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AC Milan: Este clube (já) não é para velhos

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Cabeçalho Liga Italiana

Todos estarão recordados, com maior ou menor dificuldade, de equipas míticas do Milan. Começando na dinastia holandesa – Gullit, Rijkaard e Van Basten – e, mais recentemente, as equipas de Ancelotti, que na primeira década atingiram três finais europeias – duas vitórias e… a final perdida de Istambul. Nessas equipas pontificavam nomes como Maldini, Nesta, Cafú, Pirlo, entre tantos outros. Chegando a 2017, o panorama mudou. E muito. Com o título, caro leitor, não fica fechada a porta para que o Milan, nesta nova era do futebol, tenha experiência – ela é sempre bem-vinda, especialmente a equipas com falta de identidade. Porém, já todos percebemos que o “novo Milan” terá de se fortalecer e construir com miúdos. Com tudo o que de bom e mau isso tem. E a construção começa logo na baliza…

Donnaruma, Locatelli, Romagnoli. Três homens que personificam uma nova identidade num clube órfão de títulos, ideias e referências. É claro que um processo destes tem as suas particularidades. Não é fácil construir uma equipa com base no talento de jovens.

Donnarumma já conquistou os adeptos milaneses e, porque não o dizer, o futebol europeu. Impressiona pela juventude, pela segurança e pela personalidade. Os adeptos não precisaram de muito para perceber que está ali uma futura referencia das balizas milanesas.

 

Com 17 anos, Donnarumma já é um ídolo no San Siro Fonte: AC Milan
Com 17 anos, Donnarumma já é um ídolo no San Siro
Fonte: AC Milan

Avançando um pouco no terreno, encontrámos Romagnoli. Um jovem central, que depois de dar nas vistas na Sampdoria, chegou aos rossoneri e pegou de estaca. É claro, voltamos à conversa dos riscos da aposta nos jovens. Romagnoli ainda não pode ser um central feito – tem apenas 22 anos – mas a segurança que demonstra quer no processo defensivo, quer depois a sair com a bola na primeira fase de construção – sabemos que isso numa equipa grande é essencial -, não enganam.

Locatelli entrou de rompante no Milan. O grande golo que valeu a vitória importante e inesperada frente à Juve, catapultou o jogador para um patamar de ídolo. Locatelli tem de ter estabilidade emocional para saber lidar com todo o mediatismo e, avaliando pelas últimas amostras, não se tem dado mal. Falta-lhe intensidade, sempre importante para quem joga na zona nevrálgica do terreno, mas o jovem italiano – é estrela nas seleções mais jovens – já evidencia classe e, sobretudo, inteligência. Não dá muitos toques na bola, mas joga simples.

Além destas três “referências” – aqui as aspas não surgem por acaso -, o Milan vive doutros talentos. Suso, na faixa direita do ataque, vai tentando dar consistência a um talento indiscutível; Niang tenta acrescentar golos à força e à potência e Pasalic, não sendo um craque, dá consistência e intensidade ao meio-campo. Bacca, Bonnaventura, Paletta e Abate, neste contexto, são os veteranos. Não pela idade, mas porque servem de modelo para os mais jovens. No que depender dos adeptos do Milan, um dia, estes poderão ser “os velhos” do clube.

Foto de capa: A.C. Milan

Enzo 2.0

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Ter um artigo cujo título tem um ponto de interrogação é incomum? Sim. Achar que um jogador de futebol é o resultado de um projeto protótipo e por isso merece um cognome informático como 2.0 é estúpido? Sim. Mas, mais do que isto, pensar que um dia Enzo Pérez, antigo jogador e capitão do Benfica, pode voltar à Luz é normal? Nem por isso.

Há um ditado anglo-saxónico que diz: “Be careful what you wish for”. Isto traduzido para miúdos significa: “Tem cuidado com o que desejas”. É de anotar que eu, como qualquer outro benfiquista fervoroso e verdadeiro, vejo o regresso de Enzo com bons olhos.

O seu eventual retorno significa um acréscimo de experiência e qualidade ao plantel indiscutível. Agora, é preciso olhar para isto com alguma serenidade e de outra forma.

Tudo isto vem à baila a propósito de uma notícia avançada pelo jornal Record, que dá conta da vontade que o internacional argentino tem de voltar a vestir a águia ao peito.

