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GP Malásia: 20 anos e um dia

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Cabeçalho modalidades

A 15 de maio de 2016, escrevi um texto que tinha o título “18 anos, sete meses e 16 dias”. Na altura, falava sobre a primeira vitória de Max Verstappen, no GP de Espanha, e da página escrita pelo jovem holandês na história, enquanto piloto mais novo de sempre a vencer um Grande Prémio. Hoje, celebro os 20 anos de Max. Numa época em que o azar tem sido superior ao talento, Max mostrou que ainda tem muito para dar; mostrou que é grande parte dos motivos pelos quais vamos continuar a ver Fórmula 1 nos próximos anos.

Lewis Hamilton foi 45 milésimos de segundo mais rápido do que Kimi Raikkonen e conquistou a 70.ª pole-position da carreira. Depois do finlandês da Ferrari, os dois Red Bull ficaram com a segunda linha da grelha – Verstappen mais rápido do que Ricciardo. Quando a Vettel, passou a Q1 a queixar-se de falta de potência e ainda trocou de motor, mas acabou por não conseguir registar qualquer tempo. Saiu, então, da última posição do grid. O segundo Mercedes, de Valtteri Bottas, saiu do quinto lugar.

Se as coisas já estavam difíceis para a Ferrari com Sebastian Vettel a sair de último, imagine como ficaram quando o monolugar de Raikkonen foi transferido da grelha de partida para as boxes, para tentar resolver um problema – também no motor. Quando a corrida começou, toda a gente esperava a saída de um Ferrari da pit lane. Mas nada aconteceu. Raikkonen não arrancou e Vettel estava em último.

No arranque, Hamilton saiu bem e agarrou a liderança. Bottas também começou bem e atacou de imediato os Red Bull para se juntar ao colega de equipa, enquanto que Vettel na terceira volta já era 12.º. Um dos momentos da corrida chegou logo na quarta volta, quando Max Verstappen – que com a ausência de Raikkonen tinha saído de segundo – ultrapassou Lewis Hamilton e assumiu o primeiro lugar do pelotão. Com mais uma ultrapassagem saída dos livros de poesia, o holandês mostrou todo o talento que lhe corre nas veias.

Duplo pódio para a Red Bull Fonte: Red Bull Racing
Duplo pódio para a Red Bull
Fonte: Red Bull Racing

A partir daqui, Hamilton nunca fez muito para vencer. Fez o resto da corrida com os olhos nos espelhos retrovisores, enquanto controlava Vettel, claramente mais preocupado com a classificação geral do que com a classificação deste GP. O alemão da Ferrari fez uma autêntica corrida de escalada e foi ganhando posições a cada volta, mas não conseguiu passar do quarto lugar, quando esbarrou em Daniel Ricciardo. Ainda tentou a ultrapassagem e um estrondoso pódio, a dez voltas do fim, mas os pneus supermacios já acusavam um tremendo desgaste e a tentativa acabou por se revelar apenas e só isso mesmo – uma tentativa. Ricciardo segurou o terceiro lugar até ao final e a Red Bull colocou os dois pilotos no pódio. Bottas ficou mesmo em quinto, atrás de Vettel, apesar de a ultrapassagem ter acontecido enquanto o Mercedes estava na box.

Nota positiva, obviamente, para a Red Bull e Max Verstappen. Chegamos a uma altura em que já não podemos dizer que a scuderia é “a melhor dos outros”. Quanto um piloto ganha um GP e o outro fica em terceiro, já não são os outros; já são parte ativa da competição. Destaque também para a McLaren, já que Stoffel Vandoorne ficou no top 10 e Alonso às portas dos pontos, em 11.º. Na Hungria, o sucesso dos McLaren foi atribuído ao chassis. Mas na Malásia, é tudo sobre o motor. Será que é agora, quando é tarde demais, que o motor Honda está a corresponder?

Nota negativa para a Ferrari. Desde 2015 que Raikkonen não realizava uma única volta num GP. O quarto lugar de Vettel deixa Hamilton fugir ainda mais na classificação geral e uma vitória do alemão no Campeonato do Mundo deste ano torna-se cada vez mais improvável.

Esta etapa ainda teve um caso insólito: já depois da bandeira axadrezada, na volta de desaceleração, Stroll e Vettel bateram e o Ferrari ficou destruído. O alemão acabou por regressar à pit lane à boleia do carro de Wehrlein.

Naquela que foi a despedida da Fórmula 1 do circuito de Sepang, Verstappen ganhou e Sebastian Vettel está agora a 34 pontos de Lewis Hamilton, quando faltam cinco corridas para o fim do campeonato. A Fórmula 1 regressa já no fim-de-semana de 6 a 8 de Outubro, com o Grande Prémio do Japão.

