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Tem mais encanto o Jamor de verde e branco

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No próximo fim de semana vai acontecer mais um importante momento para a história do nosso clube. Não pelo resultado que se espera positivo, mas pela presença na final da mítica Taça de Portugal, no deslumbrante Jamor, e logo em ano de regresso do futebol feminino ao Sporting.

Este ano, para os Sportinguistas, o Jamor terá muito mais encanto. Encanto, não pela beleza das jogadoras que entrarão em campo (até porque naquele momento elas quererão ser o centro das atenções apenas pela sua qualidade futebolística), mas porque poderá alcançar a “dobradinha”, depois da conquista do titulo de campeãs nacionais.

A equipa do Sporting conquistou o campeonato, podendo ganhar ainda a taça de Portugal Fonte: Sporting Clube de Portugal - Futebol Feminino
A equipa do Sporting conquistou o campeonato, podendo ganhar ainda a Taça de Portugal
Fonte: Sporting Clube de Portugal – Futebol Feminino

Esta final poderá tornar-se um momento de lançamento no crescimento exponencial desta modalidade, não apenas pela mediatização que está a envolver, mas porque permite que as novas gerações de jovens jogadoras se desloquem àquele estádio que, era outrora apenas falado pelos jogos entre equipas de rapazes, e é agora palco onde poderão ver ídolos e referências para as suas futuras carreiras.

Finalmente o futebol feminino terá, percebendo a grande afluência ao levantamento de bilhetes, uma massa humana de relevo na qual estarão muitas jovens a sonhar poder um dia também entrar naquele relvado, jogar naquele estádio, subir aquelas escadas, e receber a taça das mãos do Presidente.

Bem sei que o futebol feminino não surgiu agora, e sei também que estas competições já têm várias edições, mas não poderão negar que este pode ser considerado o ano do “Boom” mediático, e que provavelmente potenciará de forma exponencial a adesão de novas atletas à modalidade. Pelo menos no Sporting, considerando as camadas jovens e os resultados alcançados, demonstra esse mesmo crescimento.

Estarão no relvado as duas melhores equipas em Portugal neste momento, que dominaram o campeonato desde a primeira jornada. São dois conjuntos muito fortes, equilibrados, e de uma valia muito equiparada. Para perceber isso mesmo, basta dizer que o que fez a diferença entre as duas no campeonato foi um golo de penálti nos últimos segundos de um jogo.

Olheiro BnR (Mundial Sub20) – Peñaranda

olheiro bnr

O Mundial de Sub20 tem por hábito avisar o mundo do potencial dos melhores jogadores do seu torneio. É normal haver romarias de olheiros ao certame, precisamente por isto. Não vá escapar das cogitações nomes como o de Javier Saviola, Lionel Messi, Sergi Aguero ou Paul Pogba, recentes Bolas de Ouro da competição.

Um lote restrito e de respeito, e ao qual pode muito bem juntar-se, por exemplo, o de Adalberto Peñaranda, um dos nomes em destaque no torneio a decorrer na Coreia do Sul e um dos principais responsáveis pela boa campanha de uma Venezuela encantadoramente adulta na forma como lida com todos os momentos do jogo.

Neste contexto, Peñaranda encaixa-se na perfeição, porque tal como todos os génios, esconde-se do jogo, parece mesmo que se desinteressa dele… até ser preciso esfregar-se a lâmpada. Aí, ele aparece. Primeiro a bater no peito como que a pedir a batuta (bola) e, depois, progredindo com ela atada ao pé, sempre em velocidade, desde a ala esquerda para o meio, em piques de velocidade que desnorteam as referencias posicionais dos adversários.

 

Peñaranda tem sido crucial para o bom desempenho da Venezuela no Mundial de Sub20 Fonte: Vanuatu Digest
Peñaranda tem sido crucial para o bom desempenho da Venezuela no Mundial de Sub20
Fonte: Vanuatu Digest

São estes raides de Peñaranda (normalmente feitos em consonância com aquilo que o jogo pede, o que é incrível dada a idade do miúdo) que permite a proliferação dos companheiros e que vai, por sua vez, desbloquear jogos mais fechados como aconteceu frente ao México (1-0) ou à Alemanha (2-0).

