O palco da Liga dos Campoões parece ofuscar a realidade da Liga Europa, questionando o seu verdadeiro prestígio. Mas uma taça Europeia – sendo aquilo que realmente é: uma taça -, deve merecer o seu respeito. E é com esta noção que imagino a prestação do Sporting na Liga Europa. A Taça das Taças de 1964, embora contemplada num outro modelo de competição, é a pérola europeia do Palmarés Sportinguista. Juntar-lhe um outro troféu seria coroar em comprovação a demanda de José de Alvalade, representando a participação do Sporting na presente edição da Liga Europa a perseguição a esta consolidação.
Mas antes disso há que carimbar passaportes na Polónia e, também, perceber o impacto que essa possível participação terá nos restantes ramos da época. Se recuarmos ao ano fatídico da derrota caseira, o Sporting esteve perto de registar uma época de sonho. A prestação na antiga Taça UEFA conjugada com a boa campanha interna culminaram no paradoxo de não conquistar nada. Embora sejam questionáveis o desgaste, o esforço físico e a necessidade de diligenciar atenções de estudo para equipas do outro lado do Continente, há sempre uma ideia clara: a dinâmica da equipa é outra estando, ou não, numa competição externa. E sendo igualmente clarividente o facto de uma grande equipa ter que estar preparada para jogar a este nível, é preciso colocar nesta balança a principal prioridade leonina, interpretando o peso dos lados e retirando as ilações possíveis.
O Sporting CP venceu hoje o Vitória de Setúbal de forma tranquila, aproveitando da melhor forma a derrota do Benfica nos Barreiros. Os leões venceram os sadinos por dois golos, mas facilmente podiam ter vencido por mais, tendo em conta as oportunidades de golo de que dispôs.
Jorge Jesus optou por deixar Joel Campbell no banco, com Bryan Ruiz a ser a grande novidade no onze inicial, jogando nas costas de Bas Dost, tendo alternado de posição com Bruno César durante a partida. Os verde e brancos entraram muito fortes na partida, tendo aberto o marcador logo aos sete minutos, com William Carvalho a aproveitar um belo cruzamento de Gelson Martins para abrir o ativo. Antes disso, já Bas Dost e Bryan Ruiz tinham feito suspirar os milhares de adeptos nas bancadas. A primeira parte foi um passeio para os leões, dado que o Vitória não efetuou qualquer remate nesse período. Rui Patrício foi um mero espetador na primeira parte, tal a avalanche de futebol protagonizada pela sua equipa. Bas Dost esteve numa noite desinspirada, contudo ainda marcou um golo, bem anulado, pela equipa de arbitragem. Pouco depois desse lance, chegou o segundo golo leonino, no momento da noite. Bruno César, num livre batido no flanco direito do ataque, marcou um golo fantástico, fazendo a bola sobrevoar o guardião setubalense, Bruno Varela. Um momento sublime, mais um, do brasileiro que está a encantar Alvalade nesta temporada.
A segunda parte foi mais calma, com menos ascendente do Sporting, apesar de William Carvalho e Adrien Silva (depois substituído por Elias) terem sido donos e senhores do meio campo durante todo o encontro. Sebastián Coates teve alguns calafrios, mas Ruben Semedo, o seu colega de setor, esteve sempre atento na resolução dos percalços. Neste segundo período do encontro, há ainda a registar mais um golo anulado aos leões, num lance em que o árbitro erra duas vezes. Num primeiro momento, deixa seguir o jogo quando Coates ajeita a bola com o braço e, no seguimento da jogada, anula um golo limpo por alegada falta de Coates, novamente, sobre Bruno Varela. Aliás, num jogo fácil de dirigir, que não teve muitas quezílias nem lances polémicos, o árbitro portuense conseguiu estar mal, com um critério de marcação de faltas e amostragem de cartões absolutamente ridículo.
