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O jogo que pode ditar o regresso

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sl benfica cabeçalho 1Deste jogo – contra o Manchester United para a fase de grupos da Liga dos Campeões – pode, e deve-se esperar tudo.  Tudo aquilo que não se quer para a equipa e tudo aquilo que tem faltado nos últimos jogos. Desde a defesa a ganhar consistência aos extremos a criarem situações de desequilíbrio e, ainda, aos avançados a melhorarem no capitulo da eficácia. Desde a intensidade até à entrega. E que adversário melhor para dar uma resposta a este mau momento senão uma equipa de renome mundial como é o Manchester United do português José Mourinho?

O plantel de Mourinho é nitidamente mais valioso do que o dos encarnados, o que torna esta a oportunidade certa para que os jogadores mostrem realmente o seu valor. Para que mostrem que os últimos resultados foram enganosos e que as exibições foram apenas momentos de menor inspiração da equipa.

A jogadores como Luisão, Pizzi, e até Salvio, pede-se que sejam líderes e que assumam o jogo e o controlo da equipa. Luisão na zona mais defensiva, onde vai ter de ser mais eficiente do que aquilo que tem sido até agora – mais rápido nos momentos defensivos, nomeadamente na recuperação em situações de contra-ataque adversário – e a principal figura motivacional para os jogadores que com ele vão fazer parte do quarteto defensivo.

Fonte: SL Benfica
Fonte: SL Benfica

Porém, Pizzi vai ser tão, ou mais, importante do que o capitão Luisão. Mas vai ter de ser o Pizzi a que habituou os adeptos encarnados nos anos anteriores. O Pizzi box-to-box, que ajuda Fejsa nas recuperações defensivas, mas que, sobretudo, cria linhas de passe para as primeiras linhas de construção ofensiva, transporta a bola no terreno e que permite ainda criar situações de superioridade ofensiva à linha mais avançada da equipa, seja com passes certeiros ou mesmo com a sua presença nessas zonas do terreno.

Vai ser, sobretudo, na capacidade de liderança – em diferentes contextos – destes dois jogadores que o jogo vai ser diferente daquilo que se espera. Se ambos estiverem na plenitude das suas formas, físicas e motivacionais, acredito seriamente que este pode ser o jogo do regresso. Do regresso às noites gloriosas que a equipa tem vivido nos últimos anos.

Foto de Capa: Trivela

Previsão da Época 2017/18: Oeste

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Cabeçalho modalidadesdallas mavericksEm Dallas, vivem-se tempos estranhos. Por um lado, há todo um agradecimento a fazer a Nowitzki e a vontade de nunca o ver pendurar as botas. Por outro, os Mavericks vivem em stand-by, nos anos mais próximos, com a presença do alemão a não permitir uma completa remodelação da equipa. Depois de terem garantido o explosivo Dennis Smith Jr., no draft do último verão, a equipa de Dallas procurará construir à volta do base e de Harrison Barnes, sendo que o melhor caminho deverá mesmo ser o maior número de jogos possível para garantir uma escolha alta no próximo draft, carregado de excelentes jogadores interiores (uma das lacunas da equipa).

Previsão da Época 2017/18: Este

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Cabeçalho modalidadeschicago bullsRondo e provavelmente a equipa de Chicago teria surpreendido o mundo do basquetebol ao eliminar os Celtics, primeiros classificados do Este. Depois da derrota, veio a troca de Jimmy Butler e, consequentemente, a necessidade de construir tudo de novo para a equipa de Hoiberg, Dwyane Wade não deverá ficar muito mais tempo em Chicago e caberá a Dunn, Lavine, Markkanen, Portis ou Valentine mostrarem que o futuro dos Bulls já se encontra no United Center. Os próximos anos não devem oferecer grandes alegrias a uma das equipas mais emblemáticas da NBA, que podem assim garantir mais talento jovem no draft.

Nota: Quando o artigo foi escrito, Dwayne Wade ainda não era jogador dos Cleveland Cavaliers.

O fim-de-semana verde e branco

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Mais uma semana com nota positiva, na qual se realçam as prestações europeias de Futsal e Ténis de Mesa.

