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Sporting CP 4-2 FC Paços de Ferreira: Jogamos como quase nunca, sofremos como sempre

sporting cp cabeçalho 2O Sporting entrou em campo à procura dos três pontos sabendo que em caso de vitória passaria para terceiro à condição e aumentaria para três pontos a vantagem para o Vitória Sport Clube.

Foi uma primeira parte dominante dos leões, o primeiro golo surgiu logo aos 12 minutos por Adrien, através de uma grande penalidade a castigar uma suposta falta de Pedro Monteiro sobre Alan Ruiz – da bancada de imprensa não foi possível perceber se existiu falta ou não.

O Sporting continuava por cima e, aos 32 minutos, aumentou a vantagem por Bas Dost, após assistência de Schelotto, que tinha sido brilhantemente desmarcado por Alan Ruiz. Aos 35, Gelson Martins fez o melhor golo da noite: o extremo faz um chapéu a Defendi, após mais uma excelente desmarcação, desta vez por William Carvalho, e finaliza com a baliza aberta.

No último lance da primeira parte, Rui Patrício fez uma excelente defesa a um livre marcado por Mateus, estava dado o mote para a segunda parte.

A segunda parte começou quase com o golo de Welthon, após um bom cruzamento de Christian. Aos 58’, Welthon esteve quase a marcar novamente, mas mais uma excelente intervenção de Rui Patrício evitou o que seria o 3-2.

Os nervos e as memórias de Guimarães voltaram a Alvalade mas, aos 78, Bas Dost voltou a dar a vantagem de dois golos num canto. Boa decisão da equipa de arbitragem, ao ver que a bola esteve dentro da baliza.

Vitória justa para o Sporting, apesar da vantagem de dois golos ser injusta para o que a equipa do Paços de Ferreira fez na segunda parte.


GD Estoril Praia 1-2 FC Porto: Dragão marca o ritmo do campeonato

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André foi a grande surpresa no 11 do FC Porto para a visita ao Estoril. Início frio com o Porto bastante interessado e preocupado em não deixar o Estoril sair em contra-ataque e, por sua vez, a equipa da casa manteve-se sólida e organizada no sector defensivo, não deixando os Dragões criarem qualquer perigo junto à baliza de Moreira.

Os visitantes tiveram sempre grande dificuldade em ligar o seu jogo, com Herrera e André encostados às linhas e Danilo no apoio a Olivier, deixando Diogo Jota ao lado de André Silva no ataque azul e branco. O treinador, Nuno Espírito Santo, demorou 37 minutos a compreender a falta de ideias do Porto em construir uma jogada de perigo, substituindo Diogo Jota por Brahimi. O jovem português esteve bastante apagado da partida e o Porto precisava de alguém mais criativo na frente. Herrera conseguiu construir e destruir, sistematicamente, todas as suas jogadas e oportunidades, falhando bastantes passes nos momentos cruciais da transição ofensiva.

Por outro lado, o Estoril Praia demonstrou bastante organização e solidez defensiva, estando preso às ideias de Mattheus. A sua qualidade técnica esteve em clara evidência quando o Estoril necessitava de sair do sufoco portista. Em 39 minutos jogados a partida já contava com 25 faltas, um registo impressionante que demonstrava a batalha no meio-campo a que estávamos a assistir.

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Brahimi substituiu Diogo Jota, ainda na primeira parte, por opção de Nuno Espírito Santo
Fonte: FC Porto

Entrada forte da equipa portista na segunda parte. Brahimi veio dar mais qualidade ao ataque e um novo ânimo à equipa, com André Silva a ter a primeira oportunidade flagrante para abrir o marcador aos 52 minutos. Logo de seguida, os visitantes pediram penálti num lance que o árbitro deixou seguir e, aos 58 minutos, Herrera falhava mais uma oportunidade com um remate perigoso em posição frontal. Rui Pedro e Corona foram lançados, em conjunto, para os lugares de Oliver e Herrera, colocando mais homens na frente, mas foi o Estoril quem apareceu com jogadas de perigo junto à baliza de Iker Casillas.

Tudo parecia encaminhar-se para os últimos minutos fatídicos quando, aos 81 minutos, Moreira derruba André Silva na grande área. O árbitro, Manuel Oliveira, não teve dúvidas, assinalando castigo máximo contra a equipa da casa. André Silva converte o penálti, marcando o 12.º golo do campeonato, causando a euforia portista.

