Início Site Página 12122

Académica OAF 1-0 SC Braga B: Resultado magro, jogo gordo

Cabeçalho Futebol Nacional

A zona de subida estava mais próxima depois do empate do Aves em Famalicão. Era a primeira oportunidade de a Académica encurtar distâncias para a zona de subida depois de uma série de sete vitórias consecutivas do rival. Tinha de ser aproveitada. Como foi.

Porém, a Académica entrou um bocado baralhada, ressentindo-se de um elemento de ligação meio-campo-ataque, que não teve em Jimmy, adaptado a essas funções em função das ausências de Fernando Alexandre (lesionado), Nuno Piloto e Pedro Nuno (já a treinar em Tondela). A equipa não conseguia, assim, construir lances de perigo, apesar de ter mais bola, e o Braga B aproveitava para explorar o contra-ataque, mas teve em João Real uma pedra no sapato, surgindo sempre no caminho de lances potencialmente perigosos.

Ainda assim, o central da Académica não evitou que os bracarenses conseguissem causar calafrios junto da baliza dos estudantes, tendo Piqueti sido o principal alvo de uma construção bracarense (por duas vezes obrigou a defensiva da Académica a puxar dos galões – primeiro João Real com corte providencial a corrigir erro de Diogo Coelho; depois Ricardo Ribeiro com uma boa defesa) que partia desde o meio (onde havia o tal buraco deixado pela ausência de jogadores nucleares) e divergia para os flancos em busca de desequilíbrios.

A Briosa tremeu, mas não caiu. Equilibrou-se mental e tacticamente e, com o avançar dos minutos, ganhou ascendente, chegando a rondar o golo à medida que o intervalo chegava. Tiago Sá, porém, estava atento e negou os intentos a Kaká (remate forte, dentro da área, após incursão de Nii Plange) e Tozé Marreco (servido por Marinho, cabeceou para defesa do guardião internacional pelas camadas jovens nacionais), que também não teve a sorte do seu lado, mais tarde, quando, outra vez servido por Marinho, viu um toque de calcanhar sobrevoar a baliza contrária. Assim terminou a primeira parte, com a Académica a crescer e o Braga B a ‘mingar’.

Houve dedo de treinador (Costinha) no resultado
Houve dedo de treinador (Costinha) no resultado

A segunda parte manteve a toada de domínio caseiro, ainda que com uma alteração significativa: havia mais critério na saída de bola da Académica e menos à vontade na circulação bracarense. O jogo passou, portanto, a ser disputado quase exclusivamente no meio-campo do Braga B, fruto da forma agressiva como a Académica pressionava e conseguia explanar o seu jogo.

Este contexto teve dedo de treinador. Costinha fez entrar Nuno Santos para o lugar de Jimmy, colocando Makonda no meio e o português na ala esquerda da defesa. Não havia situações de perigo reais, mas sentia-se o golo a qualquer momento. E ele apareceu.
Num lance ocorrido dentro da grande área do Braga B, e que motivou muitos protestos por parte dos bracarenses, Piqueti cometeu falta sobre Rui Miguel, e este, chamado a marcação, inaugurou o marcador, deixando o domínio da Académica devidamente ilustrado no marcador.

O Braga B continuava adormecido, e só acordou quando Rodrigo Pinho entrou em campo (para o lugar de Ogana), pertencendo ao avançado as maiores situações de perigo da sua equipa. Primeiro, de livre, atirou ao poste da baliza da Académica; depois, numa iniciativa individual, voltou a assustar os estudantes.

Porém, foram dois lances esporádicos, excepções que confirmaram a lei da superioridade da Académica, perfeitamente encaixável num resultado mais dilatado do que o magro 1-0, conforme explicam os lances de perigo levados a cabo por Tozé (de cabeça, a responder a excelente cruzamento de Rui Miguel) e Ernest (iniciativa individual, partindo da esquerda para o meio), parados por grandes estiradas de Tiago Sá.