Peñaranda também se integra bem no processo defensivo e consegue muitas das vezes condicionar a construção do jogo. Aí nota-se muito o “passaporte tático” europeu, adquirido desde há 2 anos a esta parte na Liga Espanhola (Málaga e Granda) e Italiana (Udinese), bem como a sua maturidade, cujo cartão tem já ‘carimbadas’ 12 presenças ao serviço dos A venezuelanos (incluindo a Copa America).

Esta experiência tem servido de catalisador para a explosão de Peñaranda neste Mundial e pode muito bem vir a ser importante em equipas que privilegiem o jogo interior dos seus extremos e dos quais esperem, também, contribuição defensiva, na ala e no centro, pela ausência de médios centro. Depois, a atacar, tem o tal toque de predestinado.

Foto de Capa: notiminuto.com

FC Barcelona: Reforços que não renderam

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Cabeçalho Liga Espanhola

Esta época houve novo rei em Espanha – o Real Madrid CF. Após dois anos a vencer consecutivamente o campeonato, o Barcelona viu-se obrigado a ceder o seu lugar no trono do futebol espanhol ao seu maior rival histórico.

Sabido é que os merengues sempre foram uma equipa bastante forte e correm em todas épocas o “risco” de serem campeões. No entanto, tal não acontecia desde 2011/2012, quando ainda era Mourinho o treinador…. Será que o Real Madrid melhorou assim tanto para destronar o Barcelona na luta pelo título, ou terá havido também algum demérito dos catalães no decorrer da temporada? A equipa esteve, como foi facilmente percetível em várias fases do campeonato, alguns pontos abaixo do que era esperado, e isso também foi notório na preparação da época.

O ataque ao mercado no verão passado não foi tão feroz como em outros tempos e isso terá se refletido na época que depois se iniciou. Os maiores nomes que nesta época ingressaram no plantel de Luis Enrique foram os do português André Gomes, Paco Alcácer e Umtiti, mas será que as suas exibições durante a temporada corresponderam às expetativas que se criaram ainda na pré-época? Terá isso tido impacto no fracasso do Barcelona de 2016/2017? Cabe-me a mim analisá-lo.

Como já referi, André Gomes, Paco Alcácer e Samuel Umtiti foram os jogadores que mais furor nos adeptos criaram ao assinar pelo clube do Camp Nou. Apesar disso, esse furor foi-se desvanecendo à medida que as exibições destes e de outras contratações, como Lucas Digne e Denis Suárez, iam mostrando alguma inadaptação ao estilo de jogo do clube por parte destes e até alguma suposta falta de qualidade para envergar a camisola de um dos melhores clubes do Mundo.

Luis Enrique não apostou forte na janela de transferências e abandonou o clube no final da época Fonte: FC Barcelona
Luis Enrique não apostou forte na janela de transferências e abandonou o clube no final da época
Fonte: FC Barcelona

Alvo de muitas críticas ao longo de toda a época, André Gomes vinha de uma temporada na qual esteve razoavelmente bem a meu ver. Uma época mediana no Valencia e um desempenho igualmente satisfatório no Campeonato da Europa fizeram despertar os alarmes dos olheiros do Barça.

Confesso que a mim me surpreendeu esta ida de Gomes para o clube catalão, mas decidiu que daria o benefício da dúvida ao jogador e esperaria para ver… Assim foi, e a época não correu de feição ao campeão europeu por Portugal. As críticas iam surgindo com bastante frequência, quer ao seu estilo de jogo, bastante apático e lento, quer a algumas debilidades técnicas que ia demonstrando, e com razão.O médio continuou, como em outras épocas, a praticar um futebol muito pausado que fazia com que o jogo “morresse” nos seus pés, quando havia a necessidade de transições ofensivas rápidas para a bola chegar aos avançados da equipa.

Samuel Umtiti também foi chamado a intervir várias vezes no decorrer da época. Num clube habituado a grandes centrais como Puyol, Piqué, ou mesmo Mascherano, quando um central cai quase do nada no centro da defesa dificilmente se consegue afirmar de imediato. O mesmo aconteceu com o ex-Lyon, que apesar de muito sólido na sua anterior equipa, chegou a uma onde fazia parte do seu processo ofensivo e não apenas do defensivo. Não se adaptou da melhor forma possível e vacilou por algumas vezes.

