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Académica OAF 2-1 (a.p.) FC Paços de Ferreira: Marinho iluminou o apuramento num jogo que durou … 150 minutos

Cabeçalho Futebol Nacional

O regresso de Zé Castro, símbolo da Académica, ao relvado do Cidade de Coimbra e o aniversário do seu presidente, Pedro Roxo eram duas cerejas que cairiam bem sobre o bolo do apuramento para os 16 avos de final da Taça de Portugal. Pois bem, caíram mesmo, com a Académica a sair vencedora de um jogo que só terminou… 192 minutos depois de começar e que teve nada mais nada menos que 30 minutos de desconto, e não, não incluimos aqui o prolongamento. Mas já lá vamos.

Talvez inundados perante o calor que se fez sentir no Estádio Cidade de Coimbra, FC Paços de Ferreira e Académica OAF entraram em campo num ritmo lento que explica a falta de oportunidades de golo até à primeira interrupção do jogo por falha de um dos holofotes do Estádio Cidade de Coimbra. Pausa de dez minutos para refrescar… que fez bem ao encontro.

As oportunidades de perigo começaram a aparecer em ambas as balizas, tendo como protagonistas os pontas-de-lança de ambas as equipas: Diogo Ribeiro (Académica OAF) e Luiz Phellype (FC Paços de Ferreira). O 66 dos estudantes, explorando, sagazmente, as costas da linha defensiva do Paços (sempre muito subida abriu as hostilidades com um chapéu … que teve o poste como destino, ao qual o 28 dos castores respondeu com um remate às malhas laterais.. já depois de ter ultrapassado Guilherme Oliveira.

Diogo Ribeiro não se ficou e, perto do minuto 45 isolou Chiquinho, mas este disparou muito por cima. A resposta não demorou mais que sete minutos (foram dados 11 de compensação) – em resposta a canto batido por Xavier Luiz Phellype cabeceou… e inaugurou o marcador em cima do intervalo.

O segundo tempo começou como o primeiro – molengão. Desta vez, porém, foi premeditado. O Paços congelou o jogo, não permitindo grandes veleidades a uma Académica que tentou reagir, com a entrada de Ki para o lugar de Chiquinho (encostando o meio-campo ao ataque) e o refrescar das opções defensivas com Marinho e Djousé a entrar para o lugar de Harramiz e Diogo Ribeiro, respectivamente, mas não conseguiu incomodar os pacenses. Aliás, seriam os castores a criar perigo – Luiz Phellype, derrubado na área assumiu a tentativa de conversão da grande penalidade… mas permitiu a defesa ao guardião da Briosa, Guilherme Oliveira.

O jogo esteve interrompido por falha nos holofotes
O jogo esteve interrompido por falha nos holofotes

Pensou-se que a Académica iria reagir positivamente, mas não conseguiu, condicionada, talvez, por mais uma falha de energia. As oportunidades não surgiam e parecia que só um milagre levaria a Académica ao prolongamento. Pois bem, esse milagre apareceu. Depois de agarrar a bola na sua àrea, Defendi demorou a repô-la, colocou-a no chão… mas não se apercebeu da presença de Ki, que, qual ninja, lha roubou, sendo, na sequência, derrubado pelo guarda-redes pacense. Grande penalidade para a Briosa. Chamado à conversão, Nélson Pedroso, não desperdiçou e levou o jogo para prolongamento.

Animada com o golo do empate, a Briosa carregou sobre o seu adversário na esperança de usar o seu ímpeto a seu favor. Zé Castro e Djoussé tentaram, mas viram Defendi redimir-se do erro descomunal cometido minutos antes. Quando o jogo parecia estar a animar… nova falha de iluminação.

O jogo esteve parado durante 8 minutos e quando retomou o jogo voltou a estar molengão e só mesmo um livre em zona frontal à grande àrea da Académica voltou a animar o encontro – Ricardo Dias foi expulso, por acumulação de amarelos e Pedrinho preparou-se para cobrar o livre em posição perigosa. O jogo estava a animar, não estava? Pois bem, a luz falhou outra vez. Quando foi reposta, Pedrinho bateu o livre e atirou a rasar a trave.

O segundo tempo do prolongamento já não conheceu paragens, mas conheceu golos… e falhas de iluminação. Marinho conduziu e finalizou um contra-ataque … à média-luz. É que durante a jogada, um dos holofotes falhou. Tudo regular, segundo o àrbitro, e a Briosa fazia assim o 2-1 aos 109 minutos (138 se incluírmos os descontos) da partida.

O Paços, naturalmente protestou a legalidade do lance, mas de nada lhe valeu senão a expulsão de um elemento do seu banco… e um futebol mais praticado com o coração do que com a cabeça, que não deu em nada e selou a eliminação da Taça de Portugal.

