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Daniel Ramos, o tatuador de princípios táticos

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A zona circundante à Rua Dr. Pita, no Funchal, terá, por estes dias, um brilhozinho especial. Aquele brilho das pessoas apaixonadas, que não sofreram, nem esperam vir a sofrer, as amarguras que o amor às vezes traz.

Essa paixão, virgem de desencantos, tem uma cor enigmática, que dança entre o verde e o vermelho. É um verde-rubro que emana do novíssimo Estádio de Futebol situado na zona. O Estádio do Marítimo.

Desde que a obra foi concluída, o Marítimo não perdeu para o campeonato, empatando apenas com Sporting e Nacional. Ganhou todos os outros 7 jogos lá disputados para o campeonato, incluindo o jogo de inauguração contra o tricampeão nacional (primeiro desaire da época para o Benfica), e o último, contra o Chaves, que deu impulso importante nas contas da Europa, de onde o Marítimo tem andado afastado desde há uns anos para cá.

Adeptos maritimistas têm "brilhozinho" nos olhos Fonte: Marítimo SC
Adeptos maritimistas têm “brilhozinho” nos olhos
Fonte: Marítimo SC

Mas pode o sucesso de uma equipa de futebol resumir-se à conclusão de uma obra? Claro que não. É, sim, uma feliz coincidência com a continuidade da entrada em cena de Daniel Ramos.

O treinador maritimista, chamado ao cargo três meses antes da inauguração do Estádio, tratou de tatuar as suas ideias nos seus jogadores, treinando, até a exaustão, o jogo posicional como já tão bem tinha feito no Famalicão e no Santa Clara, usando Diogo Santos como referência de uma transição defensiva muitas vezes insuperável.

No Marítimo, recorre muita às vezes a Erdem Sen, desaproveitado até chegar Ramos, como centro gravitacional do processo defensivo da equipa. O belga (que tem nacionalidade turca) sabe exatamente quando deve manter a posição, dobrar o lateral (embora sejam raras as vezes que precisa de o fazer) ou aproximar-se/afastar-se dos seus colegas do meio-campo quando a ordem é compactar/dispersar consoante o que o jogo pede – defender/atacar.

WRC louco

Cabeçalho modalidadesQuatro ralis, quatro equipas diferentes a vencer e, se dúvidas existissem, ficou provado que este é dos WRC mais competitivos dos últimos 10 anos.

Thierry Neuville prometeu vencer em Monte Carlo e na Suécia, mas só na Córsega o conseguiu, dando a primeira vitória ao novo i20 WRC, naquele que talvez seja o carro mais bem nascido de 2017, algo muito difícil de dizer ainda. Dani Sordo ficou em terceiro, perdendo o segundo lugar para Ogier na Power Stage.

Mas se Neuville já ‘deitou fora’ duas vitórias feitas, desta vez foi Kris Meeke a ter de desistir quando liderava, por problemas de motor. O piloto da Citroën comprovou que o C3 WRC está na luta, depois de duas primeiras provas que acenderam os alarmes da equipa gaulesa, devido à falta de capacidade do carro.

Sébastien Ogier ficou em segundo lugar depois de muitos problemas no seu Fiesta. O francês só venceu uma corrida, mas terminou as quatro no pódio e, como tal, lidera a competição, com 13 pontos de vantagem sobre Jari-Matti Latvala. A M-Sport também lidera o campeonato com 24 pontos de vantagem sobre a Hyundai.

Mikkelsen venceu as duas provas em que participou no WRC2 Fonte: Andreas Mikkelsen
Mikkelsen venceu as duas provas em que participou no WRC2
Fonte: Andreas Mikkelsen

Latvala ficou em quarto na Córsega, na estreia do Toyota no asfalto, aliás, de todos os carros, com a diferença que a Toyota regressou este ano. O carro nipónico até começou bem, mas nos últimos dois ralis esteve mais apagado. No entanto, é de realçar a temporada de Latvala até agora, muito melhor do que a de 2016, a nível de consistência.

