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Women’s Wrestling: A melhor divisão feminina dos últimos tempos?

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Cabeçalho modalidadesO artigo desta semana será dedicado ao talento feminino. Com o Superstar Shake Up, o plantel do Raw e Smackdown Live sofreu alterações, e a divisão feminina não foi exceção. Esta semana, analiso as divisões de ambas as brands, onde destaco os pontos fortes, fracos, e onde podem ser melhorados.

WWE RAW:

O plantel feminino do Raw é atualmente constituído por Alexa Bliss, Alicia Fox, a campeã Bayley, Dana Brooke, Emma, Mickie James, Nia Jax, Paige, Sasha Banks e Summer Rae. Paige e Summer Rae já não aparecem há algum tempo: Summer está lesionada e Paige envolvida em assuntos pessoais, que contemplam o marido, Alberto Del Rio.

Com o Superstar Shake Up, o cenário na marca vermelha torna-se mais animador, com o regresso de Emma e a inclusão de Alexa Bliss e Mickie James. A divisão feminina deixou de estar reduzida a quatro lutadoras: Bayley, Sasha Banks, Nia Jax e Charlotte Flair, que foi transferida para o Smackdown Live. Existe assim mais potencial e talento no Raw.

Alexa Bliss surpreendeu tudo e todos ao ser transferida para o Monday Night Raw Fonte: getmoresports
Alexa Bliss surpreendeu tudo e todos ao ser transferida para o Monday Night Raw
Fonte: getmoresports

Espero que mantenham a aposta em Alexa Bliss, que esteja em grande plano daqui para a frente. Quanto a Mickie James, contribui com a experiência, podendo ser decisiva, caso seja necessário uma candidata ao título mais experiente, que eleve o título e a campeã. No caso de Dana Brooke e Emma, prevejo uma rivalidade entre as duas nos primeiros tempos, para mais tarde, constituírem candidatas legítimas ao Raw Women’s Championship.
Com isto, estou a dizer que espero que todas as mulheres tenham o seu lugar no plantel, e que sejam corretamente utilizadas. Não estou a dizer que espero que todas andem atrás do título, mas que se constituam mais rivalidades.

Bayley é a atual Raw Women´s Champion Fonte: whatculture
Bayley é a atual Raw Women´s Champion
Fonte: whatculture

Falando do Raw Women’s Championship, encontra-se nas mãos de Bayley. Alexa Bliss é a atual candidata, tendo derrotado Nia Jax, Sasha Banks e Mickie James no passado Raw. Desta feita, iremos ter Bayley contra Alexa, no Payback.

É uma excelente aposta em Bliss, que teve em grande plano no Smackdown Live, onde ganhou o título feminino da marca por duas vezes. Tenho a certeza que a sua entrada no Raw vem revitalizar o star power da marca, e que melhor maneira do que dar-lhe uma oportunidade no próximo evento do Raw.
No entanto, não podemos por de parte Nia Jax e Sasha Banks. Nia ainda não teve nenhuma oportunidade ao título e deixou claro, na edição do Raw da semana passada, que quer defrontar Bayley no futuro próximo.

Quanto a Sasha Banks, prevejo que faça o heel turn, de modo a se juntar à luta pelo cinto. Virar-se contra a melhor amiga parece-me a melhor solução para a personagem, que já deixou isso evidente na mesma edição do Raw. Foi interrompida por Alexa Bliss, mas espero que seja algo que aconteça muito em breve.

No global, é uma divisão bastante equilibrada. Em termos de star power, estão ao mesmo nível. Talvez Emma e Dana Brooke precisem de um bocado de experiência e destaque em ringue. As restantes têm bastante margem de manobra para poderem brilhar, mas para acontecer, é preciso que existam histórias para as inserir e espaço para terem o destaque merecido.

Se isso acontecer, e for feito em proporções iguais para todo o plantel, teremos uma divisão rica e com o destaque merecido. Espero que seja bem trabalhada e gerida por todas as lutadoras e a equipa criativa, responsável pela criação de novas histórias e desenvolvimentos para as personagens.

Carta Aberta ao Plantel do Sporting CP

sporting cp cabeçalho 222 de Abril de 2017. O derby dos derbies.

Este pode ser o dia em que se fará história, em que cada um de vocês imortalizará os vossos nomes, num jogo que pode ser tudo aquilo que vocês fizerem dele. Apesar dos nossos objetivos para esta época já não nos levarem a uma taça, o derby contra o nosso eterno rival é sempre ‘aquele’ jogo onde a emoção corre nas veias, mesmo que não haja nada em disputa. No Sábado, está em cada um de vocês a hipótese de atrasá-los nessa luta pelo título nacional, de mostrar-lhes que o leão não caiu nem está mais fraco, mesmo que a diferença pontual seja (demasiado) grande para a nossa verdadeira grandeza.

