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Gil Vicente FC 3-0 Vitória SC ‘B’: Infantilidades dos vimaranenses pesaram na vitória fácil do Gil Vicente

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Cabeçalho Futebol Nacional

Gil Vicente:

Titulares – Rui Sacramento, Ricardinho, Tormena, Luiz Eduardo, Luis Tinoco, Reko, James, Camara, Fall, Jonathan e Rui Miguel.

Suplentes não utilizados – Júlio Neiva, Gonçalo Duarte, João Pedro e Tiger.

Substituições – Batatinha por Fall, Rui Faria por Tinoco e Valdeir por Jonathan.

Vitória SC ‘B’:

Titulares – André, Sacko, Domingo, Ricardo Carvalho, Phete, Al Musrati, Marouane, Davi, Xande Silva, Biró e Rui Gomes.

Suplentes não utilizados – Dani, Castro, Nuca e Jorginho

Substituições – Mimito por Domingo, Haman por Biró e J. Correia por Ricardo Gomes.

Um autogolo, um penálti e a respetiva expulsão tudo contra o Vitória SC B. Foi no fundo este o resumo do jogo no Estádio Cidade de Barcelos e tudo isto em 22 minutos! Um passeio para a equipa dos gilistas naquele que foi um jogo fácil, com os barcelenses a beneficiar e a aproveitar da melhor forma dos inúmeros erros da jovem equipa vimaranense. Até ao fim do jogo, mais um penalti a favor dos gilistas com Rui Miguel a bisar e com Camara em grande destaque!

O Gil Vicente apresentou-se aos poucos adeptos que compareceram ao Estádio Cidade de Barcelos com a sensação de dívida face a uma eliminação humilhante frente ao Moura no jogo anterior a contar para a Taça de Portugal. Depois de ter criticado a falta de empenho dos jogadores que tinha “rodado” na Taça, Jorge Casquilha não arriscou desta vez e apresentou um onze na máxima força para o embate frente as vimaranenses.

Os primeiros quinze minutos em Barcelos desenrolaram-se de forma lenta, com o Gil Vicente mais dominador e a assumir-se como favorito a adiantar-se no marcador, enquanto o Vitória SC B optava por uma estratégia de contra-ataque na tentativa de procurar uma possível falha na defesa gilista. Contudo, a passividade e a falta de critério na decisão do último passe da equipa vimaranense fazia prever dificuldades para a equipa de Vitor Campelos.

No entanto nada faria prever o que viria a seguir! De forma caricata o Gil Vicente adiantava-se no marcador ao minuto 17. Na tentativa de aliviar uma bola perdida na sequência de um canto ofensivo para os gilistas, um jogador do Vitória remata contra o seu colega R.Carvalho que de forma inequívoca acaba por colocar a bola na sua própria baliza.

Os gilistas ficaram em vantagem logo aos 17 minutos Fonte: Gil Vicente FC
Os gilistas ficaram em vantagem logo aos 17 minutos
Fonte: Gil Vicente FC

A equipa B do Vitória ressentiu o golo sofrido e no espaço de cinco minutos toda a estratégia de Vitor Campelos desabou com estrondo. Primeiro Jonathan a rematar ao poste logo depois do primeiro golo e de seguida, o mesmo Jonathan a conseguir roubar a bola dentro de área a R.Carvalho e o mesmo a derrubar de forma infantil o avançado hondurenho. Penálti e ordem de expulsão para o capitão vimaranense. Na conversão da grande penalidade, o avançado gilista Rui Miguel não perdoa e fazia o 2-0 ainda na metade da primeira parte.

O que se seguiu até ao fim do primeiro tempo foram mais erros infantis por parte da defesa da equipa de fora com o guarda-redes André a tentar evitar a todo custo a humilhação no Estádio Cidade de Barcelos, ao defender dois remates seguidos o primeiro de Jontathan e depois por Camara.

Chegava ao intervalo o jogo em Barcelos. Um primeiro tempo vergonhoso para a equipa Vitória SC B em que a juventude do plantel manifestou-se sob a forma de incompetência em vez de irreverencia. O Gil Vicente ia para o segundo tempo de forma descansada com mais demérito do adversário do que mérito próprio dominando o jogo com um resultado que dificilmente se iria alterar a favor do adversário.

