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SL Benfica 2-0 FC Paços de Ferreira: Benfica já olha para cima, mas só se chega ao céu com vitórias

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Em casa, o Benfica defrontou o Paços de Ferreira, em circunstâncias menos comuns, tendo em conta os tempos atuais: sem vencer há três jogos, a massa adepta benfiquista exigia nada menos do que a vitória, e ainda uma exibição rica e empolgante. O adversário era o indicado, afinal este Paços não é sólido como em temporadas bem recentes, e muito menos capaz de ir à Luz disputar pontos. Isto, claro está, em teoria.

Então, Rui Vitória lança um 4-4-2, já com Fejsa de volta ao onze, com Zivkovic na ala direita, onde normalmente atua Salvio, e Franco Cervi regressa à extrema esquerda. Muita velocidade nas alas, e a estratégia passou por aí, o jogo interior praticamente não existiu. Bruno Varela não mereceu o benefício da dúvida, e Júlio César volta a calçar as luvas na 1ª Liga.

O Paços, por sua vez, começou muito pressionante logo na saída de bola encarnada. Essa pressão terminou quando se lembraram que Ljubomir Fejsa não treme. Também num esquema 4-4-2, os pacenses tentavam acompanhar e controlar as insistentes ofensivas do tetracampeão. Mas os extremos encarnados andam de mota… Uma equipa muito esforçada, mas é sempre difícil fazer frente ao Benfica no seu estádio. Contudo, é notório que Vasco Seabra tem que arregaçar as mangas e trabalhar muito mais esta equipa.

O Benfica mostrava-se, desde o apito inicial, dominador, agressivo e insistente na criação de jogadas ofensivas, o que fez com que a equipa da capital do móvel recuasse as linhas de imediato, fechando-se, como qualquer equipa de nível médio-baixo que se desloque à Luz. E foi com naturalidade que os da casa chegaram ao primeiro: após algumas situações flagrantes de golo, como o livre de Grimaldo ao poste direito (7’), e a tentativa de Jonas também a acertar no ferro dez minutos depois, Cervi finaliza à entrada da área, após assistência de Zivkovic, com uma excelente execução de primeira. Estava feito o primeiro aos 23 minutos da partida! A reação do Paços de Ferreira não aconteceu, e o Benfica revelava-se completamente avassalador. À passagem da meia hora apresentava um controlo absoluto do jogo (75% de posse), algo raro neste início de temporada. Pizzi, fica perto do segundo logo no minuto seguinte! Cervi está em grande forma, e soube deixar a bola passar até ao transmontano, que remata ligeiramente ao lado…

Jonas voltou a marcar Fonte: SL Benfica
Jonas voltou a marcar
Fonte: SL Benfica

Aos 40’, o Paços finalmente aproximou-se da área dos vermelho e brancos, explorando as costas de Grimaldo, mas em situação de fora de jogo. Não estava nada fácil para o Paços se soltar e procurar equilibrar a partida. O Benfica apresentava-se bem mais moderado na busca do golo, até ao 44º minuto, quando Pizzi poderia ter decidido melhor à boca da área, acabando por perder o esférico. O contra ataque dos castores foi interrompido por Rúben Dias, que viu o 1º amarelo do encontro.

A 2ª parte iniciou-se logo com uma tentativa do Paços, remate que sai rente à trave da baliza de Júlio César. O Benfica, calmamente, circulava a bola, ora pela esquerda, ora pela direita. Era pelas alas que tentava penetrar a defesa adversária. Aos 54’, poderia muito bem ter surgido o golo que estabilizaria os níveis de nervosismo do público, mas Jonas, mesmo com Pizzi em excelente posição, arrisca e permite a defesa de Mário Felgueiras. Laterais encarnados muito subidos, combinavam com os avançados, mas faltava qualquer coisa ao ataque encarnado: uma melhor definição dos lances. Havia muita ansiedade no jogo do campeão nacional, os jogadores sentiam que as trocas de bola não fluíam da melhor forma.

Esse golo que tardava em surgir, aconteceu aos 61’, num canto marcado na esquerda. Jonas, a dois tempos, trata de colocar a bola no fundo das redes. Um outro Benfica humilharia este Paços… Impotentes, os castores nem tocavam na “chicha”: após o golo, o Benfica detém de novo o esférico e continua a bombear as bolas diretamente para os extremos.

Seferovic, muito apagado, dá a vez, aos 69’, a Raul Jimenéz. O suiço, após uma entrada relâmpago no onze tipo encarnado, vai perdendo fulgor… Nos últimos vinte minutos da partida, o Paços tentava mais do que nunca atenuar uma exibição paupérrima em termos ofensivos: corria atrás da bola (como fez durante todo o jogo), tentava circular a bola (sem sucesso), e tentava jogar no erro do Benfica (sem frutos). Algo também com explicação, visto o nível de qualidade individual dos jogadores ser incomparável. Contudo, uma equipa que visite a Luz sabe sempre o que a espera, portanto ao escassearem meios, a estratégia terá de ser muito bem montada e seguida à regra. Neste contexto, quase impossível, visto o Paços não apresentar um nível minimamente requerível para se bater contra este Benfica.

