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Bom jogador resulta em bom treinador?

Cabeçalho Futebol NacionalO futebol em si é uma arte. E o saber faz parte. Saber jogar e saber comandar. Estas duas vertentes podem coexistir no mesmo indivíduo, mas o habitual é que aquele que trata bem a bola e pensa bem o jogo seja um e o que monta a equipa e desenha a estratégia seja outro. Mas haverão, certamente, exceções. Deliciosas e saudosas exceções.

O treinador português é hoje muito cobiçado e elogiado pela Europa fora. Apesar de, por vezes, não ser valorizado e admirado dentro de portas, mais tarde todos lhes reconhecerão o seu engenho e talento. Ainda assim, algo parece estar a mudar nas mentalidades dos nossos clubes; dos 18 clubes competidores da Primeira Liga, 17 contam com treinadores portugueses. A exceção, para já, é o CD Aves que recorreu ao angolano Lito Vidigal para render Ricardo Soares. Mas então qual o sucesso do treinador português? Poderá ser o seu passado enquanto jogador?

É difícil encontrar a resposta a esta pergunta, senão mesmo impossível. Pode estar na capacidade de liderança ou astúcia e inteligência proveniente do gene lusitano. Certo é que pouco terá que ver com o passado enquanto jogador, senão este sucesso não era exclusivo dos portugueses e qualquer Bola de Ouro se tornaria num treinador invencível. Prova disso são os casos de Rui Vitória, Daniel Ramos, Miguel Cardoso, Nuno Manta, Luís Castro, Manuel Machado ou Lito Vidigal. Todos estes são treinadores no nosso campeonato. Nenhum deles se destacou a níveis estratosféricos enquanto atleta, mas desempenharam e têm vindo a cumprir com distinção as suas funções enquanto líderes de equipa. Rui Vitória, por exemplo, representou, enquanto jogador, clubes como o Alverca, Vilafranquense, Seixal FC ou SC Farense.

Nuno Manta Santos conseguiu um excelente oitavo lugar com o Feirense na época passada Fonte: CD Feirense
Nuno Manta Santos conseguiu um excelente oitavo lugar com o Feirense na época passada
Fonte: CD Feirense

Sem mediatismo algum, assumiu o cargo de treinador de equipas menores e, passado algum tempo, subiu o CD Fátima à Segunda Liga, passou pelo FC Paços de Ferreira e conduziu o Vitória SC ao quinto lugar da Primeira Liga. Chegado ao SL Benfica, prolongou o sucesso do seu antecessor e depressa conquistou os adeptos. Por outro lado, Miguel Cardoso e Nuno Manta, sem que se encontrem registos alguns de terem jogado futebol a nível sénior, causam toda esta sensação e espanto ao trilharem caminhos firmes para os seus clubes. Se o trabalho de Nuno Manta no CD Feirense foi uma tarefa heróica (pegou no Feirense nos últimos lugares e não só garantiu a manutenção, como um confortável 8º lugar), o de Miguel Cardoso no Rio Ave FC é motivo de artigos, opiniões e múltiplos elogios.

CD Aves 1-3 Vitória SC: Conquistadores voam na Vila das Aves

Cabeçalho Futebol NacionalO CD Aves recebeu esta noite o Vitória SC, em jogo a contar para a décima jornada da Primeira Liga. Num jogo em que a eficácia foi a nota dominante, com as poucas oportunidades de golo a serem bem aproveitadas, a vitória acabou por sorrir aos minhotos, que conseguiram a conquista de três pontos importantes para subir alguns lugares na tabela.

