Início Site Página 11931

Rivais de Lisboa lideram Andebol 1, mas o FC Porto está à espreita

0

Cabeçalho modalidadesApós de 13 jornadas de grande competição chegou ao fim a primeira volta da principal competição nacional da modalidade.
Os Campeões Nacionais, Sporting CP, assumem, neste momento, a liderança do Campeonato. Conta com o melhor ataque da competição e tem apenas um empate (ABC/UMinho) e uma derrota (FC Porto). Seria de esperar que a aventura europeia prejudicasse as pretensões leoninas, mas para já a equipa de Hugo Canela parece ter aproveitado essa aventura para ganhar experiência para as competições internas.

Já eliminado da EHF Champions League, o Sporting pode concentrar-se apenas no Campeonato, mantendo a posição de principal favorito ao título. Será que a breve passagem pela Europa irá afetar a prestação futura dos Campeões Nacionais? Ou teremos um Sporting bicampeão, a começar uma nova hegemonia em Portugal?

Hugo Canela tem feito uma boa gestão física da equipa, levando a que esta se encontre na liderança do Campeonato Fonte: Sporting CP
Hugo Canela tem feito uma boa gestão física da equipa, levando a que esta se encontre na liderança do Campeonato
Fonte: Sporting CP

Vamos, então, para o outro lado da Segunda Circular. Apesar de o plantel do SL Benfica apresentar inicialmente algumas carências em algumas posições chaves da equipa (principalmente na primeira linha), o professor Carlos Resende conseguiu trazer a sua mentalidade vencedora para o clube da Luz. A lesão do canhoto Terzic trouxe ainda mais problemas aos encarnados, que se viram obrigados a ir ao mercado, algo que fizeram com muita qualidade, assegurando o regresso do bem conhecido Nuno Grilo de França e, mais recentemente, do brasileiro Arthur Patrianova (que esteve durante a primeira metade da época a recuperar de lesão com os fisioterapeutas do clube) que vão aumentar o leque de soluções da primeira linha da equipa.

Neste momento, o SL Benfica partilha liderança com o seu maior rival, contando com um empate (ABC/UMinho) e uma derrota (Sporting CP). O grande momento de forma do veterano Hugo Figueira tem sido determinante para a boa fase benfiquista, sendo esta a melhor defesa do campeonato. Será o Benfica capaz de manter a forma até ao final da competição? Terão os reforços qualidade suficiente para ajudar a trazer o título de campeão de volta à Luz?

O grande momento de forma de Figueira faz do Benfica a melhor defesa do Campeonato Fonte: SL Benfica
O grande momento de forma de Figueira faz do Benfica a melhor defesa do Campeonato
Fonte: SL Benfica

Passando para o norte e apesar de um mau começo de campeonato, o FC Porto assume, neste momento, o terceiro lugar, apenas a dois pontos da liderança. Também já eliminado da Europa, os azuis e brancos focam apenas os seus esforços em tentar recuperar o trono do Andebol em Portugal, tendo sofrido há pouco um revés nos seus objetivos com a lesão de Alfredo Quintana, que estará de fora por 2 ou 3 meses. Hugo Laurentino assumiu a baliza portista, mas o lugar de segundo e terceiro guarda-redes está vago, tendo já surgido cinco nomes que poderão (e até já ocuparam) esses lugares, inclusive o treinador de guarda-redes, Telmo Ferreira, retirado há dois anos, que jogou no encontro com o Xico Andebol.

A ausência de Alfredo Quintana vem certamente dificultar as pretensões azuis e brancas Fonte: FC Porto
A ausência de Alfredo Quintana vem certamente dificultar as pretensões azuis e brancas
Fonte: FC Porto

Com os mesmos pontos encontra-se o ABC/UMinho. Mesmo com um verão onde perdeu a maioria da equipa e onde ocorreu um grande corte financeiro, Jorge Rito tem conseguido aproveitar a prata da casa e criou uma equipa competitiva, tal como Carlos Resende nos habituou nos últimos anos. É incrível ver a persistência deste histórico, que mesmo com grandes dificuldades mantém a qualidade de resultados. Mas será que os jovens bracarenses aguentarão o ritmo até ao final?

