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Gil Vicente FC 1-2 UD Oliveirense: Persistência deu frutos

Cabeçalho Futebol Nacional

Manhã gélida em Barcelos testemunhou a quarta derrota caseira dos gilistas, ao passo que os homens de Oliveira de Azeméis vão já numa série positiva de três jogos sem derrotas, com duas vitórias e um empate.

Jorge Casquilha admitiu, na conferência de imprensa, que a equipa se sente mais desconfortável a jogar em casa e, no fundo, o percurso gilista na Segunda Liga vai mostrando isso mesmo. Esta é já a quarta derrota do Gil perante o seu público (Ac. Viseu, Santa Clara, Famalicão e Oliveirense), já a equipa de Pedro Miguel parece ter dado um verdadeiro soco na crise com a grande vitória (4-1) em Guimarães, para a Taça da Liga. Desde então, os oliveirenses não mais perderam, registando um empate sem golos na receção ao Covilhã e uma saborosa e importante vitória fora de portas diante do Gil.

Com uma primeira parte pautada pelo equilíbrio, haveria de ser um momento de génio, protagonizado por Sérgio Ribeiro, a fazer a diferença para os visitantes. Corria o minuto 42 quando o jovem extremo aproveitou uma bola perdida à entrada da área gilista para, com um belo remate ao ângulo, inaugurar o marcador. Já no segundo tempo, o ímpeto barcelense possibilitou a igualdade ainda numa fase bem adiantada, numa jogada bem desenhada por Camara que deixou James bem posicionada para, com um remate muito bem enquadrado, deixar o guarda redes Coelho pregado ao relvado.

O empate parecia servir para a equipa da casa, mas os visitantes, sempre mais organizados e audazes, partiram para cima do adversário e foi já com a introdução de algumas peças importantes que conseguiram chegar ao golo da vitória, com um misto de sorte e aselhice. Brayan Riascos conduzia um contra ataque aos 87 minutos, numa situação de dois para um e quando tentava servir o colega através de um cruzamento, acabou por acertar mal na bola e beneficiar do mau posicionamento de Rui Sacramento, que tentara adivinhar as intenções do avançado da Oliveirense.

A bola acabou por entrar caprichosamente na baliza do Gil e, com pouco tempo para jogar, o resultado final estava fixado.

Sporting à conquista da UEFA Futsal Cup

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Cabeçalho modalidades
Na passada semana, o Pavilhão João Rocha recebeu pela primeira vez uma das fases da UEFA Futsal Cup. O grupo B da ronda de elite era composto pelo Sporting, pelos croatas do Nacional Zagreb, pelos belgas do FP Halle-Gooik e pelos russos do MFK Dina Moskva.

Com três exibições de gala, os leões de Nuno Dias, somaram três vitórias. No primeiro jogo, o Sporting derrotou o FP Halle-Gooik, por 3-2, com golos de Marcão, Caio Japa e Divanei. Na segunda jornada, o Pavilhão João Rocha, assistiu a uma vitória diante do Nacional Zagreb por 3-1, tendo marcado para a equipa leonina, Pedro Cary, Pany Varela e Rodolfo Fortino. Tendo vencido os primeiros dois jogos, o Sporting já havia carimbado a passagem à “final-four” e no terceiro jogo, goleou o MFK Dina Moskva, por 4-0 com golos de Dieguinho, Divanei, Diego Cavinato e Alex Merlim.

Esta tem sido uma época brilhante para os pupilos de Nuno Dias. O Sporting soma 22 vitórias em 22 jogos oficiais esta temporada, tendo 106 golos marcados e apenas 29 golos sofridos. Numa temporada em que os leões já somaram dois títulos, a Taça de Honra e a Supertaça. Além destes títulos, a equipa verde e branca lidera a fase regular da Liga Sport Zone, carimbou a passagem à “final-four” da UEFA Futsal Cup e tem ainda mais dois títulos para conquistar, a Taça da Liga e a Taça de Portugal. Estes resultados vêm comprovar a qualidade deste que é um dos melhores planteis de sempre do futsal leonino e ainda, a competência de um dos melhores treinadores do mundo, Nuno Dias.