À partida para o encontro, as duas equipas precisavam de uma vitória para quebrar o mau momento pelo qual passavam. De um lado um Desportivo das Aves nos últimos lugares e do outro um Vitória SC longe das exibições e resultados que permitem alcançar os lugares europeus. E foram mesmo os minhotos que entraram melhor. Logo aos três minutos de jogo, Raphinha abriu o marcador, desmarcando-se nas costas de Nildo, após passe de Héldon. O Vitória SC estava por cima do jogo, fazendo pressão alta que tentava bloquear o jogo entre-linhas do CD Aves. No entanto, a equipa da casa não se deixou intimidar e tentava chegar à baliza defendida por Miguel Silva, sendo recompensada à passagem do quarto de hora. Victor Garcia cortou, com a mão, um centro de Paulo Machado, com o árbitro Luís Ferreira a assinalar grande penalidade. Na conversão, Salvador Agra não falhou e fez o 1-1. O golo serviu de incentivo aos avenses, que conseguiram inverter a tendência inicial da partida e passaram a estar por cima, criando mais oportunidades. Aos 36 minutos, Paulo Machado pôs Miguel Silva à prova e, no minuto seguinte, Nildo repetiu a façanha. Ainda assim, a um minuto do intervalo, foi mesmo o Vitória SC que conseguiu chegar novamente ao golo, por intermédio de Héldon, que aproveitou uma bola perdida na área avense.

Fonte: Vitória SC
Fonte: Vitória SC

A segunda parte chegou com um bom ambiente nas bancadas, numa casa bem composta em Vila das Aves e onde o fair play entre os adeptos e mascotes dos respectivos clubes foram um dos pontos altos desta noite de futebol. Os dez primeiros minutos revelaram um jogo dividido, com ambas as equipas a não conseguirem criar situações de perigo junto da baliza adversária. Aos 59 minutos, foi o Vitória SC que conseguiu inverter essa tendência e entrar na área dos avenses, com Raphinha a rematar para defesa de Quim. Três minutos depois, foi novamente Raphinha a colocar o guarda redes à prova, obrigando-o a uma grande defesa. Na recarga, Héldon atirou para fora. Com os minhotos a conseguirem anular as iniciativas do CD Aves, a tendência era pausar o jogo quando dispunham da posse de bola. E, aos 70 minutos, o golo acabou mesmo por surgir novamente, desta vez por intermédio de Rafael Martins, que aparece ao segundo poste a desviar para o 1-3, na sequência de um livre de Hurtado. Até ao apito final, o CD Aves ainda conseguiu criar três lances perigosos para a baliza de Miguel Silva, todos por Arango. O avançado emprestado pelo SL Benfica entrou aos 73 minutos de jogo, conseguindo trazer mais dinâmica ao ataque avense.

O Vitória SC garantiu assim a conquista de três pontos importantes para a luta pelos lugares europeus, frente a um CD Aves que não tem conseguido encontrar o caminho das vitórias. A equipa recém-promovida ao principal escalão do futebol português apenas venceu por uma vez esta época, não conseguindo deixar os lugares do fundo da tabela.

GP México: 4 tequilas para o britânico que iguala Vettel e Prost

Cabeçalho modalidadesO inevitável era o expectável. Após os desaires da Ferrari em Singapura, Malásia e Japão, as contas do título ficaram muito mais acessíveis para Hamilton. No sábado, Sebastian Vettel fez uma volta canhão e conquistou a sua 50ª Pole Position da carreira. Do seu lado, partira Verstappen e atrás os dois Mercedes, com Hamilton no 3º posto. O inglês da Mercedes sabia que precisava apenas de ser 5º independentemente do lugar de Vettel, para se sagrar campeão mundial de F1 pela 4ª vez.

A partida do GP do México foi uma das mais “concorridas” da presente temporada. A longa recta da meta que antecede a primeira curva do circuito, que detém mais de 890 metros, colocou Vettel, Verstappen e Hamilton lado a lado, sendo a curva para a direita, o alemão entrava primeiro mas o holandês recorreu ao exterior dos limites da pista para ultrapassar Vettel, pois seguia-se uma curva de imediato para a esquerda, e foi aí que o Ferrari ficou com a asa dianteira danificada. Na segunda curva e a assistir a este despique de alta tensão, Hamilton aproveitara para se aproximar e tentar ultrapassar o alemão, mas de forma inevitável a asa dianteira de Vettel danificou a roda traseira direita de Hamilton. Um início bastante atribulado e interessante. Contudo, foi Verstappen a sair ileso e isolado na frente intacto, ao contrário de Hamilton e Vettel que tiveram que recorrer à box.