Porquê? Devido à clara insatisfação pela época que o Valência vai fazendo, clube com o qual tem vínculo até 2020, e fruto da irregularidade no que toca à utilização. Enzo mal tem conhecido o sabor dos relvados e está demasiado familiarizado com o toque do banco de suplentes.

Isto, a bom ver, são notícias que nos agradam. Outro ditado: “Bom filho a casa torna”. Enzo foi dos melhores do Benfica na última década, e voltar a contar com ele no meio-campo seria óptimo. Mas há questões que têm de ser levantadas.

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Fonte: Enzo Pérez

Em primeiro lugar, haverá espaço para Enzo no onze do Benfica? O típico meio-campo encarnado conta sempre com os do costume: Fejsa, Pizzi, Cervi e Salvio. Estes quatro estão lá sempre devidamente distribuídos.

Logo, onde é que se colocaria Enzo? No lugar de Fejsa é impensável; numa das alas igualmente. Sobra então o lugar de Pizzi. Mas Pizzi está em demasiada boa forma para se poder pensar que Enzo o senta no banco.

Então estamos perante outro berbicacho. Fará sentido trazer Enzo para o Benfica para lhe dar a mesma utilidade que ele tem no Valência? Lugar no banco ele tem de certeza. Samaris pode perfeitamente seguir guia de marcha e Carrilho pode ser dado.

No banco e com o peso que ele tem, é óbvio que acabaria por ser utilizado com mais regularidade, mas ainda assim pareceria ser insuficiente e de certa forma ingrato para ele.

Na realidade, tudo isto pode ser uma enorme câmara de fumo, e Enzo pode andar insatisfeito mas estar bem longe do Benfica. Mas, a ser verdade, é um assunto que tem de ser bem ponderado pela SAD encarnada, pelos termos do negócio, pelo sentido que este pode ou não fazer e pelo respeito que devemos ter por um dos maiores a jogar pelo Benfica.

 

Foto de Capa: Enzo Pérez

Artigo revisto por: Manuela Baptista Coelho

Associação Académica de Coimbra OAF 2-0 SC Olhanense: Ambições renovadas

Cabeçalho Futebol Nacional

Sentia-se a esperança num mudar de rumo. Era o começo do novo ano no Estádio Cidade de Coimbra e o dobrar do campeonato, o início de uma segunda volta que dava azo a ambições renovadas e inabaláveis pela derrota no último fim-de-semana. Quando assim é, as coisas tendem a correr bem, como correram. Com o espírito estudantil bem representado nas bancadas, a Académica voltou às vitórias, e colocou-se provisoriamente, no terceiro posto da Segunda Liga.

A Briosa entrou com vontade de lavar a cara e mostrar aos adeptos que podiam sonhar com um 2017 marcado pelo regresso à glória. Disposta a partir do habitual 4x1x4x1 Traquina, Marinho e Ernst gravitavam (em constante permutação) em torno do ” cérebro ” Kaka no apoio ao regressado Toze Marreco, a Briosa chegou com qualidade à área do Olhanense, e ao fim de um quarto de hora de jogo eram já três – Ernst servido por Marinho, Kaká num pontapé fantástico de longe e Diogo Coelho de cabeça – as oportunidades de perigo para os estudantes.

O Olhanense, sufocado no próprio meio-campo pela pressão do adversário, não conseguia sair, e a Académica acentuava o seu domínio territorial, chegando, por isso, com naturalidade, o golo dos estudantes. Ernst, agradecendo uma bola devolvida pela área do Olhanense, disparou de fora da área para um golo de belo efeito.

O jogo conheceu um ritmo mais morno a partir daqui e ate final da primeira parte, sem grandes ocasiões de golo para além de um remate de Ernest, após excelente iniciativa individual. A Académica continuou a dominar, mas fez deixar respirar o adversário para que o pudesse fazer também.

Costinha admitiu um fraco início de segunda parte.
Costinha admitiu um fraco início de segunda parte.

O início da segunda parte manteve a toada do fim da primeira, com a Académica a gerir o seu esforço, atacando apenas pela certa (afinal, na terça-feira há quartos de final da Taça), quando surgisse uma ou outra abertura. O problema é que esta não aconteceu, porque o Olhanense ‘tomou’ uma boa dose de agressividade nos balneários (mas demorou a fazer efeito), e o meio-campo da Académica, também sentindo a falta de um médio de transição (Kaka não o é), foi sentindo dificuldades para ligar jogo.

