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Soares: mais-valia ou mais um?

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fc porto cabeçalho

O momento é de expetativa entre os portistas. E o caso não é para menos. Se há algo que os últimos mercados de inverno puderam mostrar foi um sem número de más decisões que acabaram por resultar em nada. Claro está que esse não será nunca um dado adquirido para os lados do Dragão, e o que se pretende com a chegada de Soares é, naturalmente, o oposto daquilo que se viu mais recentemente com Suk e Marega, por exemplo. Casos como os de Janko ou Kléber também seriam facilmente dispensáveis.

O mercado nacional é, de alguns anos a esta parte, o alvo preferencial da SAD portista para colmatar as lacunas do plantel. Nesta época, a aposta recaiu sobre o avançado ex-Vitória de Guimarães. As incertezas sobre a capacidade do atacante de 26 anos para atuar num clube de maior dimensão são muitas e há até quem já lhe anteveja um futuro negro de dragão ao peito.

Soares já equipado  à Dragão Fonte: FC Porto
Soares já equipado à Dragão
Fonte: FC Porto

Mantenho, naturalmente, algumas reservas em relação àquilo que Soares possa acrescentar à equipa. No entanto, não posso deixar de manifestar alguma curiosidade e um certo otimismo, por outro lado, quanto aos benefícios da sua inclusão num plantel que suspira por um finalizador/goleador.

Depois, será também necessário perceber as mudanças que a sua chegada implica na estruturação do onze que NES vem utilizando nos últimos jogos. Com os regressos de Brahimi e Otávio estará Diogo Jota com guia de marcha para o banco de suplentes?

Foto de Capa: FC Porto

Moreirense FC 3-1 SL Benfica: O impensável aconteceu!

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Esta noite, o belo Estádio do Algarve foi palco da meia-final da Taça CTT, disputada entre o Moreirense e o Benfica e o lugar de 2ª finalista desta edição foi para Moreira de Cónegos.

Custa a crer mas é verdade! Os encarnados não conseguiram manter o impressionante registo de única equipa a vencer, até agora, todos os jogos da fase de grupos, numa competição da qual já saímos vencedores em 7 das suas 9 edições.

Na antevisão, Rui Vitória, conforme notícias oficiais do clube da Luz, referiu: “Está aqui em causa um troféu mas antes desse troféu, temos uma meia-final para ganhar. Mas em qualquer momento da época, queremos conquistar troféus. Não há prioridades, todas as competições são importantes.”. O respeito pelo adversário e a vontade de vencer sempre presentes no seu discurso.

O Treinador do Moreirense, louvou o adversário, reforçando o bom momento desportivo da equipa que considera “compacta e veloz” mas deixou uma bicada, dizendo que o Benfica não consegue impor o seu jogo durante 90 minutos” e temos que admitir, que acabou por ter alguma razão.

O Benfica entrou a marcar aos 6 minutos por Salvio, com atitude e a fazer pressão,  oportunidades de golo, frente a um Moreirense algo apático, que, só por volta dos 25 minutos de jogo, consegue equilibrar e subir mais as suas linhas, embora sem grandes oportunidades de perigo.

Houve um lance do Jonas aos 35 minutos que não consigo deixar passar. Ele recebe a bola de um cruzamento vindo da direita, ajeita com uma recepção de pura classe e, sem deixar a bola cair, faz um remate fortíssimo direito à baliza de Makaridze, que fez, aliás, uma excelente exibição.

Eliseu, que foi o autor do passe extraordinário para o primeiro golo, regressou com a força toda após lesão e obrigou a mexidas como a mudança de lado de André Almeida.

De fora ficou Mitroglou por gestão de esforço, notou-se a ausência e o Jonas que o diga! Mas há mais uma coisa que preciso pedir: Volta rápido Fejsa! Senti muito, e acredito que não fui só eu, a falta dele.

Nos segundos 45 minutos, o Moreirense tem uma entrada arrebatadora no jogo e a marcar, por Dramé, num momento infeliz da defesa do Benfica. Não espanta a atitude aguerrida da equipa de Moreira de Cónegos em campo, que tem aliás, feito um percurso muito bem sucedido que lhes permitiu chegar até aqui: um empate contra o Belneneses e duas vitórias ao Feirense e FC Porto na fase de grupos.

