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O Cocktail do Derby

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Após o empate do FC Porto em Braga, o SL Benfica encontrou novas possibilidades no horizonte para o jogo do Derby. O que teria de ser uma vitória obrigatória em Alvalade, passa agora a ser uma dupla possibilidade. O Benfica poderá sair com o campeonato praticamente ganho em caso de empate, enquanto o Sporting cativou a terceira posição na tabela, independemente do resultado.

O risco em ter de assumir o jogo passou àquilo que é a “praia” da equipa da Luz. Ataque organizado com a equipa a subir em bloco, procurar zonas do campo com superioridade numérica para criar desequilíbrios e transições rápidas de forma a tentar quebrar a organização defensiva do Sporting. Raramente o Benfica estica o jogo através de futebol directo e, mais raro ainda, é ver grandes espaços entre os sectores da equipa.

Por outro lado, a equipa de Jesus gosta de ter a posse de bola, procurando sair rapidamente para o ataque, deixando os sectores se aproximarem após jogadas rápidas e trocas de bola que possam destruir as organizações defensivas. O erro na preparação deste encontro poderá ser a tentativa acutilante de jogar somente para o poderoso avançado Bas Dost. Outro erro que o Sporting terá rapidamente de eliminar são as perdas de bola no sector recuado, o que tem sido um habitué esta época.

Espera-se um estádio repleto a apoiar o Sporting no dérbi dos dérbis Fonte: Sporting CP
Espera-se um estádio repleto a apoiar o Sporting no dérbi dos dérbis
Fonte: Sporting CP

Longe de todas as preocupações têm de estar as conversas sobre os castigos, proibições e falsos moralismos. Temos de deixar de alimentar estas polémicas para bem do futebol Português e o conselho de arbitragem tem de ser mais célere a tratar e a resolver castigos que possam surgir. Se existem motivos para disciplinar e castigar um jogador, os mesmos deverão ser tomados de forma imediata, como acontece em Inglaterra. Temos de deixar que a praça pública decida e que a comunicação venda histórias que só desestabilizam e trazem má imagem ao nosso futebol.

Resumidamente, o Benfica fará tudo para não perder, enquanto Jesus montará uma estratégia onde o Sporting tentará fazer tudo para vencer. O cocktail está lançado, quem tiver problemas cardíacos é recomendável tomar uma aspirina, pois prevê-se um espectáculo de futebol com resultado incerto até final e uma grande partida entre duas equipas em excelente forma que tudo farão para garantir os três pontos.

Foto de capa: Sporting Clube de Portugal

Taça Davis: Conseguirá Portugal finalmente atingir o grupo mundial?

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Cabeçalho modalidadesCom a vitória sobre a Ucrânia na semana passada em Lisboa, Portugal vai ter pela segunda vez na sua história a hipótese de atingir o grupo mundial da maior competição de nações do ténis. Em 1994, João Cunha e Silva, Nuno Marques e Emanuel Couto infelizmente não conseguiram ultrapassar a Croácia de Goran Ivanisevic; 23 anos depois é a vez de João Sousa e Gastão Elias tentarem escrever uma página histórica do ténis português, contra uma Alemanha liderada por Philipp Kohlschreiber e Alexander Zverev.

Não restam dúvidas de que o ténis português está mais forte que nunca, com dois jogadores de nível ATP, mas ainda assim Portugal corre claramente por fora nesta eliminatória. A Alemanha pode não ter nenhum jogador de top 10 mundial, mas Kohlschreiber tem sido uma constante no top 20/25 há quase uma década e Zverev é uma das maiores promessas do circuito e pode bem ser top 10 quando a eliminatória se disputar em Setembro. A vantagem casa de Portugal é também mitigada pelo facto de que os jogadores alemães são fortes em qualquer superfície. Qualquer que seja a superfície escolhida por Portugal, a Alemanha terá os dois melhores jogadores na eliminatória assumindo que ambas as equipas se podem apresentar na máxima força.

Mas a verdade é que ainda é muito cedo para especular sobre esta eliminatória, que só se jogará a meio de Setembro. Muito pode acontecer até lá para mudar as perspectivas das duas nações. Independentemente do que aconteça, não restam duvidas de que o ténis português nunca foi tão forte como agora e, seja este ano ou não, a subida ao grupo mundial parece ser apenas uma questão de tempo.

