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Que ténis querem, afinal, os tenistas?

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Cabeçalho modalidadesJá há muito tempo que paira sobre o mundo do ténis profissional uma espécie de nuvem que ameaça a tão longa tradição do ténis. Umas vezes por pressão de patrocinadores, outras por parte dos atletas, esta conversa é daquelas que volta e meia volta à baila no mundo da bola verde.

Se a época profissional masculina experimentou, na reta final do seu circuito, uma série de mudanças (bruscas, diga-se de passagem) naquela que foi a edição de estreia do ATP NextGen Finals, em 2018 será a vez de também a ITF (Federação Internacional de Ténis) aplicar alterações (há muito reivindicadas por muitos atletas) ao formato da Taça Davis. Para já, as alterações serão aplicadas a título experimental e apenas nos Grupos I e II – não se estendendo, para já, ao Grupo Mundial.

A proposta da ITF passa por encurtar os encontros, passando estes a ser disputados à melhor de três sets (ao invés de cinco – como sempre aconteceu) e reduzir também os dias de competição: ao contrário dos tradicionais – dias de prova (em que são disputados dois encontros de singulares no primeiro e terceiro dias, e o encontro de pares no segundo) em 2018 as eliminatórias serão apenas disputadas durante sábado – dois singulares – e domingo – par e, se necessário, os restantes encontros de singulares até a eliminatória estar concluída.

Fonte: Reuters
Fonte: Reuters

É certo que o ténis – à semelhança da generalidade das modalidades- é um desporto em evolução, e isso só significa que está vivo e com novas ideias. No entanto, vivemos numa época em que no mundo do desporto, muitas vezes o desporto em si é o que menos manda: pressões surgem cada vez de companhias televisivas, entidades patrocinadoras, apostadores entre muitos outros baseadas todas elas no mesmo: dinheiro.

A Taça Davis era, em tempos, o sonho de todo o tenista profissional. John McEnroe, Yannick Noah, todos os atletas lutavam até à ultima gota de suor para que o seu país saísse vencedor da batalha que disputava. Fernando Meligeni – antiga estrela do ténis brasileiro – assumiu que o que faz da Davis Cup um evento ímpar é exatamente o facto de ser longa, cansativa, ruidosa, levando muitas vezes os jogadores à beira de um ataque de nervos. Hoje assistimos a uma realidade completamente diferente.

Não é surpresa para ninguém ver Nadal, Federer, Djokovic e restantes porta-bandeiras de muitos países, abdicar de representar o seu país na prova para descansar, optando por se prepararem para disputar outras provas do circuito ATP. Parece que ser patriota passou de moda, e isso é algo que me entristece um pouco enquanto adepto da modalidade.

Se por um lado concordo com o argumento principal dos jogadores (queixam-se que a época é demasiado longa, demasiado preenchida com torneios e competição), por outro deixo a pergunta para os leitores: por que razão se corta na única prova verdadeiramente ímpar e uma das mais emocionantes para os fãs, jogadores, e todos os envolvidos na modalidade, e não nas dezenas de torneios do circuito ATP que preenchem verdadeiramente todas as semanas do ano? Será que o mundo do futebol aplaudiria um corte no Campeonato do Mundo de Futebol – imagine que este se passava a disputar só com 8 equipas, disputando se a Final entre o vencedor de cada grupo. Soa estranho não soa?

Fonte: Reuters
Fonte: Reuters

Dos dois lados da balança devem ser colocadas as expetativas e considerações dos atletas, mas também se deve ter em conta o espetáculo desportivo, no qual os fãs são, sem margem para dúvidas, o principal protagonista. Se a evolução do desporto se cingir meramente à evolução dos interesses económicos de muitos intervenientes nas modalidades, então, podemos voltar a recuperar as velhinhas cassetes VHS, e reparar o leitor, porque o desporto de antes era, sim, um verdadeiro hino à emoção pelas modalidades que tantos adeptos adoram.

Foto de Capa: AP

Vitória FC 0-5 FC Porto: Mão cheia devolve liderança

Cabeçalho Futebol NacionalO Vitória recebeu esta noite o FC Porto no Bonfim, numa partida a contar para 14ª jornada da Primeira Liga. Os sadinos apresentaram um onze bastante diferente, relativamente ao do jogo frente ao Vitória de Guimarães.

