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FC Porto 4–0 GD Estoril-Praia: Reacendeu a chama do Dragão

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Início da nova época 2017/2018 para os dragões e canarinhos, com o FC Porto a arrancar melhor e a cilindrar completamente a equipa desinspirada do Estoril. Foi perante uma lotação esgotada no Dragão que os vários adeptos puderam assistir ao regresso de ambas as equipas à competição e no final o herói improvável do jogo viria a ser Marega.

Depois de uma pré-temporada de alto nível e com a pressão ao máximo, o novo FC Porto de Sérgio Conceição tinha como primeiro adversário da época, o Estoril de Pedro Emanuel. Duelo de ex-jogadores portistas, agora treinadores adversários, pelos primeiros três pontos da época.

Antes do início da partida, a dúvida sobre a titularidade de Soares pairava no ar. Contudo, Sérgio Conceição desfez todas as incertezas ao colocar o brasileiro de início, ele que viria a ser substituído ainda na primeira parte. Mas já lá vamos.

O jogo começou como previsto. FC Porto entra dominante e a controlar todos os momentos do jogo com vontade de mostrar aos seus adeptos a ambição na luta pelo título.

Naturalmente, as oportunidades para os dragões surgem cedo e aos 3 minutos surge a primeira oportunidade, com Corona a cruzar bem para Aboubakar que não consegue finalizar de primeira, com a bola a sair sem perigo para a baliza de Moreira.

Aos 15 minutos as redes da baliza de Moreira viriam a balançar, jogada brilhante entre Brahimi, Ricardo e finalização de Aboubakar, contudo o lance é anulado por fora de jogo do camaronês. Danilo e Corona também veriam mais tarde os seus golos serem invalidados, o primeiro por falta e o segundo novamente por fora de jogo.

Os primeiros vinte e cinco minutos de jogo foram marcados pelo ínicio fulgurante dos dragões e com um Estoril bastante organizado que atacava com poucos jogadores e que recuava muito bem para defender.

Aboubakar estava numa noite desinspirada e via-se desde cedo que estava numa noite ‘não’ com muitas oportunidades desperdiçadas, duas delas no espaço de dois minutos ainda antes da meia hora de jogo.

Aos 30 minutos, um dos momentos mais marcantes do jogo. Soares, claramente condicionado pela sua mialgia, é obrigado a sair de cena e abandona o jogo em lágrimas. Para o seu lugar entra o maliano Marega na sua “estreia” no dragão e forma a dupla atacante improvável com Aboubakar. Foram precisos apenas 5 minutos em campo para Marega marcar golo e assumir o estatuto de suplente de luxo. Entrada de sonho do maliano que aproveita um desentendimento de Mano e Moreira e coloca a bola no fundo da baliza.

Fonte: FC Porto
Fonte: FC Porto

Até ao final do primeiro tempo, vimos um Estoril inofensivo e sem argumentos e Marega cada vez mais a crescer no jogo com vontade de silenciar os críticos.

No final do primeiro tempo, o placard assinalava a margem mínima para o FC Porto que não se justificava face ao claro domínio dos dragões.

Ambas as equipas não apresentaram alterações para o segundo tempo. O Estoril entrava nesta segunda parte com vontade de discutir o jogo e alcançar pelo menos o empate.

Contudo, as aspirações dos canarinhos caíram por terra com o golo de Brahimi aos 54 minutos. A exibição do argelino já pedia o golo e desde cedo era o jogador que mais desequilibrava na partida. O golo surge através de uma jogada individual e com ressaltos à mistura, o argelino fica na cara de Moreira e finaliza com frieza.

A dupla Aboubakar-Marega causava estragos. O camaronês também no segundo tempo a criar muitas oportunidades, mas a falhar muito, enquanto que o maliano transbordava confiança e isso era visível no seu jogo. A avalanche ofensiva dos dragões viria causar estragos na defesa do Estoril e pouco depois surge mesmo o terceiro golo do FC Porto. Aos 62 minutos, cruzamento teleguiado de Corona para Marega bisar de cabeça. Noite de sonho para o maliano.

O Estoril ia mexendo na equipa, mas o esforço era infrutífero com as suas oportunidades a saírem sempre longe da baliza.

Aos 70 minutos, o vídeo-árbitro entra em cena para evitar polémicas. Depois de um livre cobrado por Óliver, Marcano, de cabeça, encontra o fundo da baliza. O lance, primeiramente invalidado, viria a ser validado pelo árbitro Hugo Miguel com recurso ao vídeo-árbitro. Uma decisão de sucesso, com o vídeo-árbitro a desempenhar uma das suas principais funções: evitar polémicas. 4-0 para os dragões, um resultado que dificilmente se viria a inverter.

