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Roland Garros 2017: A experiência de Halep ou o sonho de Ostapenko, em quem apostar?

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Cabeçalho modalidadesA vertente feminina de Roland Garros está prestes a terminar. Hoje, pelas 14h00 (hora portuguesa) Simona Halep e Jelena Ostapenko irão medir forças numa final que poucos adivinhariam ao arrancar da competição. Se por um lado, a presença de Simona Halep – 4ª classificada no ranking WTA – não é uma surpresa, podemos dizer que a jovem Ostapenko – 47ª WTA – surpreendeu grande parte do mundo do ténis com as suas exibições espetaculares que a levaram à final.

Simona Halep chegou a Paris num bom momento de forma, tendo vencido o torneio de Madrid e alcançado a final em Roma e a romena confirmou esse “momentum” ao longo da quinzena em França, tendo avançado de forma bem tranquila até aos quartos-de-final. Nessa ronda, Halep pode dizer que conseguiu concretizar um autêntico milagre quando, ao perder por 3/6 e 2/5, a romena virou o encontro a seu favor e levou de vencida Elina Svitolina pelos parciais de 3/6 7/6 e 6/0. Enfrentou na ronda seguinte Karolina Pliskova (num encontro que, em caso de vitória, levaria a checa ao topo do ranking mundial) e mais uma vez viu-se obrigada a jogar 3 sets, acabando por vencer com 6/3 no último.

Fonte: Roland Garros
Fonte: Roland Garros

Jelena Ostapenko está a ser, no entanto, a grande revelação do torneio. A jovem oriunda da Letónia tem-se exibido a um nível fantástico, assumindo uma postura muito positiva para uma jovem que completou 20 anos na passada quinta-feira, e espancando violentamente todas as bolas que se dirigem à sua raquete (a velocidade média da sua pancada de direita é, neste torneio, superior à do líder do ranking ATP Andy Murray – 122km/h vs 117km/h a favor da letã). Ostapenko iniciou a sua caminhada em Roland Garros frente à 128ª classificada do ranking WTA Louisa Chirico numa partida que terminou em três sets e desde então, apenas defrontou (e eliminou) atletas com classificação acima da sua, tendo perdido um total de quatro sets (três dos quais nas últimas três rondas frente a Stosur, Wozniacki e Bacsinszky).

Fonte: Roland Garros
Fonte: Roland Garros

Aposta :

É um jogo difícil de prever (quase todos no circuito feminino), mas Karolina Pliskova – eliminada por Halep na meia-final – foi taxativa quanto ao tema: “Não há dúvidas que Ostapenko está a jogar muito bem, mas eu apostaria tudo o que tenho na vitória de Simona [Halep]”. Na minha opinião não é assim tão linear que a romena vença, mas vamos aos detalhes. Halep regressa à final de Roland Garros três anos depois, e sabe que se vencer hoje, segunda-feira figurará no topo do ranking mundial feminino. Este fator pode servir de motivação extra, pelo que também poderá ter o efeito oposto e contribuir para que a romena sinta algum nervosismo adicional e caso não mantenha o foco na partida até ao último ponto Jelena Ostapenko é – como já mostrou nesta prova – o tipo de atleta que irá tirar vantagem da situação e aumentar a agressividade colocando em perigo a superioridade de Halep. Já Ostapenko – que chegou a vencer a competição júnior em Wimbledon – apenas disputou 3 finais de torneios WTA na sua carreira, e poderá acusar algum nervosismo natural de uma ocasião tão solene. No entanto a seu favor, a jovem de 20 anos terá uma parte significativa do público que (como eu, admito!) adoram o estilo agressivo e irreverente da letã e a motivação de saber que em caso de vencer, não só entra para a História da modalidade como a única letã a vencer um Grand Slam como garante o 12º posto na hierarquia mundial.
Vencedora no jogo : Simona Halep (1.27)

Foto de Capa: Roland Garros

O Carrossel dos Emprestados

Cabeçalho Futebol NacionalAo longo deste ano, se houve um tema que foi uma constante nos meus artigos – e nos de outros redatores –, esse tema foi o desequilíbrio do nosso campeonato. Hoje pego de novo nesse universo, explorando em particular um fenómeno cada vez mais habitual na nossa liga e em ligas estrangeiras: a estratégia de compra e rotação por empréstimo de jogadores por parte dos clubes grandes.