Nesse dia, quando vocês acordarem, será especial. Quando vocês se prepararem para sair da Academia rumo ao Estádio, será especial. De repente, aqueles como tu, Gelson, que ontem eram crianças a sonharem jogar na equipa principal, vão pisar aquele relvado, onde perto de cinquenta mil pessoas cantarão a uma só voz “O Mundo Sabe Que”. E mesmo aqueles que já o ouviram vezes sem conta como vocês, Adrien e Rui, vão arrepiar-se outra vez e vão relembrar-se que esta é a casa que vos viu crescer e esta é a vossa família. Naquele momento, até aqueles que chegaram há pouco tempo, como tu, Alan, vão sentir a nossa força e perceber porque é que o Sporting é diferente de tudo. Vocês, todos vocês, estão a vivê-lo: sejam bem-vindos ao derby dos derbies.

As roulottes das bifanas, as mesmas que vocês verão se olharem pelas janelas do autocarro, são o local de convívio onde os adeptos se vão reunir antes do jogo, para conversarem sobre a actualidade futebolística e discutir prognósticos com o ‘companheiro da bola’. De certeza que no meio de duas cervejas alguém vai desejar que tu, Bas Dost, sejas o bota de ouro europeu e que ultrapasses o Messi nessa noite, com um bis ou hat-trick. Quem sabe se não serás tu a estar no sítio certo à hora certa para marcares os golos que vão levantar o estádio e que farão toda a gente cantar “NA NA NA NA NA BAS DOST!”?

No dia 22, adeptos e jogadores estarão juntos a rumar para um único objectivo: ganhar Fonte: Sporting CP
No dia 22, adeptos e jogadores estarão juntos a rumar para um único objectivo: ganhar
Fonte: Sporting CP

Entrem em campo com orgulho no símbolo que levam ao peito, como se aquele fosse o jogo da vossa vida, porque, para nós, nunca será apenas mais um jogo, será uma demonstração de fé, de raça e de querer. Estaremos todos juntos e, por isso, contem connosco. Sintam-nos ao vosso lado a correr quando for para atacar, sintam os nossos pés a travar o adversário quando for para defender, sintam as nossas mãos a levantar-vos quando caírem. Sintam que são mais do que onze dentro de campo, sintam o amor que evapora das bancadas, sintam os cânticos de apoio, sintam a respiração, os gritos, os festejos e os suspiros, sintam o nosso coração acelerar quando a bola começar a rolar.

Acima de tudo, façam dessa a noite do futebol espetáculo, aquele desporto que entusiasma milhões em todo o mundo e que alimenta as esperanças de muitas gerações. Por uma noite, que os interesses exteriores, as guerras de comunicação e o desrespeito não sejam impeditivos de levar crianças, mulheres e famílias ao futebol. Que o pai possa entrar pela primeira vez com o filho no estádio e mostrar-lhe o porquê do amor ao clube ter vindo a passar de geração em geração, que o avô possa relembrar como eram os derbies com os cinco violinos com o neto, que o amigo possa levar um amigo com uma cor da camisola diferente. Porque isso é o futebol. E, acima de tudo, que nessa noite a guerra seja só dentro de campo, durante noventa minutos e que juntos desfrutemos de um jogo que esperamos que seja um hino ao futebol.

Foto de capa: Sporting Clube de Portugal

Artigo revisto por: Francisca Carvalho

 

Real Madrid CF 4-2 FC Bayern München: Ronaldo volta a decidir

Cabeçalho Futebol Internacional

Uma semana depois da partida da primeira mão em Munique, da qual o Real Madrid saiu vencedor, foi a vez de Madrid receber o jogo que decide qual destas duas equipas estará presente nas meias-finais da Liga dos Campeões. Tanto o Real como o Bayern venceram a competição em anos recentes, mas, apesar disso, a luta pela conquista do maior troféu do futebol europeu continua a ser uma das mais emocionantes e bem disputadas a nível mundial.

Relativamente às equipas iniciais da primeira mão, destaque para o regresso de Lewandowski ao onze bávaro e para a ausência de Bale por lesão, substituído por Isco, para além da saída da equipa do Bayern de Javi Martínez, que foi expulso no primeiro jogo da eliminatória, cujo lugar foi hoje entregue a Hummels

Era o Bayern a ter que correr atrás do prejuízo, uma vez que no Allianz Arena saiu derrotado por dois golos de Cristiano Ronaldo, face a apenas um de Arturo Vidal, e por isso precisava de uma entrada forte em casa do inimigo para poder ainda acreditar numa vitória na eliminatória.