Em cima do minuto 80, o Estoril ainda ameaçou, primeiro com Lucas Evangelista e depois com Allano, mas Casillas a responder da melhor forma com duas excelentes intervenções.

Até ao final do jogo, registo para mais duas tentativas para Aboubakar que claramente não foi bafejado pela sorte nesta partida e ainda para uma oportunidade perigosa para Aguillar com uma bola a bater na trave de Casillas.

Vitória convincente dos dragões a iniciar da melhor forma o campeonato e a deixar os adeptos ansiosos para as partidas que se avizinham.

 

Tratem-me por Stefan!

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sporting cp cabeçalho 1Ristovski: É este o novo nome que Jesus irá certamente treinar a pronunciação nas próximas semanas, onde aposto que terminará numa abreviatura semelhante com “Risto”, ou, mais provavelmente, num mero “Stefan”. O 11º reforço da época 2017-18 chegou esta semana a Lisboa e chegou também para disputar com Piccini a posição de lateral direito, visto que Schelotto não parece contar para Jorge Jesus.

Com 25 anos, 180 centímetros e 78 quilos, e um nome suficientemente esquisito, era difícil pedir um jogador que estivesse mais apto para os requisitos que Jesus tanto gosta de ver nos seus jogadores. Alto, possante, e com uma “cavalgada” na faixa direita que dá a sensação que acabou de passar um comboio macedónio no relvado, até então desconhecido. Não sendo um primor técnico – longe disso – faz-me suspeitar que irá concorrer com Acuña na força dos seus cruzamentos, e embaraçar Schelotto quando este o vir (pela televisão, suponho) a passar uma bola ao colega (não incluirei André Geraldes nesta equação humorística por respeito ao mesmo). No fundo, parece – até ao momento – ser uma mescla entre o estilo de Maxi Pereira, o porte físico de Marius Niculae e o cabelo do Izmailov (sem os tiques, espero).

Stefan Ristovski foi oficializado esta semana como reforço do Sporting Fonte: Sporting Clube de Portugal
Stefan Ristovski foi oficializado esta semana como reforço do Sporting
Fonte: Sporting Clube de Portugal

Veremos é como funcionará a adaptação ao campeonato português. Mesmo não sendo a Primeira Liga um dos campeonatos mais exigentes da Europa, a verdade é que até agora Stefan (para motivar Jorge Jesus) só tem experiência nos campeonatos macedónio e croata, e na segunda divisão italiana, o que não pode deixar nenhum adepto sportinguista perfeitamente descansado. E por falar em descanso, acredito que o perfil excessivamente tranquilo de Piccini (joga com a mesma tranquilidade com que eu vou ao cinema) irá subir os índices de exigência do lateral italiano.

As posições parecem agora estar fechadas, com pelo menos dois jogadores para cada posição. Adrien Silva e William Carvalho serão ainda as maiores incógnitas, e caso a transferência de algum deles se confirme, o mundo leonino virará ao contrário outra vez. Até lá, podemos manter a ilusão de que este ano, finalmente, o leão começará com todas as garras.

Foto de Capa: Facebook oficial de Stefan Ristovski

 

Europeus 2017: Tanto ainda por fazer…

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Cabeçalho modalidades

Em 2016, os Campeonatos Europeus de Ciclismo de Estrada passaram a contemplar provas na categoria de elites, com a intenção de instituir a esta prova como de referência no mais histórico continente do panorama ciclístico. A edição deste ano, realizada em Herning, na Dinamarca, voltou a mostrar que ainda há muito para melhorar.

Sendo uma prova que ainda não atrai muitos dos grandes nomes do ciclismo europeu, teria de tentar compensar pela qualidade da organização, mas as falhas foram várias e precisam de ser corrigidas para o futuro.

Desde logo, até poucas horas antes do evento, apenas estavam disponíveis listas de participantes provisórias, incluindo vários ciclistas que não estariam presentes e a falta de informação levou a alguma confusão e a relatos contraditórias sobre a presença de certos candidatos à vitória.

Europeus ficaram marcados por críticas à organização Fonte: 2017 European Road Cycling Championships
Europeus ficaram marcados por críticas à organização
Fonte: 2017 European Road Cycling Championships

O sistema para seguir online os tempos provisórios do contrarrelógio também apresentou erros, tendo o mais marcante ocorrido no categoria de Sub23 masculino, em que quem seguia a prova via como garantida a vitória para Mikkel Bjerg, mas um golpe de teatro revelou que os tempos de Kasper Asgreen não tinham sido registados e que seria este o mais veloz.