Para analisar de forma coerente este fenómeno, convém percebermos bem sobre o que falamos realmente, os empréstimos. Este tipo de transferência consiste, como o nome indica, num empréstimo de um jogador, normalmente sem custos ou de custo reduzido, por um período mínimo de contrato entre duas janelas de transferências. Mas o que é importante reter é mesmo a função dos empréstimos: quando um clube empresta um jogador, normalmente ele é o elemento prioritário da transferência, pois ela acontece para que este não perca ritmo e evolução quando não tem espaço na equipa, procurando essa progressão e espaço noutro clube temporário.

Patrick Vieira foi um dos mais recentes jogadores contratados pelo Benfica que terá um empréstimo como possível futuro Fonte: Facebook Oficial de Adelson Monte Alto.
Patrick foi um dos recentes jogadores contratados pelo Benfica que terá um empréstimo como possível futuro
Fonte: Facebook Oficial de Adelson Monte Alto

Obviamente que os clubes são parte interessada e pretendem sempre sair deste processo com outras mais valias, mas, talvez na maioria dos casos, a prioridade é o jogador. O problema está aqui. Neste momento a prioridade não é o jogador nem o retorno desportivo das equipas, mas sim, quase exclusivamente, o retorno e lucro financeiro dos clubes, criando-se, de certa forma, uma espécie de poder invisível dominado pelos “grandes”.

Atualmente, a política de contratações de Benfica, FC Porto e Sporting – uns mais que outros – passa muito por esta estratégia: comprar autênticos carregamentos de jogadores a clubes mais pequenos da nossa ou de outras ligas, para depois redistribuí-los de novo por equipas quer do nosso campeonato quer de ligas estrangeiras. Se isto lhe parece completamente normal, então acrescentemos outro facto – os jogadores comprados pelos grandes com o objetivo de rodarem num verdadeiro carrossel são, na sua maioria, de qualidade inferior e de preço baixo.

Bolat chegou em 13/14, mas não fez qualquer jogo com a equipa A dos Dragões. Vai para a sexta época de empréstimos Fonte: Domínio de Bola
Bolat chegou em 13/14, mas não fez qualquer jogo com a equipa A do FC Porto. Vai para a sexta época de empréstimos
Fonte: Domínio de Bola

Para ilustrar esta afirmação, peguemos em alguns exemplos recentes desta estratégia, nomeadamente por parte do Benfica: durante esta semana, foram noticiadas em órgãos de comunicação social desportivos as contratações de Patrick Vieira, do Marítimo, e de Willyan, do Nacional da Madeira. Enquanto que para o primeiro se adivinha uma transferência a custo zero – devido a final de contrato – para Willyan desconhecem-se os contornos do processo, dado que o brasileiro ainda tinha contrato com o Nacional até 2020.

São duas contratações por parte do Benfica que se podem considerar, no mínimo, improváveis e desnecessárias. Sem querer desvalorizar os dois jogadores, parece-me que, à vista desarmada, estes não mostraram qualidade suficiente para jogar no clube da Luz. E estou certo, porque provavelmente não jogarão: Willyan foi imediatamente emprestado ao Vitória de Setúbal, enquanto que, nas palavras da comunicação social, Patrick deverá ser também “emprestado a outro emblema”. Ou seja, o Benfica serviu quase exclusivamente como um intermediário para a transferência, tendo como único interesse o domínio dos direitos económicos dos jogadores, os quais passa a deter.

Letónia 0-3 Portugal: Melhor o resultado do que a exibição

Cabeçalho Seleção NacionalEm mais um jogo da fase de apuramento para o Mundial de 2018, na Rússia, Portugal deslocou-se à capital da Letónia, no Skonton Stadium, com o objetivo de alcançar três pontos. A equipa das quinas estava obrigada a vencer a partida, perante uma débil Letónia, de modo a evitar que a Suíça fugisse ainda mais no topo da tabela classificativa do grupo B.