Quanto a Paco Alcácer, já se adivinha que a sua tarefa não fosse nada fácil. Com a concorrência daquele que talvez seja o melhor avançado da atualidade, não teve o espaço que desejava na equipa principal, mas quando foi chamado a intervir, muitas vezes em situações em que a equipa precisava desesperadamente de um golo, também nunca mostrou estar à altura do desafio. No campeonato fez seis golos em 21 jogos, o que para um avançado do Barcelona nunca é suficiente.

Os restantes nunca tiveram oportunidade de mostrar o seu verdadeiro valor ao mais alto nível, mas contribuíram para que as alternativas que Luis Enrique encontrava no banco não fossem no decorrer da época as melhores…

Aconselha-se por isso, ao Barcelona, agora de Ernesto Valverde, que aposte mais e, principalmente, melhor, no próximo defeso, de maneira a que possa voltar a erguer o troféu da La Liga.

Foto de Capa: FC Barcelona

10 Momentos que Marcaram os Playoffs

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Cabeçalho modalidades

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Os Cleveland Cavaliers voltam a encontrar os Golden State Warriors na final Fonte: ABC
Os Cleveland Cavaliers voltam a encontrar os Golden State Warriors na final
Fonte: ABC

Outra Vez– Pela terceira vez consecutiva os Warriors vão defrontar os Cavaliers na final. Em 2014/15 os Warriors foram os vencedores, tendo conquistado o primeiro campeonato dos últimos 40 anos. No ano seguinte, foram os Cavs que levaram o anel para casa, depois de terem estado a perder por 3-1. Mas como não há dois anos iguais, acredito que 2017 será o ano da Dub Nation voltar a conquistar o título mais desejado.

Seleção falhou o apuramento para o Mundial’2018; venha a Liga Mundial

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Cabeçalho modalidadesA seleção nacional de seniores masculinos (26ª do ranking mundial) falhou o apuramento para o Campeonato do Mundo de Voleibol em 2018. Em cinco jogos disputados (de quarta a domingo), conseguiu 3 vitórias, mas em nenhuma das duas derrotas se aproximou do triunfo, tendo saído derrotada por 3-0 em ambos. Perdeu contra os adversários diretos – Bélgica e a anfitriã Eslovénia, 18ª e 30ª seleções do ranking mundial, respetivamente – e o que era um objetivo (um dos dois primeiros lugares nesta Poule C) rapidamente passou a um sonho.

No final do primeiro jogo – frente à seleção belga – o próprio selecionador nacional, Hugo Silva, deixou algumas críticas aos jogadores: “(…)não podemos ter jogadores experientes com um rendimento abaixo das suas possibilidades, nem muito menos deixar de lutar até ao último ponto com a máxima dignidade. Quando isso acontece, é algo que me entristece…”. No entanto fez o que lhe competia nos outros jogos (Israel, Geórgia e Letónia, sem perder nenhum ponto, com vitórias por 3-1, 3-0 e 3-1), mas de nada serviu. Fica apenas aqui a nota sobre o jovem Lourenço Martins que, pelo que tem dado a parecer, será uma aposta certa e com futuro nas grandes equipas portuguesas.

Agora, dia 2, inicia a participação na Liga Mundial, frente à Austrália, e veremos o que daqui vai resultar. Hugo Silva acredita na motivação dos seus jogadores: “A Liga Mundial será sempre uma competição apetecível de se jogar e teremos com certeza a equipa motivada e empenhada em dar o seu melhor”. Esperemos que isso aconteça, para finalmente conseguirmos subir o nível. Que esta é uma seleção em “renovação” já sabemos, mas é necessário afirmarmo-nos de novo, mesmo sabendo que não é um processo fácil. Há potencial, há qualidade, falta a concretização.

O jovem Lourenço Martins tem aparecido em bom plano na seleção portuguesa Fonte: Federação Portuguesa de Voleibol
O jovem Lourenço Martins tem aparecido em bom plano na seleção portuguesa
Fonte: Federação Portuguesa de Voleibol

É de referir que a seleção teve pouco tempo de preparação para estas competições internacionais, muitos atletas chegaram mais tarde e alguns (e até mesmo o selecionador) têm sido associados ao novo projeto (ainda não oficial) de voleibol do Sporting, e tem sido alvo de algumas críticas, o que não é propriamente favorável a todo este percurso.

A seleção feminina iniciou ontem, frente a França, a sua participação na qualificação para o Campeonato do Mundo 2018, tendo ganho por 3-2. Os jogos decorrem até domingo, em Viana do Castelo, sendo que os dois últimos têm transmissão televisiva (Sport TV).