Assim, fica ainda mais apelativo o dérbi do próximo domingo frente ao Benfica, no Estádio da Luz. Com os resultados deste fim de semana, os eternos rivais ficam separados por apenas dois pontos e, no próximo domingo, vamos ter jogo grande em Lisboa. Os leões podem passar para a frente do campeonato e esperam, com certeza, repetir a exibição do ano passado, quando lá venceram por 3-0. Espero que Jorge Jesus poupe jogadores na Polónia e aposte tudo no jogo da Luz, pois passar para a frente do campeonato é bem mais importante que ir para a Liga Europa.
O clássico entre SL Benfica e Sporting CP decorreu de forma bastante intensa desde o apito inicial, num jogo que foi discutido no Pavilhão do Entroncamento em vez de no Pavilhão de Odivelas, que neste dia não estava disponível. Pese embora a mudança de local, não alterou em nada a quantidade de adeptos presentes no pavilhão, que estava completamente lotado.
Mesmo as adversidades climatéricas, isto é, um autêntico temporal que se abateu sobre o país e o facto de em certos momentos chover dentro do pavilhão, obrigando a várias interrupções, não afetaram a qualidade e a intensidade do jogo, que chegou ao intervalo com um nulo no marcador.
O Pavilhão do Entroncamento hoje teve bastantes problemas relacionados com a chuva Fonte: Sporting CP
Os golos só estavam reservados para o segundo tempo, começando com um tento de Elisandro, aos 26 minutos. Os leões reagiram, conseguindo virar o resultado com golos de Diogo (a meias com Fábio Cecílio, que viu a bola bater-lhe nas costas após um remate do jogador leonino) e Fortino, mas não foi suficiente para garantir o triunfo, uma vez que Patias fechou o resultado final numa igualdade a duas bolas, que me pareceu perfeitamente justificado face ao jogo que se pode observar.
A primeira metade conheceu um Benfica ligeiramente por cima do jogo, sendo que na segunda foi o Sporting que regressou mais incisivo. Contudo, o seu rival nunca deixou de procurar o golo da igualdade nos minutos finais, surgindo a pouco mais de um minuto do fim. Os verde e brancos não conseguiram reagir no fim e o tempo para o fazer já era bastante escasso. Cada equipa levou um ponto e a situação na tabela classificativa não se alterou, pelo menos no topo, pois o Sporting continua na frente com dois pontos de avanço para o Benfica, que podem ser cinco caso o conjunto leonino vença o jogo que tem em atraso.
Zidane desvalorizou o facto de a equipa do Barcelona poder entrar pressionada pela vantagem pontual. Afinal, são os campeões em título e, no ano passado, o Real estava em situação semelhante e foi ganhar a Camp Nou. Superou-se, apesar de entrar com o “rabo apertado”.
Uma expressão que se ajusta à forma como o Barcelona (desta vez, a equipa sob pressão) entrou, deixando que o medo de ficar a 9 pontos do rival tomasse conta dela, ao ponto de lhe condicionar a construção ofensiva. Cada passe saia com força desmedida (a mais ou a menos) e todas as ideias que os criativos (Neymar, sobretudo) traziam ao jogo eram demasiado previsíveis para que pudessem causar estrago no rival.
Havia posse, muita, no meio-campo do Real, mas não se sabia o que fazer com ela (suspirou-se por Iniesta). O Barça tinha a bola, o Real tinha o jogo. Assim se resume uma primeira parte tristonha, com apenas um esboço de situação de golo – Ronaldo atirou à figura de Ter Stegen.
O segundo tempo começou da mesma forma, e parecia que só uma bola parada poderia resolver o marasmo em que o clássico se tinha tornado. Assim foi. Livre no lado esquerdo do ataque do Barcelona, a beijar a linha de fundo , batido por Neymar para a pequena área, onde aparece Suarez (ligeiramente adiantado), a antecipar-se, de cabeça, aos centrais madridistas para fazer o 1-0.
O rombo do que o jogo necessitava. Certo? Errado. O golo acalmou o Barcelona, mas não despertou o poderio ofensivo do Real, e foi preciso a entrada de alguém muito especial para que o jogo tivesse ocasiões de golo.
Iniesta disse “presente”, substituiu Rakitic e Camp Nou ganhou côr. O Barcelona soltou-se, o rabo deixou de estar apertado, e o jogo passou a ser mais apelativo.