Os primeiros dez minutos da partida pertenceram claramente à equipa da casa que entrou muito bem e, inclusive, teve a primeira oportunidade de golo do jogo logo aos três minutos, por parte de Edinho. Depois  dessa fase inicial o FC Porto começou a crescer e aos 12 minutos Marega poderia ter feito o primeiro dos azuis e brancos, mas Cristiano, que brilhou durante toda a primeira parte, negou o golo ao avançado.

Já aos 30′ a equipa visitante poderia ter feito o primeiro golo, mas o guarda-redes do Vitória, enorme, negou o canto direto de Alex Telles e cedeu novo canto ao Porto. Desse canto surgiu, depois de muitas ameaças, o primeiro golo da partida. Aboubakar marca de cabeça, depois de canto batido pela esquerda, num lance muito contestado pelos homens do Vitória. Foram necessários somente mais dez minutos para os dragões chegarem novamente ao golo, desta vez por parte de Marega, depois de defesa de Cristiano e uma bola ao poste, o esférico vai direto aos pés do avançado que não perdoa.

O Vitória ainda tentou avançar no terreno, mas, ainda antes do final da primeira parte, Vasco Fernandes fez falta na área e o juiz da partida, depois de recorrer ao vídeo-árbitro assinalou grande penalidade. Cristiano ainda se atirou para o lado certo, mas Aboubakar não falhou e bisou na partida.

A figura da segunda parte foi, claramente, a tempestade Ana, que trouxe ainda mais vento e chuva. Sem as melhores condições, os dragões regressaram do intervalo bastante superiores ao Vitória, que só conseguiu criar perigo aos 60 minutos por parte de João Teixeira. Nove minutos depois Aboubakar fez o hat-trick, deixando assim, o FC Porto a vencer por quatro bola a zero. Os esforços dos sadinos de pouco valeram e só Nuno Pinto voltou a criar perigo a José Sá, com um canto batido diretamente à baliza.

Aos 82 minutos, Marega isolou-se, esperou que Cristiano saia da baliza, e cara a cara com o guardião do Vitória, fez o quinto golo dos dragões e o seu segundo na partida.

Assim mesmo o jogo terminaria, com os dragões a fazer prevalecer a sua qualidade e raça, regressando à liderança, depois de uma vitória de mão cheia em Setúbal.

Vitória FC 0-5 FC Porto: Magia africana faz frente à tempestade

fc porto cabeçalhoÀ 14ª jornada do campeonato, os sadinos receberam o FC Porto num jogo do qual dependia a continuação na liderança, uma vez que os dois grandes rivais venceram os seus jogos. Logo à partida duas surpresas: Felipe no banco de suplentes, Maxi e Diego Reyes titulares. Já Óliver, viu o jogo da bancada. Uma clara gestão do plantel num mês tão complicado em termos de calendário.

O FC Porto começou apostando no jogo direto para Marega que caía na linha. Aos dois minutos, grande oportunidade para o Vitória FC, por Edinho, para as mãos de Sá. Primeira ocasião para o FC Porto, dois minutos depois: livre para a área dos sadinos, desvio de Marcano e Aboubakar a cabecear por cima.

Aos seis minutos, passe perfeito de Herrera para Aboubakar que cabeceia para defesa fácil de Cristiano. Aos 15′, quando Marega surgia em boa posição para finalizar, é assinalado fora de jogo. Nesta altura do jogo já a tempestade Ana criava muitas dificuldades, com vento muito forte.

Aos 24’ Brahimi, isolado, tem tudo para abrir o marcador, mas o guarda redes sadino evita o golo. O FC Porto continuava a atacar e aos  31’ o sujeito do costume, Aboubakar, faz o primeiro golo, de cabeça, na sequência de um canto. Muitas queixas dos sadinos por alegada falta e José Couceiro acabaria mesmo por ser expulso.

A cinco minutos do intervalo Marega faz o segundo golo numa jogada às três tabelas. Aos 45+1’, penálti a favor dos azuis e brancos convertido por Aboubakar. Um FC Porto com muita posse e muito dominante na primeira parte.

O FC Porto venceu e convenceu em Setúbal Fonte: Facebook do FC Porto
O FC Porto venceu e convenceu em Setúbal
Fonte: Facebook do FC Porto

Ao intervalo, Sérgio Conceição mexe na equipa, tira Brahimi e faz entrar Corona. Aos 65’ sai Ricardo para entrada de André André. Passados dois minutos, sai Vasco Fernandes e entra Arnold na equipa sadina.