Até final, a Académica congelou, sem sobressaltos (exclui-se daqui o anti-jogo de Rui Miguel, que lhe valeu a expulsão momentos antes do apito final), o resultado, os 3 pontos e a garantia de encurtar distâncias para os lugares de subida.

Artigo de Pedro Machado e Jorge Fernandes

Olheiro BnR – Kiki

0

olheiro bnr

Kiki é um jovem talentoso de 21 anos, defesa esquerdo de grande potencial que esta época esta ao serviço do Olhanenese.

Fez a sua formação no FC Porto e Rio Ave, chegou a internacional Sub 20 por Portugal, é jovem, com muita qualidade e margem de progressão, acredito que a breve prazo vai ser um defesa esquerdo de referência na Primeira Liga Portuguesa.

Boa capacidade técnica, muito forte no último passe, é um defesa lateral com vocação ofensiva, consegue dar muita profundidade ao seu corredor, no processo defensivo é muito consistente, agressivo na marcação, consegue fechar bem por dentro e é eficaz no jogo aéreo.

Kiki ao serviço da seleção nacional Fonte: FPF
Kiki ao serviço da seleção nacional
Fonte: FPF

Kiki já passou por clubes como o Atlético, onde na época de 2014/15 realizou uma brilhante época, onde atuou em 46 jogos, sendo uma das grande revelações da Segunda Liga Portuguesa. Essa brilhante época fez com que se transferisse para o Gil Vicente onde atuou na época passada. Esta época chegou ao Olhanense já no fecho do mercado, sendo neste momento um indiscutível no onze, ajudando na recuperação que a equipa Algarvia tem realizado nas últimas jornadas.

Um jovem valor Português, para ser seguido com muita atenção nas próximas épocas, potencial para voos mais altos.

Foto de capa: Olhanense SC

Em Varsóvia a luta pela Liga Europa, na Luz o ataque à liderança

0

sporting cp cabeçalho 2

Este sábado, o Sporting Clube de Portugal recebeu e venceu o Vitória de Setúbal por 2-0, com golos de William Carvalho e de Bruno César. Os leões rubricaram mais uma boa exibição, somando mais um jogo sem sofrer golos, conquistando uma vitória justa.

Nesta semana, o Sporting tem dois desafios muito importantes, contra o Legia e o eterno dérbi, frente ao Benfica, numa altura em que a equipa atravessa o melhor momento da época, somando cinco vitórias consecutivas nas competições nacionais, e ainda, quatro jogos sem sofrer golos, com destaque para os momentos de forma de William Carvalho, Adrien Silva, Bruno César e Gelson Martins.

William Carvalho continua a ser dono e senhor no meio campo leonino Fonte: Sporting CP
William Carvalho continua a ser dono e senhor no meio campo leonino
Fonte: Sporting CP

Na quarta-feira, o Sporting irá defrontar o Legia, em Varsóvia, em jogo a contar para a última jornada da fase de grupos da Liga dos Campeões. Este será um encontro decisivo, os leões estão obrigados a pelo menos empatar frente aos polacos para assegurar o lugar na Liga Europa. Em condições normais, o Sporting é favorito para este encontro, mas será sempre um jogo de Liga dos Campeões, com este importante objetivo da permanência nas competições europeias.

No domingo, disputa-se no Estádio da Luz, o derby eterno, entre Sporting e Benfica. Neste, que é o mais emblemático jogo do futebol português – e que irá opor os dois primeiros classificados – vai estar em disputa a liderança da Liga. Depois do desaire do Benfica frente ao Marítimo e da vitória do Sporting em casa com o Vitória de Setúbal, leões e águias estão separados por apenas dois pontos. Num jogo em que não há favoritos, o Sporting, estando ao seu melhor nível, pode vencer na Luz e assumir a liderança do campeonato.

Esta é assim, uma semana importante para o Sporting, com dois objetivos importantes a conquistar: um lugar na Liga Europa e a liderança da Primeira Liga.

