Início Site Página 12098

Vitória FC 1–0 SL Benfica: Bom fim para alguns…

sl benfica cabeçalho 1

O Vitória Futebol Clube recebeu esta noite o Sport Lisboa e Benfica no jogo que finaliza a décima nona jornada. A equipa da casa apresentou-se com apenas duas novidades em relação ao triunfo em Belém. Bolinha e Fernandes substituem Costinha e Nuno Santos num 11 que apresentou-se em campo no esquema tático de 4-4-2. Os encarnados chegaram ao Bonfim com novidades: Fejsa regressou aos escolhidos de Rui Vitoria. A equipa do Benfica apresentou-se no relvado com essa novidade no 11 e no típico esquema de 4-4-2. Nota ainda para a ausência de Rui Vitória no banco de suplentes dos visitantes. O técnico português está suspenso e viu a partida da bancada.

A primeira parte ficou marcada pelo golo de cabeça de Ze Manuel. O extremo aproveitou o cruzamento de Arnold da direita e fez o único golo da primeira metade de jogo. Além desse momento, a partida começou com um controlo de jogo e movimentos ofensivos por parte do Benfica. Nos primeiros cinco minutos já se contavam duas oportunidades perigosas para os encarnados pelo pé esquerdo do grego Mitroglou e do argentino Cervi. A partir desse momento, o emblema de Setúbal subiu as linhas e deixou os encarnados obrigados a jogar muito entre passes dos jogadores mais defensivos e sem soluções de transporte de bola para a frente de ataque. Aos 14 minutos Edinho ameaçou com um lance perigoso. O experiente avançado alarmou Ederson com um excelente remate de ponta de bicicleta que esteve próximo de abrir o marcador.

Seis minutos depois, o Vitória chegaria ao tão desejado golo como já foi referido. O golo de Zé Manuel abriu os olhos dos adversários que responderam com remates de longe, como o caso de Pizzi que rasou a baliza de Varela, Fejsa também num lance idêntico e Jonas de cabeça para as mãos do guarda redes português. Aos 34 minutos o Benfica esteve quase perto de marcar o golo do empate: depois de Jonas sofrer falta perto da área, Zivkovic de pé esquerdo voltou a alarmar as redes da equipa da casa. A terminar a primeira parte tivemos um momento pouco comum no futebol: Arnaldo Teixeira, adjunto do ausente Rui Vitória, deu ordem para o campo para a troca de laterais. André Almeida foi para a direita e participou até mais no jogo e Nelson Semedo passou bem despercebido na lateral esquerda. Arnaldo Teixeira deveria querer apostar no pé esquerdo de Nelson Semedo de longe, mas o jovem jogador esteve muito mal nesses últimos minutos da primeira parte.

A primeira parte resume-se com o golo do Vitória Futebol Clube, o momento inicial ofensivo pela parte dos encarnados e um trabalho inteligente do Vitória que dificultou o Benfica nos seus habituais processos ofensivos.

Os segundos 45 minutos começaram com uma alteração no Benfica: saiu o amarelado Cervi, para dar lugar a Rafa. As águias entraram pressionantes no jogo, ainda assim, a desconcentração era muita, tanto na defesa como no ataque, o que facilitou o jogo da equipa da casa. Nuno Pinto viu o amarelo aos 57 minutos, por falta sobre o capitão do Benfica, Luisão. O livre não foi além da barreira do Vitória, que aproveitou a situação para mais um contra ataque. A primeira grande oportunidade para o Benfica na segunda metade surgiu aos 60 minutos. Depois de um bom cruzamento de Rafa, Mitroglou cabeceia ao lado.

Aos 72’ ambas as equipas efetuaram substituições. O Benfica optou por tirar André Almeida de campo, para entrar Carrillo e o Vitória lançou Vasco Costa para o lugar de João Amaral. Até ao momento os encarnados dominavam a partida, mas não conseguiam criar perigo suficiente à baliza de Bruno Varela. Sem um fio condutor, os homens do Benfica não conseguiram ir além de remates ao lado e fáceis defesas para o guarda redes sadino. Assim, foi lançado mais um homem para a frente de ataque. As águias esgotaram as suas substituições com a entrada de Jovic e a saída de Pizzi. O Vitória aproveitou também para mexer na equipa e saiu Bonilha para entrar Pedrosa.