Os incidentes do trio maravilha chegaram a ser investigados pela FIA, mas não sortiram efeito com os comissários a não autuarem. Verdadeiramente, se os comissários partissem para penalizações, muito provavelmente iriam actuar Verstappen por alegadamente ter utilizado a parte de fora da pista para ultrapassar Vettel, o sangue na guelra do holandês pode dar para um dia ser campeão mundial, mas não é a levar tudo à frente que o vai conseguir.

Hamilton conquistou o seu 4º título mundial de F1 Fonte: Sky Sports
Hamilton conquistou o seu 4º título mundial de F1
Fonte: Sky Sports

Sebastian Vettel e Lewis Hamilton saiam da box nas penúltimas e última posição, respectivamente. Verstappen na liderança desapareceu do mapa, Bottas que herdou o 2º lugar foi incapaz e não tinha monolugar para acompanhar o Red Bull. Rapidamente o interesse da corrida passava por ver o que Vettel e Hamilton iam fazer. O alemão que tinha um carro capaz de ganhar a corrida, fartou-se de ganhar posições, ao contrário de Hamilton que dizia via rádio ao seu engenheiro que tinha problemas com a potência e posteriormente com os pneus.
Com o safety car virtual provocado pelo Toro Rosso de Hartley, os pilotos recorreram à mudança de pneus, mas pouco ou em nada a corrida se alterou.

CD Santa Clara 1-2 FC Penafiel: Vitória da eficácia

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Cabeçalho Futebol NacionalEm mais uma tarde nublada de Domingo, entravam em disputa mais três pontos na Segunda Liga.  O CD Santa Clara vinha de duas vitórias moralizadoras em casa perante CF “Os Belenenses” e Vitória SC B, enquanto que o FC Penafiel vinha igualmente de uma vitória categórica perante o Sporting CP B.

Os primeiros minutos do jogo, mostraram um jogo muito equilibrado. Santa Clara e Penafiel anulavam-se mutuamente, num jogo muito disputado a meio-campo. Ainda assim, era a equipa da casa que tinha mais posse de bola e que fazia por chegar ao primeiro golo do jogo. E foi exatamente o que aconteceu ao minuto 29. Num lance de bola parada, Pedro Pacheco fazia de cabeça aquele que era o primeiro golo na partida. Até final da primeira parte, o Penafiel equilibrou mais a partida e começou a ter mais bola, empurrando o Santa Clara para a sua pequena área. A primeira parte terminou com a vantagem da equipa da casa, sem grandes ocasiões de parte a parte. Nota ainda para a expulsão de Carlos Pinto a meio do primeiro tempo por protestos em relação à equipa da arbitragem, uma decisão que acabou por “aquecer” a partida até final dos 90 minutos.

Fonte: O Milhafre
Fonte: O Milhafre

Na segunda parte, Armando Evangelista fez entrar Gleison e retirou Ludovic, um dos jogadores que andou desaparecido no primeiro tempo. Com a substituição, o Penafiel ganhou um novo futebol. A equipa forasteira conseguia ser mais vertical, mais rápida e mais pragmática na partida e conseguia criar grandes dificuldades ao Santa Clara. Ao minuto 52′ esta boa entrada do Penafiel iria ser recompensada. Em mais um lance de bola parada, João Paulo conseguia empatar a partida, com Serginho a ficar colado ao relvado.

A equipa visitante não tirou o pé do acelerador e minutos depois chegou a novo golo. Num lance muito confuso, a defensiva do Santa Clara não conseguiu ajustar o posicionamento e sofre mais um golo, desta feita por Fábio Abreu.

A partir do segundo golo do Penafiel, o jogo mudou de figura. A partida passou a ter um ritmo mais lento, com muitas paragens pelo meio e com o árbitro a apitar muitas vezes e a mostrar muitos cartões amarelos exagerados, por vezes. O Santa Clara tentava pegar no jogo, mas faltava dinâmica e faltava alguém que assumisse a primeira fase de construção. O Penafiel percebeu estas dificuldades e tentou quebrar o ritmo de jogo, com sucesso.