A maratona de cerca de 150 minutos de jogo (incluindo o tempo de paragem) foi ganha pela Briosa, que pôde, assim, dar uma prenda de aniversário ao seu presidente e estrear Zé Castro num jogo… especial.

 

Nota: As falhas de energia foram completamente alheias à Académica OAF, conforme foi explicado durante o jogo, pertencendo a “responsabilidade” aos incêndios que deflagram no distrito de Coimbra. Às vítimas dos mesmos, o Bola na Rede endereça uma palavra de apoio.

F.C. Internazionale 3-2 A.C. Milan: Qui tiene Icardi, ha tutto!

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Cabeçalho Liga Italiana

Após a interrupção para os compromissos das seleções, a Serie A estava de volta e logo com um jogo de cartaz: Inter e AC Milan tinham encontrado marcado para as 19h45 de domingo, dia 15. Ambas as equipas procuravam garantir uma vitória sobre o seu eterno rival no dérbi de Milão, o que seria certamente triunfo importante para o resto da temporada. Separados por 5 pontos no início da 8.ª jornada, o Inter de João Mário e João Cancelo queria manter-se no top-3 da Liga italiana, ao passo que o AC Milan de André Silva procurava alcançar os lugares europeus da classificação.

No que diz respeito aos onzes iniciais, Luciano Spalletti apenas mudou uma peça na equipa que tinha vencido o Benevento na jornada anterior, colocando Gagliardini no lugar de Brozovic e deixou João Cancelo no banco de suplentes. Do lado visitante, Vincenzo Montella trocou dois jogadores relativamente ao último jogo realizado (derrota por 0-2 frente à AS Roma), fazendo atuar de início Kessie e Suso nos lugares de Çalhanoglu e Kalinic respetivamente, mantendo assim André Silva na equipa titular.

Perante uma excelente atmosfera criada pelos adeptos presentes no Giuseppe Meazza, o árbitro apitou para o início do dérbi de Milão à hora marcada. Sabendo que a campeã em título Juventus tinha sido surpreendida em casa pela Lázio no dia anterior e que podia isolar-se no 2.º posto da classificação, o Inter quis assumir desde logo o controlo do jogo. O primeiro lance de perigo surgiu aos 12’ para a equipa da casa: Candreva quase inaugurou o marcador, mas o seu remate passou por cima da baliza adversária. Após 15 minutos iniciais em que teve dificuldades em aparecer no jogo, o AC Milan começou a fazer uma boa circulação de bola e fez o seu primeiro remate aos 18’, por Suso, mas sem criar grande perigo ao guardião do Inter.

O conjunto caseiro voltou a ameaçar aos 22’ num lance de insistência, com o cabeceamento do central Miranda a não passar longe da baliza de Donnarumma. Seis minutos depois, o Inter conseguiu marcar: após um belo cruzamento de Candreva, Icardi desviou a bola de Donnarumma com um toque subtil e fez o 1-0. O AC Milan ia tentando chegar ao empate, mas o Inter ia fechando bem os caminhos da sua baliza à equipa de Montella, sendo que também não deixou de procurar ampliar a vantagem no marcador, embora sem os resultados desejados. Perto do intervalo, Borini teve uma dupla oportunidade para empatar, contudo não teve a sorte que desejava e o resultado manteve-se inalterado até ao apito do árbitro para o intervalo.

Icardi marcou o golo que fez o Inter chegar ao descanso na frente da partida  Fonte: F.C. Internazionale Milano
Icardi marcou o golo que fez o Inter chegar ao descanso na frente da partida
Fonte: F.C. Internazionale Milano

No início da 2.ª parte, Montella fez entrar Cutrone para o lugar de Kessie, para tentar mudar o rumo dos acontecimentos. A equipa de fora entrou melhor nos segundos 45 minutos, e até teve um golo anulado aos 49’, numa decisão acertada do fiscal-de-linha por fora-de-jogo de Musacchio. Os primeiros 10 minutos do segundo tempo foram de total domínio do AC Milan, que dispôs de quatro oportunidades claras para marcar embora sem sucesso, até que a boa entrada foi recompensada: Suso, num excelente remate em arco fora de área, fez o empate para a sua equipa aos 56’.

O Inter logo depois podia ter voltado a passar para a frente do marcador por Vecino, mas o seu remate passou ao lado da baliza do AC Milan. O jogo estava a ser jogado a um ritmo elevado e digno de dérbi, e voltou a aparecer o suspeito do costume para marcar: Icardi fez o 2-1 aos 63’, após um bom trabalho de Ivan Perisic dentro da área dos Rossoneri. O conjunto de André Silva tinha novamente de ir em busca do empate. João Cancelo foi lançado por Spalletti aos 72’, para o lugar de Candreva. Nos últimos 15 minutos, a equipa visitante tentou de tudo para chegar ao empate e foi feliz: Bonaventura fez o 2-2 aos 81’. A dois minutos dos 90’, o árbitro assinalou um grande penalidade para o Inter e Icardi não desperdiçou a oportunidade para fazer o hat-trick. O AC Milan tentou de tudo até ao final do jogo para chegar ao empate, mas não teve o discernimento necessário para alcançar o golo que deixaria tudo empatado. Poucos tempo depois, o árbitro apitava para o fim dum dérbi de Milão cheio de emoção e bastante intenso!

