O Vitória recebeu o Benfica no Estádio D. Afonso Henriques para a última jornada da Taça CTT. Noite de inverno em Guimarães, ainda ssim, uma boa assistência.
Num momento em que nenhuma equipa dominava o jogo, nem criava grande perigo, Zungu fez uma falta desnecessária dentro da área sobre Rafa aos dez minutos de jogo. Pizzi é chamado ao dever e falha. Demérito do 21 do Benfica, que acaba por marcar uma grande penalidade muito denunciada, permitindo a fácil defesa do guarda-redes Vimaramense.
O tipo de jogo manteve-se, mas, aos 33 minutos o Benfica chegou ao golo por intermédio de Gonçalo Guedes. Depois de uma assistência de Nélson Semedo, o camisola 20 rematou potentemente para o fundo das redes de Miguel Silva. Apenas sete minutos depois, Gonçalo Guedes bisou, desta vez assistido por Carrillo. Quem diria que o Carrillo fazia destas coisas?
O jogo foi, logo de seguida, interrompido por arremesso de cadeiras por parte dos adeptos do Vitória, devido a gestos “provocatórios” de Nélson Semedo, que acabou por ver o amarelo. Os encarnados responderam com mais um ataque perigoso assim que a partida foi retomada.
As equipas recolheram ao balneário com o Benfica a vencer por duas bolas a zero e com um penálti falhado. À saída, Flávio Meireles, diretor desportivo e ex-jogador do Vitória de Guimarães, dirigiu-se, sem qualquer postura, a Nélson Semedo, levando a que os ânimos se exaltassem ainda mais. Como já tinha dito em artigos anteriores, cada um deveria limitar-se a desempenhar a sua função e deixar-se de circo e confusão.
O jogo recomeçou com o Benfica menos pressionante e com um Vitória sem argumentos para criar perigo à baliza encarnada. Toda a segunda parte se resumiu a um jogo apático sem situações de golo. As águias limitaram-se a gerir o seu jogo e os vimaramenses não tiveram qualidade suficiente para destabilizar os homens de Rui Vitórias. Aos 80 minutos deu-se a ovação da noite: Carrillo saíu para dar lugar ao tão adorado Jonas.
Foram, ainda, uns segundos 45 minutos marcados por muitas faltas e vários cartões amarelos. O jogo foi constantemente interrompido pelas ditas faltas desnecessárias, que quebraram o pouco ritmo existente no jogo.
No final dos 90’ saltam à vista os dois golos de Gonçalo Guedes e a facilidade do Benfica em gerir o seu resultado. Assim, as águias seguem para a Final Four da Taça da Liga e procuram o primeiro título de 2017 – porque, aqui, todas as competições são levadas a sério.
Nuno Espírito Santo decidiu, com a sua equipa técnica, dispensar Adrián Lopez, Evandro e Sérgio Oliveira do plantel do FC Porto, tendo-os colocado a treinar à margem do plantel. Referiu, quando foi sabida a dispensa, “O Adrián, o Evandro e o Sérgio deixaram de trabalhar por decisão comunicada, falada e entendida por parte dos jogadores. São bons profissionais e bons homens, que vão procurar seguir o curso normal das circunstâncias, as que forem melhores para eles. Têm um comportamento exemplar e são pessoas sérias”. Eram casos relativamente previsíveis devido à escassa utilização que os referidos atletas estavam a ter nesta primeira metade de época no Dragão e a colocação noutros clubes pode ser a melhor solução para o clube, que tendo os jogadores a jogar regularmente estará a valorizá-los e, quem sabe, a resgatá-los depois em melhor forma e com mais confiança (temos o exemplo recente de Otávio, que beneficiou do empréstimo em Guimarães para se cimentar nesta época no plantel portista).
Começando pelo caso de Adrián Lopez, o mais gritante e a revelar, passado três épocas, que foi um falhanço a sua contratação. Pinto da Costa, em recente entrevista, afirmou que “negócios como os de Adrián nunca mais faço” e esta frase surge na consequência do fraco desempenho desportivo do jogador com três treinadores diferentes, nunca se conseguindo afirmar e confirmar o alto valor pago pelo atleta. Esta época participou em nove jogos, totalizando 341 minutos e zero golos. Pouco, muito pouco para um jogador que custou qualquer coisa como 11 milhões de euros aos cofres portistas e a sua dispensa e, provavelmente, empréstimo fazem sentido para valorizar o jogador e para o clube conseguir tirar dividendos económicos do atleta.
