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Marcos Acuña, a chegada de um talento argentino

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Neste mercado de transferências, o Sporting tem reforçado o seu plantel com atletas de renome. Destaque especial para os nomes de Jérémy Mathieu (ex-Barcelona), Fábio Coentrão (ex-Real Madrid), Bruno Fernandes (ex-Sampdoria), Seydou Doumbia (por empréstimo da Roma) e mais recentemente, Marcos Acuña proveniente do Racing Club de Avellaneda.

O esquerdino chega ao Sporting a título definitivo por um montante a rondar os 7,5 milhões de euros. El Huevo – como é chamado na Argentina – foi considerado um dos melhores jogadores do campeonato argentino 2016/2017. Visto como aquele que levava a equipa do Racing aos ombros, na temporada passada realizou 28 jogos, tendo marcado 10 golos e somando 13 assistências para golo. Acuña foi determinante na campanha do Racing e no seu 4º lugar no campeonato argentino, e foi o atleta com mais assistências na temporada 2016/2017.

Marcos Acuña, aos 25 anos, é internacional argentino, tendo participado em duas partidas para o apuramento para o Mundial 2018, diante da Colômbia e da Bolívia e ainda em dois amigáveis frente ao Brasil e Singapura. O leão Acuña soma assim 4 internacionalizações pela seleção alviceleste.

Marcos Acuña, aqui com Messi, é internacional pela seleção argentina Fonte: Facebook de Marcos Acuña
Marcos Acuña, aqui com Messi, é internacional pela seleção argentina
Fonte: Facebook de Marcos Acuña

Curiosamente, aos 17 anos, El Huevo, depois de terem fechado as portas de clubes como o River Plate, Boca Juniores, San Lorenzo, Quilme, Tigre e Argentinos Juniores, onde realizou vários testes, esteve próximo de desistir do sonho de ser profissional de futebol. Foi nessa altura que Marcos Acuña convenceu os responsáveis do Ferro Carril Oeste a contratá-lo.

Tendo feito a sua formação no Ferro Carril Oeste, clube secundário argentino, estreou-se no futebol sénior em 2009/2010, onde realizou 117 jogos e marcou por 5 ocasiões. As boas exibições no segundo escalão argentino, levaram em 2015 a transferir-se para o Racing. No clube de Avellaneda disputou 109 partidas, marcou 19 golos e fez 24 assistências. No seu palmarés conta com uma vitória na Liga Argentina Apertura, com a camisola do Racing, título que fugiu ao clube há 13 anos.

Marcos Acuña chega ao Sporting para ser mais uma alternativa para as faixas. Jogando habitualmente à esquerda, pode ainda jogar pela direita ou mesmo no centro do terreno. El Huevo caracteriza-se por ser um atleta tecnicamente muito evoluído, forte no um para um, com um excelente pé esquerdo, destacam-se ainda os seus cruzamentos e o seu desempenho nas bolas paradas. Além destas características, o argentino é um jogador com muita raça e uma enorme entrega ao jogo.

A mais recente contratação do Sporting promete, assim, ser mais uma opção para Jorge Jesus. Numa posição em que abunda qualidade no plantel leonino, com a oposição de Gelson Martins, Bruno César, Iuri Medeiros, Daniel Podence, e ainda, Francisco Geraldes, que tem sido utilizado por Jorge Jesus do lado direito. Ficam os votos para que Marcos Acuña se possa adaptar rapidamente ao futebol leonino e dar muitas alegrias aos sportinguistas.

Foto de Capa: Facebook de Marcos Acuña

Chivas 2-2 FC Porto: Empate com boas sensações

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fc porto cabeçalhoDepois de um primeiro teste onde já se viu um FC Porto com ideias de jogo e com boas impressões, apesar de o resultado não ter sido o mais favorável, neste jogo os azuis e brancos teriam de conseguir transformar os bons momentos em resultados porque, e apesar de estarmos na pré-época, cimentar rotinas em cima de vitórias é mais vantajoso do que em cima de resultados menos positivos.

O FC Porto entrou em campo com um sistema de 4-4-2 apresentando, como titulares Casillas; Ricardo, Felipe, Marcano, Alex Telles, Oliver, André André, Otávio, Hernâni; Aboubakar e Soares. Três reforços no XI titular e uma variância tática, jogando com dois avançados.

