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Vitória FC 0-1 Rio Ave FC: A grande estreia de Luís Castro

Cabeçalho Futebol Nacional

Noite fria em Setúbal na inauguração da 11.ª jornada, com um estádio quase vazio, mas, ainda assim, com a presença de alguns fiéis adeptos do Rio Ave. O Vitória inicia a partida com um remate perigoso logo no primeiro minuto, mas a equipa Vila Condense rapidamente responde com uma oportunidade clara de golo desperdiçada.

O primeiro quarto de hora é marcado por uma maior pressão por parte da equipa caseira, enquanto que o Rio Ave aposta num jogo mais seguro. Certo é que a estratégia dos homens de Luís Castro se mostra mais eficiente e Filipe Augusto inaugura o marcador, de cabeça, aos 19 minutos. Sem tirar mérito ao camisola 5, Bruno Varela deixa-se ficar mal na fotografia.

Com meia hora de jogo e ambas as equipas com dois jogadores amarelados, o Vitória vai pressionando, sem sucesso, tentando dar resposta ao golo sofrido, enquanto a equipa de Vila do Conde continua a dar bastante trabalho à defesa dos sadinos.

Remate fortíssimo do avançado do Vitória em cima do intervalo, mas Cássio nega o golo com uma defesa extraordinária.

As equipas recolhem ao balneário com o Rio Ave a vencer o Vitória por uma bola e uma substituição já efetuada (sai Heldon para entrar Yazalde).

A segunda parte começa sem alterações e, à semelhança do que aconteceu na primeira metade, os sadinos entram a dominar o jogo.

Filipe Augusto decidiu a partida no Bonfim Fonte: FPF
Filipe Augusto decidiu a partida no Bonfim
Fonte: FPF

Aos 57 minutos o Rio Ave vê-se reduzido a dez unidades, graças a uma falta de Guedes, que lhe vale o segundo amarelo. O Vitória aproveita a paragem para lançar Arnold, saindo Gauld (já amarelado). Os poucos adeptos sadinos que se encontram no Bonfim fazem-se ouvir e puxam pela equipa.

Aos 68 minutos, Gil Dias isola-se e, frente a frente com Bruno Valera, falha o golo por poucos centímetros.

Com 76 minutos jogados, o Vitória FC esgota as suas substituições, com Meyong e Nuno Santos (a substituírem Thiago Santana e Pacheco, respetivamente) a serem as apostas de José Couceiro. A menos de dez minutos do final, os Vila Condenses jogam seguro, tentam “adormecer” a partida, e Luís Castro mexe na equipa, colocando no jogo Novais, um médio com características mais defensivas. O Vitória vai pressionando à chegada do apito final, enquanto o Rio Ave tenta defender o resultado.

Com quatro minutos dados de compensação, o Rio Ave aproveita para fazer a sua última alteração, saindo Ribeiro para entrar Lionn. O Rio Ave volta às vitórias após cinco jogos sem vencer. Grande estreia de Luís Castro.

Foto de Capa: Vitória FC

Sporting, mas porquê quase?

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sporting cp cabeçalho 1Vamos para a sexta e última jornada da Liga dos Campeões. Estamos em terceiro lugar, sem possibilidades de passarmos aos oitavos de final da competição, restando-nos apenas a luta por um dos lugares na Liga Europa. Sim, porque nem isso temos assegurado, tendo que disputar esta vaga com o Légia de Varsóvia.

O que se passou com o Sporting? O grupo, à partida, não era fácil; pelo contrário. O Real Madrid, que procura a décima segunda taça, era o adversário mais complicado, à partida. Por outro lado, o Borussia de Dortmund, que também já foi o vencedor da competição, em 1996-1997, e finalista da época 2012-2013 (perdida para o Bayern de Munique), também procura a reafirmação na Liga dos Campeões. Que sobra? Um Sporting Clube de Portugal, com garra para passar à próxima fase e para derrubar gigantes, e um Légia de Varsóvia que, infelizmente para equipa, estava praticamente condenado antes dos primeiros 90 minutos na competição.

