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Chegaram os primeiros deslizes do ano

Cabeçalho modalidadesO ano de 2017 chegou recheado de surpresas para o esqui alpino. Apesar dos fortes ventos que se sentiam, a primeira prova deste novo ano realizou-se esta semana em Zagreb e veio mudar o rumo dos acontecimentos, na disciplina de Slalom.

Partiam como grandes favoritos à vitória desta prova o vencedor das duas provas de slalom que disputou- Henrik Kristoffersen – e o atual primeiro lugar da disciplina de esqui curto – Marcel Hirscher -, sabendo-se que Alexis Pinturault teria sempre uma palavra a dizer no desfecho da prova. Mas, na primeira manga, foi Julien Lizeroux quem começou por se destacar, realizando a descida com um tempo de 58.18 segundos, que lhe permitiria começar a segunda manga com o estatuto de “líder”. Marcel Hirscher, com um primeiro tempo bastante consistente, ficava, no fim daquela manga, em segundo lugar, logo à frente do italiano Manfred Moelgg. Henrik Kristoffersen fechava o top 5 e Felix Neureuther surgia imediatamente atrás.

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Fonte: Felix Neureuther

Nada parecia surpreender muito, mas a abrir a segunda manga, Alexis Pinturault, devido a um erro gravíssimo de trajetória logo no início da descida, não conseguiu terminar a manga, ficando fora da corrida. Também Hirscher desiludiu (e muito!), desta feita com um erro na parte mais inclinada da vertente, terminando num desapontante sexto lugar. Estavam assim criadas condições para uma vitória fácil do norueguês Kristoffersen mas, o “génio” de Moelgg apareceu, realizando uma segunda manga tecnicamente irrepreensível, que o levou ao primeiro lugar. Também Neureuther surgiu em grande nível e conseguiu garantir o segundo lugar, fazendo-nos lembrar a sua grande forma na temporada passada. Já o norueguês não foi além do terceiro lugar e não conseguiu aproveitar o deslize de Hirscher para o ultrapassar.

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Fonte: Henrik Kristoffersen

Desta forma, o atual líder desta disciplina de esqui vê-se cada vez mais pressionado e está obrigado a atingir um terceiro lugar já este domingo, na prova de slalom a realizar em território suíço. Será Henrik Kristoffersen capaz de alcançar Marcel Hirscher?

Foto de capa: Manfred Moelgg

Artigo revisto por: Francisca Carvalho

Os leões fazem o Sporting Clube de Portugal

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O artigo que escrevo hoje baseia-se acima de tudo na experiência que vivi nas ultimas três semanas. Não se vai centrar tanto no futebol como jogo e em todas as suas variáveis mas sim no que o alimenta. Os adeptos, os sócios, os apoiantes e suporte dos clubes e das equipas de futebol.

Para começar vou-vos fazer entender a minha situação. Estou emigrado e, como é óbvio, não me é muito acessível assistir pessoalmente à grande maioria das partidas do Sporting Clube de Portugal. Estive portanto nas ultimas três semanas de férias e assisti durante este período a três partidas do Sporting.

Não posso elogiar o futebol da equipa, nem mesmo eventualmente a atitude que a equipa teve nos jogos em que estive presente. Fomos derrotados pelo Braga em casa, ganhámos ao Belenenses no último minuto no Estádio do Restelo e levámos de vencida uma humilde equipa do Varzim, em Alvalade, num jogo a contar para a Taça da Liga.

Mas existe algo que não pode passar despercebido… Algo que não se pode ignorar… O apoio incrível e incondicional que os sócios, os adeptos ou as claques dão sempre ao Sporting, à sua equipa, ao seu treinador ou ao seu presidente. O que vi nos três jogos em que estive presente foi um acreditar inexcedível, um crer inigualável e um calor humano ao nível dos melhores do Mundo.