Menção honrosa para Os Belenenses, que ocupam o sexto lugar, praticando um Andebol de grande qualidade, que se exprime nos resultados e na sua classificação.

A luta está lançada, com as quatro primeiras posições separadas por apenas dois pontos. Certamente teremos grande espetáculo até ao fim e o vencedor final nunca estará assegurado. Esta competição só traz melhorias e avanços para o Andebol em Portugal! Muitos parabéns a todos os intervenientes.

Foto de Capa: Andebol Portugal

Os emails não revelados: Adeptos do Vitória FC exigem demissão de José Couceiro

Cabeçalho Futebol NacionalCaríssimo mister,

É de coração apertado, insatisfeitos pelo presente e receosos pelo futuro, que lhe escrevemos. Muitos têm sido os pensamentos que têm assolado a nossa consciência nos últimos tempos. Tentaremos transmitir-lhe alguns dos que nos parecem mais relevantes.

Sabemos que é praticamente um homem da casa. Que sente o nosso clube. Que entende como é vivido pelos seus adeptos e sócios. Que compreende a grandeza de um clube como o nosso Vitória.

Sabemos que o objectivo era e é construir um projecto a médio/longo prazo. Que tinha uma forte ligação ao nosso Presidente, e que a sua saída veio complicar ainda mais o actual momento e esse mesmo projecto. Fará ainda sentido esse projecto representado nas vossas duas pessoas, quando uma delas já nem sequer está?

Vamos ser verdadeiros e conscientes: isto está muito mau! Péssimo! Sem presidente e quase sem treinador. Ou estaremos enganados? Parece-nos que a saída do nosso actual treinador, que por acaso é o José Couceiro, estará para breve. Para muito breve mesmo. Por nós já devia até ter acontecido. Faça-nos um favor e demita-se!

Já não sabermos o que é ganhar há semanas e semanas. Sabe o que custa para nós adeptos cada dia de cada semana em que não vencemos? Aguardando que o próximo jogo chegue rapidamente. Esperando que aquele seja o jogo da viragem. E depois… mais uma semana. Chega o fim-de-semana e de novo desolados para casa. Sabe que assim as semanas são penosas? Com o Inverno a chegar mais não temos que o nosso Vitória para nos aquecer o coração. E mesmo esse tem-nos aquecido tão pouco. Por favor demita-se!

O que raio é isto? Que futebol é este que temos apresentado? Pode queixar-se dos dois golos que terão entrado nas balizas adversárias sim, e que poderiam significar mais pontos para o nosso clube. Mas nada pode mascarar as exibições. Não jogamos nadinha. Lá atrás está tudo roto. O meio campo está fraquinho. O ataque não tem ninguém que se tenha evidenciado. E não nos falem no Gonçalo Paciência como a solução para tudo.

O aperto de mão de José Couceiro ao ex-Presidente do Vitória FC, tornou-se, após a saída deste, num aperto no coração de todos os adeptos vitorianos Fonte: Vitória FC
O aperto de mão de José Couceiro ao ex-Presidente do Vitória FC, tornou-se, após a saída deste, num aperto no coração de todos os adeptos vitorianos
Fonte: Vitória FC

Fomos só nós que vimos que os avançados do Vitória SC, durante a primeira parte do jogo do passado Domingo, faziam o que queriam, e que se não fossem tão aselhas, estaríamos a levar três ou quatro ao intervalo? Fomos só nós que sentimos a vergonha do que se passou na Luz? E que se percebeu que, mesmo sem a expulsão, teríamos provavelmente levado quatro ou cinco. Não acha isto uma vergonha? Uma equipa completamente ridícula, que após a expulsão estava totalmente perdida em campo, cada um sem saber o que fazer ou para onde correr? Isto depois de termos levado cinco em Portimão. Mas o que é isto??? Por favor demita-se!