Aos 90 minutos, já com o jogo completamente partido e com o Estoril reduzido a 10 jogadores por expulsão de Diakhite minutos antes, uma jogada rápida de ataque azul e branco libertou Corona na ala direita do ataque, que, com grande classe, tirou o defesa da frente e apontou o segundo golo, confirmando uma vitória difícil e bastante suada do FC Porto. Perto do final e já em compensação, Dankler reduziu e fez o 1-2 final.

É de realçar que, se Nuno Espírito Santo esteve bastante bem nas substituições e nos momentos em que mexeu na equipa, já o treinador Carmona não correspondeu com êxito sempre que tentou alterar o rumo do jogo.

Foto de Capa: Bola na Rede

SC Covilhã 3-0 SC Olhanense: Serranos congelam algarvios na despromoção

Cabeçalho Futebol Nacional

Novamente com pouca adesão ao estádio, numa tarde com frio de neve, o Sporting da Covilhã recebeu os algarvios do Olhanense para a 24.ª jornada da Liga LEDMAN Pro. Tal como a sua posição geográfica, a equipa de Olhão está a sul da tabela classificativa, lutando para não confirmar a quase certa despromoção.

O Covilhã começou desde cedo a dominar o jogo, com bons entrosamentos no ataque, acabando por criar muito perigo à baliza de Skowron. Os algarvios tentavam sair em contra-ataque, mas o meio-campo serrano travava com eficácia as investidas dos adversários.

Chaby, sempre em evidência nesta equipa do Covilhã, teve a primeira grande oportunidade de golo no jogo, ao rematar forte à entrada da área do Olhanense, com a bola a passar a escassos centímetros da baliza da equipa de Bruno Baltazar. Posteriormente, Medarious, aos 17n minutos, ganha vantagem sobre a defensiva adversária, dominando bem a bola, mas a falhar inacreditavelmente em frente à baliza algarvia, rematando muito por cima.

O golo já se adivinhava e Erivelto acabou por fazer as delícias da casa. Depois de um canto de Gilberto à esquerda, Mike, ao primeiro poste, desvia de cabeça para o avançado brasileiro encostar também da mesma forma para dentro da baliza.

O Olhanense praticamente não dava trabalho a Igor, quase um mero espectador privilegiado neste jogo. A equipa de Olhão, depois de um contra-ataque bem conseguido do lado esquerdo por parte de Gonzalez, o mesmo que cruzou para dentro da área covilhanense, com Jorman a não conseguir rematar. Esta situação foi causada pela distracção da equipa da casa, que relaxou um pouco depois do primeiro golo.

O Covilhã, por sua vez, tentava rematar à baliza adversária de meia-distância, já que o Olhanense defendia com muitas unidades à entrada da sua área.

Erivelto abriu o ativo na Covilhã (Fonte: Facebook SC Covilhã)
Erivelto abriu o ativo na Covilhã (Fonte: Facebook SC Covilhã)

Na segunda parte, o Covilhã entrou como saiu para intervalo: bastante pressionante e dominante. Chegou ainda a marcar, mas o golo viria a ser anulado por fora-de-jogo de Harramiz.

Joel marcou e, desta vez a contar, o segundo golo da partida. Depois de canto batido para Mike, este cruza para o segundo poste, onde aparece Joel para cabecear.

Skowron negou ainda o terceiro golo ao Covilhã, por volta da hora de jogo, com Erivelto a rematar à queima-roupa e o guarda-redes polaco do Olhanenses a fazer uma defesa fantástica. Logo a seguir, Onyeka, acabado de entrar para a equipa covilhanense, concretiza uma jogada de bastante perigo pelo lado esquerdo do ataque, a entrar na diagonal no ataque algarvio, a qual só foi parada pelo guarda-redes do Olhanense, ao defender para canto.

O massacre dos leões da serra continuava. Harramiz, quase que marcava o terceiro golo para os serranos, através de um remate bastante potente à entrada da área com Skowron a fazer (mais!) uma defesa a dois tempos excepcional.

Como não há duas sem três, o golo acabaria mesmo por chegar aos 88 minutos. Onyeka, depois de um bom cruzamento de Medarious, encosta para dentro da baliza, e desta vez não houve Skowron que valesse aos algarvios, porque este não teve capacidade de reação. Ainda houve tempo para Pintassilgo fazer rematar à baliza, sendo-lhe negado o tento mesmo em cima da linha, por um adversário.