Foto de Capa: Red Bull Racing

Alex Muralha, o vilão escolhido

Cabeçalho Futebol Internacional

Cruzeiro e Flamengo decidiram a Copa do Brasil 2017. Após o primeiro jogo ter terminado empatado em 1 x 1 – no Maracanã – o jogo de volta teria todo caráter dramático que em uma final com dois gigantes do futebol nacional se espera. O jogo de volta no Mineirão foi bem fraco tecnicamente. Ambas as equipes não jogaram com ânsia de ser campeã do torneio, nem parecia um jogo de final da Copa do Brasil. O resultado do confronto foi outro empate – dessa vez por 0 x 0 – e a decisão do título ficou para as cobranças de pênaltis.

Esse cenário – de disputa por pênaltis – era talvez o melhor que poderia ter acontecido a um jogador das duas equipes. O goleiro Alex Muralha do Flamengo vinha sendo muito criticado por parte da imprensa e dos torcedores pelas fracas atuações que teve na temporada e também por ser considerado um goleiro que não consegue defender pênaltis. Vale lembrar que o Flamengo tem em seu elenco o goleiro Diego Alves que é considerado o melhor goleiro brasileiro na questão de defesas de pênaltis. Porém, o arqueiro não estava inscrito para atuar na Copa do Brasil.

A pressão sobre o Muralha nessa decisão foi demasiadamente exagerada. Não se pode exigir que o goleiro defenda uma cobrança de pênalti. É claro que essa qualidade pode ser aprimorada e os goleiros devem evoluir nessa questão. Esperar o máximo de tempo possível para escolher o canto, estudar os batedores adversários e ter boa impulsão são alguns requisitos que o goleiro deve ter.

Mas apesar da pressão que estava vivendo, era um bom momento para o jogador dar a resposta a todos. Era a chance de mostrar que é competente nesse requisito e consagrar-se no clube sendo o herói da decisão. Entretanto, as coisas não saíram como imaginou o goleiro e o Cruzeiro foi campeão da Copa do Brasil. Para piorar a situação o jogador não defendeu nenhuma cobrança e sempre pulava para o mesmo lado, o canto direito. Após o jogo Muralha disse que pulou apenas para o canto direito por questão de tática.

Thiago Neves escorregou na sua cobrança de pênalti mas mesmo assim conseguiu fazer o gol no goleiro Muralha que pulou para lado direito do gol  Fonte: Uarlen Valério/O Tempo/ Estadão Conteúdo 1
Thiago Neves escorregou na sua cobrança de pênalti mas mesmo assim conseguiu fazer o gol no goleiro Muralha que pulou para lado direito do gol
Fonte: Uarlen Valério/O Tempo/ Estadão Conteúdo 1

Após a derrota flamenguista choveram críticas ao goleiro e o responsabilizaram pela perda do título. O Muralha não é goleiro de nível para o Flamengo. E realmente ele não é o goleiro titular do Flamengo. O Diego Alves é o titular indiscutível da posição.  Mas mesmo não estando à altura do clube que defende era o que o time tinha de melhor disponível. Muralha fez um jogo seguro, não foi tão exigido e as suas participações no tempo regulamentar foram satisfatórias. Talvez na cobrança de pênaltis tenha tomado à decisão errada de sempre pular para o mesmo lado. Porém, aquele é o momento do jogador e ele tem que decidir qual tática adotar. Caso perceba que algo não está dando certo cabe ao atleta aprimorar-se.

O Flamengo perdeu a Copa do Brasil não pelo fato do Muralha não ter defendido pênalti e sim por que o Cruzeiro foi mais eficiente nessa questão. O meia Diego – grande nome da equipe Rubro-Negra – desperdiçou uma cobrança e isso sacramentou a queda da equipe carioca no Mineirão. Agora crucificam mais o goleiro do que o meia. Não que ache que o Diego mereça ser crucificado pelo pênalti perdido. O Flamengo foi muito mal no sistema ofensivo nos dois jogos. Criando poucas chances de gol e fazendo uma transição ofensiva muito ineficaz. Culpar o goleiro pela perda do título em uma disputa de pênalti é no mínimo não querer ver as deficiências que o time apresentou em campo.

O jogador e o clube devem seguir caminhos diferentes na próxima temporada. O que será muito bom para o jogador que poderá ter mais tranquilidade para trabalhar em novos ares. Jogar no Flamengo é sempre complicado e quando a pressão chega a um nível insustentável é melhor ocorrer a separação entre as partes.