FC Paços de Ferreira 0-0 FC Porto: Dragões não se dão com a baliza

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Voltaram os problemas na hora de transformar em golo as oportunidades criadas. O FC Porto deixou Paços de Ferreira mais longe do primeiro lugar, não podendo, desta vez, atribuir à arbitragem a culpa por mais um resultado negativo. 

Início intermitente dos dragões, que desde cedo manifestaram a vontade em assumir as despesas da partida, como, de resto, não poderia deixar de ser. Primeiro Jota, isolado por André Silva, não conseguiu bater Defendi, e depois o próprio André Silva, à boca da baliza, não deu o seguimento que se exigia a um cruzamento de Herrera.

Duas oportunidades de golo soberanas na primeira dezena de minutos deixavam antever que os problemas na finalização viriam a persistir. O Paços, por sua vez, encontrou no contra-ataque uma via alternativa para colocar em sentido a defensiva contrária, chegando, inclusive, a reclamar, com razão, uma grande penalidade por mão de Alex Telles. À parte isso, os golos teimavam em não aparecer para os azuis e brancos, depois de nova investida. Óliver recupera a bola e serve Corona, que, depois de rematar contra os defensores pacenses, viu o seu colega espanhol permitir uma enorme defesa ao guardião da equipa da casa.

De seguida, novamente Jota, a aparecer nas costas da defensiva contrária, servido por Herrera, a esbarrar mais uma vez no ‘goleiro’ dos castores. Os minutos iam passando, os nervos acentuavam-se, e com isto chegava o intervalo, sem que os dragões conseguissem expressar no resultado a superioridade evidenciada em campo. Ainda que sem uma exibição brilhante, o FC Porto justificava um resultado diferente, à saída para as cabines.

Fonte: FC Porto
Fonte: FC Porto

No regresso, um Paços mais atrevido quase fazia mossa; contudo, o cabeceamento de Welthon saiu ao lado. Mesmo em falta, estava dado o aviso. A palestra de Vasco Seabra teve, de alguma forma, o condão de despertar os pacenses para um atrevimento ofensivo que não se lhes tinha visto até então. Já o FC Porto mantinha a tendência de falta de clarividência ofensiva, aliada a uma displicência gritante na hora de finalizar as oportunidades criadas. André Silva voltou a desperdiçar um belo passe de Jota, novamente com Defendi a vestir a pele de herói. Logo de seguida foi Rúben Neves a ver as suas intenções serem negadas pelo guardião brasileiro.

Não estava fácil a vida para o FC Porto, e Nuno decidiu lançar Rui Pedro em detrimento de Diogo Jota. O coração começou a falar mais alto do que a cabeça e o resto da história é uma inevitabilidade: golos e mais golos falhados de uma forma absolutamente inacreditável. O problema da finalização parece ter voltado e, assim, não há candidato ao título que resista.

Foto de Capa: FC Porto

Vitória SC 0-2 SL Benfica: À conquista da Cidade-Berço

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O Benfica foi a Guimarães vencer o Vitória por duas bolas a zero, contando com o regresso de Jonas à titularidade no campeonato português.

Esperava-se um jogo difícil de antemão, mas com Jonas o jogo é outro.

A formação vitoriana ainda conseguiu entrar bem no jogo. Fez pressão alta e conseguiu atacar a baliza defendida por Ederson, contando também com uma boa resposta dos tricampeões portugueses. O primeiro quarto de hora foi bastante dividido que embelezou e entusiasmou um pouco a partida. O Vitória não fazia questão de facilitar o jogo para o Benfica. Aos 17 minutos, Rui Vitória, que se apresentava a uma casa onde já fora feliz, teve um contra-tempo: Fejsa lesionou-se e teve de ser substituído cedo na partida. Samaris ocupou o seu lugar.

Contudo, o ‘efeito Jonas’ inverteu tudo. O posicionamento, a qualidade de jogo com e sem bola do jogador brasileiro abria hipóteses de ataque ao clube da Luz até que, a fechar os primeiros 20 minutos, após uma grande arrancada de Sálvio, o suspeito do costume, Jonas, encostou para o primeiro golo aliviado dos encarnados.

