ser colocado às aspirações ao título final é, se tudo correr como se espera, o possível embate com o Sporting nas meias-finais, que poderá ser um osso duro de roer. Apesar disso, ninguém pode impedir-nos de sonhar já com a presença no Jamor, e esse sonho segue também bem vivo para 2018. Na Taça da Liga, a situação é muito semelhante. O jogo, já confirmado, com o mesmo Sporting na final-four da competição será, sem dúvida, muito complicado, mas todos esperamos mais uma vitória da nossa equipa e que esta esteja também presente na final, frente à Oliveirense ou ao Vitória Futebol Clube, que não deverão causar grandes dificuldades aos nossos jogadores, em teoria. Claro que a Taça da Liga continua a não ser um dos objetivos prioritários da época, mas a seriedade e a vontade de vencer com que a equipa encarou cada jogo da fase de grupos fazem acreditar que esta é uma competição para vencer, mais do que em qualquer outra época.

Se cá dentro, em Portugal, as previsões realistas apontam para um domínio azul e branco, na Liga dos Campeões não será bem assim. O sorteio dos oitavos de final da prova ditou um confronto com o poderoso Liverpool, uma equipa que tem estado em muito boa forma. Tal como o FC Porto! Neste jogo entre duas equipas em excelente forma, pelo menos agora, visto que o jogo só se realizará em fevereiro, as chances portistas de vitória não serão tão grandes, mas temos a certeza que esta eliminatória será encarada para vencer.

As odds não estarão do nosso lado, mas o FC Porto já nos provou muitas vezes que isso não decide nada, por isso seguiremos sempre com ambição e crença numa vitória, que, se confirmada, deverá lançar o FC Porto para uma campanha europeia no mínimo memorável. O título final será quase impossível, mas estando na nossa melhor forma e motivados, poderemos, como adeptos, empurrar a nossa equipa para fases mais adiantadas da competição.

2018 não termina em maio, mas só até aí podemos com alguma fidelidade prever algo. No FC Porto prevêem-se sempre títulos, e o mesmo acontece para o ano que aí vem, e para a época que também se inicia no próximo ano. Caso os títulos cheguem, a direção deverá manter a equipa técnica e o núcleo duro deste plantel para a época 2018/2019, ou até melhorá-lo, mas isso deixamos para o final da época. Até lá há ainda muita bola para rolar.

A equipa segue motivada, com os adeptos a apoiá-la do inicio ao fim de cada jogo, e até mais, e isso faz parecer que ninguém poderá evitar que o FC Porto consiga atingir os seus objetivos para esta época e para o próximo ano. Venha 2018!

Foto de Capa: FC Porto

artigo revisto por: Ana Ferreira

O início de algo

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Pode ser tudo ou pode não ser nada. O Clássico que abre o novo ano civil vai ser muito importante para se tirar conclusões na equipa técnica encarnada. Ou talvez adie esse momento.

O ano de 2018 começa desde logo com um clássico que ninguém quer perder. O Sporting não quer permitir que o rival FC Porto se isole na liderança e o Benfica quer continuar na corrida ao título. Por já estar eliminado de todas as competições, este clássico pode marcar o inicio da reviravolta encarnada bem como assumir extrema importância quanto à continuidade do técnico Rui Vitória.  É por isso vital que o técnico encarnado escolha a formação tática que melhor se ajusta às características do plantel.

Caso a opção seja a que tem sido nos últimos jogos, o 4x3x3, o Benfica ganha mais força nas linhas de construção, bem como terá mais jogadores em momentos defensivos. O facto de jogar com linhas mais próximas tem tanto de bom como de mau, uma vez que perde profundidade e, neste caso, uma maior presença na zona defensiva contrária. A aposta no uso de três médios revelar-se-á algo cautelosa por parte do Benfica, numa tentativa de jogar de forma segura e com passes curtos.