Os algarvios foram crescendo no encontro, beneficiando do recuo do capitão Galassi para conectar sectores, e quase chegou ao golo. Doudou, de cabeça, obrigou Ricardo a defesa por instinto, e na recarga, Cissé, já  na pequena área, atirou às malhas laterais.

Este ascendente levou Costinha a mexer. Povoou o meio-campo, com a entrada de Tom Tavares e a saída de Marinho, e os 50 metros da Académica passaram a ganhar ganhar impermeabilidade.

O Olhanense tentava, mas faltava fantasia e rasgo perante o trancar de portas  conimbricense. Isto, associado aos riscos que os algarvios iam correndo com a subida no terreno, fez com que a Académica tivesse mais iniciativa atacante. O dilatar do marcador foi, portanto, consequência previsível. Maxwell, perante o adiantamento de Léo, tentou a sua sorte, de chapéu, e foi feliz. 2-0 aos 89 minutos e o jogo estava arrumado.

Rejubilou-se, em Coimbra, com o regresso às vitórias e lamentou-se, do lado algarvio a persistência de uma crise que já leva 5 derrotas consecutivas e um período de 8 jogos com apenas 1 triunfo que mantém a equipa “afundada” no último posto da Segunda Liga.

Pedro Machado

 

 

 

O Mariachi Encarnado

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“Era uma vez no México”, conhecem? Para os mais distraídos, no que diz respeito ao mundo cinematográfico, é um filme do final do século XX que conta a história de um Mariachi, que para além de Mariachi, era um mercenário com um passado perturbado que defende o presidente do México de uma revolução e vinga-se da morte da mulher. António Banderas é o responsável por dar vida ao homem da guitarra. Antes que questionem esta introdução, calma, tudo isto vem à baila porque o Benfica também tem o seu Mariachi.

A curiosidade faz das suas e, apesar de boa parte da acção do filme ser na Cidade do México, o filme, tal como a vida de Jiménez, começa em Tepeji del Rio Ocampo, uma pequena cidade nos arredores da capital.  A vida e o ofício conduziram a personagem de Banderas até à principal metrópole do país. Jiménez fez o mesmo e, em 2007, com apenas 15 anos de idade, foi jogar para o América, um dos grandes.

Fininho, esguio, apenas mais um, aos olhos de muitos, com o desejo de singrar no mundo do futebol. Em 2011 dá o salto para a equipa principal, 4 anos depois. Daí para a frente foi Jiménez mais 10. Subiu progressivamente de forma e de números. No primeiro ano registou 2 golos em apenas 10 jogos. Calma. Depois disto, 14 golos em 41 jogos e 18 em 37.

Revelou ser um avançado puro, um homem de área com faro para o golo. Esta virtude chamou à atenção na Europa. Simeone, que aqui pode ser pintado como um homem que contratou Banderas no filme, viu, nele, um potencial avançado para o Atlético de Madrid, em 2014.

A chegada à capital espanhola acatava outro tipo de responsabilidades. Ali a competição era mais forte. Torres, Griezmman, o feito de Simeone no que toca a avançados, o historial de um clube que viu jogar Aguero e Forlán.

A aventura acabou cedo e só teve um ponto alto, o golo, feito contra o Sevilha para o campeonato. Tal como o Mariachi, numa certa altura do filme, Jiménez esteve perdido. Sem saber ao certo para onde ir, mas o destino encarregou-se que o Benfica fosse a sua nova casa.

Phénomenal!

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Cabeçalho modalidadesPassados sete meses da final do Euro 2016 (Viva o Éder!), França volta a estar no foco das atenções do mundo desportivo, ao receber o 25º Campeonato do Mundo de Andebol. Este vai realizar-se de 11 a 29 de janeiro – 18 dias de espetáculo garantido para os amantes do desporto. E para já, este Mundial tem algo que muito poucos tiveram: não há nenhum principal candidato ao título, à partida. Podemos falar da França, Alemanha, Dinamarca, Espanha, Croácia, etc…

E o espetáculo começou logo dia 10, quando o Arco do Triunfo se iluminou para dar as boas vindas a todos os participantes desta grande competição internacional. Mas o verdadeiro, e que realmente importa, espetáculo começou ontem por volta das 19h45 na Accorhotels Arena (onde se vai realizar a final dia 29). Estava lotada. Estava fenomenal. Estava tudo pronto para a festa do andebol!