FC Barcelona 2-0 Sporting CP: O adeus mais digno

sporting cp cabeçalho 1O Sporting entrou em Camp Nou para o derradeiro jogo da fase de grupos da Liga Milionária com um onze titular entendível na pretensão mas inesperado. Dependendo a ambição de uma vitória, inverter a tendência de domínio do Barcelona seria parte integral da estratégia, adiando sempre o primeiro golo catalão. A aposta em Alan Ruiz, pouco utilizado no passado recente, denunciou a necessidade de ocupação táctica no sector intermédio, tal como a velocidade de Ristovski procurou a longitude no procedimento atacante. O plano para esta difícil missão definiu-se ainda com a combinação entre Acuña e Bruno César, num complexo jogo de coberturas. No lado oposto, o temível génio que faz alterar estratégia ficou no banco de suplentes. Jorge Jesus previa bem.

A primeira parte cumpriu-se com a manobra de contensão da equipa leonina, equilibrando a difícil tarefa defensiva com os procedimentos de desenvolvimento do ataque, que aconteceram em função do posicionamento da primeira linha blaugrana. Atendendo à necessidade de limitar a produção ofensiva do Barcelona, a pressão no seu primeiro sector e o bloqueio do corredor central foram fundamentais, primeiro fechando as linhas de passe, depois controlando a entrada da bola em profundidade, num grande trabalho de envolvimento táctico do meio-campo leonino.

Embora tenha pertencido ao Gigante Europeu a maioria da iniciativa atacante, a concentração do jogo leonino deve elevar-se nesta análise, destacando o papel de Ristovski e Acuña, que num jogo exigente souberam defender eficazmente e esticar o posicionamento táctico do Sporting em campo. Nunca perdendo as noções prioritárias para segurar o jogo, a primeira parte marcou-se também pelo excelente trabalho de Bruno Fernandes, que ficou com a competência de motorizar o plano ofensivo do Sporting com a tentativa de subida em bloco perante um adversário possante na marcação no núcleo do terreno. O intervalo chegou com a missão cumprida: diminuir o Barcelona e adiar qualquer decisão. E se num ou noutro momento tivesse sido questionável a ausência de Gelson e Bas Dost, o tempo provou que a estratégia poderia ser esta.

Fonte: UEFA
Fonte: UEFA

A segunda parte chegou com a aproximação ao esquema habitual de Jorge Jesus. Com mais 45 minutos pela frente, o Sporting reforçava o jogo lateral, a disposição longitudinal no terreno e a presença na área adversária. Foi com naturalidade que a disponibilidade ofensiva do Sporting aumentou, denotando-se, porém, as consequências da exigência da primeira parte na qualidade física de alguns jogadores. Num fluxo ofensivo do Barcelona, o golo inaugural chegaria através de um pontapé-de-canto. E embora possa ser questionável a eficácia da marcação defensiva em bola parada, sofrer um golo por esta via não se compara às hipotéticas falhas provenientes do normal desenvolvimento táctico e da construção do jogo – regras em que o Sporting continuava a ser exímio até então. O golo sofrido, contudo, não diminuiu a qualidade de jogo da equipa leonina, que continuou, agora com mais profundidade lateral, a procurar marcar em Camp Nou, chegando a estar perto com um lance onde Bas Dost foi protagonista.

A entrada em campo de Messi obrigou a evidente alteração táctica do Sporting, ficando Battaglia, à imagem do desafio de Alvalade, com a responsabilidade de acompanhar os seus movimentos, marcando à frente para fechar a linha, e marcando atrás para condicionar a magia. Mas ter Messi significa isso: ter mais posse, mais iniciativa e mais pressão na última linha. Mas é devido a jogos, por exemplo, como o que Piccini fez, que qualquer equipa humilde se pode sustentar de forma digna. As iniciativas atacantes ainda foram surgindo, embora inconsequentes. Por seu turno, o Barcelona só dobrou o resultado num lance infeliz de Mathieu. Muita dignidade na despedida do Sporting da Champions, num jogo em que a estratégia de Jorge Jesus resultou sem resultar, fazendo relembrar que no futebol há coisas que não se controlam.