A mais grave falha ocorreu na prova feminina Sub23, quando uma cidadã de bicicleta entrou pelo percurso adentro, resultando na queda e desistência de Lucy Shaw, ainda que sem consequências físicas graves. Felizmente, apenas a ciclista britânica foi afetada e escapou sem grandes mazelas, mas o erro da organização foi grave e poderia ter custado caro às participantes.

Na vertente desportiva, os esforços individuais contra o tempo foram os primeiros a ser disputados. No primeiro dia, sagraram-se campeões europeus de contrarrelógio Elena Pirrone (júniores femininos), Andreas Leknessund (júniores masculinos) e Pernille Mathiesen (Sub23 femininos).

Foto de Capa: 2017 European Road Cycling Championships

Marcos Acuña: um upgrade à esquerda


sporting cp cabeçalho 1

Com o estágio na Suíça quase no fim, o presidente Bruno de Carvalho apresentou e viajou com o novo reforço Marcos Acuña para junto da restante equipa. No entanto, apenas em terras portuguesas (no jogo de apresentação e no Troféu Cinco Violinos) e com o ínicio do campeonato nacional, foi possível ver o novo reforço em ação relativamente integrado.

Apesar de ainda estarmos no início da época e, por isso, ser prematuro fazer análises detalhadas aos reforços, Acuña é um daqueles jogadores que dificilmente engana e para já tem sido um reforço no verdadeiro sentido da palavra. Com poucas semanas de treino junto dos novos colegas, aquilo que se viu no primeiro jogo da época aguçou (e muito) o desejo dos adeptos leoninos de verem aquilo que valerá mesmo o reforço mais caro deste mercado quando os processos de entrosamento e integração estiverem completos.

Acuña veio para o Sporting para reforçar o lado esquerdo do ataque leonino, algo que estava em falta desde a época passada com a queda de rendimento do habitual titular Bryan Ruiz. Este ano, com a sua dispensa era ainda mais urgente arranjar uma alternativa válida que se impusesse desde logo no onze titular. Para já, Acuña está a cumprir com as expectativas. Defensivamente, tem sido uma grande ajuda para Fábio Coentrão, sobretudo porque tem uma grande noção da ocupação dos espaços e isso traz-lhe grandes vantagens na hora de defender.

No processo ofensivo, é um jogador que gosta de cruzar bolas para a área, algo que mais uma vez faltou na época passada e que Bas Dost teria agradecido que acontecesse com mais frequência. Apesar de não ser especialmente forte no um contra um (ou pelo menos ainda não o demonstrou) sabe combinar na perfeição com os colegas para chegar a zonas de perigo. E, não raras vezes, aparece à entrada da área para dar uso ao seu portentoso pé esquerdo, uma arma que pode ser letal e muito importante contra equipas que se fechem defensivamente como tantas vezes acontece no campeonato português.

O remate de meia distância é uma das armas de Marcos Acuña Fonte: Sporting CP
O remate de meia distância é uma das armas de Marcos Acuña
Fonte: Sporting CP

Com 25 anos de idade, muitas dúvidas se geraram sobre a sua qualidade devido ao facto de não ter dado o salto para a Europa mais cedo. No entanto, isso parece ser apenas um caso de desatenção dos clubes do velho continente pois Acuña tem a capacidade para jogar em campeonatos mais competitivos que o argentino. Apesar do elevado valor pago pelo extremo, é muito provável que o jogador justifique em campo cada cêntimo pago por si.

Se fizermos uma comparação direta com o seu antecessor costa-riquenho, o Sporting fez um excelente negócio e reforçou a sua ala esquerda sobretudo porque Bryan Ruiz foi ficando lento a decidir, o que trouxe grandes dores de cabeça a Jorge Jesus. Acuña é, sem dúvida, uma mais-valia para a equipa e a curto e longo prazo pode trazer-nos muitas alegrias.

Foto de Capa: Sporting CP

Uma questão de identidade

Cabeçalho Seleção Nacional

Fomos campeões europeus, chegamos à final do europeu de sub-21 em 2015, fomos campeões europeus de sub-17 em 2016 e este ano já estivemos presentes na final do europeu de sub-19, depois de um 3.º lugar na Taça das Confederações. Contamos com uma seleção nacional fortíssima e com camadas jovens recheadas de promessas, pelo que o futuro também parece risonho, mas ainda há alguns pontos a melhorar.