O Inter venceu o seu eterno rival num belo jogo, e muito graças à excelente exibição de Mauro Icardi, sendo caso para dizer: “Qui tiene Icardi, há tutto!” – tradução portuguesa: “Quem tem Icardi, tem tudo!”.

Duelo de Candidatos

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Cabeçalho modalidadesNum circuito preferencialmente Honda, foi a Ducati de Dovizioso a vencer. 
Com esta vitória, fica apenas a 11 pontos do líder, Marc Márquez, com apenas 3 corridas por realizar.

Com uma corrida toda feita à chuva, a luta foi grande até à última curva. Ambos os pilotos não pensaram no campeonato e arriscaram muito. 
No início, o arranque foi feito sobre imensa chuva, e até acalmar um pouco foi Petrucci com a Ducati satélite que aproveitava para rodar no primeiro posto. No entanto, quando acalmou foi Márquez que aproveitou e passou para a liderança na parte final da prova. Dovizioso demorou um pouco mais mas acabou por conseguir subir ao segundo posto e a seis voltas do fim começa o festival entre o espanhol e o italiano. Primeira ultrapassagem com Márquez a responder de imediato. Dava para perceber que a moto de Márquez não estava tão à vontade, deslizava muito, mas na última volta foi impossível conter mais o Dovizioso, e após um erro na curva 8, voltaram a ficar colados, e na curva 11 foi ultrapassado, ainda arriscou e tentou mas na última curva o italiano levou a melhor e venceu a prova.

Petrucci acabou mesmo por ficar no último lugar do pódio, num dia para esquecer para os pilotos da Yamaha oficial. Viñales que está em terceiro lugar no campeonato com 203 pontos, não foi além de um modesto nono lugar e Rossi acabou mesmo por cair, deitando por baixo qualquer hipótese de lutar pelo campeonato. 
Johann Zarco que tinha feito a pole, acabou por andar pelos primeiros lugares algumas voltas mas foi apenas 7º perdendo lugares também para Iannone (4º), Rins (5º) e Lorenzo (6º). 

Depois de ter perdido o duelo na Áustria, e agora no Japão a “casa” da Honda, Márquez já disse que em Phillip Island ia ser diferente. Vamos ver o que nos reserva o circuito da Austrália, em que certamente o Dovizioso vai contar com as dicas do Casey Stoner para voltar a vencer.

Imensa chuva, enorme batalha Fonte: MotoGP
Imensa chuva, enorme batalha
Fonte: MotoGP

Já o português Miguel Oliveira, em Moto2 não foi além do 7º posto. A corrida foi ganha pelo espanhol Alex Márquez o que faz com que passe para 3º na classificação geral. 
Neste momento, Oliveira é 4º na geral com 166 pontos, em 3º agora está Márquez com 180 pontos, Luthi que foi 11º ocupa a 2ª posição com 232 pontos e Morbidelli que não foi além do 8º lugar no japão continua a liderar o campeonato com 256 pontos. 
Com apenas três corridas para o final, vai ser muito complicado para o português conseguir voltar ao 3º lugar mas todos vamos torcer por isso.

Foto de Capa: MotoGP

Sporting CP 29-33 Montpellier HB: Falsa partida custa derrota ao Sporting

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Cabeçalho modalidadesO pavilhão João Rocha foi hoje a casa de um grande jogo de andebol entre o Sporting CP e os principais candidatos à vitória no grupo D, o Montpellier HB. Os franceses são uma equipa com muita experiência internacional, contando com jogadores como Vicent Gerard, Michael Guigou, Valentin Porte, Nikola Portner, Diego Simonet e Ludovic Fabrègas.

Costuma-se dizer que não importa como começa, mas sim como se acaba, no entanto, o jogo de hoje foi a exceção à regra. O mau começo de jogo da equipa da casa foi decisivo, pois, aos cinco minutos de jogo, a equipa francesa já vencia por cinco golos (0-5). Nessa altura, Hugo Canela pediu paragem de jogo e exigiu à equipa mais tempo de ataque, melhor recuperação defensiva e uma maior exploração do jogo nas pontas. O primeiro golo do Sporting surgiu logo depois, sendo marcado pelo ponta esquerdo Ivan Nikcevic. Durante os dez minutos seguintes os “leões” melhoraram o seu jogo, mas não conseguiram recuperar a desvantagem, estando a perder 5-11 a meio da primeira parte. O jogo de hoje ficou também marcado pelo regresso de Matej Asanin à competição, sendo a sua estreia no novo pavilhão leonino. O guarda-redes croata acabou por sofrer oito golos e não fazer nenhuma defesa. Aliás, aos 19 minutos de jogo a eficácia dos visitantes era de… 100% não tendo nem Manuel Gaspar nem Matej Asanin defendido qualquer remate. No final do primeiro tempo o Montpellier esteve durante dois momentos em inferioridade numérica, não aproveitando os verdes e brancos para recuperar terreno. O resultado ao intervalo era 11-19.