Futebol | A passagem do Sporting à próxima eliminatória da Taça de Portugal (vitória por 2-4 frente ao Oleiros) não é notícia. Notícia é o Sporting ter ido até ao interior de um país onde a litoralização é o factor dominante, nos mais diversos quadrantes da sociedade. Mais que o jogo, os golos ou o relvado sintético, o essencial foi a singela ajuda prestada a uma terra devastada pelos incêndios e que procura reerguer-se.

Futsal masculino | Os bicampeões nacionais somaram um pleno de triunfos (5-1 frente ao Kherson, 1-7 diante do Nikars e 3-2 perante o Ekonomac) no Grupo 3 da Fase Principal da UEFA Futsal Cup e, com efeito, serão um dos quatro cabeças-de-série do sorteio da Ronda de Elite, fase que os leões acolherão no Pavilhão João Rocha! O sorteio dos quatro grupos da Ronda de Elite será realizado no dia 19 de Outubro. Regressa agora o Campeonato, com o Sporting a receber no Domingo o Desportivo das Aves.

 O Futsal venceu a discussão do 1.º lugar do Grupo, mas no final imperou o fair-play Fonte: Sporting Clube de Portugal - Futsal

O Futsal venceu a discussão do 1.º lugar do Grupo, mas no final imperou o fair-play
Fonte: Sporting Clube de Portugal – Futsal

Futsal Feminino | AAU Évora 1-3 Sporting CP. Exibição fraca da turma leonina, que valeu pelo triunfo e consequente conquista de mais três pontos. A formação verde e branca adiantou-se no marcador por intermédio de Débora Queiroz, contudo a turma eborense viria a chegar ao empate ainda no primeiro tempo. Na etapa complementar, Cátia Morgado e Cristiana Costa selaram um triunfo muito sofrido, que permitiu o regresso aos resultados positivos.

Andebol | Os campeões nacionais venceram o CF Belenenses por 24-32 em jogo antecipado do Campeonato Nacional. Foi uma partida sem grande história, que o Sporting dominou do princípio ao fim. Carlos Carneiro foi o melhor marcador da partida, com sete remates certeiros. No Domingo, a turma de Alvalade perdeu diante dos franceses do Montpellier por 29-33 na EHF Champions League. Os franceses aproveitaram o mau início do Sporting para construir uma vantagem sólida que gradualmente foi crescendo (11-19 ao intervalo). A segunda parte começou com os forasteiros a manterem a distância, mas nos últimos quinze minutos a reacção dos comandados de Hugo Canela permitiu uma redução significativa da desvantagem, embora sem efeitos práticos. O último jogo do mês é um SL Benfica vs Sporting CP, marcado para esta quinta-feira. Depois seguem-se os compromissos das selecções.

Academia de Alcochete, a fábrica de talentos

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O Sporting Clube de Portugal é reconhecido mundialmente pela qualidade na sua formação e pelos talentos que lançou para o futebol. Nomeadamente, estrelas como Paulo Futre, Luís Figo e o melhor do mundo, Cristiano Ronaldo, entre tantos outros.

Na passada quinta-feira, foi a vez de Jorge Jesus lançar três campeões nacionais de juniores, Merih Demiral, Jovane Cabral e Rafael Leão. Estes três jovens leões estrearam-se pela equipa principal, na vitória do Sporting em Oleiros por 4-2, na terceira eliminatória da Taça de Portugal. O avançado, Rafael Leão, teve mesmo uma estreia de sonho, apontando o quarto golo do Sporting após assistência de Daniel Podence.

Desde a chegada de Jorge Jesus, o Sporting lançou e apostou em jogadores como Rúben Semedo, João Palhinha, Matheus Pereira, Daniel Podence, Francisco Geraldes, João Mário, Iuri Medeiros, Pedro Silva e uma das mais recentes estrelas leoninas, Gelson Martins.