Acabou com Vaná, Layun, Jorge Fernandes, Martins Indi, Rafa Soares; Mikel, Sérgio Oliveira, João Carlos Teixeira; Brahimi, Corona e Galeno.
O FC Porto a entrar bem com o camaronês Aboubakar a aproveitar um bom momento de pressão coletiva para finalizar da melhor forma, aos 2 minutos de jogo.

O FC Porto quer implementar um bloco compacto, mas muito subido que vai envolver uma boa forma física e muita disponibilidade coletiva e que, neste encontro, causou muitas dificuldades à equipa de Guadalajara.
Os dragões com várias trocas posicionais, sempre à procura dos equilíbrios, mas com todos os jogadores a demonstrar que estão a assimilar os processos e que sabem o que fazer em cada momento do jogo.
Sérgio Conceição também a colocar Ricardo Pereira a médio direito após entrada de Maxi Pereira, mostrando a polivalência e qualidade deste jovem português.

Aos 38’, uma bela jogada coletiva com um lance ao primeiro toque e à base de “tabelinhas”, a ser cabeceado por Otávio após cruzamento de Herrera. Excelente primeira parte dos dragões.
Algo a evitar será o lance do golo dos mexicanos, onde a equipa virou as costas ao lance numa bola parada e onde o Chivas aproveitou a sua única jogada de perigo.

Fonte : FC Porto
Fonte : FC Porto

O segundo golo a nascer de um cruzamento rasteiro e um desvio de calcanhar para o segundo poste onde Fierro finaliza por baixo das pernas de Vaná. Um jogo totalmente diferente na segunda parte, com menor qualidade e onde as alterações se fizeram sentir tendo os dragões piorado. De qualquer das formas, fica uma excelente primeira parte dos dragões, onde dominaram a partida por completo e onde os princípios de pressão coletiva, ocupação de espaços, versatilidade e mobilidade estiveram bem presentes.

Como jogaram os reforços:
Ricardo Pereira: Não sabe jogar mal. Sempre muito disponível no ataque, fruto da sua velocidade e capacidade de entendimento com os colegas, e também a defender, sempre com boa capacidade de desarme e de leitura de jogo.

Hernâni: Jogo esforçado, mas sem conseguir dar ao jogo a sua velocidade e capacidade de 1×1. Está em fase de entrosamento com os novos colegas e, vindo de uma lesão, à procura de melhores índices físicos.

Aboubakar: Entrou a marcar, fruto da pressão alta do FC Porto, numa boa finalização. Sempre disponível para os seus colegas, a jogar bem de costas para a baliza, tendo de melhorar a capacidade de passe que ainda peca bastante.

Sérgio Oliveira: À semelhança do jogo contra o Cruz Azul, a entrar muito bem, com critério no passe e boa capacidade de desarme. Tem uma palavra a dizer no meio-campo portista a continuar com estas exibições.

Martins Indi: Exibição segura, sem comprometer por parte do defesa holandês, jogando simples e objetivo.

Galeno: Mais uma exibição em que não conseguiu entrar bem no jogo, estando sempre muito afastado da bola e a ser mal servido, fruto das várias alterações operadas pelo treinador.

Mikel: A fazer o que lhe competia numa fase onde o jogo se encontrava mais partido, dando consistência no meio-campo, fechando os espaços e a ser o primeiro elemento de condução.

Rafa: A ser ultrapassado no lance do segundo golo, não teve uma entrada feliz em campo, sentindo dificuldades em entrar no ritmo do jogo.

Vaná: Estreia com a camisola do FC Porto onde teve a infelicidade de sofrer um golo no primeiro remate concedido.

Foto de Capa: FC Porto

Artigo revisto por: Beatriz Silva

Que comecem os Jogos Mundiais

Cabeçalho modalidadesJá ouviste falar nos Jogos Mundiais? Provavelmente não, vou então explicar-te de forma simples o que são. Os Jogos Mundiais são os Jogos Olímpicos das modalidades não olímpicas. É uma competição em tudo igual aos Jogos Olímpicos e que, entre outras coisas, serve para avaliar algumas modalidades, para saber se devem dar o salto para a competição principal ou não. Apesar de não ser organizada pelo COI, este dá um grande contributo financeiro para a organização.