Mabil tinha entrado para o lugar de António Xavier, à passagem dos 63 minutos, de forma a acrescentar velocidade na transição ofensiva pacense. Não surtira efeito, pois o Paços não conseguia ter bola, muito menos fazê-la chegar ao último terço do ataque… E quando chegava, rematava sem qualquer intencionalidade.

O Benfica também sentia a falta da boa forma de Pizzi. O organizador de jogo da equipa não está ao seu nível, e talvez por isso o Benfica também não. Afinal, foi o melhor jogador da Liga na época transata, e a equipa ressente-se com a sua quebra de rendimento. Krovinovic entrou (tendo saído Jonas) com ganas de mostrar o que pode acrescentar, numa equipa em crise de médios competentes. Aos 85’ poderia ter finalizado com sucesso, mas a tentativa ficou-se por um remate fraco e sem direção… Grande jogada de insistência logo depois, com Raul, Diogo Gonçalves (que rendeu o autor do primeiro golo), e Zivkovic a virem as suas intenções serem negadas pela defensiva pacense.

Amarelo para André Leão, já aos 91 minutos. Muita velocidade de Zivkovic para o médio português do Paços conseguir acompanhar. Encarregue da marcação do livre, Pizzi cruza, mas o esférico não encontra destino.

O Benfica venceu facilmente um Paços muito débil, assinalou uma exibição razoável, o que bastou para amealhar 3 pontos. Uma vitória muito importante para moralizar uma equipa que está em busca do inédito penta. Mas há muito, muito por aprimorar…

Foto de capa: SL Benfica 

Motivação extra à sétima jornada!

Cabeçalho Futebol Nacional

A permanência na Liga NOS foi conquistada tarde, na época passada, para a equipa do Moreirense. Este ano, em seis jogos disputados venceram apenas um, em casa do Estoril, e contavam dois empates. E se à terceira jornada visitaram o Dragão (3×0 para os azuis e brancos), à sétima receberam o Sporting, num arranque de temporada pouco promissor para o plantel às ordens de Manuel Machado.

O regresso do treinador português ao comando técnico da formação de Moreira de Cónegos traz consigo um simbolismo particular: foi Manuel Machado que conduziu o Moreirense, pela primeira vez na sua história, ao principal escalão do futebol português. Esta época procura garantir a manutenção da equipa, objectivo assumido no início do campeonato e que foi difícil de alcançar o ano passado. A mudança de treinador não foi, contudo, a única alteração na equipa minhota. Também o plantel sofreu uma revolução, com muitos jogadores a deixarem o clube e outros a chegarem para os seus lugares. E, quando ainda não tinham vencido qualquer jogo em casa, nem marcado qualquer golo na condição de visitado, recebem, ao sétimo embate, um dos candidatos ao título: o Sporting.

A equipa de Manuel Machado esteve em bom plano Fonte: Moreirense FC
A equipa de Manuel Machado esteve em bom plano
Fonte: Moreirense FC

Com as duas equipas a terem o verde e branco como cores características, essas eram também as cores que pintavam as bancadas. Com o setor que lhes pertencia repleto, o Sporting via ainda muitos adeptos espalhados por outros pontos do estádio. E, mesmo jogando fora, fazia-se ouvir melhor do que a claque do Moreirense. Ainda assim, os minhotos subiam de tom a cada arrancada da equipa e não precisaram esperar muito para o demonstrarem. Logo aos seis minutos, Tozé remata forte, com a bola a rasar o poste da baliza de Rui Patrício.

Com a intenção de pontuar para subir na tabela classificativa, a formação de Moreira de Cónegos entrou com vontade. As oportunidades mais sonantes iam pertencendo aos jogadores às ordens de Manuel Machado, embora os leões fizessem muita pressão junto à baliza de Jhonatan. Organizado defensivamente, o Moreirense ia resistindo e criando perigo com saídas em contra ataque. E se a sorte premeia os audazes, o golo veio premiar a persistência minhota. Perto do intervalo, Rafael Costa abre o marcador, com um remate à entrada da área, fora do alcance do guarda redes leonino.

Com quase 4000 espectadores presentes no Parque de Jogos Comendador Joaquim de Almeida Freitas, o apoio acabava por se fazer sentir em maior número para a equipa visitante. Ainda assim, o Moreirense foi resistindo à entrada forte do Sporting no segundo tempo. E se o empate, alcançado com um auto golo de Aberhoune, poderia ter desmotivado a equipa de Moreira de Cónegos, isso não se verificou. Com o objectivo claro de deixar ficar pontos em casa, continuaram a incomodar em contra ataque e a obrigar Rui Patrício a aplicar-se.

Tendo em conta que para conseguir assegurar a manutenção mais cedo do que na época passada é importante ir pontuando em casa, o Moreirense trouxe a lição bem estudada para o jogo desta tarde. Ainda presente na Taça da Liga, da qual detém o título, e na Taça de Portugal, a equipa de Manuel Machado quer evitar o sufoco dos lugares de despromoção. Conquistando um ponto importante para prosseguir nesse encalce, segue agora rumo a Paços de Ferreira, onde, no próximo Sábado, defronta outras das formações do fundo da tabela. E se nenhuma equipa vence eternamente, como afirmou o técnico do Moreirense, a equipa minhota não desperdiçou hoje a oportunidade de o provar.