João Palhinha e Daniel Podence são dois dos jovens da Academia presentes no plantel principal Fonte: Sporting Clube de Portugal
João Palhinha e Daniel Podence são dois dos jovens da Academia presentes no plantel principal
Fonte: Sporting Clube de Portugal

Na afirmação destes talentos, passaram por processos distintos, alguns foram emprestados a clubes da Liga NOS para crescer e ganhar experiência competitiva, voltando mais fortes ao Sporting. Outros, como é o caso do internacional português Gelson Martins, dão o salto da equipa “B” e são aposta, confirmando o seu talento.

Este é uma das marcas do ADN leonino, construir um plantel com base na formação e fazer aquisições cirúrgicas como Bas Dost, Bruno Fernandes ou Marcos Acuña. A aposta nos atletas da formação trouxe à equipa leonina, além do seu rendimento desportivo, um encaixe financeiro significativo, basta pensar nos casos de João Mário, Adrien Silva ou Rúben Semedo. O Sporting Clube de Portugal forma atletas de excelência e alia ao talento, a cultura de vitória. Recorde-se que, na temporada transacta, os leões venceram o campeonato nacional de juvenis e de juniores. O Sporting é também formar a ganhar.

Para os “miúdos” lançados por Jorge Jesus, que sigam o exemplo de trabalho e superação de Cristiano Ronaldo, que possam evoluir e aproveitar cada treino, cada minuto de jogo, para se tornarem melhores.

Foto de Capa: Sporting Clube de Portugal

Carta Aberta a Rui Vitória

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Caríssimo Rui,

É assim que se começa uma carta, correto? Não tenho já a certeza, mas caríssimo não me sai bem tendo em conta o sentimento geral dos benfiquistas neste momento.

A minha verdadeira e honesta vontade era começar esta carta com um “Oh Rui, ‘tás te a passar?”, seguido de uma série de questões que me chegam a tirar o sono. Mas essas irei coloca-las de qualquer forma.

Antes de mais, eu, Joana Libertador, declaro-me defensora da sua posição desde que assumiu o cargo que ocupa atualmente no Sport Lisboa e Benfica. Digo-lhe mais: o meu ser encheu-se de felicidade ao ouvir alguém falar português, a ser educado e a praticar uma conduta de trabalho que me agrada (ou agradou), em vez de ter de lidar com uma besta quadrada e, em bom português, com um bronco. Digo isto com todo o respeito ao “senhor” que nos deu três títulos, entregou tantos outros os FC Porto, obrigou-nos a viver uma humilhação com David Luiz a defesa esquerdo, uma humilhação de luzes apagadas e rega ligada e até uma humilhação de perder tudo dois minutos após os 90. A sério, todo o respeito, mas a vinda de um treinador como o Professor (posso trata-lo assim?), encheu-me o coração.

Querido Rui, defendi-o sempre que pude, acreditei até ao fim, mas agora pergunto-lhe: o que se passa? Se esta questão não for respondida, então parece-me que chegámos a um fim.

Começo por lhe perguntar o que se passa nessa cabecinha para que, sempre que se encontra em vantagem, mandar Felipe Augusto aquecer e começar a pensar em que jogador ofensivo tirar de campo. E não vale responder “os jogos ganham-se a meio campo”, porque Augusto não ganha nada em lado nenhum. Não vale, ainda, responder que não há mais ninguém, porque Fejsa com menos um joelho ou Samaris fazem melhor que o médio que tanto adora.

Gostaria ainda de lhe perguntar o porquê de, depois de reforçar o meio campo e sofrer golo, usa a tática do “tudo ao molho e fé em Deus”. A fé é cada vez menos e Deus não parece estar do nosso lado.

Quem sou eu para o interrogar, não é? Afinal, que estatuto tenho eu para estar a pôr em causa as suas decisões? O treinador não sou eu. No entanto, sinto-me no direito de as colocar e, apesar de não ter qualquer estatuto, julgo perceber qualquer coisa do jogo e, ver as minhas perguntas respondias, até me poderiam ajudar a percebe-lo e, quem sabe, defendê-lo novamente.

Ver o Benfica a não ganhar deixa-me indisposta, mas começar a ver um jogo e já saber como vai ser, quais as substituições que vão ser feitas, deixa-me com uma ligeira vontade de falecer durante 90 minutos.