Comecemos pela seleção AA: eu estarei eternamente grato ao Fernando Santos e percebo perfeitamente a sua postura em França, com um futebol que pouco impressionou, mas extremamente eficaz. Tendo em conta as opções que tinha disponíveis e, principalmente o resultado, foi mesmo a melhor estratégia. A questão é que, entretanto, surgiram novas opções, não tínhamos um avançado, hoje há o André Silva, não tínhamos profundidade, hoje temos Nélson Semedo, Pizzi – considerado melhor jogador do último campeonato – ou Gelson Martins no banco de suplentes. Há ainda Bernardo Silva que, depois de falhar o Europeu por lesão, fez uma época brutal no Mónaco e é hoje um dos melhores jogadores da seleção, talvez o segundo melhor, apenas atrás de um tal de Cristiano Ronaldo. Será que com toda esta qualidade e abundância de opções importa assim tão pouco se jogamos bem ou mal?

Nos mais jovens o sistema varia entre o 4x3x3 e o 4x4x2 e mesmo ao nível do modelo de jogo, não há regra definida. Rui Jorge é quem se tem aproximado mais daquilo que eu considero que a seleção deve ser, a qualidade da sua equipa de sub-21 é inegável, bem como o bom futebol por ela praticado e os resultados alcançados.

Uma das formas do nosso futebol enquanto seleção nacional evoluir passa, a meu ver, por utilizarmos o mesmo sistema e modelo de jogo em todos os escalões. Isto já era mais ou menos feito com o 4x3x3, entretanto vários passaram a utilizar o 4x4x2 e hoje não há norma.

Rui Jorge tem feito um trabalho notável na Seleção de Sub-21 Fonte: FPF
Rui Jorge tem feito um trabalho notável na Seleção de Sub-21
Fonte: FPF

É verdade que nos AA há o fator Ronaldo que obriga a que joguem para ele e de acordo com as suas características, o que é mais do que natural, não fosse ele um dos melhores de sempre. Ainda assim acredito que isto se pode contornar e continuo a defender que as nossas seleções devem possuir todas uma identidade comum.

Concluindo, estamos num momento que pode ser muito importante para o nosso futuro, somos uma das seleções mais fortes do mundo e todos os dias parece aparecer um novo jovem cheio de potencial que nos entusiasma a todos. Devemos então parar e pensar no futuro. Há que construir uma identidade desde os mais novos de acordo com a imensa qualidade que há disponível, seja qual for o escalão devem jogar todos da mesma maneira e seguindo os mesmos princípios de jogo.

Foto de Capa: FPF

Neymar no PSG: O início de uma nova jornada

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Cabeçalho Liga Francesa

O assunto da transferência do atacante Neymar para o PSG já foi tema aqui no Bola na Rede. No referido artigo, o amigo Pedro Machado destacou todos os valores astronômicos que envolvem a transferência do jogador e de como essa quantia poderia ser revertida de maneira mais consciente na sociedade. Vamos continuar tratando da transferência mais cara da história do futebol mundial, mas abordando outros aspectos.

O grande problema da transferência do Neymar do Barcelona para o PSG não foram apenas os valores, mas também a maneira como o atleta saiu do Barcelona. Na verdade, as duas transferências da carreira do jogador – do Santos para o Barcelona e do Barcelona para o PSG – foram conturbadas. Até hoje não se sabe o valor exato da transferência do jogador do Santos para o Barcelona e a transferência do atacante do Barcelona para o PSG foi bem complicada.

O zagueiro Leonardo Bonucci deu um exemplo de como sair de uma equipe e ir para outra. Bonucci conversou de maneira aberta com as duas equipes envolvidas na negociação, Juventus e Milan, e quando concretizado a transferência fez uma carta de despedida destinada aos torcedores da Juve. Bonucci era um dos ícones da equipe de Turim e deixar a Juventus para atuar por um rival não é algo fácil para os torcedores aceitarem. Mas algumas atitudes fizeram a negociação ser mais “suave” para o jogador.

Agora vamos abordar as expectativas em cima do jogador no PSG. É inegável que no Barcelona o Neymar teria mais dificuldade em se destacar como a maior estrela da Liga e jogar na Espanha o desgastaria mais do que jogar na França. A pressão que o Barcelona tem em não perder pontos no Campeonato Espanhol faz com que os jogadores principais joguem até três jogos em sete dias. Evidentemente que isso desgasta qualquer atleta e um jogador mais desgastado fisicamente tende a não render tanto como poderia render se estivesse descansado. Além de aumentar a possibilidade de o jogador obter alguma lesão muscular.