Até final dos 90 minutos, nota para duas defesas de alto nível de Ivo, guarda-redes do Penafiel, a negar primeiro o golo a Pineda e depois a Osama Rashid.

No final da partida, o resultado é desajustado. A vitória do Penafiel é exagerada tendo em conta a primeira parte do jogo. Mas mais do que isso, valeu a eficácia e a frieza que esta equipa do Penafiel demonstrou ao longo dos 90 minutos.

E vão cinco para Ogier

Cabeçalho modalidadesE vão cinco, cinco títulos mundiais para Sebastien Ogier. O francês mostrou que é o piloto mais eficaz do campeonato, ao longo da temporada, mas também que sabe fazer escolhas. De recordar que Ogier, antes de escolher o Fiesta WRC, testou, também, o Toyota Yaris WRC. Um título mais do que justo, de quem foi o mais regular ao longo de toda a temporada.

Em janeiro, no artigo de antevisão, escrevi que Ogier ia ser campeão, mas também que Juho Hanninen ia ser o melhor homem da Toyota, e foi o pior.

A vitória de Ogier quebrou várias marcas da M-Sport/Ford. No artigo supracitado escrevi isto:

Devolver a glória à Ford e à M-Sport pode não ser fácil: a última vitória num rali foi em 2012, quando Latvala foi o melhor no Rali da Grã-Bretanha, o último título de pilotos foi em 1981, por Ary Vatanen – como equipa de fábrica -, e os títulos de construtores de 2006 e 2007, com o Focus WRC, já como M-Sport.

Logo no primeiro rali quebrou esta marca de 2012, vencendo o Rali de Monte Carlo; este fim de semana, no País de Gales, quebrou a marca de 1981, ao ser campeão do mundo, e o título de construtores também foi conquistado, com a ajuda de Ott Tanak, que, neste momento, é segundo no campeonato.

Evans dominou em Gales Fonte: WRC
Evans dominou em Gales
Fonte: WRC

Mas voltemos ao País de Gales: Elfyn Evans venceu com autoridade a sua prova caseira do WRC, a sua primeira vitória na categoria e uma vitória mais que justa do piloto da Dmack, e que faz com que o Ford Fiesta fosse o único carro no qual os três pilotos oficiais venceram pelo menos um rali esta temporada, uma amostra da qualidade do Fiesta.

A completar o pódio ficou Thierry Neuville e Ogier. O piloto belga não começou bem o rali, mas, durante os últimos dois dias, foi o melhor ‘que não Evans’, merecendo o segundo posto, depois de uma boa luta com Ogier, que estava mais preocupado em garantir o título já este fim de semana do que em vencer o rali. O piloto belga está a lutar pelo segundo lugar com Tanak, estando a apenas um ponto do estoniano, quando falta apenas o Rali da Austrália para terminar mais uma temporada.

O regresso dos guarda-redes-líbero

Cabeçalho Futebol NacionalGuarda-redes-líbero, ou se preferirem o termo inglês, swepper-keeper. É possível que muitos fãs de futebol não conheçam este termo, mas a verdade é que é um termo mais antigo do que muitos possam imaginar. A utilização do guarda-redes-líbero era uma prática comum nos anos 50, principalmente em países como a Hungria e a Jugoslávia. Nesse tempo, a táctica privilegiada era o 3-2-2-3, mais conhecido por WM.

O húngaro Gyula Grosics, guarda-redes dos “Mágicos Magiares”, foi o grande pioneiro da função de guarda-redes-líbero, mostrando que sabia sair a jogar com a bola no pé dando apoio aos defesas, permitindo assim que a equipa pudesse construir jogo a partir de trás. Com o passar dos anos, apareceram mais alguns guarda-redes-líbero, como o holandês Jan Jongbloed ou o colombiano René Higuita, mas a evolução táctica que o futebol tomou, com a afirmação do 4-4-2 e do 4-3-3, fez com que esta “estripe” de guarda-redes não tivesse a continuidade desejada.