Aos 69’, a magia africana faz-se sentir novamente no Bonfim e Aboubakar faz o hattrick. Substituição nos sadinos ao 73’, sai Tomás Podstawski e entra André Pedrosa; no FC Porto sai Ricardo e entra Tiquinho Soares.

Aos 85’, Marega isola-se após passe de Abou e faz o quinto golo dos dragões. Depois de uma vitória cheia e dominadora, o FC Porto regressa à liderança do campeonato com os mesmo 36 pontos que o Sporting CP e mais três pontos do que o SL Benfica.

Manchester United FC 1-2 Manchester City FC: Ainda não podem mandar vir as faixas, mas quase

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Cabeçalho Liga Inglesa

Ao vigésimo duelo entre Mourinho e Guardiola, o catalão voltou a sorrir, somando a nona vitória em 20 duelos com o português. Porém, ao contrário de outros confrontos em que venceu folgadamente, teve de suar para reforçar a liderança na Premier League.

Mourinho começou por conseguir impôr o seu futebol. Colou Matic e Herrera (dupla do meio-campo) à linha defensiva e, com isto, dificultou a circulação do City no corredor central do meio-campo dos red devils, onde estes estiveram sempre em superioridade numérica.

Ciente disto, Guardiola fez descair a sua referência ofensiva, Gabriel Jesus, para a faixa esquerda, ao mesmo tempo que interiorizou Sterling, fazendo com que o corredor central ofensivo dos citizens passasse a ter mais apoios.

Com isto, os skyblue conseguiram ter mais fluidez na criação no meio-campo contrário, mas essa não foi eficaz. Aliás, o primeiro sinal de perigo real surgiu de uma bola longa … e acabou por ser um tapete de entrada para o golo inaugural. Sané a receber com o joelho, antes de deixar para trás Ashley Young e disparar para boa defesa de De Gea; na sequência do canto, o City concretizou a ameaça que fizera momentos antes. De Bruyne encontrou Otamendi, este ganhou nas alturas sobre Lukaku, e David Silva fuzilou as redes do United.

Não havia volta a dar, Mourinho tinha de ordenar que se tomasse iniciativa (mesmo sem Pogba). Tentou fazê-lo, mas nunca assustou o City. Parecia que só um erro dos citizens poderia alterar o resultado. Pois bem, esse erro aconteceu. Instantes antes do fim da primeira parte, Otamendi e (sobretudo) Delph reagiram mal a um cruzamento largo de Ashley Young e Rashford, nas costas, aproveitou para igualar a partida.

 

Derby foi muito duro Fonte: Reuters
Derby foi duro, que o diga Ander Herrera
Fonte: Reuters

No reatar da partida, Guardiola arriscou e colocou Gundogan no lugar de Kompany. Mourinho também efetuou uma alteração, mas fê-la por necessidade, dada a lesão de Rojo, substituído por Lindelof. Esta, porém, não foi a única mudança imposta pelo técnico português. O United deixou de estar tão expectante e passou a atacar o meio-campo contrário de forma mais agressiva. O jogo ficou, portanto, mais aberto.

A bola passou a rondar as duas balizas, o jogo ficou animado e sentia-se que o golo podia para qualquer um dos lados. Caiu para o do City. Na sequência de um livre, descaído sobre a esquerda do ataque dos skyblue, Lukaku aliviou a bola contra as costas de Herrera, a bola sobrou para Otamendi e o argentino, na cara de De Gea, não enjeitou a oportunidade de dar vantagem à sua equipa.

Guardiola reagiu rapidamente. Tirou Gabriel Jesus e colocou Mangala. O City passou a jogar mais baixo, e a apostar na transição rápida, enquanto que o United foi forçado a intensificar a pressão. Neste contexto, voltou a ser o City a estar, primeiro, mais perto do golo – De Bruyne conduziu e concluiu um contra-ataque com um disparo de longe que obrigou a grande defesa de De Gea – mas o United não se ficou e Rashford imitou o belga… e Ederson imitou o guardião espanhol.

Mourinho forçou a barra e fez entrar Ibrahimovic e Mata para o lugar do Lingard e Herrera. O United cresceu no terreno, passou a jogar mais no meio-campo contrário e esteve perto de ser feliz. Lukaku e Mata, de forma sucessiva, porém, foram travados por duas enormes intervenções de Ederson.