O jogo perdeu um pouco de intensidade, embora o Guimarães não tenha decidido dar o jogo como perdido e continuado a insistir na igualdade. O Benfica mantinha a posse de bola e jogava com qualidade, com grandes arrancadas e passes rápidos para transições ofensivas de elevada velocidade que prometiam levar perigo à baliza dos vitorianos.

Antes do intervalo, Mitroglou, que minutos antes mostrava dotes técnicos acentuados, marcava o segundo golo que fechava as contas da partida da penúltima jornada da primeira volta da liga portuguesa.

O intervalo chegava e o Benfica seguia confortável para a segunda parte.

Na segunda metade, o jogo manteve-se bastante disputado com o Guimarães ainda a tentar mostrar que tinha uma palavra a dizer. Vários remates de perigo surgiam de longe, de fora da área, contudo sempre sem sucesso e a acabar fora das quatro linhas, ora por má pontaria, ora por defesa do guarda redes do Benfica.

O Benfica continuou a fazer o seu estilo de jogo que se mostra cada vez mais bem ensaiado e fluído nos pés dos jogadores do clube lisboeta. Uma equipa que sabe jogar com e sem bola, com operações ofensivas rápidas, eficazes e letais, bem como contra-ataques imediatos e vertiginosos que levam perigo escrito na ponta.

O veterano Jonas saiu para dar lugar ao jovem André Horta e a política de jogo do Benfica mudou, perdendo de certa forma um pouco de força ofensiva, ao retirar um atacante e colocar em jogo um médio.

Mais tarde no jogo, Zivkovic também entrou, desta feita para o lugar de Sálvio que fez um excelente jogo.

O apito final assinalou o fim do jogo no Estádio D. Afonso Henriques. Vitória para o Benfica que consegue três pontos muito importantes, num estádio onde nunca é fácil ganhar.

Foto de Capa: SL Benfica

SC Covilhã 1-1 SC Freamunde: Pouco futebol num dia ensolarado de Inverno

Cabeçalho Futebol NacionalNuma tarde bonita, mas fria, no Santos Pinto da Covilhã, jogou-se o último jogo da primeira volta da segunda liga. Em campo esteve o Sporting da Covilhã, décimo segundo classificado, e o aflito Freamunde, vigésimo na tabela classificativa. A equipa do norte do país necessitava da vitória para abandonar a linha água e subir a um lugar mais cimeiro na classificação.

A partida iniciou-se com os serranos a procurarem ter a bola na sua posse, mas a primeira grande oportunidade de golo surgiu por parte dos visitantes. Após o primeiro quarto de hora, Ivan Perez, após um contra-ataque perigoso, fez um remate perigoso que passou perto da baliza dos da casa. O Covilhã trabalhava bem a bola, mas não conseguia criar lances de golo muito por causa da excelente organização defensiva que o Freamunde apresentou. Uma linha bastante alta, que muitas das vezes deixava Harramiz ou Chaby em fora-de-jogo. Já na meia-hora, os capões voltaram a chegar perto do golo através de um remate portentoso de Luís Pimenta que culminou numa magnifica defesa de Igor Rodrigues para canto. Contudo, de cima do intervalo surge o golo da equipa beirã. Após desmarcação de Chaby para Harramiz, que fintou o guarda-redes e rematou para corte da defensiva em cima da linha, Pintassilgo aproveita a bola perdida à entrada da área para rematar para o fundo das redes da baliza de Marco.