Clássico emocionante termina empatado

0

Cabeçalho modalidadesO último jogo da 9.ª jornada do campeonato nacional de hóquei em patins colocou frente-a-frente as equipas do Sporting e do Porto, para mais um clássico do hóquei nacional. No pavilhão do Futebol Clube de Alverca, completamente cheio, dragões e leões chegaram ao final de um fantástico jogo empatados: 3-3.

Sempre a abrir! É deste modo que se pode descrever o início do clássico, onde ambas as equipas impuseram um ritmo alto, com o objetivo de procurarem a baliza contrária desde cedo. Contudo, a posição alta em ringue e a forma agressiva como as duas equipas defendiam não permitiam grandes espaços aos jogadores em pista.

Os minutos passavam, mas o encontro continuava equilibrado, com um pequeno pendor para o Sporting, que conseguia maiores períodos de posse de bola em ataque, assim como chegar por mais ocasiões à baliza de Nelson Filipe, embora sem grandes oportunidades de perigo real. No entanto, são os dragões a abrir o marcador. Contra-ataque iniciado numa recuperação de bola de Gonçalo Aves, que colocou o esférico em Hélder Nunes, criando assim uma situação de dois para um. No lado contrário, Jorge Silva, completamente solto, recebeu o passe do capitão portista e fez o primeiro golo do jogo.

Em vantagem, o Porto tentava colocar algum gelo no jogo através de ataques mais longos, procurando movimentações nas alturas certas para fazer estragos na baliza de Girão.

O Sporting tentava restabelecer o empate na partida com um ataque bem objetivo, mas o Porto defendia bem e tapava todos os caminhos para a sua baliza.

Com o aproximar do intervalo, foi a vez de a equipa orientada por Guillem Cabestany estar ligeiramente por cima, encontrando-se, por algumas vezes, bem perto de fazer o 2-0.

Ainda antes do final dos primeiros 25 minutos de jogo, surgiu a décima falta dos dragões. Pedro Gil, um dos antigos jogadores do Porto agora no plantel do Sporting, tentou bater Nelson Filipe, mas o internacional português respondeu à altura, evitando o golo leonino. Não marcaram os leões, voltaram a marcar os azuis e brancos, visto que, a menos de um minuto da pausa, Hélder Nunes lançou ainda antes do meio-campo e Reinaldo Garcia, em cima de Girão, fez com que o guarda-redes do Sporting não visse a bola. Assim estava feito o 2-0, vantagem com a qual o Porto foi, a vencer, para o intervalo.

Como seria de esperar, o Sporting, a perder por 2-0, entrou no segundo tempo determinado a marcar cedo. Contudo, é o Porto que volta a ficar perto de aumentar a vantagem; apesar disso, Girão negou o 3-0 a Gonçalo Alves. Aos quatro minutos da segunda parte, os dragões voltaram a dispor de uma enorme oportunidade para fazer o terceiro golo, mas Hélder Nunes não conseguiu aproveitar o livre-direto correspondente à décima falta leonina.

Sempre coeso em pista, o Porto ia controlando a partida, defendendo bem e atacando sempre que existia oportunidade de criar perigo.

Minuto 32, momento do caso do jogo. Sergi Miras vê um cartão vermelho direto, depois de bater com o stick nas pernas de Jorge Silva. Cartão bem mostrado, pois não havia razão para a reação do espanhol do Sporting, ainda para mais quando a jogada de ataque verde e branca já se tinha perdido. No correspondente livre-direto, Hélder Nunes voltou a não conseguir bater Girão. Em situação de vantagem numérica durante quatro minutos, em virtude da expulsão de Miras, o Porto não conseguiu chegar ao terceiro, sendo até o Sporting, com imensa raça a defender, a dispor de mais e melhores oportunidades para marcar e reduzir o marcador.

Após um bom período, onde o Sporting esteve em inferioridade numérica, o Porto voltou a controlar o jogo e os leões tornaram a desperdiçar oportunidades. Todavia, depois de tantas tentativas, os leões finalmente conseguiram marcar, por intermédio de Pedro Gil. O espanhol passou atrás da baliza de Nélson Filipe e, mal viu um espaço, disparou a contar e reduziu para 2-1. Pouco depois, o conjunto de Guillem Perez teve uma enorme oportunidade de empatar o jogo, devido a uma grande penalidade cometida sobre Poka. O experiente Tuco, que até nem tem um grande índice de aproveitamento no que toca à marcação de penáltis, com um lance ao canto superior esquerdo da baliza restabeleceu o empate na partida e relançou o jogo para os últimos oito minutos.