Para terminar, como é que Mikkelsen não tem um WRC para 2017? O norueguês tem lugar mais que garantido no elenco de pilotos. Em 2018, quem sabe se o Polo não corre…

Já no final do mês, entre 27 e 30, vai ser o Rali da Argentina, no regresso à terra e à América, neste caso do Sul. No que toca às apostas, Kris Meeke vence, Ogier fica em segundo e Neuville fecha o pódio.

Foto de capa: Thierry Neuville

Artigo revisto por: Francisca Carvalho

Qual o impacto do Superstar Shake Up na WWE?

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Cabeçalho modalidadesIt´s time to shake things up around here”, anunciou Mr. McMahon, no episódio de 3 de abril do Raw. O presidente afirmou que o Superstar Shake Up iria ter lugar nos episódios de 10 e 11 de abril do RAW e Smackdown Live.

Foi a solução encontrada para agitar ambos os planteis, imediatamente após a Wrestlemania 33, que deixou visíveis as marcas de transformação necessárias para a nova época que agora começa. Nesse sentido, analisarei o Superstar Shake Up, falando do seu impacto e importância. Não vou analisar todas as trocas, apenas as mais sonantes.

Mr. McMahon é o presidente da WWE Fonte: WWE
Mr. McMahon é o presidente da WWE
Fonte: WWE

WWE RAW:

A primeira de duas noites do Superstar Shake Up decorreu no Monday Night Raw. No total, foram efetuadas 12 trocas, entre superstars do Raw, Smackdown, NXT e comentadores.

Começando pelo menos importante, a troca de Apollo Crews, Curt Hawkins, Kalisto, Heath Slater e Rhyno. Não há muito a dizer, é um bocado irrelevante a marca em que estão, já que há partida não serão muito utilizados. O que é uma pena, pelo menos para Apollo Crews, que tem bastante potencial, mas que, infelizmente, não é utilizado da maneira como devia.

De seguida, as trocas de Byron Saxton por David Otunga. Já era esperado que a WWE fosse mexer na mesa de comentadores, por isso não me surpreende. Também é irrelevante quem troca, daí que o anúncio tenha sido feito através das redes sociais.

Em terceiro lugar, destaco a subida de Elias Samson. Já estava a contar, devido à derrota para Kassius Ohno, em que o perdedor abandonaria o NXT. Elias acabou por perder, e a subida à marca vermelha é a perfeita justificação para tal ter acontecido. Espero que seja uma excelente passagem pelo Raw e que seja devidamente utilizado. Há que encontrar uma justificação para todo o investimento feito com a personagem, e que essa justificação se encontre num futuro próximo. Por alguma razão, subiu numa altura tão importante para a WWE. E eu estou curioso para ver como tudo se vai processar quanto à personagem.

Em último lugar, entramos nas trocas mais interessantes e surpreendentes da noite. Falo de Alexa Bliss, Mickie James, The Miz, Maryse, Dean Ambrose e Bray Wyatt, que deixam assim o Smackdown Live.

Dean Ambrose estragou a "estreia" de The Miz e Maryse Fonte: WWE
Dean Ambrose estragou a “estreia” de The Miz e Maryse
Fonte: WWE

Começando pela divisão feminina, não estava nada a contar. Falava-se que Alexa iria rumar ao Raw, e a forma como foi anunciada foi magnífica. Numa promo em que todos queriam o heel turn de Sasha Banks, tocar a música de Alexa Bliss foi mágico! Foi muito bom, e Alexa merece, sem dúvida alguma! Espero que continuem o investimento com a personagem, e que não se perca agora que está no Raw.

Quando a Mickie James, também foi inesperado, mas justifica-se. Alexa Bliss deixou algumas situações pendentes, e uma delas foi com Mickie. Por isso, não me espanta a troca, de modo a que a rivalidade continue.