Resta-me desejar os melhores resultados possíveis, a ambas, nos compromissos que se avizinham, porque afinal de contas, é o que todos desejamos.

Foto de Capa: Federação Portuguesa de Voleibol

Sporting CP 25-23 SL Benfica: Sporting CP é Campeão Nacional de Andebol!

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Cabeçalho modalidades

Desde a longínqua época de 2000/2001 que o título fugia à equipa de Alvalade. Dezasseis anos depois, o Campeonato Nacional volta a ser conquistado pela equipa verde e branca (as contas do número de campeonato diferem por vezes porque durante quatro épocas houve dois campeonatos da 1ª Divisão, um organizado pela Liga e outro pela Federação). E que ambiente em Odivelas!

Um autêntico inferno verde e branco durante o jogo inteiro e na festa do título! Que grande relacionamento entre a equipa e o público. O grande objetivo foi conquistado. Foi uma época complicada, com altos e baixos, com momentos espetaculares e com momentos para esquecer. Mudou-se de treinador. Pensou-se que não se conseguiria chegar ao título. Mas com o investimento feito no Verão em jogadores como Carlos Ruesga, Asanin (o nome mais ouvido nos jogos em Odivelas), Nikcevic, Cláudio Pedroso, Bozovic este título não podia fugir. E não fugiu. O Sporting CP é Campeão Nacional de Andebol dezasseis anos depois.

Vamos ao jogo que consagrou os “leões” como campeões nacionais. E que jogo melhor que um derby para decidir o vencedor do título. As contas eram simples como no fim de semana passado: se o Sporting CP ganhasse seria campeão, se o Sporting perdesse ou empatasse e o FC Porto ganhasse o FC Porto seria campeão.

O ambiente em Odivelas era de grande festa e o jogo começou com grande equilíbrio entre ambas as equipas. Esse equilíbrio prevaleceu até por volta dos 20 minutos, quando Mariano Ortega pediu o primeiro time-out já que a sua equipa perdia 11-7. No entanto, essa pausa técnica não teve grande efeito já que em dez minutos os encarnados apenas marcaram… um golo. O resultado ao intervalo era 14-8.

O ambiente vivido no Pavilhão de Odivelas foi frenético Fonte: Sporting CP
O ambiente vivido no Pavilhão de Odivelas foi frenético
Fonte: Sporting CP

Durante o intervalo, mesmo com o ambiente que sentia pairava no ar um pouco de incerteza já que o público já havia visto esta equipa perder grandes vantagens em jogos decisivos.

No entanto, o Sporting CP voltou a entrar em grande ritmo e chegou a ter uma vantagem de nove golos. Em certa altura Mitrevski “entrou” no jogo e fez intervenções decisivas que permitiu que o SL Benfica se aproximasse do marcador, tendo estado a perder apenas por um golo (23-22). Nessa altura o FC Porto vencia o Águas Santas e os adeptos tinham esperança de ainda festejarem o título.

Mas o Sporting CP não podia deixar fugir o campeonato. E não deixou, vencendo o SL Benfica por 25-23. Três dias depois de ter conquistado a Challenge Cup o Sporting foi campeão. No próximo fim de semana pode vencer a Taça de Portugal. Melhor definição para semana de sonho?

Parabéns, Sporting Clube de Portugal!

Foto de Capa: Sporting CP

Déjà vu

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fc porto cabeçalho

No meu artigo da semana passada disse estar confiante no futuro do FC Porto por ser minha convicção de que a SAD havia aprendido com os erros do passado. Neste momento, ainda não me arrependo do que disse, mas já me encontro, seguramente, a meio deste processo.

Um dos maiores erros cometidos por Pinto da Costa no passado recente foi o de deixar sair treinadores, sendo Vítor Pereira (VP) o rosto desta situação, sem ter a certeza de conseguir contratar um melhor. Evidente é que, após a saída de VP, o FC Porto entrou numa série de más decisões e de situações menos claras que levaram o clube ao ponto que se encontra hoje. E o que fez Pinto da Costa? Demitiu (ou aceitou a demissão de) Nuno sem garantias de encontrar melhor, deixando uma vez mais a nuvem da incerteza a ameaçar a maioria dos portistas.