A edição deste ano é na Polónia, com base em Varsóvia, e começa já hoje, acabando a 30. Estarão 27 modalidades, mais quatro modalidades convidadas. Nesta competição, algumas vão ter a sua despedida, como a Escalada ou o Karate, que em 2020 estarão já em Tóquio. Outras modalidades como o Triatlo ou Rugby de 7 também já estão nos Jogos Olímpicos.

Portugal terá 20 atletas nesta competição, divididos por: Dança Desportiva (Telmo Madeira e Vanessa Ferrão), Ginástica Acrobática (Carolina Dias e João Martins), Ginástica de Trampolins (Inês Martins, Diogo Abreu, Diogo Ganchinho, Diogo Costa, João Saraiva, Mariana Carvalho e Nicole Pacheco), Ju-Jitsu (Ana Dias), Muaythai (Diogo Calado e Maria Lobo), Patinagem Artística (Daniela Sardinha, José Souto, Mariana Souto e Sebastião Oliveira) e Patinagem de Velocidade (Diogo Marreiros e Martyn Dias).

A comitiva portuguesa que vai para a Polónia Fonte: COP
A comitiva portuguesa que vai para a Polónia
Fonte: COP

Sou sincero, com pena minha, não conheço a grande maioria destes atletas, mas confio nas palavras de José Manuel Constantino, presidente do COP, o qual falou na possibilidade de os atletas portugueses alcançaram algumas medalhas. O meu desejo é que seja verdade.

Portugal participa na competição desde a sua primeira edição, em 1981, sendo a edição de 2017 a décima. Nas nove participações anteriores, só em 1997 não conseguimos trazer medalhas e temos, no total, 18 medalhas em desportos oficiais e duas em desportos de exibição. Estas medalhas estão divididas em cinco ouros, cinco pratas e oito bronzes, a que se junta uma prata e um bronze, nas modalidades de exibição.

Termino a lamentar que não seja possível acompanhar os Jogos Mundiais na televisão em Portugal, ao contrário da maioria dos países, principalmente os em que existe desporto e não apenas futebol. Desejo, ainda, boa sorte a toda a comitiva portuguesa que vai à Polónia, e que nos consigam deixar ainda mais orgulhosos do que já deixam.

Foto de Capa: Jogos Mundiais

Artigo revisto por: Francisca Carvalho

FC Famalicão 0-0 SC Braga B: Sinal mais na apresentação

Cabeçalho Futebol NacionalO Futebol Clube Famalicão recebeu hoje o Sporting Braga B no jogo de apresentação aos sócios. A primeira parte foi de domínio famalicense, enviando duas bolas à barra da baliza de Filipe, por Mickael Thuíque e Jaime Poulson e tendo outro remate forte de Wilian da esquerda, para defesa apertada, para canto do guardião bracarense, sendo que a equipa de João Aroso não teve oportunidades de golo na primeira metade.

Na segunda parte, e fruto das muitas alterações efetuadas pelos dois técnicos, o jogo mudou e o Braga B teve maior ascendente, tendo inclusive uma bola ao poste após remate de Idelino Ié, um remate forte dentro de área de Namora para intervenção de grande qualidade de Gabriel e uma cabeçada de Leandro para nova defesa do guardião canarinho do Famalicão, tendo a equipa da casa respondido com um remate à meia-volta de Thuíque para defesa de Ricardo Velho e outro remate de Andersson, reforço anunciado hoje pelo Famalicão depois de período à experiência, para defesa segura de Velho.

Fonte: FC Famalicão
Fonte: FC Famalicão

Empate a zeros no final da partida, o Famalicão prossegue a preparação do 1º jogo oficial, domingo frente ao Santa Clara, para a Taça da Liga e os reforços que mais se destacaram no jogo de apresentação foram os brasileiros Wilian e Thuíque, os dois titulares e os principais agitadores do ataque famalicense e Zé Pedro, central vindo do Covilhã, deixando água na boca dos adeptos que hoje fizeram uma boa moldura humana no Estádio Municipal de Famalicão.