No fim, terá sido Guardiola a consolar Mourinho Fonte: Manchester United FC
No fim, terá sido Guardiola a consolar Mourinho
Fonte: Manchester United FC

Os red devils continuaram a ameaçar, mas foram perdendo o critério à medida que o jogo ia chegando, infelizmente, ao fim.

O Manchester City sai de Old Trafford com a liderança reforçada. Se o líder do campeonato não caiu no terreno do segundo classificado, fica difícil perceber quando isso acontecerá. São agora 11 (!) os pontos que o separam do Manchester United e ainda só estamos em meados de Dezembro. Uma diferença que não ficou ilustrada neste derby, mas que, pela regularidade dos citizens, não parece vir a ser reduzida tão cedo.

Foto de capa: Manchester City FC

SC Braga: O que já fez e até onde pode chegar?

Cabeçalho Futebol Nacional

Renovado e com ambições reforçadas, o Sporting de Braga entrou nesta nova época procurando construir as bases para o grande objecivo do presidente António Salvador, sagrar-se campeão nacional numa das próximas épocas. Para tal o plantel sofreu grandes alterações, com aposta em alguns jovens jogadores que haviam dado nas vistas nas épocas anteriores, e alguns jogadores provenientes dos 3 grandes que estavam sem espaço de competição nos respectivos clubes.

A aposta em Abel Ferreira como treinador também foi na senda de procurar alguém com ambição de mostrar o seu trabalho e construir uma carreira ao mais alto nível, alguém com potencial de crescimento pessoal e com vontade de projectar a equipa para outros níveis.

Relativamente ao plantel, nesta época, comparativamente às anteriores, nota-se um maior equilíbrio entre as várias opções para cada posição. O treinador tem conseguido gerir bem a equipa, e fazer com que esta mantenha o rendimento seja quais forem os elementos em campo. Isso deve-se a um aumento de quantidade com qualidade. Por exemplo, nas faixas do ataque minhoto verificamos que já vários jogadores tiveram oportunidade de jogar e se mostrar a grande nível. João Carlos Teixeira, emprestado pelo Futebol Clube do Porto, foi uma das primeiras figuras a destacar-se pelos braguistas, contribuindo para o crescimento da equipa após a entrada na presente época. Já com bastantes jogos realizados como titular, o fantasista médio que pode jogar também pela ala, já deslumbrou a plateia do Braga com a sua excelente capacidade técnica.

Xadas é a grande promessa das escolas do SC Braga Fonte: SC Braga
Xadas é a grande promessa das escolas do SC Braga
Fonte: SC Braga

Outro dos grandes destaques foi o jovem da cantera, Xadas, que no seguimento do que já tinha demonstrado pelas seleções jovens de Portugal iniciou a época em grande forma, encantando com a qualidade do seu pé esquerdo. Capacidade de rotura, técnica, e um remate bastante forte, são os principais atributos deste jovem. Fábio Martins (ex Chaves) e Ricardo Esgaio (ex Sporting) têm sido outras figuras importantes na referida posição.

Jogadores que Admiro #87 – Roger Federer

Cabeçalho modalidades

Terminada a temporada tenística de 2017 olhar para o ano em retrospetiva permite identificar um Rafael Nadal de regresso à sua melhor forma, entenda-se, menos fustigado por lesões mas, acima de tudo, permite perceber que há um suíço para o qual, aparentemente, não existem limites. No cartão de identidade de Roger Federer a data de nascimento parece ser um dado meramente ilustrativo, tal é a forma como ainda joga (ou será preferível dizer “como joga cada vez melhor”) o Maestro.

Descrever o que foi e continua a ser a carreira de Roger Federer é um exercício que não cabe num artigo. Este já ganhou (quase) tudo o que havia para ganhar e, diga-se, só lhe falta mesmo uma medalha de ouro olímpica em singulares (algo que, provavelmente, nunca virá a acontecer) para que se possa dizer, quando FedEx se retirar, que a sua carreira foi absolutamente perfeita.