Desde que chegou ao Benfica, e em jogos disputados para o campeonato no Estádio da Luz, o técnico encarnado perdeu um jogo e ganhou o outro contra o rival na 2ª circular Fonte: SL Benfica
Desde que chegou ao Benfica, e em jogos disputados para o campeonato no Estádio da Luz, o técnico encarnado perdeu um jogo e ganhou o outro contra o rival na 2ª circular
Fonte: SL Benfica

De outra forma, e nitidamente mais corajosa para aquilo que tem sido os jogos da equipa e face à qualidade do adversário, a aposta no 4x4x2 terá certamente mais riscos. Desde logo porque vai obrigar a que os extremos tenham uma maior disponibilidade física e uma maior preocupação em ajudar os jogadores do meio campo. No entanto, à partida, será uma equipa mais perigosa. Com dois extremos e dois jogadores perto da baliza contrária, Rui Patrício – que será certamente o titular – vai ter mais trabalho na baliza leonina

Uma vez que o Sporting está a atravessar uma fase de bons resultados e que o Benfica ainda não tem um estilo de jogo próprio afirmado, será prudente da parte de Rui Vitória iniciar a partida com o 4x3x3. No desenrolar do jogo, apercebendo-se dos pontos fracos da equipa de Jorge Jesus e daquilo que é o resultado e o tempo de jogo, é que deve alterar a disposição no campo para tentar ganhar o jogo.

Não vai ser tarefa fácil e para Rui Vitória poderá ser o inicio de alguma coisa. Ou de mais uma conquista pelos encarnados ou de um caminho que está prestes a chegar ao seu fim. Um empate adiará uma de ambas.

Foto de Capa: SL Benfica

Adeus a 2017: Os 6 momentos do ano

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sl benfica cabeçalho 1Como não poderia deixar de ser, escolhi para momento do ano a conquista do tetracampeonato. Pela primeira vez na história, o Sport Lisboa e Benfica sagrou-se tetracampeão nacional depois de mais uma época em que os rivais apostaram tudo na conquista de um campeonato. Ao comando de Rui Vitória, aquele que todos dizem não ser treinador, o clube assaltou a liderança e não voltou a sair de lá.

Fonte: SL Benfica
Fonte: SL Benfica

Mais fácil que o tri, e certamente mais fácil que o (possível) penta, o tetracampeonato ficará para sempre na memória de todos os adeptos encarnados. Nenhum outro feito poderia ser considerado o momento do ano.

Joana Libertador, editora do SL Benfica

Os Desejos benfiquistas para 2018

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Para este novo ano que está a começar, o desejo é o 37 mas que precisam de dois pilares importantíssimos : discurso e empenho.

Relativamente ao discurso é necessário deixar de atirar areia para os olhos dos adeptos e transmitir a real situação do Benfica, para isso é preciso não arranjar desculpas, não se esconder atrás da questão da posse de bola e do fator sorte. É necessário admitir os erros, assumir a falta de qualidade no ultimo terço do terreno e que houve uma péssima aposta no mercado de transferências de verão. Deixar de transmitir a ideia de que é normal todos os insucessos e que o percurso no campeonato é o mais aceitável.

Ao nível do empenho, é necessário uma mudança radical de atitude por parte de certos elementos do coletivo. Aproveitar o mercado de transferências para tratar dos dossiers desses jogadores e assim consequente arrumar a casa, deixando do nosso lado os jogadores que defendam o símbolo da melhor forma e levar outros jogadores a pensarem melhor nas suas decisões de carreira. Tendo em conta a saída prematura das diversas competições o empenho no campeonato terá de ser máximo e notório jornada após jornada.

O 37 não é um objetivo. É uma obrigação Fonte: SL Benfica
O 37 não é um objetivo. É uma obrigação
Fonte: SL Benfica

Não podem existir falhas em jogos com relativa facilidade nem nos jogos mais difíceis onde temos de imperar a diferença e ganhar nem que seja por um golo.

Termino este texto desejando o 37 para voltarmos a justificar que somos a maior potência futebolística nacional. Desejo aquilo que todos desejamos para, no mínimo, não olhar para esta época e baixar a cabeça perante os adversários diretos.

Foto de Capa: SL Benfica

Danilo Pereira, o dragão do ano

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Chegou ao FC Porto em 2015, vindo do CS Marítimo, e desde cedo deu mostras de que tinha o que era necessário para ser uma peça fundamental na equipa. Nas suas palavras, é um jogador “à Porto”, com espírito de guerreiro e sem nunca dar um lance por perdido. Danilo Pereira é, para a secção do FC Porto do Bola na Rede, o futebolista do ano dos dragões.

Há três épocas a vestir de azul e branco, o internacional português está de pedra e cal no meio campo da equipa, assumindo-se como uma das principais figuras do plantel. Num desporto onde não há insubstituíveis, com jogadores a sairem e a entrarem em cada mercado de transferências, Danilo é aquele a quem mais facilmente seria atribuído esse estatuto. Neste momento, é impensável um onze titular em que não esteja incluído. Logo no ano da sua chegada ao Dragão, ainda com Julen Lopetegui ao comando da equipa, Danilo foi um dos mais utilizados no plantel, tendo realizado 45 jogos e marcados seis golos. No entanto, foi com Nuno Espírito Santo que evoluiu na sua posição e que cresceu enquanto profissional. Isto, claro está, depois de se ter sagrado Campeão Europeu ao serviço da Selecção Nacional, em Julho de 2016.

