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O melhor onze de sempre do FC Porto: Branco

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Este é um artigo para adeptos do FC Porto de todas as idades – para avivar a memória dos mais velhos e para informar os mais jovens. Cláudio Ibrahim Vaz Leal, mais conhecido no mundo do futebol como “Branco” (por, em criança, ser o único jogador de cor branca numa equipa composta por atletas negros) foi, com pouca margem para dúvidas, o melhor lateral esquerdo da história dos azuis e brancos. O brasileiro, que alinhou no FC Porto durante duas épocas e meia, entre 1988 e 1990, realizou um total de 80 jogos nos quais apontou 12 golos.

De dragão ao peito, Branco conquistou “apenas” uma Liga Portuguesa e uma Supertaça Cândido de Oliveira, já que a sua chegada ao clube ocorreu dois anos após a conquista da Liga dos Campeões, num período em que Quinito substituíra Tomislav Ivic no cargo de treinador do FC Porto, tendo sido necessário “resgatar”, na época seguinte, Artur Jorge para recolocar o clube no rumo das vitórias. Nos anos em que esteve ao serviço dos azuis e brancos Branco jogou lado a lado, na linha defensiva, com futebolistas de grande qualidade tais como João Pinto, Geraldão ou Aloísio.

Com 1,79m de altura e umas impressionantes 72 internacionalizações pela seleção brasileira de futebol (nas quais apontou nove golos e conquistou a Copa América e, em 1994, o Campeonato do Mundo), Branco destacava-se pela sua qualidade técnica, pela capacidade de subir no terreno de jogo para apoiar o ataque (numa época em que os laterais ainda tendiam a ser, acima de tudo, defesas), mas acima de tudo pelo seu fabuloso pé esquerdo com o qual apontou diversos golos de livre direto (geralmente marcados em força, a fazer lembrar Roberto Carlos). Curiosamente, só mesmo Roberto Carlos, Júnior e Nilton Santos têm mais jogos disputados pela seleção brasileira de futebol, na posição de defesa/lateral esquerdo, do que Branco.

Branco deixou saudades no FC Porto Fonte: Paixãopeloporto
Branco deixou saudades no FC Porto
Fonte: Paixãopeloporto

Com um percurso futebolístico que conta com duas passagens por Itália (ao serviço do Brescia C e do Genoa CFC), uma por Inglaterra (ao serviço do Middlesbrough FC) e uma pelos Estados Unidos da América (ao serviço do New York Red Bulls), a carreira de Branco fez-se essencialmente no seu país de origem, onde alinhou por clubes como o Fluminense FC, o Grêmio FPA, o SC Corinthians P, o CR Flamengo ou o SC Internacional. No Campeonato do Mundo de 1994, celebremente conquistado pela seleção brasileira frente à Itália no desempate por grandes penalidades (com Roberto Baggio a desperdiçar o penálti decisivo), Branco teve um papel fundamental ao marcar de livre direto, no Cotton Bowl Stadium, o golo da vitória do Brasil frente à seleção holandesa (num jogo que a “canarinha” venceu por 3-2 com golos apontados por Romário, Bebeto, e Branco), permitindo o seu apuramento para a meia-final da competição.

Pese embora o percurso brilhante ao serviço da seleção brasileira de futebol, na cabeça dos adeptos do FC Porto que tiveram o privilégio de assistir a jogos nos quais Branco participou o que fica na memória é, acima de tudo, a sua técnica de remate que lhe permitiu apontar vários golos de livre direto. No final de contas, a conclusão parece ser apenas uma: o FC Porto já teve no seu plantel excelentes defesas/laterais esquerdos, como é exemplo recente Alex Sandro, mas nenhum deles conseguiu ser tão brilhante quanto Branco o foi no final da década de 1980.

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Foto de Capa: Paixãopeloporto

Jonas e Pizzi: uma questão de dependência ou de equilíbrio?