Avancemos que há mais perguntas a ser feitas. Diga-me, honestamente, a razão da insistência em Luisão. Porquê a situação Varela? Porquê Felipe Augusto? (Sou tão chata com o médio, eu sei, e peço desculpa, senhor professor).

Fonte: SL Benfica
Fonte: SL Benfica

Conheço, infelizmente, algumas das limitações do plantel. Sei que precisávamos de um guarda redes mais seguro e Svilar, mesmo que venha a ser o melhor do mundo, não merece ser lançado às feras (ou talvez mereça, afinal foi isso que lançou Ederson). Sei que, com a saída de Lindelof e a entrada de… ninguém, a defesa fraquejou e sei ainda que do lado direito não estamos melhores. E, com isto, lembrei-me de Pizzi. O que é suposto fazer Pizzi? Jogar 90 sobre 90 a cem por cento?

Nestas questões, ainda outra me surge e sei que não a vou ter respondida, mas não custa tentar: Rui, o que aconteceu no mercado? O que falhou para os setores mais afetados não terem tido direito a ser reforçados? O que falhou? Diga-me. Porque, dependendo da resposta, eu poderei dizer-lhe se há ou não condições para o apoiar durante mais um pouquinho.

Agora peço-lhe, de coração, faça alguma coisa. Deixe-se de contentamentos com mediocridades; Exija jogadores; Exija ajuda dos responsáveis nesse campo; Mude a estratégia, a tática. Rui, apenas faça alguma coisa.

E, para ficarmos esclarecidos, mesmo que o deixe de defender, não, não quero que ponha o lugar à disposição. Não agora. Mas não se sinta importante, porque eu sou contra a saída de um treinador a meio da época em qualquer situação.

Atentamente,

Mais uma adepta ligeiramente desesperada.

 

P.S.: O caminho não se faz caminhando. O caminho faz-se ganhando.

Foto de Capa: Playmaker

Vamos ganhar asas!

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fc porto cabeçalho

Esta terça-feira a comitiva azul e branca vai ter a difícil tarefa de jogar em solo alemão, no campo do Leipzig, o que podemos esperar deste embate?

É a primeira vez que estas duas equipas se encontram, algo normal dado que o clube alemão foi fundado apenas em 2009, e esta é a sua primeira experiencia europeia. Talvez por isso podemos desde já assumir uma vantagem para o Porto.

Mas não encaremos este adversário de animo leve, apesar da sua curta história, o Leipzig é um caso especial no futebol atual. Comprado em 2009 pela Red Bull o Leipzig passou por uma fase de mudança, mudou-se o nome do clube para RasenBallsport Leipzig (devido a motivos legais a Red Bull não pode colocar o nome que pretendia no clube), contruiu-se um estádio novo, o Red Bull Arena de Leipzig, e investiu-se no plantel. Os números não mentem e o facto é que em menos de 8 anos o Leipzig saiu do escalão mais baixo da Alemanha, e ascendeu ao topo, sempre com um trabalho calculado e estudado. O Leipzig só começou a chamar atenção da Europa na época passada, quando na sua época de estreia no principal escalão alemão, surpreendeu tudo e todos ao fazer uma campanha excecional na Bundesliga, onde só foi ultrapassado pelo colosso bávaro que é o Bayern de Munique.

Sérgio Oliveira pode ser peça fundametal Fonte: FC Porto
Sérgio Oliveira pode ser peça fundamental
Fonte: FC Porto

É um plantel jovem com ideias novas, tal não seja que a alcunha da equipa é A Brigada Jovem (The Youth Brigade), justamente pelo enfoque que o clube dá a juventude do seu plantel. Mas não é por isso que o Leipzig é menos forte, dado na qualidade que tem nas diferentes posições. A equipa joga num 4-4-2. No ataque encontramos nomes como Timo Werner, Augustin, Forsberg e Poulsen, na linha de 4 médios encontramos na ala esquerda o internacional português Bruma, encontramos no cérebro do meio campo Keita e Kampl, e na ala direita Sabitzer na defesa nomes como Bernardo e Upmencano surgem na lateral direita e no eixo da defesa respetivamente, e o guarda redes é o internacional húngaro Gulacsi.