As 10 melhores transferências do FC Porto

0

fc porto cabeçalho

Neste top 10, iremos remontar aos grandes achados do scouting portista e que, mais tarde, e após grandes épocas e terem ganho lugar nos ídolos dos adeptos, foram vendidos aos melhores clubes da Europa por grandes valores monetários, despoletando assim a curiosidade sobre este fenómeno de vendas que era o FC Porto e a sua política de contratações/vendas. São esses nomes que irei recordar e recordar também aos simpatizantes do clube grandes nomes da história deste clube.

10.º – Alex Sandro (26M)

Fonte: FC Porto
Fonte: FC Porto

Em Julho de 2011 ingressou no Futebol Clube do Porto. Nas quatro temporadas que esteve ao serviço dos Dragões, Alex Sandro disputou 137 partidas oficiais, com a particularidade e de ainda ter participado no jogo inaugural do Campeonato Nacional de 2015/16, tendo apontado três golos. Por duas vezes conquistou a Supertaça Cândido de Oliveira (2011/12 e 2012/13) e por duas vezes sagrou-se Campeão Nacional (2011/12 e 2012/13). As boas exibições que sempre fez com a camisola azul e branca foram despertando a cobiça dos grandes clubes europeus e foi sem surpresa que em Agosto de 2015 foi contratado pelos italianos da Juventus F.C.

O estranho caso de Raúl Jiménez

0

sl benfica cabeçalho 1

Raul Jiménez é um jogador que divide opiniões. Há quem veja nele potencial e qualidade, há quem diga que não deveria pertencer aos quadros do Benfica e ainda há quem tenha a opinião de que lhe falta espaço e minutos para poder provar o seu jogo. Porém, um parâmetro que pesa nestas opiniões é o facto de Jiménez ser o jogador mais caro de sempre da história do SL Benfica. Custou 22 milhões de euros aos cofres dos encarnados e há pouca gente convencida de que o mexicano tenha qualidade para valer tamanha quantia.

Foi contratado na época passada, 2015/16. A transferência foi de 9,8 milhões de euros por 50% do passe do jogador. Na última janela de transferências, em pré-época 2016/17, os restantes 50% dos valores económicos de Raúl foram adquiridos por 12 milhões, pagos ao Atlético Madrid, antiga casa de Jiménez. Contas feitas, custou 21,8 milhões de euros, ultrapassando o maior investimento em reforços. Antes do mexicano, quem detinha esse título era Pizzi, contratado por 14 milhões, também ao Atlético de Madrid. Para o futebol português, estes valores são bastante elevados quando se tratam de contratações em vez de vendas. Assim, depois de uma época em que por poucas vezes jogou de início e já tem 25 anos de idade, fica a dúvida se este foi um bom investimento da parte de Luís Filipe Vieira.

Estatisticamente, o jogador mexicano participou em 45 jogos pelo Benfica em todas as competições. Marcou por 12 ocasiões, sendo algumas delas cruciais para a campanha bem sucedida dos encarnados. Relembrando os dois golos contra o Astana, no Cazaquistão, que garantiram um empate a duas bolas, o pontapé ‘do meio da rua’ contra o Zenit que bateu no poste e permitiu a Sálvio finalizar de cabeça, o golo aos 85 minutos contra a Académica quando o jogo estava ainda 1-1, a renovação de título de herói com o golo solitário em Vila do Conde e ainda a confirmação de reviravolta na meia final da taça da liga contra o Braga. Aqui foram enumerados cinco dos 12 golos do mexicano que tiveram enorme importância para as contas das várias competições em que o Benfica se encontrava inserido.

