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Na areia são cinco contra cinco e no final ganha o Brasil

Cabeçalho modalidadesO último jogo do Mundialito de 2017 colocou frente a frente os países irmãos de Portugal e Brasil, naquele que era o jogo mais aguardado da competição. Como esperava, o espetáculo foi de alto calibre e os canarinhos conseguiram revalidar o título ao derrotar a seleção das quinas por 6-4.

A partida teve um início bastante animado, com perigo junto às duas balizas, mas com o passar dos primeiros minutos, o Brasil começou a ter mais posse de bola. Contudo, a primeira grande oportunidade pertenceu a Portugal. Naquela que terá sido a primeira saída para o ataque, pois a pressão brasileira condicionava bastante, Leo Martins atirou à barra.

Num jogo onde ambas as seleções procuraram defender bem, Coimbra, com um remate ao lado, voltou a colocar a canarinha em sentido. Pouco depois, a resposta veio dos pés de Rodrigo, Andrade defendeu.

A cerca de quatro minutos do intervalo, o marcador esteve perto de abrir, mas Mauricinho travou o lance em cima da linha. De seguida, contra-ataque do Brasil e Bruno Xavier sofreu falta para livre direto. No respetivo livre, o capitão brasileiro rematou rasteiro, mas a bola desviou na areia e traiu Andrade.

O marcador estava aberto, mas a vantagem podia ter durado pouco, pois, logo a seguir, na bola de saída, Madjer rematou ao lado. Na continuação do lance, Datinha rematou à barra. Primeiro avisou, mas depois já não perdoou. O número dez do Brasil, aproveitou uma bola perdida por Torres e um mau alívio de Andrade para fazer o 2-0.

Os campeões do mundo estavam por cima e logo a seguir ao 2-0, foi Andrade a negar o terceiro a Bruno Xavier. Não entrou à primeira entrou à segunda. Na sequência de um canto, Rodrigo apontou o 3-0.

Fonte: Beach Soccer Worldwide
Fonte: Beach Soccer Worldwide

A perder por 3-0, Portugal tentava responder de alguma forma, mas os seus remates eram intersetados por jogadores contrários. Ainda assim, dentro do último minuto do período, Leo Martins, através de uma jogada de insistência, conseguiu reduzir para 3-1.

Terminada a primeira parte, o jogo não estava nada fácil para Portugal. O Brasil esteve bem melhor e chegou a estar a vencer por 3-0.

O segundo período começou muito bem para a canarinha, visto que, ainda antes dos dois minutos, Datinha, a “Jóia de Tutóia”, aproveitou um livre em zona frontal para fazer o 4-1.

A partida voltava a complicar-se para Portugal que, mesmo assim, reagiu bem ao golo, pois, começava a dar sinais de estar melhor, apesar de não conseguir chegar com grande perigo até à baliza de Mão. Sendo que a melhor chance foi um livre em zona frontal que Madjer não conseguiu concretizar. Todavia, a melhoria era notória com o passar dos minutos e a meio da segunda parte, isso confirmou-se. Aos dezoito minutos, Leo Martins reduz para 4-2 através de grande penalidade. Volvidos trinta e seis segundos, na sequência de um canto, Coimbra coloca a desvantagem lusa na margem mínima

A intensidade estava no pico e a um golo do empate, o encontro ainda ficou melhor, com Portugal a insistir cada vez mais, procurando o 4-4. Passado pouco mais de um minuto após o golo de Coimbra, Madjer voltou a desperdiçar um livre. O Brasil respondeu e não tivesse sido Andrade e o quinto golo teria sido uma realidade.

Com pouco mais de quatro minutos para se jogar antes de um novo intervalo, a seleção portuguesa beneficiou de um novo livre em zona frontal. Desta feita, foi Zé Maria a tentar converter, mas também não conseguiu ultrapassar Mão. No seguimento do lance, o Brasil chega ao 5-3, por intermédio de Mauricinho.

A seleção brasileira, como já habituou à muito, voltava a marcar num momento do jogo extremamente importante e a partir daí, controlou até à pausa.

Chegado ao final do segundo período, o Brasil continuava na frente, agora por 5-3. Numa parte onde foram os canarinhos a começar, mas Portugal conseguiu responder e apenas o golo de Mauricinho impôs um travão no ímpeto português.