França e Brasil abriram mais um mundial Fonte: France Handball 2017
França e Brasil abriram mais um mundial
Fonte: France Handball 2017

Vamos agora ao jogo em si: um completo atropelo por parte da França frente ao Brasil (31-16). Les Bleus começaram, logo no inicio do jogo, com uma defesa fortíssima, liderada pelo veterano Tierry Omeyer, impedindo os Sul-Americanos de finalizarem as suas situações de ataque. O ataque brasileiro não conseguiu arranjar a fórmula para desfazer o 6×0 francês e os gauleses aproveitaram os erros ofensivos para marcar vários golos em contra-ataque. Tierry Omeyer fez 14 defesas e Vicent Gerard nove. Valetin Porte marcou seis golos para os vencedores, enquanto Toledo marcou cinco para o Brasil.

Nota: Aproveito este espaço para lançar critica às televisões portuguesas: o Campeonato do Mundo vai ser transmitido para 178 países, alguns sem tradição alguma neste desporto. E cá em Portugal? Onde existem cerca de 20 mil praticantes da modalidade? Onde o Andebol é o segundo desporto com mais federados, não temos o direito de ver a competição onde se juntam os melhores do mundo?!

Foto de capa: France Handball 2017

Artigo revisto por: Francisca Carvalho

Mas o que faltava afinal a Mitroglou?

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Kostas Mitroglou é um nome sonante da equipa do Sport Lisboa e Benfica e da Grécia atualmente. É um daqueles avançados que serão relembrados por muitas épocas, quer pelo seu estilo irreverente, quer pelo seu físico imponente, quer pelo seu faro de golo, quer por muitas outras razões.

A equipa da Luz sempre contou com boas duplas de avançados com as mais distintas características, sobretudo nos últimos dez anos. Nestes últimos anos onde o Benfica tem voltado aos velhos tempos de conquistas e de grandes elencos, basta ver nomes como Cardozo, Saviola, Lima, Rodrigo, Miccoli, etc. a equipa lisboeta habituou-nos aos  golos.

Sem menosprezar estes nomes sonantes, é mais que justo dizer que Jonas e Mitroglou são, na minha ótica, a melhor dupla de avançados que o Benfica tem desde o início no Século XXI onde, no seu primeiro ano civil juntos, contabilizaram mais de 50 golos no aglomerado de todas as competições.

Da forte estrutura e plantel que o Benfica apresenta, Jimenez é outro avançado promissor, figura habitual da Seleção Mexicana e proveniente do Atlético de Madrid, um jogador que reclama constantemente o seu lugar no XI encarnado, isto porque, se Jonas é titular indiscutível nos encarnados, a disputa entre Mitroglou e Jimenez divide muitas opiniões.  O problema é que não devia dividir, explico agora o porquê.

Com várias lesões nesta época, o Benfica não contou com Jonas praticamente em todo o primeiro semestre e, com Jimenez constantemente lesionado, foi Gonçalo Guedes que adotou o papel de Falso 9, o papel de avançado recuado no Benfica algo que viria a prejudicar (e muito) o rendimento de Mitro no primeiro semestre desta época. A partir daí, o rendimento do avançado grego foi constantemente questionado, com muitos adeptos reclamando a sua titularidade e justificando que este lugar deveria ser entregue ao mexicano Jimenez que entrou com o pé direito esta temporada.

Mitrogolo respira melhor junto de Jonas Fonte: SL Benfica
Mitrogolo respira melhor junto de Jonas
Fonte: SL Benfica

Com o regresso de Jonas, Mitro colocou as âncoras no XI benfiquista e caminha junto, sendo preponderante nas últimas vitórias das águias, pode até se dizer que o avançado grego respira melhor com o regresso do seu fiel parceiro. Já é o melhor marcador do clube lisboeta com 24 golos em 13 jogos, sendo que 5 destes golos foram apontados nas últimas 4 partidas. Mas o que faltava afinal ao “Mitrogolo”?

CAN 2017: O que esperar?