No segundo tempo assistiu-se a um jogo com pouca história, com o Vitória a entrar em campo para tentar defender a sua honra e não sair humilhado de Barcelos.

O Gil Vicente a jogar como quis e o Vitória B a jogar como pôde, foi esse o filme de grande parte do jogo no segundo tempo.

O Vitória SC B ainda tentou responder com as entradas de Haman, J.Correia e ainda Mimito e apesar de entrar melhor na segunda parte, a verdade é que os homens de Vitor Campelos não viriam a recuperar dos erros imperdoáveis do primeiro tempo com a equipa a pagar caro.

Com mais um jogador em campo para os gilistas, verificou-se principalmente na zona do meio campo o maior domínio e controlo do Gil Vicente com Reko, James e Jonathan a pautar como queriam os lances do jogo e a lançar quando queriam a velocidade do recém-entrado Rafael Batatinha e de Gaston Camara. E viria mesmo a ser através de uma iniciativa individual de Camara que surgia outro grande momento do jogo com o extremo guineense a “roubar” mais um penalti para a sua equipa ao minuto 80’. Uma vez mais chamado à conversão da grande penalidade, Rui Miguel bisava no encontro. Tudo muito fácil e tranquilo para os gilistas que até ao fim do jogo estiveram mais perto do 4-0 do que o Vitória conseguir reduzir.

O jogo terminava assim com um verdadeiro passeio do Gil Vicente em sua casa a regressar da melhor forma às vitórias. Quanto ao Vitória SC B demonstrou inúmeras perdas de bola infantis, ineficácia quando houve oportunidades e erros, muitos erros, tornando desta forma muito fácil a vitória descansada dos gilistas.

Antevisão do jogo Sporting CP – FC Porto: “Jogo de topo pelo topo da liderança”

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fc porto cabeçalho

Uma época desportiva é muitas vezes decidida por pequenos detalhes ou pequenas falhas em que os “grandes” clubes vacilam contra os “pequenos”. Quando frente a frente se opõe dois “grandes”, o espetáculo tende a ser enorme e um desses clubes tem de se agigantar sobre o outro. É já no próximo domingo que Sporting CP e FC Porto se  defrontam no Estádio de Alvalade, no primeiro clássico da época que, apesar de não ser decisivo, é sempre um jogo importante capaz de moldar e influenciar o caminho traçado pelos dois emblemas na Liga NOS. Os adeptos suspiram ansiosamente pelo jogo grande de domingo que teima em não chegar, que para além de ser um clássico que por norma não desilude, tem ainda como cartão-de-visita o facto de colocar frente a frente as duas equipas portuguesas melhor classificadas, as duas equipas a praticar o melhor futebol tanto em Portugal como na Europa, as equipas com mais golos marcados e ainda com menos golos sofridos. Sem dúvida um jogo especial!

Momento do Sporting CP 

Não haverá atualmente melhor equipa por esse Mundo a conseguir motivar-se com uma derrota como o Sporting. Afinal de contas, os leões perderam (mas com estilo) frente a uma das melhores equipas mundiais, o FC Barcelona. Quem viu o jogo de quarta-feira, tem de admitir um facto. Apesar de Jorge Jesus ser um “bronco” fora de campo, dentro dele é um génio. A capacidade do treinador em montar um esquema tático capaz de anular praticamente todas as individualidades do Barcelona, principalmente um tal de Lionel Messi, é algo  que os adeptos portistas e o próprio Sérgio Conceição devem ter muito cuidado e receio. Fica a sensação que os leões mereciam mais face a um esforço hercúleo, tendo sofrido o único golo através de um golo na própria baliza, de Coates.
Contudo, convém salientar que o Sporting CP  não vence há três partidas, sendo que o último que realizou para a Liga Nos, frente ao Moreirense foi um jogo muito pobre contrastando em muito com a partida frente ao FC Barcelona. São estas as duas faces do leão, que terá de apresentar a sua melhor cara para o jogo de domingo frente a um adversário bastante motivado pela vitória europeia.