Foto de capa: João Sousa

Argentina vence e impede o sonho de Portugal

Cabeçalho modalidadesFoi por pouco, mas não deu. Portugal perdeu por 6-5 e não conseguiu fazer história em Montreux, assim, o feito espanhol permanece intacto. Um jovem, mas experiente e vencedor, conjunto nacional acabou por cair aos pés de uma Argentina que levou, praticamente, a seleção que irá apresentar no mundial. Uma derrota que nenhuma vergonha causa a Portugal, afinal os indicadores foram bons. Venha o Mundial da China!

Numa final que se prevista escaldante, campeões europeus e mundiais entraram no jogo a tentar marcar cedo, com ataques bastante curtos, mas onde a definição não era boa, muito devido à ansia em marcar.

Aos sete minutos, através de uma transição ofensiva, Mathias Platero inaugurou o marcador. Na resposta, Gonçalo Alves, tal como Hélder Nunes fizera na véspera, disparou um míssil do meio campo e restabeleceu o empate.

O jogo estava a ser disputado a bom ritmo e estes dois golos ainda o animaram mais. Com o passar dos minutos, as duas seleções começaram a optar por um hóquei em patins mais pensado, mas a bom nível, sobretudo Portugal. No entanto, não era fácil entrar na defesa de nenhuma das seleções. As poucas oportunidades que existiam eram desperdiçadas.

Nicolia voltava a colocar a Argentina na frente por 3-2 Fonte: Coupe des Nations de Rink Hockey
Nicolia voltava a colocar a Argentina na frente por 3-2
Fonte: Coupe des Nations de Rink Hockey

Num lance de sorte, Mathias Pascual aproveitou um ressalto de bola e voltou a colocar a Argentina na frente. Do nada, a seleção portuguesa estava, novamente, em desvantagem e apesar das melhores oportunidades, as que contam são as que entram. Todavia, a três minutos do intervalo, foi a vez dos comandados de Luís Sénica terem alguma sorte. Nicolia cometeu um erro, que resultou numa falta no interior da área sobre Hélder Nunes. Na respetiva grande penalidade, João Rodrigues apontou o 2-2. Logo a seguir, penalti para a Argentina por falta de Luís Querido sobre Lucas Ordoñez. Nicolia permitiu a defesa de Pedro Henriques, que entrou para defender.

A menos de trinta segundos para o intervalo, cartão azul para Gonçalo Alves por falta sobre um jogador argentino. Pedro Henriques voltou a entrar para defender e conseguiu parar o livre-direto de Lucas Ordoñez.

Chegado o intervalo, registava-se um empate a 2-2. Justo para aquilo que Portugal e Argentina apresentaram em pista, apesar do conjunto luso ter tido mais e melhor oportunidades.

«O meu Golf é verde por causa do Moreirense» – Entrevista Ricardo Andrade

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Ricardo Andrade deixou a marca das suas luvas no futebol português pelas exibições que, entre outras, fez diante de Benfica e Sporting ao serviço do Moreirense.

Contra o Benfica, defendeu uma grande penalidade apontada por Lima; contra o Sporting, foi um dos responsáveis pela eliminação leonina da Taça de Portugal (fez grande exibição, estando, inclusive, no início da jogada do golo que ditou a vitória cónega no prolongamento).

Tudo na época 2011/12, em que o adepto comum de futebol português reconhecia aquele guarda-redes moreno, de careca reluzente e que emanava experiência e frieza.

A frieza que revelava, e ainda revela, entre os postes, porém, contrasta com a forma calorosa como falou com o Bola na Rede sobre tudo o que viveu numa carreira que vai longa, mas que está longe de estar terminada.

Ricardo Andrade ganha o lance a Lima, do Benfica, a quem viiria a defender um pénalti.
Ricardo Andrade ganha o lance a Lima, do Benfica, a quem viiria a defender um pénalti

Essa carreira, de 19 anos de profissional, começou a ser construída no bairro da Gardénia Azul, zona Oeste do Rio de Janeiro, embaixada de Jacarepaguá e teve como pilares não só a vontade e o talento de Ricardo, mas também as figuras da mãe, o seu verdadeiro ídolo, da sua mulher, Ana, que «em 2009, num período muito difícil em que eu sempre dizia que este seria o último treino, continuava dizendo “acredita mais um pouco, que as coisas podem mudar!”», Roberto Tigrão, «responsável pela vinda para Portugal» e Cacau.