Fonte: FC Porto
Fonte: FC Porto

Parece que o mito de que qualquer treinador vencia no FC Porto não passava disso mesmo. O pior é que a ideia é agora transversal à maioria das modalidades, uma vez que treinadores competentes (VP no futebol, Obradovic no andebol e Franklim Pais no hóquei em patins) foram sendo substituídos por outros com menos experiência e/ou qualidade. A excepção? O basquetebol. Agora basta comparar as expectativas e os resultados obtidos em todas as modalidades mencionadas nos últimos anos para perceber que, notoriamente, compensa investir num treinador com provas dadas em vez de entregar a equipa ao primeiro que aparecer com o curso.

Foto de Capa: FC Porto

O Sr. Doutor das Águas Livres- Entrevista Mário Bonança

entrevistas bola na rede

Mário Bonança é atleta de Natação do Sporting CP. Possuidor dum vasto currículo, o recém-formado doutor em Águas Abertas pela Universidade Lusófona de Lisboa aceitou o desafio de conceder uma entrevista ao nosso portal, em que fala um pouco da sua carreira nacional e internacional a representar o seu clube e a nossa seleção, do percurso académico que terminou este ano e, ainda, faz o retrato acerca do atual estado da Natação portuguesa.

Carreira como Nadador

Bola na Rede: Há quantos anos é que está ligado à Natação?

Mário Bonança: Eu estou ligado à Natação há cerca de 20 anos. Comecei a nadar aos 7 anos, aprendi rapidamente as quatro técnicas, e, a partir dos 11, ingressei como cadete no Sporting e iniciei o meu percurso na Natação.

BnR: Como atleta, pode competir em provas de Natação Pura e de Águas Abertas. Para quem não entende nada de Natação, será que pode explicar a diferença entre estas variantes do desporto aquático?

M.B.: A Natação Pura é aquela variante que já existe há muitos anos e qualquer pessoa consegue ver no calendário olímpico. É disputada numa piscina com 8 pistas, sendo que podem participar numa prova até oito atletas. A nível nacional e internacional, os formatos competitivos podem variar. A grande diferença para as Águas Abertas, é que esta é realizada no outdoor, podendo as provas ser disputadas no mar, num rio, barragem, lago. A outra diferença é na distância das provas, em que é superior aos 1500m que encontramos na piscina, que é a distância máxima.

Mário Bonança no Campeonato Nacional de 5km de Águas Livres, em Montemor-o-Velho, 2012
Mário Bonança no Campeonato Nacional de 5km de Águas Livres, em Montemor-o-Velho, 2012

BnR: Das quatro técnicas existentes na Natação (Crawl, Bruços, Costas e Mariposa), qual é o que mais gosta de desenvolver nos treinos e competições?

M.B.: Desde o início do meu percurso, nós (equipa do Sporting) desenvolvemos, a nível do treino, mais a técnica do Crawl. Eu comecei por ser um “costista” até por volta dos 13/14 anos, mas depois notabilizei-me mais na técnica de Crawl, daí preferir mais esta técnica.

BnR: Começou a participar em Campeonatos Nacionais em 2005. É capaz de dizer exatamente onde decorreu a 1.ª prova em que competiu e em que lugar terminou?

M.B.: Sim claro, mas não sei se os Campeonatos que refere foram do escalão infantis. Recordo-me que o meu 1.º Campeonato Nacional como infantil foi na Piscina antiga do Restelo, a do Belenenses que já não existe. Nadei 100m e 200m costas nessa prova.

Campeões, finalmente!

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sporting cp cabeçalho 2Casa cheia em Odivelas (esgotada em menos de 2h30!!) para ver o Sporting ser Campeão Nacional de Andebol, título que nos fugia desde a temporada 2005/2006. O 20º título de campeão de Andebol chegou finalmente, nesta modalidade que tem sido o patinho feio do nosso clube, mas que este ano parece estar a mudar: vitória na Taça Challenge, hoje vitória no campeonato… E que no próximo fim de semana seja a vitória na Taça de Portugal: um triplete que será inédito na modalidade em Portugal.

Estivemos próximos algumas vezes nos últimos anos, mas hoje, finalmente, voltamos a ser campeões, como tínhamos quase obrigação de o fazer, apesar das muitas dores de cabeça que nos deu esta temporada.