Gyula Grosics revolucionou a posição de guarda-redes no futebol mundial Fonte: futebolmagazine.com
Gyula Grosics revolucionou a posição de guarda-redes no futebol mundial
Fonte: futebolmagazine.com

No entanto, creio que o futebol teve uma evolução significativa nesta década. Para ser mais preciso, essa evolução começou aquando do aparecimento do Barcelona de Pep Guardiola, que privilegiava um futebol de posse e de pressão alta, que permitia à sua equipa dominar o jogo e estar mais perto da vitória.

Entre esta sua ideia de jogo que revolucionou o futebol mundial, o técnico catalão exigia que o guarda-redes fosse mais um jogador de campo. Com isto, Victor Valdés herdou o papel que outrora pertencia aos guarda-redes dos “Mágicos Magiares” e da “Laranja Mecânica”. Estava assim dado o regresso dos guarda-redes-líbero.

Com isto, foram aparecendo mais guarda-redes-líbero, tais como Manuel Neuer ou Marc-André ter Stegen. E nos dias de hoje, os guarda-redes são cada vez menos avaliados apenas pelo seu desempenho entre os postes, porque a visão de Guardiola fez com que muitos treinadores ganhassem importância na forma como os guarda-redes controlassem a bola com os pés e soubessem iniciar a construção de jogo da sua equipa.

WTA Finals: De final em final até à glória entre as melhores!

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Cabeçalho modalidadesEla é dinamarquesa, tem 27 anos de idade, já foi número um do ranking mundial mas nunca conquistou qualquer torneio do Grand Slam. É uma das figuras mais conhecidas do circuito WTA. Destaca-se pela consistência do seu jogo e, consequentemente, dos seus resultados, mas tende a não conseguir superiorizar-se às adversárias nos momentos decisivos. Assim se poderia descrever Caroline Wozniacki, a tenista natural de Odense que, em Singapura e frente às melhores, atingiu a glória.

À partida para a WTA Finals era difícil fazer previsões, tal tem vindo a ser o equilíbrio reinante no circuito feminino. Simona Halep, número um mundial, e Garbiñe Muguruza pareciam partir com alguma vantagem sobre as demais, mas as certezas relativamente ao que poderia vir a suceder eram poucas. Pliskova e o seu serviço poderiam fazer mossa em piso rápido, Caroline Garcia encontrava-se num tremendo momento de forma, Svitolina, Wozniacki e Venus Williams haviam sido três das mais consistentes tenistas ao longo da temporada. Portanto, tudo poderia acontecer.

Simona Halep conseguiu terminar a temporada no topo do ranking mundial Fonte: WTA
Simona Halep conseguiu terminar a temporada no topo do ranking mundial
Fonte: WTA

E foi logo na fase de grupos que surgiram as surpresas. Jelena Ostapenko nunca pareceu verdadeiramente preparada (por enquanto!) para estas andanças e acabaria por não conseguir avançar para a meia-final. Svitolina nunca demonstrou a consistência evidenciada ao longo da temporada, teve altos e baixos nos encontros disputados, e acabaria também eliminada na fase de grupos. As grandes surpresas acabariam por ser Simona Halep e Garbiñe Muguruza, respetivamente números um e dois do ranking WTA, que se apresentaram sempre muito abaixo do que seria expectável e acabariam, também elas, por não conseguir avançar para a meia-final. Valeu a Simona Halep os resultados das suas mais diretas adversárias, que lhe permitiram terminar a temporada no topo do ranking mundial.

SC Covilhã 2-1 FC Porto B: Índio da Serra domina dragões

Cabeçalho Futebol NacionalNuma manhã soalheira na Serra da Estrela, em que o Sporting da Covilhã voltou à sua casa após algumas renovações, o estádio compôs-se para a recepção ao Futebol Clube do Porto.