The Miz, Maryse e Dean Ambrose foram trocas igualmente surpreendentes. Não percebi o porquê de Miz e Maryse aparecerem disfarçados de John Cena e Nikki Bella. Se vão mudar de brand, qual a necessidade de retomarem a história que tinham no Smackdown? Nenhuma, já que é uma nova realidade para ambas as personagens.

A interrupção de Dean Ambrose foi inesperada. Deu a entender que os títulos de mid card iriam trocar de brands, e assim foi. Nesse sentido, foi uma excelente aquisição para o Raw.

Bray Wyatt surpreendeu os fãs da WWE Fonte: WWE
Bray Wyatt surpreendeu os fãs da WWE
Fonte: WWE

Por último, a troca que ninguém pensava que fosse acontecer! Mais ainda do que todas as outras que destaquei. Bray Wyatt faz agora parte do Monday Night Raw!

Sinceramente, esperava que fosse AJ Styles a trocar de brand, segundo recentes rumores. Nesse sentido, se trocaram Styles por Wyatt, justifica-se a escolha, e até entendo, uma vez que a rivalidade entre Orton e Wyatt está perto do fim. Apesar de terem combate marcado pelo título no Payback, será interessante de ver se Wyatt leva o WWE Championship para o Raw. Mas que foi inesperado, lá isso foi!

Ecletismo e a mística de vitórias

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Hoje – como sempre – vivemos numa sociedade de fraca mentalidade desportiva, em que a única coisa mais parecida com desporto que nos desperta interesse é ver a “bola” aos fins de semana. Digo “ver a bola”, mas não é uma qualquer: é apenas a de jogar com os pés (salvo raras excepções), em que jogam onze contra onze (pelo menos segundo as regras da modalidade).

Para a grande maioria dos sócios e adeptos, um clube desportivo só é grande se ganhar títulos no futebol, o que me parece redutor. Para isso, seria apenas um clube de futebol. Sendo um clube desportivo, terá que apostar em desporto no seu todo, e nas várias vertentes que o mesmo comporta.

Ora eu, que já pratiquei várias modalidades – principalmente relacionadas com atletismo –, só poderia identificar-me com um clube. O único, desde sempre, que é um  verdadeiro clube desportivo, com aposta em várias modalidades, e com títulos nacionais e internacionais conquistados. Muitos outros lhes seguiram recentemente o exemplo, mas o original será sempre o grande Sporting Clube de Portugal.

Quem tem um Quintana e um Laurentino tem quase tudo…

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Cabeçalho modalidadesDepois de uma grande recuperação e vitória frente ao Sporting CP na passada jornada o Dragão Caixa recebeu mais um jogo decisivo para a caminhada do FC Porto para a reconquista do campeonato. E foi com lotação esgotada que a equipa da casa recebeu o SL Benfica.

As duas equipas entraram eficazes e a tentar ganhar vantagem logo nos minutos iniciais, dando uma grande velocidade ao jogo. Por volta dos dez minutos a equipa da casa ganhou a primeira vantagem no jogo (6-4), mas o clube da Luz conseguiu não só recuperar o resultado como passar para a frente do marcador com um parcial de 0-3, que foi de seguida anulado por um parcial igual por parte dos azuis e brancos. Aos 20 minutos de jogo Daymaro Salina colocou o resultado em 12-9. Com novo parcial de 0-3 os pupilos de Mariano Ortega empataram a partida (12-12). O jogo prosseguiu com alta intensidade e equilíbrio, como tem sido habitual nos confrontos entre ambas as equipas. No último minuto da primeira parte o SL Benfica marcou dois golos, indo para o intervalo a vencer 15-16.

Nenhuma das equipas queria perder o jogo, e ambas colocaram a mesma intensidade no jogo na segunda parte, com a equipa forasteira a ganhar vantagem logo nos instantes inicias. Após os primeiros dez minutos em que o SL Benfica conseguiu aguentar a vantagem o FC Porto chegou-se à frente no marcador. E nesta altura apareceu um dos protagonistas habituais nos momentos decisivos da partida… Alfredo Quintana. Com um bom par de defesas o guardião da equipa da casa foi impedindo o SL Benfica de voltar a empatar a partida.