Foto de Capa: Moreirense FC 

Artigo revisto por: Beatriz Silva

Moreirense FC 1-1 Sporting CP: Muita Champions na cabeça e pouco ritmo nas pernas

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Depois da jornada da Taça da Liga, o Sporting voltou aos confrontos para o campeonato com a deslocação a Moreira de Cónegos para defrontar uma equipa que precisava urgentemente de pontos para conseguir sair da zona de despromoção. Com Acuña de fora dos convocados, Jorge Jesus apostou nos onze titulares habituais, provavelmente também aqueles que mais garantias lhe davam para este jogo. Na baliza, o inevitável Rui Patrício seguido de uma defesa composta por Fábio Coentrão, Coates, Mathieu e Piccini que voltou à titularidade depois de Ristovski ter feito uma exibição bastante positiva frente ao Marítimo. A William Carvalho estava entregue o papel de patrão do meio-campo seguido de Bruno Fernandes. As alas ficaram entregues a Bruno César e Gelson Martins enquanto que Alan Ruiz surgia no apoio a Bas Dost, o homem mais avançado no terreno.

Pela abordagem da equipa técnica, isto é, sem poupanças a pensar no futuro próximo, o objetivo passava por somar mais três pontos para continuar na frente do campeonato português. No entanto, apesar dos corpos estarem em Moreira de Cónegos, muitas cabeças já estavam no jogo com o Barcelona. O Sporting entrou em campo com um ritmo baixo e à procura que a sorte do jogo lhe sorrisse mais cedo ou mais tarde mas do outro lado estava uma equipa à procura de dar a volta ao seu mau momento e, por isso, com pouco a perder. O Moreirense foi sempre irreverente e esteve sempre à procura de mais.

Na primeira parte, o Moreirense conseguiu criar várias ocasiões de perigo sobretudo através de contra-ataques rápidos. Nos primeiros dez minutos de jogo há pouca história para contar: o Moreirense ia chegando à baliza verde e branca enquanto que o Sporting dava o ar da sua graça sobretudo com recurso a livres, com excepção de uma boa jogada de Gelson que deixou a bola em Alan Ruiz. O argentino rematou em arco mas a bola saiu ao lado. A partir daí, Tozé, Rafael Costa e Peña tornaram-se uma grande dor de cabeça para a defesa do Sporting.

A partir dos vinte minutos de jogo, as ocasiões de perigo passaram sobretudo pelos três jogadores da linha da frente do Moreirense que encontraram em Rui Patrício uma muralha (quase) intransponível. Com o árbitro quase a apitar para o intervalo, o Sporting ainda viu Luís Godinho anular um golo de cabeça de Alan Ruiz por falta de Bas Dost sobre Jhonatan, o guarda-redes do Moreirense. Na sequência dessa jogada, Rafael Costa aproveitou uma desatenção de Piccini e Bruno César, rematou forte e inaugurou o marcador. Sem grande surpresa, o Moreirense foi para o intervalo em vantagem.

O Sporting foi para o intervalo em desvantagem no marcador Fonte: Sporting CP
O Sporting foi para o intervalo em desvantagem no marcador
Fonte: Sporting CP

A segunda parte não foi muito diferente da primeira, excepto que o Sporting entrava em campo em desvantagem e, por isso, teve que correr atrás do resultado. Apesar do ritmo de jogo não aumentar, o Sporting foi combativo e tentou ser eficaz mas não conseguiu. Antes do apito de retoma do encontro, Jorge Jesus deixou Alan Ruiz no balneário e fez entrar Doumbia na esperança de ganhar rapidez na frente de ataque. O Sporting ia jogando sem grande perigo e nem mesmo os livres de Bruno Fernandes levavam perigo de maior à área adversária. À hora de jogo, surgiu o golo leonino. Na sequência de um canto, William Carvalho rematou na resposta a um ressalto e a bola bateu Jhonatan antes de esbarrar no central Aberhoune.

Na resposta, o Moreirense levou perigo à baliza de Rui Patrício novamente por Rafael Costa mas o português estava atento e segurou o remate de fora da área. Pouco depois, Battaglia rendeu Bruno Fernandes – obviamente já a pensar no jogo de Quarta-Feira – mas foi Gelson quem fez estremecer os ferros da baliza do Moreirense. Do lado do Sporting, Bruno César saiu esgotado para dar lugar a Iuri Medeiros enquanto que Manuel Machado tirou o irrequieto Peña e colocou Aouacheria no seu lugar. Aos noventa minutos de jogo, William ainda teve na cabeça o golo da vitória mas após cabeceamento a bola saiu por cima da baliza contrária. O Sporting ainda bombeou bolas para a área mas Rui Patrício ainda teve que voltar a aplicar-se.

O Sporting perde os primeiros pontos na liga portuguesa em vésperas de jornada europeia. O FC Porto (e a liderança) ficam assim a dois pontos de distância, num jogo onde o Sporting não fez tudo o que estava ao seu alcance para vencer o jogo. O jogo acaba com um empate inteiramente justo para ambas as partes e como prémio para o Moreirense que foi uma equipa competente perante um candidato ao título.