Chaby foi novamente um dos destaques no ataque dos serranos (Fonte: SC Covilhã)
Chaby foi novamente um dos destaques no ataque dos serranos (Fonte: SC Covilhã)

Já no segundo tempo, jogou-se um futebol mais desengraçado do que o habitual. Muito nervosismo em ambas as equipas resultou num jogo mais físico e competitivo entre jogadores. O jogo teve bastantes paragens e alguns lances duros que deveriam ter sido melhor julgados, ficando algumas cartolinas por mostrar. O Covilhã em vantagem deixou-se adormecer, e viu um Freamunde a ter cada vez mais bola. A linha defensiva dos leões da serra estava cada vez mais descida, e a dez minutos do fim sofreu mesmo o golo do empate. Lançamento longo de linha lateral para a área serrana, corte mal-executado para a entrada de área e remate de Jorge sem qualquer hipótese para o guardião do SCC. A equipa nortenha chegava com justiça ao golo, após as oportunidades que teve ao longo da partida. Até final do encontro registou-se um jogo muito aberto, muito atabalhoado e sem qualidade, com uma oportunidade para cada lado já no tempo de compensação.
Assistiu-se a um jogo fraco, e sem interesse na cidade neve. Apesar do céu limpo e do sol que se fez sentir, esperava-se uma maior adesão dos adeptos às bancadas do Santos Pinto.  Com este empate pouco ou nada se irá alterar na tabela classificativa para estas duas equipas.

CAN 2017: A história da magia do futebol africano

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Cabeçalho Futebol InternacionalA Taça das Nações Africanas, mais comumente conhecida pela sigla CAN, é a principal competição futebolística disputada no continente africano, cuja organização da prova pertence à Confederação Africana de Futebol (CAF). É um torneio disputado dentro dos mesmos moldes dos restantes torneios internacionais de seleções: realiza-se de dois em dois anos entre os meses de janeiro e fevereiro e é composto por 16 seleções que são divididas em quatro grupos de 4 equipas cada, sendo que os dois primeiros classificados de cada grupo passam à ronda a eliminar.

Atualmente, o CAN vai para a sua 31.ª edição, sendo que a primeira edição realizou-se no ano de 1957 com a seleção do Egito a vencer o troféu. As suas duas primeiras edições, 1957 e 1959, tiveram a particularidade de terem sido disputadas somente por três países – Egito, Etiópia e Sudão, embora essa situação tenha sido rapidamente alterada, uma vez que, nas seguintes edições, o número de participantes cresceu exponencialmente, devido ao enorme interesse demonstrado por outros países em querer jogar nesta competição, até que em 1998, a CAF tenha decidido alargar para 16 o número de vagas nas fases finais do CAN, número esse que se tem mantido até às edições mais recentes.

Este torneio já foi disputado em vários cantos do continente-berço da Humanidade, desde da Costa do Marfim até aos Camarões, passando por Marrocos e África do Sul, e até mesmo por Angola – edição de 2010, disputada pela primeira vez na história da competição num país de língua oficial portuguesa. A edição deste ano decorrerá no Gabão, país que acolhe este torneio pela segunda vez em cinco anos, dado que organizou a edição de 2012, conjuntamente com a Guiné Equatorial.

Yaya Touré, Gervinho e companhia venceram a última edição da CAN Fonte: ESPN
Yaya Touré, Gervinho e companhia venceram a última edição da CAN
Fonte: ESPN

Falando dos anteriores vencedores, é possível identificar o Egito como a nação dominante da prova, pois, além de ter sido o 1.º campeão africano em título, já conseguiu alcançar o ambicionado troféu por mais seis vezes, o que faz de si o país com mais CAN´s conquistados (7 no total). Além do Egito, já foram consagradas como a “Equipa Mais Forte de África” outras 14 seleções: Argélia, Nigéria, Etiópia, República Democrática do Congo, Sudão e Costa da Marfim, atual detentora do título.