O 2-1 surgiu, inesperadamente, aos 54 minutos, golo de Boateng, apesar do lance de falta sobre o Eliseu, que o árbrito não viu. E a equipa chegou mesmo a ter mais duas oportunidades claríssimas de fazer o terceiro golo.

O Benfica reagiu, nem sabemos ser de outra forma, mas a defesa encarnada estava completamente desconcentrada, fora dela, como há muito já não tínhamos memória. Mérito para o Moreirense que soube aproveitar as distrações da equipa.

Rafa continua a não conseguir finalizar e Pizzi muito apagado, e nem a entrada de Jimenez e Zivkovic ajudou. O Benfica desperdiçou inúmeras oportunidades, só pelos pés de Jonas saíram dois remates ao poste mas a bola não ía à rede! O desespero entrou em campo e nada saía bem. Resultado final: 3-1. De forma surpreendente mas merecida, a equipa de Augusto Inácio regista presença numa final da Taça da Liga e também, a primeira vitória histórica ao Benfica.

A arbitragem foi moderada mas o jogo teve muitas paragens e interrupções prolongadas. Boateng foi o homem do jogo, indubitavelmente, conseguindo tirar proveito das várias ruturas na defesa.

Noites destas acontecem no futebol, não há invencíveis e a final da Taça CTT será, assim, entre o SC Braga e o Moreirense.

Ross Brawn está de regresso!

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Cabeçalho modalidadesPois é, os rumores confirmaram-se. O antigo director da Mercedes, engenheiro da Williams, Benneton e Ferrari está de volta à modalidade rainha do desporto motorizado. Brawn regressa para assumir o cargo de director executivo da Liberty Media – os novos donos da Fórmula 1 – e mostrou-se radiante.

Recorde-se que o inglês tem, no currículo, 19 títulos mundiais; um deles com a sua própria equipa: a Brawn GP.

Ross Brawn vai trabalhar bem de perto com Chase Carey, o novo big boss da F1. E, ao mesmo tempo que surgiram notícias sobre as palavras de apreço que Carey dirigiu a Bernie Ecclestone, rapidamente a relação entre os dois esfriou, de acordo com o notado na comunicação social. Chase Carey afirmou que Ecclestone era um ditador e que, nos últimos anos, dirigiu a modalidade sozinho, sem ouvir opiniões ou permitir-se a outras visões.

Já Bernie mostrou o seu desagrado assim que a notícia se tornou oficial. O britânico, de 86 anos, disse que foi destituído e que tem agora um cargo que nem sequer sabe o que significa: presidente honorário da Fórmula 1.

Entretanto, a Liberty Media já anunciou que tem grandes planos para um novo Grande Prémio nos Estados Unidos. Esta nova prova não interfere com a realização do já existente GP, no Texas, e deverá realizar-se numa destas quatro cidades: Nova Iorque, Miami, Los Angeles ou Las Vegas.

Sean Bratches, Chase Carey e Ross Brawn: os novos patrões da Fórmula 1
Sean Bratches, Chase Carey e Ross Brawn: os novos patrões da Fórmula 1

Para além disto, Chase Carey quer manter os valores e tradições da F1, aliados a uma emoção renovada e a uma adrenalina sem precedentes, sendo de relembrar que a Liberty adquiriu os direitos do Campeonato do Mundo de Fórmula 1, pela módica quantia de oito mil milhões de dólares.

Sean Bratches, o novo director das operações comerciais da modalidade, já delineou quatro objectivos fulcrais para a próxima temporada. O primeiro é a marca: segundo Bratches, a ideia é polir a marca da F1, trabalhá-la e elevá-la. Para além disso, os novos donos vão apostar no prisma digital, numa abordagem mais democrática em relação aos parceiros e na corrida em si. Mas, o que quer dizer Sean Bratches com “a corrida em si”? Nas suas palavras, “[e]stamos perante uma oportunidade imensa para criar uma vivência na corrida que capte os fãs, quer os espectadores quer os que vêem pela televisão”. Assim, vamos aguardar pelas mudanças.

Para já, em Portugal, as novidades não são muito animadoras. O canal Eurosport 2 Xtra foi descontinuado e ainda não se sabe onde é que a Fórmula 1 será emitida na próxima época. A pouco mais de dois meses do primeiro Grande Prémio da temporada – o GP da Austrália, a 26 de Março–, os fãs portugueses da modalidade ainda não sabem onde é que vão poder assistir às corridas mais emocionantes do mundo.