O Professor Hugo Canela fez de tudo para que a equipa recuperasse da desvantagem Fonte: Sporting CP
O Professor Hugo Canela fez de tudo para que a equipa recuperasse da desvantagem
Fonte: Sporting CP

A história da segunda parte divide-se em dois momentos: Andes de Cudic e depois de Cudic. Embora o primeiro golo da segunda parte ter sido do Sporting, o Montpellier continuava a aproveitar o contra-ataque para ganhar vantagem. Aos 45 minutos o resultado era 20-27. Por volta desta altura o guarda-redes Aljosa Cudic começou a “entrar” no jogo e a fazer algumas defesas de qualidade.  Quando faltam dez minutos para o final da partida a equipa de Hugo Canela continuava com uma desvantagem de oito golos (21-29). Mas aos 53 minutos o Sporting CP já só perdia por quatro golos (25-29). O resultado final foi 29-33. Este resultado e a segunda parte deixam a sensação que se não fosse o mau inicio de jogo leonino o resultado e a história do jogo podia ter sido outra.

Demasiadas perguntas sem resposta

sl benfica cabeçalho 1

A derrota no Bessa não foi o início da “crise” mas sim a continuação de um mau momento que não vislumbra ainda, luz ao fundo do túnel. Os jogos com o Boavista, Braga, CSKA de Moscovo e o empate na Madeira foram só a constatação do que tem sido um início de época de más exibições e várias situações atribuladas do ponto de vista desportivo.

Todos sabemos que um bom plantel é meio caminho andado para ser campeão e creio que foi aí que começaram os erros. O planeamento da época deixou muito a desejar, pois o que inicialmente parecia correr bem, com as saídas muito bem definidas, acabou por se transformar num problema grave, de total desorientação, num mercado que tem de ser gerido a pinças.

Se já sabiam que iam vender um defesa em Junho, porque é que estivemos até ao dia 31 de agosto para contratar outro e ainda, mais um guarda-redes? Se saiu um avançado de cariz fixo, porque foram contratar um avançado móvel? Todas estas questões não me saem da cabeça mas nem sei se quero saber a verdadeira resposta: má gestão? Excesso de confiança? Que equipa consegue estar quatro épocas seguidas a vender muitos jogadores e as coisas continuarem a correr bem? A vender, em média, três dos melhores jogadores do plantel por época, durante 4 anos, quem consegue reconstruir uma equipa nova sem perder qualidade? Será que não vimos o exemplo do FC Porto?

Temos uma defesa com muito menos qualidade que no ano anterior e basta olhar para a baliza que está tudo dito. Isto para não falar do lado direito e central que tem revelado uma defesa completamente disfuncional. Um Fejsa a 100% faz muita falta mas antes fosse só isso pois, quando olhamos para o meio campo também nos deparamos com um futebol que circula da direita para a esquerda e da esquerda para a direita sem sequer ganhar um metro que seja de terreno e passamos 90 minutos nisto. É desesperante! E como se tudo isto já não bastasse, parece que a estrelinha do Seferovic perdeu o brilho e como passa o jogo a cair nos flancos, despois não está ninguém na área para finalizar.

Enquanto adepta, sei que o Benfica tem de vender todos os anos para equilibrar as contas mas andamos a vender 100 milhões por época e continuamos com o passivo igual? Não percebo. Onde anda a ser investido este dinheiro? No Seixal? Tanto dinheiro para se investir só no Seixal? E o passivo? Nenhum adepto do Benfica se orgulha de ser o maior do futebol português!

Federer demasiado grande para um Nadal demasiado diminuído

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Cabeçalho modalidadesEm qualquer época futebolística, as últimas jornadas são pródigas em surpresas por parte das equipas que lutam com todas as forças pela manutenção, enquanto aquelas que estão já confortáveis na tabela classificativa frequentemente “relaxam” concedendo alguns empates e derrotas. O mesmo costuma acontecer no ténis, relativamente à corrida pela qualificação para o ATP Tour Finals – torneio que reúne os 8 melhores classificados do ano. Por essa razão, por vezes vemos os grandes favoritos a ceder precocemente em torneios como os ATP500 de Tóquio, Pequim, ou mesmo ATP1000 de Shanghai e Paris – que antecedem o ATP Tour Finals, que decorre este ano entre 12 e 19 de Novembro, em Londres.