 

BnR

Momento do FC Porto

Era impossível a turma de Sérgio de Conceição chegar mais motivada ao clássico de domingo frente ao Sporting. Depois de uma goleada inesperada no terreno do atual campeão francês AS Monaco, os dragões não poderiam estar mais moralizados e a praticar um futebol invejável que caso se repita no domingo trará muitas complicações e dores de cabeça aos pupilos de Jorge Jesus.

Sérgio Conceição tem conseguido realizar até agora um percurso exemplar, apenas com um deslize com o Besiktas, mas a nível interno mantem-se invencível. Em Portugal, o FC Porto só sabe ganhar, e será interessante verificar se Sérgio Conceição conseguirá incutir a mesma intensidade e rigor tático frente a um adversário de maior calibre como o Sporting de Jorge Jesus.
As estatísticas não são favoráveis para os azuis e brancos que não vencem em Alvalade desde 2008. Contudo, a liderança na Liga Nos e a goleada impressionante sobre o campeão francês são bons cartões-de-visita para Sérgio Conceição no embate contra os leões num jogo normalmente de grande nível e sempre imprevisível.

Dongfeng Motor Wuhan Open: Caroline Garcia conquista o título mais importante da carreira

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Cabeçalho modalidades

Tratava-se de um torneio WTA Premier 5 e contava no cartaz com nomes como os de Garbiñe Muguruza, Simona Halep, Karolina Pliskova, Caroline Wozniacki, Jelena Ostapenko, Petra Kvitova, Angelique Kerber ou Sloane Stephens. Portanto, o Dongfeng Motor Wuhan Open tinha todos os ingredientes para ser aquilo que não foi: um torneio de topo. Devido à sua calendarização, com os dias finais a chocar com aqueles que marcavam o início do China Open, ficou sempre a ideia de que as primeiras cabeças de série encararam o torneio como uma preparação para o WTA Premier Mandatory que se seguiria.

Pese embora a derrota na final, Barty eliminou três jogadoras do top 10 Fonte: Dongfeng Motor Wuhan Open
Pese embora a derrota na final, Barty eliminou três jogadoras do top 10
Fonte: Dongfeng Motor Wuhan Open

É assim difícil apontar as principais desilusões do torneio, tantas que estas foram (e poderão efetivamente considerar-se como desilusões, ou antes como exemplos de boa gestão do calendário desportivo?). Caroline Wozniacki, claramente fatigada após a recente conquista do Toray Pan Pacific Open, caiu logo na segunda ronda frente à surpreendente Maria Sakkari. Simona Halep, também na segunda ronda, foi “cilindrada” por Daria Kasatkina (6-2 e 6-1). Johanna Konta, a atravessar uma terrível série de resultados, também não passou da segunda ronda, tendo sido derrotado pela “finalista” Ashleigh Barty. A somar a estes exemplos há ainda os de Petra Kvitova, Sloane Stephens, Madison Keys ou Angelique Kerber, todas elas derrotadas logo na primeira ronda do Wuhan Open.

Com tão poucos motivos de interesse num torneio em que, entre as principais favoritas, apenas Garbiñe Muguruza, Karolina Pliskova e Jelena Ostapenko pareceram interessadas em competir até uma fase mais avançada do mesmo, foi sem surpresas que à final chegaram duas outsiders: Caroline Garcia e Ashleigh Barty. Assim, enquanto a francesa derrotou Kerber, Mchale, Cibulkova, Makarova e Sakkari na sua “caminhada” até à final, a australiana deixou pelo caminho Bellis, Konta, Radwanska, Pliskova e Ostapenko.

10 estádios míticos do Futebol Internacional

Cabeçalho Futebol Internacional

Estádios podem não ser diretamente proporcionais à qualidade exibicional dos respetivos clubes. Não faz, pelo menos em primeira instância, a equipa produzir melhor ou pior futebol. No entanto, a inevitável promoção de uma atmosfera especial, dependendo, claro, das circunstâncias e do próprio contexto. Ou ansiedade, ou euforia, ou suspense são um conjunto de elementos ligados, inequivocamente, à natureza humana, de exprimir sentimentos, e neste caso concreto, ao adepto de futebol. E há muito sentimento envolvido neste desporto, não é verdade? E o mais bonito é que essa atmosfera criada se deva, em grosso modo, à plateia. Embora, claro está, a dimensão arquitetónica seja sempre algo a ter em conta, e faça subir a cotação do evento, quer em número de espetadores, quer em beleza estilística. Afinal, grandes obras advém de outras já criadas, e assim sucessivamente. São as emoções que têm impato, que se complementam ao recinto e essa mesma atmosfera eclode, e é extraordinário estar num estádio ao rubro. Cânticos entoados por muitas vozes, que se ouvem a quilómetros… A união faz mesmo a força não é? Tal fator faz com que muitas vezes o reduto de determinadas equipas seja associado a inferno, devido ao nível apresentado pela equipa anfitriã, e ao consequente historial estatístico perante o seu público; ou palco, como é o caso de Old Trafford, um dos anfiteatros de sonho em claro destaque neste ranking.