O jogo acabou com um Olhanense cada vez mais afogado na área de despromoção, e com um Covilhã a fazer um jogo excelente, para agrado dos (poucos) adeptos covilhanenses. Os algarvios receberão a equipa B do Porto, que esta tarde perdeu 2-1 frente ao Leixões.

Académica OAF 3-2 FC Penafiel: ‘Suspense’ digno de Óscar

Cabeçalho Futebol Nacional

 

O jogo não era decisivo mas era importante para alimentar o sonho da subida de duas equipas que ainda o alimentavam apesar da distância para os lugares de acesso já ser considerável – Académica estava a 15 pontos, Penafiel a 17.

 

Cientes disto, os estudantes, contando com o regressado Leandro ao onze inicial , tentaram assumir o jogo desde início, porém, o Penafiel foi conseguindo tapar as vias de acesso à sua baliza com grande qualidade de posicionamento, guiados pela experiência de Rafa Sousa, importante a controlar as subidas do adversário… e da sua própria equipa.
Ao mesmo tempo que mantinha o último terço impenetrável, com o auxílio de Romeu e André Fontes, o ex-Moreirense condicionava a saída de bola da Académica e aqui esteve a chave do primeiro golo do jogo, surgido de uma perda de bola do meio-campo dos visitados perante a forte pressão dos visitantes. Aproveitou Welligton Carvalho para pegar na bola perdida, isolar-se e inaugurar o marcador, logo aos 11 minutos do jogo.

O golo teve o condão de forçar o risco dos estudantes, que se expuseram ao venenoso contra-ataque penafidelense, matreiro a espreitar a linha subida da defesa do adversário. Wellington e Fernando, pelas alas, e Fábio Fortes, pelo corredor central, causaram o pânico. O primeiro, a lançar os outros dois colegas do ataque, o segundo a forçar o erro do adversário (Diogo Coelho quase marcou na própria baliza depois de uma iniciativa sua) e o último a finalizar (primeiro lançado em profundidade por um alívio de Diouf, e depois, a beneficiar de uma iniciativa de Welligton).

A Académica foi-se apercebendo da matreirice do seu adversário e adaptou-se as circunstâncias. Passou a ser mais assertiva na circulação de bola, conseguindo, finalmente, penetrar o bloco defensivo penafidelense, através de iniciativas individuais que, ora conheciam situações de perigo (Ernst e João Real obrigaram Coelho a aplicar-se) , ora esbarravam na agressividade do adversário, forçado a mostrar os dentes (muitas faltas) perante a ameaça.

O pós-jogo foi quizilento
O pós-jogo foi quizilento

A tendência de crescimento da Briosa acentuou-se (Costinha tirou, inclusive, Makonda, médio defensivo, e colocou Rui Miguel, homem da frente de ataque) da primeira para a segunda parte e não demorou a ter resultados práticos. Kaka, beneficiando de uma iniciativa de Ernst, pegou na bola a entrada da área e atirou a contar para o golo do empate com apenas 3 minutos decorridos na segunda parte.

 

Galvanizada pelo golo, a Académica caiu em cima do Penafiel, crente numa reviravolta que só demorou 10 minutos a surgir, patrocinada pela sociedade Marinho & Rui Miguel. O primeiro ganhou uma grande penalidade, o segundo converteu-a. A influência desta dupla não se esgotou aqui e, apenas quatro minutos depois, voltaria a mexer no marcador – Rui Miguel ganhou nas alturas, isolando Marinho e este, picou a bola sobre Coelho. 3-1 para a Briosa.
O Penafiel teve de mudar, logo após o terceiro golo contrário, passou a jogar com dois homens no ataque, fruto da entrada de Fidélis (saiu Romeu), que se juntou a Fábio Fortes. Uma alteração que foi capaz meter água na fervura da euforia academista, empurrando o jogo para o meio-campo da Briosa, onde passou a estar a bola.
Numa primeira instância, souberam o que fazer com ela – Fábio Fortes assistiu Fidélis para o 3-2 – depois, houve lugar ao desperdício, com ambos a desperdiçar situações clamorosas de golo (Fortes, isolado, permitiu defesa a Ricardo Ribeiro e Fidélis, também cara-a-cara com o guardião academista, atirou ao poste).