Danilo é um dos jogadores mais acarinhados pelos adeptos Fonte: FC Porto
Danilo é um dos jogadores mais acarinhados pelos adeptos
Fonte: FC Porto

A sua capacidade física é um dos pontos fortes do seu jogo e uma valência que salta desde logo à vista. Em campo, é um factor importante para se impor aos adversários, para vencer duelos individuais, para ganhar na recuperação e se lançar em processos ofensivos. Em termos defensivos, Danilo tem a capacidade de bloquear a progressão do adversário, não só pelo seu posicionamento no terreno, mas também pela competência na recuperação da bola. Durante o jogo, transmite a ideia de que consegue estar em todo o lado, uma espécie de polvo cujos tentáculos se estendem desde as zonas mais recuadas do terreno até bem perto da baliza adversária. No que diz respeito aos momentos ofensivos, Danilo ajuda na criação e construção de jogadas de ataque e, nesta época, já leva quatro golos marcados: não tem medo da meia distãncia e é um dos batedores nos lances de bola parada.

Danilo Pereira transitou do FC Porto de Nuno Espírito Santo para o de Sérgio Conceição, continuou seguro na condição de titular e é um dos mais acarinhados pelos adeptos portistas. Ao serviço do clube, faltam-lhe apenas títulos, uma vez que nas duas épocas que já realizou de dragão ao peito a equipa não venceu nenhuma competição. Blindado com uma cláusula de rescisão de 60 milhões de euros, Danilo deverá ficar resguardado neste mercado de Inverno que se aproxima, sendo uma das peças fundamentais na estratégia de Sérgio Conceição para devolver o FC Porto ao título da Campeão Nacional.

Foto de Capa: FC Porto

O Fim-de-semana verde e branco

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Mais uma semana, mais um resumo, o último de 2017! Balanço muito positivo, que se traduz num empate que permite ao Futebol masculino seguir em frente na Taça da Liga e vitórias das duas equipas de Futsal e da equipa de Hóquei em Patins.

Futebol masculino | Empate (1-1) no Restelo que permite o apuramento para as meias-finais da Taça da Liga. Seguem-se dois jogos para o Campeonato: Dérbi na Quarta-Feira, três de Janeiro, no reduto do SL Benfica e Domingo, sete de Janeiro, em Alvalade diante do Marítimo SC, naquela que será a última jornada da primeira volta.

Futsal feminino | As Leoas venceram a AAU Évora por expressivos 10-1, regressando assim aos triunfos. Pelo Sporting CP marcaram Catarina Pinheiro, Taninha (3), Cristiana Costa, Débora Queiroz, Kika, Ângela Toste e Sofia Jesus (2). A turma de Alvalade mantém assim o segundo posto da tabela classificativa, sendo que na próxima jornada desloca-se ao reduto do CRC Quinta dos Lombos.

Futsal masculino | A formação orientada por Nuno Dias venceu o Futsal Azeméis por 1-4, fechando 2017 na liderança isolada e invicta da Liga SportZone. Pedro Cary, Edgar Varela e Merlim (2) foram os autores dos golos com que os Leões bateram a formação de Oliveira de Azeméis, atingindo as marcas de 25 vitórias em 25 jogos oficiais disputados na presente temporada e de 63 jogos sem perder na Fase Regular da competição. O ano começa com a recepção ao SC Braga no dia sete de Janeiro, Domingo, pelas 15h30 no Pavilhão João Rocha.

Bicampeões Nacionais invictos e isolados Fonte: Sporting Clube de Portugal
Bicampeões Nacionais invictos e isolados
Fonte: Sporting Clube de Portugal

Hóquei em Patins | À semelhança do Futsal masculino, também o Hóquei em Patins é líder invicto e isolado do respectivo Campeonato, tendo somado este Sábado a décima vitória na décima jornada da prova, ao vencer o CD Paço de Arcos por 0-3, com os golos , todos surgidos na segunda parte, a serem apontados por Caio, na conversão de duas grandes penalidades, e Vítor Hugo. Ângelo Girão fez varias intervenções de bom nível, nomeadamente a defesa a duas grandes penalidades. Os comandados de Paulo Freitas somam assim trinta pontos, mais dois que o rival SL Benfica e seis que FC Porto e UD Oliveirense. 2018 começa com um dérbi no Pavilhão João Rocha: o Sporting CP recebe o SL Benfica no dia seis de Janeiro, Sábado, pelas dezoito horas.