Desde a sua primeira edição até aos dias de hoje, já tiveram a oportunidade de participar neste magnífico torneio jogadores conhecidos aos olhos do público europeu e que, de certa forma, abrilhantaram a principal competição de seleções de África, como por exemplo o camaronês Samuel Eto’o, o costa-marfinense Yaya Touré, o nigeriano Obafemi Martins, o ganês Michael Essien, entre outros. Através da participação destes jogadores tão mediáticos neste torneio, o CAN acaba por ter um considerável motivo de interesse para ser seguido de perto por todos os adeptos do Desporto Rei, tanto pelos que habitam no continente africano como pelos que fora dele vivem.

Por último, é necessário destacar o papel dos adeptos africanos para o sucesso do CAN, visto que são eles que, através da sua energia contagiante e vontade em querer apoiar a sua respetiva seleção desde o primeiro até ao último minuto da partida, conseguem fazer uma enorme festa e ruído, seja somente com voz humana ou com o apoio das famosas vuvuzelas, tornando cada jogo disputado do torneio mais animado e frenético. Por isso mesmo, eu denomino o CAN como a Magia do Futebol Africano, porque trata-se duma junção entre a qualidade futebolística dos jogadores de cada seleção e a aptidão do povo africano em querer contribuir para o êxito do torneio, por meio da enorme festa que faz em cada encontro!

Foto de capa: Supersport.com

“É preciso dar lugar aos mais novos”, ou não…

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A frase é da autoria de Luisão. Foi repetida vezes sem conta nas diferentes pré-temporadas que o Benfica teve na última década. Os motivos variavam de época para época. Por um lado, a frase representava uma certa humildade por saber que o peso da idade atinge um jogador – Luisão nunca foi um jogador rápido -; por outro lado, as mesmas frases, escondiam uma estratégia de comunicação, assente em expectativas por ganhar mais (no Benfica ou noutro clube).

Eis que, chegando a Janeiro de 2017, Luisão…é titular no Benfica. Lindelof, dizem os passarinhos do mundo futebolístico, está de partida para Inglaterra. E há dois miúdos na equipa B (Kalaica e Rúben Dias) a piscarem o olho ao treinador. Para Rui vitória, é mesmo uma questão central.

Muitos apontaram que o crescimento do Benfica a partir de Dezembro teve (também) a ver com a ausência de Luisão. O Benfica de Rui Vitória, primeiro com Lisandro, e depois com Lindelof, passou a jogar com uma linha defensiva mais alta, permitindo uma coesão defensiva mais efectiva. A presença de um central como Luisão na equipa permitia, à altura, que o colectivo tivesse liderança e personalidade – Luisão é um capitão como poucos na Europa do futebol -, mas perdesse metros que eram, e são, fundamentais para a estabilidade táctica de uma equipa (grande).

Luisão é o líder do balneário do SL Benfica Fonte: SL Benfica
Luisão é o líder do balneário do SL Benfica
Fonte: SL Benfica

Lisandro, Jardel e Lindelof, principalmente o último, permitem que a equipa tenha mais velocidade no sector defensivo. E a posição da linha defensiva é importante para que a equipa…ataque bem. A dupla Lindelof-Jardel, na época passada, assumiu a titularidade e a equipa ganhou consistência, aliado ao contributo de Pizzi e Renato Sanches. Luisão já regressou tarde.

Nesta temporada, Rui Vitória tem apostado maioritariamente na dupla Luisão-Lindelof. Tentar, porventura, juntar experiência e irreverência, imponência e velocidade. Lisandro, de uma forma inexplicável, tem aparecido (marcando muitos golos) e desaparecido de uma forma quase instantânea e, agora que a venda de Lindelof é uma possibilidade forte, o regresso de Jardel saúda-se. Será tempo de dar lugar aos mais novos – sempre com a equipa B à espreita -…ou não?

Foto de capa: SL Benfica

Arbitragens e culpas próprias

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fc porto cabeçalhoEsta semana, o FC Porto foi eliminado da Taça da Liga e, com isso, a restante época portista fica resumida ao Campeonato Nacional e Liga dos Campeões.