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Não é preciso ver muitos jogos do Benfica para perceber que o estilo de jogo da equipa encarnada gira à volta de dois jogadores: Pizzi e Jonas. Estes são os “jokers” da equipa: dois jogadores com um QI elevado que têm a capacidade de tomar a decisão certa na hora exacta, dois jogadores capazes de resolver um jogo com um simples gesto técnico, seja este um remate, uma assistência para golo, um passe a rasgar ou uma finta desconcertante.

No entanto, perante a maior influência do médio transmontano e do avançado brasileiro, certamente que muitos adeptos colocarão uma questão: será que a equipa está muito dependente deles?

Ora, eu sempre parti do princípio de que uma equipa equilibrada tem de ter um colectivo forte, mas também tem de ter individualidades que façam a diferença. Onde é que eu quero chegar com isto? Quero dizer que, para que o Jonas e o Pizzi façam a diferença nos resultados da equipa, os restantes colegas de equipa têm de contribuir para tal.

Por exemplo, na equipa do Benfica no final dos anos 90, jogadores como João Pinto e Poborsky faziam a diferença nesse aspecto, mas não chegavam para todas as encomendas. E isso acontecia porque os seus colegas de equipa não faziam o complemento necessário para formarem um colectivo forte.

Vejamos o exemplo da equipa do Benfica 2009/2010: essa equipa tinha três jogadores com maior capacidade de definir os lances: Dí Maria, Aimar e Saviola. Eram eles as peças mais importantes do famoso “rolo compressor” e também eram eles que forneciam as munições para Óscar Cardozo finalizar. No entanto, por detrás da fantasia e virtuosismo deste três jogadores estava uma dupla bastante trabalhadora no meio-campo: Javi Garcia e Ramires.

A influência de Jonas é inquestionável Fonte: SL Benfica
A influência de Jonas é inquestionável
Fonte: SL Benfica

Na minha opinião, a maioria das grandes equipas europeias constroem equipas à volta de jogadores deste perfil, jogadores com uma elevada capacidade de definição dos lances, jogadores que transformam o difícil em fácil. O Barcelona tem Messi e Iniesta, o Real Madrid tem Ronaldo e Modric, a Juventus tem Dybala e Pjanic, o Chelsea tem Hazard, etc.

Na minha opinião, acho que este é um principio que tanto de aplica no futebol, mas também noutras modalidades como o futsal ou o basquetebol. Ora, passando isto para a nossa equipa actual, eu acho que a equipa de Rui Vitória está bem equilibrada nesse aspecto.

Jogadores como Jonas e Pizzi não teriam a influência e a preponderância que têm os seus colegas de equipa não fizeram o seu trabalho em campo. Se não fosse o “trabalho silencioso” de jogadores como Fejsa, Salvio, Cervi ou Jiménez, a influência de Jonas e Pizzi não seria suficiente para construir uma equipa vencedora.

Portanto, eu não creio que a forma como Pizzi e Jonas sobressaem na nossa equipa não seja uma questão se dependência, mas sim o fruto do forte sentido colectivo da nossa equipa.

Foto de Capa: SL Benfica

Vem aí a Premier League 2017/18

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Cabeçalho Liga Inglesa

Com o início da nova temporada a aproximar-se, o ambiente que e vive na Grã Bretanha é de grande expetativa e ansiedade. Numa liga extremamente competitiva e com jogos bastante equilibrados e renhidos, onde qualquer clube ostenta  uma invejável parcela de adeptos, é claro que o mediatismo dado a esta prova seja desta dimensão.

Temos quatro tipos de equipas: as que concorrem pelo 1º posto; as que lutam pelos lugares europeus; as que tentam garantir a manutenção de forma cada vez mais prematura, chegando ao ponto de aspirar chegar aos lugares europeus a médio prazo (caso recente, do Southampton); e as que escapam à despromoção por razões divinas. Contudo, muitas das vezes são as equipas mais abaixo na tabela que são os carrascos dos grandes. Nesta liga os resultados são os mais imprevisíveis, marcam-se muitos golos e há espetáculo absolutamente garantido do início ao fim. Perante a bem recente consagração do incrível Leicester como campeão da Barclays Premier League, qualquer clube pode muito bem sonhar. Afinal, é da melhor liga do mundo que estamos a falar.