Não, não é o fruto do cacaueiro. É o  apelido de Antônio Carlos do Monte. Uma pessoa incontornável na carreira e na vida do ex-guarda-redes do Moreirense, alguém que, assume, nunca poderá deixar de referir – «foi o meu primeiro treinador, lá no Jacarepaguá FC. Ele me fez acreditar que era possível sair da minha comunidade e ganhar o mundo».

GP Bahrain: Ferrari bate Mercedes no tira teimas do deserto

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Cabeçalho modalidades

Após os treinos livres de sexta-feira em que a Ferrari conseguiu colocar-se na frente, a grande surpresa era, de facto, a Red Bull, ao intrometer-se entre a Ferrari e a Mercedes.  Mas o mais surpreendente, ainda estava para vir na qualificação, em que Valtteri Bottas no seu Mercedes alcançou a sua primeira Pole-position da carreira, à frente do seu companheiro de equipa e de Sebastian Vettel, respectivamente. Com uma vitória de Vettel na Austrália e outra de Hamilton na China, os ingredientes para assistir à corrida do Bahrain multiplicavam-se e o interesse subia de nível.

O Alemão da Ferrari venceu a sua 44ª corrida da carreira, a 2ª da temporada! Sebastian Vettel ultrapassou Lewis Hamilton logo na primeira curva da corrida e esteve sempre colado a Bottas, que nunca se conseguiu distanciar. Max Verstappen ainda ameaçou o Inglês da Mercedes, mas o trio da frente rapidamente se isolou. A vitória estratégica da Ferrari começou desde muito cedo, quando Vettel entrou na box poucas voltas antes…do safety car entrar em pista. As alterações e as mudanças estratégicas estavam ao rubro, pois os Mercedes aproveitaram logo para a mudança de pneus e muito pensavam que mais uma vez, a entrada do safety-car iria prejudicar a Ferrari.

Com a saída do safety-car, Vettel conseguiu defender-se muito bem dos ataques de Bottas enquanto que Hamilton passava Ricciardo e colava-se na traseira do Finlandês. Vettel da Ferrari estando mais rápido que a Mercedes, aproveitou para se afastar e ganhar uma margem que lhe iria ser confortável e benéfica no final da corrida. Aquando das segundas paragens, Hamilton sabia que tinha sido penalizado em 5 segundos, por alegadamente ter bloqueado o Australiano da Red Bull à entrada das boxes, nas primeiras paragens, e com isso, ainda ficou mais complicado lutar taco a taco com o cavalinho rampante.

Vettel conquistou a 44ª vitória da carreira Fonte: F1Mania
Vettel conquistou a 44ª vitória da carreira
Fonte: F1Mania

A incerteza da vitória continuava no ar, mas a confirmação veio a 15 voltas do final, Hamilton realiza a sua segunda paragem na box e cumpre a penalização, com Vettel líder da corrida, a preocupação do Inglês era terminar na 2ª posição, ultrapassagem essa que foi, de longe, facilitada por Bottas, declarando que há, jogo de equipa e o estatuto de 1º e 2º piloto na equipa Germânica.

Kimi Raikkonen terminou no 4º lugar, com uma partida aquém das expectativas , o Finlandês conseguiu alcançar um ritmo relativamente alto e suficiente para conseguir ultrapassar o Williams de Felipe Massa.

Emoção até ao fim, numa corrida muito bem disputada, com várias ultrapassagens, acidentes, entradas de safety-car, estratégias reinventadas, onde a Ferrari foi a grande vitoriosa e Sebastian Vettel o grande protagonista da noite de Sakhir.

No campeonato de pilotos, Sebastian Vettel lidera com 68 pontos, e Hamilton com 61. Na 3ª posição encontra-se Valtteri  Bottas com 38 e Kimi Raikkonen m 4º com 34 pontos.
Em termos de Construtores, a Ferrari também lidera, com 102 pontos, e a Mercedes com 99.

O próximo Grande Prémio é na Rússia, no circuito Sochi, nos dias de 28 a 30 de Abril.