A grande surpresa na partida, foi a inclusão de Bruno Alves no onze, pelo lugar do lesionado Pepe. O jogo começou dividido, com poucas linhas de passe por parte da equipa nacional e com a Letónia a tentar esticar sempre o seu jogo, através de bolas longas e contra-ataques.

Os dez minutos iniciais foram muito fracos, apesar das tentativas de Portugal se destacar na partida, tudo foi muito tímido e jogava-se pouco futebol de parte a parte.  Portugal começou a assumir o jogo, a ter mais bola e a encostar a Letónia à sua defensiva, mas de novo sem criar grandes ocasiões de perigo. Ao minuto 23, primeiro lance de perigo para Portugal. Ronaldo, numa brilhante jogada individual atira no alvo mas Vannins evitou o golo. Mas, nos minutos seguintes, Portugal voltou a desaparecer do jogo. O jogo da equipa nacional era muito previsível e baseava-se sobretudo em despejar bolas para a pequena área, sem grande sucesso.

Os festejos do segundo golo de CR7 Fonte: UEFA
Os festejos do segundo golo de CR7
Fonte: UEFA

Depois de tanto sofrimento, Portugal acabava por chegar ao golo. Na sequência de um cabeceamento de José Fonte ao poste, apareceu, de novo, o capitão Ronaldo a abrir o ativo. Este golo tranquilizava os adeptos portugueses e vinha acabar com a apreensão que se sentia. Foi uma primeira parte apática da equipa nacional que se mostrou algo surpresa com a disposição tática apresentada pela equipa letã, com Cristiano Ronaldo a mostrar-se de novo decisivo.

Na segunda-parte, Portugal entrou bem na partida. Apesar disso, passados cinco minutos de jogo, a equipa letã começou a causar maior perigo à equipa portuguesa. Foi nesta altura que Portugal viveu a sua pior fase no encontro. Portugal tinha poucas oportunidades apesar da maior posse de bola. A equipa das quinas não conseguia circular a bola e acabava por ter dificuldades na fase de criação e definição das jogadas. Aos poucos, a seleção da Letónia foi começando a evidenciar sinais de cansaço e começaram a conceder espaços. Ronaldo ia ameaçando e acabou mesmo por concretizar essas ameaças ao minuto 63 após assistência de Quaresma, que veio render Gelson Martins no onze. O jogo estava praticamente resolvido nesta altura, Portugal limitava-se a controlar o jogo. Ainda assim, André Silva não quis deixar de colocar a sua marca na partida e voltou a marcar após boa recuperação de Ronaldo.

Até final da partida, Portugal ainda dispôs de algumas oportunidades para dilatar a vantagem mas Vannins foi travando as investidas portuguesas. O resultado aceita-se mas a exibição portuguesa deixou algo a desejar, sobretudo na primeira parte. Ronaldo, voltou a ser decisivo e tornou o jogo mais fácil. Agora, a mente dos portugueses já está na Taça das Confederações, onde se espera que o capitão volte a ser decisivo.

«Em Maio os portistas vão estar felizes».

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fc porto cabeçalho

Ultrapassadas todas as burocracias que foram naturalmente atrasando a confirmação oficial de Sérgio Conceição como o novo treinador do FC Porto, eis que o “homem do leme” chega, finalmente, ao seu “Estádio de sonho”, como afirmou ontem Pinto da Costa, aquando da sua apresentação.

Sérgio, homem de fortes convicções e crença no (bom) trabalho que foi apresentando, dirigiu-se à comunicação social (e ao universo azul e branco em particular) bem ao seu estilo: direto, sem papas na língua, com um discurso autoritário e completamente diferente daquele adotado pelos seus antecessores. O olhar de Sérgio desafia guerra com quem com ele ou com os seus se atrever a “meter”. Isso agrada sobremaneira à exigente massa adepta que sempre viu na cordialidade com que NES enfrentava os “inimigos” uma autêntica ineficácia.