Bruno César foi uma das revelações na passagem pela Liga dos Campeões Fonte: UEFA
Bruno César foi uma das revelações na passagem pela Liga dos Campeões
Fonte: UEFA

O calendário do Sporting, a começar logo no Santiago Bernabéu, não facilitou muito. O embate com o “gigante maior” poderia dar ou mais motivação para sair de lá com pontos, ou levar uma chicotada física e psicológica com uma goleada, mas… surpresa das surpresas. Os leões combateram como tal, com a garra e ambição que lhes é conhecida e pedida pelos adeptos. Começaram a ganhar e perderam por um golo aos 94 minutos. Por pouco que não arrancavam para uma caminhada que poderia ser fenomenal para a equipa, com todos os benefícios que poderia trazer. O jogo, em casa, contra o Légia, já foi uma boa imagem de um Sporting que queria lutar pela passagem aos oitavos, com uma equipa superior a nível táticos e técnicos, que deu esperanças a todos os adeptos do clube. Mas a sina diria que a derrota, da jornada seguinte, fosse inglória para o esforço de uma equipa que jogou de igual para igual com o seu adversário, onde nem sempre é a jogar melhor que a vitória acontece. A ida ao Signal Iduna Park vaticinou, em grande parte, todas as aspirações. O jogo foi uma réplica do de Alvalade, com uma imerecida derrota. O último jogo, em casa, frente ao Real Madrid, foi outro quase: quase que faziam pontos. Quase que havia um empate, no final. Quase que se aspirava a uma vitória, com toda a moral que o golo de Adrien Silva trouxe.

O breve resumo que fiz destes jogos foi visto por todos, quer sportinguistas, quer não. O que eu pergunto, e que gostaria de saber, é o porquê de ficarmos por este quase. O que nos falta? Mostrámos que somos bons o suficiente para fazer frente a grandes. Que não somos um frágil David frente a um Golias poderoso. Que temos potencial para passar. Que sina é esta?

Resta-nos lutar por um lugar na Liga Europa. Aproprio-me de uma música do Euro 2004 para perguntar: mas porquê quase? Não passámos à próxima fase.

Foto de Capa: Sporting CP

NES não tem boa imprensa

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fc porto cabeçalho

Nas últimas semanas tenho vindo a constatar que NES não tem boa imprensa, já tinha essa suspeita aquando da sua contratação, mas com três meses de competição foi confirmada.

O grau de tolerância dos comentadores, jornalistas e fazedores de opinião é claramente menor para com o trabalho realizado pelo treinador portista, comparativamente com os treinadores dos clubes rivais.

E a pergunta a fazer é: porquê? Tenho algumas suspeitas: uma imprensa claramente centralista onde praticamente todos os meios de comunicação estão sediados em Lisboa?! A proximidade com Jorge Mendes pode levantar dúvidas do seu mérito?! Ou será mesmo desonestidade intelectual dos fazedores de opinião?!

A tentativa semana após semana de fazer passar a mensagem que NES não é treinador com qualidade para o FC Porto começa, na minha opinião, a ser algo absolutamente ridículo. Entendo isso no adepto comum, que tem sempre um pouco de fanatismo e o que deseja é a vitória do seu clube, o que já não consigo compreender é comentadores altamente bem pagos, que deveriam ter conhecimentos muito mais aprofundados, fazerem análises básicas sem sustentabilidade nenhuma e em muitos casos parciais, é algo inaceitável.

NES já meteu o Porto a jogar bom futebol Fonte: Facebook Oficial de NES
NES já meteu o Porto a jogar bom futebol
Fonte: FC Porto

Pegar numa equipa em frangalhos depois de uma época muito difícil, da chegada de vários jogadores novos ao clube, muitos deles muito jovens, com um onze base em que metade dos jogadores chegaram ao clube este ano e muitos deles no final do mês de Agosto, e um treinador que apenas tem quatro meses de trabalho com estes jogadores e na sua adaptação a uma nova realidade. É um ponto de partida completamente diferente relativamente aos dois rivais, onde os treinadores já levam um ano de trabalho, em que os onzes bases tiveram duas ou três mudanças, por isso as analises feitas não podem esquecer estes pontos de partida porque, assim sendo, não estão a ser feitas com honestidade intelectual.

RB Leipzig: Red Bull (e alguma organização) dá-lhe asas

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Cabeçalho Liga AlemãNo título está presente uma bebida energética, mas, caro leitor, não se iluda. Não há no sucesso deste líder do campeonato alemão qualquer tipo de “jogo sujo”, ou muito menos doping. Aliás, o que está dentro de parênteses acaba por ser mesmo o essencial – o resto é apenas um jogo de palavras. Porque um clube fundado em 2009 só pode bater-se com os principais gigantes do futebol alemão se tiver muita organização. Há sangue novo neste projecto, e, sobretudo, há aquilo de que realmente um clube precisa para ter sucesso desportivo: comando técnico competente e talento dentro de campo. Porque a organização é muito importante, mas isso ao mais alto nível não chega. O Leipzig consegue esse plus futebolístico.