Seguindo para Evandro, foi sempre um jogador muito consistente, utilizado sobretudo em jogos mais táticos e equilibrados devido à sua qualidade de passe e inteligência a jogar. Veio para o Dragão depois de duas épocas excelentes ao serviço do Estoril, sendo orientado por Marco Silva e, aí, obteve um lugar de destaque nos canarinhos mas, ao serviço dos azuis e brancos, nunca conseguiu impor o seu futebol e os números estão aí para reforçar esta ideia, participando em quatro jogos num total de 132 minutos de jogo. Um jogador calmo, silencioso mas que a sua falta de protagonismo pode ter prejudicado a sua carreira na cidade Invicta. Escassa utilização para um jogador que, na minha opinião, podia ter tido maior aproveitamento e mais oportunidades. Um empréstimo irá ser positivo para o jogador vir com mais confiança e cimentar a sua posição.
Dos três dispensados, Adrien López foi o que contabilizou mais minutos (Fonte: FC Porto)
Por último, Sérgio Oliveira. Produto dos escalões de formação do clube, iniciou o seu percurso na primeira equipa do FC Porto no longínquo ano de 2009 com 17 anos e quatro meses, na vitória por 4-0 para a Taça de Portugal, contribuindo com uma assistência para golo de Hulk com o Sertanense e, nesse jogo, declarou que “fico muito feliz por saber que o F. C. Porto está a fazer uma grande aposta em mim e tudo vou fazer para justificar a confiança que o clube deposita no meu trabalho“. Palavras fortes para um menino de 17 anos, acabado de cumprir o seu sonho de jogar no clube do seu coração tendo na altura ficado com uma cláusula de rescisão de 30 milhões de euros. Depois dessa estreia auspiciosa, seguiram-se sucessivos empréstimos como o Beira Mar, o Mechelen da Bélgica, regressa a Portugal para representar o Penafiel, e tem o último empréstimo em Paços de Ferreira durante duas épocas, onde foi uma figura de destaque da equipa, tendo ajudado o clube a cimentar a sua posição no panorama futebolístico nacional e jogado a Liga Europa pela equipa da Capital do Móvel. Regressado ao FC Porto, nunca foi aposta de Lopetegui mas com a vinda de José Peseiro fez uma segunda metade de época interessante tendo mais minutos de jogo e marcado três golos. Vai ser emprestado novamente para ter minutos nas pernas mas o clube tem de avaliar no final da época o que fazer com o atleta, visto ser outra vez emprestado depois de ter estado no plantel. Participou em dois jogos num total de 53 minutos.
Muito a resolver no plantel, com três excedentários a partirem (ao que tudo indica) e a estrutura a ter de resolver o futuro dos atletas de forma a não comprometer a construção do plantel para a próxima época. Apenas referir que é necessário reforçar algumas posições no plantel com um extremo, um ponta-de-lança e também um médio e promover o regresso de Ricardo Pereira no final da época porque pode ter um futuro ao mais alto nível no Dragão e não esquecer jovens como Diogo Queirós e Diogo Dalot que estão a protagonizar grandes épocas nos juniores portistas e começar a utilizar os jogadores na equipa B faz sentido para terem maior competitividade e serem mais testados (António Folha é agora o treinador da equipa B e conhece bem estes dois atletas).
Um futuro que tem de ser planeado ao pormenor para não haver mais erros de construção do plantel.
Algo que todo o sincero amante de desportos coletivos sabe é que quem leva uma carreira como guarda-redes tem, pelo menos, dois aspetos comuns: a coragem e a loucura… É, também, algo inquestionável para todos os seguidores e praticantes de andebol que a posição de guarda redes tem tido uma importância crescente nos resultados e na qualidade de jogo de qualquer equipa de andebol. Mas será que o treino e a preparação dos guarda-redes têm seguido essa evolução?