Porém, este tem sido um ano atípico (pelo menos a comparar com as épocas mais recentes) a todos os níveis, e Roger Federer continua a perseguir Rafael Nadal na esperança de conseguir repetir o que não acontece desde 2009 (como o tempo voa!): terminar o ano como número 1 do ranking mundial. E ficou mais perto esta semana, em Shanghai.

Num torneio sem muita história antes das meias-finais, Federer e Nadal (que à partida para essa ronda vinha de 15 encontros oficiais seguidos a vencer) mostraram que, aos 36 e 31 anos de idade respetivamente, continuam a ser (de longe) os melhores – e essa evidência é ainda maior perante a ausência de tantos nomes no circuito como Djokovic, Murray, Wawrinka, Raonic, Nishikori, entre outros.

Fonte: Reuters
Fonte: Reuters

Fazendo então um fast forward até às meias-finais da prova chinesa, Rafa Nadal iria ter pela frente o atual 5º classificado ATP Marin Cilic – que ainda procura qualificação para o ATP Tour Finals. Antes desse encontro Nadal apenas havia suado para levar de vencida o búlgaro Dimitrov (9º ATP), o que conseguiu fazer (à semelhança da semana passada no ATP500 de Pequim) em 3 duros e demorados sets. Frente ao croata Cilic, dono de um poder de fogo do fundo do court assinalável e do privilégio de poder servir do alto dos seus 1,98 metros, Rafael Nadal viu-se atarefado. Foi, pessoalmente, um dos melhores encontros que acompanhei nas últimas semanas, um verdadeiro desafio ao líder do ranking ATP, que se mostrou sólido (técnica, física e psicologicamente) frente a um Cilic que tudo fez para vencer – o que aconteceria na esmagadora maioria das vezes, não estivesse do outro lado da rede Nadal. Resultado final de 7-5 7-6 para o espanhol, que se adiantava para a 3ª final consecutiva de provas oficiais.

O jogador português cabe no orçamento!

Cabeçalho Futebol NacionalA defesa do jogador português é bem-vinda e, sobretudo, necessária. Os clubes grandes são constantemente condenados por deixarem sair os produtos das suas formações e apostarem nos estrangeiros. Os clubes ‘’pequenos’’ e os seus treinadores apontam o dedo aos orçamentos díspares como causa da perda de competitividade e capacidade de atração do nosso campeonato.

Basta recuar no tempo e recordar as declarações de Manuel Machado, treinador do Moreirense FC, depois da derrota por 3-0 no estádio do Dragão, visando Fernando Gomes (FPF), Pedro Proença (Liga) e o secretário de Estado do Desporto: «Ou promovemos o equilíbrio ou então esta desigualdade acaba com o negócio (…). Isto não tem interesse nenhum, tirando os três grandes clubes, são todos carne para canhão.» (20.08.2017). O experiente técnico português não parece ter reservas em criticar tudo e todos e, uns dias mais tarde, depois das derrotas europeias do FC Porto e SL Benfica, atirou de novo ao mesmo alvo: «E, depois, vem um Besiktas, que nem é sequer um clube de ponta, e sobrepõe-se a um expoente nacional. E vem um CSKA e consegue ultrapassar o Benfica.» (22.09.2017). Subentende-se, portanto, que na opinião de Manuel Machado, os clubes portugueses que se superiorizam facilmente nas provas nacionais são só ‘’fogo de vista’’, visto que perderam a primeira jornada europeia. Uma dedução errada, não só desmentida pelo FC Porto na jornada europeia seguinte, mas também pelos próprios resultados dos ditos ‘’pequenos’’ e com baixo orçamento.

Ora, se FC Porto, Sporting CP e SL Benfica competem num campeonato à parte, com poucos portugueses nos seus plantéis, os demais competidores, recheados de jogadores nacionais, é que abrilhantam o nosso campeonato. Errado, também. Em vários aspetos. Nem os 3 grandes competem sem portugueses, nem os restantes apresentam plantéis quase totalmente nacionais.

Para se ter uma ideia exata da tão falada defesa do jogador português, saiba-se que não são os três grandes que contam com o menor número de jogadores nacionais no seu plantel. FC Porto e Sporting CP inscreveram na Liga 9 portugueses (33% dos seus plantéis), o SL Benfica inscreveu 11 (39% do seu plantel). Estes números não são motivo de satisfação, embora consigam ser melhores do que algumas épocas passadas. Mas há pior. Portimonense SC e Moreirense FC contam apenas com 7 portugueses (26%) no plantel… Em que ficamos? Os plantéis com menos orçamento afinal também compram lá fora? Era interessante obter uma justificação para este facto.