Falcao: Comandante de uma tropa completamente nova

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Cabeçalho Liga Francesa

 

Falcao vai comandar uma equipa onde o jogo já não flui como antes, como é natural. Resta saber se a teoria vence, ou se na prática teremos outro surpreendente Mónaco como na época passada, o que será muito improvável…

Falcao, dada a saída de Mbappé, assume-se como o principal jogador do Mónaco. Falando no assunto, a sua presença na equipa do principado, a meu ver, condicionou a decisão tardia de Mbappé em sair, de não ficar mais uma época. Não que tenha sido preponderante, mas pela humildade que é característica do jovem Kylian, decerto que conversas em off: como nos treinos, nos almoços, em estágio, enfim, no seio do grupo de trabalho, o jovem procurou conselhos de El Tigre, pois afinal, Falcao é uma referência. Um jogador respeitado e com aptidões bem reconhecidas pelos demais. Mas poderia ter sido uma referência maior ainda, este Falcao que hoje joga no Mónaco, nos tempos de Porto ou Atleti (principalmente ao serviço dos colchoneros) era recorrentemente referenciado para o Real Madrid, que era o ponta de lança ideal para a então equipa madrilena. E talvez também fosse essa uma grande vontade da parte do colombiano.

Porém, uma transferência do Atlético para o vizinho Real Madrid não é fácil. Seja em que circunstância for, seja qual for o montante envolvido em torno dessa possibilidade. E na altura ainda não tinham dado mais do que 100 milhões por um jogador, não se compara ao mercado que temos hoje. E isto não vai ficar por aqui.

Mas voltando a Falcao e ao seu Mónaco, o que esperar? Após a brilhante campanha realizada na temporada transata, era de esperar o que acabou por suceder: mais de metade dos jogadores que constituíam um 11 fantástico foram embora. E agora? A permanência de Mbappé ainda atenuava o abalo, pois a sua capacidade de desequilibrar, criar lances perigosos, enfim, finalizar, garantia golos à equipa, e consequentemente, vitórias. Agora essa perda será, irremediavelmente, sentida. Resta saber o quanto…

Era esperado que o percurso de Falcao tivesse sido diferente. O nível que apresentou no FC Porto e Atlético de Madrid foi muito alto, foi apelidado de melhor ponta de lança do mundo nos anos de 2011 e 2012. Melhor não sei dizer, mas era um soberbo 9. Incrível, só o imaginava num colosso mundial. E desejava que se juntasse a Cristiano Ronaldo, já que também é agenciado por Jorge Mendes, fator que achava importantíssimo num ato negocial tão laborioso.

A arrepiante lesão que, inevitavelmente, condicionou uma promissora carreira ao mais alto nível Fonte: Goal.com
A arrepiante lesão que, inevitavelmente, condicionou uma promissora carreira ao mais alto nível
Fonte: Goal.com

Não se concretizou essa tal utopia chamada de Real Madrid. E apareceu um destino improvável: o Mónaco. A equipa francesa, abonada de investimentos privados, garantiu duas grandes estrelas: James Rodriguéz e Radamel Falcao. Propostas irrecusáveis levaram as duas estrelas, que brilharam bem juntas uma da outra na Invicta, ao principado monegasco.

E no Mónaco, Falcao foi vítima de uma situação bastante delicada: rompeu o ligamento cruzado anterior da perna esquerda. Uma lesão gravíssima, que impossibilita a atividade profissional do atleta por um período muito longo de tempo. Afinal, a partida a contar para a Taça de França, frente ao Chasselay, jogou-se em Janeiro, e o colombiano falhou o Mundial de Seleções que decorreu no Verão.

Quando voltou, não voltou como o conhecíamos. Chegou ao Manchester United, sem sucesso, depois ao Chelsea, com menos sucesso ainda. O nível apresentado numa equipa de classe mundial não tinha sido como eu, ou outra pessoa qualquer, perspetivava…

Voltou ao Mónaco em 2016/17. Pensava-se que iria ser um fiasco, uma tentativa de relançar uma carreira já sem condições de se reerguer. Mas não. Antes pelo contrário! O grande Falcao voltou, e voou. Era impossível para o Mónaco ter arranjado alguém melhor para a função de ponta de lança a custo igual ou inferior. Afinal, o jogador nunca deixou de pertencer aos seus quadros. E ainda bem que o Mónaco resolveu resgatá-lo, e apostar nos seus serviços. Certamente não foi uma decisão fácil fazer volver um jogador que parecia estar, literalmente, acabado, mas ainda bem que essa decisão foi tomada.

Não vale a pena comentar a época que realizou, ao comando de Leonardo Jardim e junto de outros tantos companheiros extraordinários, uma equipa que reuniu em si todos os olhares, que atingiu patamares considerados inalcançáveis, que superou um PSG completamente hegemónico, e que rebentou com o mercado de transferências deste Verão.

Saídas de vulto como Bernardo, Bakayoko, Mendy, Germain, Mbappé, tornam qualquer equipa de nível médio alto europeu mais débil. Mas a equipa é bem orientada, as escolhas para colmatar as saídas podem não ter sido equivalentes, mas ao leme deste projeto está um homem competente e que é capaz de montar um plano de sucesso. Mesmo assim, jovens promessas como Rony Lopes deixam bons indícios de uma equipa que poderá muito bem apresentar um bom nível de jogo ofensivo. Jogo esse que caracterizou o incrível Mónaco do ano passado. Falcao está encarregue de liderar esta equipa em campo.