Na França só existe uma equipe nessa temporada, o PSG. Por mais que o Mônaco seja o atual campeão francês, não vejo a menor possibilidade do PSG perder o título nacional. Como consequência dessa possibilidade de vencer facilmente a Ligue 1, o atacante poderá ser poupado em várias rodadas. Principalmente será poupado nas rodadas que antecedem aos jogos da Champions League.

Por falar na UCL, a maior competição de clubes da Europa será o grande desafio do Neymar no PSG. A pressão sobre ele será enorme. O time francês nunca venceu a competição e cai a ele a grande responsabilidade de levar a “orelhuda” para o “Parc des Princes”. Essa pressão é absolutamente justa, afinal o jogador é o atleta mais valioso na atualidade e deve entender que não é apenas “mais um jogador” na equipe, ele é “O jogador”.

Neymar tem a pretensão de ser o maior astro de uma grande equipe europeia. No PSG ele será.  No Barcelona dificilmente seria a estrela principal devido a relevância do argentino Leonel Messi na equipe catalã. Conquistar o prêmio de melhor jogador do mundo também é uma ambição do atleta. Porém, no PSG essa conquista só será possível se levar o time de Paris a conquista da UCL – sendo o protagonista – e/ou se vencer a Copa do Mundo de 2018 com a Seleção Brasileira. Pelo desequilíbrio no nível técnico no Campeonato Francês ser o protagonista na Ligue 1 não será determinante para a conquista da Bola de Ouro. Temos como exemplo o atacante sueco Zlatan Ibrahimovic. O sueco foi a grande estrela do PSG durante anos, venceu tudo na França, mas não era nem cogitado para ser o melhor jogador do mundo.

O trio MSN se desfez e agora o atacante brasileiro tentará continuar conquistando títulos no PSG Fonte: PSG
O trio MSN se desfez e agora o atacante brasileiro tentará continuar conquistando títulos no PSG
Fonte: PSG

Para a Seleção Brasileira essa transferência pode ser boa. Afinal, o Brasil teria o seu melhor jogador muito mais preparado fisicamente – pelos motivos mencionados – para a Copa do Mundo, do que teria se o atacante continuasse no Barcelona.

A decisão de ter deixado o Barcelona para jogar no PSG é particular do Neymar. Se ele considerou que foi o melhor então que siga na sua trajetória. As questões dos valores ele não tem reponsabilidade. O contrato dele com o Barça tinha uma cláusula de rescisão e essa foi paga. Se os valores foram absurdos – e realmente foram – é problema do clube que quis pagar e também da UEFA com o seu “Fair Play Financeiro” que foi colocado em “cheque”. Além disso o jogador venceu tudo que poderia vencer no clube. Claro que poderia continuar para escrever seu nome como uma das lendas do Barcelona, mas devemos respeitar se essa não era a intenção do jogador. Mesmo se o principal motivo da saída do atleta tiver sido a questão financeira. A torcida do povo brasileiro é para que a sua maior estrela se destaque e renda bem nessa última temporada antes da Copa do Mundo. Neymar é um craque e agora sem estar a “sombra” do Messi poderá mostrar ao mundo o tão grande que és.

Foto de Capa: Reuters

Real Madrid CF 2-1 Manchester United FC: Papa títulos continua insaciável

Cabeçalho Futebol Internacional

O campeão da Europa e o vencedor da Liga Europa encontraram-se em Skopje, na Macedónia, para decidir quem levantaria no final da partida o troféu da Supertaça Europeia. Frente a frente, então, o Real Madrid, sem Cristiano Ronaldo no seu onze inicial, e o Manchester United de José Mourinho, dois clubes históricos do futebol europeu.

O jogo começou bastante aberto, com vários lances de perigo para as duas balizas, tendo o lance de maior perigo chegado aos 16 minutos, quando, após a cobrança de um pontapé de canto, Casemiro enviou a bola à trave da baliza à guarda de De Gea, numa altura em que era o campeão da Europa a impor-se no jogo.

Até que aos 24 minutos, depois da ameaça, Casemiro marcou mesmo. Muito bem assistido por Carvajal, com um excelente cruzamento, Casemiro, dentro da área, lança-se à bola e de primeira coloca a bola dentro da baliza, colocando o Real Madrid em vantagem no marcador.

Casemiro abriu o marcador ao 24.º minuto Fonte: UEFA Champions League
Casemiro abriu o marcador ao 24.º minuto
Fonte: UEFA Champions League

A equipa espanhola foi, ao longo da primeira parte, a melhor equipa em campo. Equilibrada tanto a atacar com a defender, frente ao um United que insistia em atacar, mas que se descompensava várias vezes no processo defensivo, abrindo espaços para os ataques adversários, que causaram sempre calafrios aos defensores do clube inglês.