Mais uma vez, um ambiente fantástico no Dragão Caixa Fonte: FC Porto
Mais uma vez, um ambiente fantástico no Dragão Caixa
Fonte: FC Porto

Numa altura em que o FC Porto tinha menos um jogador e atacava sem guarda-redes, Quintana cometeu um erro no momento da substituição no processo defensivo e foi excluído por dois minutos, dando esperança à equipa encarnada de voltar a lutar pela partida. Mas Hugo Laurentino não quis estragar a festa e mostrou-se a um alto nível, impedindo que até ao final do jogo o SL Benfica se aproximasse do FC Porto no resultado. Nota ainda para a coragem de Ricardo Costa ao substituir um jogador de primeira linha por um central, fluindo o ataque da equipa, que aproveitou o cansaço da defesa do Benfica. Mariano Ortega poderia ter anulado esta alteração no ataque ao avançar a defesa ou trocar os jogos mais altos por outros mais móveis, mas nada fez. O treinador demorou também demasiado tempo a retirar Hugo Figueira do campo, que não foi capaz de se mostrar decisivo como habitualmente costuma ser.

O resultado final foi 30-27, um resultado que aproxima ainda mais o FC Porto da conquista do campeonato. Um resultado que poderia ter sido bem diferente se a eficácia dos lisboetas tivesse sido maior. Os azuis e brancos podem agradecer à qualidade dos seus guarda-redes, que são magníficos e que garantem várias vitórias ao longo da época.

Foto de Capa: FC Porto

FC Bayern 1-2 Real Madrid CF: CR7 adianta merengues

Cabeçalho Futebol Internacional

O sorteio dos quartos-final da Liga dos Campeões colocou frente a frente, duas das equipas favoritas à conquista da competição mais importante a nível de clubes. Os atuais detentores do troféu deslocaram-se esta noite à Allianz Arena para disputar a primeira de duas partidas entre estes colossos europeus.
Apesar de serem duas equipas com bastantes soluções, tanto o Real Madrid como o Bayern Munique não puderam contar com as estrelas Lewandowski e Pepe que se encontram ausentes por motivos de lesão.

Os primeiros 45 minutos foram bastante equilibrados, com oportunidades de golo para cada lado. Pouco depois do quarto de hora Benzema poderia ter inaugurado senão fosse Neuer negar-lhe o golo com uma excelente intervenção. Perto da meia hora, a equipa da casa chegou ao golo através de um pontapé de canto que Arturo Vidal aproveitou para cabecear para o fundo das redes da baliza de Navas. Até ao intervalo houve tempo ainda para Cristiano Ronaldo ameaçar a baliza adversária, e Arturo Vidal falhar a conversão de uma grande penalidade mal assinalada pela equipa de arbitragem.

CR7 foi uma dor de cabeça para Javi Martínez Fonte: Real Madrid CF
CR7 foi uma dor de cabeça para Javi Martínez
Fonte: Real Madrid CF

No segundo tempo, os madrilenos dominaram por completo a equipa da casa e consomaram a reviravolta no marcador. A turma de Zidane entrou com “ganas” de vencer, e logo no recomeço do jogo fizeram o golo do empate através de Cristiano Ronaldo que descobriu espaço na área alemã para disparar de primeira para o fundo das redes.

O Real queria mais, e passados dez minutos Gareth Bale teria feito golo senão fosse novamente Neuer a fazer uma excelente defesa. Aos 60’ o Bayern complicou o jogo para o seu lado, depois de Javi Martinez receber ordem de expulsão após falta sobre Cr7. A partir daqui os “blancos” subiram as linhas e as oportunidades de golo multiplicavam-se à medida que o tempo avançava.  O golo da reviravolta estava iminente, e aos 77’ Marco Asensio serviu Cristiano Ronaldo que marcou o seu centésimo golo nas competições europeias.