Entrada de Iniesta mudou o jogo Fonte: Marca
Neymar, primeiro, depois de tirar Carvajal do caminho, atirou por cima. Depois, foi Iniesta, servido por André Gomes, a atirar as malhas laterais e, mais tarde, seria o “8” blaugrana a servir Messi, para este desperdiçar, isolado, aquele que seria o tento da tranquilidade.
Três grandes oportunidades para o Barcelona matar o jogo, 0 golos. O 1-0 era curto. Aproveitou o Real, que continuou na discussão do jogo, apesar de pouco fazer por isso, trancado no seu meio-campo.
Zidane viu isto e decidiu fazer entrar Asensio para o lugar de Benzema, passando Ronaldo para o meio. Estranhou-se, mas a equipa cresceu com isto. O espanhol, ao recuar mais que o português, criou um elo de ligação ao ataque e equipa ganhou uma referência ofensiva com maior disponibilidade física com a passagem do luso para o meio. O Real, assim, passou a conseguir criar nos minutos finais, ousando o domínio blaugrana. Primeiro, Ronaldo, servido por Marcelo, avisou de cabeça, depois foi Sérgio Ramos a concretizar a ameaça do fantasma “quem não marca sofre”. Modric, de livre, a meio do meio-campo blaugrana, apontou a mira à cabeça do central e este agradeceu. O Barcelona lamentava, agora, ter posto o rabo de fora.
Os blaugrana ainda tentaram reagir no pouco tempo que sobrou e quase conseguia recuperar a vantagem, mas Casemiro evitou que Sergi Roberto aproveitasse uma saída destrambelhada de Keylor Navas e segurou os seis pontos de vantagem para o rival sobre a linha de golo.
Tudo na mesma. Ronaldo não chegou ao golo 500 na carreira, Messi chegou ao 6º clássico seguido sem marcar, e o Barcelona lamentou ter começado o jogo de rabo apertado.
Em dia de clássico espanhol, nada melhor do que um escaldante City x Chelsea para o brunch, prato tipicamente britânico. Considerado por muitos como a “ementa principal” da décima quarta jornada da Premier League, a verdade é que o duelo entre os azuis de Manchester e os londrinos não defraudou as expectativas.
Pep Guardiola surpreendeu mais uma vez e colocou três centrais em campo, com Navas e Sané – dois extremos puros – a jogarem nas alas, com Gundogan e Fernandinho a segurarem o meio-campo e os criativos Silva e De Bruyne no apoio a Aguero. Do lado dos blues, Conte apostou na equipa habitual, excetuando Matic, lesionado de última hora, que foi substituído por Fabregas.
O City sentiu algumas dificuldades para impor o seu jogo nos primeiros minutos do encontro e permitiu ao Chelsea jogar de forma confortável. O facto de estar a jogar com dois extremos puros a alas – obrigando-os a ter uma atenção defensiva a que não estão acostumados -, dificultou o processo de jogo da equipa, que tinha alguma dificuldade em chegar ao último terço do terreno com gente suficiente para fazer estragos.
Já depois de Hazard ter falhado uma boa oportunidade de golo – surgiu isolado perante Bravo e depois de ter ultrapassado o guarda-redes chileno optou por cruzar em vez de rematar contra a baliza deserta -, as asas do City – Sané e Navas – começaram a libertar-se mais à meia-hora de jogo e a partida mudou, justificando o golo que surgiu em cima do intervalo. Investida de Navas pela direita – o jogo exterior do City nesta altura estava a funcionar bem -, o espanhol a cruzar com perigo e Gary Cahill na tentativa de cortar a bola acabou por fazer um auto-golo.