 

SL Benfica 0-2 FC Basel 1893: Pior era impossível

sl benfica cabeçalho 1Na última jornada da liga milionária, sem pontos e sem hipóteses de continuar na Europa, o Benfica recebeu o Basileia na Luz. Sem esperar muito, os adeptos encarnados deslocaram-se ao recinto para ver a última partida do clube no palco dos sonhos.

Eis que, logo aos cinco minutos de jogo, o Basileia inaugura o marcador por parte de Elyounoussi. O nervoso miudinho instalou-se ao imaginar uma nova goleada. O Benfica pareceu crescer e ter vontade de criar algum perigo, frente a uma equipa Suiça que, precisando da vitória, fazia o mínimo. Após remates falhados, cruzamentos demasiado fortes e cantos desperdiçados, os encarnados tiveram a sua melhor oportunidade aos 45 minutos de jogo, com um cabeceamento de Eliseu, após canto batido por Zivkovic.

Os clube da Luz voltou do balneário com mais vontade e mais pressionante, mas não conseguiu fazer o suficiente para inverter o resultado. Quando o Benfica crescia e parecia mostrar sinais de vida, o Basileia subiu no campo e fez o dois a zero. Desta vez o protagonista foi Oberlin que aos 65 minutos ditou aquele que viria a ser o resultado final. Dez minutos depois, a equipa suiça poderia ter ficado reduzida a dez, após entrada dura por trás de Petretta sobre Gabriel Barbosa.

O jogo não foi além de duas equipas medianas em campo, uma ineficácia extrema do Benfica e um excelente comportamento do Basileia que, precisando de ganhar para não depender de ninguém, veio à Luz buscar os derradeiros três pontos, mesmo praticando um futebol assim-assim. O Benfica não foi além dos inacreditáveis zero pontos, 14 golos sofridos e apenas um marcado.

O Benfica terminou a Liga dos Campeões Fonte: SL Benfica
O Benfica terminou a Liga dos Campeões com zero pontos
Fonte: SL Benfica

FC Bayern 3-1 Paris SG: Bávaros vencem, mas ambos têm motivos para sorrir

Cabeçalho Futebol InternacionalNo duelo entre os dois primeiros classificados do grupo B e dois dos candidatos a vencer esta competição, estava em jogo o primeiro lugar do grupo, embora o Bayern necessitasse de vencer por uma diferença de quatro bolas para o conseguir.

Determinados em consegui-lo, os bávaros começaram praticamente a vencer, ainda nem dez minutos estavam cumpridos. Depois de um cruzamento de James, Coman cabeceia prensado com Thiago Silva e a bola sobra para Lewandowski que, enquanto estava tudo à espera do fora-de-jogo, não se fez de rogado e apenas teve que escolher o lado para fazer o primeiro golo. Nota para o muito mau posicionamento de Dani Alves que estraga a armadilha do fora-de-jogo dos parisienses e coloca, claramente, o polaco em jogo.

A primeira parte foi quase na totalidade dominada peloo conjunto alemão que, aproveitando a vantagem precoce, deu alguma iniciativa ao adversário e aproveitou as muitas falhas dos adversários para atacar, quer em contra-ataque lançando a mota Coman, quer em ataque organizado, montando o seu habitual carrossel. O segundo tento aparece quase naturalmente, numa jogada bem construída pela sala de máquinas dos germânicos, em que James cruza milimetricamente para a cabeça de Tolisso que aparece na área depois de ter iniciado a construção e finaliza com um golpe fulminante de cabeça.

Ao intervalo, já todos os alemães acreditavam ser possível vencer por quatro golos de diferença e, assim, destronar os rivais de hoje no topo da tabela.

No entanto, o início de segundo tempo foi o oposto do primeiro, com o PSG a marcar logo aos 5 minutos, depois de uma combinação deliciosa entre Cavani e Mbappé, com o jovem francês a marcar de cabeça.

Tolisso e Ulreich realizaram boas exibições Fonte: FC Bayern
Tolisso e Ulreich realizaram boas exibições
Fonte: FC Bayern

A partir daqui o jogo partiu e animou, com ataques de um lado e de outro, mas com supremacia dos comandados de Unay Emery, que aproveitavam o poder de fogo da sua frente de ataque, em especial do inspirado Mbappé, para criar mais perigo. Não obstante, quem chegou ao golo foi mesmo a equipa da casa, que aproveitou a velocidade e a potência de Coman (está em grande forma o gaulês) que rasgou pela esquerda e cruzou atrasado para Tolisso aparecer uma vez mais na área adversária e finalizar certeiramente.