Sem desculpa ou justificação possível, o Benfica era incapaz de marcar. Aos 89 minutos, já com a última alteração do Vitória feita (Arnold saiu para entrar T. Santana), a equipa da casa fazia o seu trabalho, com todos os homens na defensiva e alguma perda de tempo desnecessária (mas habitual no nosso futebol).

Cinco minutos foi o tempo dado pelo juiz da partida. Ederson subiu no terreno até à área adversária para os últimos momentos da partida, mas de pouco ou nada serviu. O Benfica correu pela vida, mas demasiado tarde. Num jogo onde se perspectivava uma vitória fácil do tri-campeão. Já de apito na boca, no último instante, parece ter havido falta sobre Carrillo, mas o árbitro nada assinala e termina a partida.

1-0 é o resultado final. O Benfica não acabava um jogo para a primeira liga sem marcar desde Dezembro de 2015. A equipa de Couceiro levou a melhor, explorou as fraquezas dos encarnados e voltou a conseguir roubar pontos aos líderes da prova.

Rescaldo de Joana Libertador e João Neves

Melo: problema ou solução?

0

Cabeçalho modalidadesÉ “aquela” altura do ano outra vez… Os General Managers ficam loucos porque o jogador pelo qual pagaram milhões no verão afinal não é assim tão bom, a equipa não está a produzir o que deveria e é preciso salvar a época. Ou então, já se sabia que a equipa era má mas os rapazes insistem em ganhar jogos numa época de reconstrução, onde o necessário era perder (sim, a NBA é estranha dessa maneira). O que fazer nestas situações? Recorre-se às trocas. Seja para adicionar uma estrela perdida numa equipa a produzir pouco, no primeiro caso, ou para mandar embora jogadores que recebam muito e que estejam a dar vitórias desnecessárias, no segundo caso, as equipas da NBA chegam a esta altura do ano à procura de qualquer coisa que faça a época valer a pena.

Já algo experientes em tentar fazer de uma época algo que valha a pena, os Knicks encontram-se à procura de soluções. O engraçado nesta história é o facto de a equipa de Nova Iorque não saber qual o caminho a seguir. Querem uma troca para melhorar os resultados ou para atacar o draft mais uma vez? E será Carmelo Anthony, a estrela-maior da companhia, parte do problema ou da solução?

Em 2014, Phil Jackson chegou aos Knicks com o intuito de voltar a colocar a equipa no caminho certo. É verdade que encontrou uma equipa fraca, a dever a sua escolha no draft aos Nuggets devido à troca de Carmelo em 2011 e sem aparente luz ao fundo do túnel. Mas, Jackson tinha em si a experiência de anos e anos na NBA, com títulos que falam por si e achou que bastava oferecer muitos milhões à sua estrela em final de contrato (que estava a ser perseguida pelos Bulls) e construir à sua volta. Boa ideia, certo? Errado! Os Knicks conseguiram manter Carmelo, mas incluíram uma cláusula que não permite que o jogador seja trocado, Jackson achou que o base de uma das suas equipas campeãs dava um bom treinador (não deu), a época foi mais uma vez horrível e os nova-iorquinos voltaram a parecer não ter direção.

Fonte: New York Knicks
Fonte: New York Knicks

Porém, as derrotas na NBA acabam, habitualmente, por trazer coisas boas no verão e os Knicks foram buscar, no draft, um jovem letão de 2,21 metros, com a mobilidade de alguém com menos trinta centímetros, chamado Kristaps Porzingis e apelidado de “Unicórnio”, de tão raro que é o rapaz. Os Knicks passaram a ter uma peça com a qual podem construir o seu futuro, juntaram mais algumas no verão passado e chegaram à conclusão que afinal a sua estrela não lhes dá assim tanto jeito, visto que Melo tem de ser o “macho-alfa”, com a bola nas mãos metade do tempo em que está em campo e Jackson não olha para ele dessa maneira.

Seria, portanto, fácil para a equipa de Nova York trocar a sua estrela. Um jogador que recebe bastante, mas que, tendo em conta o que ainda pode fazer na NBA, acaba por ter um preço razoável e que poderia acabar por fazer jeito a alguma equipa com intenções de procurar o “anel”. Recuemos então algumas linhas neste texto, até àquela parte que especifica que “ Os Knicks conseguiram manter Carmelo, mas incluíram uma cláusula que não permite que o jogador seja trocado”. Ouch! A verdade é que Melo até pode ser trocado, basta querer desativar a tal cláusula. O problema está aí. Anthony não está muito para aí virado e, a menos que consigam colocá-lo numa equipa com claras ambições (e recursos) para ganhar um título, o extremo não vai a lado nenhum.