No início da segunda parte o City continuou mais dominante e podia mesmo ter aumentado a vantagem em duas ou três situações. O Chelsea entrou algo apático, demonstrando algumas falhas de concentração e falhando muitos passes e era o City quem estava mais perto de marcar. No entanto, ao minuto 60 tudo mudou. Dois minutos depois de De Bruyne ter falhado um golo de baliza aberta, Cesc Fàbregas enviou um passe longo para Diego Costa e o espanhol, depois de dominar de peito, não vacilou na cara de Bravo e empatou a partida. Os londrinos acordaram com este golo e dez minutos depois consumaram a reviravolta. Contra-ataque fulminante desenhado por Hazard, Diego Costa e Willian – o brasileiro tinha entrado para o lugar de Pedrito no início da segunda parte – e o ex jogador do Anzhi, depois de um passe de morte de Diego Costa, a fazer o 2-1 num belo remate cruzado.
O City acusou muito os dois golos sofridos e nunca foi capaz de mudar o rumo dos acontecimentos. Guardiola lançou o renascido Yaya Touré e o jovem Iheanacho mas os Citizens nunca foram capazes de enconstar a equipa de Conte às cordas e de incomodar a baliza de Courtois, mostrando alguma incapacidade em arranjar soluções criativas para ultrapassar a muralha defensiva do Chelsea.
Até final Hazard ainda foi a tempo de confirmar a vitória do primeiro classificado da Premier League com mais um golo letal em contra-ataque e para as expulsões de Aguero e Fernandinho – completamente de cabeça perdida na parte final do jogo.
Muitos dirão que o empate era o resultado mais acertado, mas a verdade é que foi a matreirice de Conte a levar a melhor. O City, a espaços, conseguiu ter algum ascendente no jogo, mas nunca foi dominante como costumam ser as equipas de Guardiola e pagou caro alguma ineficácia, ao contrário dos homens comandados por Conte que se demonstraram letais.
Dia três de Novembro de dois mil e dezasseis, o Futebol clube do Porto recebe o Sporting de Braga no Dragão com vista a realizar um bom jogo de futebol entre duas boas equipas. Declaro que sou bracarense e gostava que o meu clube ganhasse, apesar de saber que é difícil pois jogámos com um conjunto forte. É um encontro de grande importância para ambas, tendo em conta a sua ambição e objectivos traçados no início da época. Apesar daquela ligeira sensação de só estarem três pontos em disputa, existe muito mais a perder/ganhar com este encontro.
O caso dos da casa parece ser mais complicado. A situação é difícil para uma equipa que se habituou a vencer sempre qualquer coisa. Os portistas parecem ainda não ter encontrado a fórmula certa para fazer as pazes com os golos nem com os títulos. Não considero Nuno um mau treinador, antes pelo contrário, o que de facto sinto é que a mensagem para os atletas não tem passado. Acho que todos eles já perceberam a parte do «jogar à Porto», mas nem sempre o que dizes Nuno… Existe sim uma pessoa que te compreende e chama-se… Manuel Machado! Excelente orador e amante de palestras. Esquemas e desenhos até. Se Nuno não fosse treinador era Arquitecto, porque projecto existe, agora aplicar o material no sítio certo… Se calhar o mal está aí mesmo. É preciso saber ouvir outras opiniões. A dos jogadores é essencial. A velha máxima do «percebeste ou queres que te faça um desenho?» é agora mais que aplicável.
Pede-se união aos jogadores do SC Braga Fonte: SC Braga
Faz outro desenho, Nuno! Se for preciso compra-se um caderno para cada um para poderem corresponder ideias de forma lúdica. «Uma imagem vale mais do que mil palavras.» Existem cadernos com mil páginas para o caso de a criatividade ser muita. Claro que contra o treinador da minha equipa falo… Ser teimoso até dá frutos… Olha o Peseiro… Tantas vezes aplica a mesma fórmula que um dia acaba por resultar! Espera-se um Porto melhor. O êxito que preenche os adeptos desta equipa está longe, mas acredito que chegue. O conjunto é muito bom, recheado de promessas e excelentes jogadores. Posto isto, acredito que chegará o dia. Honestamente, que não seja amanhã. Na próxima jornada! O Porto pode então catapultar-se novamente para o pódio caso conquiste uma vitória, e se jogar bem, algum oxigénio no que a resultados e opiniões diz respeito. Do lado do Braga a coisa está um pouco melhor. Mas não famosa. A altura do jogo não é boa para os da casa, mas para os arsenalistas também não o é.