Foto de capa: F1Mania

Manchester United 2-0 Chelsea FC: À terceira foi de vez

Cabeçalho Liga Inglesa

Em dia de Páscoa, o Old Trafford recebeu um clássico do futebol inglês que desperta grandes emoções nos adeptos ingleses e não só: Manchester United e Chelsea tinham encontro marcado para as 16h. Este encontro seria especial para o português José Mourinho, devido ao seu passado nos Blues, que contou com duas passagens no comando técnico da equipa londrina e alguns troféus conquistados, embora a última passagem tenha terminado de forma inglória e envolta de alguma polémica. Desde o início da presente temporada, em que aceitou o desafio de tentar levar de novo o United aos seus tempos de glória com Sir Alex Ferguson, Mourinho já se cruzou com a sua antiga equipa por duas ocasiões (Premier League e FA Cup) e saiu derrotado em ambos os confrontos.

Esta seria a derradeira oportunidade para o português bater os seus anteriores pupilos e provar que os Red Devils ainda estão vivos na luta pela qualificação para a Liga dos Campeões da próxima época. Quanto ao Chelsea de Antonio Conte, caso vencesse a partida de hoje daria um passo gigante rumo à recuperação do título de campeão, perdido na época passada para o surpreendente Leicester.

Após disputar, durante a semana, a partida frente ao Anderlecht para a Liga Europa, o treinador português decidiu surpreender e deixou no banco de suplentes Ibrahimovic e Mkhitaryan, que têm tido prestações bastante positivas nos últimos jogos. O treinador italiano do Chelsea apostou praticamente no mesmo 11 que bateu o Bournemouth na jornada anterior por 1-3, à exceção do guardião Begovic que substituiu o lesionado Courtois e de Zouma por troca com Alonso.

Com um espetacular ambiente criado pelos adeptos presentes nas bancadas, o encontro entre os dois rivais começou a um ritmo lento e sem o aparecimento de remates com perigo para os guarda-redes. Mas seria logo aos 7’ que a equipa da casa se adiantaria no marcador: Rashford isolado por um grande passe de Ander Herrera bateu um desamparado Begovic. O 1-0 fez soltar a festa dos adeptos da antiga equipa de Giggs, Beckham, Cristiano Ronaldo, entre outros. O golo madrugador do jovem ponta-de-lança inglês tranquilizou o United, o que permitiu fazer uma boa circulação da bola pelos elementos vestidos de vermelho e estagnar por completo uma possível reação imediata azul ao tento tão cedo sofrido. Passados os quinze minutos iniciais, o Chelsea quase não tinha conseguido criar uma ocasião digna de registo, fazendo com os homens mais adiantados (Pedro Rodriguez, Hazard e Diego Costa) tivessem de recuar no terreno para vir buscar jogo e conduzir a bola até à área adversária.

Aos 17´, Young podia ter feito o 2-0, mas o seu remate-cruzamento não levou a direção desejada. O Chelsea tentava fazer o seu primeiro remate no jogo, mas ora por falha do último passe ou por atenção dos médios do Manchester a intercetar eficazmente os ataques adversários, a equipa líder da Premier League ainda não tinha posto à prova David de Gea.

Aos 28’, Young tentou de novo visar a baliza de Begovic, contudo a sua tentativa não constitui perigo para o titular na baliza dos Blues. Até aos 30’, apesar de estar 1-0 no marcador, o jogo ainda não tinha suscitado grandes motivos de interesse para o público, uma vez que o jogo se concentrou maioritariamente no meio-campo, com a maior preocupação dos jogadores a ser não cometer erros que pudessem comprometer a sua respetiva equipa, daí não terem surgido excelentes oportunidades para aparecerem mais golos. Apesar disso, o conjunto caseiro parecia estar mais confortável no jogo, não só pela vantagem obtida mas também por estar a conseguir manter longe da sua zona defensiva o trio atacante do Chelsea., o que possibilitava gerir tranquilamente o rumo dos acontecimentos.