Uma das principais mais-valias desta equipa alemã é o facto de ser uma equipa… tradicionalmente alemã. O futebol que joga não encanta ninguém; porém, é eficaz e objectivo. Os seus jogadores, não sendo os mais virtuosos do mundo, sabem perfeitamente aquilo que têm de fazer, tendo em vista sempre uma ideia de colectivo. A técnica e a arte nem sempre estão presentes, mas a equipa compensa isso com força, inteligência, matreirice e segurança táctica. E isso é trabalho de treinador. Ralph Hasenhuttl tem surpreendido o futebol alemão pela forma como consegue enquadrar talento (jovem) em contexto colectivo.

Há dedo de treinador (Hasenhuttl) na equipa-sensação da Bundesliga Fonte: RB Leipzig
Há dedo de treinador (Hasenhuttl) na equipa-sensação da Bundesliga
Fonte: RB Leipzig

Falando de talento, é o que não falta a esta jovem equipa. Com uma defesa segura e consistente, a equipa ganha algum brilhantismo do meio-campo para a frente. É nessas zonas que moram os principais talentos desta equipa, a começar pelo jovem centrocampista Naby Keita. O jovem da Guiné-Conacri entrou com o Dortmund – para oferecer a vitória – e nunca mais saiu da equipa. Com uma capacidade de resistência fora do comum e uma amplitude de movimentos assinalável, este jovem jogador começa a ser seguido por grandes gigantes europeus. Forsberg é o jogador mais criativo da equipa e tem sido decisivo, não só por aquilo que faz os outros jogarem, mas, essencialmente, pelos golos que marca. Há também mais três jovens que têm feito as delícias de olheiros de grandes clubes: Werner, avançado móvel, tem feito muitos golos e ajudado muito a equipa pela forma como é capaz de jogar sem bola; Poulsen, o avançado mais posicional, tem sido importante pois, mesmo sendo um jogador que utiliza o físico para tirar vantagem, tem outros atributos técnicos que fazem dele um avançado temível; Sabitzer, o CR7 austríaco, tem sido importante nos desequilíbrios pelos corredores. Esses desequilíbrios são importantes pois esta equipa sente-se mais confortável a jogar em transições.

Talento por talento não chega, organização por organização também não. Se há equipa que se sente confusa por esse mundo fora com a sua identidade, deve olhar para o que se faz em Leipzig, um binómio que, não sendo perfeito – esse conceito não existe no futebol moderno -, lhe vale a liderança de um dos campeonatos mais temíveis do futebol europeu. Alguém ainda se lembra dos “milhões de Leipzig”?

Foto de Capa: RB Leipzig

Nélson Semedo 2.0

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sl benfica cabeçalho 1

Foi apresentado aos benfiquistas como “Nelsinho”. Porém, no início da época passada, logo se percebeu que a ingenuidade e nervosismo possivelmente associado ao diminutivo, não existiam. Nélson mostrou desenvoltura e personalidade – veja-se as exibições do Calderón e do Dragão – e até chegou rapidamente à seleção. Depois de uma lesão grave – com todas as consequências negativas que daí advém para a evolução de um jovem -, Nélson Semedo está de volta. E, não se iludam, neste caso, a versão 2.0, é mesmo uma versão melhorada.

No início da temporada 2015/2016 Vieira prometeu cinco “meninos do Seixal”. Nélson, não sendo à data o jogador mais popular do Caixa Futebol Campus, foi um dos escolhidos. Lançados na Supertaça com o Sporting, o jovem português foi conquistando o terceiro anel. Juntar velocidade, virtuosismo e capacidade de resistência não é fácil, particularmente num jogador que se estreava ao mais alto nível. Os defeitos eram ainda evidentes, mas percebia-se que com o tempo podiam ser trabalhados. Além do mais, notou-se desde o primeiro momento, Rui Vitória confiava cegamente no jovem português. Aos poucos, a segurança foi estando presente no jogo do lateral e a consciência táctica foi começando a impressionar os gigantes europeus.