E esta semana o tema é a nova temporada da Liga Inglesa. Grandes reforços, grandes metas, grandes troféus. Chelsea, Manchester United, Manchester City, Arsenal, Liverpool, Tottenham, são os favoritos. Arrisco-me a dizer que todas elas repartem o favoritismo entre si. Pela primeira vez em muitos anos, tantas equipas a serem vistas como vencedoras da prova, mesmo contando com o facto de algumas delas terem um pouquinho menos de probabilidade de erguer o título.

Golden State Warriors: A detestável e mais apaixonante equipa da NBA

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Cabeçalho modalidades

Nunca fui grande fã de qualquer modalidade para além do futebol. No entanto, há relativamente pouco tempo algo, ou mais propriamente alguém, despertou um bichinho em mim escondido. Stephen Curry – este senhor, que tanto prazer me dá ver jogar, despertou em mim uma curiosidade imensa acerca de um novo mundo. E, assim, entrei num novo mundo do desporto.

Claro que, uma vez despertada pelo camisola 30 dos Golden State Warriors, senti-me na obrigação de apoiar esta euqipa. Já sei: o Curry é moda; os Golden State são moda e nem história têm; só apoia os Warriors quem não percebe nada de basket!

Pois bem, sendo isso, ou não, verdade, meus caros “apaixonados” e “fieis” seguidores de NBA, apenas esta equipa me faz sofrer, suar das palmas das mãos e perder horas de sono para acompanhar os jogos em tempo real, madrugada fora.

Se há uns anos me dissessem que passaria noites em branco por causa de um jogo de basket diria que eram loucos. No entanto isso aconteceu e continua a acontecer, cada vez mais.

Stephen Curry é uma das figuras da companhia Fonte: Golden State Warriors
Stephen Curry é uma das figuras da companhia
Fonte: Golden State Warriors

Poderia tentar explicar-vos detalhadamente o porquê de fazer parte da DubNation, mas a verdade é que, depois de ser cativada por um dos melhores (se não o melhor – perdoem-me fãs do LeBron) da NBA, apaixonei-me por um estilo de jogo e, após várias temporadas a acompanhá-lo, é díficil não sentir um carinho pela equipa – quer esta vença todos os jogos dos playoffs por 4-0, quer esta permita uma reviravolta impensável e acabe por perder tudo.

Talvez seja moda. Talvez passe de moda. Mas, seja qual for a modalidade, apenas uma coisa na vida não muda: o simbolo que se carrega ao peito e o sentido por ele. Portanto, com ou sem história, na moda ou fora dela, será a equipa que apoiarei.

Foto de Capa: NBA

Uma incógnita chamada Iuri Medeiros

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sporting cp cabeçalho 1Alguma comunicação social portuguesa tem destacado o interesse e a concretização de propostas por parte de alguns emblemas internacionais pelo jogador do Sporting Iuri Medeiros. Falo, desde logo, dos russos do Zenit de St. Petersburgo, que apresentaram uma proposta a rondar os 12 milhões de euros, dos espanhóis do Celta de Vigo que assumiram 10 milhões de euros pelo atleta, dos italianos da Roma propondo também 10 milhões de euros por Medeiros e dos russos do Krasnodar que se ficaram também pelos 10 milhões de euros. As propostas foram todas rejeitadas pelo Sporting uma vez que, afirmam os Leões, Medeiros só sairá pelo valor da sua cláusula de rescisão, ou seja, 60 milhões de euros.

Importa fazer desde já uma breve e sucinta reflexão sobre se o atleta açoriano Iuri Medeiros deve ou não ficar no clube de Alvalade e seguir os destinos de Jesus. É fácil constatar que Medeiros tem registado, pelos clubes onde tem sido emprestado nas últimas três temporadas – Arouca, Moreirense e Boavista (por esta ordem) – um claro amadurecimento das suas características técnicas e táticas. Na época passada, representando o emblema do Boavista, acabou mesmo por se revelar um verdadeiro jogador ofensivo, perspicaz no auxílio da equipa nos momentos de transição para o ataque, exímio rematador e alguém com boa leitura de jogo. Isso culminou em bons registos por jogo realizado: das 30 presenças em jogos oficiais pela equipa axadrezada, Iuri Medeiros marcou 8 golos.