Foi uma grande primeira parte, recheada de bons lances de futebol, excelentes iniciativas atacantes e boas oportunidades de golo, com o Bayern a apostar essencialmente nos flancos para construir os seus ataques, recorrendo a Ribery, Robben e Alaba para isso, e o Real Madrid a preferir, como já é habitual, os lances de contra-ataque. O jogo começou com os alemães por cima, e foram eles que criaram as maiores ocasiões flagrantes de golo no primeiro quarto de hora do jogo. Robben podia ter marcado aos nove minutos, mas, dentro de área, enviou ao lado da baliza de Navas, e Vidal, poucos minutos depois, tentou colocar a bola dentro da baliza adversária com um remate forte, mas este acabou por sair por cima.

A partir daí a equipa de Zidane aumentou a intensidade do seu jogo e tornou-o bem mais interessante e empolgante, com constantes oportunidades de golo para ambos os lados, como um cabeceamento de Benzema aos 22 minutos, e aos 28, talvez na melhor oportunidade do jogo, quando depois de um cruzamento da direita, Neuer vacila e não agarra a bola, que sobra para Sergio Ramos que remata, mas vê a sua bola ser cortada muito perto da linha de golo por Boateng. Apesar da intensidade de jogo que já se verificava por essa altura, os últimos minutos do primeiro tempo mostraram-se ainda mais intensos, e viram ser criadas mais algumas boas oportunidades de golo para cada lado. Kroos, com um remate perigoso, envia a bola pouco acima da baliza dos germânicos, e, num contra-ataque rápido, Cristiano Ronaldo, figura do jogo da primeira mão, não decide bem e, ainda assim, remata para uma defesa segura de Manuel Neuer, no último lance de maior perigo antes do descanso.

O jogo chegou ao intervalo com um justificado empate, numa primeira parte onde ambas equipas podiam perfeitamente ter marcado. O Real Madrid continuava em vantagem na eliminatória, e começava a faltar tempo ao Bayern para lhe dar a volta.

Fonte: UEFA
Fonte: UEFA

O jogo recomeçou como foi para o intervalo, com a intensidade no máximo e com as duas equipas a continuar atrás do golo que poderia mudar o desfecho da eliminatória.

Os merengues foram os primeiros a criar uma situação de perigo no segundo tempo, por intermédio de Isco, que com um remate perigoso ao lado colocou a defesa do Bayern em sentido. Depois disso, foram os alemães a criar perigo. Após um cruzamento da esquerda, Robben pica a bola, dentro de área, para a baliza deserta, mas onde aparece do “nada” Marcelo para cortar a bola e evitar o golo em cima da linha. O jogo vivia os seus momentos mais entusiasmantes e adivinhava-se um golo nos minutos seguintes, golo esse que acabou por chegar aos 53 minutos. Dentro de área Robben é derrubado por Casemiro, que chega tarde ao lance, e Lewandowski trata de converte a grande penalidade que deixava os da Baviera a apenas um golo da vantagem na eliminatória.

Depois do golo poucas foram as oportunidades de golo no jogo, tendo apenas Vidal tido uma boa chance de marcar após um passe magistral de Robben que parecia estar a abrir o livro no jogo, até que aos 76 minutos, Casemiro, em esforço, cruza para a área e encontra lá Ronaldo que cabeceia sem hipóteses para o guardião alemão do Bayern. Estava agora mais confortável o Real na partida, que apesar disso, viu a eliminatória ser empatada através de um autogolo de Sergio Ramos. Após um lance confuso na área madridista, o habitual herói dos blancos passou a vilão e colocou a bola dentro da sua própria baliza. O jogo chegou ao fim com o resultado fixado em 1-2, mas com 3-3 no agregado, daí ter ido a prolongamento. Antes disso, Vidal foi expulso ao minuto 84 após ter visto o segundo amarelo.

Na primeira parte do prolongamento, o único destaque vai para aquele que pode ter sido o lance decisivo da eliminatória. Nos últimos minutos antes da pausa, surge um cruzamento de Sergio Ramos para a área do Bayern Munique, que encontra Cristiano Ronaldo (em posição irregular). Depois disto, já todos sabemos…. Pela quarta vez nesta eliminatória Ronaldo marca e coloca a sua equipa novamente em posição para passar às meias-finais da liga milionária.