Fonte: FC Porto Sérgio Conceição manifestou crença no sucesso
Fonte: FC Porto
Sérgio Conceição manifestou crença no sucesso

Não querendo entrar no campo das avaliações técnicas, ou seja, naquilo que Sérgio poderá acrescentar ao nível futebolístico, prefiro antes centrar a minha análise naquilo que foram as frases fortes do discurso do treinador. «Em maio os portistas vão estar felizes.» O FC Porto não vive uma fase famosa, bem pelo contrário. A conjuntura do futebol português até prevê o domínio para quem dele se apoderou por via dos seus fortes e longos tentáculos. Nesse sentido, creio que Sérgio se colocou numa posição fragilizada ao fazer uma promessa como esta, que indica claramente a conquista de títulos. Um eventual falhanço nesses objetivos servirão claramente como arma de arremesso por parte da sempre pronta crítica desportiva como forma de diminuir o trabalho do treinador. Qualquer tipo de percalço numa fase inicial da época deixará automaticamente os adeptos de pé atrás.

Retorno de Cuca ao Palmeiras tem início desastroso

Cabeçalho Futebol InternacionalAtual campeão brasileiro e com o maior investimento do país, o Palmeiras é teoricamente um dos favoritos a todos os títulos que disputa no continente. Expectativa que aumentou com a volta do técnico Cuca, fazendo com que o verdão ganhasse o status de “time a ser batido”.

Entretanto toda a expectativa depositada na equipe alviverde não vem se confirmando. Com 1 vitória, 1 empate e 3 derrotas, o Palmeiras ocupa a 16ª posição do campeonato brasileiro e já começa a ser contestado pelos torcedores e pela própria diretoria.

Desde o retorno de Cuca ao time paulista foram 5 derrotas em 8 jogos, números que assustam até os torcedores mais otimistas.

Elenco mais forte; time mais fraco

O subtítulo parece contraditório, mas não é.  Se comparado ao ano passado – quando o Palmeiras se sagrou campeão brasileiro – o elenco de 2017 ficou mais forte com a chegada de jogadores como Felipe Melo, Borja, Guerra  e Keno. Mas o futebol apresentado pela equipe desse ano é extremamente inferior. Em 2016 o Palmeiras era um time muito ofensivo, sufocava os adversários e em quase todos os jogos marcava gols no começo da partida. Esse ano a equipe prioriza a posse de bola, é mais lenta e não tem efetividade no ataque. Todos os setores do time alviverde estão mal, principalmente o meio, que está devendo em criatividade e marcação.

Fonte: SE Palmeiras
Keno chegou esta temporada ao Allianz Parque
Fonte: SE Palmeiras

Sim, Cuca tem culpa nessa má fase do Palmeiras

Com a justificativa de que Cuca acabou de retornar ao time, muitos defendem que o técnico não tem culpa das derrotas da equipe, pois ainda está “arrumando a casa”, mas basta ver os jogos mais recentes do Palmeiras para concluir que as escalações dele estão dando errado. A aposta em jogadores reservas que Cuca insistentemente mantém está fazendo o time sofrer derrotas tolas. O Cuca de 2017 parece que ainda não “se encontrou” no trabalho.

Mas a culpa não é somente dele

Muitos jogadores e até ídolos da equipe estão deixando a desejar esse ano, principalmente o Goleiro Fernando Prass, que tem falhado em diversas partidas. Borja, contratado a peso de Ouro do Atlético Nacional ainda não se adaptou ao futebol brasileiro e não conseguiu mostrar  um bom futebol até aqui. Tchê Tchê, que foi um dos grandes destaques do time no ano passado, tem decepcionado bastante com atuações abaixo da média. E por fim, o craque do time, Dudu, não está conseguindo atuar em alto nível desde o começo desse ano.

O que fazer?

Para se tornar forte novamente o Palmeiras precisará resgatar o ímpeto do time de 2016, tanto no que diz respeito à forma de jogar em equipe quanto os aspectos individuais dos jogadores. Enquanto Cuca não aplicar seu padrão de jogo ao time e continuar fazendo dos jogo laboratórios de testes, o Palmeiras tende ao fracasso em 2017. Mas ainda há tempo para reação. Será que ela virá?

Foto de Capa: SE Palmeiras

Recuperado do choque, ‘Big Sam’ quer descansar

Cabeçalho Futebol InternacionalAos 62 anos, no futebol, e em situações normais, um treinador não está ‘velho’. Teria ainda umas boas épocas para enfrentar, mas cada caso é um caso e Samuel Allardyce, da ‘old school’ dos ‘coaches’ ingleses, decidiu abandonar o futebol.