 

SC Espinho: a “raça vareira” está de volta

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Cabeçalho modalidadesO Sporting Clube de Espinho está de regresso aos mais altos voos do voleibol nacional. Após ter vencido a Taça de Portugal no final da época passada, também frente ao SL Benfica, o clube junta agora ao palmarés mais uma vitória da Supertaça. A “raça vareira”, como é designada pelos espinhenses, levou o emblema de Aveiro a derrotar os campeões nacionais por 3-2.

O “caneco” fugia ao Espinho desde a época de 1999/2000 e voltou a surgir na altura mais inesperada, diga-se. O mercado de verão foi cruel para os vareiros que viram muitos dos seus atletas abandonar a equipa. Um dos grandes símbolos do clube, o veterano Miguel Maia, assinou pelo Sporting CP – que regressa ao voleibol 22 anos depois. E como um mal nunca vem só, o SC Espinho viu também partir para os leões, Hugo Ribeiro, João Simões e “Kibinho”. O oposto Marco Ferreira fez as malas e partiu para Itália, para representar o Emma Villas Volley. A fechar, Valdir Reis assinou pelo recém-promovido Clube K.

Em resposta, o Espinho aproveitou alguns dos seus jogadores mais jovens e foi à busca de alguns reforços. Claro destaque para o regresso do internacional português Roberto Reis. Depois de uma passagem de seis anos pelo Benfica, o jogador regressa ao clube que representou entre 2005 e 2010. Um sentimento de amor/ódio reina entre os adeptos, mas certamente tenderá a esvanecer com o tempo e à medida que o atleta de 37 anos mostrar toda a sua qualidade.

O Sporting de Espinho celebra a sua 5ª Supertaça Fonte: SC Espinho
O Sporting de Espinho celebra a sua 5ª Supertaça
Fonte: SC Espinho

Um Espinho renovado que procurava entrar na temporada 2017/18 a todo o gás. E assim o fez. Frente-a-frente com os “tigres” estava o SL Benfica, o campeão nacional em título. Um duelo complicado para os jogadores espinhenses, que ainda não acertaram químicas e jogo de equipa. O encontro começou mal para os vareiros que viram os “encarnados” vencer o primeiro set por 19-25. O SC Espinho não se deixou ficar e conseguiu mesmo a reviravolta. Venceram o segundo set por 25-22 e o terceiro por 25-23. Os “tigres” já farejavam a vitória, mas num quarto set de loucos, o Benfica levou a melhor, vencendo por 29-31. Com a partida empatada, no decisivo quinto set estava muito em cima da mesa. Foi aí que a “raça vareira” entrou e se ouviu o rugido do tigre. No tira-teimas, o Espinho fechou a partida vencendo por um parcial de 15-11.

Após um prolongado jejum, o Espinho conquista a sua quinta Supertaça, igualando o palmarés do Castelo da Maia. Um início de época perfeito que poderá pôr em questão o recente domínio das “águias”. Poderemos ver o Espinho de volta aos grandes palcos do voleibol nacional e europeu? Só o tempo dirá. Mas se tudo depender dos fervorosos adeptos desta cidade plantada à beira-mar, pode-se bem dizer que sim.

Foto de Capa: SC Espinho

David Lappartient – O ciclismo tem um novo chefe

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A União Ciclística Internacional tem um novo Presidente, já que o francês David Lappartient derrotou o incumbente Brian Cookson por expressivos 37-8 para ser o novo líder do organismo.

A UCI é o órgão que tutela o ciclismo internacionalmente e o seu Presidente é eleito para mandatos de 4 anos por método indireto, já que quem o elege são os delegados eleitos nas Organizações Regionais. Brian Cookson tornou-se o primeiro Presidente a fazer apenas um mandato, após ter destronado Pat McQuaid  em 2013.

Os motivos por trás desta mudança não são todos claros, mas há vários que já vieram a público e ajudam a perceber o porquê de um resultado tão desfasado. Aparentemente, várias das Federações estavam descontentes com a incapacidade de Cookson apresentar resultados com maior celeridade e com o seu estilo de liderança pouco assertivo. Outro ponto que causou grande preocupação foi a gestão errática do calendário World Tour. Para juntar a tudo isto, o russo Igor Makarov, um dos mais influentes no mundo do ciclismo e que foi há 4 anos um apoiaste incansável de Cookson, esteve desta vez num papel passivo.