O futsal do Sporting carimbou com classe o apuramento para a fase decisiva da UEFA Futsal Cup Fonte: Sporting Clube de Portugal - Futsal
O futsal do Sporting carimbou com classe o apuramento para a fase decisiva da UEFA Futsal Cup
Fonte: Sporting Clube de Portugal – Futsal

Apurados para a “final-four” da UEFA Futsal Cup estão o Sporting Clube de Portugal, os espanhóis Barcelona e Inter Movistar e os húngaros do Gyori Eto. O Sporting, enquanto vice-campeão europeu, tem a ambição de vencer pela primeira vez a UEFA Futsal Cup. Tendo em conta a qualidade do futsal apresentado esta época, os leões têm condições para conseguir a tão desejada conquista.

Uma época que tem sido formidável, com um apoio fantástico dos sportinguistas, em todos os pavilhões, mas sobretudo no Pavilhão João Rocha. Com esta equipa técnica e com este plantel, é possível o Sporting Clube de Portugal vencer não só a UFEA Futsal Cup, mas sim fazer o pleno e conquistar os seis títulos em seis competições disputadas.

Foto de Capa: Sporting Clube de Portugal – Futsal

A evolução de Sterling no Manchester City

Cabeçalho Liga Inglesa

Após uma primeira época sem grandes motivos de felicidade, Pep Guardiola parece dar mostras de querer gravar o seu nome na lista de treinadores com sucesso em Inglaterra. O Manchester City está atualmente no topo da Liga inglesa, fruto de 13 vitórias em 14 jogos realizados, o que comprova que os Citiziens estão determinados em conquistar o título de campeão. O bom momento coletivo evidenciado é explicado pela enorme qualidade individual do plantel, onde saltam à vista nomes como Kevin De Bruyne, David Silva, Kun Aguero, entre outros. De todos, há um nome que parece estar a destacar-se um pouco mais dos restantes: Raheem Sterling.

O extremo inglês de 22 anos tem vindo a fazer excelentes exibições pelo City, não só pelo o que joga, mas também pelo o que faz jogar. A cumprir a sua terceira época no Eithad Stadium, Sterling já marcou neste primeiro terço da época mais golos do que em todas as épocas anteriores (leva já 13 apontados em todas as competições contra os dez e onze feitos em 2016/2017 e 2015/2016, respetivamente), sendo que o principal responsável pelas boas performances do jovem nascido na Jamaica é Pep Guardiola. Aliás, o número 7 dos Citiziens deve estar agradecido pelo técnico espanhol estar a exigir bastante dele nos treinos: prova disso mesmo, foi um vídeo que circulou nas redes sociais há umas semanas, antes do embate frente ao Feyenoord, em que é visível Guardiola a pedir a Sterling para aprender um movimento de receção de bola e desmarcação, que acabaria por ser fundamental nesse encontro – Sterling apontou o golo da vitória. O facto do treinador espanhol estar a trabalhar individualmente aspetos técnico-táticos é positivo para o atleta, dado que poderá permitir uma contínua evolução e assim o seu rendimento será sempre em crescendo.

Sterling tem sido um elemento importante no Manchester City Fonte: Manchester Evening News
Sterling tem sido um elemento importante no Manchester City
Fonte: Manchester Evening News

O outro ponto que pode explicar a boa evolução de Sterling no Manchester City nos últimos tempos deve-se à forte concorrência interna para a posição que desempenha dentro de campo, em que poderão atuar outros jogadores como Leroy Sané e Bernardo Silva. Ciente disso, o jogador inglês sabe que para poder gozar do “estatuto” de titular, terá sempre de fazer mais e melhor tanto nos treinos e jogos, para continuar a merecer a confiança do treinador – e até ao momento, é percetível que Sterling tem feito de tudo para se manter no 11 inicial, com muitos golos marcados e assistências para os seus colegas de equipa.

Creio que, em jeito de conclusão, se Sterling conseguir manter a sua boa forma ao longo da época, não só será um elemento importante na caminhada do City para conquistar a Liga, mas também será fundamental na seleção inglesa no Mundial da Rússia, caso continue a evidenciar toda a sua técnica e capacidade para marcar golos.