Esta decisão, após, ao serviço do Crystal Palace ter assegurado o seu registo de carreira imaculado em contas de salvação- nunca saboreou o amargo de uma despromoção- explica-se de uma forma, e perdoem-se se a expressão for leviana, uma estratégia emocional.

Quando assumiu o comando técnico dos ‘Eagles’, a equipa estava, depois da 17ª jornada, no 17º lugar, com 15 pontos, um acima da linha de água. A formação que joga no Selhurst Park viria a terminar a Premier League no 14º lugar, com 41 pontos, 7 acima da linha de água.

Mais uma vez, Allardyce mostrou competência, mas o que tê-lo-á levado a tomar esta decisão? Bem, nunca deixando de ser a minha opinião creio que a chave para entender a despedida do treinador inglês está na maior mancha que ficará sobre o tecido da sua carreira: o escândalo que deu origem ao seu despedimento do comando técnico da seleção inglesa.

A 27 de setembro de 2016, Sam Allardyce foi despedido pela FA após ter sido apanhado por jornalistas do Daily Telegraph a revelar formas de contornar as regras de transferências da FA, nomeadamente a propriedade de passes de jogadores por parte de terceiros.

‘Big Sam’ assumiu o erro publicamente- ‘coisa estúpida de se fazer’, disse- e com toda a certeza que, após a reputação robusta que conquistou após toda uma vida dedicado ao futebol britânico, este caso lhe acertou profundamente no orgulho e prestígio.

Magoado e arrependido, Allardyce aceitou o convite do Crystal Palace, a meio da época, para os salvar da descida ao Championship. E conseguiu. Provou a si mesmo e, a quem ainda duvidasse, que o seu historial pesa em competência e respeito.

Depois do despedimento da seleção inglesa envolto em escândalo, Allardyce salvou o Crystal Palace da descida ao Championship. Fonte: Skysports
Depois do despedimento da seleção inglesa envolto em escândalo, Allardyce salvou o Crystal Palace da descida ao Championship
Fonte: Skysports

Contudo, o técnico sabe que, nesta altura, será impossível de algum dia voltar a treinar a seleção inglesa, um sonho que viveu durante 67 dias, mas que, em minutos, virou pesadelo e apenas passado. Sabe também que é praticamente impossível vir a treinar alguém do ‘top four’ de Inglaterra.

O seu trajeto cimenta-se em subidas e manutenções, bem como campanhas meritórias na Premier League, como um 5º e um 6º lugar com as cores do Bolton, mas não passou daí. Disse, há uns meses, com uma certa mágoa: “Nunca vou treinar uma equipa do top-4 porque não me chamo Allardici”.

Sam Allardyce não conseguiu dar o passo seguinte. Sem embargo, fica, deste 2016/17 duas facetas do mesmo homem. Uma que Allardyce não reconhece e a outra a do ‘Big Sam’ que todos reconhecem.

Sam, o patriarca de família, é a faceta que o inglês quer agora privilegiar ao longo dos seus dias. E, como não podia deixar de ser, agradeceu ao Crystal Palace a “oportunidade de sair de cabeça levantada”. Agora, quer encontrar nos seus entes queridos e nas viagens um reduto terapêutico  bem distante do stress tremendo do constante ‘Big Brother’ futebolístico.

Bom, a crónica de toda esta história bem pode resumir-se da seguinte forma: recuperado do choque, ‘Big Sam’ quer descansar.

Foto de Capa: Unilad

Sportinguistas? Antes de mais, profissionais

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Todos nós, quando nascemos, vimos como um computador formatado, ou seja, sem defeitos, vícios, opiniões pré-definidas sobre o que quer que seja, ideias de superioridade ou inferioridade sobre quem quer que seja, e apenas com o desenrolar da nossa vida, das pessoas que nos surgem no caminho, nos marcam e nos influenciam, passamos a dar preferência a determinados valores, hábitos alimentares, causas, clubes e tudo o que implica viver numa sociedade composta por grupos e sub-grupos que tomam decisões nas mais variadas direcções, mas que sempre terão algum interesse comum em determinado momento das suas vidas.