Nos últimos doze minutos de jogo, foi a seleção brasileira quem entrou melhor, mas quem marcou foi Portugal. Ricardinho, com alguma sorte à mistura, voltou a colocar o resultado na margem mínima. De seguida, o Brasil esteve perto do sexto, mas Andrade parou um remate de Fernando Ddi. Depois veio o acontecimento que poderia ter virado o jogo a favor da seleção nacional. Catarino, que já havia visto um amarelo, vê o segundo por falta sobre Leo Martins e deixou os brasileiros em inferioridade numérica.

No jogo de atribuição do 3º e 4º lugar, a Rússia levou a melhor e derrotou a França por 5-2. Fonte: Beach Soccer Worldwide
No jogo de atribuição do 3º e 4º lugar, a Rússia levou a melhor e derrotou a França por 5-2.
Fonte: Beach Soccer Worldwide

O número três português não conseguiu aproveitar o livre e mesmo com mais um jogador de campo, as jogadas de Portugal não saíram e os dois minutos passaram sem qualquer modificação no score.

A cerca de dois minutos do final, um erro cometido na defensiva portuguesa foi aproveitado por Rodrigo que, tirou dois adversários da frente, fixando o resultado final em 6-4. No retomar do jogo, Portugal podia ter reentrado discussão do Mundialito, mas Bruno Xavier desviou um remate de Madjer em cima da linha de golo.

Finalizado o jogo, o Brasil revalidou o título pelo mesmo resultado do ano passado, ou seja, 6-4. Os comandados de Mário Narciso deram um período de avanço, o que acabou por ser decisivo para o desfecho do Mundialito.

Em confronto direto com o campeão do mundo, Portugal demonstrou ter argumentos para conseguir um resultado diferente. Porém, o conjunto brasileiro, mesmo muito diferente de outros tempos e com caras relativamente recentes, mantêm intacta a capacidade de marcar nos momentos certos e o jogo de hoje foi um exemplo disso.

Sei dum Doumbia

sporting cp cabeçalho 2

É ciclíco e a rigidez com que se cumpre é angustiante. Tem sido sempre preciso esperar alguns anos (não sei ao certo a média), para que chegue a Alvalade um Avançado que nos encha as medidas. A proximidade temporal do aparecimento de Slimani e Bas Dost pode preocupar os discípulos da estatística, mas não vamos acreditar nisso.

O fenómeno do mercado de transferências é um belo treino à nossa capacidade de gestão da expectativa, ainda para mais quando se trata dos responsáveis por fazer a coisa mais bela que o futebol tem. Quando chega um Avançado que ninguém conhece, os curiosos suportam-se nos vídeos internáuticos que compilam os melhores golos que o Jogador marcou no seu Campeonato. E então aquele golo parece não deixar dúvidas. É um craque. Só que às vezes, afinal, não. Mas com Doumbia não vamos por aqui. A César o que é de César, tal como as Avós dizem. Entreguemos então os louros ao Imperador.

Seydou Doumbia já marcou com a camisola do Sporting em jogos particulares Fonte: Sporting CP
Seydou Doumbia já marcou com a camisola do Sporting em jogos particulares
Fonte: Sporting CP

Doumbia é um grande jogador e é, acima tudo, um Avançado que tem golo, que é o predicado que mais nos importa. Mas é aqui que devemos educar os ânimos, porque o verdadeiro Doumbia pode ainda não ter chegado, ou até nunca vir a chegar. Mas sejamos optimistas, e acreditemos que este Senhor veio para eternizar a camisola 88. Se assim for será ele e mais 10, tal como será Rui Patrício e mais 9, Gelson Martins e mais 8 e Bas Dost e mais 7. Isto porque não me parece crível que o esforço feito pela contratação do Costa Marfinense se traduza numa presença assídua no banco, e por muito que confie no potencial de Alan Ruiz, para mim Doumbia é a representação do tipo de Jogador clássico, que podia jogar perfeitamente de calções subidos, correndo veloz para a baliza. Depois há ainda a justificação táctica, já que nesta nova época podemos voltar a assemelhar o estilo de jogo à primeira equipa de Jorge Jesus no Sporting. Sendo certa a titularidade de Bas Dost, em condições normais Doumbia fará parelha com o gigante Holandês. Embora Bas Dost não seja Slimani no trabalho táctico, a verdade é que Teo Gutierrez também não é Doumbia.