 Foto de capa: Real Madrid CF

Justin Gatlin: A desconstrução

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Cabeçalho modalidadesFoi um dos momentos que marcou o ano do Atletismo. A 5 de Agosto deste ano, o mundo parou para assistir à última prova individual de Usain Bolt. Era a final dos 100 metros nos Mundiais de Londres, o estádio olímpico totalmente lotado e muitos mais milhões de fãs com os olhos colados ao ecrã torcendo por uma – apenas uma mais – vitória do jamaicano para fechar a sua carreira com chave de ouro. Dez segundos depois, o silêncio total. O estádio aguardava os resultados finais, mas parecia que não tinha chegado para Bolt ser o campeão e que teria perdido para Coleman. E perdeu. Mas também perdeu para Justin Gatlin. Na pista nove, poucos tomaram atenção ao percurso do veterano norte-americano, focando a atenção no duelo lado a lado entre Bolt e Coleman. Gatlin foi o único que percebeu desde logo que havia sido o vencedor. E foi, campeão mundial, 12 anos depois da primeira vez (em Helsinquia) – a maior distância temporal de sempre entre dois Ouros para o mesmo atleta na velocidade. Campeão mundial na última prova de Usain Bolt e quando era visto como o patinho feio por quase todo o mundo.

O momento em que Justin Gatlin olha para a câmara e com o dedo manda calar todos os seus críticos ficará para a história. Foi uma verdadeira chapada sem mão. O homem e atleta é odiado pela grande maioria do público. É um facto. Mas há razão para tal?

Para perceber o ódio ao norte-americano teremos que ir ao início da sua carreira. Em 2001, quando ainda nem partes dos rankings profissionais fazia parte, Justin Gatlin enfrentou a primeira suspensão por doping. O atleta tinha então 19 anos e foi apanhado nos testes anti-doping pelo uso de anfetaminas que afectam o sistema nervoso. O medicamento utilizado pelo atleta veio a provar-se ser algo que utilizava desde criança, uma vez que é comummente utilizado para o tratamento de ADHD (Transtorno de Défice de Atenção e Hiperatividade em português). A sua pena acabou por não ser cumprida na totalidade e a IAAF levantou o seu castigo.

O atleta regressou à competição no final de 2002 e em 2004, nos Jogos Olímpicos de Atenas, viria a tornar-se campeão olímpico com um tempo de 9.85s na frente de Francis Obikwelu (Prata) e Maurice Greene (Bronze), conquistando ainda o Bronze nos 200 metros. Em 2005, correu em 9.88s para levar para casa o Ouro nos Mundiais de Helsínquia na frente de Kim Collins, nuns Mundiais onde também venceu o Ouro nos 200 metros, tornando-se o segundo atleta da história a vencer as duas distâncias em Mundiais (depois de Greene). Um ano mais tarde viria a correr em 9.77, igualando o recorde mundial de então de Asafa Powel. Mas este tempo não consta mais do seu registo individual. Porquê? Porque foi na mesma altura em que o verdadeiro escândalo de doping da sua carreira rebentou. Acusou o uso ilegal de testosterona num controlo anti-doping numa prova de estafetas em casa, no Kansas!