Gary Cahill aos 41’ quase fez autogolo, ao tentar cortar um cruzamento de Rashford, mas a bola passou por cima da sua baliza. Até ao apito de Robert Madley, pouco mais de ação houve para acrescentar ao jogo, a não ser o primeiro da equipa visitante feito por Diego Costa aos 45+1’, e o árbitro apitaria pouco tempo depois para o fim da 1.ª parte. O intervalo chegava com 1-0 no marcador a favor do Manchester United, que sem fazer uma exibição espetacular, mostrou ser a equipa mais segura e controladora e ia justificando a vantagem mínima alcançada no início do jogo. O Chelsea precisaria de mostrar mais e melhor, caso quisesse fazer o pleno de vitórias frente aos Red Devils.

Festejos do primeiro golo dos Red Devils Fonte: GettyImages
Festejos do primeiro golo dos Red Devils
Fonte: GettyImages

Nenhum dos treinadores fez qualquer alteração tática, e a 2.ª parte começou com os mesmos 22 jogadores de campo. Seria interessante perceber se o Manchester conseguiria manter ou aumentar a sua vantagem ou se o Chelsea teria uma prestação melhor do que a demonstrada nos primeiros 45’. Como se observou na 1.ª parte, o United voltou a marcar logo no começo da 2.ª parte: após assistir no primeiro golo, Ander Herrera aos 49’ rematou para o 2-0, com ajuda de alguns ressaltos dos defesas do Chelsea. O segundo golo iria obrigar o Chelsea a ter de correr atrás do prejuízo, com vista a manter uma boa vantagem pontual para o 2.º classificado, o Tottenham. Aos 51’, Lingard podia ter dilatado a vantagem, mas sua intenção passou longe da baliza de Begovic.

Para tentar ter mais posse de bola, Conte fez entrar Fàbregas para o lugar de Moses, naquela que foi a primeira substituição do jogo. Os minutos seguintes ao golo de Herrera trouxeram uma grande estabilidade ao jogo da equipa de Mourinho que, apesar de ter entregue o controlo do jogo ao seu adversário, conseguiu continuar a manter o trio atacante formado Hazard, Costa e Rodriguez a seco e longe de David de Gea. Com o objetivo de continuar a controlar as tentativas de ataque dos Blues, o experiente Carrick foi lançado para render Lingard. Aos 60’, Rashford quase bisou no encontro, embora o seu remate tenha ido parar às malhas laterais. Quatro minutos depois, Pedro Rodriguez fez o terceiro remate para a sua equipa, mas a bola voltava a passar longe da baliza. Willian seria posto em campo pelo treinador italiano aos 66’ para serem criadas mais oportunidades de golo, mas quem teve perto de matar a partida foi novamente Rashford que, após uma boa jogada individual, rematou já dentro de área para uma defesa segura de Begovic.

À entrada dos últimos 15’, o Chelsea continuava sem conseguir levar perigo à baliza do Manchester United, muito por culpa da grande cooperação dos pupilos de José Mourinho que, a partir deste momento, defendiam todos juntos, até mesmo os jogadores mais avançados no terreno. Mesmo assumindo uma postura mais defensiva nos últimos minutos do jogo, o United não deixava de aproveitar as oportunidades para partir rapidamente para o contra-ataque, através da velocidade de Ashley Young e Marcus Rashford. Aos 83’, houve uma substituição para ambos os conjuntos: Ibrahimovic entrou para substituir Rashford, com o intuito de segurar a bola na frente de ataque, ao passo que Conte tirou Zouma e colocou Loftus-Cheek para ter mais membros na zona ofensiva.

O relógio ia-se aproximando rapidamente para o final da partida, e era impressionante verificar que o líder da Premier League tinha sido incapaz de criar um boa jogada ofensiva ao longo do jogo, o que é um facto importante de ser referido dado que o Chelsea tem impressionado a crítica pelas boas exibições realizadas nas jornadas anteriores. Após 4’ de compensação, o juiz da partida dava por terminado o clássico entre Manchester United e Chelsea. O 2-0 final no marcador simbolizava a primeira vitória de Mourinho e mantém intactas as aspirações dos Red Devils em se qualificar para a Liga dos Campeões. Quanto o Chelsea, precisa rapidamente de esquecer a partida de hoje e concentrar-se rapidamente em manter a sua vantagem de 4 pontos para o Tottenham.