Com a vitória no jogo praticamente garantida, o Bayern ainda tentou a gracinha de dobrar a vantagem, mas o PSG não permitiu mais nenhuma oportunidade clara. Assim, como se diz na gíria, este terceiro golo matou o jogo.

Perspectivava-se um grande jogo e não se pode dizer que tenha defraudado as expectativas, no entanto, não foi tão espetacular como se augurava. O primeiro tempo apagado dos franceses foi determinante no desfecho final, uma vez que a boa entrada no segundo tempo foi sol de pouca dura, já que o segundo golo de Tolisso resolveu a questão. Segunda derrota da época para o PSG e a segunda seguida. Serão motivo para alarme? Já o Bayern junta este triunfo justo ao quase imaculado regresso de Heynckes ao comando técnico, que tem muito mérito na estratégia adotada para este jogo.

Terminada a fase de grupos, veremos até onde serão capazes de chegar estas duas equipas, nesta que é a melhor competição de clubes do mundo!

Jogo Limpo: análise à 13.ª jornada da Primeira Liga

0

Cabeçalho Futebol NacionalA 13.ª jornada prometia ser polémica, não fosse esta a jornada do, sempre escaldante, SL Benfica – FC Porto. E as previsões concretizaram-se. Sendo sempre este um jogo difícil de arbitrar por todo o ambiente e foco posto na importância da partida, é muito complicado “julgar” o ser humano que é Jorge Sousa, que, tal como todos nós, se deixa afetar por diversas condicionantes.

Posto isto, devo dizer que Jorge Sousa fez uma arbitragem desastrosa na passada sexta-feira, ao ponto de achar que ambas as equipas têm razões para se sentir prejudicadas. O arbitro do clássico optou por uma estratégia errada para este jogo que foi a do critério alargado. Depois de optar por este critério, e de perceber que não conseguia ter “mão” sobre o jogo, decidiu começar por ser mais “apertado” na sua apreciação, e com isto veio, claro, um erro fatal para um arbitro: a dualidade de critérios. O Benfica tem claras razões de queixa nesse aspeto. Felipe acaba, incrivelmente, este jogo sem ver um cartão amarelo depois de ter protagonizado alguns lances merecedores de tal ação disciplinar, tendo, Jorge Sousa, optado por apenas advertir verbalmente o jogador depois de uma entrada negligente sobre Jonas. O tal critério alargado que eu falei. Mais tarde, em lances idênticos, o arbitro já optou pela ação disciplinar, provavelmente depois de perceber que não iria a lado nenhum com o seu critério alargado.

Havendo dualidade de critérios há sempre razão de quem se queixa, e não se percebe como um arbitro internacional habituado a este tipo de jogos, como é Jorge Sousa, caiu em tal erro. Depois, claro, o Porto também tem as suas claras razões de queixa, principalmente pelo fora de jogo mal tirado a Aboubakar, que não sendo um lance de responsabilidade direta de Jorge Sousa, mas sim do seu arbitro auxiliar, não deixa de ser um erro gravíssimo pelo enorme espaço em que o jogador do Porto se encontrava em jogo. Sou sempre defensor dos árbitros auxiliares no caso dos fora de jogo porque já lá andei e sei o quanto custa tirar foras de jogo milimétricos, mas não consigo desculpar um fora de jogo errado desta dimensão. Revelou uma falta de atenção, ou colocação, por parte do arbitro assistente. Houveram mais lances a prejudicar os dois lados que irão ser analisados mais detalhadamente no espaço destinado a isso mesmo neste artigo.