Ficam então os Knicks numa situação complicada. Há conversações com os Clippers para uma troca, mas terá a equipa de Los Angeles ativos necessários para trocar jogadores por Melo e ainda conseguir ser uma ameaça aos poderosos Warriors e Cavaliers? Ou será que devem os Knicks manter Anthony e arranjar uma fórmula mágica de modo a transformar a equipa numa máquina de basquetebol, onde o extremo é a estrela e onde os outros jogadores conseguem ver as suas capacidades usadas ao máximo? Teria a palavra Phil Jackson, mas a “faca e o queijo” estão mesmo nas mãos de Carmelo Anthony…

Foto de capa: New York Knicks

Artigo revisto por: Francisca Carvalho

Adrien-o-dependência: o mundo sem o Capitão

0

sporting cp cabeçalho 2

Não me lembro de ver um jogador ser tão influente na equipa do Sporting Clube de Portugal, como o actual Capitão, Adrien Silva.

Quando o jogador não está na equipa ou é substituído, é assustadora a mudança de rendimento dos leões. É fulcral rapidamente mudar esta situação para bem da equipa verde-e-branca. Há que encontrar uma alternativa, seja com jogadores, seja com táctica de jogo. Percebo quando Jorge Jesus tem de tirar o Capitão leonino do terreno de jogo, pois com a quantidade de pancada e cansaço que o jogador leva acumulado, é impossível pedir-lhe muito mais.

 

 

É impressionante a capacidade física do Capitão leonino, que jogo após jogo, continua a sofrer entradas duras e a ser titular sem medo Fonte: Folha de Maputo
É impressionante a capacidade física do Capitão leonino, que jogo após jogo, continua a sofrer entradas duras e a ser titular sem medo
Fonte: Folha de Maputo

No último jogo a história repetiu-se: o Sporting a entrar bem, a fazer um jogo tranquilo e que parecia resolvido. O Capitão sai e pronto, o exército verde-e-branco desmorona-se como um baralho de cartas… desta vez não foi o cansaço a retirar Adrien de campo, foi o medo! O medo de que mais uma arbitragem “engenhosa” pudesse fazer das suas ou que Adrien tivesse necessidade de recorrer à falta e ficasse em risco de falhar o Dragão…

Ora, então vejamos:
– Quando Adrien sai neste último jogo (contra o Paços de Ferreira), o Sporting ganhava confortavelmente por três bolas a uma… o resultado final acabou em 4-2, mas com um arrepio após o 3-2;
– Após a saída do Capitão, lesionado, contra o Feirense, o resultado estava em 2-0, tendo terminado 2-1 com os leões encostados à defesa;
– Contra o Guimarães, o Sporting ganhava 1-0, e o jogo acabou empatado a 3 golos;
– No jogo com o Estoril, a equipa verde e branca vencia por 3 a 0 e acabou com um 4-2;
– Na Liga dos Campeões, contra o poderoso Real Madrid, no Barnabéu, ganhava por uma bola a zero e acabou por perder 2 a 1…
E não falemos do “mês horríbilis” sem o Capitão que fez o Sporting atrasar-se na corrida do título!

É urgente encontrar algum tipo de alternativa!

Foto de capa: Sporting Clube de Portugal

CAN 2017: Quartos de Qualidade

0

Cabeçalho Futebol Internacional

O momento das grandes decisões em relação à futura seleção vencedora do CAN’17 já começou, com oito países a ambicionarem atingir a glória no torneio mais importante do continente africano – Camarões, Burquina Faso, Senegal, Tunísia, República Democrática do Congo, Marrocos, Egito e Gana –,  antevendo-se uma disputa bastante renhida para decidir quem é que conquista a 31.ª edição da Taça das Nações Africanas. Com quatro jogos de elevadíssima qualidade e suspense, nas próximas linhas darei conta daquilo a que se assistiu nos jogos dos Quartos-de-final.