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Cabeçalho Futebol Internacional

Numa altura em que se aproxima rapidamente o dia de abertura do CAN 2017 (dia 14 de janeiro), é importante verificar a composição das 16 seleções participantes, com vista a tentar encontrar quem é que poderá ser a vencedora da 31.ª edição. À primeira vista, é possível observar que não existe uma candidata assumida à vitória final, mas sim um conjunto de seleções que podem perfeitamente alcançar a final do dia 5 de fevereiro, e são elas: Camarões, Argélia, Costa do Marfim (vencedora da edição de 2015), Gana, Egito e Gabão, que acarretam consigo um peso mediático acentuado, fazendo delas as principais favoritas a marcarem presença no último dia do torneio. Contudo, não se pode pôr de parte uma possível surpresa de seleções menos cotadas nos rankings internacionais de futebol, pois esta prova prima-se bastante pelo efeito-surpresa dos ditos outsiders, como o exemplo mais recente da seleção da Zâmbia no CAN 2012, que, contra todas as previsões, venceu a Costa do Marfim na final e conquistou o ambicionado troféu. Neste texto, irei fazer uma análise aos quatro grupos que compõem o torneio, de modo a poder dar uma previsão do que se pode esperar destas 3 semanas de competição.

Começando pelo Grupo A, composto pelas seleções do Gabão (país anfitrião da edição de 2017), Guiné-Bissau, Burquina Faso e Camarões, o mais provável de ocorrer são as passagens do conjunto gabonês e camaronês à fase a eliminar, visto que ambos possuem nos seus lotes de 23 jogadores selecionados uma qualidade técnico-tática mais elevada que os outros dois conjuntos oponentes, com Pierre Aubameyang, jogador gabonês do Borussia Dortmund, e Nicolas N’Koulou, jogador camaronês do Ol. Lyon, a saltarem à vista dos respetivos conjuntos. Nota ainda para a seleção da Guiné-Bissau, única representante dos PALOP, que irá fazer a sua estreia nesta competição, e que conta com imensos jogadores conhecidos do público português, como Abel Camará (jogador do Belenenses), Zé Turbo (jogador do Tondela) e João Mário (jogador do Chaves).

O Grupo B tem as seleções da Argélia, do Senegal, da Tunísia e do Zimbabué. Na minha opinião, a Argélia irá passar com maior ou menor dificuldade em 1.º lugar do grupo, pois evidencia uma maior capacidade para levar de vencida as outras três seleções, além de poder contar com Riyad Mahrez (extremo do Leicester City e vencedor do prémio Melhor Jogador Africano de 2016), Yacine Brahimi (atleta do F.C. Porto) e Islam Slimani (antigo avançado Sporting C.P.). O 2.º lugar deverá ser disputado entre o Senegal e a Tunísia, talvez com a seleção senegalesa a possuir um pouco mais de favoritismo a obter esse mesmo lugar.

Argélia é favorita à vitória no seu grupo Fonte: FranceTV
Argélia é favorita à vitória no seu grupo
Fonte: FranceTV

O Grupo C conta com a atual detentora do troféu (Costa do Marfim), e ainda as seleções de Marrocos, Togo e da República Democrática do Congo. Neste grupo, creio que a seleção costa-marfinense deverá conquistar o 1.º lugar, sendo que o 2.º lugar poderá ser disputado pelos outros três conjuntos que fazem parte deste grupo, pois sinto que não há grandes diferenças entre o Togo, Marrocos e República Democrática do Congo.

Por último, o Grupo D pode ser perfeitamente indicado como o grupo mais equilibrado do CAN´17, dado que é constituído por três seleções que tanto podem garantir o passaporte para os Quartos de Final, como serem eliminadas prematuramente da competição, sendo essas três o Egito (mais vezes vencedor da Taça das Nações Africanas), o Gana e o Mali (tem entre os seus 23 convocados, o jogador vimaranense Moussa Marega). O Uganda, a última seleção que constituí o grupo, tem as suas aspirações em passar o grupo um pouco baixas, devido ao enorme valor que os seus adversários possuem.

Em jeito de conclusão, todos os que adoram o ambiente envolvente do Desporto Rei podem ficar descansados que irão ter a oportunidade de assistir a grandes espetáculos futebolísticos durante as próximas 3 semanas nos relvados dos estádios gaboneses. Que venha rapidamente o dia 14!

Foto de Capa: CAF

Novas Velhas Estrelas

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Cabeçalho modalidadesJá se perspetivava uma boa temporada por parte dos rapazes de Houston, todos acreditavam numa ida aos playoffs desde a pré-época. Certo é que os Rockets vão ser bem capazes de mais do que isso. Neste momento, encontram-se em terceiro lugar da conferência mais competitiva da NBA, tendo escorregado frente aos Timberwolves – não fossem estes e Harden & Companhia teriam atingido a sua décima vitória consecutiva.