Já no segundo tempo do tempo extra, o Real Madrid continuou a aproveitar as descompensações na defesa da equipa adversária e ainda marcou por mais duas vezes. Depois de uma jogada sensacional de Marcelo, assistido por este, Ronaldo faturou pela quinta vez na eliminatória e pela centésima vez na Liga dos Campeões. Já com a eliminatória decidida, Asensio, após uma boa jogada individual, selou o resultado em 4-2.

Madrid foi palco de um dos melhores jogos da competição até ao momento, que só foi decidido no prolongamento. O 6-3 final permite ao Real Madrid seguir em frente na competição e continuar a sonhar com o 12º título na mesma. Conseguirão os espanhóis fazer o que ainda não foi feito no atual formato da prova – conquistar o título por dois anos consecutivos? Hoje deram mais um sinal de força e mostraram que tal parece bem possível.

Foto de Capa: FC Bayern München

O Passado Também Chuta: Grande Torino

o passado tambem chuta

A riqueza da História do futebol mundial radica nos mais inolvidáveis feitos dos seus intérpretes, desde os clubes às selecções, de jogadores a treinadores.

Mergulhar na década de 40, é trazer à memória um dos mais belos – e fatalmente trágicos – episódios de todo o sempre: o “Grande Torino”.

Na época, o Torino dominava o futebol italiano averbando cinco títulos de campeão nacional e uma copa de Itália. Os seus jogadores formavam a base da squadra azzurra, que chegou a alinhar, inclusive, com dez jogadores em simultâneo. Quando jogava em casa, o Torino tinha um período de ataque avassalador que era conhecido como «os 15 minutos do Filadélfia». Dizia-se na imprensa italiana daquela época que nenhuma equipa do mundo era capaz de sobreviver a esses quinze minutos de ataque vertiginoso do Toro, comandados pelo seu capitão goleador Valentino Mazzola, o melhor jogador da sua geração.

Por obra do destino, nem todas as histórias encantadas têm um final feliz. Em 1949, já no final de uma década absolutamente memorável, o Toro foi a Lisboa defrontar o Benfica num jogo amigável disputado no Estádio Nacional. No regresso a casa, o avião que transportava a equipa colidiu numa das torres da Basílica de Superga, em Turim, e vitimou todos os passageiros a bordo. O “Grande Torino” desaparecia da forma mais cruel da face da Terra, destroçando famílias, e milhares de adeptos. Turim não mais foi a mesma.

Ruínas do antigo “Stadio Filadelfia”, primeira casa do Toro Fonte: agatti.com
Ruínas do antigo “Stadio Filadelfia”, primeira casa do Toro
Fonte: agatti.com

Contudo, nessa fatídica temporada, o Toro ainda conquistou o título de campeão nacional, fazendo alinhar nas 4 últimas jornadas a sua equipa de juniores. Num gesto de desportivismo sem precedentes, os quatro adversários também fizeram alinhar a sua equipa de juniores, registando-se quatro vitórias a favor do Toro (Torino 4-0 Génova, Torino 3-0 Palermo, Sampdoria 2-3 Torino, e Fiorentina 0-2 Torino).

A tragédia de Superga surgiu num contexto histórico-social muito débil. A Itália tinha saído derrotada da II Guerra Mundial, e a pobreza e fome eram uma constante num país que procurava reerguer-se. O futebol no geral, e o Torino em particular revestiam de capital importância para um país que via nos sucessos da sua selecção e de alguns clubes, com o Toro à cabeça, a força da esperança e união de todo um povo.

Em vésperas do Mundial de 50, no Brasil, esta tragédia deixou a squadra azzurra órfã das suas principais valias, uma vez que a equipa base alinhava toda no desaparecido Torino.   Perante este desolador cenário, e após um funeral que juntou meio milhão de pessoas, a Federação Italiana de Futebol proibiu a sua selecção de viajar de avião para o Brasil, e após uma viagem de barco que durou duas semanas, a Itália viria a ser derrotada por 3-2 pela Suécia, sendo eliminada do mundial logo na primeira fase da competição.

Nunca mais o “Grande Torino” se recompôs da tragédia de Superga. Desde então, o Toro só logrou ser campeão italiano no longínquo ano de 1976, venceu três Taças de Itália (1968, 1971 e 1993), e ainda atingiu a final da Taça UEFA em 1992, sendo derrotado pelo poderoso Ajax de Amesterdão.