Manu Ginobili: Ainda não é desta

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Cabeçalho modalidadesManu Ginobili, prestes a completar o 40.º aniversário, voltou a adiar a sua retirada do grande palco do basquetebol e renovou com os San Antonio Spurs por mais uma temporada. O jogador anunciou a sua renovação através da rede social Twitter.

Manu conta com quatro anéis de campeão, duas presenças da NBA All-Star e o prémio Sixth Man of The Year (2008). O jogador chegou aos Spurs em 2002, após sete anos divididos entre a liga argentina e italiana. Antes de chegar à NBA, o jogador já havia mostrado todo o seu valor e o porquê de merecer um lugar entre as estrelas.

Apesar de a sua primeira época não ter sido a época de sonho, devido a uma lesão, o esquerdino conseguiu provar que merecia um lugar na equipa e faria, depois, parte de um dos melhores trios da NBA, ao lado de Tony Parker e Tim Duncan.

Manu Ginobili continuará a espalhar magia pelos pavilhões durante mais uma temporada Fonte: NY Times
Manu Ginobili continuará a espalhar magia pelos pavilhões durante mais uma temporada
Fonte: NY Times

Muitos pensaram que o jogo que determinou que seriam os Warriors a seguir para a final seria o último do argentino, mas este sente-se em condições de realizar a que será a sua 16.º temporada com a camisola da equipa texana.

Na passada época, o extremo-base terminou com uma média de 7.5 pontos e 2.7 assistência em 18.7 minutos por jogo.  Ora, para um jogador da sua idade estes números são qualquer coisa. Os adeptos dos Spurs vão poder, então, deliciar-se por (pelo menos) mais um ano.

Foto de Capa: USA Today

Artigo revisto por: Beatriz Silva

 

Ensaio sobre a Cegueira Mediática

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A imagem do jogador leonino Francisco Geraldes a ler o livro Ensaio sobre a Cegueira de José Saramago no banco de Suplentes do Sporting antes do jogo particular contra o Valência tem sido aproveitado por alguma comunicação social para, a meu ver, mais uma vez, denegrir a imagem do Sporting Clube de Portugal e as opções de Jorge Jesus no que à gestão da equipa diz respeito. A palavra Cegueira no livro que o Chico (deixem-me tratar assim o rapaz) estava a ler é, talvez, aquela que mais salta à vista, passando subrepticiamente a mensagem de que Jorge Jesus está ceguinho da silva e que já não reconhece os talentos dos seus jogadores, como o Chico Geraldes e outros que tais, deixando-os no banco. E, para não bastar, agora esses talentos segregados têm que se entreter na leitura atenta de manuais ou ensaios sobre a Cegueira para que compreendam o que está por detrás da cegueira do seu mestre. Fantástico!

A retórica implícita em tudo isto é elaborada, há que reconhecê-lo. Mas há, neste caso em específico, uma Cegueira mediática que importa descortinar. É lamentável como a onda mediática anti-sporting se aproveita de tudo e mais alguma coisa para afetar a estabilidade da equipa leonina. Somos Sporting e não desistimos de denunciar aquilo que nos parece errado e deturpado dos nossos valores. Que mal tem, afinal, que um jogador do Sporting leia um livro no banco de suplentes antes de um jogo? Que mal tem que ele se desloque para o Estádio José de Alvalade de metro, como também alguma comunicação social “notíciou” (aspas importantes) há uns tempos atrás?

Além da brigada anti-sporting propagandeada por alguma comunicação social, há um esteriótipo que recai sistematicamente sobre os futebolístas que se tem que começar a esbater – afinal, alguns deles, são pessoas que também andam de transportes públicos (como alguns de nós) e que também gostam de ler livros (como alguns de nós). O que tem de errado tudo isto? Rigorosamente nada.

Francisco Geraldes tenta convencer Jorge Jesus Fonte: Liga Portuguesa
Francisco Geraldes tenta convencer Jorge Jesus
Fonte: Liga Portuguesa

Mas talvez o mais importante desta Cegueira mediática tenha sido o facto da Fundação Saramago ter aproveitado essa importantíssima notícia de um jogador de futebol a ler um livro para, no Facebook, escrever a seguinte mensagem “Francisco Geraldes, quando voltarem estarão mais reforços (livros) à espera! Um abraço, boa época e boas leituras!”. E quanto à comunicação social medíocre que tudo faz para denegrir a imagem do Sporting, continuem a publicar fotos e imagens do rapaz a ler o que quiser ou a deslocar-se de metro para Alvalade a ouvir música no ipod ou coisa que o valha. Quanto a mim, tanto se me dá como se me deu.