O jogo começou ameno, mas com a equipa da casa a dominar o primeiro terço da primeira parte. Tanto que, aos 10 minutos de jogo, acabou por inaugurar o marcador. Fatai cruza e Índio aparece isolado, tendo apenas que encostar para o fundo das redes.

O Porto tentava responder por parte do jovem Diogo Dalot, tanto que grande parte da tática dos dragões passava pelos pés do mesmo. Até à meia hora, o Covilhã conseguiu ainda fazer mais dois remates, por Gilberto e Erivelto, mostrando que não tinha medo de avançar no terreno e de rematar à baliza. Por sua vez, a equipa de António Folha tentava fazer contenção e conseguia ser bem conseguida, no entanto não conseguia entrar para o ataque e discutir o resultado.

Nos últimos minutos da primeira parte foram mais interessantes, com três grandes oportunidades de golo. Primeiro Fatai tentou o segundo golo para o Covilhã, porém o esférico bateu num adversário. Mesmo em cima dos 45 minutos, uma oportunidade para cada lado: João Dias, da equipa da casa, rematou com direção à baliza de Diogo Costa, mas sem sucesso; na jogada seguinte, o FC Porto tenta fazer uma réplica, com um jogador a aparecer na grande área e a passar para a esquerda, onde estava Bruno Costa, para rematar às redes de Igor, falhando o alvo por centímetros.

Índio marcou os dois golos do Sporting da Covilhã Fonte: Bola na Rede
Índio marcou os dois golos do Sporting da Covilhã
Fonte: Bola na Rede

Já na segunda parte, os dragões entraram mais dominadores, com a primeira grande oportunidade de golo a ser sua. Sorte do Sporting da Covilhã por ter Gerson a cortar em cima da linha de golo.

No entanto, o golo da equipa nortenha acabou por acontecer, e que golo! Fede Varela aproveitou o espaço dado pela defensiva covilhanense e, de fora da área, desfez um pontapé forte que não deu hipótese a Igor. O pé quente do jogador do Porto teimava em não arrefecer, tentando novamente a sua sorte a meia distância, porém sem perigo de maior. Também Dalot teve uma grande oportunidade, depois de uma infantilidade de Paulo Henrique, que perdeu a bola perto da sua área.

O Covilhã tentava responder de todas as formas possíveis. Fatai tenta marcar o segundo golo e desempatar o jogo, no entanto atrapalhou-se e acabou por perder a bola. O golo acabou por aparecer para a equipa caseira. Índio, que já tinha tentado bisar, após um livre que teve uma defesa irrepreensível por parte de Diogo Costa, acabou por marcar o segundo tento. A sua equipa ganha a bola a meio campo e Reinildo, que roubou o esférico a Moreto, conduziu a bola até à entrada da área adversária, passa para Índio que engana a sua marcação e encosta para o fundo das redes.

O jogo acabou por se manter com este resultado, graças também à entrada de Djikine, que funcionou muito bem como contenção no meio-campo serrano.

Depois do começo intermitente, em que consentiam empates nos últimos minutos de jogo, o Sporting da Covilhã conseguiu, frente ao FC Porto B, a terceira vitória consecutiva, no seu Santos Pinto renovado, o que lhe garante a ascensão provisória ao oitavo lugar.

O “General” Pinto – Entrevista a Carlos Pinto

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entrevistas bola na rede

Caráter, frontalidade e persistência são palavras fundamentais no dicionário de Carlos Pinto. Sem papas na língua, frontal como já é seu apanágio, o técnico falou da sua carreira enquanto jogador e do início da época no Santa Clara. Mais do que isso, ficam aqui os traços gerais de mais um promissor técnico a aparecer no futebol português, que valoriza fortemente a disciplina e a liderança.

 

Bola na Rede (BnR): Como surgiu o gosto pelo futebol?