Foto de Capa: Sporting Fans – Modalidades

Carta Aberta a todos os órgãos de comunicação social

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Aproveitando o facto de o nosso site oficialmente se ter tornado um órgão de comunicação social gostaria de dirigir uma carta aberta a todos os nossos “colegas” neste meio, que é o meio da comunicação social, uma carta de revolta e de busca por uma nova realidade.

Não só pelo facto de o Bola na Rede se ter tornado um órgão de comunicação social gostaria de me dirigir aos restantes órgãos, mas também pelo facto de eu próprio ser um estudante de comunicação social e aspirante a jornalista desportivo que se sente “farto” e triste com a realidade que toma conta da comunicação social atual no âmbito desportivo.

Meus senhores, se hoje temos um futebol em guerrilha o mesmo se deve a vários intervenientes, e muitos desses intervenientes estão fartos de ser “esmiuçados” em vários locais, desde os presidentes dos clubes, aos diretores de comunicação, etc … Falta na minha opinião falar de um outro grande interveniente neste clima de guerrilha e de ódio que paira no futebol português, são vocês, os diretores dos órgãos de comunicação social.

São vocês que cada vez mais preferem fazer um jornalismo de escândalo e que servem os interesses de alguém, não sei quem, em vez de procurarem fazer um jornalismo exemplar, um jornalismo imparcial e liberto de interesses. Não poderia estar a escrever este paragrafo em melhor altura visto que ainda esta semana fomos “bombardeados” pelo escândalo da viciação de resultados que foi alvo, e muito bem, de um jornalismo de investigação que foi aos “podres” do match fixing.

O problema vem já a seguir, é quando há outros meios de comunicação social a usar este mesmo escândalo, que já por si é grave, para levantar suspeições infundadas e carente de provas, sim estou a falar das acusações feitas ao jogo Rio Ave-Benfica de 2015/2016. Um jornal decide usar este escândalo, como se já não bastasse a gravidade do que passou, para servir os interesses de alguém e alegar que o jogo foi “comprado”. O mesmo jornal que tão rapidamente veio para a praça pública lançar mais lenha para a fogueira inflamada do futebol português não se deu sequer ao trabalho de verificar que dois dos quatro jogadores constituídos arguidos neste escândalo nem sequer jogaram esse jogo, isto só tem um nome: incompetência.

E a incompetência não quero acreditar que vem dos jornalistas, porque seria um insulto à própria classe onde eu me pretendo inserir, mas uma incompetência de quem encomenda e aceita este tipo de noticias que só visam manchar o nome de instituições, de pessoas e de propagar este clima de odio que cada vez existe em Portugal.

Chega e basta de termos órgãos de comunicação social que não seguem uma linha editorial condizente com o código deontológico do jornalismo, exijo um jornalismo imparcial, um jornalismo desportivo que apoie mais o futebol e que não esteja apenas constantemente a tentar descredibiliza-lo. É com enorme tristeza que vejo imensos jornalistas, alguns dos quais meus amigos, que possuem um enorme potencial a nível de conhecimento futebolístico, serem desperdiçados em nome de um jornalismo de escândalo, o tipo de tablóide.

Artur Agostinho será sempre para mim uma referencia da perfeição do jornalismo português, um sportinguista que vibrou com as conquistas europeias do Benfica  Fonte: Louletania
Artur Agostinho será sempre para mim uma referencia da perfeição do jornalismo português, um sportinguista que vibrou com as conquistas europeias do Benfica
Fonte: Louletania

Jovens jornalistas com grandes capacidades de leituras táticas, com grandes capacidades de promover um debate futebolístico do jogo que ocorre dentro das quatro linhas e que são moldados, quando entram no mercado de trabalho, à imagem daquilo que os seus órgãos de imprensa querem. Mais perguntas e mais artigos de escândalos e daquilo que se passa fora das quatro linhas e menos para o jogo jogado em si, os 90 minutos que nos apaixonam e fazem vibrar todas as semanas. É esta a triste realidade do jornalismo desportivo português, um enorme potencial desperdiçado pelo clima de ódio que vende jornais e dá audiências.