O Real Madrid leva um resultado positivo para a segunda mão, que poderia ser bem mais dilatado senão fossem as grandes intervenções do guarda-redes da casa. Apesar de partir em vantagem, os madrilenos vão ter de jogar com cautela na segunda parte da eliminatória, visto que o Bayern Munique é uma equipa bem capaz de causar estragos no Santiago Bernabéu.

Foto de capa: Real Madrid CF

Borussia Dortmund 2-3 AS Monaco: E depois do terror…

Cabeçalho Futebol Internacional

Um dia depois do previsto, por conta da explosão de uma bomba perto do autocarro da equipa do Borussia que no dia de ontem ocorreu em Dortmund, e que colocou fora do jogo o central espanhol Bartra, reuniram-se todas as condições para ser realizado o jogo a contar para os quartos-de-final da Liga dos Campeões entre o Borussia Dortmund e o AS Mónaco, naquele que foi o primeiro encontro de sempre entre estas duas formações. Frente a frente neste jogo estiveram duas equipas que não são consideradas favoritas à conquista da competição mas que podem ser vistas como possíveis outsiders na luta pela conquista da maior competição europeia de clubes, depois de terem eliminado equipas como Benfica e Manchester City.

A entrada em campo dos jogadores foi, como é hábito no Signal Iduna, fantástica, a demonstrar a verdadeira força do futebol, e fazia prever mais um grande jogo do desporto-rei.

A equipa do Dortmund apresentou-se de início com algumas alterações no esquema tático, principalmente a nível defensivo, alterações explicadas pela ausência de Bartra na equipa, que fez Thomas Tuchel optar por um sistema de três defesas com os laterais ofensivos sempre bastante abertos. Já o Mónaco não apresentou nenhuma grande surpresa no seu onze inicial, apostando num 4-4-2 que, no entanto, nunca foi bem definido, e foi-se desdobrando várias vezes num 4-3-3 ou 4-2-4, com as funções de ataque entregues essencialmente a Falcao, Bernardo Silva, Mbappé e Lemar.

Os primeiros minutos do jogo não viram neles ser estabelecida uma hierarquia bem definida no que toca ao domínio do jogo, visto que os ataques se iam frequentemente alternando entre as duas equipas. No entanto, a forma como o Mónaco atacava ia sendo mais perigosa, dada a velocidade dos executantes mais ofensivos da equipa, que deu frutos ao 16.º minuto, quando foi assinalada aos franceses uma grande penalidade por falta de Sokratis sobre o velocíssimo Mbappé, mas que Fabinho não conseguiu converter, enviando a bola para o lado da baliza, na tentativa de colocar a bola o mais próxima do poste possível.

Apesar dessa oportunidade desperdiçada, os monegascos nunca alteraram a sua mentalidade no jogo e continuaram a explorar as fragilidades defensivas que o Borussia ia apresentando depois de perder a bola no ataque, e foi através de uma dessas explorações que o Mónaco chegou ao golo. Bernardo Silva conduz a bola pelo meio-campo defensivo do Dortmund e liberta para Lemar, na esquerda, que entrega com qualidade a Mbappé, que, sem precisar sequer de rematar, encosta para a baliza de Bürki, num lance em que, no entanto, o avançado francês se encontra em posição irregular.

O golo sofrido pouco serviu para despertar os germânicos. Os seus ataques continuavam a não ter grandes consequências e nunca colocaram o Mónaco numa situação de desconforto, excetuando um lance em que Kagawa não finalizou uma boa jogada de Ginter. Antes pelo contrário, os franceses estavam confortáveis no jogo e ainda mais ficaram quando, aos 35 minutos, após mais um cruzamento da esquerda, desta vez por parte de Raggi, o defesa do Borussia Bender enviou de cabeça a bola para a sua própria baliza, aumentando a vantagem do Mónaco para 2-0. Mais uma vez o lance parece irregular, visto que há uma alegada calcadela de Falcao em Bender antes de este cabecear para o auto-golo.