O 1.º jogo dos Quartos opôs as seleções da Burquina Faso, treinada pelo português Paulo Duarte, e da Tunísia. Antes do início da partida, a atribuição do favoritismo a uma das seleções parecia uma tarefa difícil de ser executada, devido ao valor semelhante entre ambos os conjuntos.

Numa 1.ª parte, onde o objetivo de jogo foi mais defender do que atacar, a nota de destaque vai para o tremendo espetáculo que os adeptos proporcionaram nas bancadas, impedindo que a partida entrasse num ritmo não tão entusiástico. Já na 2.ª parte, houve mais ousadia dos dois lados, devido à ambição de marcar o primeiro golo do encontro e, por conseguinte, controlar o percurso do jogo, embora com uma tremenda falta de acerto na hora de finalizar.

Quando já se começava a prever que seria necessário ir a prolongamento para desatar o teimoso 0-0, eis que surge Aristide Bancé (81’) para inaugurar o marcador e dar a liderança da partida à Burquina Faso. Como seria de expectar, os tunisinos partiram em busca do golo do empate, embora a esperança da Tunísia tenha sido estagnada aos 85´, devido ao golo de Prejuce Nakoulma. Com o 2-0 final, a seleção d’Os Potros (alcunha da seleção da Burquina Faso) garantiu o acesso à Meia-final do torneio.

Burkina surpreendeu a Tunísia e apurou-se para as meias-finais da CAN Fonte: CAN
Burkina Faso surpreendeu a Tunísia e apurou-se para as meias-finais da CAN
Fonte: CAN

O encontro entre o Senegal e os Camarões primou-se pelo equilíbrio e respeito mútuo entre os conjuntos. Num jogo entre duas seleções que podiam perfeitamente disputar a final de dia 5, houve oportunidades de golo para ambos os lados, contudo, com o Senegal a dispor das ocasiões mais flagrantes para levar de vencida os Camarões nos 90’.

Com o 0-0 verificado no final do tempo regulamentar, foi necessário recorrer ao prolongamento para se encontrar a  segunda seleção semifinalista do CAN´17. Na 1.ª parte do prolongamento, a seleção camaronesa esteve pertíssimo de desempatar o jogo aos 104’ mas o guarda-redes senegalês, Abdoulaye Diallo, levou a melhor sobre os avançados dos Camarões. Nos segundos 15’ do prolongamento, não se verificou alterações no marcador e teve de se recorrer à marcação de grandes penalidades para se apurar o vencedor da partida e, aí, a vitória sorriu aos Camarões (4-5 no final da marcação das grandes penalidades), com Vincent Aboubakar a ser o herói dos camaroneses, ao marcar o quinto e decisivo penalty, após Sadio Mané ter falhado o último dos senegaleses.

A dinastia Kodro no futebol espanhol

0

Cabeçalho Liga Espanhola

Corria o ano de 1995 quando, por indicação e vontade férrea de Johan Cruyff, chegava a Camp Nou um atacante bósnio da Real Sociedad, que dava pelo nome de Meho Kodro. A sua estadia na Catalunha foi extremamente complicada e coincidiu com um dos piores períodos do Barça do mestre holandês. Lesões constantes e alguns problemas psicológicos motivados pelo conflito que teimava em não terminar na sua terra natal foram talvez os principais culpados de Kodro apenas ter apontado nove golos ao serviço do emblema catalão.

O FC Barcelona havia pago nesse Verão a módica quantia de 700 milhões de pesetas (cerca de 4.2 milhões de euros) à Real Sociedad de forma a garantir os serviços do jogador, deixando para segundo plano uma eventual contratação de Davor Suker, que mais tarde viria a ingressar no Real Madrid CF. Kodro tinha vivido quatro anos fantásticos ao serviço do emblema de San Sebastián, apontando mais de 70 golos em pouco mais de 130 partidas. Kodro foi o primeiro dos “K” que marcaram uma década da Real Sociedad, sendo então seguido por Karpin e Kovacevic. Ainda assim, Meho era e ainda é visto como um verdadeiro herói em San Sebastián e existe mesmo uma “claque” que dá pelo nome de “Peña Amigos de Kodro”.

Depois de sair do FC Barcelona, algo que aconteceu ao final de uma temporada e que coincidiu com a saída do técnico holandês Johan Cruyff, Kodro representou o CD Tenerife, o Deportivo Alavés e o Macabbi Tel Aviv FC antes de pendurar as botas em 2001.