Esta expressão diz tudo sobre o que poderia ter feito, mas não fez na Premier. Frustrante... Fonte: EPA
Esta expressão diz tudo sobre o que poderia ter feito, mas não fez na Premier. Frustrante…
Fonte: EPA

A idade pesa. Não tanto no seu jogo, mais nas políticas de contratações das grandes equipas. Se tivesse 28 anos, e sem um histórico de paragens competitivas significativo, teria-se também facilmente transferido para um colosso, e desta vez tenho a certeza que daria certo. Mas também era injusto para o Mónaco perder, praticamente, todos os seus grandes intérpretes.

Não se sabe do que será deste Mónaco este ano, mas Falcao está para o que vier. Muitos partiram, outros vieram. A veia goleadora pode ser afetada, cortada, mas o sangue que lá corre será sempre o mesmo. O sangue de El Tigre matador.

Foto de capa: Instagram oficial de Falcao

artigo revisto por:Ana Ferreira

A fábrica do Dragão na produção de trincos de qualidade!

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Por vezes no futebol, tudo corre mal! Seja por um guarda-redes sofrer “frangos” ou por um defesa não saber marcar corretamente o adversário, por um médio não se saber posicionar em campo ou até por um avançado não marcar golos. Porém, para os lados do Dragão, existe uma receita secreta fabricada pelo Chef Pinto da Costa relativa à posição número 6. A verdade é que, desde o início deste século, o FC Porto não consegue ter um mau médio defensivo, ou melhor dizendo, todos os seus trincos são de enorme qualidade.

Fonte: Bola na Rede
Fonte: Bola na Rede

 

O primeiro desta lista é só um dos maiores nomes da história dos azuis e brancos: Costinha.
Costinha: O “ministro” que gelou Old Trafford

A nível defensivo não haverá muitos jogadores a ter “jogado o jogo” como Costinha. O “ministro”, como era conhecido, assumiu-se como trinco residente nas 5 épocas de dragão ao peito e desempenhou um papel fulcral na equipa de José Mourinho na famosa conquista da Liga dos Campeões em 2004, entre outros títulos.
Costinha nunca foi dotado tecnicamente e nem sequer era considerado o tipo de médio defensivo “moderno”, contudo era um futebolista taticamente evoluído e capaz de decidir quase sempre bem.

O momento mais marcante da carreira do “ministro” e que certamente é de imediato associado por todo o adepto portista ao nome Costinha foi o seu golo marcado ao Manchester United nos Quartos-de-Final da Liga dos Campeões da época de 2003/04. Depois de um livre apontado por McCarthy ao minuto 89, Howard defendeu para a frente e, na recarga, Costinha gelou Old Trafford eliminando os ingleses e carimbando a passagem à próxima fase da competição que viria a ser ganha pelos dragões. Ainda hoje consigo ver Costinha a festejar de braços abertos e José Mourinho a correr disparado do banco para ir festejar com os seus jogadores.

Abandonou o FC Porto em 2005 para o Dínamo de Moscovo, juntamente com Nuno Espírito Santo, Maniche e Seitaridis e retirou-se no Atalanta. Pelos dragões venceu, uma Liga dos Campeões, uma Liga Taça UEFA, uma Taça Intercontinental, duas Ligas portuguesas, três Supertaças de Portugal, uma Taça de Portugal. Costinha será sempre relembrado como uma peça chave tanto no FC Porto como na seleção e a sua carreira invejável será sempre respeitada por todos os adeptos do futebol
Mas como é que substitui, provavelmente, o melhor trinco da história dos dragões?  Coube a Paulo Assunção a árdua tarefa de fazer esquecer Costinha.

Portugueses caem no Jamor

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O Jamor viu ruir a esperança portuguesa no Portugal Padel Masters. A atribuição de um wildcard à dupla Miguel Oliveira/Lucas Silveira da Cunha foi polémica e deixou Diogo Rocha intrigado e um pouco desiludido, uma vez que o número um nacional esperava que João Lagos o presenteasse com entrada directa para o quadro principal. Porém, o pensamento do organizador do torneio foi outro, a ambição de ver dois portugueses no quadro falou mais alto e, sendo teoricamente mais fácil que Diogo Rocha se apurasse, Miguel Oliveira acabou por ser o brindado com o wildcard.

No entanto, o fado foi outro… e bem mais triste! Depois das derrotas de Vasco Pascoal e de Diogo Schaefer, a dupla Diogo Rocha/António Luque cedeu, já de noite, na última ronda da prévia, aquela que garantia o acesso ao quadro principal do torneio. A derrota por 6-1, 5-7, 6-2 foi reflexo do jogo a que se assistiu no court do Jamor, com António Luque a ressentir-se bastante da sua lesão, no terceiro set, tornando difícil a recuperação. Estava, assim, fechada a participação do número um português, no torneio mais importante que Portugal recebeu e um dos mais conceituados do circuito mundial.

Diogo Rocha, ao contrário do que esperava João Lagos, ficou de fora do quadro principal Fonte: Portugal Padel Masters
Diogo Rocha, ao contrário do que esperava João Lagos, ficou de fora do quadro principal
Fonte: Portugal Padel Masters

Contávamos agora com a aposta de João Lagos, Miguel Oliveira, o único português no quadro principal deste Masters. Mas a sorte foi inimiga da dupla Oliveira/Lucas Silveira da Cunha, que foi presenteada com dois dos cinco melhores jogadores do mundo, Maximiliano Sanchéz/Matías Díaz. O favoritismo estava claramente do lado de Sanchéz/Díaz, e o resultado apenas veio confirmá-lo, numa partida em que a dupla luso-brasileira tentou travar os adversários e delinear uma estratégia que permitisse tomar conta do encontro. Esperava-se um jogo difícil e assim foi, o português foi incapaz de anular o jogo adversário e o resultado final acabou por ditar o fim da participação portuguesa no torneio.