Momento do segundo golo do AS Monaco Fonte: Mirror
Momento do segundo golo do AS Monaco
Fonte: Mirror

A partir daí tudo continuou praticamente igual e sem grandes sinais de reação dos alemães, que com naturalidade foram para o intervalo a perder por dois golos e a precisar de mais frescura no ataque, o que fica provado pela entrada de Pulisic e Sahin após troca com Bender e Schmelzer logo no início do segundo tempo.

O Borussia entrou na segunda parte com uma postura completamente diferente daquela com que disputou toda a primeira parte. Entrou mais intenso, mais vertical e com muito mais naturalidade na combinação dos ataques, o que permitiu que em pouco mais de dez minutos de segunda parte criasse mais oportunidades de golo do que em toda a primeira. Tal refletiu-se, aos 57 minutos, no primeiro golo do Dortmund.

A bola foi enviada para a área do Mónaco, que Aubameyang com um toque de classe coloca em Kagawa, que, isolado perante Subasic, passa para o lado onde está Dembélé para finalizar em frente à baliza deserta. O jogo estava lançado novamente, e era agora o Dortmund a dominá-lo e a encostar o Mónaco à sua baliza. E como se notava por esta altura a entrada de Pulisic na formação alemã! Esta mostrava-se agora capaz de explorar as fragilidades da equipa monegasca e a ausência que cada vez se ia notando mais da habitual âncora do meio-campo da equipa do Mónaco – Bakayoko.

Apesar do domínio que era agora dos alemães, uma distração na defesa da mesma fez com que acontecesse o que menos se esperava – um golo do Mónaco. Mbappé aproveita um mau passe na defensiva adversária para, isolado, com todo o tempo necessário, atirar a contar novamente para a baliza de Bürki e voltar a estabelecer a vantagem monegasca em dois golos, isto aos 79 minutos.

Depois do golo, o jogo manteve a toada que até aí tinha apresentado, com o Dortmund mais ofensivo e perigoso e com o Mónaco a jogar na expetativa, à procura de uma nova distração adversária. Tal não voltou a acontecer e foram mesmo os amarelos a marcar e a diminuir a sua desvantagem no marcador, aos 83 minutos. O 3-2 final resultou de uma grande jogada individual de Kagawa no interior da área da baliza de Subasic, depois de sentar no chão um defesa.

Foi mais um grande jogo da liga milionária, com a dose certa de entusiasmo e de emoção, que prova que este Mónaco não deve ser menosprezado em nenhuma eliminatória do que resta da prova. Conseguirão os comandados de Leonardo Jardim garantir a passagem às meias-finais? Está nas suas mãos. Será o Dortmund capaz de virar o resultado em França? Num bom dia esta equipa faz qualquer coisa… Por isso, garantida para a segunda mão fica mais uma grande partida, onde serão os alemães a ter de correr atrás do prejuízo.

 Foto de Capa: Mirror

Dia do Juízo Final

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Cabeçalho modalidadesEsta madrugada termina a época regular. Com 14 jogos numa só noite e algumas posições por definir, vai ser uma noite alucinante para os amantes da NBA.

Três Para Dois
Indiana Pacers, Chicago Bulls e Miami Heat encontram-se na luta por um lugar nos playoffs. No entanto, só duas das três equipas o irão conseguir. Ora vejamos:

– Os Pacers encontram-se, neste momento, em sétimo lugar e só dependem deles mesmos para garantir um lugar nos playoffs, portanto, basta vencerem os Atlanta Hawks, em casa. No entanto, se não o conseguirem fazer, não ficam automaticamente de fora – Chicago Bulls e Miami Heat têm, ambos, de vencer os seus jogos para deixarem os Pacers de fora.

– Os Chicago também dependem somente deles próprios para garantirem o playoff. Ao vencerem o seu jogo (recebem os Brooklyn Nets), terminam a época na oitava posição, no entanto, se perderem, têm de esperar que também os Heat o façam. Já se ganharem, mas os Pacers não, conseguem chegar ao sétimo lugar.