O séc. XXI tem sido marcado por subidas e descidas de divisão, e em 2005 o Torino chegou mesmo a falir. Já perdeu o estatuto de “grande” de Itália e já não é sequer o maior clube de Turim, tendo sido ultrapassado pelo grande rival Juventus. Em 2016, o Estádio Olímpico foi rebaptizado de “Estádio Olímpico Grande Torino”, em clara homenagem à histórica e temida equipa do Toro da década 40.

 Foto de capa: Lance

Murro na mesa por Samaris

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Na semana passada, muita tinta correu em torno da polémica que envolve o médio do Benfica Samaris. No final do Benfica-Moreirense da 28.ª jornada da Liga NOS, os ânimos exaltaram-se e o grego deu um murro a Diego Ivo, jogador da equipa de Moreira de Cónegos. Um incidente que logo gerou um alvoroço nas redes sociais e na comunicação social (até o Sporting apresentou uma queixa na sequência dessa agressão). Certo é que o jogador dos ‘encarnados’ foi alvo de um processo disciplinar e, de acordo com os trâmites relativos a esta sanção.

Houve pedidos de um processo sumário para o médio grego, mas, uma vez que esse género de processo tem um período de suspensão máximo de um mês e o tipo de agressão de Samaris a Diego Ivo pode ser punível até 10 jogos de suspensão, foi aplicado um processo disciplinar. O processo encontra-se agora sob averiguação na Comissão de Instrutores (CI) da Liga, que, ou irá mandar arquivá-lo, ou irá propor um castigo ao camisola 7 das ‘águias’. Entretanto, enquanto aguarda uma decisão, Samaris continua a poder jogar sem restrições.

É muito provável que o jogador acabe mesmo por ser castigado. E com razão. Talvez tenha sido uma atitude irrefletida, mas é condenável e injustificável. Estamos na reta final do campeonato, com o título a ser disputado até ao fim; os jogadores, como profissionais que são, não podem, de todo, jogar mais com o coração do que com a cabeça. Neste momento, o Benfica precisa de tudo menos de instabilidades desnecessárias.

O "Caso Samaris" domina a atualidade desportiva portuguesa Fonte: SL Benfica
O “Caso Samaris” domina a atualidade desportiva portuguesa
Fonte: SL Benfica

Para além de que o futebol é um desporto que prima pelo espírito de equipa e pela competição saudável. Há miúdos que crescem a tomar como modelos os seus ídolos do futebol, e não é benéfico que se lhes passe estas mensagens que deturpam a beleza do desporto. É também importante que se apoie os jogadores nestes momentos menos felizes; não numa tentativa de passar ‘paninhos quentes’ ou de desculpar o erro, mas, sim, de modo a entender que foi um ato irrefletido (entender não é sinónimo de desculpar, sublinho) e a não quebrar a união que é precisa no campeonato (especialmente nesta reta final, antes de um derby que muito peso vai ter nas contas finais). E isso os adeptos do Benfica souberam fazer: no jogo frente ao Marítimo, o povo ‘encarnado’ aplaudiu Samaris, que apontou para o símbolo que envergava ao peito, em jeito de agradecimento. Isto, sim, é bonito de se ver.

No próximo sábado, o Benfica desloca-se a Alvalade e, jogue Samaris ou não, que não se estrague a festa do futebol.

Foto de capa: Facebook Oficial de Samaris

Olheiro BnR – Maurides

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Maurides, ponta de Lança que representa o CF “Os Belenenses “, tem sido um dos grandes destaques da segunda volta da Primeira Liga Portuguesa.

Chegou ao clube da Cruz de Cristo no mercado de Janeiro vindo do Figueirense, onde se encontrava por empréstimo do Internacional de Porto Alegre e rapidamente se tornou uma peça imprescindível e umas das referências da equipa.

Em sete jogos fez cinco golos e uma assistência, sendo já o melhor marcador da equipa. É caso para dizer que com Maurides desde o início da época a equipa podia ter chegado a um patamar superior na tabela.

Esta é a segunda passagem de Maurides pelo futebol Português, já que na época 2015/16 representou o Arouca –  onde já tinha deixado excelentes indicações –  realizando 37 jogos e apontando seis golos.

Maurides no dia da apresentação Fonte: CF "Os Belenenses"
Maurides no dia da apresentação
Fonte: CF “Os Belenenses”

Maurides é um ponta de lança de 23 anos com um grande poder físico (1,89 Altura e 86kg de peso), fortíssimo no jogo aéreo (ao nível de Soares e Bas Dost), grande facilidade e potência de remate com o seu pé esquerdo, forte na marcação de bolas paradas (penaltis e livres diretos) e uma atitude em campo de nunca dar uma bola por perdida.