É nesta feliz possibilidade que imagino a estratégia futura do ataque do Sporting. Se a tarefa do segundo Avançado de Jorge Jesus, tal como era a de Teo, for acompanhar a linha média adversária, aproximando a equipa do modelo do 4x4x2, então sorriam, Sportinguistas, porque as coisas até podem correr bem. Por falar nisso, não faria sentido desenvolver um artigo sobre um Jogador sem referir que ele marcou um golo na sua estreia. Bola sem velocidade, perto da falência, e uma cabeçada sem balanço a fazer ressuscitar o esférico. Nada mau. E os cépticos que não digam que este não contou, porque quem marcou ali, naquelas circunstâncias, pode marcar noutras tantas. Além disso, as mensagens que nos chegam dos treinos são animadoras, o que só nos ajuda a imaginar as brincadeiras que este rapaz poderá fazer. Tal como a brincadeira que dá título a este artigo. Quero lá saber da gestão das expectactivas.

Foto de Capa: Sporting Clube de Portugal

FC Famalicão 1-2 CD Santa Clara: Eficácia açoriana matou Famalicão

Cabeçalho Futebol NacionalO Futebol Clube Famalicão recebeu em casa o Santa Clara em jogo a contar para a Taça CTT. Os da casa começaram melhor com Dani a cabecear ao lado da baliza de Serginho após canto de Feliz e depois de uma combinação entre o mesmo Feliz e Jorge Miguel, o lateral-esquerdo famalicense rematou ao lado da baliza dos açorianos. Era o Famalicão que estava por cima e Wilian, reforço brasileiro, a rematar forte para fora. O Santa Clara respondeu e marcou, canto da esquerda, a defesa famalicense a afastar, bola devolvida para a área e Fernando aproveita a subida da defesa do Famalicão, a ficar sozinho e a rematar forte e seco para o 1-0. Golo contra a corrente do jogo que colocava a equipa de Carlos Pinto na frente da eliminatória. O Famalicão respondeu em busca do empate, passe de Fernandinho para o coração da área e Fred a rematar por cima.

O Santa Clara acelerou novamente e chegou ao 2-0. Fernando novamente isolado na cara de Gabriel, com o guarda-redes brasileiro a rasteirar o avançado açoriano e o juiz Cláudio Pereira a não ter dúvidas, penalti para o Santa Clara e Rashid chamado à conversão não falhou. 2-0 para o Santa Clara que foi tremendamente eficaz ao aproveitar os erros do Famalicão. O Famalicão, ao fechar a primeira parte, chega ao 2-1, livre batido por Wilian na esquerda e cabeçada certeira de Ângelo Meneses a diminuir a desvantagem para os comandados de Dito mesmo no último lance da primeira parte.

Fonte: FC Famalicão
Fonte: FC Famalicão

Na segunda parte, o Famalicão entrou com vontade de procurar o empate e teve o primeiro remate por Feliz mas ao lado e logo de seguida, livre de Wilian e cabeça de Fernandinho ao lado. O Santa Clara baixou as linhas mas sempre que podia explorava o contra-ataque e Fernando apareceu novamente isolado na cara de Gabriel sendo que desta vez o guarda-redes da casa conseguiu defender o remate do jogador “mais” dos açorianos na partida. Novamente os forasteiros e cruzamento de Reis da esquerda e Santana a não conseguir emendar para a baliza. O Famalicão respondeu, cruzamento de Feliz e Wilian, sempre muito rematador, a chutar por cima da baliza de Serginho. Carlos Pinto foi o primeiro treinador a mexer, saiu Fernando, melhor jogador em campo e entrou Burke e Dito respondeu tirando Fernandinho e colocando o central João Faria na frente para ganhar altura e presença na frente de ataque. De seguida os da casa estiveram perto de chegar ao empate, canto da esquerda, bola rechaçada pela defesa açoriana, Jorge Miguel no remate de ressaca de fora da área com a bola a passar perto da baliza do Santa Clara.

Dito voltou a mexer e fez entrar Dinis Lopes e tirou Fred e pouco depois, Wilian, o mais rematador dos famalicenses, novamente a fazer uso do seu pé direito e a rematar por cima da baliza adversária. Dito jogou a última cartada, tirando Diogo Cunha e colocando Pedrinho e Carlos Pinto também mexeu, tirando Reis e colocando Ventura no seu lugar e pouco depois esgotou as substituições fazendo entrar Clemente e tirando o esgotado Santana. Mas nada se alterou até ao apito final do árbitro, 2-1 para o Santa Clara, Famalicão eliminado da Taça da Liga e ainda sem muitos reforços disponíveis para este jogo devido a faltar certificado internacional. O Famalicão recebe dia 6 de Agosto o Arouca, em jogo a contar para a 1ª jornada da Ledman Liga Pro. Estiveram 1505 espectadores no Municipal de Famalicão.