 Foto de Capa: Goal.com

O terceiro mundo no futebol nacional

Cabeçalho Futebol NacionalNa semana passada o futebol português foi abalado por mais um caso de salários em atraso, desta vez o Sport Clube Freamunde. Os jogadores deste clube nortenho apenas receberam três de onze meses deste ano (!), o que já levou em alguns casos que jogadores tenham ordens de despejo por parte dos senhorios por muitos meses sem pagamento de renda. Esta é uma triste face do nosso futebol, uma face que nos últimos anos têm acompanhado e muito o futebol português, os jogadores, felizmente, por intervenção do Sindicato dos Jogadores Profissionais de Futebol, que celebra cinco anos desde a sua criação este ano, têm tido cada vez mais uma voz ativa e têm sido cada vez mais protegidos e ajudados nas situações mais urgentes.

Já se perdeu a conta de vezes que nós últimos anos temos tomado conta de problemas em clubes, desde jogadores que vêm com promessas e sonhos, acabando a viver na rua, até a situações como esta no Freamunde, em que devido aos problemas financeiros dos clubes, o plantel acaba por não receber os seus salários. Estes problemas têm sido cada vez mais recorrentes nas equipas do Campeonato Nacional de Seniores, muito por culpa do mau planeamento de época que estas equipas fazem, acho que estará na altura da Federação pensar em organizar formações para os dirigentes desportivos dos clubes mais pequenos do nosso futebol.

José Fonte, hoje um dos mais consagrados jogadores portugueses, já sentiu na pele o drama dos salários em atraso   Fonte: DailyStar
José Fonte, hoje um dos mais consagrados jogadores portugueses, já sentiu na pele o drama dos salários em atraso
Fonte: DailyStar

Os clubes mais profissionais do nosso futebol, na Primeira e Segunda Liga, não tem sido “órfãos” deste tipo de problemas. Recuando na nossa memoria facilmente recordamos o caso do Vitória de Setúbal, que desde há alguns anos tem sido constantemente ligado a casos de salários em atraso e de épocas muito turbulentas, José Fonte assina pelo Benfica em 2005/2006 depois de rescindir com justa causa, por salários em atraso, o seu contrato com a equipa de Setúbal, em 2009 o plantel sadino recusou-se mesmo a treinar perante os salários em atraso.

Todos ralham…

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sporting cp cabeçalho 1A guerra da informação no futebol está ao rubro. Está como nunca esteve, e promete não ficar por aqui.

Nesta, como em todas as guerras, existem baixas “civis”, decisões difíceis de tomar, mas necessárias, pessoas sem escrúpulos a usar toda e qualquer estratégia para ganhar vantagem sobre o adversário: negociações, espionagem, e muito, mas muito jogo sujo. Muitas destas vertentes, se não todas, já se verificaram e continuarão a observar neste “bate-boca” que enche diariamente as várias emissões e publicações jornalísticas. E não podem, por isto, culpar apenas uma pessoa, uma classe, ou apenas uma instituição. Todos têm culpa e, no entanto, essa irá morrer solteira. Ninguém vai assumir que a certa altura também errou, e contribuiu para este ruído que destrói a imagem do futebol em Portugal.

Já vimos directores de comunicação contra directores de comunicação, esses contra dirigentes, jornalistas contra dirigentes e até o oposto: órgãos de comunicação a tomarem partido sem se preocuparem minimamente com uma tal de “isenção” que deveria fazer parte da sua ética deontológica. A comunicação de um clube não deveria ter como principal função defender a sua instituição de ataques exteriores e enviar ataque reactivos. Deveria sim servir de meio de informação e promoção para os adeptos e sócios, e “vender” a melhor imagem institucional para que potenciais sócios, adeptos e patrocinadores se sintam atraídos.

Por exemplo, este departamento, no meu clube, se não estivesse tão concentrado nas guerras em que se tem mantido, poderia ter mais tempo para, em conjunto com as equipas de marketing, encontrar uma boa opção para levar mais famílias, não apenas ao futebol, mas a participar nos tais “dias de Sporting”, sendo que, neste momento, para eu levar a minha família (apenas o meu agregado) a participar a um desses eventos teria que gastar uns bons cem euros (isto com apenas um jogo de futebol e um de futsal; e isto a preços de sócio). Bem sei que a alguns não custa dá-los, e a mim também não, mas como tenho outras responsabilidades, e bocas para alimentar, já penso duas vezes. (Não digo que não mantenha essas guerras, que muitas vezes lhe são trazidas à porta por outros, mas que não se dedique em exclusivo a isso).