Apenas atrás de Spurs e Golden State, com somente menos três derrotas que os rivais do Texas, esta equipa começa a assustar gigantes. Já provaram que são capazes de dar luta e quem sabe, acabar por vencê-la.

Certo é, também, que ainda falta muito jogo, muita coisa por acontecer e muito tempo até ao final. Com um jogo rápido, James Harden no seu auge e um treinador que não deixa dúvidas acerca da sua qualidade, os Houston Rockets são uma equipa a ter em conta.

Fonte: NBA
Fonte: NBA

Outra equipa aparece nas contas e espreita um pequeno sucesso: Los Angeles Clippers. Já se esperava bom e bonito destes homens e, tal como os Houston, podem surpreender mais do que se imaginava. Pouco a pouco vão crescendo e o avançar da temporada parece só dar força ao agora principal perigo de Los Angeles. Somam cinco vitórias consecutivas após uma serie de resultados negativos.

Clippers serão postos à prova já nos próximos dois jogos, contra os rivais da cidade e contra uns instáveis OKC. Ainda este mês defrontarão os vice campeões GS Warriors. Será esperar para ver – ou ver para crer, quem sabe.

Se estas duas equipas podem chegar à final? Dificilmente. Se podem chegar bem longe nos playoffs? Com a qualidade que têm demonstrado, sem dúvida que sim.

Foto de capa: NBA

Artigo revisto por: Francisca Carvalho

Contra o Sporting não vai nada, nada, nada? Tudo

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O clube de futebol do Leixões veio, há uns dias, dizer publicamente, para que a informação chegasse a quem de direito, que apoia os árbitros, e que ali sempre serão bem recebidos. Ora se os dirigentes desse clube não achassem que tirariam dividendos dessa declaração, teriam necessidade de a anunciar?

É por saberem que é possível ganhar a simpatia dos árbitros, e com isso poderem beneficiar em alguns lances de dúvida que possam surgir, que esta declaração foi tornada pública. Acham mesmo que um árbitro se deixa comprar por um almoço de trezentos euros? Claro que sim, e até por menos. Mas se quiserem podemos não usar o verbo “comprar”, podemos antes dizer que os árbitros se podem deixar influenciar pelos gestos de simpatia e cordialidade que tenham para com eles, ou não vivêssemos nós no país em que mais se fomenta a doutrina “lambe zona entre os glúteos“, ou a tão nobre profissão de “engraxar”. Para já não falar das notas de avaliação que lhes são oferecidas, ou de cursos patrocinados por determinados clubes.

O Sporting, na pessoa do seu presidente, durante umas semanas também tentou ganhar alguma simpatia passando a ideia que apoia o trabalho que está a ser desenvolvido pelos árbitros, mas aqui o problema é que já chegou alguém antes e com interesses contrários aos do Sporting, e a partir daí, para os leões fica tudo inquinado. Ainda relativamente a este assunto, e por verem os seus concorrentes a chorar pelos constantes erros efectuados contra os seus interesses, apareceu mais um treinador, curiosamente da equipa a quem imputam a culpa do estado das coisas, a querer acompanhar o choro para não se sentir desenquadrado e menosprezado. Está no seu direito, mas assim que ele começou a falar com aquele tom de indignação, quase em linha com um outro choro que incluía a celebre frase “não vou ser comido de cebolada”, dizendo que também já teve três lances que o prejudicaram, deu-me vontade de rir. Não porque não respeitasse o sofrimento do senhor mas porque há gente que se sente ofendido e prejudicado por muito pouco. É que a dor que os rivais estão a sentir relativamente a esses três erros é infinitamente maior, ou para ser mais realista é pelo menos uma dor dez vezes maior e com crescimento exponencial, ou não tivesse o Sporting, num só jogo, curiosamente contra a equipa treinada por esse senhor, sido prejudicado em igual número de vezes. Por isso, peço desculpa por me rir do sofrimento do senhor, mas essa conferência de imprensa quase foi comparável às conversas da idosa que é sempre mais doente que as outras, e vive até aos cem anos.