Ainda jovem e com margem de progressão Maurides pode em pouco tempo se tornar um ponta de lança de referência no futebol português e chegar mesmo a patamares superiores (quem sabe um grande do nosso futebol).

Vejo em Maurides muitas semelhanças com Soares que recentemente chegou a esse patamar (depois de passar por Nacional e Guimarães) ao representar o FC Porto.

 

Foto de Capa: Notícias ao Minuto

 

Sporting enfrenta dérbi eterno no melhor momento da época

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O Sporting, na passada sexta-feira, derrotou no Estádio do Bonfim o Vitória de Setúbal por 3-0, com golos de Gelson Martins, William Carvalho e Bas Dost. Os leões vivem um bom momento de forma, o melhor da temporada, contabilizando oito vitórias nos últimos nove jogos.
Esta semana, disputa-se o eterno dérbi, o jogo mais emblemático do futebol português. O Sporting chega a esta partida com uma série de cinco vitórias consecutivas, e pretende vencer e dar continuidade a este bom momento. Neste bom momento de forma, há jogadores que têm estado em grande destaque como a dupla de avançados, Alan Ruiz e Bas Dost. O goleador holandês Bas Dost está na luta pela Bota de Ouro, somando 28 golos em 26 jogos na Liga NOS. Alan Ruiz tem vindo a ser preponderante no Sporting, de jogo para jogo tem crescido e está adaptado ao futebol português, com 21 jogos, já marcou por seis ocasiões. Além dos dois avançados, no ataque os leões usufruem do bom momento de Bruno César e da magia e talento de Gelson Martins.
O Sporting vai à conquista do dérbi eterno, no próximo sábado Fonte: Sporting CP
O Sporting vai à conquista do dérbi eterno, no próximo sábado
Fonte: Sporting CP
A equipa do Sporting não só melhorou em termos ofensivos, como está hoje mais consistente a defender. No processo defensivo, a equipa estabilizou o seu quarteto e tem em Coates o seu patrão. Neste momento, também William Carvalho está a atravessar um bom momento de forma, o melhor desta época. Outro destaque é o regresso do capitão Adrien Silva, após uma paragem devido a lesão. O número 23, na última jornada já fez os noventa minutos frente ao Vitória de Setúbal. Sendo que é um dos indiscutíveis no xadrez de Jorge Jesus. Com Adrien Silva, o Sporting melhora em termos ofensivos e também defensivos, tendo mais capacidade para pressionar alto o adversário.
Para este dérbi, Jorge Jesus não poderá contar com o contributo de Marvin Zeegelaar, que viu amarelo e irá cumprir castigo. Essa será provavelmente a única alteração de Jorge Jesus ao onze, em relação ao embate com os sadinos. No lugar do defesa-esquerdo holandês, poderão alinhar Ricardo Esgaio, Jefferson ou ainda, Bruno César.
Este é o dérbi eterno, o jogo que todos querem disputar e vencer. O Sporting chega num bom momento de forma e tendo em conta o nível exibicional que tem apresentado, pode levar de vencida o eterno rival e somar a sexta vitória consecutiva.
Foto de capa: Sporting Clube de Portugal

Era uma vez um campeão?

fc porto cabeçalho

Sou portista. O que me levou a tornar-me portista foram as vitórias. Não posso fazer um exercício de hipocrisia e afirmar que, como muitas vezes ouço dizer, me tornei adepto do FC Porto por quaisquer valores ou princípios que pudesse ver incutidos no clube. Tenho que ter a humildade de reconhecer que foram as conquistas o elemento diferenciador para que eu me tornasse um apaixonado pelo clube da minha cidade.

Para as pessoas da minha geração era fácil escolher ser portista. Representava a felicidade e comodidade de ganhar quase sempre. E para uma criança não há nada mais importante do que ser do clube que ganha. As influências familiares apontavam para a Académica de Coimbra e (com menos intensidade) para o Sporting CP mas cedo me afastei desses sopros porque, volto a dizer, a única coisa que me interessava era ganhar. Foi quase que uma racionalidade irracional que me fez optar por ser Dragão.

A minha aproximação ao clube não é, portanto, um conto de fadas ou uma história digna de um bestseller. No entanto, com o avançar da idade e a crescente consciencialização de que o futebol é muito mais do que ganhar ou perder, fui-me começando a identificar com os tais valores que outrora apenas ignorara. Foi como apaixonar-me outra vez, foi como, finalmente, encontrar a justificação aflorada para ser portista.