Bruno de Carvalho tem de continuar a colocar sempre o Sporting em primeiro lugar Fonte: Facebook oficial de Bruno de Carvalho
Bruno de Carvalho tem de continuar a colocar sempre o Sporting em primeiro lugar
Fonte: Facebook oficial de Bruno de Carvalho

Um presidente deve defender sempre o seu clube, e deve servir o mesmo sempre, mas não deve servir-se dele para se autopromover. Bem sei que outros o fazem, mas não gosto quando o meu presidente o faz, e o mais flagrante foi usar os meios de comunicação e as instalações do clube para comunicar uma parte da sua vida pessoal. Continuo e continuarei a apoiar Bruno de Carvalho pelo excelente trabalho que tem feito pelo nosso clube, que até há pouco tempo se encontrava moribundo desportiva e financeiramente, no entanto apoio-o apenas porque ele está a ajudar o meu clube. Assim que vir que se está a tornar mais um que se está a servir do clube, terá que ter o tratamento que outros ex-presidentes estão a ter neste momento. Terá o meu apoio enquanto servir o clube como o fez até agora.

Um jornalista deve ser isento, e tratar todos os agentes de igual forma. Pelo que, ao pronunciar-se individualmente sobre um presidente de um clube, o deverá fazer também relativamente aos outros que podem até estar implicados em coisas bem mais graves. Se não se pronunciar, então ou está a dar tratamento preferencial, ou está a levar para o campo pessoal, e aí já não é um jornalista ou um profissional, mas apenas alguém parcial que usa canais oficiais, e em posição privilegiada e supostamente isenta, para fazer passar o seu ponto de vista inquinado pelo “ódio” pessoal. Porque, como alguém disse há uns dias, um jornalista não se pode basear em “achismos”, e uma opinião sobre outra pessoa não passa disso mesmo, e aí já não está a ser jornalista, e não se pode proteger atrás do seu profissionalismo e isenção.

SSC Napoli 0-1 Juventus FC: Pipita Higuaín resolve no regresso a casa

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Cabeçalho Liga ItalianaNa antecâmara da última jornada da Liga dos Campeões, onde ainda não garantiram o apuramento para os oitavos-de-final (o Nápoles até não depende só de si), Nápoles e Juventus protagonizaram um bom jogo de futebol no San Paolo, correspondendo às expetativas de um clássico.

Com Higuaín recuperado de uma fratura na mão, mas sem poder contar com Mandzukic e Lichtsteiner (titulares no último jogo), Massimiliano Allegri optou por uma defesa a quatro, colocando de início Asamoah e De Sciglio, relegando Alex Sandro para o banco de suplentes.

Já a equipa da casa entrou em campo com duas alterações em relação ao último jogo, registando-se as entradas de Albiol e Mário Rui para os lugares de Chiriches e Maggio, respetivamente.

O jogo começou agitado, com ambas as equipas a demonstrarem vontade de vencer o jogo. A primeira oportunidade foi para os visitantes, com Higuaín a tentar colocar a bola por cima de Reina, que fez muito bem a mancha. Falhou à primeira, não falhou à segunda. À passagem do minuto 13, num contra-ataque muito bem conduzido por Dybala, que soltou a bola no momento certo, o avançado argentino, à saída de Reina, colocou a bola pelo seu lado esquerdo, junto ao poste, fazendo o único golo da partida.

Juventus marcou cedo e soube defender, garantindo três importantes pontos Fonte: Juventus FC
Juventus marcou cedo e soube defender, garantindo três importantes pontos
Fonte: Juventus FC

A resposta da turma Napolitana foi célere, com um remate perigoso, do meio da rua, de Hamsik. Poucos minutos volvidos, Insigne com um remate colocado obrigou Buffon a defender para canto e, na cobrança do mesmo, outra vez Insigne com um cabeceamento muito perigoso que proporcionou uma boa defesa ao guardião visitante.