Quando nascemos, apesar não termos preferência por determinado clube, temos sempre maior probabilidade de seguirmos o gosto de quem nos é mais próximo e com que mais nos identificamos, ou mais não seja porque os teus pais (grande parte), os que vivem de forma mais apaixonada um clube, fazem-te sócio do seu clube logo nos primeiros momentos da tua vida. Isso não implica necessariamente que tenhas que vir a ser sócio ou adepto desse clube, até que a tua vida acabe, é apenas uma vontade que os teus pais têm de que tenhas os mesmos gostos e ideologias que eles. O mesmo acontece quando nasces e te baptizam, o que não te imortaliza como Cristão, uma vez que a determinado momento podes decidir continuar essa ideologia ou mudá-la.

A determinado momento da tua vida começas a ter a tua vida sem a muleta dos pais (se é que isso existe), começas a ter o teu grupo de amigos, com quem mais te identificas, e isso também poderá influenciar as tuas futuras decisões. Não que tenhas que ser do mesmo clube do teu amigo para que continuem a ter esse tipo de relação, mas porque mais facilmente seremos amigos de quem partilha dos mesmos gostos e valores que contrário.

Ruben Semedo foi duramente criticado por alegadamente afirmar que iria festejar para o Marquês. Fonte: Facebook Oficial de Ruben Semedo
Ruben Semedo foi duramente criticado por alegadamente afirmar que iria festejar para o Marquês.
Fonte: Facebook Oficial de Ruben Semedo

Esta discussão aparece agora, ou sempre existiu, mas surgiu novamente em força nos últimos tempos, porque jogadores manifestamente adeptos de outros clubes estariam a representar o Sporting. Logo se levantaram vozes de indignados a quererem expulsar esses profissionais apenas por uma decisão da sua vida, sem quererem perceber com que outras ideias ou valores os mesmos se regem. Deram a entender que quem não é do Sporting não pode ser mais profissional, ou ter mais qualidade que quem o é, e isso é uma ideia absurda que ninguém deveria levar a sério.

Época de títulos e vitórias para o Andebol do Sporting

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Cabeçalho modalidades

Terminada a temporada, o ecletismo do Sporting Clube de Portugal voltou a comprovar-se, desta feita no andebol. Os leões somaram esta temporada, o título nacional, a Taça Challenge e ainda a presença na final da Taça de Portugal.

A equipa leonina viveu momentos complicados esta época, com mudanças no comando técnico e nem sempre os resultados foram coincidentes com a qualidade do plantel. No entanto, desde a entrada de Hugo Canela para a liderança da equipa técnica, a equipa transformou-se.

No campeonato, o Sporting sagrou-se campeão nacional na derradeira jornada diante o eterno rival, o Benfica, por 25-23. Nesta última jornada, o Sporting dependia apenas de si próprio e com o apoio dos sportinguistas no Pavilhão Multiusos de Odivelas, conseguiu o título que fugia há várias temporadas. Os leões terminaram esta fase final do campeonato, somando 59 pontos, mais um que o Porto e mais sete que o Benfica.

O Sporting conquistou dois dos três principais objetivos da temporada Fonte: Sporting Clube de Portugal - Andebol
O Sporting conquistou dois dos três principais objetivos da temporada
Fonte: Sporting Clube de Portugal – Andebol

Dias antes, os comandados de Hugo Canela, haviam conquistado a Taça Challenge pela segunda vez na história da modalidade. Um feito notável, o Sporting conquistou assim, o 25º título europeu sendo o terceiro clube com mais provas europeias apenas superado por Barcelona e Real Madrid. Pelo caminho, o Sporting eliminou o AC Doukas e JMS Hurry U, tendo derrotado na final a duas mãos, os romenos do AHC Potaissa Turda.

Na Taça de Portugal, o Sporting eliminou na meia-final, o Avanca por 24-21. Na final, os leões defrontaram o ABC, tendo perdido após prolongamento, por 33-35. Falharam assim a conquista da 16ª Taça de Portugal do palmarés leonino no andebol.