Um “Ataque” ao título

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fc porto cabeçalho

No Real Madrid existe o tridente atacante BBC (Bale-Benzema-CR7), no Barcelona os craques da frente constituem o MSN (Messi-Neymar-Suarez) e no FC Porto poderemos vir a ter nesta época um mas, ou melhor o MAS (Marega-Aboubakar-Soares). No entanto, esta sigla formada pelos três avançados portistas, transmite uma ideia clara de dificuldade e obstáculo e dificilmente se concretizará.

Os três jogadores estão neste momento à disposição de Sergio Conceição e são opções válidas, MAS pode não dar certo. Para começar, tratam-se de três jogadores muito ofensivos que dificilmente alinharão juntos tanto num 4-4-2 como num 4-3-3 e para além disso a continuidade de Aboubakar e Marega no plantel azul e branco ainda é incerta.

Contudo, seria interessante imaginar um cenário em que os atacantes continuassem todos de dragão ao peito, isto porque os três atacantes portistas somam entre eles quase uma centena de golos na liga portuguesa, 93 golos para ser mais preciso.

Tiquinho Soares, 88 jogos e 37 golos, parte neste momento como o principal favorito a assumir as “rédeas” do ataque portista face à sua fantástica segunda metade da época ao serviço do FC Porto. O atacante brasileiro, que foi o segundo melhor marcador da época passada, deverá manter-se no dragão e o seu nome é sinónimo de golos.

Quanto a Vicent Aboubakar conta com 62 jogos e 26 golos e é com muito agrado que vejo o seu regresso ao FC Porto. Nos dois primeiros testes do FC Porto no México é notória a influência do ponta de lança camaronês e apresenta-se neste momento como o melhor reforço dos dragões. No entanto, a continuidade do jogador é incerta a cada dia que passa e o próprio Aboubakar não facilita a averiguação do caso com declarações contraditórias. Desde que regressou ao dragão, o atacante já disse que: “É um grande prazer estar de volta”, no entanto, perante uma aparente proposta da Premier League, o próprio jogador declarou: “Não quero perder esta oportunidade”. Declarações contraditórias para uma novela sem fim à vista. Mas, a meu ver, justifica-se esta atitude do jogador, isto porque o jogador foi constantemente desvalorizado no seu tempo de dragão ao peito. Talvez os adeptos portistas tivessem mal habituados com pontas de lança de excelência como Falcão e Jackson Martinez, mas a verdade é que agora o FC Porto precisa de “mendigar” para que Aboubakar continue no plantel.

Fonte: FC Porto
Fonte: FC Porto

Por fim, surge Moussa Marega com 78 jogos e 30 golos. O avançado maliano é um dos jogadores que mais divide os adeptos portistas. Afinal, Marega merece ou não uma segunda oportunidade no FC Porto? Para mim, a resposta é sim. Apesar de uma primeira passagem menos feliz pelos dragões, a verdade é que Marega teve excelentes desempenhos no Marítimo e mais recentemente no Vitória de Guimarães, onde durante várias jornadas se manteve como o melhor marcador da liga. Para além disso, ainda está fresca na memória, a reação do jogador perante insultos ao FC Porto na final da Taça de Portugal, defendendo o clube de forma apaixonada, algo que agrada a qualquer adepto portista. No entanto, o próprio treinador Sérgio Conceição já alertou o maliano: “Não terá uns primeiros tempos muito fáceis”.

Numa altura de testes, característico da pré-época, já é possivel verificar alguns traços do novo FC Porto à imagem de Sérgio Conceição. Para já, é visível uma equipa ofensiva e atacante em que a lei do remate predomina e para tal ser cumprida é fundamental a qualidade dos seus atacantes. Qualidade e quantidade existe na frente no plantel dos dragões. Para além do MAS (Marega, Aboubakar e Soares), o FC Porto ainda conta com os jovens talentos Rui Pedro e Galeno.

O FC Porto vai precisar de marcar, ganhar e conquistar nesta nova época. MAS será suficiente?