Artigo revisto por: Diana Martins

CAN 2017: Nervos à flor da pele

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Cabeçalho Futebol Internacional

Nervos, tensão, incerteza e surpresa – estas quatro palavras descrevem perfeitamente as emoções vividas pelas seleções participantes ao longo dos jogos da 3.ª e derradeira jornada da fase de grupos do CAN 2017. Nas próximas linhas, falarei do que se pôde assistir nas diferentes partidas disputadas, com algumas das mesmas a terem um final de jogo dramático.

Começando pelo grupo A, o anfitrião Gabão não conseguiu garantir a passagem aos Quartos-de-final, o que se trata da grande surpresa do torneio. Nem mesmo com a presença de Pierre Aubameyang em campo durante os 90’, os gaboneses não conseguiram desatar o 0-0 e registaram o terceiro empate nos três realizados no grupo, desta vez frente aos Camarões. Com este resultado, a seleção de Vincent Aboubakar garantiu o 1.º lugar do grupo A com um total de 5 pontos amealhados, fruto de dois empates e uma vitória. Na outra partida, a Burquina Faso de Paulo Duarte conquistou a sua primeira vitória (0-2 frente à Guiné-Bissau) e em boa hora, uma vez que com este resultado conquistaram o 2.º lugar e o respetivo apuramento para a próxima fase da prova. Relativamente à classificação final, o Gabão e a Guiné-Bissau ficaram em 3.º e 4.º lugares, respetivamente, e dizem “adeus” à competição, com uma última palavra de apreço para com os guineenses, que na sua 1.ª participação de sempre num CAN dignificaram a sua bandeira e não se deram facilmente por vencidos, como era previsto inicialmente pelos entendidos do Futebol.

No grupo B, deu-se a confirmação de uma surpresa que já se estava a prever após o término da 2.ª jornada: a eliminação da favorita Argélia. Contra o Senegal, a seleção de Yacine Brahimi, Riyad Mahrez e Islam Slimani não foi além de um empate a dois golos, com o antigo avançado do Sporting C.P. a bisar no encontro. Apontada com uma das seleções candidatas à final do dia 5, os argelinos não conseguiram mostrar toda a sua qualidade técnico-tática nas três partidas realizadas, daí serem eliminadas numa fase prematura do torneio, com somente 2 pontos conquistados. O 1.º lugar ficou para o Senegal, com 7 pontos nas três partidas disputadas e a poder contar com Sadio Mané em excelente forma – 2 golos marcados, até ao momento. No jogo entre a Tunísia e o Zimbabué, a vitória sorriu aos tunisinos (2-4 no final da partida), que assim alcançaram o 2.º lugar do grupo B e a passagem à fase a eliminar. Como seria de adivinhar, o Zimbabué ficou no último lugar, embora tenha conquistado um bom resultado frente à Argélia (empate a 2-2), logo na ronda inaugural do grupo.

Euforia marroquina contrasta com o desalento costa-marfinense Fonte: CAN
Euforia marroquina contrasta com o desalento costa-marfinense
Fonte: CAN

O grupo C trouxe uma dupla surpresa: a eliminação da campeã em título Costa do Marfim e a conquista do 1.º lugar por parte da República Democrática do Congo. A seleção costa-marfinense entrou para a partida com Marrocos, com a certeza de que uma vitória bastaria para garantir a passagem à próxima fase. Tendo consciência desse facto, os jogadores da Costa do Marfim assumiram as despesas do jogo e tentaram desde o primeiro minuto do encontro marcar o golo que garantisse a qualificação para os Quartos-de-final, embora tenham sido surpreendidos pelo força do coletivo marroquino, que aos 60’ inaugurou o marcador, através de Rachid Alioui, resultado que não se alterou até final. A República Democrática do Congo bateu o Togo por 1-3 e, assim, terminou a fase de grupos no 1.º lugar do grupo C. Com a conjugação dos resultados da 3.ª jornada, Marrocos e Rep. Dem. do Congo passam à próxima fase do CAN, ao passo que Togo e Costa do Marfim ficam-se pela fase de grupos sem qualquer triunfo obtido.