FC Porto B, vencedor Premier League International Cup  Fonte: instagram FC Porto
FC Porto B, vencedor Premier League International Cup
Fonte: instagram FC Porto

CS Marítimo, SC Braga, Rio Ave FC e Vitória SC conseguem constantemente boas classificações no campeonato e participações europeias e este ano, por exemplo, contam com 10, 13, 14 e 13 portugueses, respetivamente. O CD Tondela com 16, o FC Paços de Ferreira com 17 e o Vitória FC com 19, são os clubes mais ‘’portugueses’’ desta época. Fascinante. Afinal é possível; o interesse na valorização do jogador português é tão defensável quanto exequível. Em 2010/11, o SC Braga, com 13 portugueses no plantel, eliminou o SL Benfica (9 portugueses) nas meias-finais da Liga Europa e só perdeu na final para o FC Porto (13 portugueses). Estiveram presentes 26 portugueses nas meias-finais dessa prova europeia. É lindo.

Mais, o orçamento destes clubes não vai exclusivamente para os plantéis seniores de futebol. Existem modalidades, existem projetos paralelos, existem equipas ‘’B’’. São mesmo clubes grandes, sr. Manuel. O FC Porto B, já vencedor da II Liga e de uma prova europeia, conta esta época com 22 portugueses e ocupa o 4º lugar nessa divisão. No mesmo escalão, o SL Benfica B apresenta 21 portugueses, o Sporting CP B 23 portugueses, o SC Braga B 24 portugueses e o Vitória SC B 15 portugueses. O CS Marítimo B, no Campeonato de Portugal, conta com 15 portugueses. O jogador português exige parte do orçamento e é uma preocupação constante, como se vê. Aliás, vários outros clubes portugueses com baixo orçamento mostram interesse e dão os primeiros passos para também criarem as suas equipas secundárias.

O problema não está só no fraco orçamento, como parece querer dizer Manuel Machado. Claro que com mais recursos, o desnível entre as 18 equipas da I Liga era menor, mas são os resultados que ditam o sucesso. Já depois do 3-0 no Dragão, os Cónegos perderam em casa com o CD Tondela (0-3) e na deslocação a Chaves (3-0). Aqui, o orçamento nada desculpa. Mas também receberam e travaram o Sporting CP (1-1). E o orçamento ajudou ‘’zero’’. Na época passada, Manuel Machado comandou 2 equipas que foram despromovidas (CD Nacional e FC Arouca). Esta época, para já, ocupa o penúltimo lugar. Não basta querer mais orçamento para comprar lá fora e ignorar os talentos da II Liga e Campeonato de Portugal. Lá fora, compra quem pode. Cá dentro, vence quem sabe.

Foto de Capa: Francisco Paraíso/FPF

O World Tour em farrapos e o Ciclismo a precisar de ser pensado

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Cabeçalho modalidadesO calendário World Tour 2017 está a chegar ao fim, com a Volta a Turquia e o Tour de Guangxi a fecharem a época do mais alto escalão do ciclismo profissional. É curioso que este termine com duas das suas mais polémicas provas, cuja inclusão no alargamento deste ano dominou a discussão ao longo da época e foi um dos temas mais falados da recente eleição do novo Presidente da União Ciclística Internacional (UCI).

Além destas duas provas, várias outras como a Volta a Califórnia ou a Ride London foram adicionadas ao World Tour, mas, perante críticas das equipas pela extensão do calendário, ficaram com um estatuto de segunda categoria, em que as 18 equipas do escalão não eram obrigadas a participar. Ora, uma vez que estas provas apenas podem ter participação de equipas World Tour ou Continentais Profissionais, havia a possibilidade de fiascos e foi isso mesmo que se passou, em grande escala, na Volta a Turquia que, sem possibilidade de convidar equipas Continentais e com apenas 4 equipas do World Tour disponíveis para participar, foi para a estrada com um pelotão reduzido de apenas 104 ciclistas, uma humilhação para uma prova supostamente tão importante. Para comparação, a Volta a Portugal, dois escalões a baixo e preterida por várias equipas graças à sua extrema dureza, tinha este ano um pelotão de 141 ciclistas.

As críticas têm sido muitas, desde logo por se estar a descredibilizar o mais importante escalão do ciclismo, mas também por terem sido elevados provas com menor história e estatuto, mas provenientes de locais com maior capacidade financeira para pagar o exigido pela UCI. E este é realmente um ponto fulcral da discussão, porque a escolha destas localizações exóticas é defendida por muitos como uma forma de expandir o ciclismo às zonas do globo onde a modalidade tem pouca expressão. No entanto, a verdade é que muitas destas escolhas parecem ter como grande razão o dinheiro e que, por outro lado, está a ser ignorado o crescente desaparecimento de provas na Europa.

Prova disso mesmo é a insistência em provas na China, que têm repetidamente fracassado e a muito menor preocupação com o continente africano, onde o ciclismo tem uma muito maior importância na sociedade, mas que, por falta de fundos, tem uma expressão a nível competitivo bastante inferior à que poderia assumir. E, como falámos, na Europa, ainda o grande motor do ciclismo, várias provas históricas de dimensão inferior estão a desaparecer e também não se vê a UCI a apresentar propostas para lidar com esses problemas.