A verdade é que depois de 19 títulos do Grand Slam, depois de ter sido número um do ranking ATP durante um total de 302 semanas (237 das quais consecutivas), e depois de ter vencido 1132 encontros e de ter perdido apenas 250 (81,91%), Roger Federer continua a ser o tenista mais acarinhado do circuito ATP. É-o, seguramente, pela qualidade que demonstra dentro de court mas também o é, indubitavelmente, pela classe e desportivismo que transpira fora de campo. Homem de causas nobres, apenas uma memória prodigiosa poderá conseguir encontrar um momento em que Federer tenha discutido com um árbitro, sido menos correto com um adepto ou tenha tido menos fair play para com um adversário.

Roger Federer é, para muitos, o melhor tenista de sempre Fonte: Facebook de Roger Federer
Roger Federer é, para muitos, o melhor tenista de sempre
Fonte: Facebook de Roger Federer

Desportivamente falando, o suíço é uma máquina de jogar ténis. Aliás, quando se compara, por exemplo, Federer e Nadal, existe sempre a tentação de fazer uma analogia com a rivalidade entre Messi e Cristiano Ronaldo. Federer é o Messi do ténis, é (supostamente) um predestinado enquanto Nadal é obra de muitas horas de trabalho. Puro erro! Ninguém nasce predisposto a jogar ténis como o suíço o faz. É certo que a sua elegância é notável e, certamente, não se aprende nos treinos, mas não foi um qualquer toque de Midas que o levou a executar próximo da perfeição uma tão grande variedade de serviços, a ter uma pancada de direita tão devastadora (em potência e em colocação) ou a ter aquele que é, seguramente, o melhor jogo de pés da história do ténis.

Assistir a um jogo de Roger Federer é admirar uma prática desportiva mas também é, em certa medida, um exercício cultural. Há ali poesia em movimento, qual Pablo Neruda do serviço-volley, qual William Shakespeare do amorti com side spin, qual Dante do passing shot de esquerda, qual Walt Whitman do SABR. Federer não é “apenas” um tenista; ele é o Deus do ténis.

O suíço terminará o ano 2017 como número dois do ranking mundial. O tempo luta agora contra ele, a capacidade física já não é a mesma de outrora mas, se há algo que Federer há já muito tempo ensinou aos adeptos de ténis é que, para ele, não existem impossíveis. Como tal, espera-se com muita expetativa pelo início da próxima temporada que, quem sabe, o poderá levar de regresso ao topo do ranking ATP. E se Federer assim o quiser (e fisicamente puder), restam poucas dúvidas de que o irá conseguir. Depois, poderá deixar a modalidade se assim o entender, mas a verdade é que (quase) ninguém quer que tal aconteça; para quem gosta de ténis, Federer é de sempre e para sempre.

Foto de Capa: Facebook do Australian Open

Roman Reigns: Um fenómeno justo ou sobrevalorizado?

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Cabeçalho modalidades

Roman Reigns venceu no passado mês de Novembro o Título Intercontinental da WWE, adquirindo assim o raro estatuto de Grand Slam Champion, distinção atribuída aos lutadores que colecionaram ao longo da sua carreira um título principal, um de equipas, e os dois títulos secundários da companhia. No formato atual, para uma Superstar da WWE se tornar um Grand Slam Champion precisa de se tornar WWE Champion ou Universal Champion, vencer um dos títulos de equipas, Raw ou Smackdown Tag Team Title, e ainda o Título Intercontinental e o Título dos Estados Unidos.

Assim, na edição semanal do Monday Night Raw de 20 de Novembro, o “Big Dog” destronou o agora ex-campeão intercontinental The Miz, para juntar ao seu palmarés o último título da companhia que lhe faltava para atingir o marco que se especulava que estaria próximo.

O wrestler conseguiu assim em 5 anos após a sua estreia no elenco principal da WWE, um feito que várias lendas do Sports Entertainment nunca alcançaram durante toda a sua carreira.

bO “Big Dog”  momentos antes de defender com sucesso o seu título pela primeira vez  Fonte: WWE
bO “Big Dog” momentos antes de defender com sucesso o seu título pela primeira vez
Fonte: WWE

A verdade é que, apesar do sucesso de Roman Reigns, a opinião dos fãs sobre o lutador difere. Se uns lhe dão todo o mérito pelo seu percurso, outros consideram que a sua figura é um produto sobrevalorizado pela direção. E esse contraste de opiniões é audível sempre que Roman entra no ringue, em que os gritos de apoio lutam com o ruído das vaias e assobios.