 

Algo tinha de mudar na Académica, ainda demasiado descompensada tacticamente, e mudou. Jimmy e Nuno Piloto entraram para tentar sossegar o meio-campo e os corações dos adeptos da Briosa. Conseguiram-no numa primeira instância, mas Nuno Santos, numa infantilidade (falta dura sobre Fidélis), e Manuel Mota (expulsou Diogo Coelho, por falta inexistente sobre Fábio Fortes) voltaram a inquieta-los.

 

O árbitro da partida foi um vilão aos olhos dos adeptos, que duvidaram de um final feliz que muito lhes tinha custado ao coração, mas esse já estava escrito pela forma abnegada como a Académica saiu da primeira e entrou na segunda parte. O bom da fita, aos olhos dos adeptos dos estudantes, ganhou. 5 golos, 2 expulsões (um número que viria a crescer para 6 – Marinho, João Paulo, Rafa Sousa e o enfermeiro Nuno Martins, no fim do jogo) e muitas arritmias depois.

Vocês sabem do que estou a falar

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As semanas decorrem com naturalidade fugaz. De repente, sem que tenhamos verdadeiramente consciência, dobramos a época, chegamos a Janeiro, e perto de cumpridos dois terços do campeonato entramos, definitivamente, numa fase de decisões. Comparando com anos recentes – incluídos, logicamente, como parte do actual ciclo futebolístico – as diferenças, a existirem, são poucas: Benfica e FC Porto a lutarem pelo título; Sporting precocemente afastado de todos os seus objectivos (provando-se, neste caso, que a época transacta foi muito mais excepção do que regra).

A culpa é do Benfica e dos seus adeptos Fonte: SL Benfica
A culpa é do Benfica e dos seus adeptos
Fonte: SL Benfica

A par dos resultados, da evolução pontual e classificativa, vão surgindo, num ritmo constante, as (já) habituais – chamemos-lhes mesmo clássicas – justificações para os respectivos sucessos e insucessos. Embora com variações pontuais, conforme o momento imediatamente anterior, sabemos de antemão, como que por defeito, de quem é a culpa: a culpa é (sempre) do Benfica! Os benfiquistas, como eu, concordam com esta tese. O Benfica tem culpa de ter a melhor equipa, o melhor plantel e de praticar de longe o melhor futebol; tem culpa de ter um projecto adulto, consistente e consciente, e de possuir excelentes profissionais; tem culpa de os seus adeptos encherem, semana após semana, os estádios de Norte a Sul do país. Resumidamente: tem culpa da sua própria competência, da sua grandeza, do seu passado e do seu presente. Esta realidade reflecte-se em diversas vertentes, mas abordando, apenas, o aspecto desportivo, reflecte-se, em termos práticos, na liderança do campeonato, e nas presenças nos oitavos-de-final da Liga dos Campeões e nas meias-finais da Taça de Portugal e da Taça da Liga.

Por outro lado, discordo totalmente que o Benfica tenha qualquer responsabilidade, directa ou indirecta, na incompetência alheia. Sempre que FC Porto e Sporting sofrem um desaire – ou seja, semana sim, semana sim (pois quando não é um, é o outro) – a culpa desse mesmo desaire é imputada ao Benfica. Esta semana, foi o Sporting; para a semana, quem sabe?, poderá ser o FC Porto. A estratégia é exactamente a mesma. Octávio Machado fala pelos dois clubes; e o seu percurso assim o legitima – aborda questões internas do Benfica, contas e viagens, para concluir, como habitualmente, falando de árbitros e de arbitragens. Volta-se à questão dos vouchers, insinua-se que o Benfica corrompe, que os árbitros se deixam corromper e, sem nunca o afirmar francamente, assiste-se à ressuscitação de adágios ultrapassados, que só encaixam nas bocas de personalidades ambíguas. Tal como noutras alturas, palavras ocas, que saem impunes.

Australian Open 2017: Serena a caminho do olimpo

Cabeçalho modalidades

Começam a faltar a palavras para descrever a carreira de Serena Williams. Após vencer a sua irmã Venus na final do Australian Open 2017, a norte-americana tornou-se na jogadora com mais títulos do Grand Slam na era open (23), ficando agora a apenas um título de Margaret Court (24). No imediato, Serena voltou à sua condição natural de número um mundial da atualidade.