Por último, o Egito garantiu o 1.º lugar do grupo D. Frente ao Gana que tinha vencido os dois jogos anteriores, um sensacional livre marcado por Mohamed Salah aos 11´ deu os 3 pontos aos egípcios e, consequentemente, a liderança do grupo. Apesar deste resultado negativo, os ganeses também passam à próxima fase do CAN. Quanto ao Mali e Uganda, as duas seleções despediram-se da prova com um empate a uma bola. Nota de destaque para Moussa Marega, atleta do Vitória do Guimarães, que fez o seu terceiro jogo a titular pelo Mali no torneio.

Em jeito de finalização, o Gabão, a Argélia e a Costa do Marfim são as grandes deceções da edição deste ano do CAN, uma vez que não conseguiram demonstrar em campo nas três partidas disputadas todo o favoritismo que possuíam antes do início do torneio. Daqui para a frente, as oito seleções que garantiram o passaporte rumo aos Quartos-de-Final – Camarões, Burquina Faso, Senegal, Tunísia, República Democrática do Congo, Marrocos, Egito e Gana, irão de tudo fazer para alcançar a final do próximo dia 5 e levantar o troféu que lhe possibilitará ser apelidada da “Seleção Mais Forte de África” e participar na Taça das Confederações. Que comecem, então, os Quartos!

Foto de capa: CAN

SC Braga: Assis liga a ficha

Cabeçalho Futebol Nacional

O jogo encaminha-se para o fim, mas há um jogador que resiste às investidas dos adversários, das emoções e do tempo. Foge à pressão contrária com a tranquilidade de quem ganha, mesmo estando a perder e constrói com a pressa de quem perde, mesmo ganhando. Em lançamento, num passe em profunidade ou em posse, com a frescura física de um jogador que acaba de entrar.

Nos 90 minutos anteriores já tinha dado à equipa o apoio incondicional de um soldado capaz de morrer pela causa – dobrou os laterais, fez de terceiro central e até foi à frente para ajudar à pressão sobre a saída de bola do adversário. E não, não se cansa.

Confundi-lo com um miúdo de 18 anos recém-entrado não é nenhum absurdo. Porque ele alia a disponbilidade física à garra de quem acaba de chegar e muito precisa de fazer até cravar, com unhas e dentes, um lugar no onze.

Assim é Assis. Seguro das suas acções, mas ciente da efemeridade de uma boa exibição. Não dá nada por garantido (mesmo que não exista concorrência interna) e não facilita em nenhum dos muitos lances que toma como seus.

A equipa agradece. Os laterais, os extremos e o seu parceiro de meio-campo sabem que serão compensados e atiram-se ao ataque cegos de confiança num guarda-costas que tem todos os 170 cm e 69 quilos do seu corpo comprometidos com o jogo.

 

Assis (dir.) entrega-se por completo ao jogo Fonte: GD Chaves
Assis (dir.) entrega-se por completo ao jogo
Fonte: GD Chaves

O sucesso do Desportivo de Chaves, equipa sensação da primeira metade do campeonato português, explica-se pelas acções do ‘volante´ brasileiro, capaz de fechar vias principais e atalhos rumo à própria baliza (posicionalmente irrepreensível), contribuindo para a recuperação de bola (feita ou facilitada por ele) e consequente início de transição ofensiva.

O interesse na contratação de um jogador com esta quantidade de recursos é, pois, natural, tal como é a novela que lhe pode estar associada. Braga e Porto chegaram-se à frente e deixaram para trás equipas do campeonato espanhol e francês. Num duelo a dois, parecem ter sido os minhotos a ganhar a batalha aos portistas.

Neste duelo, a vontade de Assis terá sido preponderante, escolhendo um contexto que o favorece em dois aspectos fundamentais. O primeiro prende-se com o facto de voltar a treinar com Jorge Simão, um técnico que já o ajudou a crescer na transição de contextos competitivos (da 2ª para a 1ª Liga). O segundo tem a haver com necessidade gritante de desinibição ofensiva do Braga.

O brasileiro, da mesma forma que amparava as subidas de laterais e colegas de meio-campo em Chaves, pode, também, sustentar, e com menos solicitações, o processo ofensivo do Braga, fazendo funcionar um carrossel intermitente, a necessitar de um alguém que lhe ligue a ficha.