Atualmente, após 9 jornadas no campeonato germanico, o Leipzig ocupa o ultimo lugar do pódio, atrás do Bayern de Munique e do líder Dortmund (equipa ao qual derrotou no passado sábado a jogar fora por 2-3) com 16 pontos. No campeonato marcou 15 golos e sofreu 10, tem 5 vitórias, 2 empates e 2 derrotas. Na taça alemã está na segunda ronda, após ter eliminado o modesto Dorfmerkingen. E na liga dos Campeões tem uma derrota e um empate.

Prevejo um jogo dividido, que não vai ser nada fácil, acho que é seguro afirmar o favoritismo azul e branco, mas não podemos estar demasiado confiantes, será uma deslocação complicada, e Importante, o Leipzig se pretende passar para a próxima fase da Liga dos Campeões precisa de pontos nesta jornada europeia, e o Porto apesar da vitoria em terras monegascas, não pode baixar as armas, pois uma eventual vitória na Alemanha, e mais um tropeção do Monaco pode significar o acesso para os oitavos de final o mais cedo possível.

Espero uma vitória do porto, um jogo fechado mas com boas oportunidades, ambas as equipas tem qualidade, e tenho a certeza que vão proporcionar um futebol de boa qualidade nesta 3 jornada da liga milionária.

Foto de Capa: FC Porto

Paulinhos há muitos!

Cabeçalho Futebol NacionalNão foi bem assim a frase de Vasco Santana n’A Canção de Lisboa, mas se chapéus há muitos, Paulinhos na Liga NOS também. Mais concretamente três e todos eles têm em comum, não só a alcunha, como também a qualidade que têm demonstrado no principal escalão nacional.

Paulinho (SC Braga)

Fonte: SC Braga
Fonte: SC Braga

O primeiro é João Paulo Dias Fernandes. Formado no Santa Maria, – já Hugo Vieira e Nélson Oliveira por lá passaram – foi no Gil Vicente FC que se afirmou no mundo do futebol, tendo mesmo sido o segundo melhor marcador da Segunda Liga 2016/17. A sua boa forma no Gil mereceu inclusive um Olheiro BnR que podes LER AQUI.

Esta temporada deu o salto para o SC Braga, onde aproveitou as saídas de Rui Fonte e Stojiljkovic para conquistar o lugar e ajudar o clube a sair de uma má fase. Nos arsenalistas costuma ser segundo avançado, tendo ainda a capacidade de baixar e de se juntar à linha média, mas no Gil era homem mais avançado num 4x3x3.

A maior parte dos seus golos são através do seu pé esquerdo ou de cabeça, sendo um exímio finalizador no jogo aéreo. A isto junta ainda uma capacidade interessante nos livres diretos.

Dois representantes nacionais nos 16 melhores

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Cabeçalho modalidadesA fase principal da UEFA Futsal Cup decorreu durante esta semana e os nossos dois representantes, o Sporting Clube de Portugal e o Sporting Clube de Braga procuravam apurar-se para a fase seguinte, algo que no caso dos leões era algo normal mas para os guerreiros seria algo histórico, dado ser a primeira presença em competições europeias.

O torneio era por isso aguardado com expetativa, no que os lisboetas e os bracarenses faziam, na Sérvia e na Eslovénia, respetivamente. No caso sportinguista o objetivo era ficar na liderança do grupo, enquanto que os arsenalistas contentavam-se em garantir o top três no seu agrupamento, que daria acesso à fase seguinte, e também porque o grupo dos comandados de Paulo Tavares tinha adversários teoricamente mais fortes, em função do coeficiente mais baixo. Por conseguinte, calhou em sorte aos guerreiros do Minho o campeão europeu em título, os espanhóis do Inter Movistar, os russos do Dina Moscovo e a formação da casa, os eslovenos do Brezje Maribor, ao passo que o emblema leonino tinha pela frente os anfitriões do Ekonomac, o Nikars da Letónia e o Kherson da Ucrânia.