Finalizo este assunto apenas dizendo que Jorge Sousa está em clara queda na sua carreira. Depois de arbitrar, na minha opinião, muito bem alguns clássicos e derbies, o arbitro portuense tem vindo desde há duas épocas para cá, sensivelmente, a colecionar más arbitragens e arbitragens polémicas. Neste momento vejo Artur Soares Dias e Carlos Xistra como árbitros mais capazes para este tipo de jogos. Não podia também deixar passar esta oportunidade sem lamentar aquilo que se passou no fim de semana com as agressões entre adeptos e para com os árbitros. Esta escalada de violência no futebol português é o reflexo da comunicação que tem vindo a ser usada pelos três grandes e pela comunicação passada pelos principais meios de comunicação, televisões e jornais. Dá-se muito tempo de antena às mensagens de ódio, pelo que não é de admirar que estejamos a chegar a um ponto destes.

E agora, Benfica?

0

sl benfica cabeçalho 1

A questão é mesmo essa. E agora, Benfica? Agora que a época já vai a meio, como é que vamos encarar a segunda volta da temporada?

A verdade é que, se por um lado a saída vergonhosa da UEFA Champions League deu descanso nas pernas para o resto da temporada, por outro não deu milhões que poderiam ser gastos no mercado de transferências… num defesa central, num defesa lateral, já viram? O ponto fulcral é que temos de ir à guerra com as armas que temos e tentar ao máximo rentabiliza-las nas provas que restam. A meu ver, o Benfica não precisa de mudar a forma como tem jogado nos últimos encontros pois finalmente começamos a ver o Benfica a ter bola com algum critério e, pouca que seja, já com alguma qualidade. É necessário também atacar em todas as provas mas com maior incidência no campeonato. Usar os melhores nesse grande objectivo e dar oportunidades, aos que há muito merecem, reservas, na Taça da Liga. Devemos começar a ter Zivkovic no 11 nesta segunda volta, o jovem jogador já provou que tem uns “pézinhos” de ouro, melhores que em muitos momentos os do Cervi. É necessário dar descanso ao Salvio, não é de todo estranho alguma quebra no seu rendimento tendo em conta que, já nem me lembro desde quando, é um titular indiscutível no 11 do Benfica.

 

Fonte: SL Benfica
Cada jogo é uma final!
Fonte: SL Benfica

Agora, e mais do que nunca, é necessário não perder pontos mesmo que a qualidade de jogo não seja a desejada. É necessário ter um meio-campo numerado e coeso, que seja difícil encontrar um adversário com um meio-campo mais preenchido. A presença de três médios mais os extremos ofereço-nos mais bola e é deixar o momento final para os avançados que estejam a ser utilizados.

Sobre o discurso a ter para esta segunda volta, é necessário mudar. Rui Vitória, principalmente na Champions, optou por transmitir uma mensagem de “é matematicamente possível ainda”. A diferença é que o campeonato não se perde apenas nas contas, perde-se em todos os jogos em que entramos em campo. Não pode existir discursos de tranquilização caso percamos mais um ponto que seja para os dois outros rivais. E cuidado, cuidado para esta segunda volta com o Sporting de Braga. Fortes, com forma coletiva, motivados pelo percurso europeu e nacional, estão só a dois pontos de nós e seria uma vergonha perder esta segunda volta para o clube minhoto.

Resumindo, e porque a questão do título tem uma resposta consensual a todos os adeptos, só pedimos que entrem em cada jogo como se fosse o último. Conquistem todos os três pontos até ao final campeonato e seremos campeões!

Foto de Capa: SL Benfica

Sporting defronta Barcelona, na luta pelos “oitavos” da Liga dos Campeões

0

sporting cp cabeçalho 2

Esta terça-feira, o Sporting disputa a última jornada da fase de grupos da Liga dos Campeões, com uma deslocação ao emblemático Camp Nou, para defrontar o Barcelona.

O Sporting soma à entrada para esta sexta e derradeira jornada, sete pontos, ocupando o terceiro lugar neste grupo D. Por outro lado, os “blaugrana” já confirmaram o primeiro lugar no grupo, tendo vantagem no confronto direto com a Juventus, que é o segundo com oito pontos. Assim, para os leões poderem seguir em frente para os oitavos-de-final, têm de vencer o Barcelona e esperar que a Juventus não vença o Olympiacos, na Grécia.