Raúl Jiménez na posição de herói. Marcou os dois golos frente ao Astana, após estar a perder por 2-0 Fonte: SL Benfica
Raúl Jiménez na posição de herói. Marcou os dois golos frente ao Astana, após estar a perder por 2-0
Fonte: SL Benfica

Pondo de parte os números, o que vale Raúl Jiménez em campo?

O Benfica está habituado a jogar com um avançado fixo e um outro mais solto. Na época passada era Jonas e Mitroglou, uma dupla feroz que não deixava espaço para Jiménez se mostrar. Este ano temos Gonçalo Guedes, o miúdo que começa a dar passos de gigante na política ofensiva do Benfica, e, novamente, o grego. Porém, vê-se mais Jiménez a atuar de águia ao peito. Contabiliza 12 jogos e 4 golos, num total de 20 jogos em todas as competições. A sua não participação em alguns destes jogos deveu-se a contração de uma lesão de paragem prolongada. Lesões estas que vêm a atormentar o Benfica esta época, o que põe em cima da mesa uma outra pergunta: Qual a participação de Jiménez nos jogos já disputados, com todo o plantel em forma?

Levantar e seguir em frente

0

Cabeçalho modalidades

A noite não correu da forma como André Fialho esperava. O português perdeu contra Chidi Njokuani no primeiro combate do Bellator 167, sendo nocauteado aos 21 segundos da primeira ronda. Ao tentar encurtar a distância para com Chidi Njokuani com o que parecia ser uma direita overhand, com o objetivo de nulificar a sua vantagem de envergadura, foi atingido à entrada com um jab de esquerda, que o abalou antes de que conseguisse conectar. André caiu, magoado. O americano prosseguiu com o ground and pound, até que o árbitro parou a luta.

Esta derrota foi a primeira na carreira de Fialho, que começou a competir profissionalmente em 2014, terminando assim a sua onda invicta. André já tinha lutado por duas vezes na Bellator, ambas em 2016, após se juntar à AKA em 2015. O primeiro combate na organização foi contra Manny Mehraz, o qual venceu por K.O. na primeira ronda. O segundo, contra Rick Reger, teve igual resultado.

O reach superior de Njokuani acabou por ter algum impacto no combate Fonte: Facebook André Fialho
O reach superior de Njokuani acabou por ter algum impacto no combate
Fonte: Facebook André Fialho

É certo que a derrota frustra as expectativas de André, que acreditava estar a poucas lutas de vir a conseguir uma luta pelo cinturão. Mas, com 22 anos e a treinar num dos melhores ginásios do mundo, rodeado de campeões, não há razões para acreditar que o sonho não se mantenha vivo. Aliás, nada impede que 2017 seja o ano de André Fialho. Se mantiver o ritmo competitivo que teve este ano e conseguir arrecadar três vitórias seguidas, Fialho tem tudo para estar na conversa pelo título. É levantar e seguir em frente. Força, André.

Foto de Capa: Bellator MMA

Quando páras de chorar, Valência?

0

Cabeçalho Liga Espanhola

Quando Peter Lim se tornou dono do Valência, poucos imaginariam que volvidos cerca de dois anos e meio, o Valência atravessasse uma crise profunda. O magnata da Singapura entrou no clube com a promessa de um grande investimento que iria permitir ao clube Che ombrear com os principais emblemas espanhóis – tal como acontecia no início do século – mas a verdade é que o plano tem saído completamente furado e hoje em dia ir ao Mestalla – um dos estádios mais emblemáticos da Europa – é ir a um estádio que outrora fora vulcânico e agora suplica por uma réstia de esperança e efervescência.

Com o português Nuno Espírito Santo no comando da equipa, o começo da era Peter Lim até foi auspicioso e o clube alcançou um espetacular quarto lugar, lutando até ao fim pelo terceiro lugar com o Atleti de Diego Simeone . A época seguinte até começou bem com a qualificação para a fase de grupos da Champions League, mas depois veio o calvário. A prestação na prova milionária ficou muito áquem e a equipa foi logo eliminada na fase de grupos e no campeonato as coisas também não eram famosas e Nuno, numa decisão um pouco precipitada, acabou despedido. O inglês Gary Neville foi o escolhido para suceder ao português mas não conseguiu reerguer a equipa e saiu apenas ao fim de quatro meses, acumulando várias derrotas, entre as quais um humilhante 7-0 no Camp Nou.