O balanço final é positivo, se tivermos em conta a qualidade tremenda dos jogadores que fazem parte deste torneio. Miguel Oliveira teve azar no sorteio e, perante isto, fez o que podia – tentar fazer o melhor resultado possível e tornar o jogo o mais disputado que conseguisse. Na minha opinião, Diogo Rocha, apesar do resultado, é um jogador com mais capacidade, física, técnica e psicológica, para enfrentar um quadro principal de um Masters e, também por isso, poderia ter feito mais do que fez na segunda ronda da prévia.

O objectivo tem que ser continuar a lutar por formar mais jogadores capazes de disputar quadros principais. Miguel Oliveira e Diogo Rocha têm que trabalhar para dar o salto: em Portugal já são os melhores, falta o Mundo! Vamos!

 Foto de Capa: Portugal Padel Masters 

Mil razões para acreditar

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Ser Sportinguista é uma das condições mais bonitas que conheço. Claro: digo isto já inebriado por anos de devoção clubística, mas também pelas qualidades, quase inaptas, que ser Sportinguista nos pode trazer. Quando no argumentário adversário está o trunfo de não sermos Campeões há tantos anos, a proveniência desta oratória nem sequer repara que nós somos imunes a isto. É uma questão de carácter, difícil de explicar. Pode até tratar-se de um caso científico da organização das massas desportivas. Trata-se mesmo.

Vamos sempre para a nova época renovados no espírito. “Este ano é que é” – para eles é uma frase cómica, para nós é a tradução desta fé incessante, despojada da chantagem dos títulos. Mas há mil razões para acreditar. A equipa joga futebol a sério e já há muito tempo que não nos dávamos ao luxo de dizer que fizemos aquisições em vez de contratações. Depois há a questão do ponto de vista. Ganhar a acabar o jogo pode espelhar a incapacidade de produzir ao longo do tempo da partida, mas também pode espelhar o estado de uma equipa que já sabe lutar até ao apito final. Jorge Jesus tem razão. Esta equipa tem maturidade mental, e nem sempre este predicado está nas mãos do treinador. A verdade é que hoje temos mais dois ou três grandes cérebros em campo que se juntaram ao aparelho cerebral existente. Não soa bem, mas dá para entender, até porque assistir à constituição inicial da equipa dá gosto e confiança. Síndrome de equipa crescida.

É neste grupo que os Sportinguistas acreditam fortemente Fonte: Sporting CP
É neste grupo que os Sportinguistas acreditam fortemente
Fonte: Sporting CP

Mas como eu estava a dizer, há mil razões para acreditar. Este arranque de campeonato é singular e nós sabemos como isto funciona. Os ciclos de vitória às vezes pegam-se e uma vitória puxa a outra. Há de certeza uma definição primária na psicologia para explicar isto, e é assim que a galvanização sobrevive. Certo é que chegará o jogo em que não virão três pontos, mas vamos adiando. Adiando sempre. E uma equipa destas sabe adiar.

Mas falemos também do futebol a sério, que no final das contas sempre é o mais importante. E é aqui que os Sportinguistas mais podem sorrir. É que estamos perante um dos plantéis mais completos da década, e esta elevação justifica-se não somente com a qualidade dos jogadores, mas também com o comportamento nos vários momentos do jogo. Há arestas por mim, mas quem não as tem? Contudo a questão predominante é mesmo esta: são arestas, pormenores; a base já está montada com um núcleo de jogadores que parecem jogar juntos há vários anos com a mesma ideia de jogo. Depois digam que o homem não percebe nada disto.

Para terminar, repito: há mil razões para acreditar. E uma delas somos nós, Sportinguistas. Eles não sabem, mas cada ano que passa estamos cada vez mais perto. Eles não sabem mas esta devoção é isenta de cobranças. Eles não sabem, Sportinguistas, mas existem Mil razões para acreditar. Todos juntos. Como sempre.

Foto de Capa: Sporting Clube de Portugal

FC Porto 5-2 Portimonense SC: Dragões seguem na liderança após goleada

fc porto cabeçalhoO FC Porto recebeu o Portimonense SC na noite dessa sexta feira, no Dragão. As duas equipas chegaram ao jogo com situações bem distantes na Liga. Enquanto o Dragão era o líder do campeonato, a equipe de Portimão ocupava apenas a 13ª colocação e estava apenas dois pontos da zona de descenso. O FC Porto também tinha ao seu favor os números, pois a equipa azul e branca entrou no jogo tendo o segundo melhor ataque do campeonato com 14 golos marcados e a melhor defesa com apenas um golo sofrido. Antes de a bola rolar três jogadores portistas receberam prêmios da Liga, referentes ao mês de agosto. Iker Casillas foi eleito o melhor guarda-redes; o ala Alex Telles foi eleito o melhor defesa e o camaronês Vicent Aboubakar foi  eleito o melhor avançado.