O mandato de Cookson ficou marcado pela forte aposta no ciclismo feminino Fonte: Team Sunweb
O mandato de Cookson ficou marcado pela forte aposta no ciclismo feminino
Fonte: Team Sunweb

Durante 4 anos, Cookson, antigo líder da Federação Britânica, ajudou a dar um forte impulso ao ciclismo feminino, incluindo a criação do World Tour feminino e de várias provas que resultou num crescimento do interesse do público nesta vertente. Além disso, foi implementado um sistema mais rigoroso para os polémicos TUEs (Isenções para Uso Terapêutico de substâncias proibidas) e o desporto vive um período menos conturbado em termos de dopagem. Por outro lado, assistiram-se a muitos avanços e recuos na gestão do World Tour e a um preocupante desaparecimento de várias provas históricas europeias, criando sinais alarmantes no ciclismo de estrada masculino.

O novo Presidente é um homem experiente em lidar com o aparelho político da UCI e deverá ter maior facilidade em manobrar máquina burocrática. Uma das suas apostas é exatamente a de ter uma voz mais ativa e marcar a agenda mediática, contrastando com o estilo reservado do antecessor e promete também dar mais preponderância às Federações nacionais. No entanto, uma das questões centrais do seu mandato e para a qual não tem resposta no seu manifesto eleitoral será a do rumo a tomar quanto ao World Tour Masculino.

Para já, sabemos pouco do que realmente se alterará na prática com esta nova liderança. Já se percebeu que Lappartient terá mais voz, resta saber quais os resultados práticos disso. Para o bem do ciclismo, esperemos que esteja a um nível igual ou superior ao de quem substitui.

Foto de Capa: David Lappartient

HC Metalurg 28-27 Sporting CP: Leões pagam caro os erros em situações decisivas

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O Sporting CP deslocou-se hoje até à Macedónia para tentar meter fim à fase negativa que atravessa (duas derrotas seguidas) na terceira jornada da EHF Champions League. Apesar de o HC Metalurg ainda não ter conquistado qualquer ponto na competição, o jogo não seria de maneira nenhuma fácil.

No começo da partida, as equipas apresentaram dificuldades em termos ofensivos, sendo que ao quinto minuto o resultado era um empate a um golo. Embora o Metalurg tenha ganho vantagem inicialmente, os verdes e brancos conseguiram dar a volta ao resultado e colocar-se em vantagem (3-4) aos nove minutos. A partir desse sucederam-se os empates, mas a equipa da casa conseguiu uma vantagem de dois golos (9-7), que, apesar de o Sporting CP ter ido atrás do resultado, conseguiu manter e até dilatar, indo para o descanso a vencer 17-13.

Pedro Portela, hoje, falhou mais que o habitual, mas também teve menos oportunidades de mostrar a sua qualidade. Fonte: Ricardo Rosado - Fotografia
Pedro Portela, hoje, falhou mais que o habitual, mas também teve menos oportunidades de mostrar a sua qualidade.
Fonte: Ricardo Rosado – Fotografia

A história do segundo tempo é muito simples. Apesar do Metalurg ter falhado 48 (!) remates (mais do que os remates do Sporting CP) e de ter uma percentagem de eficácia de apenas 37%, conseguiu manter a vantagem trazida do primeiro tempo, tendo os visitantes apenas conseguido reduzir para a diferença mínima durante alguns momentos. O guarda-redes sérvio Darko Asic fez doze defesas, mas as duas seguidas no minuto 24, numa altura em que a sua equipa só ganhava por um foram extremamente decisivas. A equipa de Hugo Canela esteve muito próxima de conquistar a partida, no entanto denotaram-se as fragilidades já evidentes na derrota a meio da semana com o FC Porto e levaram a que o Sporting CP perdesse também este jogo por 28-27.

Rio Ave FC 2-1 Vitória FC: Regresso sofrido dos vilacondenses às vitórias

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Cabeçalho Futebol Nacional

Rio Ave FC e Vitória FC entraram em campo na fria noite de sábado no Estádio dos Arcos, em Vila do Conde. O jogo era referente à oitava jornada da Liga Portuguesa e ambas as equipas entraram em campo em busca dos três pontos. O Rio Ave FC começou muito bem a competição com três vitórias nas três primeiras jornadas. Porém, a equipa vilacondense caiu de produção e somou apenas dois pontos nas últimas quatro jornadas. Já a equipa de Setúbal entrou na partida ocupando apenas a 13ª posição na Liga.

O jogo começou bem equilibrado e com as duas equipas respeitando muito uma a outra. O primeiro grande lance de perigo ocorreu aos 25 minutos. O lateral Bruno Teles, do Rio Ave FC, fez grande jogada pela esquerda e cruzou rasteiro para a área. Mas a defesa do Vitória estava atenta e tirou a bola da zona de perigo. Nesse momento de jogo, os donos da casa tinham 70% de posse de bola.