O guarda-redes é capaz de mudar o jogo e empolgar os colegas de equipa Fonte: T-Online
Infelizmente, na maioria dos casos, os guarda-redes estão privados das melhores condições para uma preparação especifica e contínua (apesar de, nos últimos anos, ter existido uma grande evolução a este nível). Não me refiro apenas a preparação física e “qualitativa”, refiro-me também a um acompanhamento e preparação psicológica. Para ser guarda-redes, na minha opinião, é necessário ter uma grande preparação psicológica para enfrentar as várias situações desfavoráveis que estes irão ter ao longo da sua carreira, como críticas por erros que não podem ser emendados, momentos decisivos em que é necessário manter a calma, alturas do jogo em que as coisas não estão a correr da melhor maneira e é necessário dar a volta por cima, entre muitas outras situações…
A verdade é que esta é uma posição muito solitária e das que mais críticas recebe quando alguma situação corre menos bem, portanto considero importantíssimo que seja dado um grande apoio psicológico a todos os guarda-redes, desde o inicio da sua carreira. Sendo isto feito, é provável que haja uma melhoria considerável, não só na qualidade, mas também no manter desta qualidade por mais tempo, não ocorrendo tantas oscilações entre bons e maus momentos.
Bernard Berisha foi indiscutivelmente, um dos jogadores mais interessantes a actuar na Liga Russa (Росгосстрах — Чемпионат России по футбол) durante a primeira metade da presente temporada. O extremo Kosovar chegou a Makhachkala, no Daguestão russo, em Janeiro de 2016, e foi um dos homens em maior destaque na formação, que até à paragem de Inverno, foi orientada pelo checo Pavel Vrba. O antigo selecionador da República Checa não foi o único a deixar o FC Anzhi, uma vez que o antigo dono do clube, o auto-denominado filantropo Suleyman Kerimov, também abandonou o cargo que tinha desde 2011, ano em que levou para Makhachkala jogadores de craveira internacional, como foram os casos de Roberto Carlos e Samuel Eto’o.
Longe vão os anos milionários do emblema do Daguestão, mas a chegada de um técnico conceituado como Pavel Vrba no Verão passado, fazia antever uma época tranquila para os Orly (Águias), mas a verdade, é que tal não está acontecer.
Bernard Berisha no dia em que assinou contrato com o FC Terek Fonte: 100Mercato
Alheio à instabilidade que tem rodeado a equipa desde o início da temporada, Bernard Berisha tem realizado uma época de alto nível contribuindo com um total de quatro golos (três na Liga Russa e um na Taça da Rússia) e duas assistências. O versátil extremo nascido em Péc, na ex-Jugoslávia, esteve em especial destaque nas partidas frente ao FC Zenit em Makhachkala, onde contribuiu com um golo no empate as duas bolas do FC Anzhi e no encontro diante do FC Arsenal Tula, também realizado no Daguestão, onde fez uma exibição absolutamente fantástica contribuindo com uma assistência para o golo do bielorrusso Ivan Maevskiy.
As exibições de alta qualidade fizeram com que Berisha se tornasse num dos jogadores mais cobiçados nesta longa paragem de Inverno do futebol russo. O FC Zenit de Mircea Lucescu e alguns emblemas da Serie A lideravam o grupo de potenciais interessados, mas foi o FC Terek Grozny, que com alguma surpresa, anunciou a meio da passada semana a aquisição do jogador. O emblema tchetcheno terá pago uma cifra a rondar os 2 milhões de euros ao FC Anzhi garantindo uma ligação contratual de três temporadas e meia com o internacional kosovar.
Esta temporada, o Sporting emprestou vários talentos oriundos da Academia de Alcochete, a clubes da Primeira Liga, que assim estão a crescer e a ganhar experiência no primeiro escalão do futebol português.
No Boavista ingressou o extremo Iuri Medeiros, depois de passagens onde foi preponderante pelo Moreirense e Arouca. O internacional sub-21 português, já fez esta temporada catorze jogos e marcou um golo, actuando nas três competições, Taça de Portugal, Taça da Liga e Liga NOS.
Em Moreira de Cónegos, brilham dois jovens leões, o médio Francisco Geraldes e o avançado Daniel Podence. Francisco Geraldes tem sido um dos indiscutíveis do onze do Moreirense, e um dos atletas que tem estado em grande plano, com dezassete partidas e dois golos. Daniel Podence tem sido também uma aposta, esta temporada já realizou catorze jogos e faturou por três vezes.