Após três épocas, parece que será esta a temporada de estreia de Iuri no plantel principal do Sporting                               Fonte: Sporting CP
Após três épocas, parece que será esta a temporada de estreia de Iuri no plantel principal do Sporting
Fonte: Sporting CP

A sua prestação no emblema do Boavista acabou, precisamente isso mesmo, por estar na antecâmara do seu regresso a Alvalade nesta temporada 2017-18, disputando mesmo alguns jogos da pré-época leonina. Foi também muito provavelmente sobre o Bessa que os holofotes desses emblemas internacionais que agora o seguem e procuram estiveram acessos enquanto o Boavista jogava e Medeiros brilhava. Mas agora, com o início da temporada e, sobretudo, pelo facto de Iuri Medeiros não constar da lista de convocados de Jorge Jesus para o jogo inaugural em Vila das Aves, o ponto de interrogação sobre a sua permanência neste plantel leonino surge novamente, tal como nas anteriores temporadas. Essa incógnita traduz-se em três caminhos possíveis: 1. Ou fica no plantel leonino às ordens de JJ; 2. Ou é emprestado a mais um emblema (tal como aconteceu nos anos transatos); 3. Ou, por fim, transfere-se em definitivo para outros emblemas do futebol nacional ou internacional, cortando o seu cordão umbilical à casa que o formou e o viu crescer como jogador. Das três, uma.

Segunda Liga: Arranque equilibrado

Cabeçalho Futebol NacionalArrancou no passado fim-de-semana a Segunda Liga, e arrancou, podemos dizer, bem ao jeito daquilo a que já nos habituou, muito equilíbrio entre equipas e nos resultados, havendo, ainda assim, algumas surpresas em alguns jogos.

Estamos numa fase bastante prematura daquela que será uma longa época e uma longa batalha pela subida á Primeira Liga e pela sobrevivência nos escalões profissionais, mas já é possível retirar algumas ilações do ponto de situação, neste momento, na grande maioria das equipas da Segunda Liga.

A grande surpresa da jornada vai para a derrota do Arouca em Famalicão por 2-0. É apenas a primeira jornada é certo, mas o Arouca arrancou muito mal esta época. Depois de manter um núcleo interessante de jogadores da época passada e ainda ter reforçado algumas posições com jogadores de qualidade individual excepcional para a realidade da Segunda Liga exige-se bem mais do Arouca, que para além da derrota juntou uma má exibição. A fasquia está tão elevada que após este resultado Jorge Costa dispensou imediatamente 4 jogadores (Sancidino, Jubal, Bruno Lopes e Kuca) e ainda se prevêem mexidas no onze base antes do fecho do mercado. Jorge Costa está a ter claramente problemas para motivar alguns dos seus jogadores para jogarem na Segunda Liga e estas dispensas são prova disso mesmo. É o reverso da moeda que por vezes se obtêm ao conseguir manter jogadores que transitam de uma época da Primeira Liga para a Segunda Liga.

O Real SC foi a equipa sensação desta primeira jornada Fonte: Facebook Real SC
O Real SC foi a equipa sensação desta primeira jornada
Fonte: Real SC

Outras equipas revelaram-se como boas surpresas nesta primeira jornada. Para além do já referido Famalicão, que venceu para mim aquele que é o super-candidato à subida, Arouca, o Real SC obviamente que tem que ser mencionado. Com uma goleada por 4-1 ao Leixões, uma entrada em grande por parte do Real SC na Segunda Liga e nos escalões profissionais (sua primeira aparição). Uma estreia em grande teve também Carlos Vinícius, o jogador do Real SC que marcou o primeiro hat-trick da Segunda Liga nesta época e promete ser mais um dos jogadores a revelarem-se ao futebol português através da Segunda Liga, depois de jogadores como Keaton Parks (ex-Varzim, actualmente no Benfica) e Paulinho (ex-Gil Vicente, actualmente no Braga) na época transacta.