CS Marítimo 0-1 SC Braga: Sem correio azul ou verde, bem correu o carteiro Paulinho

Cabeçalho Futebol Nacional

Está decidida a final four da Taça CTT, Taça da Liga, edição 2016/2017! Moreirense, Setúbal, Benfica e… Braga! Preparem a festa que bons jogos não vão faltar! No último jogo do Grupo C, Marítimo e Braga defrontaram-se no estádio dos Barreiros com apenas um objectivo. Ganhar. Os minhotos acabaram por sair vencedores e carimbaram a passagem à fase final depois de vencerem por uma bola a zero. O Golo, foi apontado por Velásquez já no período de compensação. Na cobrança de um pontapé de canto batido por Wilson Eduardo, a bola rasgou a atmosfera e tudo mais que houvesse.

O ar, sendo rarefeito lá pelos Andes, só haveria de encontrar a cabeça do uruguaio Velásquez. Um zero venceu o Braga. Foi o suficiente para passar e festejar. Partida muito disputada que poderia ter pendido para o lado insular, não fossem os dois Guerreiros Minho, Sul americanos, os heróis da partida. Matheus foi enorme. A próxima eliminatória irá opor o Braga ao Vitória de Setúbal e o Benfica ao Moreirense. Vamos lá ver quem tem mais vontade de aproveitar o bom tempo algarvio no final de Janeiro. Jogo intenso desde o primeiro ao último minuto onde se viram várias ocasiões de golo e muita garra na disputa da bola.

Começava a partida no estádio dos Barreiros e o Braga com algumas alterações no onze ia tentando provocar o primeiro susto aos da casa. Paulinho, Battaglia e Velásquez,  mostraram hoje trabalho e ambição de singrar no plantel. Foram Guerreiros e souberam sofrer e carregar a equipa. Nota de destaque para o primeiro reforço de inverno do SC Braga, Paulinho, que fez hoje uma estreia quase perfeita e com boas mostras de ter futebol nas pernas. Um carteiro que correu as freguesias todas da Madeira em noventa minutos! Com algumas alterações no onze e na forma de jogar, as primeiras situações foram do Braga, com Rodrigo Pinho a fazer golo mas precedido de falta. Sendo assim o resultado mantinha-se nulo.

O Marítimo não desarmou e soube impor o seu futebol, com uma perdida escandalosa na cara do golo. Quem se riu foi Xeca, pois há umas semanas foi ele a falhar da mesma forma. Zero a zero e o jogo estava longe de terminar. Muitas mais oportunidades iam sendo criadas principalmente pelos da casa, que faziam valer a excelente adesão do público ao jogo transformando-a em superioridade dentro de campo. Não chegou para fazer golo, mas valeu pela capacidade demonstrada. O jogo viria a chegar ao intervalo empatado a zeros e com muito futebol visto de parte a parte.

O SC Braga está na final four da Taça CTT Fonte: SC Braga
O SC Braga está na final four da Taça CTT
Fonte: SC Braga

Começava a segunda parte e era hora de resolver a questão. Era também a hora de Pedro Santos que voltou hoje aos relvados. Saiu no fim novamente queixoso… Que seja breve, pois as lesões na equipa minhota já começam a ser demasiadas. O Marítimo, embalado pelo factor casa e por um futebol em claro crescendo, carregou o Braga e soube ganhar a bola em zonas perigosas criando várias situações de golo. Matheus foi enorme em todas elas e correspondeu com uma série de defesas para todos os gostos. Posou de frente, de lado e até de costas. Em todas elas sacudiu o perigo para bem longe da área. E quando a bola estava mesmo a chegar à area, Matheus voltava a sacudir bem lá para a frente.

Foi o último pilar da muralha que abanou mas não caiu. Edgar Costa, Diego Souza e Xavier, mostraram os dentes ao brasileiro que não vacilou na hora H. O Braga ia criando perigo em transições rápidas e com alguma espontaneidade. Libertava os homens rápidos na frente através das várias corridas desenfreadas de Battaglia e Tiba, que havia entrado no decorrer da segunda parte. Azar para Gottardi num lance caricato, em que o guarda redes insular foi infeliz na altura de se sair à bola. As melhoras para uma rápida recuperação pois não merecia tamanha maldade. Wilson foi capitão de início ao fim e não desistiu de nenhuma bola, cruzando todas aquelas que lhe chegavam aos pés. A última através de um pontapé de canto viria a ser a assistência para golo que dava o apuramento. Um zero venceu o Braga carimbando a passagem à fase seguinte. Nesta Taça CTT sem correio azul ou verde, já só sobra o vermelho. A vencer, que seja o vermelho do Minho!

 Foto de capa: SC Braga