E parece que ao Chico também, pois continuará a ler Saramago, Dostoiévski, Tolstoi, Mailer, Jorge Amado, Isabel Allende, entre outros escritores, sempre ouvirá as músicas que lhe apetecer e der na real gana, irá de metro, de comboio, de carro, de helicóptro ou de avião até Alvalade ou outro local qualquer, quando bem lhe apetecer. Fará tudo isto e provavelmente a comunicação social anti-sporting, ceguinha da silva, manter-se-á entretida a publicar mais notícias ridículas sobre os gostos do jogador. Mas é como diz o outro: os cães ladram e as caravanas passam. Porque os verdadeiros cegos não são aqueles que não vêem. São aqueles que não querem ver. Boas leituras, oh Chico!

Foto de Capa: Sporting CP

artigo revisto por: Ana Ferreira

Portugal 0-2 Espanha: Derrota natural na estreia em Europeus

Cabeçalho Seleção NacionalNos primeiros minutos de jogo nem se notava que Portugal estava a cumprir a sua estreia em grandes competições internacionais, neste caso o Campeonato da Europa de futebol feminino, tal a forma personalizada como entrou em campo. Mas rapidamente o jogo mudou muito e a Espanha passou a assumir o controlo total da partida, criando um conjunto de oportunidades claras para marcar. Dessas, marcou em duas ocasiões e podia ter marcado pelo menos mais um ou dois golos. Aliás, as jogadas que resultaram em golo foram bastante parecidas, ou seja, um passe profundo, bastante espaço oferecido às jogadoras de “nuestras hermanas” em claras falhas de marcação da nossa equipa e uma finalização fácil à boca da baliza, sem qualquer hipótese para a guardiã Patrícia Morais.

Os tentos foram marcados, respetivamente, por Vicky Lousada e por Amanda Sampedro, aos 23 e 42 minutos, sensivelmente. Após o segundo golo das espanholas previa-se uma segunda parte penosa para o nosso lado e o avolumar do resultado, mas tal não aconteceu, por duas razões. Uma, porque a seleção portuguesa melhorou bastante a sua prestação defensiva, mantendo as dificuldades em sair para o ataque, e segundo, a Espanha tirou o pé do acelerador, vendo que o resultado era positivo decidiu poupar algumas das suas melhores armas.

A jogadora Cláudia Neto bem se esforçou, mas a bola nunca lhe chegava “redondinha” aos pés  Fonte: FPF
A jogadora Cláudia Neto bem se esforçou, mas a bola nunca lhe chegava “redondinha” aos pés
Fonte: FPF

Apesar das enormes dificuldades em chegar a zonas de finalização, criámos uma ou duas situações de golo, só que, infelizmente, não aproveitámos nenhuma delas e o resultado permaneceu inalterado até ao fim do encontro. Embora o resultado não tenha sido positivo, creio que o balanço não é muito negativo, só foi pena não termos marcado nenhum golo. Mas, claro, a “roja” é uma equipa de classe mundial e muito dificilmente conseguiríamos outro resultado.

O próximo jogo contra a Escócia marca a melhor oportunidade que vamos ter de somar pontos neste Europeu, pese embora o ranking superior da turma escocesa.

Bons velhos hábitos

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Os jogos de pré-época valem o que valem. Claro que quando se tem um certo estatuto convém não andar por aí a sofrer goleadas, mas o mais importante de tudo é mesmo competir e, dessa forma, dar uma ideia ao treinador do que há ainda a fazer. E, neste capítulo, Sérgio Conceição (SC) tem de estar especialmente atento, porque o FC Porto não pode falhar mais.