Falando de recém-promovidos, tenho também que falar do UD Oliveirense que regressou esta época à Segunda Liga e logo com uma vitória por 2-1 frente ao Benfica “B”, ainda que uma vitória algo polémica, com um penalty aos 90 minutos. O Oliveirense, tal como o Real, arrancou com o pé direito deixando boas indicações sobre a competitividade da Segunda Liga. As duas equipas promovidas ganharem na primeira jornada da Segunda Liga era algo que não acontecia há 10 anos, quando Fátima e Freamunde, recém-promovidos então, venceram as suas primeiras jornadas. É sempre bom sinal quando acontecem entradas assim, pois a transição do Campeonato Nacional de Seniores para a Segunda Liga não é um processo fácil e por vezes requer algum tempo para as equipas se estabilizarem, em alguns casos tarde de mais (ex: Fafe na passada época).

Campeonato promete muito equilíbrio

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Cabeçalho modalidadesEsta quarta-feira realizou-se o sorteio do nosso principal escalão profissional masculino do futsal, a Liga Sport Zone, numa época que promete ser bastante disputada a todos os níveis.

Depois do brutal investimento do Sporting CP na sua equipa, que trouxe benefícios imediatos ao clube leonino, só faltando uma competição europeia no currículo dos pupilos de Nuno Dias, o SL Benfica parece querer seguir a política do seu eterno rival e tem vindo a reforçar bastante a sua equipa, com nomes bastante sonantes nacionais e internacionais, tais como o internacional brasileiro Igor, o brasileiro naturalizado russo Robinho, o espanhol Raul Campos e dois jogadores portugueses que irão ter um futuro brilhante e já são internacionais pelo nosso país, ambos resgatados ao SC Braga, Tiago Brito e André Coelho, entre outros jogadores “pescados” nas melhores equipas da Europa.

Voltando ao tema central deste artigo, o bicampeão joga contra os Leões de Porto Salvo no seu novo pavilhão João Rocha, ao passo que o Sporting de Braga se desloca ao terreno do Unidos Pinheirense e o Benfica também começa fora de casa, ao jogar na “Aldeia do futsal” com o CCRD Burinhosa, na semana de 9 de Setembro. O confronto mais escaldante, o derby da segunda circular, acontece no início de Outubro na sexta jornada. Penso que este campeonato vai ser um dos mais interessantes dos últimos anos, com os dois favoritos do costume, mas com os bracarenses a procurar intrometer-se na disputa, tal como sucedeu na época passada. Ainda por cima têm a motivação de se estrear em competições europeias, se bem que neste caso pode trazer algum desgaste adicional, isso aliado à perda de jogadores importantes para o Benfica, que eu já nomeei em cima.

Dois reforços para a nova época, André Coelho e Tiago Brito Fonte: SL Benfica
Dois reforços para a nova época, André Coelho e Tiago Brito
Fonte: SL Benfica

Para além destas três equipas, ainda temos mais equipas de grande qualidade no campeonato, como a Burinhosa, a AD Fundão, MODICUS, Leões de Porto Salvo, CF Belenenses, entre muitos outros. A temporada 2017/18 só começa sensivelmente daqui a um mês, com a realização da Supertaça entre o Sporting CP e o SL Benfica, na cidade de Coimbra.

Antes desse jogo ainda haverá muitos pontos de interesse, entre os quais o troféu habitual de pré-época com as melhores equipas da península ibérica, ou seja, os dois rivais lisboetas, o FC Barcelona e o Inter Movistar, do português Ricardinho, mas em tempo oportuno faremos a cobertura desse evento, que se disputa em Portimão.

Foto de Capa: Sporting CP

Portugal 30-28 Argentina (Sub-19): Equipa das quinas alcança primeira vitória

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Cabeçalho modalidades

Após na primeira jornada os jovens portugueses terem empatado com a vice-campeã europeia Croácia defrontaram hoje a equipa sul-americana.  Portugal entrou em campo com algumas dificuldades a nível ofensivo e apenas aos três minutos de jogo sofreu um duro revés nas suas aspirações. Um dos melhores e mais experientes jogadores da seleção, o lateral-esquerdo do ABC/UMinho André Gomes, abandonou o campo de campo, após o jogo ter estado parado por cinco minutos para se realizar a assistência ao mesmo. O resultado aos cinco minutos de jogo era 1-2 a favor da Argentina.