Para esta partida da Liga dos Campeões, Jorge Jesus tem apenas uma baixa devido a problemas físicos, Jonathan Silva. Assim, o Sporting deverá alinhar com, Rui Patrício na baliza, a defesa composta por Piccini , Mathieu, Coates e Fábio Coentrão. No meio-campo, deverão alinhar Rodrigo Battaglia e William Carvalho, com Gelson Martins à direita e à esquerda jogará Marcos Acuña. Na frente, os leões devem apresentar a dupla composta por Bas Dost e Bruno Fernandes.

Gelson Martins poderá voltar a dar largas à imaginação na Liga dos Campeões Fonte: Sporting Clube de Portugal
Gelson Martins poderá voltar a dar largas à imaginação na Liga dos Campeões
Fonte: Sporting Clube de Portugal
Por sua vez, Ernesto Valverde tem duas baixas devido a problemas físicos, Samuel Umtiti e Andrés Iniesta. No entanto, tendo em conta que o Barça já assegurou o primeiro lugar no grupo D, o treinador catalão poderá fazer alguma gestão do seu plantel. Assim, poderá dar minutos aos atletas menos utilizados como Turan, Paco Alcácer, Gerard Deulofeu, entre outros. Pode vir assim a poupar algumas das estrelas do plantel catalão como Lionel Messi ou Luis Suárez.
É verdade que, pela frente, o Sporting vai ter um crónico candidato a vencer a Liga dos Campeões, mas os leões podem de facto surpreender. Para poder vencer o Barcelona, o Sporting tem de ser muito consistente em termos defensivos, manter a concentração do primeiro ao último minuto e, sobretudo, ser mais eficaz no último terço.
Para a história, fica que os leões, num grupo verdadeiramente de Liga dos Campeões, estão na luta pela passagem aos “oitavos”. No grupo D, o Sporting enfrentou o crónico candidato ao título na “Champions”, o Barcelona, o hexa-campeão italiano e vice-campeão europeu, Juventus, e o hepta-campeão grego, Olympiacos. Num grupo de enorme grau de dificuldade, o Sporting somou pontos, apresentou o futebol de qualidade e bateu o pé a duas das melhores equipas europeias. Agora há um só objetivo, vencer o Barcelona e esperar que a Juventus não vença o Olympiacos.
Foto de Capa: Sporting Clube de Portugal

Enquanto todos dormiam, Donovan Mitchell saltou para a ribalta

0

Cabeçalho modalidades

Para quem acompanhou o draft deste verão e tudo o que o envolveu, Donovan Mitchell não é propriamente um desconhecido. Bom defensor, capaz de contribuir no ataque, com entrada na segunda metade do top20 de rookies. Mas havia quem o chamasse “o roubo do draft”, depois de ter sido escolhido na posição treze. Os especialistas ia avisando os menos atentos que Donovan Mitchell era mais do que um rookie normal, que o base saído de Louisville podia ser especial. Os primeiros jogos em Utah mostraram algo, mas foram os 41 pontos marcados na semana passada em New Orleans que fizeram os holofotes virarem-se para o 45 dos Jazz. Depois da saída de Hayward, Mitchell traz nova vida a Salt Lake City e aos adeptos do Jazz quando muitos pensaram que ele seria só mais um.

A carreira de Donovan Mitchell não tem sido recheada de momentos brilhantes. Dividiu o seu tempo entre o basquetebol e o basebol no liceu, ficando com o primeiro como único desporto quando se transferiu do Connecticut para New Hampshire, atraindo aí maior atenção das maiores universidades. Escolheu Louisville e teve um primeiro ano complicado, com poucos minutos,sempre como segunda opção. Ganhou notoriedade no seu segundo ano e entrou no draft de 201, onde seria escolhido pelos Denver Nuggets na 13ª posição e trocado para os Utah Jazz. Mitchell chegava à NBA como um jogador de equipa no máximo e nada mais. Alguém que conseguia defender e acertar o ocasional lançamento exterior do outro lado era o que constava nos relatórios da maioria dos olheiros. Porém, os Utah Jazz viam algo mais…

Pequeno, em relação ao que é normalmente esperado num jogador da NBA (1,91m), mas com uma envergadura tremenda (2,08m), a desproporcionalidade corporal é o que diferencia Donovan Mitchell de todos os outros. À primeira vista parece algo pesado, mas é tremendamente rápido e tem um excelente salto. Estas características físicas fazem de Mitchell um jogador único. A capacidade para defender no perímetro era mais do que reconhecida.