Na segunda parte, a toada manteve-se, com a predominância da posse de bola dos comandados de Maurizio Sarri e aposta da Juventus na defesa muito recuada e nas saídas em contra-ataque, através da velocidade de Douglas Costa ou da técnica de Dybala.

Apesar de tudo, a melhor oportunidade do segundo tempo foi mesmo da Vecchia Signora, com um remate fortíssimo em vólei de Matuidi, ao qual Reina defendeu instintivamente.

Os azzurri muito tentaram chegar ao golo, com as sucessivas variações de jogo e um futebol atrativo, porém pouco eficaz. Mérito da Juventus que não teve vergonha de adotar uma estratégia mais defensiva e conseguiu relançar-se na procura do hepta, vencendo na casa da que vem sendo a melhor equipa italiana esta época. A introdução de mais uma unidade no meio-campo foi chave, na medida em que conseguiu estancar o maior municiador de jogo napolitano, Jorginho.

O Nápoles até fez por merecer o empate, mas a frieza da Juventus fez a diferença. Relançado o campeonato, o que nós desejamos é que continue sempre assim tão competitivo!

Foto de Capa: Juventus FC

FC Porto 0-0 SL Benfica: Dragões voltam a dividir liderança

fc porto cabeçalho

FC Porto e SL Benfica empataram esta noite a zero no Estádio do Dragão, no segundo clássico da época. Com as bancadas repletas e os adeptos a combaterem o frio aquecendo a voz, o jogo ficou marcado pelo domínio azul e branco, com o marcador a não desbloquear e a ditar que liderança da tabela voltasse a ficar dividida entre Dragões e Leões, que a partilham com 33 pontos.

Com Marega de volta ao onze inicial do FC Porto e o SL Benfica a manter a mesma equipa que goleou o Vitória de Setúbal, a partida arrancou com superioridade encarnada.  Após o pontapé de saída, os visitantes viajaram para o meio-campo portista e por lá ficaram, beneficiando de dois cantos logo nos minutos iniciais e obrigando José Sá a aplicar-se, após cabeceamento de Jonas.

Os dragões sentiram algumas dificuldades em assentar o jogo e conquistar posse de bola, vendo o adversário recuperar facilmente o esférico e beneficiar de vários ressaltos, tendo começado a crescer na partida já a meio da primeira metade. Com o estádio cheio e com vontade de levar a equipa para a frente, foi Danilo o primeiro a tentar o golo, já perto dos 25 minutos. O FC Porto conseguiu aumentar a pressão sobre o adversário e teve, pelos pés de Herrera, nova oportunidade pouco depois da meia hora. Bruno Varela na baliza disse presente! Em noite de clássico e com ambiente de clássico nas bancadas, a primeira parte terminou com o dragão a reclamar grande penalidade. Luisão cai na área e jogadores e adeptos pediram o castigo máximo, por mão na bola do central brasileiro. Jorge Sousa nada assinalou e foi com o nulo que chegou o intervalo.

Danilo foi um dos melhores em campo e podia, ainda na primeira parte, ter chegado ao golo Fonte: FC Porto
Danilo foi um dos melhores em campo e podia, ainda na primeira parte, ter chegado ao golo
Fonte: FC Porto

A segunda parte recomeçou com os mesmos onzes em campo e como uma continuação do que havia sido o final da primeira: o FC Porto por cima. Brahimi é o primeiro a testar a atenção de Bruno Varela, à passagem dos 50 minutos, mas foi perto dos 60 que o Dragão reclamou novo lance mal ajuizado pelo árbitro da partida. Herrera vê um golo anulado por posição irregular de Aboubakar, sendo que o avançado camaronês se encontrava em jogo, com um jogador do SL Benfica, perto da bandeirola de canto, a colocá-lo em posição legal.