Depois de fazerem a pré-época com a equipa, os jovens tentam mostrar-se. Palhinha já conseguiu o regresso Fonte: Sporting CP
No Belenenses, outro histórico do futebol português, brilha o defesa-central, Domingos Duarte. O jovem de vinte e um anos tem sido titular indiscutível, ao serviço dos azuis do Restelo, dando o seu contributo à equipa por dezassete ocasiões e apontando um golo. João Palhinha é mais um destes casos de sucesso, que regressa agora ao Sporting para integrar o plantel principal. Na época passada foi preponderante no Moreirense e no seu objetivo que era a luta pela manutenção. Na sua primeira temporada, na Primeira Liga, realizou vinte e nove jogos com a camisola da equipa de Moreira de Cónegos. Esta temporada, voltou a ser emprestado novamente a um clube do primeiro escalão do futebol português, o Belenenses. Nos azuis do Restelo, João Palhinha voltou a impressionar, demonstrando toda a sua qualidade. Em apenas meia época, realizou dezoito partidas, nas três competições – campeonato, Taça de Portugal e Taça da Liga – e marcou um golo.
Este período de crescimento destes jovens jogadores, tendo a oportunidade de jogar mais minutos em equipas da Liga NOS, é preponderante. Recorde-se os exemplos de Ruben Semedo e João Mário, que estiveram por empréstimo no Vitória de Setúbal. Assim, casos como Semedo, João Mário e Palhinha, podem acontecer com outros jovens talentos. A experiência de integrar uma equipa da Liga NOS e ter a possibilidade de jogar mais minutos, é importante na afirmação e no crescimento destes jovens. Na Primeira Liga adquirem experiência competitiva e que faz com que regressem mais fortes ao Sporting e possam afirmar-se no futebol português. Vale a pena prestar atenção a estes atletas que já brilham na Primeira Liga.
Janeiro chegou e muitos jogadores voltam a surgir no mercado disponíveis a custo 0. Num ano em que várias estrelas mundiais estão já disponíveis para serem contratadas, no Sport Lisboa e Benfica a situação não é diferente. Num lote de 4 jogadores em final de contrato, apenas 1 é um caso de empréstimo enquanto que os outros 3 estão mesmo contratualmente ligados aos encarnados.
Falando primeiro do empréstimo, Danilo é o único jogador que chegou ao SL Benfica no mercado de verão por empréstimo. Depois de uma época ao serviço do Valência, o médio brasileiro não encontrou muito sucesso no clube da luz e poucos são os minutos somados com o símbolo da águia ao peito. Com um valor no mercado superior a 20 milhões de Euros e com um elevado número de médios no Benfica, dificilmente continuará no clube da luz após o próximo mês de junho. Posto isto e analisando as últimas escolhas de Rui Vitória, Danilo fará parte da equipa mais nas competições secundárias. Vendo a necessidade de jogar e percebendo que não deverá ficar na luz, o internacional brasileiro deverá ser vendido pelo Sporting de Braga ou emprestado a outro clube.
Uma referência no balneário Fonte: Facebook Oficial de Luisão
Além deste empréstimo, o próximo conjunto de jogadores são já uns “trintões” que muito deram ao clube. Falo assim do capitão Luisão, do campeão Europeu Eliseu e do terceiro guarda-redes, Paulo Lopes. Luisão é já mobília da casa e conta com um currículo de jogos exemplar. Chegou ao clube da luz em 2004 e desde então nunca mais saiu. Com 5 campeonatos conquistados, presença em duas finais europeias e um estatuto de capitão sempre que joga, Luisão parece estar mesmo a chegar ao final da “corrida”. A sua já avançada idade, 35 anos, a sua reconhecida quebra física e um conjunto de 3 defesas centrais de categoria, fazem prever que Luisão já não seja uma opção para ser titular indiscutível. Analisando os jogos do internacional brasileiro, o número 4 das águias perdeu muita rapidez na leitura e reação dos lances de perigo, colocando muitas vezes a defesa dos encarnados em inferioridade numérica. “Vendido” pelos jornais mercado após mercado, o jogador de quase 2 metros deverá arrumar as botas este ano e segundo Luís Filipe Vieira, deverá após o fim da carreira ganhar um estatuto na direção no Benfica. Caso o contrato seja renovado, Luisão é sem dúvida um elemento importantíssimo no balneário da equipa encarnada passando a raça, querer e ambição para os mais novos.
Não, o país não parou para ver a gala de atribuição dos prémios FIFA. Mas quase.
35 anos depois da Bola de Ouro de Eusébio e 13 anos volvidos da injustiça cometida sobre Futre, estávamos na iminência de pode encher os pulmões gritar ao mundo que tínhamos o melhor jogador da bola!