Não se esperava um impacto tão rápido de Donovan Mitchell na NBA Fonte: NBA
Não se esperava um impacto tão rápido de Donovan Mitchell na NBA
Fonte: NBA

O base dos Utah Jazz elevou o seu jogo mais cedo do que era esperado. De repente, Donovan está a comandar o ataque, alternando o ataque ao cesto com lançamentos exteriores a partir do drible sem qualquer problema. A anormal envergadura e atleticismo permitem finalizar debaixo do cesto com os postes e lançar por cima da maioria dos bases, fazendo de Mitchell uma incrível arma que Quinn Snyder, técnico soube usar cedo na temporada, abdicando até daquele que seria o homem com mais bola, Ricky Rubio.

A 1 de dezembro, Mitchell saltou para as capas dos jornais com 41 pontos na vitória sobre os Pelicans, batendo o recorde de pontos marcados por um rookie pelos Utah Jazz e tornando-se no primeiro jogador desde Blake Griffin a ultrapassar a barreira dos quarenta pontos marcados no seu primeiro ano.

Mais do que isso, Donovan Mitchell entrou a sério na discussão de rookie do ano, que começava a parecer cada vez uma corrida de um só jogador, com Ben Simmons a efetuar um ano fantástico. Numa temporada que podia ser frustrante para os Jazz, depois da saída de Gordon Hayward, Mitchell traz esperança aos adeptos de Utah de que o futuro é agora.

Foto de Capa: NBA

ATP 2017: A temporada dos tenistas nacionais

0

Cabeçalho modalidades2017 não foi um ano muito feliz para o ténis português, pelo menos comparado com anos recentes. Tanto João Sousa como Gastão Elias tiveram uma queda abrupta a nível de resultados e de ranking, com Sousa a ser agora o jogador melhor classificado, a #57 do mundo.

A temporada de Sousa até começou bem, com uma final (perdida) em Auckland na segunda semana da época, mas acabou por ser bastante desapontante. Sousa acabou com um registo de 25 vitórias e 32 derrotas, apenas uma vitória em torneios do Grand Slam (contra Tipsarevic em Roland Garros) e duas derrotas na eliminatória de promoção da Taça Davis contra dois adversários mais que ao seu alcance. Foi a pior temporada de Sousa desde que se estabeleceu como um regular do circuito ATP em 2013. Para não variar, voltou também a perder o seu primeiro encontro no Estoril Open, contra um adversário muito menos cotado.

Gastão Elias teve um declínio ainda maior, encontrando-se agora fora do top 100 mundial. Depois da muita promessa apresentada em 2016, Elias não foi capaz de suster o nível e de jogar no circuito ATP a nível permanente. Derrota atrás de derrota levou-o de volta ao circuito challenger, em que também não foi muito feliz no cômputo geral, apesar de ter conseguido um título e uma final. O ponto alto do ano de Gastão Elias foi a vitória contra Juan Martin del Potro no torneio de Lyon.

Domingues deu espetáculo Fonte: Estoril Open
João Domingues foi dos tenistas portugueses que mais evoluiu em 2017
Fonte: Estoril Open

Pedro Sousa teve um ano bastante bom, tendo estado à beira de se tornar top 100 em Setembro (#102) e ganho 3 títulos Challenger. João Domingues teve uma temporada de grande progresso também, acabando no lugar #169 com um título Challeger e uma excelente campanha no Estoril Open, em que esteve mesmo à beira de derrotar o eventual finalista do US Open Kevin Anderson. É com 4 jogadores portugueses no top 200 que 2018 vai começar, com a esperança de que novos jogadores como Gonçalo Oliveira se possam juntar brevemente.