A colocar no jogo sentido único e a dispor de todas as oportunidades de golo, não permitindo que o adversário criasse perigo no seu meio campo, os azuis e brancos viam as tentativas saírem ao lado ou esbarrarem em Bruno Varela. Os encarnados, viram o seu jogo complicar com a expulsão de Zivkovic, que viu o segundo amarelo mas, ainda assim, tentaram chegar à baliza de José Sá, embora sem conseguirem criar situações de perigo iminente para a formação às ordens de Sérgio Conceição. E foram mesmo os dragões que tiveram a derradeira oportunidade de fazer o golo, com Marega a desperdiçar e a falhar de cabeça, sozinho na área encarnada, já em tempo de compensação. O avançado teve na sua posse os três pontos do clássico, mas não foi capaz de concretizar.

Num jogo que acabou por ter um domínio claro do FC Porto durante grande parte dos 90 minutos e em que o trio de arbitragem acabou por ter interferência no resultado, foi com a divisão de pontos que ambas as equipas deixaram o relvado. Na frente, FC Porto e Sporting voltam a partilhar a liderança, com 33 pontos, e o SL Benfica mantém a terceira posição, com 30.

Sporting CP 1-0 CF “Os Belenenses”: O resultado foi melhor que a exibição

sporting cp cabeçalho 1

Em dia de feriado nacional (Restauração da Independência), Alvalade era o palco do dérbi lisboeta entre Sporting e Belenenses. Em jornada de clássico no Dragão, os “Leões” queriam vencer para assim poder aproveitar da melhor forma qualquer eventual deslize dos seus adversários diretos na luta pelo topo da Primeira Liga, ao passo que os “Azuis do Restelo”  procuravam repetir a façanha da época anterior, em que ganharam à equipa da casa por 1-3.

Com vista a conseguir atingir os três pontos, Jorge Jesus fez atuar de início praticamente a mesma equipa que havia vencido fora o Paços de Ferreira na jornada anterior, à exceção de Battaglia, que foi para o banco, e para o seu lugar entrou o Podence. Do lado contrário, Domingos Paciência fez algumas mudanças, em comparação à última partida disputada para o campeonato (derrota por 0-1 frente ao Desp. Chaves), e colocou de início Pereirinha, André Sousa, Benny e Bouba Saré, tirando André Geraldes, Ahman Persson e Maurides do onze.

Como era dia de celebrar a Restauração da Independência de 1640, antes do apito inicial, cantou-se o Hino Nacional nas bancadas do Estádio de Alvalade. O Sporting entrou a todo a gás na partida e chegou cedo à vantagem: Bas Dost fez o primeiro golo ao minuto 13, através da marcação de uma grande penalidade. O golo ajudou a equipa da casa a cimentar o controlo no jogo, perante um Belenenses que ia tendo dificuldades em fazer circular a bola, devido à forte pressão dos comandados de Jorge Jesus. Acuña teve perto de fazer o 2-0 à passagem do minuto 22, mas o seu remate passou por cima da baliza de Muriel. A equipa visitante chegou a ameaçar por duas vezes consecutivas a baliza Rui Patrício nos minutos seguintes, embora não tenha causado grande perigo ao guardião português. Apesar da boa entrada, o Sporting, depois do golo, deixou de ser tão acutilante e o jogo entrou num ritmo mais lento, o que era benéfico para o Belenenses, que assim poderia tentar criar lances de perigo para a defesa leonina, mas mesmo assim a equipa de Domingos Paciência não soube aproveitar a diminuição de pressão por parte do Sporting. Até ao intervalo, não houve qualquer lance digno de registo e o clube de Alvalade foi para o descanso a vencer pela margem mínima.

Bas Dost fez o golo que permitiu ao Sporting ir para o intervalo a vencer Fonte: FPF
Bas Dost fez o golo que permitiu ao Sporting ir para o intervalo a vencer
Fonte: FPF