Nélson Semedo voltou melhor do que nunca Fonte: Facebook Oficial de Nélson Semedo
Nélson Semedo voltou melhor do que nunca
Fonte: SL Benfica

Qualquer lesão mói. Para um jovem em ascensão, esta lesão foi particularmente complexa. Do ponto de vista físico, Nélson perdeu ritmo (e o seu lugar) – André Almeida aproveitou, agarrou o lugar e deu consistência à equipa -, mas a principal dificuldade esteve no foro mental. O jovem lateral perdeu confiança e com isso, o seu jogo perdeu espontaneidade.

No Verão, Rui Vitória foi claro: “Nélson tem um potencial enorme e vai voltar ao seu nível”. Havia uma esperança interna que Nélson pudesse voltar ao rendimento do início da outra época. Afinal, todos reconheciam as dificuldades de reintegração, numa equipa com uma dinâmica de vitória forte, depois de uma lesão grave. Esperança justificada. Nélson, aos poucos foi evidenciando as traves-mestra do seu jogo e, foi com isso, melhorando o da própria equipa. O entendimento com Salvio foi-se solidificando e o Benfica, tem neste momento na profundidade do jovem internacional português, uma das principais armas ofensivas. Nélson Semedo está oficialmente revigorado. Fortaleceu as suas qualidades, ganhou outras – inteligência e assertividade na zona de decisão – e os defeitos, outrora tão evidentes, até são camuflados com tanto futebol. O jovem português sempre teve potencial, porém, agora que temos a versão 2.0 do lateral, esse potencial já se transformou em certeza. O futebol português agradece este upgrade futebolístico.

Foto de capa: SL Benfica

O que distingue uma boa de uma grande equipa?

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fc porto cabeçalho

Durante esta época, o FC Porto tem apresentado grandes exibições (Nacional na Choupana e contra o Benfica no Estádio do Dragão) e outras sofríveis como em Tondela, Brugge, Copenhaga. E esta instabilidade tem sido difícil de contornar, com várias exibições de baixo nível. Infelizmente, mais as exibições sofríveis do que as boas exibições. Porém, o que podemos verificar são os fracos resultados de quando a equipa joga mal, perdendo quase sempre pontos e atrasando-se na corrida pelo campeonato e na passagem na Liga dos Campeões. E essa qualidade exibicional tem de regressar rapidamente se os azuis e brancos pretendem o regresso aos títulos nesta época e virar a página dos três anos de insucesso.

Os jogadores são seres humanos e, devido a esse fator, não conseguem manter o topo de forma e a qualidade exibicional semanalmente e em todas as competições mas, como equipa que luta pelas competições em que entra, tem de tornar as fraquezas forças. Nem sempre é possível jogar bem mas, nesses jogos, é necessário ganhar como nos outros. E é esse o fator que distingue as boas equipas das grandes equipas: a capacidade de vencer mesmo nos jogos que correm menos bem.

Falava esta semana com um amigo e dizia que, a este FC Porto falta a cultura de vitória. Dentro do plantel portista, Casillas foi campeão pelo clube e seleção em diversas ocasiões; Maxi Pereira campeão pelo SL Benfica e fica por aqui a lista de vencedores de campeonatos presentes no plantel dos dragões. E este facto é sintomático da crise que atravessa o FC Porto e, aqui, culpo a estrutura que não soube prevenir esta transição de treinadores e plantéis ao longo das últimas épocas. O plantel 2016/2017 é bom? Sem sombra de dúvida visto que o clube tem jogadores como André Silva, Jota, Corona, Óliver, Danilo, Casillas, Layún, Brahimi (não joga mas isso já escrevi e outros escreveram sobre a má gestão deste ativo). É o melhor plantel do campeonato? Não, não é o melhor, mas há que inverter esta tendência e tornar esta equipa melhor através de melhores jogadores (sim, acho necessário reforçar certas posições) e solidificar uma forma de jogar.

NES tem de meter a equipa a render Fonte: Facebook Oficial de NES
NES tem de meter a equipa a render
Fonte: Facebook Oficial de NES

Porque o que distingue uma boa equipa de uma grande equipa, para além de uma grande equipa conseguir ganhar os jogos em que a qualidade futebolística é fraca, é ter uma ideia de jogo definida desde o início e não a mudar conforme o contexto em que se joga. E refiro este aspeto porque o FC Porto quando joga em casa e fora de portas, apresenta duas formas de jogar diferentes visto que, em casa, quer ter bola e atacar mais, e fora de casa, independentemente do adversário, dá iniciativa de jogo e pratica futebol direto (característica que não acompanha as características dos jogadores) o que resulta em resultados adversos e vemos que o FC Porto perde pontos, e olhemos para o campeonato, em Alvalade, Tondela e Setúbal com exibições muito abaixo da média e sem conseguir derrotar adversários de menor valor no campeonato.