A equipa lusa continua com dificuldades a nível ofensivo e os sul-americanos aproveitaram os contra-ataques para aumentar a vantagem. Por volta dos sete minutos surgiu o primeiro time-out para a equipa portuguesa quando o resultado marcava 1-4. O time-out não esteve resultados práticos no momento e aos 10 minutos o resultado era 1-5. No entanto, esta altura ficou marcada por uma mudança de atitude defensiva da seleção nacional e num bom momento de forma do jovem guarda-redes do SL Benfica, Diogo Valério, o que levou a que Portugal jogasse em ataques rápidos e empatasse o jogo por volta dos 13 minutos (5-5). A meio da primeira parte o resultado era 6-6.

Portugal continuava com uma defesa mais subida e agressiva, com marcação individual a Jeremy Figueredo, central do Club Ferro Carril Oeste, o que levou a uma vantagem de três golos no marcador. Aos 17 minutos o treinador da equipa argentina pediu time-out quando o resultado marcava 10-6. Aos 20 minutos de jogo o resultado era 12-7. A partir desta altura a Argentina melhorou a sua performance defensiva, colocando mais dificuldades aos jovens portugueses. Quando faltavam apenas cinco minutos para terminar a partida o resultado era 13-10. A Argentina aproximou-se de Portugal no marcador devido à já referida melhoria defensiva e a alguns erros ofensivos por parte da equipa portuguesa. Ao intervalo o resultado era 15-13.

Oleksandr Nekrushets, do ABC, foi decisivo em vários momentos da partida Fonte: Handballgeo2017
Oleksandr Nekrushets, do ABC, foi decisivo em vários momentos da partida
Fonte: Handballgeo2017

Portugal entrou um pouco mais forte que a Argentina na segunda metade da partida e aos 35 minutos de jogo o placar marcava 18-14. O jogo continuou equilibrado com a seleção nacional a conseguir gerir o resultado, chegando aos 40 minutos com uma vantagem de cinco golos (20-15). A certa altura Portugal voltou a ter algumas dificuldades a nível ofensivo, o que levou a uma nova aproximação dos sul-americanos e a cerca de 15 minutos do final da partida a vantagem era apenas de três golos (21-18). Apesar das dificuldades portuguesas de manterem a seleção portuguesa chegou aos dez minutos finais da partida com a mesma vantagem de três golos (23-20).

Nessa altura Paulo Pereira pediu time-out e a sua equipa passou a apresentar uma defesa 5+1 e a apresentar mais soluções a nível ofensivo. Estas alterações levou o treinador argentino a pedir paragem de jogo apenas dois minutos depois com o resultado em 26-21. A cinco minutos do fim da partida Portugal vencia por 27-23. Nesta altura os argentinos fizeram marcação individual à primeira linha nacional e Portugal encontrava-se em inferioridade numérica, mas Manuel Gaspar, guarda-redes do Sporting CP, fez algumas intervenções que foram decisivas para conseguir manter a vantagem da equipa. O resultado final foi 30-28.

O lateral esquerdo do ABC, Oleksandr Nekrushets, foi o melhor marcador da partida com oito golos. Portugal volta a jogar amanhã contra Coreia do Sul. Neste momento a seleção nacional tem uma vitória e um empate em dois jogos.

Foto de Capa: Handballgeo2017

A preparação para Tóquio 2020, ou a falta dela

Cabeçalho modalidadesOs Jogos Olímpicos de Tóquio são só em 2020, mas muito já se sabe sobre a maior e mais importante competição desportiva mundial. Entre 22 de julho e 9 de agosto, a competição vai fazer Portugal não dormir, ou pelo menos a mim, para acompanhar tudo o que os nossos atletas vão fazer. As qualificações só começam, na sua grande maioria, em 2019, mas há muito já se prepara a competição, também em Portugal.