Carlos Pinto (CP): Desde cedo. Muito pela paixão que o meu pai tinha pelo FC Paços de Ferreira; aliás, sou sócio do Paços desde o momento em que nasci. Depois, aos oito anos, comecei nas escolinhas de futebol.  Vim de uma família de 10 irmãos, muito pobre, mas que tinha a paixão pelo futebol. Infelizmente não consegui prosseguir com os estudos, pois com 10/11 anos já trabalhava nos móveis com o meu pai e com o objetivo de ajudar a família. Mas a partir do momento que ajudei a minha família senti-me muito satisfeito. O meu pai também não cortou as pernas do meu sonho, que era o futebol e consegui sempre conciliar as duas coisas.

BnR: Passou por diversos clubes e por onde passava saltava à vista a sua qualidade técnica. O que acha que falhou para se tornar uma referência ainda maior no futebol português?

CP: Um dos exemplos que dou aos jogadores do meu plantel enquanto treinador. Sou um exemplo para o lado positivo e para o lado negativo. Porque, numa fase inicial da minha carreira, não levei o futebol a sério. Digo que não fui bom profissional. As pessoas quando pensam que um mau profissional associam logo que só ia para a noite, mas eu nunca fui disso, apenas não me dedicava ao futebol e não me dedicava nos treinos; ia ao treino e não treinava. Obviamente foi algo que me marcou na carreira. Eu próprio passo essa mensagem aos jogadores, de que poderia ter ganho muito dinheiro no futebol e não ganhei por responsabilidade minha. A partir dos 28 anos dediquei-me ao futebol e fui profissional, e isso foi reconhecido. Lembro-me que, a partir dos 29 anos, fui capitão em praticamente todas as equipas que passei e obviamente fui muito reconhecido por isso.

BnR: O facto de ter sido jogador ajuda-o hoje em dia como treinador? Para si quais as maiores vantagens?

CP: Sim, ajuda. Ajuda porque indico o caminho aos jogadores. Aliás, umas das coisas que eu faço é definir imediatamente as regras. Uma das minhas preocupações é claramente definir as regras para com os jogadores. Chegámos a um acordo, no início da época, onde eles assinaram por baixo as regras que nós definimos. Obviamente que nunca me posso desviar delas, apesar de ser um dos problemas que muitas vezes acontece, mas nunca me posso desviar daquilo que é fundamental, que é a disciplina e esta é igual para todos. Sou muito rigoroso nesse sentido. Temos jogadores que muitas vezes têm um potencial tremendo e que podem ganhar muito dinheiro no futebol, mas que em termos mentais são fracos e essa é também uma das minhas preocupações. Para além do aspeto mental, gosto de poder moldar os jogadores, poder refiná-los, trabalhar alguns aspetos onde são menos fortes.

Fonte: CD Santa Clara
Fonte: CD Santa Clara

BnR: Há uma relação sobejamente conhecida com Leonardo Jardim, técnico de referência do futebol mundial. Intitula-se como um discípulo ou vê o futebol de uma forma mais emancipada?

CP: Não. Ele é uma pessoa que eu gosto, é uma pessoa que me marcou muito pela disciplina que eu hoje implemento nas minhas equipas. Obviamente que, em termos de jogo, somos diferente; gosto de um futebol muito mais positivo, mais para a frente. O Leonardo é mais calculista, mais rigoroso, mais resultadista também. Mas é uma pessoa que eu gosto muito, uma pessoa que me marcou e vai marcar para a vida inteira.

BnR: Enquanto jogador, qual foi a sua maior referência?

CP: Zidane. Praticamente fui conhecido no final da minha carreira como o Zidane da Feira, o Zidane de Chaves. Era um jogador que tinha muita qualidade. Mesmo estando em brincadeiras, nas peladas com os jogadores eles brincam com essa situação. É uma realidade, também acho que não tinha noção quando jogava na altura. Agora o Zidane foi claramente aquele jogador que me marcou e tenho pena de não ser português, mas francês, mas foi claramente aquele jogador que me cativou.

Fim de semana perfeito!

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Cabeçalho modalidadesPara os amantes do MotoGp, e não apenas de marcas ou pilotos, o melhor aconteceu: Andrea Dovizioso venceu e vamos ter luta até ao fim.