1-0 era o resultado ao intervalo, mas a primeira parte podia ter visto mais golos. O Real Madrid teve oportunidades para aumentar a vantagem, assim como o United que, embora menos, também as teve para empatar o jogo, principalmente por Lukaku, que era o red que mais ia incomodando os merengues.

Destaque neste primeiro tempo para as excelentes exibições que Casemiro e Isco estavam a realizar.

No início da segunda parte, o Real Madrid não baixou o ritmo e naturalmente chegou ao segundo golo. Jogada na esquerda do ataque, combinações perfeitas entre os jogadores mais avançados do Real, a culminar com o passe de Bale para Isco, que com De Gea apenas pela frente não vacilou e fez o gosto ao pé.

Após o golo, foi o United a criar perigo, por Pogba e Lukaku. Na mesma jogada os dois jogadores levaram muito perigo à baliza de Navas, que defendeu o primeiro remate e viu o segundo passar por cima. A toada do jogo não mudou e o Manchester continuava por cima, até que ao minuto 62, depois de ainda ter visto Bale a atirar à barra da sua baliza, conseguiu o golo que diminuiu a sua desvantagem. Lukaku marcou na ressaca de um remate de Matic defendido por Navas e voltou a dar esperança aos adeptos ingleses, deixando os espanhóis mais apreensivos.

Mais apreensivos devem ter ficado depois de verem Rashford rematar isolado para defesa de Navas a menos de dez minutos para o final da partida. Ameaçava o United por esta altura.

Apesar das ameaças, a equipa de Mourinho não conseguiu marcar por mais nenhuma vez e a taça foi para a sua antiga equipa, o Real Madrid.

O resultado final é justo, a equipa espanhola foi superior em praticamente todos os momentos do jogo, teve mais posse de bola, criou mais lances de golo e até podia ter chegado ao final da partida com uma vantagem maior. Assim, é mais uma taça para o museu deste papa títulos que se impões cada vez mais como a melhor equipa do Mundo, e mais uma taça para o palmarés de Zidane, que continua sem perder uma final na sua carreira. Está dado o mote para a nova época europeia destas duas equipas. Terminará a do Real Madrid como começou?

Foto de Capa: UEFA Champions League

CS Marítimo 1-0 FC Paços de Ferreira: Madeirenses mais felizes entram com pé direito

Cabeçalho Futebol NacionalFoi graças ao pé direito de Éber Bessa que, no jogo de estreia para insulares e pacenses na Primeira Liga 2017/18, o CS Marítimo recebeu e venceu o FC Paços de Ferreira, numa tarde de futebol pouco habitual, a uma terça feira. Face, precisamente, à marcação do encontro para um dia de semana, a meio da tarde, o Marítimo abriu as portas do Estádio dos Barreiros e apelou à presença dos seus adeptos, que responderam em bom número. Foram 9237 espectadores que se dirigiram ao reduto maritimista, numa tarde de muito calor na cidade do Funchal.

A jornada ficou também marcada pelos constrangimentos registados no Aeroporto da Madeira, o que forçou ao desvio o voo da equipa pacense para o Porto Santo, de onde se deslocaram de barco até à Madeira.

Quanto ao jogo, começou com perigo para as redes dos visitantes, quando Rodrigo Pinho surgiu a pressionar Mário Felgueiras, logo ao primeiro minuto. Um início prometedor, mas a realidade do jogo ditaria um outro rumo. Com alguma dificuldade em construir jogo ofensivo, o Marítimo procurava sobretudo impedir que o Paços conseguisse demonstrar o seu. As duas equipas revelavam-se muito equilibradas em quase todos os capítulos, apesar da ligeira superioridade pacense na posse de bola. Das vezes em que logravam ameaçar as balizas contrárias, nenhuma das equipas era capaz de aproveitar, com as investidas do Paços a esbarrarem nas mãos de Charles, enquanto o Marítimo era vítima do seu próprio desacerto ofensivo.

O encontro foi quase sempre muito equilibrado, com as ‘muralhas’ defensivas muito bem afinadas Fonte: Bola na Rede
O encontro foi quase sempre muito equilibrado, com as ‘muralhas’ defensivas muito bem afinadas
Fonte: Bola na Rede

Com um jogo algo sonolento na primeira parte, faltava ao Marítimo melhor discernimento na saída para o ataque e foi isso mesmo que Daniel Ramos procurou corrigir para o segundo tempo.