Esta é uma equipa com muita qualidade, começando por Asanin, passando por Ruesga, Kopco, Pedro Solha, Pedro Portela, entre outros. Hugo Canela fez também história, tendo-se sagrado campeão enquanto jogador e treinador. Mantendo esta equipa e este treinador, com provas dadas, o Sporting na próxima época estará com certeza mais perto de continuar a conquistar títulos.

Foto de Capa: Sporting Clube de Portugal

A Real Influência de CR7

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Cabeçalho Futebol Internacional

Na ressaca da vitória do Real Madrid na final da Liga dos Campeões, na qual Cristiano Ronaldo marcou dois golos dizimando a equipa da Juventus, a questão que se tem colocado, principalmente no seio dos adeptos portugueses e do clube da capital espanhola, é se o craque português estará a caminho da sua quinta Bola de Ouro. Se tudo continuar dentro da normalidade e daquilo que se tem verificado este ano, o prémio não deverá escapar a Cristiano, que continuará assim a destacar-se como um dos melhores jogadores de sempre do desporto rei, se não o melhor.

Para além de o português ser neste momento, sem qualquer sombra de dúvida, o melhor jogador do planeta, também não restam muitas dúvidas de que o seu clube é atualmente o melhor e maior clube de futebol do Mundo. Terá Ronaldo um real impacto nesta nova afirmação madrilena no panorama do futebol mundial ao longo dos últimos anos?

Ronaldo tem contribuído para o atual sucesso do Real Madrid de todas as maneiras – com golos, com assistências, com a forma inteligente como joga e facilita a prática de um melhor futebol por parte da equipa, com as vendas de camisolas, incluídas na imensidão de formas de publicidade que o craque faz ao seu clube. Isso é indiscutível. No total, Cristiano, nesta época, fez abanar as redes adversárias por 42 vezes ao serviço do Real Madrid, em 46 jogos, tendo marcado, portanto, aproximadamente 24% dos golos da sua equipa em todas as competições. Mas nem só de golos foi feita a época do português… As variadas assistências que fez permitiram aos madrilenos alcançar inúmeras vitórias e a alteração do seu estilo de jogo com Zidane só veio favorecer e muito o futebol do Real.

A metamorfose pela qual Ronaldo tem passado nos anos mais recentes é bastante clara. A forma como passou de um extremo explosivo com grande capacidade para vencer duelos de um para um para um goleador nato é demais visível e acentuou-se a partir da chegada de Zidane ao banco do Santiago Bernabéu, ao qual se deve também atribuir o devido mérito. Ronaldo é agora, quanto a mim, um jogador mais inteligente, que, sem grandes artifícios, sem os lances magníficos de puro talento técnico aos quais nos habituou, acaba sempre, ainda assim, por ser decisivo e continuar a deixar deslumbrados os adeptos e os apaixonados pelo futebol. É um jogador mais inteligente na medida em que melhorou a forma de procurar o golo e a capacidade de o encontrar, mas também melhorou na questão de saber em que situações deve deixar para outro companheiro o golo e em que situações deve ser mais “egoísta”, o que transformou o ataque merengue num ataque mais equilibrado, consciente e com mais certezas.

Cristiano ajudou a sua equipa a vencer a Liga dos Campeões marcando 12 golos em 13 jogos Fonte: Real Madrid
Cristiano ajudou a sua equipa a vencer a Liga dos Campeões marcando 12 golos em 13 jogos
Fonte: Real Madrid

 

Para além disso, a idade começou também a fazer efeito na maneira como CR7 poupa os seus recursos físicos, procurando agora não receber a bola em zonas não tão recuadas como antes fazia, deixando assim espaço para os médios do Real Madrid construírem os ataques com mais critério e com mais poder de decisão, abrindo assim novas oportunidades para a forma como os ataques finalizam, aumentando o número de jogadores em zonas mais avançadas do terreno e as probabilidades de o processo ofensivo acabar em golo. Assim, Ronaldo não necessita de se desgastar tanto, quer devido as movimentações quer devido às marcações cerradas a que era sujeito em zonas mais interiores e recuadas do campo, e a equipa do Real chega sempre mais fresca ao último terço do terreno. Estes que parecem ser pequenos pormenores fazem toda a diferença no estilo de jogo de uma equipa.