Fonte: Telegraph
Fonte: Telegraph

O atleta de Brooklyn acabou por aceitar a condenação de oito anos de suspensão, devido às circunstâncias especiais da primeira acusação e em troca de colaboração com as autoridades no que se viria a revelar uma esquema organizado de doping, controlado pelo seu treinador de então, o ex-atleta jamaicano Trevor Graham. Caso não aceitasse colaborar, seria banido para sempre do Atletismo, por esta ser considerada a segunda infração de doping. O castigo viria a ser reduzido para quatro anos e em 2010 regressou às pistas. Após este regresso e depois de um demorado (e normal) regresso à melhor forma, tornou-se um dos maiores rivais do astro Usain Bolt, conquistando três Pratas em Mundiais (Moscovo e Pequim – aqui nos 100 e 200), uma Prata e um Bronze em Jogos Olímpicos (Prata no Rio e Bronze em Londres).

A batuta nas mãos de Bruno

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É já no próximo domingo que Sporting Clube de Portugal e Futebol Clube do Porto voltam a defrontar-se para o campeonato nacional, num ano provavelmente mais próspero para ambos do que no passado. Obviamente que parte disso deve-se à “crise” do Benfica, que parece não conseguir esconder as suas carências no plantel e, apesar de um histórico semelhante nos anos anteriores, parece também revelar grande dificuldade em chegar ao título e ao tão esperado “penta” na presente época. Mas a verdade é que a distância ainda é curta (apenas três pontos para o Sporting), e a Liga NOS encontra-se ainda no início.

FC Porto e Sporting defrontam-se numa altura em que ambas as equipas aparentam estar no seu pico de forma, apesar do recente empate do Sporting em Moreira de Cónegos. A equipa de Sérgio Conceição conta por vitórias os seus jogos no campeonato, enquanto o Sporting, sem ser esse empate (que acontece na mesma semana em que defronta Barcelona… e Porto), também tem somado vitória atrás de vitória na liga portuguesa. Entre os tiros de Bruno Fernandes e os dribles estonteantes de Brahimi, há muito mais que define ambas as equipas, e que permitem, então, esses rasgos de magia de ambas as partes.

Começando pelo lado de Alvalade, o Sporting passou por várias mudanças no plantel na planificação para esta época, mas os sinais parecem ser positivos, se compararmos à anterior: as laterais ganharam profundidade (Piccini e Coentrão são uma diferença brutal em relação a Schelotto e Zeegelaar..), têm uma dupla de centrais fortíssima (Mathieu parece ser o complemento perfeito), e as entradas de Battaglia e Bruno Fernandes trouxeram uma dose de… batalha (salve-se as coincidências fonéticas) e magia que parecia faltar nos lados de Alvalade (só Gelson não chegava). Depois, os complementos como Acuña e Doumbia visam trazer uma outra profundidade na frente, mais à imagem do treinador Jorge Jesus.

Mathieu tem sido o patrão da defesa leonina desde que chegou a Alvalade Fonte: Sporting CP
Mathieu tem sido o patrão da defesa leonina desde que chegou a Alvalade
Fonte: Sporting CP

Do lado do Porto, um cenário diferente: devido às imposições do Fair-Play financeiro, o Porto não contratou absolutamente ninguém (à excepção de Vaná) para o seu plantel (nem podia, diga-se), e apostou literalmente na continuidade, mas com duas enormes diferenças: Ricardo Pereira e Aboubakar (o regresso dos emprestados), e um nome que quase se confunde com o ADN do clube: Sérgio Conceição. Com um discurso direto e um estilo de jogo muito definido, o treinador português veio trazer um estado de alma que nem Lopetegui nem Nuno Espírito Santo estiveram perto de trazer.

No reino do Leão o Dragão tem de ser Rei!

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Digerida a estrondosa vitória sobre o Mónaco, é tempo de apontar baterias a um outro desafio de capital importância, neste caso em Alvalade, diante do Sporting. Uma vitória no clássico reforça a liderança isolada do campeonato, para além de oferecer uma importante vantagem psicológica no confronto direto com os rivais.

E é precisamente nesse campo, o da psicologia, que se pode dar o pontapé de saída nesta análise ao jogo de domingo. O FC Porto não vence na casa dos leões desde 2008, ou seja, passam nove anos desde aquele livre excecionalmente bem cobrado por Bruno Alves, que garantiu uma importante vitória na casa do rival. Desde então, e só em jogos do campeonato, contam-se quatro derrotas e igual número de empates. É, pois, com a necessidade de ultrapassar essa barreira psicológica que Sérgio Conceição se tem preocupado nestes últimos dias. E não parecem restar dúvidas de que só a vitória interessa (o empate poderá também ser um bom resultado), essencialmente devido ao espírito e à mentalidade vencedora que o Sérgio tem incutido na rapaziada.