Meho Kodro ao serviço da Real Sociedad Fonte: Denodono
Meho Kodro ao serviço da Real Sociedad
Fonte: Denodono

Hoje em dia, Meho Kodro é treinador do Servette FC depois de ter substituído no passado mês de Dezembro o francês Anthony Braizat, mas o antigo internacional bósnio começou a sua carreira de treinador ao serviço do clube que o deu a conhecer à Europa do futebol, a Real Sociedad. Depois de ter trabalhado como adjunto do José Mari Bakero e após uma breve passagem pelo comando da selecção bósnia, Kodro regressou a Donosti em 2008, primeiro para trabalhar nas camadas jovens do clube e mais tarde para assumir a liderança da equipa B da Real Sociedad. Foi precisamente nesse período que Meho teve a oportunidade de treinar o seu filho, Kenan Kodro.

Só mais uma!

Cabeçalho modalidadesNuma pista tradicionalmente exigente a nível físico, Hirscher e Pinturault eram os principais candidatos à vitória, na sétima prova da disciplina de slalom gigante desta temporada, a realizar em Garmisch-Partenkirchen. Kristoffersen (possivelmente desmoralizado com a descida na tabela classificativa de slalom), Faivre e Neureuther também espreitavam a hipótese de fazer um bom resultado em solo alemão.

Na primeira manga, tudo correu dentro do esperado, com o sueco Matts Olsson a merecer destaque, uma vez que surpreendeu tudo e todos com boa trajetória e bom timing de curva, aparecendo assim num fantástico 3º lugar no final da manga inicial, que foi consolidado com o trabalho feito na manga seguinte, permitindo-lhe ser vice-campeão desta prova. Nota também para Manuel Feller, que na primeira parte da corrida se despistou e obteve DNF.

Relativamente aos “homens da frente”, todos cumpriram razoavelmente o que deles era esperado, com Neureuther e Faivre colados ao pódio, Neureuther mais atrás e com um nível exibicional mais baixo que os restantes atletas, Hirscher em segundo lugar e na frente o francês Pinturault.

O pódio em Garmisch-Partenkirchen Fonte: Stefan Luitz
O pódio em Garmisch-Partenkirchen
Fonte: Stefan Luitz

Na segunda manga, sobressaiu o alemão Luitz, que aproveitou as quebras físicas do esquiadores do topo da classificação para terminar a prova com um tempo total de 2:41.90, que lhe foi suficiente para alcançar o 3º lugar. Kristoffersen melhorou substancialmente a qualidade do seu esqui e acabou por conseguir o 7º lugar final. A desilusão chegaria com o francês, que até à segunda manga liderava a corrida. Pinturault desequilibrou-se à saída de uma curva mal calculada e perdeu muita velocidade a corrigir a trajetória. Foi desta forma que, sem grandes brilhantismos na sua descida, Marcel Hirscher aproveitou o deslize do seu adversário para tomar a liderança e consolidar o primeiro lugar na disciplina de slalom gigante.

Nesta disciplina, poderá ficar tudo decidido na Noruega, no dia 26 de fevereiro, data da próxima e penúltima prova desta disciplina, onde para Hirscher se sagrar campeão do mundo basta ganhar a prova sem depender de terceiros. Está tudo muito bem encaminhado e, na minha opinião, com a experiência que tem, o austríaco não vai falhar nesta grande decisão.

Foto de capa: Marcel Hirscher

Artigo revisto por: Francisca Carvalho

WWE Royal Rumble: Já cheira a Wrestlemania

0

Cabeçalho modalidadesA “Wrestlemania Season” começou. E que melhor maneira de começar do que com uma Royal Rumble sólida, cheia de bons combates e, principalmente, boas decisões. 3 Royal Rumbles depois, a WWE acertou e já começa a ficar definido o “card” para a Wrestlemania.

Naomi, Nikki Bella, Becky Lynch vs Alexa Bliss, Mickie James, Natalya

Fonte: WWE
Fonte: WWE

Um combate sem história que apenas permitiu para Naomi se legitimar como candidata ao titulo de Alexa, fazendo o pin nesta.. De resto foi um combate médio, é notório que este combate foi apenas para colocar as lutadoras no card da Rumble, sendo que agora devem seguir as suas feuds para a Elimination Chamber.