Cancelo tem tentado sacudir o marasmo em que se encontra o clube Fonte: Valência C.F.
Cancelo tem procurado afugentar a depressão do seu clube
Fonte: Valência C.F.

Já esta época, com Cesare Prandelli no comando da equipa – sucedeu a Pako Ayestarán que tinha entrado no cargo no final da época passada – o mau momento do Valência teima em continuar. O italiano é o treinador mais creditado dos muitos que Peter Lim contratou mas até agora os resultados têm-se mantido maus. A equipa perdeu André Gomes e Paco Alcácer, dois dos principais jogadores, mas o investimento que foi feito – entraram Nani, Garay e Mangala, por exemplo – exige resultados muito mais positivos. Ocupando um miserável décimo sexto lugar, apenas dois pontos acima da linha de água, o clube Che parece ter perdido, mais uma vez, o comboio das competições europeias. Com um futebol aos trambolhões, muito apoiado nas ações individuais de João Cancelo – o português tem sido o principal destaque da equipa -, a bola parece que queima e assim é difícil os resultados aparecerem.

No entanto, Cesare Prandelli adotou no último jogo da liga um 3-5-2 e esse parece ser o caminho a seguir. Em primeiro lugar, é uma tática tipicamente italiana e nada melhor que um treinador italiano da velha guarda para a explorar. Em segundo, o tipo de jogadores que o plantel possui. Três centrais de enorme qualidade – Garay, Mangala e Abdennour podem formar uma linha recuada de altíssimo nível -, e três laterais que são muito ofensivos e que podem perfeitamente fazer o corredor todo com excelente qualidade, como é o caso de João Cancelo à direita e Gayá e Siqueira à esquerda, sem que a sua retaguarda fique desprotegida.

No meio há dois jogadores de alta rotação – Enzo e Mario Suarez – e Parejo, o jogador mais criativo destes três. Por último, na frente de ataque os intérpretes também parecem corresponder às necessidades de um 3-5-2. Nani que realizou um excelente europeu no último verão a jogar precisamente a avançado móvel e Rodrigo, o ex benfiquista também reúne as características necessárias para desempenhar bem a função. Há ainda Munir, jovem avançado emprestado pelo Barcelona e que tem mostrado serviço sempre que é chamado.

Os dados estão lançados e resta agora esperar para ver se Prandelli e a restante armada valenciana conseguem reerguer um clube histórico de Espanha que já foi campeão duas vezes neste século e que tarda em voltar ao seu registo normal, devolvendo a alma ao Mestalla, um estádio que tão bom ambiente costuma ter.

 

Foto de capa: Valência C.F.

FC Porto 1-0 SC Braga: No construir é que está o ganho

fc porto cabeçalho 2

Num Estádio do Dragão com uma moldura humana aquém daquilo que seria expectável,  decorreu o FC Porto vs SC Braga, jogo a contar para a 12ª Jornada da Liga NOS 2016/17. Do lado do FC Porto entrou em campo o onze teoricamente mais forte (ainda que seja discutível a opção entre Danilo Pereira e Ruben Neves, tendo em conta o que cada um dos futebolistas pode oferecer à equipa na fase inicial de criação) e, do lado do SC Braga, desta feita, José Peseiro optou por uma dupla de ataque menos móvel, composta por Stojiljkovic e Hassan, tendo Rui Fonte sido relegado para o banco de suplentes. Destaque ainda, na equipa do SC Braga, para a titularidade de Xeka, futebolista que, em comparação com Mauro (ausente do jogo por lesão), oferece à equipa uma maior projeção ofensiva.