Bruno Alves foi o autor do golo que deu a última vitória aos dragões em Alvalade Fonte: Sapo Desporto
Bruno Alves foi o autor do golo que deu a última vitória aos dragões em Alvalade
Fonte: Sapo Desporto

Comparando agora as últimas noites europeias das duas equipas, na terça e na quarta feira, podemos concordar que o FC Porto se apresenta com a moral em alta para mais um desafio de exigência máxima, como era o do Mónaco. Para o Sporting, a derrota pela margem mínima diante do Barcelona teve o condão de ser lisonjeira, não beliscando a confiança e a boa imagem que a equipa tem deixado neste arranque de época. Contudo, importa recordar que os leões vão neste momento numa série de três jogos consecutivos sem vencer (Marítimo, Moreirense e Barcelona), pelo que uma eventual ansiedade será sempre uma situação que os dragões poderão sabiamente explorar ao longo da partida.

Taticamente fomos surpreendidos por Sérgio Conceição no jogo da última terça feira, não propriamente pela mudança da disposição da equipa, mas essencialmente pela inclusão no onze de um jogador que ainda não havia completado qualquer minuto esta época. Face ao score obtido e depois de uma grande exibição, seria normal pensar em não mexer no que tão bons resultados deu, mas importa reconhecer que nem o campeonato português é a Liga dos Campeões, nem o Sporting é o Mónaco.

No próximo domingo será de esperar um Sporting muito intenso desde o primeiro minuto, à espera de ganhar vantagem o mais cedo possível, pelo que é necessário aguentar essa previsível avalanche inicial dos leões. Os dragões, por outro lado, mostram-se esta época letais no contra ataque, situação que poderá ser bem aproveitada por Marega e Brahimi. É bem provável que a iniciativa do jogo seja ‘oferecida’ aos leões, sem perder o controlo da partida nem a atenção que o rasgo individual de um irrequieto Gelson e a perspicácia de um atirador nato como Bruno Fernandes merecem. Neste ponto, recordo o segundo golo do Besiktas no Dragão para dar conta da importância que Danilo terá no encontro de domingo. Exige-se uma exibição de grande nível ao comendador, fechando todos os espaços na zona central dos leões, por sinal o corredor mais forte dos comandados de Jesus.

Neste momento, impera a dúvida sobre a disponibilidade de Doumbia, face à lesão sofrida na quarta feira. Temos um Sporting com Doumbia e outro com Bas Dost e, dependendo da aposta de Jorge Jesus, o FC Porto terá de se preparar para as duas situações. Com o costa marfinense, será de esperar um futebol mais vertical e de profundidade, procurando espaço nas costas da defesa. Com Bas Dost, perspetiva-se um estilo mais rendilhado e organizado, com a luta do meio campo a ser determinante para o desfecho final. A confirmar.

Foto de Capa: Super Sporting

Olheiro BnR – Shoya Nakajima

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olheiro bnr

No país do Sol Nascente, o basebol é o Desporto Rei. No entanto, nos últimos 20 anos, o futebol japonês tem começado a mostrar sinais de crescimento e alguns jogadores do país do manga e do anime começaram a dar cartas no futebol europeu, tais como Hidetoshi Nakata, Shunsuke Nakamura, Makoto Hasebe, Keisuke Honda e Shinji Kagawa.

Em Portugal, há um clube que parece estar a querer apostar no mercado nipónico. Depois de Mu Kanazaki, que representou o emblema algarvio entre 2013 e 2015, o clube treinado por Vítor Oliveira contratou no último mercado Shoya Nakajima. E este extremo de 23 anos tem sido um dos principais destaques no regresso do emblema algarvio à Primeira Liga.

Nakajima tem sido o principal destaque do Portimonense SC Fonte: www.1949er.com
Nakajima tem sido o principal destaque do Portimonense SC
Fonte: www.1949er.com

Shoya Nakajima cumpre em Portimão a sua primeira experiência fora do seu país. Até aqui, Nakajima tinha feito grande parte da sua carreira nos clubes da capital: estreou-se como profissional em 2012 ao serviço do Tokyo Verdy e jogou nos últimos três anos no FC Tokyo. Tem também currículo nas selecções jovens do Japão desde os sub-17 (participou no Mundial da categoria em 2011) e conquistou a Taça Asiática de sub-23.