Os críticos do “The Guy” apontam que a sua ascensão não corresponde às suas aptidões como atleta ou como entertainer, mas apenas à sua forma física, e responsabilizam o presidente da WWE, Vince McMahon. Mr. McMahon é conhecido pelo seu apreço por lutadores com físicos possantes e elevada massa muscular, os chamados “powerhouses”, e já foi acusado várias vezes pela disparidade de oportunidade dadas aos atletas com essas características em comparação com os outros. Jinder Mahal e Ryback são alguns exemplos recentes de lutadores que corresponderam ao perfil associado à preferência do CEO da WWE. Roman Reigns, com 1,91 metros e 120 quilos, não foge também a essa aparência física, e o seu desenvolvimento explosivo é muitas vezes comparado ao de Batista na Ruthless Aggression Era.

A verdade é que o powerhouse dos The Shield nunca virou as costas às adversidades e, mesmo quando o público desejava o seu declínio, o wrestler demonstrou, principalmente no último ano, significativas melhorias na sua performance dentro do ringue e também as suas capacidades com o microfone, o que valorizou as suas exibições e as suas promos.

Consequentemente, o lutador apresenta-se atualmente como uma das superstars mais completas do main roster da World Wrestiling Entertainment, e o seu reportório deixa visível que, quer se goste ou se odeie, Roman Reigns é uma das maiores referências da modernidade do wrestling mundial.

Foto de Capa: WWE

Toronto FC 2-0 Seattle Sounders FC: Até para o ano, MLS!

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Cabeçalho Futebol Internacional

Terminou mais uma época da liga norte-americana depois de uma final entre dois coletivos que, no ano passado, chegaram também a este derradeiro jogo. Depois de duas intensas confederações onde o próprio Toronto consagrou-se campeão da sua e o Seattle vice-campeão da também sua confederação, as duas equipas entraram diretamente nos quartos de final do play-off por isso mesmo, por terem ficado nas duas melhores posições de cada confederação. Assim sendo, nem uma nem outra equipa precisaram de jogar as duas mãos dos oitavos de final dos play-offs.

A partida da final realizou-se no terreno do Toronto FC pois foi a equipa que mais pontuou na época passada.

Vamos ao grande jogo. O jogo onde o Seattle tinha em mãos a possibilidade de tornar-se bi-campeão ou o Toronto vingava a final do ano passado perdida nas grandes penalidades.

O Toronto FC entrou em 4-1-2-1-2 onde, em muitos momentos de jogo, tornou-se num 4-3-3 com Giovinco a cair para a ala direita para aproveitar a sua velocidade. Do lado esquerdo o espanhol Vazquez tinha a responsabilidade de fazer um jogo mais interior e assistir para a dupla atacante. O Seattle entrou em 4-2-3-1 com Dempsey a Bruin a serem as duas figuras mais ofensivas e perigosas para qualquer guarda-redes,

Os primeiros minutos de jogo ficaram a cargo do ataque e meio campo do Toronto onde Vasquez e Giovinco foram figuras fundamentais a criar lances de ataque e a ligar os terrenos mais recuados com o avançado Altidore. Aos 10 minutos, Giovinco ameaça a baliza do adversário depois de um belíssimo passe de Vazquez a rasgar longos metros do terreno. Os segundos dez minutos da partida trouxeram a mesma posse de bola para o Toronto FC mas uma maior gestão na hora de arriscar em subir no terreno. Stefen Frei começou cedo a mostrar a sua qualidade entre os postes: neste inicio de jogo onde a defesa do Seattle esteve longe do que pretendia o seu treinador, o guarda-redes suíço figurou em quase todos os remates da equipa de Toronto.

Aos 30 minutos de jogo tivemos muito mais do mesmo, muito jogo de meio campo e sempre que se concretizassem jogadas de ataque cabia aos jogadores do Toronto serem os protagonistas e ao Seattle a limitar-se a defender. Muitas lutas diretas nas alas ficaram à responsabilidade de Morrow: o defesa esquerdo aproveitou muito do terreno livre na sua frente para em diversas ocasiões subir e tornar-se num autêntico extremo. Do lado direito aconteceu o mesmo muito devido ao esquema tático do Toronto FC onde, se considerarmos existir extremos, são bastante interiores. 34 minutos da primeira parte e mais  uma vez, o suspeito do costume Giovinco voltou a dar trabalho a Frei com um remate fortíssimo de fora de área.