– Os Heat encontram-se numa situação mais delicada. Primeiramente, perder está fora de questão. Esta madrugada, a equipa de Miami recebe os Washington Wizards e, para além de ter de vencer o jogo, tem de esperar que, ou os Indiana Pacers ou os Chicago Bulls, escorreguem.

Primeiro Lugar
Por decidir ainda está o primeiro lugar da Conferência Este. De momento, os Boston Celtics assumiram a liderança e, só a perdem caso percam o confronto com os Bucks e os Cavaliers vençam os Toronto Raptors. Simples: Celtics só dependem de si mesmos para terminar a temporada regular em primeiro, enquanto que LeBron & Co. precisam de vencer o seu jogo e esperar a derrota dos homens de Boston.

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Fonte: sbnation

Oeste Tranquilo
No Oeste, as coisas estão mais calmas. Está tudo praticamente decidido e, esta noite, apenas estará por disputar o quarto lugar. Utah Jazz e LA Clippers podem ambos chegar à quarta posição, sendo que, à equipa de Los Angeles basta vencer aos Sacramento Kings esta noite. Jazz e Clippers irão, de qualquer das formas, defrontar-se na primeira ronda dos playoffs, resta saber em que arena: Vivint Smart Home Arena ou  Staples Center?

Primeira Ronda
Ainda com alguns jogos por definir, é assim que se encontra a lista de jogos da primeira ronda dos playoffs:

Este
– Celtics / Cavaliers vs Pacers / Bulls / Heat
- Celtics / Cavaliers vs Pacers / Bulls / Heat
- Toronto Raptors vs Bucks
- Wizards vs Atlanta Hawks

Oeste
– GS Warriors vs Blazzers
- SA Spurs vs Memphis Grizzlies
- Rockets vs OKC
- LA Clippers vs Utah Jazz (por definir quem joga em casa)

Com tantos jogos, é difícil escolher a quais assistir. Eu, com certeza, irei rodar ente Miami Heat vs Wizards, Chicago Bulls vs Nets e Pacers vs Hawks. Esta madrugada é o Dia do Juízo Final e, depois, só os mais fortes se aguentarão.

Foto de capa: sportv.globo

Artigo revisto por: Francisca Carvalho

CNS: Futebol de Primeira na Segunda

Cabeçalho Futebol Nacional

O futebol português não é só aquilo que vemos nos noticiários e nos programas desportivos. O futebol português não é só os conflitos e as agressões nos clássicos e dérbis, não é só os estádios do Euro cheios, lá de vez em quando, não é só Ronaldo e Mourinho. O futebol português continua a ser os jogos ao domingo à tarde. Os adeptos a segurar, com as duas mãos, couratos e bifanas gordurosas, como se de um troféu se tratasse; é o típico adepto que manda o árbitro ir dar uma volta e que escuta religiosamente o relato, com o rádio colado ao ouvido, enquanto assiste ao jogo do clube da sua terra. O futebol português é (ainda) tudo isto. E o futebol português é também CNS, ou, como agora é chamado, Campeonato Prio.

Numa altura em que o futebol português é cada vez mais criticado pelos escândalos e pelas agressões aos árbitros, pelo mau futebol, pela falta de golos, pelos espetáculos pobres, importa dar destaque aos clubes do Campeonato Prio, nomeadamente aqueles que se encontram a disputar a fase de subida, da zona norte e da zona sul. Tem sido uma autêntica montanha russa esta fase de apuramento.

Comecemos pela zona norte. Entre primeiro e último distam apenas dez pontos. Muitas têm sido as cambalhotas na classificação. Em primeiro e como um dos grandes candidatos à subida está a Oliveirense. A equipa que no ano passado desceu da segunda liga ao Campeonato Prio pretende encontrar de imediato o caminho que dê o regresso à segunda liga e tem estado a conseguir fazer um bom campeonato. A equipa de Oliveira de Azeméis e com Pedro Miguel, homem da casa, conta com um plantel muito interessante.  Contam-se pelos dedos os homens que passaram da temporada anterior para este plantel. A aposta fez-se, sobretudo, num plantel muito jovem mas com alguns homens capazes de transmitir aquelas que são as linhas mestras do clube.