Nakajima é um velocista de profissão. Com um baixo centro de gravidade, tem um bom drible curto e uma elevada qualidade técnica, sabendo jogar com os dois pés. Tem ainda alguns aspectos a melhorar, como o passe e a definição dos lances. Ao mudar-se para uma realidade completamente diferente, Nakajima tem-se adaptado bem às marcações mais duras e cerradas do nosso futebol, sendo um dos principais destaques da equipa de Vítor Oliveira, com três golos marcados em quatro jogos.

E quanto ao Futuro? Ora, Nakajima está cedido pelo FC Tóquio mas se este continuar a mostrar o seu valor, creio que dificilmente irá regressar ao seu país. Creio que o campeonato português é muito bom para ele crescer e amadurecer enquanto jogador, para no futuro conseguir construir uma carreira de sucesso no futebol europeu, bem como na selecção japonesa.

Foto de capa: gettyimages.com

Franco Cervi: O novo astro argentino?

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É momento de crise para o Benfica. Os encarnados estão a três pontos do segundo classificado Sporting CP e a cinco da liderança comandada pelo FC Porto. Os tetracampeões denotam dificuldade em jogar bem, rematar à baliza, criar perigo, marcar, defender e, pois claro, ganhar. Em 11 partidas oficiais na presente época, só conseguiu sair vencedor em seis! A estas acrescentam-se dois empates e três derrotas. Algo anda a falhar nos campeões em título, pois muito mudou da realidade que nos habituou nos últimos quatro anos, onde conquistou 12 dos 16 troféus nacionais possíveis.

Uma das razões que se pondera, é aquela que diz respeito às saídas no verão e à falta de investimento neste último mercado de transferências. Um onze com menor qualidade individual e, por sua vez, qualidade coletiva. Na defesa houve uma razia com as saídas de Lindelöf, Ederson e Nélson Semedo; na frente, saiu apenas Mitroglou, entrando Seferóvic; no miolo, mais nos extremos do campo, houve o empréstimo de Carrillo.

O que se passa é que as entradas ou as soluções internas, não estão a conseguir colmatar as saídas de peso dos encarnados esta época. No entanto, existe uma zona em que o Benfica tem mais do que opções, todas com obrigação de preencher lugares que possam ser deixados vagos. Falo dos extremos da equipa: Zivkovic, Rafa, Salvio, Willock, Diogo Gonçalves e Cervi. Há uma montanha de qualidade nos pés destes todos mencionados, que fazem as alas ofensivas no onze da águia, mas é sobre o último referido que quero falar, pois poderá ser a época dele.

Começou com uma novela de transferências entre dois grandes portugueses (como já vulgarmente acontece), Sporting e Benfica. Os leões tentavam garantir o argentino e o Benfica aliciava o jovem no entretanto. Acabou por terminar a novela em janeiro de 2016 o argentino confirmou que ia para os encarnados em Julho desse mesmo ano. Quando chegou, tinha a concorrência de Gonçalo Guedes, Carrillo e daqueles que agora ainda estão no plantel (excetuando Willock e Diogo Gonçalves). Ou seja, para um recém-chegado, tornava-se complicado arrecadar um lugar nas asas da águia, havendo maior e mais forte concorrência. No entanto, foi conquistando o seu lugar, após a saída de Guedes e contabilizou 41 jogos. Mas agora, a história é diferente.

Salvio anda, de tempos em tempos, a desesperar os adeptos com prestações menos bem conseguidas, Rafa não consegue justificar ainda o investimento de 16,5 milhões de euros, Guedes saiu, e agora há uma batalha acesa para escolher quem deve jogar de início nos extremos ofensivos (se bem que nas outra posições, esta época, ainda nada está definido com onze habitual), e Cervi, com as boas intervenções que nos tem vindo a habituar, parte na frente.