Qual o maior responsável pelas as eliminações quer da Taça de Portugal quer da Taça da Liga? As arbitragens ou exibições menos conseguidas pela equipa? Na minha opinião, é uma mistura das duas. Um clube, uma equipa diretiva, uma equipa técnica, tem de ter uma análise mais fria, tem que analisar onde se pode melhorar, e penso que isso tem sido feito. Mas isso não invalida a avaliação que se pode, e deve, fazer sobre a qualidade das arbitragens e a influência das mesmas do decorrer das competições.

A equipa do FC Porto é jovem, está em construção, o treinador está na sua primeira época no clube e, como é evidente, as oscilações exibicionais são normais, e quando as exibições são menos positivas, as arbitragens por norma não têm sido felizes. Quando uma equipa, em jogos cirúrgicos, é claramente prejudicada e, com isso, fica eliminada de competições (como foi o caso da Taça de Portugal), o processo de crescimento e de sedimentação da equipa é atrasado e o caminho para o sucesso fica mais longo.

Nuno Espírito Santo tem merecido a confiança dos portistas (Fonte: FC Porto)
Nuno Espírito Santo tem merecido a confiança dos portistas
Fonte: FC Porto

Mas as arbitragens não podem ser a resposta para todos os males. Eu sou, e muitas vezes em contra ciclo, um defensor de NES. Penso que o seu trabalho tem sido positivo, vejo qualidade no trabalho realizado, vejo uma ideia de jogo, vejo desenvolvimento individual e coletivo. Mas a gestão feita na Taça da Liga, na minha opinião, não foi muito feliz. Depois da eliminação da Taça de Portugal, a Taça da Liga tinha de ser vista como uma competição fulcral para o FC Porto. Em primeiro lugar, é uma competição que o clube nunca ganhou, depois, poderia ser um tónico em termos emocionais importante. O FC Porto tinha de chegar à última jornada com seis pontos. Não sou muito favorável a grandes mudanças em competições curtas e a eliminar, mas se o FC Porto tivesse jogado na máxima força nas duas primeiras jornadas da Taça da Liga, teria certamente chegado ao jogo contra o Moreirense praticamente apurado. Eu defendo uma gestão do plantel mais focada no campeonato e não em provas curtas e a eliminar, fazer duas ou três alterações em jogos do campeonato pode ser bem mais interessante do que mudar cinco ou seis em jogos das Taças.

NES tem agora um trabalho diferente pela frente. A equipa tem de se focar no seu próprio trabalho e não se abstrair com as arbitragens, controlar a ansiedade e as emoções, mesmo que as arbitragens não sejam de qualidade. Acredito que NES tem essa qualidade e que a equipa vai entrar na Mata Real completamente focada no seu trabalho e no fator que pode controlar, que é a qualidade do seu jogo.

Foto de Capa: FC Porto

Artigo revisto por: Francisca Carvalho

Adversário de peso em Portugal

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Cabeçalho modalidadesPara ajudar na preparação para o campeonato da Europa de 2018, que se realizará na Eslovénia, a Federação Portuguesa de Futebol anunciou, recentemente, a realização de dois encontros de carácter particular com a congénere russa, indiscutivelmente uma das equipas mais fortes do mundo e que chegou até à final do campeonato do mundo da modalidade, só cedendo frente à turma argentina, na final.

Pois bem, creio que a decisão de se marcar este duplo encontro (jogos no dia 27 e 29 deste mês) é uma ótima medida, pois permite à nossa equipa treinar rotinas de jogo com uma grande equipa pela frente, em contexto de amigável. Creio, aliás, que a diversificação de jogos particulares com equipas de topo (e não jogar somente com a vizinha Espanha) irá ajudar na maturação dos nossos jovens jogadores.