Algo tem de mudar neste panorama, o FC Porto tem de assumir a vitória em todos os jogos e praticar um futebol de ataque, com posse de bola e ataque continuado (60 minutos contra o Benfica foram um resumo disto) e, assim, estará mais próximo de obter o título nacional que lhe escapa há três épocas. É preciso dar a volta e dar a este clube a dinâmica e a cultura de vitória que vem sendo perdida.

 

Texto revisto por: Carlos Valente

O XI da Seleção para 2026

Cabeçalho Seleção Nacional

Com a constante aposta de jogadores da formação, quer do Seixal, quer de Alcochete, quer do Olival ou de todas as outras academias em Portugal, a quantidade está aliada à qualidade quando falamos das perspetivas da nossa Seleção ser uma referência a nível Mundial no futuro.

Com as finais de sub-20 e sub-21 do último Mundial e Europeu respetivamente, ou ainda com as recentes conquistas do Europeu de sub-19 e do escalão principal, são muitos aqueles que podem vir a deixar o país dos Lusitanos em êxtase, quer com uma conquista de mais um Europeu, quer com a conquista de um Mundial (quem sabe o de 2018).

Assim sendo e, tendo em conta que muitos outros jovens de talento podem aparecer, são estes os jogadores que espero ver a representar a Seleção daqui a 10 anos.

LA Lakers – Uma nova era

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Cabeçalho modalidadesSem Kobe Bryant, com um novo técnico no comando – uma incógnita girava em volta da equipa de Los Angeles.

Uma equipa com novas ideias, novas figuras e sem uma estrela principal, mas a verdade é que, para surpresa de alguns, os Lakers arrancaram a temporada numa forma bem melhor que a da passada época. Não nos deixemos enganar pelo último resultado na Oracle Arena, neste momento com 8 derrotas e 8 vitórias, tendo já vencido equipas como Houston Rockets, OKC e Golden State, os rapazes de Los Angeles ocupam a sétima posição na tabela da conferência.

Sem Kobe para receber a bola, encestar e brilhar, os Lakers tiveram de se adaptar a uma nova realidade. Essa nova realidade chama-se jogo de equipa. Um coletivo que começa a funcionar. Um conjunto que começa a trabalhar. Uma máquina que arranca com o objetivo de não parar.

Uma nova geração pode dar alegrias aos Lakers Fonte: latimes.com
Uma nova geração pode dar alegrias aos Lakers
Fonte: latimes.com

Figuras como Nick Young (que decidiu o jogo contra os OKC), o jovem D’Angelo Russell, Louis William ou Randle (todos estes com uma média superior a 10 pontos por jogo) e ainda Mozgov ou Calderon têm mostrado aos seus adeptos do que são feitos e que estão prontos para lhes dar algumas alegrias. Estes homens, ao comando de Luke Walton, antigo adjunto de Steve Kerr, são capazes de fazer coisas bonitas.

Perspetivo um futuro risonho para estes antigos gigantes – talvez não este ano, talvez nem sequer para o próximo, mas em menos do que se espera. A história já lhes pertence e é o seu trabalho fazer com que o futuro lhes pertença também.

Nick Young faz o cesto que dá a vitória aos Lakers:
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Foto de capa: joshuaschnabel.sportsblog.com

Artigo revisto por: Francisca Carvalho

 

UEFA Futsal Cup – Dia 1: O primeiro desafio está ultrapassado

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Cabeçalho modalidades

A UEFA Futsal Cup voltou a Odivelas, com Sporting, Dinamo Moscovo, Targu Mures e Eto Gyor.

No primeiro jogo, o Dinamo venceu por claros 11-1, um resultado que demonstra bem o desequilibro que foi o encontro. Os romenos do Targu quiseram tentar assustar os russos mas nunca foram uma equipa capaz de colocar o Dinamo em sentido, que desde cedo percebeu que este seria um passeio.

No segundo jogo, o Sporting não podia ter entrado de melhor maneira, com um golo logo aos 20 segundos. Os leões voltaram a carregar no acelerador mas esbarraram sempre no guarda-redes do Eto Gyor, que defendeu tudo. Com o passar do tempo, os húngaros começaram a acreditar que era possível e cresceram no encontro, começando a assustar o Sporting. Os leões esbarravam na defensiva do Gyor, que sabia fechar os caminhos e apanhar a equipa leonina descompensada. O intervalo chegava com a ideia de que bastava mais concentração para o Sporting passar este teste.