Australian Open 2017: O regresso do Rei

0

Cabeçalho modalidadesFez-se história em Melbourne, com Roger Federer a conquistar o seu 18º título do Grand Slam, derrotando o seu maior rival Rafael Nadal, numa memorável final decidida na quinta partida.

O encontro entre estes dois titãs da modalidade foi marcado por grandes oscilações do ascendente, que culminaram num épico quinto set, que podia ter caído para qualquer um dos lados. Nadal esteve um break acima, mas Federer ganhou os últimos 5 jogos, com pancadas fabulosas a levarem-no até à vitória.

As chaves da vitória de Federer foram a sua esquerda, que aguentou muito melhor do que o habitual as direitas spinadas de Nadal, e a grande força mental que exibiu. A vitória é ainda mais épica se tivermos em conta que Federer tinha estado afastado dos courts desde Julho do ano passado e que já tinha tido de jogar 5 sets contra Nishikori e Wawrinka, além do facto de Nadal sempre ter sido a sua besta negra.

Foi um grande jogo entre estas duas lendas Fonte: Australian Open
Foi um grande jogo entre estas duas lendas
Fonte: Australian Open

Com o seu 18º título, Federer tem agora 4 de vantagem sobre Nadal e Sampras, além de se ter tornado no primeiro jogador a ganhar pelo menos 5 títulos em 3 torneios diferentes do Grand Slam. A julgar pelo nível e pela força física demonstrada nesta quinzena, ainda há muito mais para vir de Roger Federer e mais títulos do Grand Slam não seriam de espantar minimamente.

O mesmo pode ser dito de Nadal, que apesar da derrota teve um excelente torneio e demonstrou que ainda está bem vivo e na luta. O próximo torneio do Grand Slam é em Roland Garros, onde Nadal é rei e senhor e estará seguramente muito optimista quanto às suas possibilidades.

Uma coisa é certa: Federer e Nadal estão de volta. O Suiço ganhou o seu 18º Grand Slam, mas Nadal vai continuar a persegui-lo com a mesma tenacidade de sempre.

Foto de capa: Australian Open

Artigo revisto por: Francisca Carvalho

SC Braga 0-1 Moreirense FC: Moreirense histórico é Campeão de Inverno!

Cabeçalho Futebol Nacional

Final inédita desta Taça da Liga. O pequeno (enorme!) Moreirense fez de tudo para chegar a esta Final Four, surpreendendo tudo e todos com o futebol praticado nesta competição. O Braga, que já foi vencedor desta competição, na época 2012-2013, mostrava que queria levantar novamente a taça este ano. Estava tudo pronto para se dar início a uma grande final, que teve um espetáculo de abertura bastante curioso, sendo a bola de jogo entregue por um pequeno transporte dos CTT (patrocinador oficial) a Artur Soares Dias.

Dava-se o pontapé de saída por parte do Moreirense, que teve honras de contagem decrescente para o início do jogo.  Ambas as equipas começavam com bastante intensidade, mas também com a cautela que merece uma final.

Augusto Inácio, à semelhança de outros jogos, optou por uma tática bastante atacante, pressionando os bracarenses com linhas subidas e optando por trocar a bola para chegar de forma rápida à baliza adversária.

A primeira grande oportunidade de golo foi através de um livre batido por Rebocho, longe da baliza, metido na pequena área, que Matheus socou rapidamente para fora da zona de perigo. Logo depois, o Moreirense beneficia de novo livre à entrada da área, batido por Francisco Geraldes, que passou entre a barreira do Braga, valendo a atenção do guarda-redes brasileiro, que encaixou com relativa facilidade.

O Braga tentou responder por Stojiljkovic, mas sem perigo para a baliza do Moreirense. O jogo começou a ficar cada vez mais intenso, com pouco espaço para erros. Que o diga André Micael, que “ofereceu” a bola a Rui Fonte já no seu meio-campo. O jogador do Braga ainda tentou rematar à baliza, lance que não teve consequências de maior devido à rápida intervenção de Cauê.

O jogo evoluía com bastante intensidade, mas com menos oportunidades de perigo. A exceção foi feita quando se gritou golo – ainda que anulado – no estádio do Algarve. Depois de um primeiro remate de Battaglia, Makaridze escorrega e Stojiljkovic aproveita esse erro para cruzar para a pequena-área, com Horta a encostar para dentro da baliza, ao mesmo tempo que o árbitro assinala fora-de-jogo.