Aos 29 minutos, o Rio Ave FC insistia no ataque e, numa ótima jogada, o lateral Lionn rematou com força para a baliza. A bola passou perto das redes de Trigueira. Aos 33 minutos, Bruno Teles apareceu bem no apoio ofensivo e cruzou em direção a área. O guarda-redes de Setúbal saiu da baliza de maneira providencial. Aos 37 minutos, Rúben Ribeiro recebeu um belo passe da sua defesa, dominou a bola, fintou o seu marcador e rematou com perigo à baliza. A bola passou à esquerda da baliza.

O Rio Ave FC dominava completamente o jogo, mas não conseguia traduzir essa superioridade em golos. O Vitória de Setúbal pouco ficava com a bola e assim pouco criava. Nos últimos cinco minutos da primeira parte, o lateral Arnold, do Vitória, teve duas oportunidades de colocar a bola na área adversária. Mas nas duas chances cruzou muito mal e a bola perdeu-se pela linha de fundo.

A primeira parte terminou com amplo domínio da equipa visitada. O Rio Ave FC procurou com mais intensidade o ataque que o seu adversário. As jogadas pelo lado esquerdo foi a arma mais perigosa da equipa. Já o Vitória de Setúbal parecia jogar pelo empate. Pouco criava e parecia contentar-se a defender.

O treinador Miguel Cardoso realizou uma substituição no intervalo. Saiu Barreto para a entrada de Nuno Santos. O início da segunda parte começou como terminou a primeira. O Rio Ave foi para cima do adversário e, logo aos 48 minutos, o médio Tarantini desviou de cabeça um cruzamento vindo de uma bola parada e obrigou o guarda-redes Trigueira a realizar uma grande defesa. O Vitória pecava sempre no momento do último passe, principalmente quando se tratava de bolas lançadas para a área.

Aos 56 minutos, o Rio Ave começou uma sucessão de ataques perigosos todos pelo lado esquerdo ofensivo. A equipa vilacondense voltava a usar a sua principal arma e o entrosamento do lateral Bruno Teles e dos médios Rúben Ribeiro e Francisco Geraldes aparecia no jogo. Aos 61 minutos, outro ataque perigoso do Rio Ave. Nuno Santos recebeu bom passe pelo meio e com mestria tocou de calcanhar para Rúben Ribeiro. O médio finalizou fraco à baliza. Nuno Santos, em quinze minutos em campo, justificou a sua entrada no jogo. O jogador deu mais mobilidade ao ataque vilacondense.

Aos 65 minutos foi a vez da equipa visitante ameaçar o adversário. O avançado Paciência deu um bom passe para o médio Costinha que apareceu como elemento surpresa dentro da área do Rio Ave. O jogador caiu na área e reclamou ter sofrido falta. O juiz não marcou nada e seguiu com o jogo. Aos 71 minutos, Miguel Cardoso realizou a sua segunda substituição na equipa. Saiu de campo o ponta-de-lança Karamanos e entrou Guedes.

Aos 73 minutos, Nuno Santos rematou com perigo pela direita, o guarda-redes defendeu mas soltou a bola e depois da confusão na área, a bola sobrou para Rúben Ribeiro que fintou o seu marcador e sofreu falta perigosa para a baliza do Vitória. Na cobrança de falta ensaiada, Francisco Geraldes deu uma bela assistência a Rúben Ribeiro que finalizou sem chances para Trigueira. Rio Ave 1-0 Vitória.

Aos 83 minutos, o lance mais polémico da partida. Nuno Pinto cruzou pela esquerda e, sozinho na área, o avançado João Amaral cabeceou à baliza marcando o golo do empate. O lance gerou dúvida e o arbitro solicitou o auxílio do VAR. Após a consulta ao VAR, o golo foi validado para delírio dos adeptos do Vitória presentes em Vila do Conde. Rio Ave 1-1 Vitória.

O jogo ficou tenso e o golo sofrido de forma inesperada fez com que o Rio Ave fosse todo ao ataque. Tanta intensidade foi recompensada. Aos 89 minutos, o bom lateral Bruno Teles aproveitou uma sobra de bola na intermediária ofensiva e rematou com violência à baliza. A bola fuzilou as redes de Trigueira que ainda se fez à bola, mas sem hipóteses de lá chegar. Rio Ave 2-1 Vitória.

Nos minutos finais o Rio Ave apenas fez o tempo passar para confirmar a primeira conquista após quatro jornadas na Liga. Vitória merecida da equipa que teve 59% de posse de bola e rematou mais que o dobro do seu adversário: o Rio Ave  (13 contra 6). Já o Vitória não demonstrou para que veio ao jogo e contentou-se apenas em defender. Nem o recurso do contra-ataque foi tão utilizado como poderia ter sido. A luta contra a descida parece ser a realidade da equipa.