A caminhada rumo ao triunfo em terras australianas não foi fácil. Apesar de não ter cedido qualquer set em todo o torneio, Serena Williams teve de defrontar adversárias de grande qualidade: Belinda Bencic, Lucie Safarova, Nicole Gibbs, Barbora Strycova, Johanna Konta, Mirjana Lucic-Baroni e, finalmente, Venus Williams. De antigas top10 a vencedoras de majors, havia muito por onde escolher. Se tivermos em conta que Serena não cedeu qualquer parcial em toda a competição, o percurso torna-se ainda mais imaculado.

Serena Williams continua a fazer história Fonte: ATP World Tour
Serena Williams continua a fazer história
Fonte: ATP World Tour

Resta saber se, no futuro, a mais nova das irmãs Williams será capaz de igualar e, quem sabe, bater mesmo o recorde de Margaret Court. Na minha opinião, e salvo alguma lesão, Serena poderá alcançar a marca dos 24 títulos do Grand Slam e mesmo ultrapassar o velho record.

Relativamente ao resto do torneio, Angelique Kerber terá sido a grande desilusão e, no plano oposto, Mirjana Lucic-Baroni surpreendeu tudo e todos, só caindo aos pés da supremacia de Serena Williams. O próximo capítulo estará reservado para Rolland-Garros?

Foto de capa: ATP World Tour

Artigo revisto por: Francisca Carvalho

A Moda da Formação

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fc porto cabeçalhoÉ o tema da moda. Os adeptos e a comunicação social erguem a bandeira da formação como arremesso contra os rivais. Quantas discussões sobre este tema não ouvimos nos últimos tempos? Imensas, principalmente nos clubes de Lisboa: “o JJ não aposta na formação” e “o Rui Vitória e o Benfica é que mudaram de paradigma” são alguns exemplos das discussões existentes. O FC Porto tem passado um pouco ao lado desta discussão, e ainda bem; o trabalho que é feito é de muita qualidade e não tenho receio de dizer que a melhor formação em Portugal é feita no Olival.

O título conquistado pela equipa B na época passada é um exemplo claro da qualidade existente, e podia também falar no bicampeonato dos sub-19. Os exemplos de Rúben Neves, André Silva e Rui Pedro não são por acaso, o trabalho realizado tem muita qualidade, e treinadores como Folha, Bino e Mário Silva são muito competentes.

O clube, ciente da qualidade existente nos jovens da formação, e também por questões financeiras, inverteu e muito bem a política desportiva, dando mais oportunidade aos nossos jovens talentos. A construção de uma academia é um dos objetivos do Presidente para este mandato, e seria sem dúvida alguma uma obra preponderante para desenvolver ainda mais esta política desportiva.

Rui Pedro, a grande revelação da época Fonte: FC Porto
Rui Pedro, a grande revelação da época
Fonte: FC Porto

A política desportiva do clube deve assentar na minha opinião em quatro pilares: Formação (Rúben Neves, Rui Pedro, André Silva), Mercado Interno (Danilo, Soares), Scouting rigoroso principalmente em jovens talentos (Otávio), e por último uma visão atenta e ativa no mercado em jogadores que estejam em final de contrato ou em litígio com os clubes (Casillas, Maxi). Evidente que o departamento de scouting juntamente com o treinador e departamento de futebol estão sempre atentos a eventuais bons negócios como esta época foram o caso de Felipe ou Telles excelentes jogadores a bons preços.

A qualidade existente é muito, dando alguns exemplos da equipa B (Fernando Fonseca, Jorge Fernandes, Fede Varela, Francisco Ramos, Rui Pires) são alguns dos jogadores que a muito curto prazo podem chegar ao topo da pirâmide da formação.

NES não tem medo em apostar nos jovens, o mais recente caso é Rui Pedro que com idade de júnior já é aposta frequente. Rui Pedro como Rúben Neves são exemplos que quando existe muita qualidade os patamares ate podem ser queimados, Rúben nem precisou da equipa B e Rui Pedro apenas fez meia época na equipa secundária.

Mantendo este rumo o futuro vai ser risonho porque qualidade existe e em abundância nos jovens do clube….

Voleibol sofre de falta de reconhecimento

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Cabeçalho modalidadesPortugal é um país de futebol, todos sabemos. Já as restantes modalidades são vistas como tal: “resto”. Vemos os jornais e somos capazes de não ver uma única notícia sobre voleibol ou outra modalidade. E mesmo quando falamos das modalidades, verificamos que o voleibol é um pouco deixado de lado. Poucas notícias, poucos jogos transmitidos, poucas reportagens, poucas entrevistas.