No reatamento da partida, o Marítimo entrou mais forte, conseguindo furar com maior frequência e assertividade a defensiva dos castores. Favorecendo uma pressão mais pressão alta, a turma insular causava mais problemas na organização ofensiva do Paços de Ferreira, invertendo os papéis da primeira parte.

As melhoras eram evidentes e aos 56 minutos chegou a recompensa para os verde-rubros, quando Éber Bessa deixou Mário Felgueiras sem defesa possível. O golo obrigava os pacenses a aumentarem a intensidade e foi mesmo isso que se verificou. Pouco tempo depois, o Paços quase alcançava o empate, valendo à equipa da casa o corte providencial de Luís Martins, depois de uma má saída de Charles.

Com oportunidades para marcar num par de ocasiões, a formação de Vasco Seabra mostrava-se perigosa, frente a um Marítimo que recuava depois da boa entrada na etapa complementar. Os madeirenses, contudo, tiveram a sorte e o engenho para segurar a margem mínima, garantindo a estreia vitoriosa no campeonato.

 

Guardiões de títulos

sl benfica cabeçalho 1De todas as movimentações de mercado concretizadas pelo Benfica, existem saídas, neste caso, que ainda não foram devidamente compensadas e deixaram algumas posições mais fragilizadas que outras, sendo que a mais crítica, a meu entender, é na baliza.

Ora vejamos, a ausência de Nélson Semedo nota-se e deixa-nos algo inseguros, no entanto, apesar de ser muito melhor que o seu substituto André Almeida, acho que podemos esperar uma época tranquila nesta posição. Sabemos que o André não é tão bom a nível ofensivo quanto o Nélson, mas, defensivamente, talvez seja melhor nas compensações aos centrais e arrisca mais pela certa nas subidas, já o Nélson, aventurava-se muito no ataque e acabava por deixar a defesa mais a descoberto.

Outra posição que merece a nossa atenção é a de defesa central, com saída de Lindelof. Jardel, na época passada, pouco jogou devido a lesão mas, analisando mais ao pormenor, tanto um como outro são defesas rápidos, o que ajuda a compensar o maior sentido posicional do Luisão, que requer um central rápido ao lado e isso ambos o são. O Lindelof tinha a irreverência e o Jardel conta com a maturidade. Penso que aqui também não haverá problemas de maior. Isto, claro, se as lesões não afetarem novamente o Jardel, pois um ano de paragem pode causar alguns problemas físicos, mas esperemos que não.

Assim, a grande incógnita no plantel do Benfica esta época é, sem dúvida, o guarda-redes.

Ederson, a quem, num artigo que escrevi em Fevereiro passado, ousei designar como um dos melhores guarda-redes do mundo da atualidade, viu a sua saída ser colmatada pelo experiente Júlio César. Uma incontornável referência do futebol mundial sim, devidas e merecidas vénias à parte, mas uma referência com algumas desconfianças na verdade. A idade e o seu problema crónico nas costas, levam-me a acreditar que o imperador não irá conseguir realizar todos os jogos do Benfica e, com o exigente calendário desta temporada, precisamos certamente de uma opção ao nível do melhor Júlio. E é aqui que entra Varela, um guarda-redes jovem que fez toda a carreira no Benfica e que Luís Filipe Vieira foi resgatar ao Vitória de Setúbal.

O jovem internacional sub-21 voltou à casa onde foi formado Fonte: Vitória FC
O jovem internacional sub-21 voltou à casa onde foi formado
Fonte: Vitória FC

Quando todos julgavam que o Paulo Lopes ia assumir um lugar na estrutura do Benfica, voltou a vestir o equipamento e voltou a ser terceira opção na baliza, o que demonstra, nitidamente, que o Benfica tinha um alvo bem definido para render Ederson mas esse negócio não se concretizou.

Voltando a Varela, assumo com franqueza, não me impressiona e não sei se impressionará. O jogador evoluiu bastante na última época, assumiu a titularidade no Vitória e essa regularidade de jogos trouxe-lhe alguma experiência, mas não a suficiente para agarrar um desafio como é guardar a baliza do Benfica (espero estar enganada).

Na Supertaça até fez uma exibição razoável, mas continuo a achar que lhe falta experiência, falta-lhe a autoridade para gritar com centrais como o Luisão e Jardel e ainda não é um guarda-redes seguro que transmita confiança à defesa e aos adeptos.