Foto de capa: GettyImages

Malta, é só futebol

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Toda a gente sabe que o futebol é o desporto por excelência em Portugal. Toda a gente sabe que em Portugal só se vive e respira futebol e, após um fim-de-semana em que não há jogos e polémica, a semana seguinte é de pasmaceira e sem nada para falar… sim, infelizmente em Portugal só (quase) se fala de Futebol.

Toda a gente sabe que o derby é, por excelência, aquele jogo que mexe mais com as emoções dos adeptos e que, aconteça o que acontecer, ninguém quer perder e os argumentos de discussão ultrapassam todos os limites e depois vem a velha máxima: “se queres ganhar a um ignorante, tens de descer ao nível dele e depois ainda ir mais abaixo”. É nestas alturas que aparecem os “antis”: os anti-sporting, os anti-benfica, os anti-porto. Eu? Sou orgulhosamente Sporting!

Felizmente o empate do Porto tirou algum peso ao jogo do Sporting, senão iríamos viver uma verdadeira guerra esta semana. Eu quero ganhar ao Benfica, mas não quero dar o título ao Porto. Por mim, nenhum ganhava, mas isso não é razão para incendiar nenhuma guerra.

Esta semana os media irão fazer de tudo para que o que é somente um desporto tenha potencial para se tornar na última batalha da vida de cada equipa. Calma malta. É só futebol.

Infelizmente é só após as tragédias que os adeptos de futebol se unem na tentativa de acalmar os ânimos naquilo que é só um desporto. Esta de Dortmund, parece que passou um pouco ao lado para acalmar as rivalidades. Fonte: https://zap.aeiou.pt
Infelizmente é só após as tragédias que os adeptos de futebol se unem na tentativa de acalmar os ânimos. Esta de Dortmund, parece que passou um pouco ao lado para acalmar as rivalidades.
Fonte: https://zap.aeiou.pt

Bebam cerveja, travem-se de argumentos e razões, “mandem passear” os árbitros e os adversários, mas não se esqueçam que do outro lado há famílias e seres humanos… Desejar a morte de alguém? Desejar lesões? Desejar a vitória com mais um em campo? Desejar ganhar com futebol feio ou “falso”? É por isso que o futebol português está a passar esta crise. Crise de exibições, crise de adeptos nos estádios, crise de valores.

Mais importante que o que se passa dentro das quatro linhas é, aparentemente, o que se passa fora das mesmas. Não quero contudo dizer que não é importante “limpar” o futebol fora das quatro linhas: é importante tornar o futebol mais justo, seja com o vídeo-árbitro, seja com decisões rápidas dos castigos e das queixas, seja com igualdade de tratamento de todos os clubes.

Mas é dentro das quatro linhas que se tem que começar a mudar a mentalidade. Para a semana quero um grande jogo de futebol e que no fim ganhe o meu Sporting.

Foto de capa: alvalaxia.blogspot.pt

 

SC Braga 1-1 FC Porto: E o Título a “Pedreira” Levou?

Cabeçalho Futebol Nacional

Noite de primavera no Estádio Municipal de Braga num jogo importante para ambas as equipas intervenientes. O FC Porto tinha a missão de não permitir que o SL Benfica descolasse na liderança da Liga NOS e, do lado do SC Braga, este era o momento de procurar manter a boa sequência de seis jogos sem perder e de garantir a manutenção no quarto lugar da tabela classificativa. Num estádio composto por uma boa moldura humana (21106 espetadores) o ambiente era de festa e tudo fazia prometer uma grande noite de futebol.

Porém, foi logo aos seis minutos de jogo que Pedro Santos, respondendo de cabeça a um cruzamento da direita de Cartabia, colocou o estádio em polvorosa. A festa era dos “Guerreiros do Minho”, com os “Super Dragões” silenciados pela melhor entrada em campo dos braguistas. A partir daí o jogo tornou-se mais dividido, mas também mais faltoso, num espetáculo que não correspondia às expetativas previamente geradas em torno do mesmo.