Jackson e James ajudaram na conquista do título, em 2012-2013  Fonte: FC Porto
Jackson e James ajudaram na conquista do título, em 2012-2013
Fonte: FC Porto

Era, de facto, um clube diferente. Percebi então porque ganhava mais vezes. O olhar de jogadores como Jorge Costa ou Bruno Alves, a genialidade de jogadores como Deco ou Hulk, mas acima de tudo, a atitude e rigor de todas as pessoas envolvidas no dia-a-dia do clube fizeram-me perceber, então, o porquê de o FC Porto ser um clube talhado para vitórias e, como tal, o porquê de ser portista.

Mais tarde ainda, quando comecei a entender de forma mais consistente o fenómeno do futebol, os meandros da modalidade e a forma como as altas instituições reguladoras desempenham um papel decisivo no sucesso ou insucesso de uma equipa, foi quando definitivamente reconheci toda a competência de um clube e de uma estrutura que havia ganho tanto respeito como receio junto dos lugares decisores do nosso futebol e que, fruto de um trabalho exemplar, o FC Porto era um clube intocável. Assim se constrói um campeão.

Foto de Capa: FC Porto

Conclusões demasiado precipitadas sobre o início dos playoffs

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Cabeçalho modalidadesComeçaram os playoffs da NBA! Toda a gente dirá que é demasiado cedo para tirar conclusões sobre o que acontecerá, que isto mal começou e que muita coisa mudará. E sim, muita coisa mudará ainda até junho, quando alguém receber o troféu das mãos de Adam Silver. Mas isso não impede que se comecem a tirar conclusões desde já. Porque ninguém passa uma temporada a ganhar jogos, à procura de uma vantagem caseira para começar a meio-gás e arriscar perder essa vantagem em 48 minutos.

No sábado, Cavaliers e Pacers começaram por confirmar o que já se esperava: falta algo aos Cavs e é Paul George e mais quatro em Indiana. A equipa de Cleveland não teve o domínio que costuma ter nestes jogos nos últimos anos e esteve até bastante perto de perder. Nada que assuste LeBron e companhia, mas que deve colocá-los alerta, uma vez que a equipa não parece apresentar a mesma capacidade do último ano. Quanto aos Pacers, PG já ficou chateado por não ter sido ele a fazer o último lançamento do jogo 1. Indiana é uma equipa que, a cada jogo, vai mostrando que seria apenas mais uma no mar da lotaria, caso não existisse Paul George. Em Toronto, a mesma história de sempre. Os Raptors voltaram a perder o primeiro jogo de uma ronda dos playoffs. Algo normal e que não preocupa os canadianos. O que os devia preocupar é a facilidade com que Giannis Antetokounmpo dominou o jogo. É que nem é preciso ver o jogo completo, um pequeno resumo da partida prova a diferença do grego para os outros. Parecia estar a jogar contra miúdos de dez anos, tal foi a facilidade com que atacou o cesto dos Raptors e protegeu o seu. Giannis está mais adiantado no seu desenvolvimento do que era de prever e, com o espaço que os Raptors lhe estão a dar, o perigo é real.

A série entre San Antonio e Memphis segue como seria de esperar. Kawhi Leonard a dominar, a falta de Tony Allen a fazer-se notar na estratégia defensiva dos Grizzlies e um aborrecimento tal, que coincide bem com o franchise discreto mas eficaz dos Spurs. Com mais ou menos dificuldade, os pupilos de Gregg Popovich vão seguir para a próxima ronda. Diria que podem aproveitar os horários destes jogos para porem o sono em dia. Naquela que deverá ser uma das séries mais equilibradas, os Clippers voltaram a provar o quão pouco preparada está esta equipa para competir pelo anel. Rudy Gobert jogou treze segundos no sábado. Não é um erro, foram mesmo treze segundos. Apesar da ausência do pilar defensivo dos Jazz, DeAndre Jordan não dominou e a equipa de Los Angeles ficou reduzida a Chris Paul e aos jump shots de Blake Griffin. Dá para ganhar umas partidas e manter-se em jogo contra Utah, mas não mais que isso.

No domingo, John Wall confirmou aquilo que todos sabemos mas que a maioria tem medo de dizer: o melhor base do Este mora na capital. E o melhor backcourt, provavelmente, também. Porém, num confronto equilibrado, o desequilíbrio costuma surgir daqueles que normalmente estão mais escondidos. E nesse caso, os Wizards parecem levar vantagem sobre os Hawks.

john wall
John Wall dominou os Hawks e continua a provar o seu valor no melhor ano da sua carreira
Fonte: bleacherreport.com

Em Oakland, as estrelas dos Blazers deram trabalho, mas era só uma questão de tempo até os Warriors fugirem no marcador. Percebes que tens uma equipa fenomenal quando Klay Thompson passa ao lado do jogo e mesmo assim ganhas confortavelmente. E, mesmo que o troféu pertença aos Cavs, se alguém o perder este ano, essa equipa serão os Golden State. É incrível a diferença de qualidade e opções para todos os outros.