Após uns primeiros dez minutos de jogo marcadamente “mornos”, a primeira jogada de verdadeiro perigo surge aos vinte minutos, com André Silva a receber a bola de Otávio, a assistir Diogo Jota a partir da esquerda, e com o avançado o FC Porto a falhar o golo perante a baliza deserta do SC Braga. Pouco depois, aos 27 minutos, Marafona protagoniza uma deficiente reposição da bola em jogo deixando Óliver Torres isolado frente ao mesmo. Contudo, o médio espanhol não aproveitou a oportunidade, tendo acabado por rematar fraco e ao lado da baliza à guarda do português. Aos 29, minutos nova jogada de perigo para o FC Porto, com Corona a isolar André Silva que rematou para boa defesa de Marafona (que encurtou significativamente o espaço disponível para o remate do avançado do FC Porto); na recarga Maxi Pereira rematou para o alívio de Baiano.

Nesta fase do jogo, o FC Porto, fruto de um forte trabalho de transição defensiva, encontrava-se claramente por cima e, aos 34 minutos, Óliver faz um grande passe de rutura a isolar André Silva que, na cara de Marafona, é derrubado por Artur Jorge. Carlos Xistra não teve dúvidas e apontou para a marca de grande penalidade, dando ordem de expulsão ao futebolista do SC Braga. Porém, na marcação do penálti, André Silva não conseguiu bater Marafona, especialista nessa matéria, tendo permitido uma boa defesa para canto ao guarda-redes português.

O jogo continuava a dar apenas FC Porto e, aos 39 minutos, Óliver Torres faz um excelente cruzamento a partir da esquerda que encontra André Silva na área. O jovem avançado português cabeceou de cima para baixo permitindo nova defesa de Marafona.

O final da primeira parte fica marcado pela opção conservadora de José Peseiro que, para reequilibrar o setor defensivo, optou por substituir Stojiljković por Rosić. Do lado do FC Porto, Otávio saiu lesionado e deu o seu lugar ao criativo argelino Yacine Brahimi. A primeira parte do jogo não terminaria sem nova jogada de perigo para o FC Porto: cruzamento de Layún a partir da direita com Danilo a cabecear ao poste; na recarga, nova oportunidade para o médio português que acabou por “entregar” a bola sem dificuldades para Marafona.

Sebastian Coates – O confiante gigante!

0

sporting cp cabeçalho 2

Esta semana vou-me desdobrar sobre um jogador, que pessoalmente considero ser, sem sombra para dúvidas, um dos melhores defesas centrais da Liga NOS. Sebastian Coates de Níon, nasceu no dia sete de Outubro de 1990 em Montevideo, no Uruguai.

Iniciou a sua formação no clube da cidade, o Club Nacional de Football ou como é vulgarmente nomeado, o Nacional de Montevideo. Transferiu-se aos 21 anos para o Liverpool de Inglaterra, depois de uma excelente campanha pelo Uruguai na Copa América de 2011 e onde foi eleito o melhor jogador jovem. Realizou duas épocas sem grande sucesso ao serviço do gigante inglês e em 2013 retornou à casa mãe, tendo realizado um total de apenas sete partidas ao serviço do clube que o formou.

Regressou a Inglaterra e seguiu para o modesto Sunderland, e nem mesmo lá obteve o sucesso que tanto havia sido anunciado para a sua carreira. Parecia que de facto se teria perdido uma enorme promessa do futebol uruguaio. Foi então que Jorge Jesus, confesso admirador de centrais altos, o “repescou” no Sunderland e o trouxe para Alvalade e para a Liga NOS.

Seba chegou, viu e conquistou… Desde o início formou a dupla de centrais com Ruben Semedo. Entrou na equipa e não mais saiu. Tem de facto uma capacidade incrível como central e como líder do bloco defensivo. Os seus pontos fortes são, sem dúvida, o jogo aéreo e a capacidade de antecipação.

E embora seja extremamente alto e aparentemente muito lento, Coates poderá ser de facto considerado, um falso lento, dado que é um jogador que, quando embalado, se torna bastante difícil de bater em velocidade. Algo que também sobressai no seu jogo é a forma extremamente inteligente como toma proveito da sua imponente estrutura física, principalmente em lances de “um para um”.