Cristiano está diferente, ou melhor, tem vindo aos poucos a mudar a sua postura nos jogos, e isso reflete-se muito na forma como o Real Madrid joga – o Real Madrid está também ele diferente, e isso tem-lhe custado bastantes títulos!

O avançado luso é assim a figura de maior destaque do plantel merengue e é à volta dele que tem girado o seu futebol. Há, da parte dos seus companheiros, sempre a preocupação de procurar criar as melhores ocasiões de golo para si, sabendo eles que este dificilmente as desperdiçará, e essa estratégia tem trazido bons resultados à equipa.

O poder ofensivo está assim, em grandíssima parte, entregue ao sete madridista, que tem dado boa conta do recado, conduzindo o Real Madrid a um domínio do futebol mundial que, enquanto Ronaldo continuar no clube, poderá perfeitamente continuar a ser seu.

Os títulos vão enchendo a sala de troféus do Real Madrid enquanto Cristiano caminha a passos largos para a sua quinta Bola de Ouro, a segunda consecutiva. Já se ouve um novo “Siiiii!” a caminho…

Foto de Capa: Real Madrid

 

“Defend The Land”: A missão (quase) impossível dos Cavaliers

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Na madrugada de quarta-feira os Golden State Warriors deram mais um passo rumo ao Anel com uma incrível vitória na Quicken Loans Arena, a contar para o terceiro jogo frente aos (ainda) campeões, Cleveland Cavaliers. Não foi um pequeno, mas sim um gigante passo, visto que nunca nenhuma equipa conseguiu inverter uma desvantagem de 3-0. Para além da aproximação do tão desejado título, os recordes não param de aparecer. Os californianos continuam imbatíveis e o impensável 16-0 está agora mais perto que nunca. História está a ser feita e pode acabar da maneira mais épica de sempre.

Num jogo intenso, a incrível prestação dos Cavs e a combinação de 77 pontos entre LeBron James (que foi o melhor marcador da partida) e Kyrie Irving não foi suficiente para parar os Warriors. A concentração e frieza da turma de Steve Kerr mostrou-se implacável e passou para a frente do resultado a 40 segundos do fim, graças a um grande triplo de Kevin Durant.

Pela primeira vez, o jogo foi equilibrado durante todos os períodos e nenhuma das equipas conseguiu uma vantagem significativa sobre a outra. No entanto, os Golden State quebraram mais um recorde e conseguiram tornar-se na equipa que mais triplos marcou num só quarto: nove.

Kevin Durant foi o melhor marcador da equipa com 31 pontos, 14 deles marcados no último quarto.  Fonte: Golden State Warriors
Kevin Durant foi o melhor marcador da equipa com 31 pontos, 14 deles marcados no último quarto.
Fonte: Golden State Warriors

No final da primeira parte os Warriors levavam vantagem de seis pontos sobre os anfitriões, que voltaram para o terceiro período prontos a inverter o resultado. Com uma atitude de campeão, os Cavs deram, de facto, a volta ao jogo e conseguiram abrir vantagem de 11 pontos sobre os visitantes.

A garra dos Cleveland e a fome de vitórias dos Golden State culminaram num último quarto delicioso para qualquer fã de NBA. Os últimos 45 segundos de jogo foram de cortar a respiração. A perder por dois pontos, valeu o triplo de KD que permitiu à equipa de Oakland voltar à liderança do marcador. Depois de dois lançamentos livres a favor dos Warriors, os Cavs fizeram tudo o que podiam para, pelo menos, levar o jogo até ao prolongamento, mas, a apenas 12 segundos do fim, Andre Iguodala provou o porquê de ser um dos melhores defesas da liga, bloqueando um lançamento triplo de LeBron. A equipa de Lue não conseguiu, então, vencer a partida e permitiu ainda que os homens de Kerr acabassem por ganhar por cinco pontos. O jogo terminou, assim, 118-113.

Na noite de sexta para sábado as equipas voltam a encontrar-se para o quarto (e quem sabe último) jogo da final. Pode ser feita história por qualquer uma das equipas: Pelos Warriors caso vençam o quarto jogo, ou pelos Cavaliers caso consigam inverter uma desvantagem de três jogos.

Vê aqui o de Iguodala sobre James que deu a vitória aos GSW:

 Foto de Capa: The Guardian