Mas a verdade é que quem está à frente da modalidade também não consegue cativar nem sensibilizar a comunicação social em situações de ascensão. Vejamos os exemplos: em 2010, fomos vencedores da Liga Europeia e pouco ou nenhum destaque se deu a isso; temos clubes a participar com sucesso em competições europeias, com jogos que não são transmitidos nos canais desportivos; também poucos jogos das seleções de formação têm direito a transmissão televisiva. E nem nos jornais impressos, nem online, há destaque para essas situações. Já para não falar que, até há pouco tempo, tínhamos, com sorte, a transmissão de um jogo por semana – sempre do escalão sénior masculino.

Se a imagem já é limitada, quem gere a modalidade também não tem tido muito sucesso no sentido de a promover. Se este trabalho começar a ser melhor conseguido, talvez os apoios (que falei no último artigo) comecem a aparecer e a aumentar. Um bom exemplo deste trabalho de promoção é a parceria da Federação Portuguesa de Voleibol e a Bola TV, através da qual podemos ter acesso, semanalmente, a um jogo do campeonato feminino.

A Bola TV tem sido um importante aliado, mas é preciso mais
A Bola TV tem sido um importante aliado, mas é preciso mais

E esta questão da diferença entre o masculino e o feminino é outra situação que não passa despercebida e que merece ser desenvolvida, numa próxima.

Para já, fica só mais uma nota de atenção: quando o futebol tem iguais ou piores resultados do que as modalidades (e neste caso estou a falar tanto a nível de seleções como de clubes), e quando “todos” os apoios são para o futebol, não devíamos estar todos na fila da frente para atirar a primeira pedra quando alguma coisa corre mal às modalidades, inclusive ao voleibol. Porque se o trabalho de quem gere a modalidade não é o ideal, o que é feito fora dela também não é melhor.

Artigo revisto por: Francisca Carvalho

ACF Fiorentina: Ressurreição viola

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Cabeçalho Liga Italiana

Poucos têm sido aqueles que conseguem andar nos lugares cimeiros da Serie A nos últimos tempos. A Juve, em modo “eucalipto” – a secar tudo à sua volta -, não tem dado hipóteses mesmo a equipas que se mostrem competentes. Foi assim a história da Fiorentina na época passada. Uma equipa surpreendente – chegou a ser líder -, bem orientada pelo português Paulo Sousa – o técnico sustenta-se como um dos técnicos da “moda” em Itália – e que marcava pela diferença. No jogar, essencialmente.

Esta época, para mal dos adeptos da Viola, as coisas mudaram de figurino. A fiabilidade transformou-se em irregularidade e a equipa não conseguiu acompanhar outras equipas que têm marcado a metade superior da tabela, em Itália. Paulo Sousa manteve-se fiel às suas ideias, e a equipa tem, aos poucos, crescido para o “seu” nível. Ainda que seja difícil definir o lugar desta Fiorentina, o novo ano, ao que parece, trouxe mesmo uma ressurreição da Viola.

Já se falou, caro leitor, das ideias de Paulo Sousa. Importa então refletir sobre as ideias mestre do técnico português. E, poderá dizer-se que esta Fiorentina, com Paulo Sousa, ao leme, vive bem…com a bola. Todos a querem. Todos tratam-na bem. Logo desde o princípio. A construção do jogo é feita desde trás, com três centrais a assumirem o risco – às vezes desmedido – de assumirem o jogo. A forma como os centrais tratam a bola – não a vêm como uma “granada” – diz muito da filosofia da equipa.

Chiesa tem sido uma das revelações da Serie A Fonte: ACF Fiorentina
Chiesa tem sido uma das revelações da Serie A
Fonte: ACF Fiorentina

É no meio-campo que as coisas são decididas. Aqui, na zona nevrálgica do terreno, o colectivo respira bem porque tem jogadores que assumem a identidade da equipa. Badelj é um poço de consistência; Borja continua a ser competente e inteligente. Mas é o uruguaio Vecino que verdadeiramente manda na equipa. Gere os ritmos muito bem e sabe tomar a melhor decisão quando tem de passar ou rematar.

Na frente Kalinic  – mais avançado no sentido clássico do termo – e Ilicic – mais móvel – asseguram golos, destacando-se também o jovem Chiesa que tem voado pelo flanco e que se tem mostrado um talento puro. Do outro lado a equipa sente a falta de Marcos Alonso, pese a qualidade de Olivera.