O FC Porto começou intenso na partida. Aos três minutos de jogo o avançado Aboubakar fez uma linda finta de corpo no seu marcador e chutou cruzado. A bola passou perto da baliza.

Aos seis minutos Corona recebeu na ponta direita e deu bom passe a Marega dentro da área. O maliano dominou a bola e rematou em cima do guarda-redes que saiu bem da baliza.

O FC Porto tinha mais a posse de bola e controlava o jogo. Aos 16 minutos Ricardo Pereira aproveitou o rebote de um cruzamento e rematou de fora da área. A bola passou perto da baliza.

O domínio portista prosseguia e foi recompensado. Aos vinte minutos Alex Telles cobrou canto pela esquerda, o meia avançado Ewerton, do Portimonense, cortou errado o cruzamento e a bola sobrou para Iván Marcano livre na área que rematou com violência para abrir o marcador. FC Porto 1 x 0 Portimonense SC.

Os adeptos ainda comemoravam o golo de Marcano quando o arisco ataque portista aprontava mais uma em campo e chegava ao segundo golo. O mexicano Corona cruzou da direita na cabeça de Aboubakar que mandou a bola em cima de um defensor e no rebote chutou com o pé esquerdo para ampliar o placar. FC Porto 2 x 0 Portimonense SC.

O FC Porto estava intenso no jogo e não queria parar de atacar o adversário. Três minutos após o segundo golo, novamente Corona fez boa jogada no ataque e deu linda assistência a Marega que encobriu o goleiro para fazer o terceiro do FC Porto no jogo. FC Porto 3 x 0 Portimonense SC.

Fonte: FPF
Fonte: FPF

Os donos da casa fizeram três golos em apenas seis minutos de partida – dos 20 aos 26 minutos – e causaram verdadeiro estrago no psicológico da equipa de Portimão. Muito mal defensivamente a equipa visitante teria que melhorar sua marcação e alterar sua estratégia de jogo para não sair do Dragão com uma goleada ainda maior.

O jogador mais perigoso do Portimonense SC foi o avançado Shoya e o atleta assumiu a responsabilidade para iniciar uma possível reação da equipa de Portimão no jogo. O japonês fez bonita jogada na area portista, driblou o seu defensor e rematou cruzado sem chances de defesa para Iker Casillas. FC Porto 3 x 1 Portimonense SC. O golo reacendeu as expectativas do Portimonense SC no jogo.

A primeira parte terminou com amplo domínio portista. O FC Porto teve maior posse de bola e rematou mais vezes à baliza. Já o Portimonense SC esteve perdido em campo, mas o golo marcado no final da primeira parte foi um alento à equipa visitante.

Para a segunda parte o treinador Vítor Oliveira sacou o camisola 27 Wellington para dar entrada ao camisola 19 Manafá. Wellington não rendeu o esperado na primeira parte e o treinador esperava que Manafá desse maior força ofensiva a equipa.

Porém, quem voltou com o ataque a “mil” na segunda parte foi o FC Porto. Aos 49 minutos bela jogada de triangulação do FC Porto. Aboubakar tocou para Marega que encontrou Brahimi livre na área, o argelino rematou para fazer o quarto golo portista no confronto. A bola ainda desviou num defensor do Portimonense SC. Esse desvio foi mortal para o guarda-redes Ricardo Ferreira. FC Porto 4 x 1 Portimonense SC.

Impressionava, negativamente, as constantes falhas de marcação do sistema defensivo do Portimonense SC.

Aos 56 minutos Alex Telles arrancou com velocidade e chutou com força à baliza, obrigando o arqueiro Ricardo Ferreira fazer grande defesa. Nos 15 minutos iniciais da segunda parte o Portimonense SC não conseguiu passar do meio de campo. O FC Porto era sublime no encontro.

Com a vitória garantida, o FC Porto administrava a partida sem correr riscos. Bom momento para o técnico Sérgio Conceição testar alguns jogadores que ainda não se encaixaram na época. Sendo assim, foi a vez de Óliver Torres retornar à equipa. O espanhol entrou no lugar de Jesus Corona, que vale ressaltar fez a sua melhor atuação na época.

Aos 68 minutos Brahimi arrancou no meio e tocou para Aboubakar na área. O camaronês deu lindo passe de calcanhar para Herrera que fez um porta luz sensacional para Brahimi que dominou a bola tirando do marcador e rematou cruzado para fazer o quinto golo do FC Porto no jogo. Sem dúvida um dos golos mais bonitos da atual época. FC Porto 5 x 1 Portimonense SC.

Aos 72 minutos Hackman – que entrou na segunda parte – cruzou da direita e o defensor Rúben Fernandes se antecipou a defesa portista para empurrar a bola para o fundo da baliza de Casillas. Esse foi o primeiro ataque mais perigoso da equipa de Portimão na segunda parte. FC Porto 5 x 2 Portimonense SC.

Sérgio Conceição ainda realizou mais duas mexidas na equipa. Saíram Danilo Pereira e Aboubakar para as entradas de Diego Reyes e Soares. Vítor Oliveira também a essa altura do jogo já realizou todas as substituições possíveis.

Aos 84 minutos em outra trama ofensiva do FC Porto a equipa quase chegou a mais um golo. Herrera aproveitou cruzamento vindo da esquerda e cabeceou a bola na trave.