Foto de capa: GD Chaves

Aqui não há campeões de Inverno

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Cabeçalho modalidadesDepois da festa de Natal, temos agora o Novo Ano Chinês. Os grandes já perderam e já se vingaram, algumas equipas continuam a subir, outras não aguentam a pressão. Há pouco mais de um mês fizemos contas, agora voltamos a fazê-las.

Na Conferência Oeste, a tal conferência mais competitiva, pouco ou nada mudou. Os Golden State seguem isolados no primeiro lugar, mas, desde o dia 8 de Dezembro, já somaram mais quatro derrotas. Assim sendo, os Warriors perderam mais vezes num espaço de 48 dias do que em mais de dois meses.

Os Clippers desceram de posição, ocupando agora o quarto lugar da conferência e permitindo que os Rockets entrem no pódio. Os Houston continuam a crescer e é uma equipa que dá cada vez mais gosto ver em campo. Já os LA têm vindo a quebrar – nada de escandaloso ou surpreendente – no entanto, o lugar nos playoffs parece algo crível.

Os Blazzers estão em nono, após uma série de derrotas. A equipa de Denver aproveitou e passou assim a ocupar o oitavo lugar – lugar este que permite uma ida aos playoffs.

Mais a baixo, precisamente no penúltimo lugar, estão os Lakers. Apesar de todas as grandes esperanças para aqueles que já foram os maiores da sua conferência (ou até de toda a liga), já se sabia que não seriam para já os resultados positivos.

Fonte: NBA
Fonte: NBA

A Conferência Este, estranhamente, está muito mais animada. Comecemos pelos Philadelphia 76ers, que, até ao dia 7 do passado mês, tinham vencido somente quatro jogos e o último lugar da tabela era deles, sem qualquer outra equipa a ameaçar-lhes o posto. Neste momento encontram-se em 13º lugar com 15 vitórias, à frente de Nets e Miami Heat.

Nos dois primeiros lugares encontram-se os suspeitos do costume: Cavaliers e Toronto Raptors, com 29 e 27 vitórias, respetivamente.

Os Bucks e os Knicks deixaram-se cair e já nenhum se encontra em posição de acesso aos playoffs. Neste momento, temos as equipas de Boston, Atlanta, Washington, Charlotte, Chicago e Indiana a ocuparem os lugares mais desejados (do terceiro ao oitavo).

Curiosamente, o primeiro classificado da Conferência Este, tem menos vitórias que a quarta equipa do Oeste. Exato: os campeões têm, neste momento, menos vitórias na época regular que os instáveis Los Angeles Clippers.

É muito cedo para afirmar seja o que for com toda a certeza. Num mês muito mudou, portanto, até Abril, tudo pode mudar.

Foto de capa: NBA

Artigo revisto por: Francisca Carvalho

Jogadores que Admiro #62 – Wayne Rooney

Cabeçalho Liga Inglesa

Minuto 90+4’. O Manchester United perde em casa do Stoke City. Um resultado que o deixa mais longe da luta pelo top 4 da Liga Inglesa e termina com a invencibilidade de dezasseis jogos da equipa de José Mourinho. Aparece, então, Wayne Rooney. Livre descaído para o lado esquerdo, e o inglês, com pouco ângulo, desfere um remate cheio de intenção que só para no fundo da baliza. Empate para o United e recorde de golos pelo clube batido pelo jogador formado no Everton. 250 golos (!) com a camisola do histórico clube inglês. Ultrapassa, assim, uma das maiores lendas do clube, Bobby Charlton. Mas Rooney também é, sem sombra de dúvidas, uma lenda dos red devils.

Nascido em Liverpool, cidade do norte de Inglaterra, o jogador fez a sua formação no Everton, estreando-se com apenas dezasseis anos. Após dois anos e depois de setenta e sete jogos e dezassete golos pelos toffees, transferiu-se para o gigante de Manchester e logo no seu jogo de estreia, assinou um hat-trick.

Apelidado como um dos grandes jogadores da sua geração – era, inclusivamente, apontado à bola de ouro –, pode-se dizer que Rooney não atingiu todo o potencial que lhe era reconhecido, apesar do excelente currículo que apresenta.