A chegar ao intervalo, Artur Soares Dias assinala grande penalidade para o Moreirense, por falta de Matheus, que promove um contacto, na opinião do árbitro, desnecessário. Apesar de o guarda-redes ter adivinhado o lado não evitou que Cauê marcasse, ficando assim a equipa de Moreira de Cónegos em vantagem.

Nota muito negativa para os adeptos de Braga, que lançaram petardos para dentro de campo aquando dos festejos do Moreirense, exaltando os ânimos dentro e fora do relvado, o que não foi benéfico para os seus jogadores, uma vez que incendiou ainda mais a situação.

Jorge Simão tinha muito para trabalhar no intervalo da final, quer para acalmar os seus jogadores, quer para motivá-los para dar a volta à desvantagem. Por outro lado, Augusto Inácio precisava apenas de umas palavras para estes 45 minutos, que poderiam fazer história tanto para o clube como para a cidade.

Cauê marcou o único golo desta final Fonte: Moreirense FC
Cauê marcou o único golo desta final
Fonte: Moreirense FC

O treinador bracarense promoveu logo a primeira substituição no início do segundo tempo, saíndo Xeka e entrando Vukcevic, de modo a revigorar o meio-campo e a promover mais ligação defesa-ataque.

Em relação à primeira parte, a intensidade baixou, bem como as linhas do Moreirense, que procurava, sobretudo, defender o resultado. Por sua vez, o Braga tentava chegar à baliza adversária, mas sem sucesso.

Entretanto, os dois suspeitos do costume da equipa minhota tentaram fazer as alegrias dos bracarenses. Rui Fonte, do lado direito, acaba por cruzar longo para a cabeça de Stojiljkovic, que, por pouco, falhou o alvo.

Podence acabou por responder, do outro lado do campo. Depois de uma bola perdida a meio-campo, o pequeno extremo aproveitou a sua velocidade para ficar isolado, não sendo bem-sucedido devido a uma excelente saída de Matheus.

O Moreirense ia crescendo novamente no jogo, e Podence, Fernando Alexandre e Francisco Geraldes entendem-se muito bem pelo lado direito. A jogada começou no primeiro, que passou para o ex-Académica, que por sua vez meteu a bola nos pés de Geraldes, que rematou muito por cima da baliza bracarense.

O Braga teve uma oportunidade de ouro. Vukcevic cruza para dentro da pequena área e Rodrigo Pinho quase marca, depois de a bola sofrer um desvio em Rebocho. Makaridze excede-se e, à queima-roupa, faz uma defesa excelente, para desespero dos minhotos, que davam cada vez mais intensidade ao jogo, mas sem resultados visíveis.

O jogo, já em compensação, estava partido: o Braga atacava com todos os jogadores possíveis e o Moreirense aproveitava a falta de adversários para fazer contra-ataques rápidos, valendo a intervenção de Matheus, por duas vezes, a meio do seu meio-campo.

Fez-se história: o Moreirense, 14.º classificado da Primeira Liga Portuguesa, vence a final da Taça da Liga. Mérito para a equipa que soube assumir o seu jogo, a sua qualidade e jogou de igual para igual com uma das melhores equipas portuguesas. O Braga esteve de parabéns também pela sua entrega ao jogo, pelo espírito de sofrimento e pela perseverança.

Augusto Inácio tinha razão. A equipa de Moreira de Cónegos foi a grande surpresa e não deixou ninguém indiferente nesta competição, que foi a primeira neste formato. Fez-se história: o Moreirense é o campeão de Inverno.

Foto de Capa: Moreirense FC

Champions du Monde

0

Cabeçalho modalidadesA França conquistou hoje o seu 6º campeonato do mundo, o segundo consecutivo. A principal candidata à vitória final confirmou o seu estatuto de favorita demonstrando um andebol com grande qualidade e velocidade. Mas não só a equipa francesa fez este Mundial…. Tivemos grandes e dececionantes prestações de outras nações. Já aqui foi analisada a fase de grupos e agora iremos analisar a fase final.