Será este o ano do leão? Fonte: Sporting CP
Será este o ano do leão?
Fonte: Sporting CP

A segunda parte começou como a primeira, com o Sporting a marcar. Os leões sentiram-se confiantes e chegaram à vantagem de 3-0. Mas mérito para o Gyor, que nunca baixou os braços e acreditou queria possível voltar a entrar na discussão do jogo. Apostando no guarda-redes avançado, os húngaros marcaram o 3-1 e pressionaram nos minutos finais. Uma falha à boca da baliza e uma bola cortada em cima da linha levaram ao desespero os jogadores do Gyor que, nos minutos finais e carregando na área do Sporting, sofreram o 4-1 num grande golo de João Matos.

No final do dia 1, fica a vitória difícil mas justa do Sporting frente a um ETO Gyor que se mostrou bastante organizado. O primeiro desafio, e o segundo adversário mais complicado, está ultrapassado. Restam dois jogos e a certeza de que será Domingo, com o Dinamo de Moscovo, o dia de todas as decisões.

KAA Gent 2-2 SC Braga: Braga e uma história de monotonia

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Cabeçalho Futebol InternacionalA monotonia é má. Traz aborrecimento e, no futebol, muitos bocejos. Não são precisas muitas mais palavras para classificar a exibição bracarense nesta deslocação à Bélgica para defrontar o Gent. A intenção, à partida, era clara: buscar a vitória e tentar assim dar a machadada final ao seu adversário directo. A realidade mostrou-nos outra coisa. O Braga voltou a evidenciar as limitações/indefinições que são conhecidas no seu jogo e, pior do que isso, não mostrou ambição suficiente para vencer um adversário que estava, aparentemente, ao seu alcance. Como qualquer português que se preze, ficou tudo adiado para a última.

A abordagem táctica do jogo é fácil de explicar. Gent com maior pendor ofensivo, sempre com dificuldades em definir da melhor forma as jogadas. O Sporting de Braga a especular demasiado com o jogo, num 4-4-2 pouco dinâmico em que os alas – Ricardo Horta e Wilson Eduardo – passavam mais tempo em processo defensivo do que ofensivo. O jogo não saiu desta monotonia e desta ordem táctica: Gent a dominar territorialmente e o Braga a tentar ocupar os espaços da melhor forma.  Ainda assim, o Braga esteve por duas vezes em vantagem, através de dois remates de dois dos seus desequilibradores, Horta e Wilson- as recargas de Hassan e Stojiljkovic transformaram os remates em golos. As duas vantagens foram anuladas com naturalidade pelo Gent que, sempre que acelerava o jogo, causava perigo a Matheus. Mais uma vez, a monotonia estava presente: O Braga empatou em dois lances quase idênticos e sempre que o Braga marcava, a equipa de Peseiro não conseguia retirar daí nada de novo para o encontro. O intervalo chegava com mais do mesmo.

Stojiljkovic foi um dos marcadores de serviço Fonte: SC Braga
Stojiljkovic foi um dos marcadores de serviço
Fonte: SC Braga

No segundo tempo, imagine-se…nada mudou. O jogo continuou com as mesmas bases tácticas e, nem os treinadores pareciam ter intenções de mudar, nem os jogadores mostravam-se capazes de tirar um coelho da cartola. Apenas as ações ofensivas de Horta e Wilson retiravam previsibilidade ao jogo do Braga e permitiam à equipa criar algum perigo na defesa adversária, sem precisar dos erros do Gent. Do lado belga, Esiti era o transportador/organizador de todo o jogo do Gent, que assentava no talento individual dos seus homens da frente. A equipa belga aproveitava cada momento em que a organização defensiva do Braga quebrava – particularmente no eixo central, com Rosic a acumular erros e André Pinto ainda diminuído fisicamente.

O Braga até final mostrou-se sempre demasiado preso e amarrado tacticamente. Nem conseguia controlar o jogo com bola, nem conseguiu lançar contra-ataques rápidos. Peseiro ainda tentou dar mobilidade ao ataque com a entrada de Rui Fonte, porém a história já estava escrita há muito. Moral da história: a monotonia e o futebol não devem andar de mão dada.