Impressionante o meio-campo do Seattle a deixar Giovinco completamente sozinho para fazer o que quiser com a bola. Se quisermos destacar um defesa do Seattle que foi também muitas vezes o bombeiro da equipa é Roman Torres, este alto defesa central colou-se vezes sem conta entre a bola e Altidore e não deixou o avançado finalizar.

Intervalo em Toronto e as duas equipas regressavam aos balneários sem golos marcados. O Toronto esteve por cima dos adversários muito por causa da desorganização do meio-campo do próprio Seattle. Nota para a excelente primeira parte de Giovinco, Vazquez e Frei que foram protagonistas nas suas funções. Para esta segunda parte, ficava a dúvida sobre como o meio-campo do Seattle iria reagir e se o Toronto acabava por marcar, finalmente, o primeiro golo da partida.

A segunda parte começou logo com o Seattle a tentar reter a bola mas a não conseguir levá-la ao terreno adversário. Numa dessas tentativas, o Toronto contruiu uma jogada de contra-ataque e o lateral direito Beitashour conseguiu fazer um bonito remate em arco que rasou o poste da baliza do Seattle. Bom momento ofensivo por parte do lateral internacional do Irão. Delgado, médio do Toronto, começou cada vez mais a surgir na partida.

Juventus FC 0-0 FC Inter Milão: As redes não abanaram

Cabeçalho Liga Italiana

Jogo grande da 16ª jornada naquele que é um dos derbys da Serie A, colocou frente a frente o 1ª classificado contra o 3º, num duelo entre o melhor ataque da prova e a única equipa invicta no campeonato. As expectativas eram elevadas, contudo, não se perspetivavam muitos golos dado a grande eficácia defensiva dos nerazzurri muito por força do que tem sido o 4–2-3-1 imposto por Luciano Spalletti e por outro lado como resultado da inconstância ofensiva da Juventus esta época, aliando ainda o menor tempo de descanso face ao último jogo.Não haver golos nem sempre é sinónimo de um mau jogo de futebol e é esta a melhor frase para espelhar aquilo que foi este jogo.

Ao longo de toda a partida só uma equipa procurou realmente alcançar os 3 pontos, a Juventus, que desde início balanceou-se para o ataque remetendo a equipa do Inter para a linha dos últimos 20 metros, tendo apenas alguns contra-ataques sem qualquer perigo. Na primeira parte houve um claro domínio por parte da equipa da casa que podia ter chegado à vantagem por intermédio de Mandzukic que aos 10 minutos teve uma dupla oportunidade para concretizar e a acabar o primeiro tempo outra, contudo, na baliza adversária estava um gigante Handanovic que invariavelmente levava a melhor sobre o Croata.

Já na segunda parte, o jogo equilibrou-se com a Juventus a não conseguir criar tanto perigo quanto no primeiro tempo e com os nerazurri a conseguirem encontrar a coesão e consistência defensiva sobretudo após a “jogada estratégica” de Spalletti ao colocar em campo Gagliardini, o que se viria a demonstrar fulcral para controlar então as fortes investidas da Vecchia Signora. Provavelmente como resultado do jogo na Grécia, na passada Quarta-Feira, o “gás acabou” e com ele acabou também o discernimento da Juventus em construir oportunidades de perigo, conseguido apenas por mais duas vezes chegar junto da baliza adversária, sempre por Mandzukic mas o croata desperdiçou algumas ocasiões de golo e é em parte o principal pelo responsável pelo nulo no marcador.

O empate não é de todo um resultado negativo para a equipa do Inter, não obstante o facto de poder ver a equipa do Nápoles passar-lhe à frente já amanhã, caindo assim para o segundo posto. É um resultado que serve de aperitivo para o que vai ser um dos mais renhidos campeonatos italianos de sempre.

Foto de capa: FC Inter Milão

Boavista FC 1-3 Sporting CP: Bis Dost em tabuleiro axadrezado!

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O Sporting entrou nesta 14ª. jornada já a saber o resultado do seu rival da Segunda Circular, tendo assim que ganhar para desta forma manter a vantagem pontual sobre o mesmo. Era certo que o ambiente não era fácil, visto que o Boavista é uma equipa com historial na Primeira Liga e muito forte quando joga em casa, prova disso são os números: em cinco vitórias, quatro delas foram no Bessa, uma contra o Benfica. Nos leões, a mudança para o último jogo do campeonato foi a saída de Acuña para a entrada de Bruno César.