Por fim, a tragédia bateu à porta de Isaiah Thomas, um dia antes da sua estreia nos playoffs. O base foi a jogo, visivelmente abalado, mas não foi por aí que os Celtics viram os Bulls roubarem um jogo no TD Garden. Aliás, não fosse por Isaiah e o jogo teria sido resolvido mais cedo. Os Bulls dominaram as tabelas, como era de prever, enquanto que a equipa de Boston pareceu não ter consertado qualquer dos erros que lhes foram sendo apontados durante a temporada. Os Bulls continuam a não ser uma grande equipa, mas nos playoffs dá sempre jeito ter um jogador que consegue resolver jogos por si mesmo. Em Houston, o confronto de MVP’s também provou bastantes teorias criadas durante a temporada. Os Rockets são muito mais equipa que os Thunder e têm um plantel muito mais profundo. James Harden dominou, enquanto que Westbrook teve vários problemas com o jogo físico de Beverley. E em OKC já não mora o rapaz capaz de pegar no jogo quando Russell não consegue….

Foto de capa: clutchpoints.com

Artigo revisto por: Francisca Carvalho

A número 1 do ranking nacional de Ténis – Entrevista a Rita Vilaça

entrevistas bola na rede

Cerca de três meses após a ascensão ao primeiro lugar no ranking nacional de ténis feminino e a sua primeira chamada à seleção portuguesa de ténis para disputar a Fed Cup, o Bola na Rede esteve à conversa com Rita Vilaça, tenista bracarense de 23 anos de idade que treina atualmente na Escola de Ténis da Maia.

Bola na Rede (BnR): Janeiro de 2017 marcou a tua ascensão ao primeiro lugar do ranking nacional. O que significou para ti esse marco e quais foram as principais dificuldades sentidas para o alcançar?

Rita Vilaça (RV): Efetivamente nos anos anteriores, e por dois anos consecutivos, fui a número três nacional. Este ano, em janeiro de 2017, ascendi ao primeiro lugar. Obviamente que para qualquer atleta o objetivo é, a nível nacional, ser o número um. Fiquei bastante satisfeita no sentido em que não tive muitas oportunidades de jogar torneios nacionais. Os que joguei efetivamente correram bem, tanto o campeonato regional como, principalmente, o campeonato nacional, onde fui vice-campeã. O maior desafio foi conciliar a carreira internacional com a nacional.

BnR: Ainda no mesmo mês recebeste a notícia da tua primeira convocatória para disputar a Fed Cup. Como reagiste a essa convocatória e como podes resumir a tua experiência, em Tallinn, a representar a seleção portuguesa?

RV: Um atleta não se sente verdadeiramente concretizado até ser convocado para representar, no caso do ténis feminino, a seleção nacional na Fed Cup. Fiquei extremamente feliz, foi um marco muito importante no meu currículo desportivo. A experiência foi gratificante e espetacular. Contactei com algumas das melhores atletas mundiais e com atletas com as quais me vou cruzando no circuito. Não é comum fazermos parte da mesma equipa; [o ténis] é um desporto individual em que normalmente nos percecionamos como adversárias, e não como colegas de equipa. A experiência global, principalmente o facto de termos concretizado o objetivo principal, que passava pela manutenção no grupo I, foi muito gratificante.

rita vilaça fed cup
Fonte: Rita Vilaça

BnR: O meio do ténis e, sobretudo, do ténis feminino em Portugal é algo restrito ao nível do número de atletas de topo. Como tal, as tuas colegas de seleção são também, frequentemente, as tuas principais adversárias. Como é que são as relações entre vocês dentro e fora de court?

RV: Dentro do court, a nível nacional e mesmo internacional, diria que somos todas muito civilizadas e respeitamo-nos bastante. Fora do campo também, embora no ténis feminino seja um pouco difícil esquecer o fator competitivo. Somos mais individualistas do que no ténis masculino, mas penso que fora do court temos um bom relacionamento e treinamos muitas vezes juntas. Penso que…há um pouco o pré-juízo de que no ténis feminino somos muito mais cruéis umas para as outras (risos), mas isso não é assim tão verdade.