Chelsea FC 0-1 Manchester City FC: ‘citizens’ permanecem invictos

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Cabeçalho Liga Inglesa Antes de mais, gostaria de começar este artigo fazendo quase como que um ‘mea culpa’…eu que, antes da quarta jornada da Premier League, escrevia sobre o “modesto início” de campeonato do Manchester City. Na altura, detinha-me em três jogos: um empate em casa e duas vitórias suadas fora de portas. Se, na altura, falava dos problemas em concretizar dos homens de Guardiola, daí para cá, em 7 jogos a contar para todas as competições, marcou 25 golos e sofreu 1!! Vamos lá mas é ao jogo que nos ocupa este rescaldo.

À entrada para esta 7ª jornada, um ‘City’ que, na época passada, havia perdido os dois jogos na ‘Premier’ diante os ‘blues’, encontrava-se também impedido de contar com Sergio Aguero. Do lado londrino, uma vitória no ‘Vicente Calderón’ na Liga dos Campeões a meio da semana davam alento para receber o adversário em casa sabendo que uma vitória seria suficiente para igualar pontualmente a armada de Manchester. 4 remates em todo o jogo não é um número nada impressionante para a equipa de Antonio Conte que jogava em casa.

Do lado contrário, a expectável maior quantidade de posse de bola e um total de 19 remates premeiam uma equipa à imagem do seu técnico. Pressionante a todo o campo e sempre perigosa em ataque posicional. Penalizado na sua ferocidade ofensiva pela saída de Morata, lesionado, a entrada de Willian no seu lugar e a passagem de Hazard para a posição mais adiantada do ataque tornou a equipa da casa carente de um homem de área.

O Manchester City foi uma equipa à imagem do seu técnico. Pressionante a todo o campo e sempre perigosa em ataque posicional Fonte: Premier League
O Manchester City foi uma equipa à imagem do seu técnico. Pressionante a todo o campo e sempre perigosa em ataque posicional
Fonte: Premier League

Bem perto da meia hora de jogo, a capacidade de criação dos forasteiros ficou demonstrada num remate já dentro da área de David Silva respondendo Courtois com atenta defesa. No último lance da etapa inicial, Fernandinho de cabeça obrigou novamente o guardião belga a agir. Para a segunda parte estava reservada (67’) a jogada-piloto da partida: De Bruyne fura na defesa contrária combinando em tabela com Gabriel Jesus à entrada da área e chuta de pé esquerdo marcando junto do poste direito.

Perto do final, Gabriel Jesus, a 5 minutos dos 90, atirou com selo de golo, mas Rudiger salvou o campeão inglês de mais um golpe. Com bola e sem bola, o Manchester City foi melhor, mais consistente, mais inteligente que o Chelsea e…no ataque, foi o mais perigoso…e a diferença não foi pouca!

Este ‘City’ de Guardiola está numa forma incrível. Nada de modesto, portanto. Colam-se agora ao vizinho ‘United’ no topo da classificação e, assim, perduram a série invicta em ‘Stamford Bridge’.

Desculpa lá, Pep!

Foto de capa: Manchester City FC

SC Covilhã 1-0 FC Arouca: Vitória do contra-ataque

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Cabeçalho Futebol Nacional

Futebol Clube de Arouca e Sporting da Covilhã opuseram-se nesta nona jornada da Ledman Liga Pro, no Complexo Desportivo da Covilhã que presenteou as duas equipas e os espectadores com um tempo agradável para se jogar e assistir a um jogo de futebol.

Momentos de forma distintos era uma das perspectivas que se podiam ter à partida para este jogo. O Arouca numa sequência de vitórias e em crescendo com a chegada de Miguel Leal, Sporting da Covilhã ainda à procura do seu estilo de jogo, após a chegada do técnico José Augusto, que teimava em não conseguir quebrar este ciclo negativo de derrotas e empates.

E seria esta perspectiva que iria prevalecer em campo nos primeiros minutos, um Arouca dono da posse de bola e a jogar em pressão alta e o Sporting da Covilhã apenas a tentar sair a jogar em contra-ataque. É desta maneira que se podem descrever os primeiros vinte minutos, apenas e só. Sim, porque o Arouca, apesar de passar a grande maioria do tempo sob a metade do campo do Sporting da Covilhã, nunca conseguia concretizar um lance de perigo para a baliza de Igor Rodrigues; a equipa nortenha circulava a bola a seu belo prazer, mas parecia não querer fazer muito mais com ela.