Fonte: FC Porto
Fonte: FC Porto

E, olhando a isso, é com especial agrado que constato algumas coisas. Desde logo a espera que tem sido feita para contratar jogadores. SC tem trabalhado com o que o clube já tinha e, de certa forma, tem feito o que Leonardo Jardim também havia sido “forçado” a fazer quando chegou ao Sporting, deixando as contratações para depois e caso sejam indispensáveis. Depois há o trabalho de campo propriamente dito, onde, com apenas um jogo de amostra, deu para perceber que os jogadores estão exaustos – o que indicia um trabalho forte no dia-a-dia – e que existe agora ordem para arriscar mais o remate – a falta deles foi precisamente uma das queixas mais ouvida da boca dos portistas nos últimos anos.

Ainda é cedo para tirar quaisquer conclusões definitivas, mas para já fica a ideia que o FC Porto vem para esta época apostado em continuar a optimizar os recursos que tem ao seu dispor de forma a voltar a ser um clube vencedor. Foram recuperados bons hábitos antigos e nota-se o esforço para eliminar outros que têm sido prejudiciais. Se a isto juntarmos a força dos portistas, que têm sido incansáveis no apoio e na defesa do clube (ver o recente “caso D.A.M.A”), então não há como não encarar 2017/2018 com optimismo.

Foto de Capa: FC Porto

artigo revisto por: Ana Ferreira

10 capítulos dourados da História do Futebol

Cabeçalho Futebol Internacional

O futebol e a sua história ficam indelevelmente marcados pela soma dos seus vários períodos, dentro dos quais, grandes clubes, ou mesmo selecções marcam uma era, e ganham o seu espaço na eternidade.

Hoje trago-vos, aquelas que são, na minha opinião, 10 das melhores equipas da história do futebol, que pelos seus feitos ímpares em períodos muito concretos lograram conquistar o seu espaço no Olimpo.

O Santos do Rei Pelé foi no período entre 1955-1968 uma equipa temível, constituída por nove campeões do mundo, e que apesar de ter sido duas vezes campeã mundial, ficou sempre no ar a ideia de que poderia ter conquistado muito mais. Naquela altura os jogos particulares eram bastante comuns, sendo que as principais equipas eram convidadas para disputar partidas pelo mundo fora. O Santos sempre foi bastante requisitado, fazendo várias viagens durante a época, ganhando muito prestígio e dinheiro.

O Brasil da década de 70! A Canarinha foi tricampeã do mundo, numa formação que contava com Tostão, Pelé, Rivellino, entre outros craques. O futebol bonito, alegre e apaixonado daquela selecção correspondia à constelação de estrelas que formava o seu plantel, e ficará para sempre nos anais da história.

 

Neste elenco não poderia faltar o maior clube do mundo, o Real Madrid 1956-60 que conquistou as cinco primeiras edições da Taça dos Clubes Campeões Europeus entre 1956 e 1960 sob a batuta de Di Stefano e do Major Galopante Puskas.

O AC Milan de 1987/1991 que contava com Carlo Ancelotti, Frank Rijkaard, Van Basten, Gullit, Paolo Maldini, Franco Baresi, e uma constelação de estrelas que no final dos anos oitenta foi o clube transalpino com maior sucesso na Europa.

O Ajax de 1965/1973 confundia-se com a sua grande estrela: Johan Cruyff, e era comandado pelo emblemático Rinus Michels. Para a história, e alguns anos após o Penta do Real Madrid, o Ajax viria a conquistar três Ligas dos Campeões.

O Liverpool de 1975-1984 é outro dos mais brilhantes capítulos da história do futebol. Quatro dos cinco troféus da Liga dos Campeões estão no seu hall of fame foram conquistadas por esta geração. A acrescer, a equipa liderada por Graeme Souness, Kenny Dalglish e Alan Hansen também conquistou sete campeonatos em oito edições do Campeonato Inglês neste período.

A Hungria de 1950-1956 liderada por Ferenc Puskas foi campeã olímpica em Helsinque, 1952, tendo perdido apenas dois jogos entre 1949 e 1956. Um deles foi precisamente a final do Mundial de 1954, na Suíça, num episódio apelidado de “Milagre de Berna”, em virtude da surpreendente vitória da Alemanha por 3-2. Hoje em dia, poucos são aqueles que se lembram do vencedor desse mundial. Mas ninguém se esquece da imbatível selecção Magiar que dominou o futebol de selecções neste período.