Oitavos de final

Noruega 34 x Macedónia 24

O primeiro jogo da Fase Final colocou frente a frente o segundo classificado do Grupo A e o terceiro classificado do grupo B. A Noruega era a favorita, mas seria de esperar que a equipa de Kiril Lazarov criasse algumas dificuldades, algo que só aconteceu na primeira parte (12-10). Magnus Jondal, Eivind Tangen (Noruega) e Kiril Lazarov (Macedónia) foram os melhores marcadores com seis golos cada. Torbjorn Bergerud, o guardião da Noruega, fez 10 defesas.

França 31 x Islândia 25

Como seria de esperar a equipa da casa superou o carrasco de Portugal no apuramento para o Mundial, mas a equipa islandesa saiu de cabeça erguida da competição, criando algumas dificuldades à equipa francesa, principalmente na primeira parte (14-13). Runar Karason (Islândia) fez o que conseguiu para ajudar a sua equipa a lutar pelos quartos de final, tendo sido o melhor marcador, com sete golos. O veterano francês “Titi” Omeyer fez impediu o golo por parte da equipa islandesa por 11 vezes.

Rússia 26 x Eslovénia 32

Um dos jogos que se esperava mais equilibrado nos oitavos até começou melhor para a equipa russa, que vencia 15-13 ao intervalo. Na segunda parte a equipa eslovena “puxou dos galões” e deu a volta ao resultado. Darko Gingesar (Eslovénia) foi importantíssimo na reviravolta marcando seis golos e tendo uma eficácia de 100%. Matevz Skok também foi importantíssimo com as suas 10 defesas.

Brasil 27 x Espanha 28

Era expectável que a equipa espanhola vencesse o seu jogo. O que não era expectável era que a equipa sul-americana desse tanto trabalho, tendo até acabado a primeira parte na frente do marcador (18-16). Quase que tivemos a primeira surpresa da Fase Final ao quarto jogo. João Pedro Silva e Cesar Almeida não mereciam ter perdido este jogo após a grande exibição de ambos, terminado o central com sete golos e o guarda redes com 14 defesas.

O Qatar surpreendeu meio mundo ao vencer a Alemanha Fonte: France Handball 2017
O Qatar surpreendeu meio mundo ao vencer a Alemanha
Fonte: France Handball 2017

Bielorrússia 22 x Suécia 41

Um jogo sem história. Foi um completo atropelo por parte da equipa escandinava. Jim Gottfridsson marcou as oito vezes que rematou à baliza da equipa adversária. Andreas Palicka defendeu 50% dos remates da equipa bielorussa, o que equivale a 11 defesas.

Hungria 27 x Dinamarca 25

Que jogo! Um hino ao andebol! Csoda, milagre em húngaro, é a melhor palavra para definir o que aconteceu neste jogo. Uma vitória categórica dos húngaros, eliminando, assim, a campeã olímpica. Um jogo marcado essencialmente pelo grande equilíbrio entre as duas equipas, mas com um pouco mais de domínio por parte, claro, da Hungria. O genial Mikkel Hansen bem lutou contra a maré, marcando oito golos, mas isso não foi suficiente para impedir a eliminação da sua equipa. O húngaro Roland Mikler, conhecido, principalmente, pela irregularidade das suas exibições foi brilhante e defendeu 15 remates.

Alemanha 20 x Qatar 21

A campeã olímpica já havia sido eliminada, ninguém acreditava numa nova surpresa… Mas o Qatar mostrou-nos que afinal o segundo lugar no Mundial de 2015 não foi mera sorte ao eliminar a campeã europeia. Duas surpresas num só dia? A seleção campeã europeia e seleção campeã olímpica eliminadas no mesmo dia? Qual o único desporto onde tal é possível? No andebol, claro. Uma segunda parte espetacular permitiu aos (agora ex) vice-campeões mundiais dar a volta ao jogo. Rafael Capote (Qatar) foi completamente espetacular, marcando uns incríveis nove golos. De pouco valeu as 19 (!) defesas do gigante Andreas Wolff, que não conseguiu impedir a derrota da sua equipa.

Croácia 21 x Egipto 19

No último jogo dos oitavos de final a Croácia, já avisada pelas surpresas da Hungria e do Qatar, fez uma primeira parte fortíssima (13-7) e na segunda parte teve apenas de gerir o jogo e o resultado. Zlatko Horvat (Croácia) foi o melhor marcador do encontro, com seis golos. Ivan Pesic (Croácia) fez 11 defesas.