Foi desta maneira e debaixo de um sufoco constante do Arouca que o Sporting da Covilhã haveria de chegar ao primeiro golo da partida. Fatai roubou a bola a um jogador arouquense e provocou um contra-ataque, levando para a frente consigo Erivelto e Índio, os dois avançados da Covilhã nesta tarde. Seria uma combinação perfeita entre estes dois que levaria os leões da serra a chegar ao golo, em que Fatai libertou-se da bola para o seu lado direito onde se encontrava Erivelto, o jogador do Sporting da Covilhã muito rápido a ver a desmarcação do seu colega no outro lado passa a bola e Índio com um golpe de calcanhar só teve de encostar, grande festa no Complexo e um resultado totalmente inesperado, primeira oportunidade para os serranos, primeiro golo.

O Arouca entrou assim numa fase mais nervosa, com muitos erros e muitas perdas de bola que deixavam o Covilhã aproximar-se mais da sua baliza, mas a prioridade do Covilhã nesta altura era o de defender o resultado, por isso foram algumas as ocasiões que aconteceram com Índio ou Erivelto próximos da baliza do Arouca mas sem companheiros para os ajudar. O Arouca mais perto do intervalo já “carregava” na grande área do Sporting da Covilhã e dispôs de um grande número de bolas paradas que nunca seriam bem concretizadas, a registar apenas um remate de ressalto de um canto por parte de André Santos aos 38 minutos que levou os adeptos covilhanenses a suspirar de alívio, a bola passava por cima muito perto da barra da baliza do Covilhã, muita posse de bola por parte do Arouca, mas seria esta a única a oportunidade do Arouca na primeira parte.

Na Covilhã sorri-se com a quebra do ciclo negativo
Na Covilhã sorri-se com a quebra do ciclo negativo

Não será por isso de admirar que o Arouca regressava para a segunda parte na mesma toada, claramente por cima do jogo e a tentar chegar a igualdade, mas sem oportunidades de muito perigo para a baliza covilhanense. Tal como na primeira parte o Sporting da Covilhã apenas fazia o seu jogo ofensivo através de contra-ataque, e seria, outra vez, desta maneira que a primeira oportunidade de golo da segunda parte surgiria, um contra-ataque do Sporting da Covilhã numa excelente jogada que permitiu a Índio surgir isolado para rematar, excelente defesa de Rafael Bracali, mas incompleta. Erivelto no ressalto ainda tentaria marcar de cabeça, mas a bola a sair ao lado, contavam-se 55 minutos nesta partida. Os nervos para o Arouca estavam à flor da pele nesta altura e Fábio Verissimo, árbitro da partida, teve que ir ao banco do Arouca pedir mais calma, muita gente de pé no banco do Arouca nesta fase do jogo.

Quem reparou nisto e aproveitou foi a equipa serrana, que, pela primeira vez no jogo, impôs-se ao Arouca e conseguiu inúmeras oportunidades para marcar o segundo golo, não acontecia porque os leões da serra falhavam muito no último toque, os adeptos já começavam a temer que tanta falha na finalização daria o golo do empate ao Arouca e sentia-se esse clima de ansiedade nas bancadas, uma vitória precisava-se.

O Arouca voltaria por isso novamente para cima do jogo no início dos últimos vinte minutos de jogo, o Sporting da Covilhã tirava também nesta altura o seu avançado Índio, um dos melhores em campo, para reforçar o meio-campo com Boubakary Diarra. Seria aos 73 minutos que o Arouca, finalmente, conseguiria uma ocasião flagrante de golo nesta segunda parte, com Roberto ligeiramente desviado para o lado direito a rematar à entrada da área para um remate a passar muito perto da baliza do Sporting da Covilhã. A equipa nortenha não desistia e novamente Roberto, aos 78 minutos, num lance similar ao que tinha acontecido anteriormente, a rematar à entrada da área, para as malhas laterais desta vez. Ouvia-se uma “palmada” no banco do Arouca após este lance, a frustração começava, claramente, a tomar conta dos arouquenses nesta altura.

O jogo entrava por isso na fase do “chuveirinho”, últimos dez minutos da partida e o Arouca a procurar desesperadamente chegar ao golo da igualdade, enquanto o Sporting da Covilhã procurava agarrar a sua segunda vitória da época com unhas e dentes, inúmeros cruzamentos, inúmeros cantos e todos eles encontraram um jogador do Sporting da Covilhã a cortar a bola. O Arouca não aproveitava nenhum lance sobre o ar e seria através do corte de um cruzamento do Arouca que Hudson, desde o meio-campo , se isolaria perante Bracali, tal foi a cavalgada que Hudson chegou já cansado perto da baliza e rematava a bola muito por cima, gritava-se no Complexo Desportivo, seria o golo que sentenciava o jogo, mas um Arouca muito fraco de ideias não deu razão aos mais pessimistas adeptos do Sporting da Covilhã. Muitos cruzamentos para a baliza e todos eles cortados, o jogo terminaria assim com um Arouca muito forte no domínio de jogo, mas muito fraco na criação de oportunidades de golos. O Sporting da Covilhã teve o mérito de conseguir desequilibrar muitas vezes através de contra-ataque e num deles chegar ao golo da vitória, está assim terminado o ciclo negativo na Covilhã e terminado o ciclo positivo para a equipa do Arouca.