Também em termos de equipas é necessário olhar para o cenário com atenção e tentar reverter a tendência decrescente que este ano fez com que somente 18 equipas concorressem para ser World Tour em 2018, apenas as suficientes para ocupar os lugares disponíveis, com algumas a mostrarem incapacidade de serem competitivas durante todo o ano e tendo a Cannondale estado perto de encerrar portas.

A Volta a Turquia ascendeu este ano ao World Tour, mas apenas atraiu quatro equipas desse escalão Fonte: Trek-Segafredo
A Volta a Turquia ascendeu este ano ao World Tour, mas apenas atraiu quatro equipas desse escalão
Fonte: Trek-Segafredo

Posto isto, é claro que a UCI precisa de ter uma postura diferente daqui por diante. Primeiro, está na altura de ser revisto o modelo de financiamento do desporto. Este é um tema recorrente há muitos anos, mas com muito poucas consequências práticas. A distribuição dos direitos televisivos, os eventos premium, como testou a Hammer Series com sucesso, ou mesmo o limite de salários que Contador recentemente propôs devem ser debatidos seriamente na comunidade com vista à definição de um caminho a percorrer no longo prazo.

Depois, é também preciso compreender que a expansão do ciclismo para novos mercados não se faz apenas colocando uma prova no tal local. É preciso um trabalho de base a começar pelas camadas jovens e um plano sustentável para o futuro, em que se faça crescer o interesse e o mediatismo da modalidade nessas zonas.

Finalmente, há que incentivar o ciclismo em África, uma mina de talentos que está a ser desperdiçada. O ciclismo gosta de se vender como um desporto para todas as classes e, em parte, tal é verdade, mas não é menos verdade que há uma clara falta de oportunidades para os africanos devido aos parcos recursos existentes nesta região. Apesar de ter um grande número de adeptos e praticantes, África é o verdadeiro parente pobre do ciclismo e precisa que a UCI canalize parte dos seus fundos para combater esta desigualdade competitiva e, se o souber fazer, conseguirá criar condições para que em alguns anos o continente seja auto-suficiente e dê um muito maior contributo para a modalidade.

Estas são algumas das situações que precisam de ser tratadas pela UCI e por quem se preocupa com o ciclismo. Obviamente que as soluções aqui apresentadas são apenas linhas gerais a necessitar de desenvolvimento em profundidade, mas o mais relevante é aceitarmos que é mais que tempo de deixarmos de dizer que estes assuntos têm de ser tratados e começar mesmo a agir.

Foto de Capa: ORICA-Scott

 

João Sousa: Será apenas uma “má fase”?

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Cabeçalho modalidadesTodos os amantes de ténis já terão, ao longo da presente temporada, questionado “mas afinal, o que se passa com João Sousa?”. Muitos outros, nas redes sociais, usam todas as derrotas do tenista português para, incessantemente, colocar em causa as suas capacidades. Uma coisa é certa: João Sousa é o melhor tenista português de sempre, e contra factos (ranking e resultados alcançados) não há argumentos.

Ao longo da sua carreira João Sousa, atualmente com 28 anos de idade, disputou já nove finais de torneio do ATP World Tour, a saber: Kuala Lumpur (2013), Bastad (2014), Metz (2014), Genebra (2015), Umag (2015), São Petersburgo (2015), Valência (2015), Auckland (2017) e Kitzbühel (2017). É certo que o saldo é francamente negativo, com apenas duas vitórias nos nove encontros disputados, mas também é inegável que estes resultados são tremendamente superiores aos de qualquer outro tenista português. Nota ainda de destaque para um facto: em ano de “crise”, João Sousa atingiu duas finais de torneios ATP 250 quando, em 2016, não conseguiu tal feito em qualquer dos torneios que disputou.

Atualmente a ocupar o lugar 63 do ranking ATP, é inegável que os portugueses olham já com algum saudosismo para a 28ª posição ocupada por João Sousa em maio de 2016. De igual modo, a postura do vimaranense em court, entenda-se, a facilidade com que tem vindo a “perder a cabeça” quando não consegue jogar ao nível que desejaria, não ajuda a que os adeptos da modalidade olhem para si para uma referência.

João Sousa tem vindo a apresentar-se aquém das expetativas  Fonte:  João Sousa
João Sousa tem vindo a apresentar-se aquém das expetativas
Fonte: João Sousa

Em abono da verdade pode dizer-se que João Sousa, sob o ponto de vista técnico, não é o melhor tenista português de sempre e não é, sequer, o melhor da atualidade (Gastão Elias, por exemplo, tem recursos no seu jogo superiores aos apresentados pelo “Conquistador”). Porém, o vimaranense é extremamente consistente e, no que ao espírito competitivo diz respeito, este destaca-se igualmente dos demais (a atitude com que entra em court frente a um júnior não é diferente daquela que apresenta quando defronta, por exemplo, Roger Federer). São esses os predicados que têm guiado a sua carreira e que o conduziram ao top 30 mundial, feito nunca antes alcançado no ténis português.