 

A famosa Hungria de Puskas Fonte: https://leiacorner.com.br
A famosa Hungria de Puskas
Fonte: https://leiacorner.com.br

O Inter de Milão de 1962-1967 dominou na Europa e em Itália, tendo conquistado a Taça dos Clubes Campeões Europeus em 1963/64 e 1964/65, e marcou a diferença ao inovar para um esquema táctica com um líbero, sob a batuta do genial Heleno Herrera.

A Espanha dominou o mundo entre 2007 e 2012 ao conquistar o Euro 2008 eo Euro 2012, e ainda o Mundial de 2010. A obsessão pela posse de bola, e a base formada pelo campeão europeu de clubes Barcelona tornaram a Espanha numa selecção imbatível neste período.

Por último, uma referência ao Barcelona de Pep Guardiola, que entre 2008 e 2011 foi a melhor equipa do mundo, detentora de um futebol apaixonante e demolidor, que culminou com a conquista de duas Ligas dos Campeões, dois Mundiais de clubes e três Ligas Espanholas, comandada pelo astro argentino Leonel Messi.

Foto de Capa: DailyMail

Há Lonzo para lá de LaVar

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Cabeçalho modalidadesLonzo Ball, segunda escolha do draft da NBA deste ano, entrou na NBA com uma pressão tremenda em cima dos ombros. Muito por culpa do seu pai, LaVar Ball, que encheu programas de televisão desde o início do ano, levando o público a odiá-lo (e por consequência ao seu filho) ou a chamá-lo de génio de marketing. Mas Lonzo nada tem a ver com o que o pai faz e o que fez na Summer League, com as devidas precauções, leva-nos a crer que estamos na presença de um jogador realmente especial e que pode mudar mesmo os Lakers.

LaVar Ball deu-se a conhecer em 2017 como um homem algo louco, o que irritou certas pessoas e criou risos noutras. Desde dizer que venceria Michael Jordan num confronto direto, a dizer que o seu filho já é melhor do que Stephen Curry, acabando na criação de umas sapatilhas com o nome de Lonzo Ball, numa marca criada por si e à venda por quase 500 dólares, LaVar Ball, acima de tudo, divertiu a América. Mas o seu estilo tresloucado e a “boca grande” aumentaram a atenção sobre o seu filho, que entrou na Summer League, uma competição que serve de habituação à NBA para os rookies, com uma pressão totalmente diferente da dos demais.

Lonzo Ball a demonstrar a sua habilidade como passador na Summer League Fonte: Inquirer
Lonzo Ball a demonstrar a sua habilidade como passador na Summer League
Fonte: Inquirer

Após uma estreia dececionante, Lonzo Ball soltou-se. O jovem base tem proporcionado excelentes espetáculos, onde se destaca a capacidade de passe. A nova coqueluche dos Lakers terminou a Summer League com a melhor média de assistências de sempre e a melhor média de ressaltos para bases. Vários triplos-duplos depois, Ball não é, obviamente, uma certeza. Porém, a maneira como se exibiu em Las Vegas dizem muito da maneira como lida com a pressão e como consegue, realmente, fazer dos seus colegas melhores jogadores. Ball é o típico general dentro do campo, que encontra sempre a melhor solução para a sua equipa, especialmente em transições ofensivas.

É óbvio que falta muita coisa: o gesto de lançamento pode trazer problemas ao mais alto nível e ainda se nota alguma dificuldade em criar a partir do drible, em situações de ataque organizado. Mas aquilo que sabia fazer na universidade, Lonzo provou que consegue trazer para a NBA. Por muito que o pai fale, o número 2 dos Lakers não se chama LaVar. Chama-se Lonzo Ball e tem, tendo em conta os recentes apontamentos, um excelente futuro pela frente. Para quem tinha tanto em cima dos ombros, já começou a ganhar fãs. Reforço que a Summer League vale muito pouco, mas há certos jogadores que não enganam. E a menos que algo de muito estranho aconteça, Ball poderá ter uma excelente carreira na NBA. Os Lakers, com certeza, aguardam por isso.

Foto de Capa: USA Today

artigo revisto por: Ana Ferreira