O jogo começou com uma lamentável atitude dos adeptos leoninos, que lançaram fumos antes do início da partida, deixando o relvado com pouca visibilidade para dar o pontapé de saída.

Até aos primeiros quinze minutos, o jogo acompanhava a temperatura que se fazia sentir: estava frio, e com poucas ou nenhumas jogadas de ataque. Os leões estavam a falhar mais passes que o normal, talvez também por mérito da equipa de Jorge Simão que, a jogar em 4-4-2, deixava a equipa adversária fazer o seu jogo até ao meio-campo, fechando bem depois de passar esta marca. Do outro lado, o outro Jorge mostrava-se inconformado com o estado da partida, estando sempre muito activo na hora de dar indicações aos seus jogadores.

O Sporting, após bastantes dificuldades apresentadas pela equipa da casa, acaba por conseguir chegar à vantagem por mérito de Fábio Coentrão. Numa altura em que já se contavam alguns minutos após os 45, Podence faz um bom trabalho a ludibriar a defensiva do Boavista, cruza para a área, onde aparece o defesa esquerdo ao segundo poste a cabecear, não dando hipótese ao guarda-redes adversário.

O jogo foi para intervalo com o resultado a pender para os leões, mas a equipa de Simão teimava em apresentar dificuldades ao adversário, estando em bastante destaque Rochinha, Kuca (que em diversas vezes trocou as voltas ao marcador do golo) e Fábio Espinho.

Fábio Coentrão marcou o primeiro golo do campeonato ao serviço do Sporting Fonte: Sporting CP
Fábio Coentrão marcou o primeiro golo do campeonato ao serviço do Sporting
Fonte: Sporting CP

O Boavista entrou com vontade de dar um rumo diferente ao jogo. Vitor Bruno cruzou e Kuca por pouco que não chegou à bola, ficando bastante próximo de Rui Patrício. Do outro lado, os leões perderam uma oportunidade incrível para golo. Podence, que até agora estava a fazer um jogo exímio, levou a bola até à entrada da área, passou para Dost que estava à sua frente e o holandês, em vez de chutar, passa mais para o lado, para Bruno Fernandes. É necessário frisar que Dost estava de frente para a baliza e, ao passar para Bruno Fernandes, mas acabou por perder o ângulo para a baliza, não tendo assim o resultado esperado.

Pouco antes da hora de jogo, Jorge Jesus troca Bruno César por Acuña, que não tinha aparecido muito na partida, tentando dar assim mais rapidez à ala.

É mesmo o argentino que acaba por ganhar o canto que deu o segundo golo ao Sporting. Depois de canto batido pelo lado direito, Mathieu salta mais alto que todos, cabeceia ao poste e Dost, na recarga, marca o seu primeiro tento na partida.

Contudo, o Boavista não baixou os braços e reduziu, dando assim esperança para um resultado diferente. As substituições feitas pelos Jorge(s) surtiram efeito: se, de um lado, foi um jogador que saltou do banco a ganhar o lance para o golo, do outro foi Mateus, recém entrado, que acabou mesmo por marcar, depois de um erro colossal de Coates. Vítor Bruno conseguiu arrastar a marcação toda, aparecendo do outro lado o jogador angolano, que apenas teve que encostar para dentro da baliza.

O jogo estava frenético! Foram três os golos marcados no espaço de quatro minutos. Depois de um livre batido por Bruno Fernandes, Mathieu, novamente, salta por cima de todos os outros, passa para Dost que aparece para fuzilar Vagner.

Se na primeira parte, poucos motivos haviam para sorrir por parte dos adeptos que se deslocaram ao Estádio do Bessa, rapidamente valeu a pena por estes minutos da segunda parte. Para além do ritmo electrizante, o espectáculo táctico que os treinadores apresentaram também merecia nota positiva.

Até ao fim do jogo, o Sporting conseguiu controlar o jogo nos minutos restantes, com Jesus a fazer uma gestão da equipa, tirando Bruno Fernandes para entrar o recém aparecido Bryan Ruiz, acabando por vencer tranquilamente.

Nota muito positiva para este jogo: um bonito jogo por parte de ambas as equipas, mostrando um bom futebol e uma capacidade táctica fora do normal  sendo um espectáculo bonito para fim de dia. Os leões partem agora para a próxima jornada com vantagem de três pontos sobre o terceiro classificado, Benfica, e à espera do resultado do jogo do FC Porto.