Poderá o novo ano trazer uma continuidade da ressurreição? A amostra frente a dois candidatos – Juventus e Nápoles – foi prometedora mas, os comandados de Paulo Sousa têm que fazer algo muito simples: transformar irregularidade em consistência. E têm o ano passado como exemplo.

Foto de capa: ACF Fiorentina 

Celis: Tiro no Pé ou Aposta de Futuro?

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É sabido, desde há muito tempo, que o Benfica tem boas relações com os sul-americanos. Isto tem tido coisas boas e más. É que este tipo de ligação se tenha estabelecido porque isso permitiu ao Benfica ter Di Maria, Aimar, Saviola, Ramires. Eu sei, isto são tudo exemplos do primeiro ano de Jesus e do ano em que se voltou a conquistar o campeonato, mas tenham calma. Estes são os bons exemplos, mas como disse, há os maus. Benitez, Bruno Cortez, Melgarejo – pessoalmente até lhe conferia algum potencial, mas não como lateral – enfim, entre tantos outros.

Costuma-se dizer que o bom jogador de xadrez está entre 5 a 10 jogadas à frente do seu adversário. Talvez seja por isso que os jogos de xadrez demorem muito tempo, porque depois aquela gente não quer copiar a jogada do outro, porque fica mal, enfim, não é esse o ponto. A questão aqui é para que serve Guillermo Celis?

Este não é argentino ou brasileiro. Trata-se de um jovem de 23 anos, natural de Sincelejo, cidade colombiana. Sim, depois do falhanço que foi o negócio da Radamel Falcão há uns tempos, o Benfica lá acertou o passo no que toca a colombianos e comprou um, não um ponta-de-lança, mas sim um médio centro/defensivo. Mas com que intuito?

Esta é daquelas coisas que provoca uma certa urticária na minha pituitária. Mais médios? É que depois não há espaço para que eles joguem todos, porque caso não Vitória não esteja ciente disto, ele, tal como todos os treinadores, acaba por desenvolver um gosto natural por uns, e ir pondo de parte outros.

A título de exemplo. Quem já leu outros textos escritos por mim sabe que se há médio que eu nunca gostei, mas aceito, porque é jogador do Benfica e vai mantendo os mínimos, é Samaris. Desde de 2004 que não consigo gostar de gregos! É um problema que tenho. Sim senhor festejo os golos do Mitroglou, mas depois retomo à calmaria que é inerente a minha personagem. Para quem se está a perguntar, sentia-me “meh” em relação a Katsouranis e Karagounis. Mas voltando a Celis.

Celis é reforço do SL Benfica para esta época Fonte: SL Benfica
Celis é reforço do SL Benfica para esta época
Fonte: SL Benfica

Não é que eu possa dizer à boca cheia, como faço com Samaris, que não gosto dele. Simplesmente não vi o suficiente dele para ter uma opinião devidamente formalizada. Nem eu, e seguramente, boa parte dos benfiquistas. Sejamos honestos, será que algum dia vamos ter? Na melhor das hipóteses podemos ouvir alguém dizer: “Não me prece mauzinho”, mas isso não é nada.

E porque é que não temos essa opinião de Celis? Porque ele não joga. E porque é que ele não joga? Porque para além de Fejsa ser indiscutivelmente o titular daquela posição, mais depressa vemos jogar, no seu lugar, Samaris ou até o canivete suíço que é o André Almeida.

A partir do momento em que um jogador que é lateral-direito/ lateral-esquerdo/ médio-centro/defensivo, honestamente acho que só nunca vi o André Almeida a jogar à baliza, é escolhido para fazer o lugar que alguém como Celis foi treinado e talhado para fazer, então um jogador destes parece ter os dias contados no Benfica.

O cenário em que Celis está incluído é, ou era, o mesmo em que Danilo estava. Danilo veio por empréstimo para o Benfica como uma futura alternativa a, como não podia deixar de ser, médio-centro/defensivo. Sabem o que é que aconteceu a Danilo? Claro que sabem mas eu vou dizer na mesma, saiu do clube para jogar mais.

A verdade é esta Celis podia fazer o mesmo que Danilo fez. Não digo com isto que o Benfica deva vendê-lo. Nada disso, mas empresta-lo para fazer o mesmo que Danilo fez é boa ideia. Não se sabe se está ali um futuro patrão do meio-campo, mas sem que ele jogue, nunca se saberá. Conselho, Janeiro ainda dura uns dias.

Foto de capa: SL Benfica