O jogador inglês, dadas todas as características que possui – excelente remate, visão de jogo apurada e um grande sentido tático –, acabou por se transformar numa espécie de “bombeiro” da equipa, expressão muito usada na gíria futebolística. Com uma grande capacidade de desempenhar várias funções do jogo com qualidade, Alex Ferguson aproveitou-se disso e transformou o jogador numa espécie de faz-tudo, afastando-o, progressivamente, da zona onde rendia mais – a de avançado.

O futebol ficou a perder e Rooney também. As características que evidenciava deixaram de se destacar e o inglês parece que baixou o nível ao longo dos anos. Todos os treinadores que teve utilizaram-no em várias posições e o capitão red devil nunca mais foi o homem mais avançado da equipa que era uma seta apontada à baliza contrária e que o levou a saltar para a ribalta do futebol.

Certo é, que apesar de todas estas condicionantes, Rooney conseguiu, mesmo assim, tornar-se no melhor marcador da história do Manchester United e uma lenda do clube. No entanto, ninguém me tira da cabeça – a mim e muitos amantes do desporto rei – que a carreira do mítico jogador inglês tem um sabor amargo. Um jogador que podia ter sido um dos três melhores jogadores do mundo, e com o passar dos anos, tornou-se “apenas” o jogador mais útil da equipa e que qualquer treinador gosta de ter.

Wayne Rooney já conseguiu um lugar na história do clube que representa, mas a questão que fica é a seguinte: até à data são 250 golos, mas se nunca tivesse sido desviado da sua posição original, quantos é que seriam?

Foto de capa: Reuters

Vitória FC 0-3 SC Braga: O Danoninho do Paulinho

Cabeçalho Futebol Nacional

Taça da Liga voltou em força lá pelos Algarves! A primeira meia-final – disputada pelo Braga e pelo Vitória de Setúbal – resultou na passagem dos arsenalistas à final da Taça CTT. Um jogo bem disputado, entre duas boas equipas, e que terminou com um resultado favorável aos Guerreiros por três bolas a zero. Desfecho algo exagerado, até pelo bom jogo que o Vitória de Setúbal realizou. Posto isto, sabemos que no próximo domingo o Braga tem jogo marcado, frente ao Benfica ou ao Moreirense, para se saber de vez quem vence a Taça CTT.

O jogo iniciava-se com um Braga repleto de alterações. Rosic e Artur Jorge na dupla de centrais, Baiano a preencher o corredor esquerdo defensivo, e Ricardo Horta como titular por troca com Wilson. No lado setubalense não foram tantas as alterações: destaque somente para Pedro Trigueira, na baliza, e Mikel, que apareceram a surpreender face às últimas partidas. A bola começava a girar no relvado e os jogadores de ambos os conjuntos mostravam a importância capital de vencer este encontro. Muita personalidade e entrega são, a meu ver, os termos mais correctos que definiram a partida. A dureza com que os lances eram disputados e a objectividade com que ganharam metros ao adversário eram explícitas para quem acompanhou todo o encontro. O jogo começou bastante dividido e com poucos lances de perigo. Até aos dez minutos, as faltas foram recorrentes e os apitos também. Na cobrança de um pontapé de canto, Pedro Santos tentou rematar à baliza do Setúbal. Venâncio estava com a mão no sítio errado, e foi assinalada grande penalidade. A meu ver, bem assinalada e o número vinte e três bracarense fez o que tinha a fazer. Golo do Braga aos doze minutos e os arsenalistas estavam na frente do marcador.

Paulinho esteve em evidência. Fonte: SC Braga
Paulinho esteve em evidência.
Fonte: SC Braga