E não, não era porque alguém numa tasca o tinha dito, teríamos a legitimidade de uma (na altura) respeitável e séria instiuição que mandava em todos os jogadores e equipas. A França era campeã da Europa? Nós teríamos o melhor jogador… do universo!
Mas não aconteceu. Figo foi ultrapassado por Zidane na votação. A coroação do português chegaria 10 dias depois, com a Bola de Ouro, título ao qual se juntaria, 1 ano mais tarde, o tal prémio que o nosso número 7 devia ter vencido no primeiro 11 de Dezembro do milénio.
9 de Janeiro de 2017
Não, o país não parou para ver a gala de atribuição dos prémios FIFA. Nem pouco mais ou menos.
Sim, ganhámos o Europeu, e tínhamos treinador (não ganhou) e jogador nomeados para melhores do mundo, mas já estamos habituados a ter o melhor do mundo a jogar à bola que nos passa ao lado. Ou é ele ou é o “pequenito” a ganhar. Se for o “nosso”, melhor. Mas são muito poucas as vidas que ficam suspensas para ver ser cumprida uma mera formalidade.
Ao longo dos últimos anos (com este, são três trifunfos em 4 anos), fomos mimados pelos feitos de um homem sempre com o depósito cheio de capacidade de trabalho, que vê na adversidade uma oportunidade de vitória e que ridiculariza a palavra “inatingível”. Um espírito que torna mais fácil (ou menos difícil) conquistas inéditas como a do Europeu de Selecções.
Depois da Bola de Ouro, Cristiano Ronaldo é o melhor jogador do mundo para a FIFA. E novidades?
O FC Porto atrasou-se na luta pelo título com o empate cedido na Mata Real. Os Dragões viram os encarnados reforçarem a liderança do campeonato para seis pontos e, apesar de nada estar perdido por esta altura, as contas ficam mais complicadas.
É verdade que a equipa comandada por Nuno Espírito Santo tem razões para estar descontente com algumas arbitragens na presente época. Mas, na minha opinião, o que é ainda mais verdade é que os Dragões são uma equipa muito inconsistente e o campeão decide-se com base na consistência e qualidade de jogo apresentada durante uma competição. Para além desta inconsistência, é mais do que legítimo afirmar que o planeamento desportivo no início da temporada roçou o nível de desastre e esta a ganhar figura nos resultados que a equipa de futebol apresenta.
Em primeiro lugar, destaco a falta de alternativas a André Silva. O jovem avançado português tem estado muito bem nesta primeira época como titular indiscutível de dragão ao peito. Infelizmente, talvez fruto da tenra idade, o ponta de lança apresenta alguma inconsistência no que toca a marcar golos fáceis de concretizar e a decidir jogos. A verdade é que não se pode pedir muito mais a André Silva. Muito menos se pode pedir alguma coisa a Rui Pedro que é ainda mais jovem e não está preparado para pegar de estaca na equipa principal dos Dragões. Depoitre foi claramente um erro de casting que se está a pagar caro. Afinal de contas, a equipa líder do campeonato conta com três avançados como: Jonas, Mitroglou e Jimenez (um avançado que custou 20 milhões e que é a alternativa aos primeiros dois).
Feita esta análise, torna-se óbvio de perceber que o planeamento desportivo e a proposta ofensiva feita para atacar o título, parece-me má tendo em conta as soluções dos rivais e a idade de André Silva. Pedia-se um avançado experiente e que não fosse um erro de casting como Depoitre. O avançado belga ainda custou cerca de 6 milhões aos cofres azuis e brancos e não está a render nem metade desse preço.
Diogo Jota também não tem o faro goleador que a equipa necessita Fonte: FC Porto
Continuando a abordar as soluções no sector ofensivo, os erros não acabam por aqui. É incompreensível perceber que nesta altura, uma das escolhas que a equipa fez para mudar o rumo de jogo na Mata Real recaíram em Silvestre Varela. Claramente, o FC Porto ainda sofre com algumas das escolhas de Lopetegui (nomeadamente a dispensa de Ricardo Quaresma) e com os erros que a direção tem cometido. Os Dragões vão ficar sem Brahimi durante cerca de um mês e Corona não se tem mostrado com a regularidade necessária e que se pedia nesta altura da época. Varela está longe de ser o jogador influente de outrora e Otávio está a regressar de lesão. A única esperança e dúvida prende-se em Kelvin. Será que o jogador brasileiro vem do Brasileirão mais maduro e com outra capacidade para ser influente? É esperar para ver.