Previsivelmente, ambas as equipas tiveram prestações díspares, mas ambas lograram atingir na plenitude os seus objetivos, terminando o Sporting no primeiro lugar do seu grupo com três triunfos em outros tantos jogos e o Sporting de Braga no terceiro lugar com uma vitória sobre o Maribor e outras duas derrotas, ainda assim em posição de apuramento para a fase final que reúne as 16 melhores equipas da Europa.

Foi este grupo que conseguiu passar à fase seguinte e ficar assim na história Fonte: SC Braga
Foi este grupo que conseguiu passar à fase seguinte e ficar assim na história
Fonte: SC Braga

Essa única vitória assumiu contornos dramáticos, pois o golo que garantiu o triunfo apenas surgiu quando faltavam poucos segundos para o término do encontro. Mesmo no encontro com o Dina, houve um grande equilíbrio espelhado no resultado final, que foi dois a um, e com o Inter o Braga deu muito boa conta de si, sucumbindo por quatro bolas a uma, num resultado algo exagerado perante o que ambas as formações demonstraram.

O Sporting conseguiu mostrar no campo o seu favoritismo teórico, batendo todos os seus adversários, só tendo uma maior dificuldade em derrotar o campeão sérvio, num jogo equilibrado em que a turma portuguesa venceu pela margem mínima (3-2).

Com esta grande prestação, os verde e brancos têm o estatuto de cabeça-de-série assegurado, garantindo um maior conforto no sorteio, ao passo que os bracarenses não têm essa benesse na próxima fase, onde o mais importante é que temos lá os nossos dois clubes portugueses, algo que sucedeu apenas na época 2010/11, quando SL Benfica e Sporting CP chegaram ainda mais longe, à final four.

Foto de Capa: Sporting CP

Saber (como) crescer

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Foi com curiosidade que assisti, na última semana, à partida do Sporting com o Oleiros, a contar para a Taça de Portugal. Não só por ser um encontro “de” taça (onde o dito grande vai literalmente à casa do “pequeno”, sendo sempre grande motivo de entusiasmo e alegria para as comunidades locais, coisa que não acontece por outros lados, vá-se lá saber porquê), não só por ser, vá, o meu clube a jogar à bola, mas também pela curiosidade em saber como se iriam comportar A, B e C que não têm sido opção principal na equipa.

E sim, Gelson Dala estava nesse lote de expetativa. Estava nesse lote, não só propriamente pela qualidade que tem apresentado na equipa B, mas muito também pela expetativa que o angolano tem no seu país. Um menino chamado Jacinto nascido em Luanda há vinte e um anos, que vai fazendo a sua estreia na equipa principal na equipa do Sporting como muitos outros, mas com o peso de um país com vinte e oito milhões de habitantes nos seus ombros.

João Palhinha deixou bons apontamentos e marcou dois golos em Oleiros Fonte: Sporting Clube de Portugal
João Palhinha deixou bons apontamentos e marcou dois golos em Oleiros
Fonte: Sporting Clube de Portugal

Pode parecer algo excessivamente dramático este relato, mas não deixa de ser uma realidade a atmosfera em torno do jovem angolano. Ainda assim, estreou-se a titular para a Taça, frente ao Oleiros (até lá só tinha feito uns míseros minutos, no final da época passada), e não se coibiu em ter a bola, mostrou objetividade com a baliza, e claro, uma capacidade técnica acima do normal. É, no entanto, ainda um menino em forma de jogador, e Portugal tem sido algo conhecido nos últimos anos por querer, de certa forma, apressar esse processo: Renato Sanches e André Silva são só alguns dos últimos exemplos.

Como último apontamento da partida do Sporting na Taça de Portugal, um exemplo correto do que deve ser um processo de crescimento de um jogador: João Palhinha. Do último ano até hoje, não só melhorou os atributos técnicos (precisão de passe), como mostra saber ocupar muito melhor os espaços no processo com bola e sem ela. As etapas de crescimento de um jogador passam por muitas e diferentes fases: nenhuma delas surge através de expetativas em demasia, agentes ou capas de jornais. Ou, pelo menos, não deveria ser assim.

Foto de Capa: Sporting Clube de Portugal