Foto de Capa: Bola na Rede

Portugal vira o marcador e vence Rússia por 3-1

Cabeçalho modalidades

No segundo dia do Mundialito, Portugal tinha, teoricamente, uma missão mais complicada do que com a França e a jogo contra a Rússia confirmou o previsto. Embora esteja em fase de reconstrução, a seleção orientada por Mikhail Likhachev colocou várias dificuldades à seleção nacional que, mesmo assim, conseguiu vencer por 3-1.

O inicio foi equiparado, tal como havia sido o encontro da véspera, com o lance mais perigoso a ser um remate de Andrade aos dois minutos.

Muito do jogo português começava no guarda-redes português que, sempre que tinha espaço, tentava rematar, mas o segundo passe continuava sem sair, o que dificultava o trabalho ofensivo.

Decorridos seis minutos, Portugal controlava o jogo, mas não conseguia criar oportunidades de golo. Quem acabou por marcar foi a Rússia. Numa das primeiras vezes que chegou à baliza nacional, Kryshanov abriu o ativo.

Apesar do maior tempo de posse de bola atacante, as oportunidades criadas eram poucas, sendo que as que davam trabalho a Ostrovsski partiam do pé do guarda-redes português.

Aos sete minutos de jogo, a Rússia esteve perto do segundo, mas Zé Maria, em cima da linha, evitou o 2-0.

Numa das primeiras vezes que Portugal conseguiu fazer fluir o jogo, Madjer colocou o esférico em Zé Maria que, através de um pontapé de bicicleta, obrigou a uma bela estirada do guarda-redes russo.

Finalizado o primeiro período, Portugal estava em desvantagem por 1-0. Resultado algo injusto, porque mesmo sem criar muito jogo, assim como, oportunidades, os comandados de Mário Narciso controlavam a partida. Ia valendo a eficácia russa.

No retomar do jogo, era a Rússia quem conseguia ter mais posse de bola, chegando em mais ocasiões à baliza adversária. Por outro lado, a seleção portuguesa continuava na mesma, sem grandes ideias de cariz ofensivo.

Com o passar dos minutos, tudo permanecia equilibrado. Contudo, a meio do período, Portugal beneficiou de um livre direto em zona frontal. Relembrar que contra a França, os dois primeiros golos foram marcados através de um livre, por isso, este tipo de lance poderia voltar a ser importante para a seleção. Porém, Leo atirou ao lado. Logo a seguir, lance coletivo e Jordan acertou na barra. Na resposta, a Rússia também enviou o esférico à barra. Pouco depois, Andrade colocou a bola em Ricardinho e nova bicicleta à barra.

Bolas aos ferros foram uma constante no jogo. Neste lance, a Rússia poderia ter feito o 2-0 Fonte: Zé Paulo Silva
Bolas aos ferros foram uma constante no jogo. Neste lance, a Rússia poderia ter feito o 2-0
Fonte: Zé Paulo Silva

Portugal estava a crescer aos poucos e a cerca de três minutos do intervalo, novo livre a favor da seleção da casa. Mesmo muito longe da baliza contrária, Zé Maria ficou perto de marcar. Valeu o guardião russo. Apesar da melhoria, a Rússia não se deixava ficar e a um minuto e meio da pausa, voltou a estar perto do 2-0 devido a um remate que desviou na areia.

Terminada a segunda parte, o marcador continuava em 1-0 para a Rússia. No entanto, o resultado não demonstrava o que se passava no campo. Se Portugal continuava sem ter grande fluxo atacante, a verdade é que conseguiu criar oportunidades que foram mais do que suficientes para o empate. Contudo, a Rússia também esteve perto do 2-0 por algumas vezes.

O último período do jogo começou da melhor maneira para as cores nacionais, visto que, ainda no primeiro minuto, Madjer, depois de uma assistência de Torres a meias com dois jogadores russos, fez o empate.

11 Jogadores a seguir na Primeira Liga 2017/2018

Cabeçalho Futebol NacionalCom o mercado de transferências em andamento e com o aproximar a passos largos do inicio do campeonato português e das restantes competições oficiais, não podemos deixar passar a oportunidade de dar importância e falar também sobre os tais clubes apelidados de “clubes pequenos” (face obviamente aos três grandes clubes portugueses). Muitos desses clubes têm conseguido até um crescimento muito bom e sustentável, apresentado também um bom nível de futebol, como é o caso do Rio Ave, Braga, Marítimo e Vitória SC. Porque todos os anos no mercado nacional vários jogadores aparecem ou confirmam a sua qualidade e o seu potencial, com a vantagem, entre outras, do baixo custo – alguns sim, outros não – e da sua adaptação ao país e ao nosso campeonato, nada melhor do que dar destaque a alguns jogadores que devemos olhar com maior atenção.