Com as equipas a anularem-se mutuamente, muito por culpa do combativo trio de médios da equipa minhota, o jogo ia decorrendo predominantemente a meio-campo com os lances de perigo a surgirem, sobretudo, a partir de lances de bola parada. A oportunidade de golo mais clara da primeira parte pertenceu mesmo ao SC Braga, com um cabeceamento perigoso de Vukcevic após livre batido na esquerda por Pedro Santos, com a bola a morrer nas malhas laterais da baliza à guarda de Iker Casillas. Porém, foi imediatamente antes do intervalo que o FC Porto esteve prestes a colocar-se numa situação ainda mais delicada na partida, com um penálti favorável ao SC Braga; Pedro Santos partiu para a bola mas esta acabou por esbarrar no poste direito da baliza do FC Porto, mantendo a partida em aberto para a segunda parte.

Fonte: FC Porto
Fonte: FC Porto

No regresso do intervalo, apesar de não existirem alterações em qualquer das equipas, o jogo transfigurou-se significativamente, com o FC Porto a ter mais bola, a conseguir superiorizar-se ao SC Braga na luta do meio campo e, consequentemente, a criar diversas situações de perigo para a baliza à guarda de Matheus. E foi logo aos 57 minutos de jogo que Brahimi, isolado frente ao guarda-redes braguista, não conseguiu de cabeça dar seguimento com sucesso à jogada iniciada por Corona, que havia entrado para ocupar o lugar de Óliver Torres apenas três minutos antes. Os “Super Dragões” entusiasmavam-se nas bancadas e o jogo, pese embora muito partido taticamente, começava a empolgar os adeptos.

Logo de seguida, aos 61 minutos de jogo, Alex Telles marcou um canto da direita e Tiquinho Soares, de cabeça, repôs a igualdade no marcador. O SC Braga começava a ser empurrado pelo FC Porto para a sua área e as oportunidades de golo, pese embora raramente flagrantes, iam-se sucedendo.

Já a jogar num 4x4x2 com os médios alas bem adiantados no terreno de jogo e com dois pontas de lança fixos na frente, foi do trinco da equipa azul e branca que acabariam por surgir, até ao final do encontro, as duas melhores ocasiões de golo. Aos 78 minutos Corona cruzou a partir da direita e Danilo, de cabeça, permitiu a Matheus uma grande defesa para canto. Sete minutos depois, aos 85, totalmente isolado e já junto à pequena área, Danilo falhou escandalosamente aquele que poderia ter sido o golo que selaria a vitória do FC Porto.

Até ao final do jogo é apenas digna de registo a expulsão de Brahimi, já no banco de suplentes, por protestos após Hugo Miguel ter considerado que Soares simulou um penálti, tendo-o consequentemente admoestado com cartão amarelo. Ponto final num encontro de futebol intenso mas nem sempre bem jogado e cujo resultado não foi favorável a qualquer das equipas: o SC Braga viu o quarto lugar perdido para o Vitória SC e o FC Porto, com este empate, tornou mais difícil a missão de vir a ser campeão nacional, deixando o SL Benfica com três pontos de vantagem no topo da tabela classificativa.

 

Foto de Capa: Bola na Rede

Portugal vence França e está a um passo de fazer história

Cabeçalho modalidadesCinquenta minutos. Isto é o que falta para Portugal fazer história em Montreux, conquistando o torneio por cinco vezes consecutivas, feito apenas conseguido pela Espanha entre 1999 e 2007. Mas se a seleção portuguesa está nesta situação é porque hoje derrotou a seleção francesa por claros 8-2.

Portugal entrou no jogo a tentar controlar logo desde o início, sendo que a França optava por ser mais objetiva quando em passe de bola.

Nos primeiros minutos, a seleção gaulesa ia sendo a mais perigosa, mas Pedro Henriques, ele que foi titular pela primeira vez no torneio, fez jus á sua qualidade e manteve o 0-0 no marcador.

O tempo passava e tudo continuava na mesma, o conjunto português apresentava um hóquei em patins mais pensado e assim procurava o caminho para a baliza adversária, mas a defesa francesa cerrava fileiras e dificultava a vida a Portugal. No entanto, depois de uma jogada onde França esteve muito perto de marcar, Henriques Magalhães fez o 1-0 para os campeões europeus num lance de contra-ataque.

Após o golo, o encontro continuou algo equilibrado, com um ligeiro ascendente para as cores nacionais, visto que, a seleção portuguesa começou a chegar por mais ocasiões e com cada vez mais facilidade á baliza defendida por Loïc Chibois. Além disso, neste momento da partida, foi a vez do conjunto francês ter bastantes dificuldades para chegar até á baliza lusitana.