Ainda há pouco mais de duas semanas saí aqui de Odivelas desolado com o golo no último segundo do Rui Silva, que nos tinha tirado o título. Há exatas duas semanas empatamos na Madeira, e se já poucos acreditavam, então aí quase todos perderam a esperança. Mas o nosso adversário de hoje derrotou o Porto e, com isto, passamos para primeiro, com mais sorte que juízo, mas uma liderança que nos soube tão bem e que tanto precisávamos.

Somos campeões! 11 anos depois voltamos a ser os melhores de Portugal, no Andebol, uma das nossas modalidades com mais títulos a par do Atletismo e do Futebol. Passo a passo, estamos a voltar a ser a maior potência desportiva nacional, mas não se esqueçam, é preciso ter uma estratégia de futuro, não apenas atirar notas e esperar os resultados.

Obrigado por nos darem mais uma alegria!

Foto de Capa: Sporting Clube de Portugal – Andebol

Artigo revisto por: Francisca Carvalho

Os Açores: paisagens, atlântico e… futebol

Cabeçalho Futebol Nacional

Ao falar do arquipélago dos Açores, as primeiras imagens que vêm à cabeça de quase toda a gente, são de paisagens, do verde das montanhas, do azul do mar, do oceano atlântico, de um conjunto de particularidades que só quem visita a região conhece. Mas, acrescento um item aos anteriores referidos. Falar dos Açores é também falar de futebol.

Há alguns anos, vindo do arquipélago dos Açores surgia o fenómeno Pauleta. O ciclone dos Açores, como era chamado, marcou uma geração no futebol português. Para além de ser um dos melhores jogadores portugueses de sempre, foi embaixador de uma região que muitos julgavam não ter qualquer expressão no futebol português. A verdade é que nos últimos anos têm surgido vários casos de sucesso no futebol açoriano, casos que mostram que nos Açores também existem bons profissionais, também há um foco especial na formação dos jogadores. Mesmo com as dificuldades naturais em atingir a notoriedade, fruto da insularidade e das condições inerentes, têm chegado ao grande palco do futebol português alguns bons jogadores provenientes dos Açores.

Eliseu é um dos jogadores açorianos, no ativo, mais reconhecidos. Não só pela sua vespa mas pela qualidade que apresenta no futebol Fonte: Sapo Desporto
Eliseu é um dos jogadores açorianos, no ativo, mais reconhecidos. Não só pela sua vespa mas pela qualidade que apresenta no futebol
Fonte: Sapo Desporto

À cabeça, Eliseu e Iuri Medeiros. Eliseu vindo da Terceira, fez carreira em Portugal e Espanha, fazendo parte do plantel que se tornou tetra-campeão em Portugal. Para além de ser um jogador disponível fisicamente, dá segurança tanto a atacar como a defender, sendo um elemento experiente que faz falta a qualquer plantel. Já Iuri, homem vindo do Faial, pertence aos quadros do Sporting e esta época esteve no Boavista, sendo um dos grandes destaques do campeonato. Para além destes casos, podemos destacar Minhoca, homem que esteve nas últimas temporadas no Paços de Ferreira,um jogador de grande recorte técnico, um médio capaz de decidir jogos. A acompanhá-lo, Paulo Henrique, que tanto pode jogar a defesa-esquerdo como pode jogar como central, homem que participou nos últimos jogos olímpicos e que apesar de ainda não ter encontrado o seu espaço na equipa da capital do móvel. Para além destes, continuam a surgir casos de sucesso, principalmente nas camadas de formação dos maiores clubes portugueses. Continuam a despontar jovens craques açorianos que têm todas as condições para chegar aos mais alto nível, nos próximos anos. A nível de clubes, os destaques vão para CD Santa Clara, SC Praiense e Clube Operário Desportivo, três das equipas mais representativas dos Açores.

Apesar do estigma, o futebol nos Açores tem evoluído imenso. Prova viva disso são os casos recentes que têm vindo a surgir nos últimos tempos. Passou-se a olhar para os jogadores açorianos com outros olhos, muito por culpa de Pedro Pauleta. E se existem menos condições financeiras por parte dos clubes insulares, há que destacar a força de vontade dos jogadores, e o afinco e a paixão com que se trabalha nas diversas áreas de formação. Portanto, a todos os leitores, os Açores para além de continuarem a ser um excelente destino turístico, para além de continuarem a ser uma região muito peculiar, continuam a oferecer ao mundo vários jogadores de valia, demonstrando que, por cá, continua-se a valorizar muito o futebol.

Fonte de capa: Happy words