O Setúbal quis reagir de forma rápida e esclarecida, tentando sobrecarregar a área braguista. Conseguiu fazê-lo, de várias formas e feitios, mas não foi suficiente. Já o Braga, tentava explorar o erro do adversário através de transições rápidas. Mas estas não foram tão frutíferas quanto se desejava. Numa jogada em que o atleta do Vitória, Nuno Santos, se isola frente a Matheus, aparece o tal carteiro a realizar um corte essencial. Paulinho comeu o Danoninho, cresceu um pouquinho e fez corte limpinho. Aquele «bocadinho assim» chegou para ser essencial. Excelente corte. Passou o perigo na defesa bracarense, que não esperava tamanho susto. Um outro caso maior do jogo ocorre por volta dos vinte minutos. Edinho desfere uma testada, a duzentos quilómetros por hora, com selo de golo. A confusão é tremenda e a bola parece tocar no braço de Artur Jorge. Um lance rápido e de análise difícil, mas a grande penalidade ficou por assinalar. Saíram prejudicados os sadinos, com alguma razão de queixa. Honestamente lhe digo a si, leitor, que com uma equipa de arbitragem de tal calibre não seria difícil que o jogo tivesse um ou outro caso. Bola para a frente, que os noventa continuam a contar. Pouco depois, o Braga organiza-se no meio campo ofensivo, com Batagllia a romper sempre que pode. Stoijilkovic tenta um golão. Sonhou bem, mas Venâncio estragou a sesta. Bola para fora; e o jogo estava na mesma.

Até ao final da primeira metade, Nuno Santos, Nuno Pinto e João Amaral – todos de bola parada – tentaram a sua sorte rematando à baliza de Matheus, através da cobrança de livres directos. Mas a bola não entrou, e continuávamos na mesma. Pedro Santos, do lado do Braga, tentou também fazer golo, mas Trigueira estava lá para o negar. O intervalo chegou, aos quarenta e quatro minutos e cinquenta e nove segundos, para olear as máquinas para a segunda parte. Xistra acusou aquele segundo final.

No segundo tempo o jogo foi bastante caricato. Carlos Xistra apitava sempre que podia. Ou era porque o Zé Manuel estava cheio de força, porque o Xeca não estava atento, porque o Nuno Pinto reclamava, ou porque o Paulinho não comia a sopa… «Mas o Paulinho não levou amarelo!» «Pois não! Porque depois lá comeu a sopa.» Tanto apito, que os adeptos já estavam fartos de pausas no jogo. Mas eu compreendo: Xistra ensaiou uma coreografia bonita, e queria apresentá-la ao público. Teve azar, porque as pessoas foram ao Algarve para ver futebol. Enfim: coisas da bola… Fora o espectáculo dado pela equipa de arbitragem, o jogo teve ainda alguns lances dignos de palavras. Nuno Pinto cometeu um disparate na defesa do Setúbal, e o Braga aproveitou para fazer o segundo. Rui Fonte assiste Stoijilkovic e este faz o dois zero. Está lá dentro. Aos setenta e três minutos, Santana – acabado de entrar – tenta reduzir para o Vitória, mas Matheus e o poste estavam lá para fechar a baliza. Em qual deles a bola embateu não sei, mas não entrou. Antes que o jogo terminasse, houve ainda tempo para o Braga ampliar a vantagem por intermédio de Rodrigo Pinho, que concluiu bem o cruzamento de Ricardo Horta. Três a zero foi o resultado final nesta meia-final da Taça da Liga. O Vitória de Setúbal volta para casa e o Braga permanece em terras algarvias até domingo. Falta agora decidir a outra partida entre águias e cónegos. Seja quem for a estar na final, que ganhe o Braga! Estamos lá!

Artigo revisto por: Mafalda Carraxis

Foto de capa: SC Braga

O que somos e o que querem fazer de nós

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Já vi muitos sportinguistas escreverem que não se pode ficar mais um ano sem ganhar nada (no futebol, porque felizmente em muitas outras modalidades estamos muito bem, obrigado). Porquê? A verdade é que pode bem acontecer. E acontecendo, isso muda a vossa cor clubística? Vão deixar de ser sportinguistas? Então claro que pode. Não gostaríamos, mas pode. E pode por várias razões que vou passar a referir de seguida, deixando sempre a ressalva que nenhuma anula a outra, ou seja, não é pelos árbitros nos prejudicarem que não jogamos mal, e não é por jogarmos mal que devemos aceitar que nos prejudiquem.

A equipa, depois de ir à Luz, deixou de acreditar que era possível ganhar fosse o que fosse. Não só pelo que se passou no jogo mas também pelo facto de ter a possibilidade de ficar em primeiro, e ter ficado a cinco pontos desse lugar. Isso acrescido ao facto de terem perdido o último campeonato da forma que o perderam, faz mossa na parte emocional e motivacional de um jogador. Estes deixaram de acreditar em si e na justiça da competição que tentavam ganhar.