O próximo encontro é frente ao Shakhtar, onde se decide a permanência na Liga Europa. Dois jogos de dificuldade máxima no espaço de uma semana. Vamos lá testar essa fibra! O futebol não é de eleição mas os resultados têm alegrado os dias. A assombrosa lista de lesionados não pára de ser revista. Volta um, vai outro. O quê o André Pinto já está bom!? É assim mesmo! O Mauro o quê!? Lesionou-se? Pois… E é isto… Um sai e outro entra. Como mandam as regras. Homem por homem. Não se pode jogar com doze… Gracinha à parte, a verdade é que as lesões têm impedido a equipa de jogar mais. Para os arsenalistas prevalece a vontade de se isolar no pódio, provando assim que pode ser um candidato surpresa ou uma daquelas moscas chatas que não deixam dormir ou ganhar campeonatos. Bzzzz… A equipa tem corrigido alguns erros que vinha a cometer até então, como é o caso de ser mais eficaz na cara do golo e trocar a bola com mais segurança.
Vai no comboio da frente merecidamente, apesar de Peseiro não ter convencido na totalidade. Os resultados estão visíveis, portanto as coisas não estão a correr assim tão mal como se previa. O ritmo é notório e vai preenchendo as lacunas técnicas que se avistavam desde o assento mais próximo do relvado até ao mais longínquo. Tocando no nervo, a questão está aqui. Será o Braga capaz de se impôr num terreno difícil numa altura em que alegrias poderiam preencher vazios? Eu penso que sim. Mas a concentração não pode estar só em fazer golos, jogar bem também é preciso. Os adeptos pedem-no e com razão. Qualidade existe daí a exigência. Uma vitória traria moral para os embates que se seguem. E a bem dizer, se vencermos, a moral pode mesmo ser decisiva nos próximos jogos. Que seja um bom jogo e ganhe o Braga!
André Fialho (8-0) volta a combater na Bellator este fim-de-semana, de dia 3 para 4 de Dezembro, às 02h00 da madrugada. Pela primeira vez, o combate será transmitido em directo. O adversário será Chidi Njokuani (15-4), o qual André considera ser “melhor do que todos” contra quem já lutou até agora.
Bola na Rede: Finalmente, a SIC Radical vai transmitir o teu combate em directo. Qual é a sensação?
André Fialho: É um sentimento muito especial saber que Portugal vai estar a assistir. Claro que fiquei muito contente, estou bastante grato. Algo vai ficar na história: acho que é a primeira vez que vão passar em direto um combate internacional onde um português luta… Estamos a caminhar para fazer história mais uma vez.
BnR: Há seis meses disseste que San José não se comparava nada a Portugal. Seis meses depois, como te sentes aí?
AF: Começo a conhecer melhor isto. Tal como disse na altura, a Califórnia tem coisas boas e as minhas condições de vida estão a melhorar, estou a poder começar a aproveitar um pouco. Mas continua sem se comparar a Portugal. Nada tem a ver com o paraíso que é Portugal.
BnR: Como está a correr o campo de treino?
AF: Correu bem. Tive umas pequenas lesõezitas, não pude fazer contacto durante a maior parte do campo, mas correu bem.
No seu último combate, Fialho venceu Rick Reger por KO no primeiro round Fonte: Facebook Oficial de André Fialho
BnR: A recente lesão do Daniel Cormier, que fez com que tivesse de ser retirado do cartaz do UFC 206, levou a que, novamente, surgissem muitas críticas à AKA, devido à quantidade de atletas que se lesionam. Porque é que achas que isso acontece?
AF: Existem uma data de lesões. Eu acredito que aconteça porque o nível é bastante alto, somos todos competitivos e às vezes puxamos mais do que devemos. Fazemos bastante contacto, talvez seja por isso. Mas acho que é mais coincidência ter havido tantas lesões e ter acontecido tantas vezes no nosso ginásio.
BnR: Como está a correr o corte de peso?