Os últimos anos têm ajudado a demonstrar que, no ténis, os 30 são os novos 20, pelo que nada leva a crer que a carreira de João Sousa esteja já numa fase de declínio. Muitos afirmam taxativamente que este beneficiaria de uma mudança de treinador, até pelo facto de tal lhe permitir trabalhar diferentes aspetos do seu jogo que poderiam (e deveriam!) ser melhorados. Contudo, não existem garantias de que essa mudança fosse favorável já que, no desporto como na vida, a qualidade das relações interpessoais concorre também para o sucesso e a dupla João Sousa/Frederico Marques transpira cumplicidade e confiança mútua.

O “Conquistador” promete dar ainda muitas alegrias ao ténis português  Fonte: João Sousa
O “Conquistador” promete dar ainda muitas alegrias ao ténis português
Fonte: João Sousa

A temporada aproxima-se do final e, tanto para João Sousa como para Gastão Elias, o balanço fica algo aquém das expetativas. Quanto a isso já nada há a fazer, mas uma coisa parece certa: João Sousa continua vivo para o ténis e, logo que consiga alcançar novamente algum equilíbrio psicológico (aumentando os níveis de confiança em si mesmo e no seu jogo), os resultados voltarão a surgir e tal irá refletir-se numa escalada no ranking ATP (ainda que não seja crível que este venha a conseguir superior a 28ª posição alcançada em 2016). Como conclusão, fica ainda uma aposta: João Sousa não terminará a sua carreira sem antes vir ainda a conquistar, no mínimo, mais um título em torneios ATP 250!

Foto de Capa: Joaão Sousa

Atlético de Madrid 1-1 FC Barcelona: Armada de Simeone tira primeiros pontos ao Barça

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Cabeçalho Liga Espanhola

O Wanda Metropolitano, nova casa do Atlético de Madrid, recebia este primeiro grande clássico de ‘La Liga’.

Frente a frente os ‘Colchoneros’ de Simeone e o líder invicto, Barcelona, orientado por Ernesto Valverde.

A ótima ocupação dos espaços na defesa são grandes qualidades da equipa da capital, sustentada na enérgica liderança de ‘El Cholo’ e foi mesmo a equipa da casa quem entrou melhor na partida.

Aos 8 e aos 9 minutos, Griezmann avisou para o que vinha, colocando em sentido Ter Stegen. O guardião alemão já não conseguiria parar a terceira tentativa de golo do Atlético, um remate de Saúl à entrada da área (21’), bem junto do poste esquerdo, sem hipótese. Uma jogada objetiva e muito bem construída pela armada qual exército de Simeone.

Ao intervalo, a posse de bola era muita para o Barcelona, mas os ‘blaugrana’ quase nunca remataram, uma vez que estavam com muitas dificuldades para furar o bloco contrário.

A etapa complementar já foi distinta e deu destaque a dois atletas de cada lado: Jan Oblak e Luis Suárez.

Se na etapa inicial, o ‘Atleti’ foi mais perigoso no ataque, para a segunda parte, apenas um remate de Griezmann, aos 53 minutos, se conta como produção ofensiva.

Jan Oblak foi adiando o golo catalão na segunda parte com uma boa mão cheia de intervenções fulcrais. Fonte: La Liga
Jan Oblak foi adiando o golo catalão na segunda parte com uma boa mão cheia de intervenções fulcrais
Fonte: La Liga

Suárez, avançado uruguaio do Barcelona, começou a contracenar um filme em forma de duelo com o guarda-redes esloveno Oblak. O primeiro ato decorreu ao minuto 56, chuto de fora da área e defesa do guardião. No minuto seguinte, de livre, Messi acerta no poste.

Aos 65’ e 71’, o astro argentino, número 10 do Barça, tentou por mais duas vezes o empate, bem como o central francês Umtiti (77’).

Mas eis que se voltou ao filme anteriormente aludido. Jan Oblak foi adiando o golo, mas Suárez conseguiu-o mesmo. Se, primeiro, na cara do esloveno (80’) viu-o impedi-lo mais uma vez, dois minutos depois, na sequência de um cruzamento de Sergi Roberto, o 9 empatou para o líder do campeonato, que, assim, perde, ao oitavo jogo, os primeiros pontos no campeonato.

No último minuto do jogo, Lionel Messi, num livre frontal, tentou o golo da vitória, mas Oblak encaixou-o.

Um Atlético de Madrid mais perigoso no ataque e impenetrável defensivamente na primeira parte, conjugado com um Barcelona cada vez mais clínico no ataque na etapa complementar conferem contornos de justiça ao resultado final.

O Real Madrid está mais perto…agora, no segundo lugar, a 5 pontos do Barça.