Aos 87 minutos foi a vez do Portimonense SC chegar com perigo. O médio Paulinho rematou perigosamente à baliza e exigiu que o guarda-redes Iker Casillas fizesse uma grande defesa.

O jogo terminou e a goleada imposta pelo FC Porto foi merecida. Essa talvez tenha sido a melhor atuação do time na época, que mostrou um poderio ofensivo e uma organização tática impressionante. Já o Portimonense SC sentiu o peso de jogar no Dragão contra uma equipa muito superior tecnicamente. Os descuidos do sistema defensivo não podem ocorrer quando se joga contra uma equipa como a do FC Porto.

 

WWE No Mercy : Um cartaz de luxo

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Cabeçalho modalidadesApesar de ser considerado um PPV bastante inferior aos Big Four (Survivor Series, SummerSlam, Royal Rumble e Wrestlemania), a edição deste ano do No Mercy conta com um dos melhores cartazes do ano, com vários combates que poderiam fazer parte do próximo Wrestlemania. Será, sem dúvida, um dos pontos altos do 2017 e poderá marcar o início de várias rivalidades rumo ao Survior Series.

Neville vs Enzo Amore (WWE Cruiserweight Title)

Fonte: WWE
Fonte: WWE

Após vários problemas com vários wrestlers no balneário e consequente separação do seu parceiro de tag-team (Big Cass), o “Certified G” estreou-se no plantel dos “cruiserweights”. Imediatamente tornou-se um dos membros mais reconhecidos e mais acarinhado da divisão, tendo conseguido vencer um Fatal 5-Way para se tornar o candidato ao título de Neville.

O “King of the Cruiserweights” é a principal referência da divisão e seria um escândalo se Enzo vencesse. Prevejo que Neville irá dominar por completo e que irá continuar como campeão.

O Erro de Bruno Varela

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Antes que se sintam enganados pelo título, o erro de Bruno Varela não foi o “frango” dado no jogo frente ao Boavista. Ou melhor, não foi apenas isso.

Comecemos pelo início. Bruno Varela, 22 anos, um metro e noventa e um. Chegou a guarda redes num momento em que representava uma equipa com falta de jogadores para essa mesma posição, tendo abdicado do seu imenso talento para avançado.  Quem diria que um avançado ia acabar a defender bolas? Fez quase todo o seu percurso no Benfica, nunca chegando à equipa principal. Acontece que, depois da época 2015/16 ao serviço do Benfica B, chegou-se à conclusão que o melhor seria emprestá-lo, pois não era propriamente o melhor guarda redes de sempre.

Na época seguinte Varela seguiu, então, para Espanha, tendo sido emprestado ao Valladolid, clube pelo qual realizou qualquer coisa como um jogo. De regresso a Portugal, o clube da Luz encontrou uma nova casa para o jovem: o Vitória de Setúbal. E não, não foi emprestado (estranho, eu sei, porque emprestar jogadores ao Vitória até é algo comum), foi mesmo vendido.  Sendo o clube da minha querida terrinha, acompanhei a passada época do Vitória e, consequentemente, de Bruno Varela. Não, não é o meu guarda redes preferido. Sim, eu sentia-me mais segura com Pedro Trigueira na baliza.

Bruno Varela tem, para mim, dois grandes problemas: os pés e agarrar bolas. Isto é, ver este jogador com a bola nos pés não me dá segurança e faz-me sentir que a qualquer momento a vai perder ou colocar no sítio ou jogador errado. Quanto ao agarrar bolas… Varela tem uma perdição qualquer por socá-las, mandar para fora ou fazer qualquer outra coisa que não seja segurá-las com as duas mãos, independentemente do remate ou do perigo. Claro que nem tudo é mau no jovem. Por exemplo, no ano passado, frente ao Benfica, fez uma exibição exemplar! Com isto não quero começar a conversa típica do “todos jogam bem contra o Benfica”, até porque acho perfeitamente natural que, alguém que tenha saído do clube sem chegar ao palco principal, se queira esforçar e mostrar que vale a pena.

Bruno Varela foi emprestado ao Vitória de Setúbal na época passada Fonte: SL Benfica
Bruno Varela foi emprestado ao Vitória de Setúbal na época passada
Fonte: SL Benfica

Acontece que uma cabecinha iluminada, aquando da saída de Ederson, achou que Varela seria o ideal para contratar. É aqui que está o grande erro, erro do qual o jovem guarda-redes em nada tem culpa. Ele nunca escondeu a sua qualidade (que não é assim tanta quanto isso), nunca teve espaço para a equipa principal, não foi o salvador do Vitória, mas mesmo assim, alguém achou que seria o ideal para defender a baliza encarnada.

Como pode alguém achar que, um guarda redes que na equipa B comprometia, seria suficiente para a equipa A? E mesmo que o plano fosse tê-lo como segunda opção, não é segredo para ninguém a facilidade de Júlio César se lesionar.

A culpa é de Varela? Não. A culpa é de quem o contratou e o mete a jogar. Quem é que vai levar com a fúria dos adeptos insatisfeitos com toda uma equipa? Aquele que compromete na baliza e deixa as bolas entrar. Talvez por um hábito de ter alguém que compensava as falhas da defesa: Ederson. Agora, nem há compensação da má defesa, nem há defesa que compense as falhas conhecidas da baliza.

 

Artigo revisto por: Beatriz Silva