AF: Eu perco cerca de 10 kg. Normalmente tenho 87 kg, às vezes tenho 90, mas tento-me manter nos 87. Agora estou por volta dos 84… Agora devo estar com menos, hoje devo estar para aí com 82. Devo ter 5 kg para perder esta semana, por isso está ótimo. [As pesagens decorreram dia 2, às 22h de Portugal]
BnR: Sobre o Chidi Njokuani – que problemas achas que te pode trazer?
AF: O Chidi é um grande lutador, melhor do que todos contra quem eu já lutei. Vai ser um bom teste. Ele é bastante grande, tem bom reach, é muito bom de pernas, o que pode ser o que me vai dar problemas. Mas, como já disse, eu acredito que estou noutro nível e vou prová-lo sábado à noite.
BnR: Não temos visto muito do teu jogo de chão nos dois combates na Bellator, até porque foram bastante curtos. Este combate não será uma boa oportunidade para o fazer?
AF: Se vir oportunidade, talvez leve o combate para o chão, sim senhor. Talvez vejam algo de novo nesta luta (risos).
Costuma dizer-se que o futebol é um desporto de inverno. Que só aqueles que aguentam os campos pesados é que poderão almejar o título. Não se pode dizer que o Benfica tenha colocado em real perigo o seu grande objectivo – a liderança, no máximo, será menos confortável -; porém, a falta de ideias da equipa a partir do momento do 2.º golo maritimista foi por demais evidente. E a enxurrada, não sendo explicação para tudo, ainda dificultou mais a vida.
Não é habitual no campeonato português, mas a verdade é que a forma como o Marítimo entrou frente a um grande (Benfica) causou um “rombo” táctico e mental na partida. Os maritimistas, sempre com elevados níveis de agressividade – com um ou outro exagero, diga-se -, aproveitaram da melhor forma a entrada macia e passiva do Benfica. Essa entrada materializou-se num golo e em mais três ocasiões claras para a equipa de Daniel Ramos. Nesta fase o Benfica não parecia ter antídoto.
Aos poucos, e sem nunca evidenciar uma superioridade avassaladora, o Benfica ia reagindo e empurrando o Marítimo para o seu meio-campo – os madeirenses foram também perdendo o gás… Nélson Semedo, a meias com Gonçalo Guedes, empatou o jogo.
Quando se pensava que se ia assistir a um aumento de intensidade e, sobretudo, a uma melhoria exibicional significativa, assistiu-se a … Uma moderada melhoria. Mesmo com uma ligeira melhoria colectiva, a exibição benfiquista nunca passou do q.b.. Pizzi ia tentando remar contra a maré, mas a dinâmica não era a melhor.
Eis que chegam minutos decisivos. A chuva, aos poucos, começa a tomar conta da partida, fazendo afastar a (pouca) criatividade benfiquista. Rafa obrigou Gottardi à defesa da noite e, pouco depois, o Marítimo aproveitou da melhor forma a passividade defensiva do Benfica. Até ao fim, a enxurrada trouxe poucas ideias e muito anti-jogo. Queimar tempo é diferente de desrespeitar as bases do jogo, tal como o conhecemos. O futebol está a mudar. Tal como o tempo mudou (um pouco) este jogo.
Não, não leu mal. É mesmo verdade. Cinco dias depois de se sagrar campeão mundial de F1 pela primeira vez, Nico Rosberg terminou a carreira.
O piloto alemão, de 31 anos, comunicou a sua decisão via Twitter, num post curto e directo, em que revela que pensava no abandono desde o Grande Prémio do Japão. Rosberg agradeceu à família, principalmente à mulher, pelo apoio e compreensão do último ano; grande parte do título é graças a eles, segundo o campeão. Nico Rosberg justificou a decisão com a “vontade de dedicar mais tempo à família”.