Em Tóquio, irão estar mais cinco modalidades do que no Rio de Janeiro em 2016: Basebol/Softbol, Escalada, Surf, Karate e Skate. No entanto, deverão estar presentes menos atletas do que nos Jogos do Rio. Dentro das modalidades já existentes, vão surgir novos eventos em algumas, dos quais destaco estes: Basquetebol – 3×3 (feminino e masculino); Judo – competição de equipas mistas; Ténis de mesa – pares mistos e Triatlo – estafeta de equipas mistas – prova em que o SL Benfica se sagrou recentemente campeão europeu por clubes. Serão eventos em que Portugal poderá almejar bons resultados, mas a três anos de distância não se pode prometer nada, uma vez que tudo pode acontecer até lá.

Portugal vive dias de glória a vários níveis no desporto. Provavelmente, nunca tivemos tantos atletas em tantas modalidades distintas a ter bons resultados, mas cada vez me convenço mais que estes resultados aparecem mais pelas qualidades individuais dos atletas/treinadores do que por um trabalho de base feito. Não existe um fio condutor a seguir. Vão sendo construídas umas coisas, atirando-se uns trocos e finge-se que está tudo bem, quando na realidade não está.

Daqui a três anos, muitos comentadores, jornalistas, políticos e adeptos vão estar indignados porque o atleta X não chegou à medalha em Tóquio, mas a última vez que soube alguma coisa deste atleta foi no seu dia de competição no Rio de Janeiro. Serão quatro anos de nada e que não serão valorizados, mesmo que seja por apenas uma milésima que o atleta não chega à medalha ou à vitória.

Situações de terceiro mundo Fonte: Emanuel Silva
Situações de terceiro mundo
Fonte: Emanuel Silva

Emanuel Silva, canoísta que venceu uma medalha de prata em Londes’2012, relatou muito recentemente um episódio no mínimo caricato. O canoísta chegou para treinar ao CAR (Centro de Alto Rendimento) de Montemor-o-Velho e este estava fechado… Como é que é possível uma infraestrutura destas estar fechada? Como é que se pode pedir resultados se não há condições para trabalhar?

Um futebol para totós

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sporting cp cabeçalho 2Ao que parece, no futebol tudo pode ser nada, e nada pode ser tudo, dependendo da definição que se consiga dar ao tudo e ao nada.

Como tudo depende da definição que se dê a cada palavra ou expressão, as instituições que definem as leis devem ter muito cuidado e tentar abranger todas as situações que possam ficar em zona escura, passível de ser contornada.

Todos sabemos que apesar dos esforços para tentar tornar o futebol mais verdadeiro e transparente, haverá sempre quem tente ganhar vantagem aproveitando lacunas nas leis a aplicar, e por isso devemos perceber o que é agressão, e quando se deve considerar agressão, se há empurrão com intensidade, se é que interessa a questão de haver intensidade, se há bola na mão ou mão na bola, se isso importa, e em que situações acontece uma e outra com as respectivas penalizações.

O video-árbitro está ainda muito limitado quanto às situações onde pode actuar Fonte: FFF - Fédération Française de Football
O video-árbitro está ainda muito limitado quanto às situações onde pode actuar
Fonte: FFF – Fédération Française de Football

Porque se, apesar de investir em vídeo-árbitros e em formação de árbitros, continuar sempre a prevalecer a subjectividade de análise do mesmo, então não valerá a pena gastarem tanto dinheiro. E já agora, naqueles lances em que há erro não sancionado pelo vídeo-árbitro, quem terá a má nota? O árbitro, ou o vídeo-árbitro?

Devemos também perceber qual a definição que se dá à expressão “intervenção do Estado” no futebol português. Porque alguns pedirão que aconteça para dar justiça e credibilidade ao desporto, outros pedirão aos amigos que trabalham no Estado, que interfiram em seu favor, para os seus (deles) interesses.

Quanto a grande investimento, deve isso ser definição para o valor de dez jogadores que irão acrescentar qualidade a uma equipa que quer lutar por títulos, ou para vinte que foram adquiridos apenas para reordenar a qualidade das equipas ditas pequenas do campeonato?