Éder Lima e companhia visitam Portugal no fim deste mês Fonte: UEFA
Éder Lima e companhia visitam Portugal no fim deste mês
Fonte: UEFA

É algo fundamental para a seleção crescer e ganhar “caule” para poder abordar os próximos torneios com o intuito de os vencer. Ou seja, aquilo a que quero chegar é que os jogadores precisam de sentir a intensidade de um grande jogo em situações prévias à competição propriamente dita, e, nesse quadro encaixa na perfeição o duplo encontro com a Rússia, que já começa a ver com outros olhos a seleção nacional de futsal, já deixando de ser um mero participante e podendo agora lutar de igual para igual com outras potências.

Foi essa a grande mudança verificada com a grande prestação no mundial da Colômbia, que embora não tivesse sido a melhor de sempre, esteve perto de o ser (a melhor foi em 2000, com o terceiro lugar na Guatemala). Não foi a melhor olhando somente para os números e estatísticas, mas em termos de equilíbrio nos resultados foi indiscutivelmente melhor (relembramos que nessa meia-final perdida em 2000, o resultado foi de 8-0, favorável ao Brasil, sendo agora o 5-2 mais equilibrado, embora seja um resultado exagerado tendo em conta o que se passou).

Para finalizar, resta-me desejar que nestes dois jogos a nossa equipa se mostre bastante determinada para lutar pela vitória, algo que ajudaria muito a manter os níveis de confiança bem altos, sempre com o foco na qualificação para o europeu de 2018, a começar no próximo mês de Abril de 2017 (a classificação, pois o europeu propriamente dito começa só no início do próximo ano).

Artigo revisto por: Francisca Carvalho

A culpa é do Benfica

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Nos dias que correm, o Benfica até tem culpa do governo eleito…. Afinal, o  Primeiro Ministro é benfiquista!

Mas falando mais a sério: o clube da Luz tem arrecadado com as culpas de (quase) tudo o que acontece no mini mundo desportivo português. Desde a porta 18 até aos vouchers, não esquecendo a Taça da Liga. No entanto, onde o Benfica mais peca é na quantidade de stress que me provoca. A necessidade que este clube tem de me fazer sofrer até ao fim, suar das palmas das mãos, perder a fome ou até a voz é inacreditável. É um facto, a culpa é do Benfica!

A culpa é deles por jogarem e lutarem até ao fim. A culpa é somente deles por não alinharem na palhaçada (perdoem-me a expressão) que se vai passando fora das quatro linhas. É importante, fundamental, ou até vital, para o futebol que cada um saiba a sua posição. E, doa a quem doer, o lugar de um presidente é na tribuna; O lugar de um líder de claque é no topo ou na curva a puxar pelos seus homens em prol da equipa; o lugar dos jogadores é dentro do campo a correr e lutar pela vitória do clube que representam, independentemente de qualquer factor; E, claro, o lugar de um árbitro é, também, dentro do campo, atento, atuando o mais profissionalmente possível.

O Benfica só tem de pensar em ganhar Fonte: SL Benfica
O SL Benfica só tem de pensar em ganhar
Fonte: SL Benfica

Neste momento os presidentes sentam-se no banco e disparatam nas redes sociais; Os líderes de claques organizadas fazem esperas aos árbitros e abrem os principais noticiários com declarações que não cabem na cabeça de ninguém. Os jogadores correm atrás dos juízes da partida e desculpam-se com a sua prestação. Quanto aos árbitros… já viveram melhores dias.

É inadmissível que, na quinta melhor liga do mundo, profissionais tenham de sair do relvado e das imediações do estádio escoltados pela polícia. São inimagináveis os momentos amargos que se têm vivido em Portugal. A Primeira Liga é, neste momento, um circo onde cada artista tenta ter o maior tempo de antena possível. Lamentável é, também, que esse tempo lhes seja concedido. Menos atenção e mediatismo em torno do ridículo e este, com certeza, atenuaria. Até lá, os comunicados sem sentido continuarão a abrir noticiários e a ser capa de jornais.

Mas claro, a culpa só pode ser do Benfica, que continua fora do espetaculo e limita-se a ir vencendo.