Cervi começa a ganhar lugar no onze e faz lembrar o antigo astro argentino, Gaitán Fonte: SL Benfica
Cervi começa a ganhar lugar no onze e faz lembrar o antigo astro argentino, Gaitán
Fonte: SL Benfica

É preciso esquecer um pouco este último jogo na Suíça, onde nenhum elemento encarnado fez um jogo minimamente bom para salientar. Contudo, nos outros que o precederam, quando Cervi foi chamado a jogo, não parecia ser a pior solução para um lugar ainda vago. É rápido, ágil, tem muita qualidade técnica, entra em conformidade com o jogo do Benfica, pois já vem habituado das rotinas da época transata, e é um jovem cheio de força e potencial. É um elemento que devia tomar as rédeas a extremo esquerdo da equipa.

Numa equipa que precisa, mais do que nunca, de consistência e de reforçar rotinas, manter padrões de jogo fixos e começar a ensaiar jogadas improvisadas, mas que maneira que se saiba o comportamento do colega do lado oposto do campo, há que criar um onze base e mantê-lo e trabalhá-lo. Com extremidades não muito diferentes da época passada, não haverá razões para que estes não consigam vingar como Salvio fez, Gaitán, Guedes, Di Maria. Quando saiu Di Maria, Gaitán nunca o substituiria; quando Gaitán saiu, Guedes nunca iria ocupar o seu lugar. Com tempo de jogo, Cervi irá fazer esquecer e lembrar Gaitán ao mesmo tempo. Têm um jogo semelhante, físico parecido, mas o argentino que ainda por cá anda, tem potencial para fazer tanto quanto o argentino que já lá vai.

Pode ter aparência de rapazinho novo, mas em jogo tem maturidade para ajudar o Benfica a ultrapassar esta “crise” de resultados. Saudações Benfiquistas!

Foto de Capa: SL Benfica

Sporting e o síndrome do “irmão” mais velho

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sporting cp cabeçalho 2Sempre fui o irmão mais velho, o primo mais velho (a partir do momento que vim em primeiro lugar, seria impossível perder o privilégio), e por isso sempre me foram solicitadas acções difíceis de entender para criança de tão tenra idade. Por ser o mais crescido tinha que ser responsável, tinha que proteger os mais novos, e não responder às provocações destes. No fundo tinha que dar a outra face.

Muitas vezes fui castigado por algo que não tinha originado, e em algumas em que nem sequer tive influência, mas como deveria ser o responsável e mais compreensível lá me calhava a “fava”. Eu, como mais velho, tinha que aceitar, respeitar, proteger, ter acções altruístas enquanto os que vinham atrás pareciam poder fazer sempre um pouco mais que eu, sem a repreensão que mereciam. E se a recebiam nunca ficavam sozinhos. Imaginam quem lhes faziam companhia? Pois.

Olhando para os últimos tempos do dia-a-dia do Sporting, desde a equipa de futebol à direcção, passando pelos técnicos, quase parece que o clube é o “mais velho” do futebol português. É tratado como se servisse de exemplo para os outros, sobre o bem e o mal, ficando sempre com a maior responsabilidade deixando os outros mais libertos para as suas “traquinices”.

Bruno de Carvalho foi recentemente castigado com mais 90 dias de suspensão Fonte: Super Sporting
Bruno de Carvalho foi recentemente castigado com mais 90 dias de suspensão
Fonte: Super Sporting

Como já todos perceberam, o presidente do Sporting recebe novos castigos quase todos os meses, e entre castigos, diminuições de penas, e absolvições não deve haver uma semana ou dia que não haja alguém a tratar de repreender e “ensinar” Bruno de Carvalho como se comportar. Será ele o “irmão mais velho” de todos os dirigentes que andam no futebol português? É que nenhum outro recebe este tipo de tratamentos mesmo quando andaram anos a “brincar” e fazer “jogos” tipo “quantos queres”, a “enviar papelinhos”, ou a praticar “Bullying” (naqueles tempos não tinha esse nome). Portanto Bruno de Carvalho, ainda que mais novo de idade, é agora tratado como “exemplo” para todos os outros.

Já Jorge Jesus teve que vir para o Sporting para poder saborear o gosto de um castigo, e até que ele se apercebesse de onde estava agora, levou mais castigos num mês que em anos de frequência de outra “escola”. É assim que se cresce. Aprendendo.