Algo que também mexe com os jogadores são as notícias que vão saindo nos jornais sobre contratações, e no Sporting é quase regra alguns dos jogadores caírem de rendimento entre Dezembro e Janeiro. Este ano, para agravar a desmotivação dos jogadores, alguns agarraram-se à possibilidade de poderem sair deste futebol de mentira, podendo ir para outro parecido mas onde pelo menos possam ganhar infinitamente mais (ainda esta semana um disse que não queria voltar. Acho que foi para França). E muitas destas notícias, algumas vezes, querendo promover jogadores que têm o imperativo de serem vendidos, serve também para tentar vangloriar a gestão financeira de quem pouco percebe do assunto, uma vez que esses mesmos criaram passivos descomunais.

É a magia do futebol português, ou pelo menos é uma das regras dessa arte de entretenimento que tentam usar, distrair o público do verdadeiro truque com algo que desvie atenções. Outra arte que me parece assemelhar-se ao futebol português é o Wrestling. Alguns jogos bem o parecem, não pela brutalidade mas pela encenação. Equipas que contra o Sporting “comem” até a relva, contra outros pretendentes ao título jogam como se tivessem sido convidados para um “baile”. E que no fim, o que mais parece é ter sido isso mesmo.

Associação Académica de Coimbra: Cair, levantar e sonhar!

 

Cabeçalho Futebol Nacional

 

A Académica de Coimbra saiu de cabeça erguida dos quartos-de-final da Taça de Portugal, numa visita ao Estádio António Coimbra da Mota.

Nesta competição, que os estudantes chegaram inclusivamente a vencer por duas ocasiões – nas temporadas 1938/1939 e 2011/2012 –, o trajeto dos pupilos de Costinha iniciou-se com uma vitória previsível diante do modesto CD Gouveia. Em seguida, e protagonizando aquele que foi, possivelmente, o melhor espetáculo desta campanha,  eliminou – surpreendentemente, num encontro caseiro – a formação do Belenenses, orientada pelo recém-chegado Quim Machado, tendo usufruído de inúmeras oportunidades para ampliar um resultado que se fixou no 2-0.

Na quarta eliminatória, aquando da árdua deslocação a Santa Maria da Feira, a briosa apenas conseguiu triunfar e desfazer o nulo após as grandes penalidades. Já nos oitavos-de-final – numa partida em Coimbra, frente ao Penafiel, com o qual partilha a Ledman LigaPro –, Ernest Ohemeng apontou o tento glorioso que permitiu a chegada aos quartos-de-final.
Frente ao Estoril, que conseguiu carimbar o passaporte para as meias-finais, as capas pretas rumaram em massa ao reduto dos canarinhos e a equipa, galvanizada pelo notável apoio, disputou equilibradamente o jogo até ao momento em que Kléber, a cinco minutos dos 90, gelou as aspirações de prosseguirem na competição. Ainda assim, a prestação da Académica revelou-se extremamente positiva, resistindo, à semelhança do Sporting da Covilhã, numa prova rainha naturalmente dominada por clubes da Liga NOS.
No presente mercado de inverno a briosa perdeu algumas das suas peças-chave, como o talentoso Pedro Nuno – contratado pelo Benfica e posteriormente emprestado ao Tondela –, e o experimente Fernando Alexandre, transferido para o Moreirense. Para colmatar a lacuna existente no setor intermédio defensivo, Leandro Silva – que esteve ao serviço da Académica na temporada transata – foi novamente cedido pelo FC Porto, depois de um empréstimo pouco produtivo ao Paços de Ferreira.

Costinha conseguiu colocar a Académica nos quartos da Taça.
Costinha conseguiu colocar a Académica nos quartos da Taça.
Fonte: Associação Académica de Coimbra

Costinha nunca escondeu a sua ambição de reerguer o clube e colocar a Académica no patamar máximo do futebol profissional português já na próxima época. Porém, as saídas de elementos fundamentais, o elevado nível de competitividade característico do segundo escalão, o calendário extremamente preenchido e uma distância pontual considerável relativamente aos lugares de promoção (15 pontos para o Aves e 19 para o Portimonense) dificultam uma tarefa que, não sendo impossível, se avizinha, no mínimo, complicada.

 

Foto de Capa: Associação Académica de Coimbra

Artigo revisto por: Mafalda Carraxis