O campeonato Português é considerado também um bom exportador de jogadores de qualidade ano após ano e prova disso são algumas das contratações e rumores que são destaque na imprensa durante o período de transferências. Ainda este ano temos alguns exemplos de contratações de alguns jogadores já conhecidos no nosso campeonato e de maior talento como é o caso de Krovinovic que se transferiu do Rio Ave para o Benfica, Mattheus Oliveira do Estoril para o Sporting, Battaglia que após se destacar no Chaves e no Braga, tem agora a oportunidade de representar o Sporting e até Vaná que se destacou ao serviço do Feirense assinando por 4 temporadas com o FC Porto.

Este ano e se até ao final do mercado de transferências o paradigma não sofrer grandes alterações, teremos um campeonato no meu ponto de vista, com ainda maior qualidade face ao normal e face às épocas transactas.  Existe como disse muita qualidade no nosso campeonato este ano e os nomes podem ser muitos a ter em atenção. De seguida irei apresentar um onze – feito na táctica 4x3x3 – com os nomes que considero ter maior destaque e o seu valor de mercado de acordo com o site Transfermarkt.

Um diagnóstico ao Portimonense

Cabeçalho Futebol NacionalPassados seis anos desde a última passagem pelo escalão máximo do futebol profissional português, o Portimonense regressa à Liga NOS, trazendo na bagagem o título de campeão da Ledman LigaPro 2016/2017 e a surpreendente continuidade de Vítor Oliveira no comando técnico do clube. É precisamente na estabilidade que reside um dos potenciais trunfos da turma algarvia.

Mantendo a base sólida que assumiu a titularidade na temporada transata e assegurando a permanência de outros elementos, o plantel recebeu apenas algumas pinceladas cirúrgicas capazes de colmatar saídas e de garantir um conjunto suficientemente competitivo e digno da divisão na qual habita.

Até ao momento, nesta pré-época, o Portimonense já experienciou os três resultados possíveis em quatro jogos amigáveis disputados diante de emblemas como o Marítimo, o Vitória Guimarães, o Varzim e o Sheffield Wednesday. O balanço é de uma vitória, um empate e duas derrotas, perfazendo um total de seis golos apontados e nove sofridos.

Fonte: Portimonense SC
Fonte: Portimonense SC/Ana Borralho

Vejamos sucintamente os diversos setores de um plantel pronto para atacar a Liga NOS.

Na baliza, as soluções permaneceram inalteradas. Com a concorrência de Carlos Henriques e Leonardo Navacchio, Ricardo Ferreira, cumprindo a sua quinta temporada ao serviço dos alvinegros, conseguirá agarrar um lugar no 11 com naturalidade.

O eixo da defesa deverá ser composto pelo experiente Rúben Fernandes (ex-Sint-Truiden), filho da casa que atuará ao lado de Jadson ou de Lucas Possignolo, dada a inconsistência exibicional de Felipe Macedo. A inclusão de Emmanuel Hackman, que esteve ao serviço do Aves na temporada passada por empréstimo do Boavista, avizinha-se extremamente proveitosa, podendo este, apesar de estar maioritariamente rotinado à posição de lateral direito, desempenhar igualmente as posições de defesa central e de médio defensivo, bem como ombrear com o veterano Ricardo Pessoa. Do lado contrário, o regresso do internacional ganês Lumor Agbenyenu, que representou o despromovido 1860 Munique na segunda metade da época passada, relegará Edward Sarpong para o banco de suplentes.

Realizando o papel de médio defensivo, Pedro Sá deverá partir em vantagem relativamente a Marcel. À sua frente, Ewerton e Dener disputam a posição de 8, antecedendo o lugar de médio ofensivo que ficará entregue a Paulinho, não obstante a forte concorrência de Fabrício, Gustavo Costa e Ryuki.

Numa posição relativamente carenciada, o melhor marcador da 2ª Liga, Pires, apresenta-se como a única solução enquanto ponta-de-lança, pelo que uma prudente ida ao mercado de transferências necessitará de ser equacionada. Contrariamente, nos corredores laterais, Vítor Oliveira possui um leque satisfatório de possibilidades e alguma polivalência, destacando-se Wellington Carvalho (ex-Penafiel), Rui Costa (ex-Varzim), Wilson Manafá, Bruno Tabata e Chidera Ezeh.