Contudo, os tetracampeões têm pouco mais de um mês para ir ao mercado, numa tarefa que não me parece nada fácil. Primeiro, porque este mercado já está muito inflacionado, depois dos valores pagos pelas transferências, tanto de Neymar (222 milhões), como na baliza, de Ederson, que, recorde-se, saiu por 40 milhões. E segundo, porque é preciso um guarda-redes que lute pelo lugar com Júlio César e esse tipo de guarda-redes não se compra por meia dúzia de milhões.

Ao que parece, o Benfica teve já em conversações com jogadores, alguns deles, clara especulação, como é o caso de Jasper Cillessen, guarda redes do Barcelona, que apesar de não ser opção inicial, o clube espanhol não se irá desfazer dele facilmente pois foi contratado recentemente e é internacional pela Holanda.

Será desta que temos o CD Santa Clara na Primeira Liga?

Cabeçalho Futebol NacionalA temporada começou há poucas semanas e com isso reavivou-se o desejo dos açorianos de voltar a ter o CD Santa Clara, de novo, na alta roda do futebol nacional, na Primeira Liga. Mais de 15 anos depois, o clube ainda não conseguiu encontrar o caminho para o regresso à Primeira Liga. Mas esta temporada as esperanças renovaram-se e a subida foi a meta definida por direção, treinador e jogadores.

As últimas temporadas do clube têm sido uma verdadeira montanha russa. Pelo clube têm passado excelentes treinadores, desde: Vítor Pereira, Paulo Sérgio, Filipe Gouveia e mais recentemente Daniel Ramos, que viria depois a afirmar-se no futebol português, ao  serviço do Marítimo. No capítulo dos jogadores e apesar de algumas apostas disparatadas, também há destaques, principalmente na última temporada onde o clube conseguiu valorizar vários ativos. O calcanhar de aquiles do clube tem sido a pouca estabilidade conseguida nos últimos anos, desde as mudanças de direção até mesmo às mudanças de direção nos projetos apresentados. Mas agora o caminho parece estar mais esclarecido, depois de vários anos em que o clube esteve encoberto pelas brumas da má gestão financeira e desportiva.

A aposta em fortalecer o plantel, nesta temporada, foi evidente. Manteve-se uma base de jogadores experientes que já pertenciam aos quadros do clube e contrataram-se reforços para zonas nevrálgicas do terreno. Entre os reforços mais sonantes estão Marcelo Oliveira vindo do Moreirense, Fernando Andrade vindo do Penafiel, Minhoca que estava no Paços de Ferreira e Thiago Santana que integrou o plantel do V.Setúbal na última temporada. Quem se manteve também foi Carlos Pinto. O técnico, regressou ao clube na temporada passada, depois de uma curta passagem na temporada de 2014/2015 em que livrou o clube da descida. Em entrevista ao nosso site, o técnico dos açorianos reiterou o objetivo da subida: ” É o nosso objetivo. Mas será difícil. Temos de trabalhar muito”. Questionado sobre a qualidade do plantel, o técnico mostrou-se satisfeito com o grupo de trabalho que tem à disposição, enaltecendo o papel dos capitães do clube.

No ano passado o Santa Clara eliminou na taça de Portugal o Rio Ave. Um dos momentos altos na temporada do clube Fonte: CD Santa Clara
No ano passado o Santa Clara eliminou na taça de Portugal o Rio Ave. Um dos momentos altos na temporada do clube
Fonte: CD Santa Clara

Para além do importante trabalho semanal que é feito, o treinador destaca a importância de se trabalhar o fator psicológico nestes jogadores que chegam a um meio mais pequeno e explica: “Os jogadores chegam animados por virem para um sitío diferente do que estão acostumados. Mas claro, como é um meio mais pequeno depois acabam por perceber a diferença entre o viver numa ilha e nas grandes metrópoles. Acabam por ficar desanimados”.

A verdade é que a turma açoriana apesar de não ser um dos candidatos mais fortes à subida, tem todos os pergaminhos para o conseguir. Desde o plantel, passando pela estrutura, todos estão mentalizados da importância que esta temporada tem para o futuro do clube, isto numa altura em que o futebol português continua a bipolarizar-se cada vez mais.

Há assim a forte necessidade de que haja clubes na Primeira Liga das mais variadas regiões do país. Devem ser tomados exemplos como o GD Chaves, o V.Guimarães, o Tondela, que mais do que representar uma massa associativa, representam uma região. É importante que os Açores tenham também uma equipa que represente a região. Veremos se será desta que o Santa Clara volta ao principal escalão do futebol português.

Foto de Capa: CD Santa Clara

artigo revisto por: Ana Ferreira