Gonçalo Alves a fazer o 2-0 Fonte: Coupe des Nations de Rink Hockey
Gonçalo Alves a fazer o 2-0
Fonte: Coupe des Nations de Rink Hockey

Quando faltavam cerca de sete minutos para o intervalo, Rafa sofreu uma falta de Bruno Di Benedetto no interior da área gaulesa. Na respetiva grande penalidade, Gonçalo Alves não desperdiçou e apontou o 2-0. Pouco depois, a França ficou a milímetros de reduzir a desvantagem, mas Pedro Henriques conservou os dois golos de diferença.

Até ao intervalo, Portugal geriu o jogo sem qualquer tipo de dificuldade, tendo atacado apenas pela certa.

A segunda parte começou da melhor maneira para a seleção orientada por Luís Sénica, pois, através de uma jogada de contra-ataque de dois para dois, Hélder Nunes serviu Gonçalo Alves que passou por entre dois jogadores franceses e ainda tirou da frente o guarda-redes adversário para fazer o 3-0 no marcador.

Se a França já estava em dificuldades para reentrar na discussão da partida, o bis de Gonçalo Alves e a dificuldade em criar sustos a Nelson Filipe, que entrara para o lugar de Pedro Henriques, pareciam definir na prática o destino desta meia-final. Contudo, depois de desviar uma seticada de meia distância, Carlo Di Benedetto reduziu o score para 3-1.

SL Benfica 29 – 29 Sporting CP: Ninguém quis ganhar…

Cabeçalho modalidadesNum sábado especial na Luz, com dois derbys durante o dia, o SL Benfica recebia o Sporting CP depois da derrota no Dragão Caixa. Já durante a tarde as equipas de futsal de ambos os clubes não tinham além de um empate. O Sporting CP não queria deixar o FC Porto fugir (venceu a Águas Santas durante a tarde) e o SL Benfica não pretendia que o Sporting ganhasse mais vantagem na luta pelo segundo lugar.

O Pavilhão Nº2 da Luz apresentava as bancadas bem compostas e estava tudo pronto para uma grande festa de Andebol. E foi a equipa visitante a abrir a contagem no primeiro ataque da partida. Logo aos seis minutos a equipa da casa ganhou a primeira vantagem no marcador (5-3), que só foi anulada aos 12 minutos, quando os “leões” passaram para a frente do marcador (6-7). Pode-se dizer que esta primeira parte ficou marcada pela constante alternância na liderança do marcador, tendo, apesar disso, o SL Benfica estado na frente do marcador a maioria do tempo, indo até para o intervalo a vencer 14-12.

Os pupilos de Hugo Canela só podiam obter um resultado neste jogo se não queriam ver o FC Porto a fugir (ainda mais) na liderança do Andebol 1. Sendo assim, a equipa voltou mais determinada na segunda parte, reduzindo a vantagem no marcador nos minutos inicias, mas o SL Benfica foi conseguindo manter-se no comando do jogo.

Hugo Figueira puxou pelos adeptos e esteve muito perto de fazer a defesa decisiva, mas não foi suficiente para segurar a vantagem e garantir uma vitória merecida para os da casa Fonte: SL Benfica
Hugo Figueira puxou pelos adeptos, mas não foi suficiente para segurar a vantagem e garantir uma vitória merecida para os da casa
Fonte: SL Benfica

A vantagem da equipa da casa foi apenas anulada a meio da segunda parte (23-23). A partir desta altura sucederam-se empates, tendo o Sporting assumido a vantagem do marcador apenas a 10 minutos do final do marcador, com golo do ex-benfiquista Claudio Pedroso. Este jogo era também uma questão de orgulhos para o Benfica, que não havia conseguido ganhar aos seus maiores rivais este ano. Nos últimos dez minutos o resultado esteve sempre em aberto. A trinta segundos do final da partida Belone Moreira colocou a equipa de Mariano Ortega em vantagem, mas ainda houve tempo para Igor Zabic igualar a partida para os forasteiros.

Resultado final: 29-29. Frankis Karol foi o melhor marcador da partida, com 7 golos. Com este resultado o FC Porto ganha ainda mais vantagem na luta pelo campeonato.

Foto de capa: SL Benfica