Foto de Capa: Portimonense SC

artigo revisto por: Ana Ferreira

Raio-X ao novo FC Porto

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fc porto cabeçalhoDuas semanas de preparação e dois ensaios depois, é possível retirar já algumas conclusões do nível de afinação que leva, nesta fase ainda prematura, a orquestra que se vai aperfeiçoando para o grande espetáculo que será o campeonato, sob a alçada do maestro Sérgio Conceição. Tendo em conta os últimos jogos em terras mexicanas, a junção da segunda parte do Cruz Azul e a primeira do Chivas teve o condão de colocar água na fervura da inquietação dos adeptos face à escassez de reforços.

Sérgio apelidou de extremamente satisfatório o período de testes a que a equipa foi sujeita, revelando já identificar, em alguns momentos, as ideias que o próprio vem implementando e transmitindo aos jogadores. Sem reforços, vão valendo, essencialmente, os regressados Ricardo, Indi, Sérgio Oliveira e Aboubakar. Outros, como Hernâni, Mikel, Rafa e, eventualmente, Marega, terão de mostrar mais do que aquilo que foi possível recolher nestes dois escassos exemplos.

E das ideias do próprio Sérgio Conceição, fazendo a comparação com o seu antecessor, é possível desde logo decifrar uma clara preferência pela objetividade. Se for possível chegar à baliza adversária com apenas três ou quatro passes, não é preciso uma dúzia para o fazer; se, em zona frontal à baliza, ou em situação privilegiada, houver possibilidade de rematar, então, não se hesita; a pressão é para ser feita nas zonas adiantadas do terreno, sempre em bloco, de modo a condicionar a saída do adversário e obriga-lo a um futebol direto ou, por outro lado, a conseguir recuperar a bola na posição mais adiantada possível, de forma a que se esteja mais perto de marcar; a marcação da defesa nos lances de bola parada, é, para já, sempre à zona e nunca ao homem.

O jogo frente ao Chivas mostrou um FC Porto com muita qualidade de jogo Fonte: FC Porto
O jogo frente ao Chivas mostrou um FC Porto com muita qualidade de jogo
Fonte: FC Porto

Outros aspetos como a vertente tática ainda não estão bem enraizados e, como tal, não poderá ser alvo de análises aprofundadas. Para já, Sérgio tem apostando na base do ano passado, em 4-4-2, mantendo a defesa titular, apenas com a inclusão de Ricardo em detrimento de Maxi. O meio campo, ainda sem Danilo, parece ter em Óliver o maestro de que a equipa tanto necessita. André André vai-se configurando como uma boa alternativa na posição 6, não tão fixo nem destruidor, mas dinâmico e livre. Os extremos Brahimi e Corona ainda estão longe da melhor forma, mas estão claramente talhados para o jogo interior, abrindo espaço à subida dos laterais. Aqui, caso Sérgio prefira mais verticalidade no jogo ofensivo, pode contar com a velocidade e preferência pela ida à linha de fundo de Galeno (que até tem sido experimentado como segundo avançado) e Hernâni. No ataque, a dupla Soares-Aboubakar funcionou lindamente nos primeiros 45’ diante do Chivas, com a equipa a criar inúmeras oportunidades de golo.

Não falta matéria prima à disposição de Sérgio Conceição que deverá ainda receber um ou dois reforços até ao fecho do mercado. À parte disso, a equipa prossegue o seu aperfeiçoamento e, já no domingo, tem um teste de grau de exigência elevado, com a visita a Guimarães. Oportunidade perfeita para percebermos se todas estas ideias que saltaram à vista na última semana são a regra, ou apenas uma exceção.

Foto de Capa: FC Porto

Artigo revisto por: Pedro Couto

O campo de batalha está pronto!

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Cabeçalho modalidadesEste domingo, o Smackdown Live apresenta mais um evento. A quinta edição do Battleground, último PPV antes do SummerSlam, contém algumas novidades e desforras de grande qualidade. Títulos estarão em jogo, uma estipulação estará de volta, bem como a honra e prestígio de dois países que irão colidir num embate de titãs.

Portugal entra com o pé direito no Mundialito

Cabeçalho modalidadesFoi com uma goleada por 5-0 sobre a França que Portugal iniciou a sua participação no Mundialito de 2017 que, pelo segundo ano consecutivo, se disputa nos areais da praia de Carcavelos.