Custa-me estar a entregar de bandeja o campeonato ao SL Benfica mas parece-me irrealista o sonho de ver os Aliados de azul e branco este ano. A arbitragem que afastou o FC Porto da Taça de Portugal, o péssimo planeamento para a Taça da Liga (a arbitragem também não desculpa a eliminação precoce desta competição) e os seis pontos de vantagem para os maiores rivais reduzem-me as esperanças para o que resta desta época. Já para não falar da Liga dos Campeões. Percebo que no futebol são onze contra onze, mas se percebermos a qualidade que a equipa de Turim (que é penta campeã italiana) apresenta, é difícil prever um desfecho feliz desta eliminatória.
Novak Djokovic, Grigor Dimitrov e Roberto Bautista Agut são os primeiros vencedores do ano de 2017. Doha, Chennai e Brisbane foram palco de uma primeira semana onde o espetáculo foi uma constante.
Djokovic soube sobreviver para depois vencer
Novak Djokovic, que inicia 2017 na segunda posição da hierarquia mundial, teve de suar bastante para renovar o título no Qatar ExxonMobil Open. O sérvio teve um caminho relativamente tranquilo até às meias-finais. Contudo, um Fernando Verdasco bastante inspirado haveria de colocar o sérvio em grandes dificuldades. Djokovic chegou mesmo a salvar cinco match points.
Na final mais aguarda desta primeira semana de competição do circuito ATP, o número um mundial, Andy Murray, tentava dar continuidade ao extraordinário final de temporada que realizou em 2016. Por outro lado, Djokovic queria por fim ao jejum de títulos que durava desde julho do ano passado – o último título do sérvio foi no masters 1000 de Montreal.
Fonte: ATP
Numa final com um nível bastante elevado, sobretudo se tivermos em conta que ainda estamos no início da temporada, Djokovic entrou melhor e, com toda a justiça, conquistaria o primeiro set por 6-4. No segundo parcial, a historia esteve perto de se repetir: o sérvio servia a 6-3 e 5-4 para fechar o encontro e chegou mesmo a estar a apenas um ponto da vitória. Todavia, Murray mostrou por que razão é número um mundial e assinaria três jogos consecutivos, fechando, desta forma, o segundo set por 7-5.
Na terceira e decisiva e partida, o sérvio apareceu algo desgastado fisicamente e tudo parecia indicar que Murray iria conquistar, pela terceira vez na sua carreira, o torneio de Doha – o escocês havia triunfado em Doha no ano de 2008 e 2009. No entanto, e quando o marcador estava em 3-2 desfavorável a Djokovic, Murray desperdiçou a oportunidade de quebrar o serviço do sérvio. No ténis, como no futebol, quem não marca, sofre. Logo no jogo seguinte, Djokovic haveria de conseguir fazer o break, que se viria a mostrar decisivo para o triunfo do sérvio.
No final do encontro, ambos os jogadores mostraram-se bastante satisfeitos com as suas prestações. O número dois mundial chegou mesmo a afirmar que “foi o melhor cenário que poderia imaginar para o começo de temporada.” No que a Murray diz respeito, considerou que foi um grande teste e que, apesar não ter ganho, apresentou um nível bastante bom.
Estes próximos meses em Alvalade não se avizinham nada fáceis! É uma equipa de futebol que precisa urgentemente de resultados e que tem, neste momento, o seu treinador e jogadores a andar na corda bamba.
É uma arbitragem que anda a ser contestada quer pelo clube, quer no panorama nacional e que tem cometido erros rídiculos em vários campos (mas não é aqui que me quero concentrar nesta “crónica”). E por fim, nas eleições que estão para chegar, com já três candidatos na corrida. Sim, porque estas eleições também serão um dos motivos da “navegação em águas turbulentas”
Bruno de Carvalho tem agora a sua “primeira” prova de fogo e se está ou não para durar no Sporting Clube de Portugal. Ao final de quase quatro anos de presidência do clube verde-e-branco, Bruno de Carvalho tem, pela primeira vez, sido confrontado com a sua gestão. É verdade que cometeu muitos erros na presidência dos leões, mas sinceramente, o balanço da sua gestão vai além do meramente positivo. Resgatou um clube do inferno e ajudou na conquista de vinte e oito títulos desportivos (em várias modalidades) para o Museu dos leões.