Para o início dos segundos 45 minutos, Domingos Paciência fez entrar Maurides para o lugar de Bouba Saré, com vista a tentar alcançar o empate. O Sporting demorou a entrar na 2.ª parte, sendo que ia-se limitando a gerir o jogo no meio-campo, com o Belenenses a fazer os possíveis para fazer o golo do empate, mas sem sucesso até então. A primeira ocasião para os “Leões” surgiu apenas ao minuto 57, por intermédio de Bruno Fernandes, mas o remate saiu frouxo. Jorge Jesus fez a primeira substituição à entrada para a última meia-hora de jogo, colocando Battaglia no lugar de Podence, que hoje apareceu pouco na partida. Bruno Fernandes voltou a tentar a sua sorte ao minuto 64, contudo Muriel opôs-se bem ao remate do número 8 leonino. Bryan Ruiz voltou a merecer a confiança de Jorge Jesus, e foi lançado para o lugar de Acuña. Domingos Paciência respondeu e substituiu Diogo Viana por Miguel Rosa, com o objetivo de alcançar o empate no marcador. O jovem português Benny ao minuto 73 fez um remate forte fora de área, embora não conseguiu marcar. Vendo que podia voltar a roubar pontos ao Sporting, Domingos esgotou as substituições e pôs Tiago Caeiro para os dez minutos finais. Ao minuto 85, o Sporting teve perto de sentenciar o jogo, mas o corte “in extremis” do defensor do Belenenses em cima da linha de golo impediu o 2-0. Depois desse lance, o Sporting conseguiu manter o Belenenses longe da sua baliza até ao final do jogo e venceu o derby lisboeta por 1-0.

Numa partida em que o resultado foi melhor que a exibição, a equipa de Jorge Jesus conseguiu alcançar um triunfo importante e permanece nos lugares cimeiros da classificação, ficando assim à espera de um deslize dos seus rivais diretos no clássico.

Sorteio Mundial’2018: Não esqueçamos o bom e o menos bom

Cabeçalho Futebol Internacional

A espera terminou para o mundo do futebol. As 32 seleções que vão fazer parte da fase final do Mundial 2018 já conhecem os seus grupos e os seus adversários.

Começando pelo grupo B e o critério de escolha é óbvio…ou não fossem os desígnios das bolas sorteadas definirem este como o grupo português e, soube-se depois, igualmente ibérico. Do pote 2, veio a Espanha. Um duelo aqui bem ocidental, mas a ser disputado nos confins orientais da Europa. E, por falar de oriente, o Irão de Carlos Queiroz foi o terceiro a sair depois da seleção espanhola de Lopetegui, sobrando Marrocos a fechar o grupo, seleção africana orientada por Hervé Renard.

Por uma questão intencional de organização do artigo, voltarei, no seu final, ao “nosso grupo”, abrindo e fechando este apanhado geral com o que mais nos interessa, afinal de contas.

Olhando aos outros 7 grupos e, se formos a definir algum que se possa aproximar do conceito do “da morte”, apontaria o F, com Alemanha, México, Suécia e Coreia do Sul. Os germânicos serão os favoritos, disso não há dúvidas, mas, no que toca os outros oponentes, não consigo ditar com a maior acuidade qual será o que, num plano teórico, aparecerá numa segunda linha. A armada da América Central tem todo o talento que sobeja para surpreender, a Suécia é um martelo escandinavo que traz o respeitoso peso sobre os ombros de ter sido o carrasco da Itália. A Coreia do Sul, sendo um aparente ‘outsider’, pode beneficiar desse fator para inverter as previsões.

O D é um grupo que, com a Argentina não muito convincente de Sampaoli, a Islândia que emerge cada vez mais no futebol mundial, a Croácia que atropelou a Grécia no play-off e a Nigéria que encontra a seleção das pampas pela 5ª vez num Mundial pode ser, neste contexto, um grupo que pode encontrar algum ponto de equilíbrio-indecisão.

Já o A é o agrupamento que conta com a anfitriã Rússia, Egito, Arábia Saudita e Uruguai, isto é, sem nenhum gigante que se conste e, portanto, se o fator casa acabar por não ter grande peso, o que já aconteceu algumas vezes em grandes competições, creio que qualquer uma das quatro tem legítimas aspirações de lutar pelo apuramento.

O Grupo B, onde está a Seleção Nacional Fonte: FIFA
O Grupo B, onde está a Seleção Nacional
Fonte: FIFA

No que toca os restantes quatro grupos, França, no C, com Austrália, Peru e Dinamarca, tem bom terreno para passar uma fase de grupos tranquila; no E, o Brasil, com Suíça, Costa Rica e Sérvia, idem aspas. Por fim, no G, Bélgica e Inglaterra estão bem acima de Panamá e Tunísia e, no H, o mediano equilíbrio se atribui a um conjunto com Polónia, Senegal, Colômbia e Japão.