Melhores momentos do FC Porto frente ao Sporting CP

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São momentos que ficam para a história do FC Porto, em jogos frente ao Sporting CP. Jogos que marcam uma rivalidade intensa entre dois dos melhores clubes em Portugal. Aqui, ficam contemplados apenas momentos de alegria para os azuis e brancos.

1. Sporting CP 0-1 FC Porto, Liga 2005/06

O FC Porto chegou a Alvalade na 30ª de 34 jornadas, com dois pontos de vantagem sobre o Sporting, pelo que a derrota resultaria numa troca de líderes. O FC Porto vence com um golo de Jorginho aos 85’.

Académica OAF 1-2 SL Benfica B: Eficácia encarnada trama estudantes

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Cabeçalho Futebol Nacional

Numa semana marcada por circunstâncias especiais para a Académica, com a confirmação do regresso de Zé Castro, homem da casa, e tendo em conta a pouca “frescura” (palavras de Hélder Cristóvão) do SL Benfica, seria de esperar uma Académica dominadora em busca de um resultado confortável. Não foi assim.

Desde cedo que o estudantes quiseram assumir a partida, esticando as suas linhas até ao meio-campo encarnado. A bola, de facto, roçou a baliza de Zlobin, guardião das àguias, mas, fora um lance em que Chiquinho rematou fraco e à figura em zona prometedora, não criaram perigo substancial e seria o Benfica a deixar no ar o primeiro aroma a golo, numa boa iniciativa de Gedson Fernandes que terminou num remate a rasar o poste da baliza de Ricardo Ribeiro.

Este susto pareceu despertar a eficácia do processo ofensivo da Briosa que, finalmente, deu mostras de perigo real – Harramiz, num belo lance sobre a direita do ataque, provocou um desentendimento entre Zlobin e Lystcov, e Tozé Marreco, aproveitando-o, visou a baliza, mas atirou ao poste. Foi assim, nesta toada de parada e meia-resposta, com a bola a rondar as duas balizas (mais a do SL Benfica B que a da Académica) sem que se aproximasse de forma perigosa, que a primeira parte foi sendo arrastada até o seu término.

Mancha Negra, bem composta, foi incansável no apoio à Académica
Mancha Negra, bem composta, foi incansável no apoio à Académica

A segunda parte voltou a trazer uma Académica com maior posse de bola, mas desta vez também com maior objectividade e dispôs de duas boas ocasiões para marcar nos primeiros quatro minutos da etapa complementar. Primeiro, Ki, atirou ao lado, depois foi Chiquinho, numa primeira instância e Femi Balogun na recarga, a estar perto do golo.

Porém, tal como na primeira parte, o Benfica respondeu na mesma moeda e precisou de menos bola para fazer… mais. À passagem dos 57 minutos, Alan Junior fugiu a João Simões, isolou-se e não teve problemas em servir Zé Gomes (substituiu João Félix ao intervalo) para o golo inaugural. A partir daqui, os encarnados baixaram a linha média, fecharam bem o seu meio-campo e foram neutralizando a tentativa de reação da Académica, sem que, com isto, deixasse de tentar explorar espaços livres deixados pelo risco que a Briosa teria de correr em busca do empate.

Essa estratégia resultou em pleno, já que seriam os encarnados a ampliar a vantagem, precisamente num lance de contra-ataque, em que Heri se impõs aos dois centrais da Académica, isolou-se e fez o 0-2. A Briosa passou a jogar mais com o coração do que com a cabeça e só conseguiu reduzir através de uma grande penalidade. Nélson Pedroso, chamado à conversão do castigo máximo, não falhou e reduziu a desvantagem a três minutos dos 90.

Acendeu-se a esperança no empate no Cidade de Coimbra, mas a Académica viria a revelar-se demasiado emocional para alcançar tal desígnio e os três pontos fugiram para Lisboa. Quem diria? A Briosa, mais experiente, foi traída pela “esperteza” da juventude do Benfica B, mais eficaz nas ocasiões de que dispões.