O italiano da Ducati venceu hoje o Grande Prémio da Malásia, a penúltima prova do campeonato, ficando 21 pontos atrás do líder, Marc Márquez, que foi quarto, e, com isto, o título será levado à última corrida. Márquez chegou a este fim de semana com 33 pontos de diferença e necessitava de manter essa distância a 26 pontos (cada vitoria vale 25 pontos).

Mas existiu um Dovizioso pronto para a luta – e que luta que vai ter na última corrida! -, que necessita de ganhar a última corrida e esperar que Márquez fique abaixo do 12.º posto.

Dovizioso em destaque Fonte: Moto GP
Dovizioso em destaque
Fonte: Moto GP

A corrida começou bastante bem para Márquez, que saiu de sétimo para terceiro logo no arranque, ficande à frente do Dovizioso, com algumas ultrapassagens entre os dois. Mas, a 16 voltas do fim, a Ducati passou em definitivo a Honda, e aí se percebeu que as Ducati estavam realmente mais à vontade em pista. Pouco bastou para que, tanto Lorenzo, como Dovi conseguissem passar Zarco, que, até faltarem 12 voltas para o fim, era o líder.

Existia bastante expectativa para perceber se Lorenzo ia deixar passar o seu companheiro, mas não foi necessário, pois a quatro voltas do final, o espanhol cometeu um erro e deixou a liderança para o italiano. Andrea Dovizioso consegue, assim, mais uma vitória; em segundo ficou Lorenzo e Zarco a terminou o pódio. Já Maverick Viñales, que conseguiu garantir o terceiro lugar da classificação mundial, não foi além do nono posto. Valentino Rossi, que ainda poderia aspirar a esse lugar, ficou apenas em sétimo e, como tal, ficou matematicamente impossível.

Vamos ter campeonato até ao fim, acredito que Marc Márquez vai ter uma corrida mais contida, e ao contrário Andrea Dovizioso terá de ter a faca nos dentes Fonte: Moto GP
Vamos ter campeonato até ao fim, acredito que Marc Márquez vai ter uma corrida mais contida, e ao contrário Andrea Dovizioso terá de ter a faca nos dentes
Fonte: Moto GP

Para completar o fim de semana perfeito, nova vitória do português Miguel Oliveira. Como tinha falado anteriormente, esta vitória era algo que podíamos aspirar, mas pela qual Miguel Oliveira teria que lutar bastante, e assim aconteceu.  Saiu da segunda posição, mas assumiu logo a liderança na primeira curva e nunca mais a perdeu. No entanto, lutou bastante, algo visível inclusive no rosto do português no final da corrida.

Dei tudo… Nem sei se sou capaz de falar muito! A estratégia não era a de fugir na frente, sabia que o Franco tinha um bom ritmo por isso o plano era manter-me atrás dele, mas assim que vi que tinha ganho alguma vantagem, vi que tinha de ir com tudo. Não me poupei. Foi uma grande vitória para nós, estou muito orgulhoso”, Miguel Oliveira.

Para aumentar um pouco mais o suspense, na parte final da corrida, começou a chover, o que fez com que a diferença para o seu companheiro de equipa, Brad Binder, fosse diminuindo. No entanto, no final, a KTM conseguiu efetuar nova dobradinha – Miguel Oliveira venceu novamente e, com esta vitoria, obtém 216 pontos e arruma o facto de ficar em terceiro na classificação geral, porque Alex Márquez, que conta com 190 pontos, caiu na fase inicial da corrida.

Corrida essa que deu para consagrar Morbidelli como campeão mundial, com 288 pontos, mesmo sem a corrida acontecer, uma vez que Thomas Luthi não saiu para pista por ter fraturado o tornozelo na qualificação e ficou com os 243 pontos que já tinha. As contas do mundial para os três primeiros estão fechadas, mas vamos ter uma corrida final, bastante intensa certamente. A última corrida realiza-se no próximo dia 12 de Novembro, no circuito de Valência, em Espanha.

Foto de Capa: Moto GP

Artigo revisto por: Francisca Carvalho