O jogo teve um início equilibrado, com as duas equipas a quererem marcar, o que ia obrigando Cianni e Andrade a demonstrar a sua qualidade.

A jogar em casa, esperava-se que Portugal impusesse um ritmo alto, mas o que acontecia eram precisamente o contrário. O ritmo era baixo e as oportunidades eram poucas.

Sensivelmente a meio do período, a seleção nacional beneficiou de um livre em zona frontal. Leo não desperdiçou e fez o primeiro. Através de um livre direto, Leonardo conseguiu abrir uma lata que se começava a supor mais complicada do que o previsto.

Mesmo em vantagem no marcador, o encontro continuou dividido e sem grandes chances de golo e assim foi até à buzina para o intervalo.

Finalizada a primeira parte, Portugal saiu em vantagem por 1-0, após doze minutos equilibrados, com poucas oportunidades e sem grande história.

Jordan
Fonte: Facebook Oficial de Jordan

A segunda metade teve, novamente, um inicio equiparado, mas aos quatorze minutos, o 2-0 esteve bastante perto. Primeiro, Andrade aproveitou o espaço dado pela defensiva francesa, fez uso do seu jogo de pés e rematou ao ferro. De seguida, Zé Maria tentou fazer a recarga, tendo acertado na barra depois de uma bicicleta.

A intensidade no areal de Carcavelos continuava baixa, pois, mesmo com Portugal a controlar, a sua prioridade era pensar bem antes de fazer alguma movimentação. Desta forma, tendo em conta que o jogo corrido continuava sem dar frutos, foi através de um novo livre direto que os comandados por Mário Narciso chegaram ao 2-0. Jordan, foi o homem do golo.

Depois de dois lances de quase golo e o 2-0, Portugal começava a evidenciar alguma superioridade. Por seu lado, a França tentava responder, mas sem grande perigo para as redes lusitanas.

Ainda antes de mais um intervalo, a seleção chegou ao terceiro. Na sequência de um canto do lado direito, Coimbra assistiu Jordan que atirou para o fundo da baliza gaulesa.

Terminada a segunda parte de doze minutos, Portugal vencia por 3-0 e confirma a superioridade que se previa a nível teórico. Embora, o jogo jogado não fosse bastante empolgante.

3ª Parte

O retomar do derradeiro período não fugiu à tónica dos dois anteriores, por isso, o equilíbrio estava de volta. Algo que não era de estranhar num jogo onde, até ao momento, Portugal apenas tinha controlado e não tinha sido muito superior.

Aos vinte e sete minutos, a partir de um lance de contra-ataque, Ricardinho, ele que substituiu na lista de convocados para o Mundialito o lesionado Bruno Novo, disse sim a um passe de Zé Maria e apontou o 4-0. Logo a seguir, o 5-0 ficou perto, mas o chapéu de Zé Maria passou por cima da baliza de França.

O fim do jogo estaca cada vez mais próximo e apesar do fraco fluxo ofensivo, Portugal controlava o jogo e poucas ou nenhumas eram as oportunidades que os “bleus” conseguiam criar para incomodar Andrade. História que se repetiu até ao final, mas quando era necessário, tanto ele como, mais tarde, Tiago Petrony, mantiveram a baliza fechada a sete chaves. Todavia, mais uma fez no último minuto do período, Jordan concluiu um hacttrick, após uma jogada de insistência, fixando o resultado final em 5-0.

Vitória justa de Portugal que, mesmo sem ter um jogo deslumbrante, foi pragmático e conseguiu aproveitar grande parte das reais oportunidades de golo de que dispôs. Nota ainda para algumas belas defesas de Andrade e na ponta final do encontro de Petrony que, assim, levam a seleção para a segunda jornada com uma diferença de golos de 5-0. Algo que pode ser importante nas contas do Mundialito.

Ao início da tarde e no jogo que deu o pontapé da saída ao Mundialito deste ano, o Brasil goleou a Rússia por 9-4 Fonte: Beach Soccer Worldwide
Ao início da tarde e no jogo que deu o pontapé da saída ao Mundialito deste ano, o Brasil goleou a Rússia por 9-4
Fonte: Beach Soccer Worldwide

A jornada de amanhã é a seguinte:

14h30: Brasil vs França

16h00: Portugal vs Rússia

Todos os jogos do Mundialito de Futebol de Praia estão a ser transmitidos na internet, através do site www.beachsoccer.com e na CMTV.

Foto de Capa:  Facebook Oficial de Rui Coimbra