Com menos um ponto está o Marítimo B. Menos debatida do que as equipas B dos três grandes e até mesmo do que a do Vitória de Guimarães, a equipa B do Marítimo tem sido uma das que melhor têm servido o propósito de equipa B. São muitos os jogadores que têm feito a ponte entre a equipa B e a principal do Marítimo e que se têm conseguido afirmar. Falo de Fábio China, Éber Bessa, António Xavier, José Sá, Fransérgio, Sami, Héldon, João Diogo, Rúben Ferreira. Esta temporada, e sob a mão de um homem muito experiente e desconhecido do grande público, Ludgero Castro, a equipa insular tem voltado a apresentar-se a bom nível, estando em segundo lugar. A equipa do Marítimo tem conseguido apresentar um onze muito jovem, aproveitando alguns jogadores com menos minutos da equipa A para conseguir alcançar a subida.

Logo abaixo do Marítimo B temos diretamente da cidade de Merelim, em Braga, o Merelinense. A desconhecida equipa do distrito de Braga tem sido uma das grandes sensações desta temporada no Campeonato Prio. Tem vários jogadores conhecidos dos grandes relvados, como: Rui Rego, experiente guarda-redes que jogou a passar pela primeira liga, e Luiz Alberto, outro experiente jogador, que passou pelo Belenenses. Para além disso, a equipa aposta em vários jogadores com vários anos de casa, identificados com o projeto do clube e com a realidade que se vive. Tudo isto com o comando de Micael Sequeira, jovem técnico que passou pelos escalões de formação do Braga e que tem suscitado a atenção de vários clubes, impressionados com o trabalho do técnico.

Em quarto e na luta pela subida está também o histórico Salgueiros. A saudosa equipa do Salgueiros, que esta temporada voltou a estar na luta pela subida aos campeonatos profissionais, já teve quatro treinadores nesta temporada. A equipa do Salgueiros tem conseguido trepar pelos campeonatos até chegar ao Campeonato Prio e agora pretende subir mais um degrau, rumo à segunda liga, onde o sonho de regressar à primeira liga poderá ficar mais próximo.

O Salgueiros é outro dos históricos portugueses que pretende voltar aos campeonatos profissionais Fonte: SC Salgueiros
O Salgueiros é outro dos históricos portugueses que pretendem voltar aos campeonatos profissionais
Fonte: SC Salgueiros

Mais a sul a luta também é muito intensa, sendo que entre primeiro e quinto estão apenas três pontos de distância. O Fátima, clube que já está há alguns anos afastado dos campeonatos profissionais, tem conseguido voltar a disputar os lugares de subida aos campeonatos profissionais através de Bruno Álvares, jovem treinador de apenas 30 anos que já esteve no Benfica de Macau e que promete conseguir alcançar agora a subida de divisão. Em destaque tem estado também Mamadou Thiaw. Com apenas 20 anos, o avançado senegalês já leva 12 golos no campeonato, sendo que nove foram alcançados na fase de subida, sendo um dos principais responsáveis pelo bom momento do Fátima.

Foto de Capa: Estádio 11

Os 5 Melhores Golos de Bas Dost no Sporting CP

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– CF “Os Belenenses” 0-1 Sporting CP (22/12/2016)

No Restelo, já passava do minuto 90 e o Sporting empatava com o Belenenses, em jogo da décima quinta jornada do campeonato nacional. Isto até ao momento em que Bryan Ruiz entrou no coração da área, levou consigo dois adversários e permitiu que Bas Dost aparecesse solto ao segundo poste, para inaugurar o marcador e dar a vitória aos verde e brancos, depois de uma assistência de Joel Campbell.