E como o desporto nunca pára, minutos depois do anúncio da retirada de Rosberg, começou a especulação sobre quem irá tomar o seu lugar. Lewis Hamilton já disse que gostava de ser ouvido; o antigo campeão e colega de equipa de Rosberg já disse que está triste, mas não surpreendido. Apesar da conhecida má relação entre os dois pilotos, Hamilton elogiou o alemão e confessou que será estranho não o ter em pista. Quanto à sucessão, pouco revelou. Limitou-se a afirmar que está interessado em saber quem quer ser seu colega. A Mercedes apressou-se a anunciar que só vai pensar no substituto de Nico a partir de segunda-feira. Ainda assim, os nomes de Fernando Alonso e Pascal Wehrlein já são falados.
Mas o nome mais sonante não é nenhum destes. Com a saída de Rosberg, abre-se espaço para Verstappen. Pelo menos, é o que dizem os principais sites da especialidade. A Mercedes agitou a conversa e envolveu-se numa troca de tweets humorísticos com o próprio Verstappen. Humor ou não, não sabemos. Mas que todos gostávamos de ver Max a conduzir uma flecha de prata, disso não tenho dúvidas.
O abandono de Rosberg deixa a Fórmula 1 orfã. Depois de concretizar o seu maior sonho – ser campeão do mundo – Nico deixa a modalidade que o fez feliz. Vamos sentir a sua falta, mas já só pensamos em quem vai ocupar aquele monolugar…
O FC Porto acabou o mês de novembro com apenas uma vitória para o registo: 1-0 frente ao Brugge, no passado dia 6 (já lá vão 26 dias). De resto, contam-se 5 penosos empates, com a agravante de não se registarem golos marcados nos últimos quatro. Nuno Espírito Santo, que vem acumulando recordes negativos, apresenta, também, argumentos favoráveis (não perde há dois meses e cinco dias e nos últimos oito jogos sofreu apenas um golo). Isso, naturalmente, não tem grande importância para o comum adepto se, por outro lado, as vitórias não aparecem. Mas nomear um apoiante do FC Porto como ‘adepto comum’ é completamente despropositado.
Desde logo, porque o FC Porto tem os melhores adeptos do mundo, logo, não são tão comuns como isso. Este grupo restrito de ‘fiéis’ (a maioria deles) já experimentou sensações de vitórias de que mais nenhum outro português apoiante de outro qualquer clube se pode gabar. Os portistas vêm de um longo e glorioso trajeto de trinta anos repletos de sucessos, dentro e fora de portas. Triunfos que elevaram o nome e a marca FC Porto como uma das principais bandeiras desportivas do nosso país. Ora então, como explicar à massa adepta mais exigente (a nível de resultados) que por cá existe que, neste momento, é altura de recomeço e que as coisas vão levar o seu tempo a voltar à normalidade que todos desejamos?
Desde 2013, ano da última conquista, por cá passaram Paulo Fonseca, Julen Lopetegui e José Peseiro. Todos com o mesmo problema: foram o rosto principal do declínio que o clube vem registando desde então. Em tempos idos, teriam obtido o mesmo sucesso dos seus antecessores. Mas as coisas mudam. Benfica e Sporting registaram um crescimento assinalável e são, hoje, fortes concorrentes à altura de um FC Porto que procura reencontrar-se no seu ADN ‘perdido’.
Tudo isto é palavreado bonito que não interessa ao comum adepto do FC Porto. Só assim se explicam os lamentáveis lenços brancos que NES viu no Restelo e no Dragão, na última terça feira. Ao fim de três anos a seco, seria, porém, de esperar uma onda de indignação logo após os primeiros falhanços. Quatro jogos sem faturar só podem agravar a situação e o público já dá mostras de perder a paciência. Não é fácil ser-se, hoje, treinador do FC Porto! Nuno tem desenvolvido um trabalho formidável ao longo de seis curtos meses. A sua chegada implicou uma limpeza cirúrgica. Ao primeiro grande teste de fogo, Nuno – qual líder de uma armada repleta de juventude – silenciou o Olímpico de Roma com um brilhantismo formidável. Seriam os primeiros sinais de retoma do ‘velho FC Porto’. As primeiras jornadas do campeonato mostraram uma equipa com raça, empenho, atitude, vontade de ganhar, chama e, a espaços, qualidade de jogo.