Uma Espanha a querer ultrapassar a dececionante imagem das duas últimas grandes competições enfrentará o campeão europeu na fase de grupos, depois de outros encontros de outras eras…mas agora somos nós com rótulo de campeões europeus. Tão saboroso para nós. O primeiro jogo será duelo ibérico. Contudo, é bom, aliás, é, mais que isso, vital, não esquecer Irão e Marrocos e não esquecer como foi a nossa fase de grupos no Euro 2016.

Para quem é português, até 15 de junho ainda leva uma eternidade e, ao mesmo tempo, é já amanhã! Vamos, Portugal!

Foto de Capa: FIFA

Recordar é Viver: FC Porto – SL Benfica

recordar é viver

Ai… ai… ai… ai que chegou o dia do clássico mais explosivo do futebol português!

FC Porto vs SL Benfica, esse duelo que coloca em campo os clubes com mais títulos na modalidade, esse duelo que em tempos (será que ainda hoje?) representa Norte e Sul, esse duelo que é o nosso jogo mais conhecido além-fronteiras. Todos crescemos com esta rivalidade transcendente, que por muitas vezes pisa o risco, em que nós sentimos, não em raros momentos de uma forma exacerbada, que traz cá para fora aquilo que de mais instintivo tem o ser humano.

É tempo de viajar no tempo, recordar alguns embates disputados na Invicta, e perceber pela enésima vez como estamos a falar de um acontecimento nacional, também internacional, que deixa o adepto mais fanático ao mais desligado… com os olhos e ouvidos postos no relvado.

FC Porto 2-0 SL Benfica – 3 de Janeiro de 1998

Estávamos no início de 1998, numa noite de sábado gélida e chuvosa, que colocava frente a frente dois colossos em momentos completamente opostos: um FC Porto rei e senhor, tricampeão, líder do campeonato, diante de um Benfica já em plena travessia do deserto, e que até àquela 15.ª jornada havia averbado… sete vitórias.

Números horríveis que deixavam os “encarnados” com a obrigação de vencer num terreno muito complicado, sob um ambiente hostil, e ainda para mais com um evidente desnível de qualidade entre os tabuleiros.

O Benfica era orientado há pouco tempo por Graeme Souness, treinador escocês que serviu de trunfo de João Vale e Azevedo (lembram-se dele?), chegado cerca de dois meses antes à presidência do emblema da Luz, e nesta partida contou com três reforços: Luís Carlos, que não vingou, Kandaurov, interessante e um tal de Karel Poborsky… craque checo que fez suspirar todo um país com a sua qualidade futebolística.

Mas do outro lado estava um “dragão” muito forte, de peito feito, voraz, com estrelas em série e com um balneário à prova de bala, comandado por António Oliveira, que via neste embate a oportunidade de colocar a “águia” em estado KO.

Paulinho Santos vs. João Pinto, uma luta à parte Fonte: FC Porto
Paulinho Santos vs. João Pinto, uma luta à parte
Fonte: FC Porto

Porém, a verdade é que até se assistiu a um desafio equilibrado, com oportunidades de parte a parte, para depois, já no segundo tempo, Oliveira tirar um coelho da cartola: saiu Rui Jorge, entrou Artur, e num ápice o avançado brasileiro inaugurou o marcador, batendo Michel Preud’homme, guarda-redes mítico do futebol mundial.

E o que se seguiu? Pois bem, um dos episódios que mais tinta fez correr neste país à beira-mar plantado, o mais famoso dos “rounds” entre Paulinho Santos e João Pinto, numa troca de agressões que colocou os colegas de selecção na rua e que deixou o “menino de ouro” benfiquista com uma lesão na face.

Mas calma, porque ainda não acabou: o Benfica viu ainda um golo ser-lhe mal anulado por António Costa, por pretenso braço na bola de Kandaurov, e depois… deu-se o xeque-mate nas aspirações encarnadas na competição, com Artur a bisar e a tranquilizar o anfiteatro das Antas, que meses depois festejaria o “tetra”.

Resumo do Jogo: