Início Site Página 12128

Real Madrid: O grande mérito de Zidane

Cabeçalho Liga Espanhola

Há um ano atrás, dia 21 de novembro 2015, o Real Madrid CF era humilhado em casa pelo FC Barcelona, que nem precisou de Messi para ir ao Santiago Bernabéu golear os blancos por 0-4. Dois golos de Suárez, um de Neymar e outro de Iniesta expressaram no marcador a diferença de qualidade que se viu em campo. O Real Madrid de Rafa Benítez batia no fundo.

O contraste com a atual situação não podia ser maior. Se há um ano o Real era goleado em casa, no sábado passado foi ao Calderón vencer o Atlético de Madrid por claros 0-3. Se há um ano estava em terceiro lugar, a seis pontos do líder Barcelona e a dois do Atlético, hoje o Real Madrid é líder isolado, com quatro pontos de avanço sobre o Barça e nove sobre o Atlético (que é sexto classificado), acumulando já trinta jogos consecutivos sem derrotas. Entretanto, o Real Madrid foi campeão europeu, venceu a Supertaça Europeia e, no campeonato passado, disputou o título até à última jornada, terminando a apenas um ponto do campeão Barcelona.

Benítez nunca conseguiu conquistar os seus jogadores Fonte: Real Madrid C.F.
Benítez nunca conseguiu conquistar os seus jogadores
Fonte: Real Madrid C.F.

É que houve uma mudança importante desde há um ano: na altura, Benítez era treinador do Real e Zidane treinava o Castilla, nos escalões secundários. Agora, Zidane treina o Real Madrid e Benítez treina o Newcastle, na segunda divisão inglesa. O destino de Benítez no Real Madrid ficou traçado no dia da goleada com o Barcelona, ainda que a sua agonia no comando técnico do clube tenha durado até janeiro. Ainda antes da troca de treinadores, escrevi aqui no Bola na Rede sobre Zidane: “se é bom treinador ou não, ninguém sabe ainda, mas, pelo menos, tem carisma e boa imagem, que parece ser o mais importante no Real Madrid.” Ora, hoje já podemos dizer mais coisas.

Mantenho que ter boa imagem e estatuto é fundamental para um treinador neste tipo de equipas, porque, frequentemente, os jogadores têm mais poder do que o treinador. Zidane tomou algumas decisões iguais às de Benitez, mas que foram recebidas de forma completamente diferente pelo público e, mais importante, pelos próprios jogadores. Por exemplo, quando Benítez deixava James no banco, era criticado por estar a desaproveitar o talento do colombiano. Quando chegou Zidane e James passou a jogar ainda menos, as críticas que antes eram dirigidas ao treinador, passaram a ser dirigidas ao jogador: James é que é visto agora como o culpado por estar a desaproveitar o seu talento e até já tem fama de treinar mal. Outro exemplo é a utilização de Casemiro. Quando Benítez o colocava em campo, era acusado de ser um treinador defensivo e medroso. Quando Zidane fez do brasileiro uma peça chave na sua equipa, essa aposta passou a ser considerada inteligente e corajosa.

E agora?

0

fc porto cabeçalho

Três épocas, 1 título e 4 treinadores. Foram três épocas de fracasso, de treinadores mal escolhidos e de plantéis mal construídos. Porventura, os erros terão começado um par de anos antes do colapso como, aliás, é normal em todos os setores de atividade.

A direção do Futebol Clube do Porto partia, à entrada para a nova época, para mais uma época de tudo ou nada. Incumbia-lhe escolher um novo treinador e reformular um plantel com carências evidentes. Mais uma vez, muita responsabilidade nos ombros de Jorge Nuno Pinto da Costa e dos seus pares. Pedia-se critério, ponderação e aposta na competência acima de qualquer outro valor. Pedem-se títulos.

No que toca à equipa técnica não se exigia portismo, não se exigiam provas dadas, não se exigia arte no que toca à comunicação, muito menos habilidades artísticas no que concerne ao desenho. A única coisa que todos os portistas exigiam era, como já mencionado, competência e alguém cuja ideia de jogo se compadecesse com a dimensão Porto.

O que se prometeu, nas palavras do Sr. Presidente, foi uma equipa a jogar à Porto. Mas o que é, afinal, uma equipa e um jogador à porto? Temos andado a ouvir falar sobre estes conceitos numa base quase diária e, por vezes, fico com a sensação de que se tem uma ideia errada, ou melhor, incompleta sobre este tipo de terminologia. Jogar à Porto engloba o querer, a raça, o esforço, a dedicação, a agressividade, a supremacia do emblema carregado ao peito sobre o nome estampado nas costas e muitas outras características de jogo relacionadas com a tal mística. Mas não pode ser só. Porque se jogar à Porto é apenas isso, então não é mais do que jogar à Paços de Ferreira, Arouca ou Chaves, com todo e o maior respeito que estas instituições me merecem.

Fala-se muito de de garra e de querer mas o jogar à FC Porto tem que aliar todas estas nuances a uma qualidade de jogo ao nível do clube que é, ou que provou ser ao longo das últimas dezenas de anos. Para além de correr mais do que o adversário, o Porto tem que jogar mais do que os seus oponentes, tem que ter dinâmicas defensivas e ofensivas que lhe permitam sobrepor-se a qualquer adversário que defronte, pelo menos no contexto nacional (ou no contexto europeu quando os adversários são o Leicester, o Copenhaga e o Brugge). Ao Porto exige-se que jogue como a equipa grande que é, que sufoque a equipa contrária e que reduza, efetivamente, o campo a 65 metros, parafraseando Nuno Espírito Santo.

No que toca ao líder, a aposta da SAD portista recaiu sobre Nuno Espírito Santo, portista de gema, um homem da casa. Mas terá a SAD feito uma análise detalhada sobre o treinador antes de o escolher ou utilizou o portismo como critério único e fundamental? Assim à vista desarmada, e utilizando evidência empírica, parece-me que a segunda hipótese se aproxima mais da realidade.

Pinto da Costa apostou em Nuno Espírito Santo Fonte: FC Porto
Pinto da Costa apostou em Nuno Espírito Santo
Fonte: FC Porto

Atenção, eu não considero Nuno um treinador incompetente, longe disso. O que se passa é que a ideia de jogo do treinador do FC Porto está muito longe daquilo que se pretende e exige nas bancadas do Dragão (talvez já não tanto na tribuna). Desde que iniciou a sua carreira como homem de banco, depois de ter pendurado as luvas e de uma experiência como adjunto de Jesualdo Ferreira, Nuno tem montado insistentemente as suas equipas (Rio Ave e Valência) com base em princípios de jogo de equipa pequena, uma defesa sólida e jogo direto à procura da profundidade, aproveitando a velocidade dos seus avançados (exatamente como se tem visto no jogo do FC Porto e como se observou na partida de ontem).

Perdoa-me, Salvio

0

sl benfica cabeçalho 2

Para efeitos de contexto é preciso recordar que na pré-época escrevi um texto de opinião sobre Salvio. Nesse texto expus aquele que era o meu sincero parecer sobre o eventual rendimento de Salvio para esta temporada. Assumi, sem rodeios, que o Benfica devia vender o pequeno Toto, que as lesões recorrentes e aquele “medo” dele em campo podiam ser factores impeditivos de uma melhor performance e, em último caso, prejudicar a equipa. A época arrancou em Agosto e chegados a meio de Novembro tenho de assumir que estava errado.

Salvio tem dado a este Benfica mais do que eu e, possivelmente, mais alguns, esperávamos. Tem sido uma das peças cruciais nas manobras de Rui Vitória, com os passes, simulações, fintas, e golos. Incrível, é pouco para descrever a entrega dele em campo.

Em 16 jogos, Eduardo Salvio jogou 1114 minutos, dentro dos quais conseguiu apontar 5 golos. É por estes dias dono da ala direita do Benfica e, um dos principais desequilibrados e serviçais de quem joga lá na frente, seja Mitroglou ou Jiménez. Mas nesta altura importa perguntar: Este Salvio, isto é de agora, ou já se tinha visto antes?

'Toto' Salvio tem estado em bom plano na equipa de Rui Vitória Fonte: SL Benfica
‘Toto’ Salvio tem estado em bom plano na equipa de Rui Vitória
Fonte: SL Benfica

Já sim senhor. Época 2014/2015, sim, esse grande ano em que o Glorioso foi campeão, Salvio esteve ao seu mais alto nível. Realizou 38 partidas e apontou 13 golos. Para além disto, foi das figuras principais na já referida conquista do título. Algo semelhante só mesmo na sua época de chegada em definito ao clube, depois de ter estado cá por empréstimo do Atlético de Madrid, em 2012/2013, onde apontou igualmente 13 golos, desta vez e 51 jogos.

O trabalho e a determinação do argentino foram tão importantes para o técnico encarnado que Vitória conferiu-lhe o estatuto de capitão de equipa, passando a mensagem que Salvio tem o espírito de liderança ideal para guiar a equipa dentro das quatro linhas.

O 18 da Luz tem estado ao rubro e assim espero que continue. Que prossiga a senda de golos que vão fazendo dele um dos melhores marcadores do clube por estes dias, que continue a levar os fãs à loucura com os dribles e sprints, que continue a ser um dos pilares deste Benfica que vai cada vez mais cativando e nos vai fazendo acreditar que o tetra é possível.

Salvio, desculpa.

Foto de capa: SL Benfica

Juro não falar do Sporting

0

sporting cp cabeçalho 2

Antes de mais quero desde já agradecer o excelente contributo que a secção do Sporting neste site tem recebido por parte de alguns elementos de outras secções. É também isso que faz da nossa secção a mais bem sucedida do Bola Na Rede. Obrigado a todos.

Dito isto, não quero voltar a falar do Sporting neste texto de forma a cumprir o juramento feito no título do artigo. Não é que tenha deixado de gostar de falar do meu clube, no entanto já tanta gente se tem dedicado a isso que se está a tornar um assunto monopolista.

Assim não falarei do Sporting, vou antes falar do Ben…edito e de uma campanha que anda a ser feita em seu nome, como candidato às eleições do meu clube. Tenho a certeza que, ao colocar o amor que tem ao clube ao serviço do mesmo, tudo faria para que o Sporting  tivesse sucesso, no entanto não sei se teria o perfil ideal para o mesmo. João Benedito foi um enorme jogador, é um grande Sportinguista, mas se será um bom presidente, não sei. No entanto se alguém poderia ter legitimidade para se candidatar seria ele, apesar de sempre ter elogiado o trabalho que está a ser desenvolvido pela actual direcção, ainda que não concorde com a politica de comunicação seguida.

Os campeões europeus foram homenageados casa que os formou Fonte: Sporting CP
Os campeões europeus foram homenageados casa que os formou
Fonte: Sporting CP

Não quero falar do Sporting, pelo que vos quero falar do Be…lo mar de gente que inundou o estádio de Alvalade na última noite de Champions ali vivida este ano, que mais uma vez cantou o “Mundo Sabe Que”  com um sentimento de união com a equipa como não se via há muitos anos. Um mar de gente, como se pode ver no topo deste artigo, que apoiou a equipa e recebeu de braços abertos um dos seus “filhos”, o mais mediático, mais um campeão europeu formado em Alcochete. Uma noite onde ainda foi apresentada mais uma antiga estrela do futebol mundial como sócio do nosso clube, enfeitiçado pelo ambiente vivido no Alvalade XXI, o senhor Eric Cantona. Além disso, ainda deu para cumprimentar dois antigos jogadores que foram campeões no nosso clube e que deixaram saudades aos adeptos, como são os casos do espanhol Toñito e do grande romeno Marius Niculae.

Schalke 04: Gelsenkirchen não rima com Liga Europa

0

Cabeçalho Liga Alemã

Mora em Gelsenkirchen – cidade que tão boas recordações traz ao futebol português e ao Futebol Clube do Porto, em concreto – um dos clubes mais emblemáticos do futebol alemão, o Schalke 04. Habituado a lutar pelos lugares cimeiros da Bundesliga e aos grandes palcos europeus – é presença assídua nas competições europeias -, a época do Schalke começou aos “solavancos”, mas a equipa parece querer entrar nos eixos. Com cinco derrotas nas primeiras cinco jornadas da Bundesliga, o plantel demorou a assimilar os processos do novo treinador, Markus Weinzierl, acusou a saída de alguns jogadores – nomeadamente a estrela da equipa e principal desequilibrador Leroy Sané – e a entrada de alguns jovens jogadores que demoraram o seu tempo para se adaptarem.

Esta evolução da equipa pode explicar-se, tal como já foi referido, pelas muitas mudanças que ocorreram no plantel neste último verão. Desde logo, a mudança de treinador. Depois de quatro épocas em que fez um trabalho positivo ao leme do Augsburgo, Markus Weinzierl foi o eleito para suceder a André Breitenreiter. Com ele chegaram vários novos jogadores e registaram-se várias saídas. À cabeça a já referida saída de Sané, para o Manchester City. O jovem prodígio alemão era o principal desequilibrador da equipa, deixando-a órfã de um elemento que a qualquer momento pudesse sacar um coelho da cartola e inventar uma jogada de golo. Joel Matip também seguiu caminho rumo a Liverpool, desfalcando por completo a defesa que se viu privada do seu patrão. No entanto, estas saídas foram compensadas, e de que maneira, com vários reforços de enormíssima qualidade como Konoplyanka, Embolo, Bentaleb, Stambouli, entre outros, o que permitiu aumentar a qualidade do plantel.

O jovem Embolo veio acrescentar profundidade na qualidade da equipa Fonte: Schalke 04
O jovem Embolo veio acrescentar profundidade na qualidade da equipa
Fonte: Schalke 04

Depois do início tremido, a equipa assentou, alguns jogadores começaram a carburar e a equipa começou a apresentar resultados, estando numa série de seis jogos consecutivos na Bundesliga sem conhecer o sabor da derrota, tendo inclusive empatado no terreno do todo-poderoso Dortmund e ganho na última jornada no terreno do Wolfsburgo que, apesar de também estar abaixo do esperado, é sempre um adversário dificílimo. A defesa estabilizou – apenas dois golos sofridos nesses seis jogos – e o ataque começou a ter o rendimento esperado, muito por culpa da entrada de Max Meyer, que dinamiza bastante o ataque da equipa de Gelsenkirchen. No meio campo, Bentaleb, a eterna promessa do Tottenham e que está emprestado ao conjunto alemão, tem aproveitado bem o empréstimo e tem-se imposto no meio-campo, dando muita qualidade e critério nos momentos com bola.

Com um treinador que já demonstrou ser competente e um plantel rico em qualidade e profundidade, que faz inveja à maioria das equipas que disputam o principal campeonato alemão, o Schalke tem tudo para recuperar do início de época penoso e continuar a boa senda de resultados, tendo todas as condições para poder sonhar com um lugar nos quatro primeiros classificados que lhe permita jogar a Liga dos Campeões na época 2017/2018, o principal objetivo do clube e o que mais se adequa à sua história.

Foto de capa: Schalke 04

Texto revisto por: Carlos Valente

Besiktas SK 3-3 SL Benfica: Duas partes atípicas e meia dúzia de golos adiam decisão

sl benfica cabeçalho 1

No jogo que marcou o regresso de Fejsa aos titulares, o SL Benfica partia motivado para vencer e carimbar, desde já, a passagem aos oitavos de final da Liga dos Campeões. O jogo não se afigurava fácil, uma vez que os encarnados teriam que enfrentar um ambiente hostil, um adversário pressionado na terceira posição do Grupo B e a própria história, visto que a equipa portuguesa nunca tinha vencido equipas da Turquia na condição de visitante.

Além disso, o regresso do central Dusko Tosic para o duelo com o Benfica afigurava-se com uma óptima notícia para os comandados por Senol Günes.

Todos os requisitos para uma grande partida estavam preenchidos e os seus intervenientes fizeram questão de brindar os adeptos com golos, emoção e espectáculo.

O Benfica entrou muito bem no jogo e, decorridos apenas três minutos, Eliseu acertou em cheio no poste direito da baliza de Fabri. Estava feito o aviso para o que seria a primeira parte.

Sem antes passar pelo calafrio do golo (bem) anulado a Aboubakar, à passagem pelo minuto 4, Gonçalo Guedes, aproveitando o espaço deixado pelos centrais do Besiktas deu o melhor seguimento ao passe de Salvio para, contornando o guarda-redes, inaugurar o marcador. O “camisola 20” formado no Seixal está a ganhar cada vez mais espaço e preponderância na equipa das águias.

O Benfica carregava o adversário silenciando o BJK Inönü Stadyumu e foi com alguma naturalidade que chegou ao 2-0. Jogada da direita de Nelson Semedo que, puxando a bola para o pé esquerdo desferiu um remate de fora da área colocadíssimo ao ângulo superior esquerdo, sem hipóteses para o guardião da equipa turca. Golaço!!

Tudo parecia correr sobre rodas. O Benfica respirava confiança que se avolumou depois do terceiro golo encarnado. Pizzi marcou livre sobre a direita, cruzou para a área onde, depois de duas tentativas de Mitroglou e uma Salvio, devolvidas pelos ferros, Fejsa, à quarta, consegue fazer golo. Corria o minuto 31.

Com as equipas a recolherem aos balneários os Benfiquistas tinham todas as razões para estarem esperançados na passagem à fase seguinte. A sua equipa entrou bem no jogo, sem medo do ambiente de um estádio que gelou com os primeiros 45 minutos dos encarnados.

Ao intervalo, o Benfica ganhava por 0-3 sem que ninguém imaginasse o que ia acontecer na segunda parte Fonte: SL Benfica
Ao intervalo, o Benfica ganhava por 0-3 sem que ninguém imaginasse o que ia acontecer na segunda parte
Fonte: SL Benfica

E como seria diferente a segunda metade do encontro…

Mantendo a toada do primeiro tempo os comandados de Rui Vitória ainda tiveram uma excelente oportunidade de ampliarem a vantagem depois de um falhanço incrível de Mitroglou que, na cara de Fabri, atirou a milímetros do poste direito do guardião espanhol. Passava o minuto 53 do encontro e o Benfica não mais voltou a criar verdadeiro perigo junto da área adversária.

Numa noite reservada a grandes golos, Cenk Tosun abriu as hostilidades para os turcos com um excelente remate de moinho – qual Tsubasa – sem chances de defesa para Ederson. Renascia a esperança do Besiktas à passagem pelo minuto 58.

E não haveria de ficar por aqui.

O Besiktas assumiu o controlo do jogo e começou a empurrar o Benfica para a sua zona defensiva, sem que a equipa portuguesa conseguisse sair em ataque organizado, abdicando, inclusive, de atacar. Rui Vitória não esteve bem neste capítulo, dando um sinal errado para a equipa: Saída de Gonçalo Guedes, entrada de Samaris aos 75 minutos.

Resultado? Penalty convertido por Ricardo Quaresma por mão na bola de Lindelöf. 2-3 aos 82 minutos.

A personalidade que os tricampeões nacionais demonstraram na primeira parte era agora substituída por uma enorme pressão, dentro e fora do campo, dos turcos. Cheirava a golo da equipa da casa, que acabou por aparecer em cima do minuto 90. Jogada de insistência do Besiktas, depois de defesa de Ederson a remate de Aboubakar que, antecipando-se a Lindelöf e Luisão, deu o melhor seguimento a um cruzamento perfeito de Quaresma pela direita.

Resultado final: 3-3. Jogo de loucos, com duas partes completamente atípicas em que a equipa encarnada, em especial o treinador Rui Vitória, não soube interpretar da melhor maneira os tempos do jogo. As entradas de Rafa para o lugar de Cervi e, acima de tudo, de Samaris para o lugar de Gonçalo Guedes, para defender o resultado deitaram por terra as aspirações do clube da Luz.

Foto de capa: SL Benfica

Top 10: Decisões acertadas de Bruno de Carvalho

sporting cp cabeçalho 2

10ª – Caso Bruma

Fonte: Sporting CP
Fonte: Sporting CP

O “problema” de Bruma foi uma das primeiras provas de fogo à gestão de Bruno de Carvalho. O jogador fez a birra que sabemos e recusou-se a treinar e a jogar. Depois do braço-de-ferro que durou um Verão inteiro, Bruno de Carvalho ganhou a luta e ainda arrecadou doze milhões por um jogador que apenas tinha feito um golo em onze jogos na equipa principal.

Os representantes desconhecidos pela maioria

0

Cabeçalho modalidades O meu artigo desta semana visa falar sobre os dois árbitros que vão estar presentes na fase de elite da UEFA Futsal Cup, Eduardo Coelho e Miguel Castilho.

Se o nome do primeiro já é um habitué nestas andanças, o nome de Miguel Castilho aparece como uma bela novidade para todos nós. Porque é sinal que a qualidade dos nossos árbitros é reconhecida em termos internacionais, e que por vezes todo o burburinho que surge em torno de uma alegada má decisão da terceira equipa não é justificado. E agora refiro-me a todas as modalidades, pois alguns intervenientes adoram justificar os seus falhanços com eventuais erros dos árbitros. Em algumas situações têm toda a razão, mas é necessário perceber que os homens do apito são seres humanos, como todos nós, e não estão, por isso, isentos de erros.

Com isto quero dizer que, olhando para todo o mundo, os árbitros portugueses são dos que menos erram, e devemos por isso sentir orgulho pela sua nomeação para jogos desta importância a nível europeu. Como se sabe, cada conjunto de árbitros é enviado para um determinado país onde se discute um grupo desta fase da UEFA Futsal Cup, tendo Eduardo Coelho sido nomeado para apitar na Croácia e Miguel Castilho nomeado para estar na Eslovénia.

O árbitro Eduardo Coelho tem um currículo bastante recheado Fonte: FPF
O árbitro Eduardo Coelho tem um currículo bastante recheado
Fonte: FPF

É certo que temos sido muito bem representados pelo árbitro da AF Aveiro que, ao longo destes últimos tempos, tem sido presença assídua em alguns jogos importantes não só a nível nacional como também europeu ou mesmo mundial (de lembrar que Eduardo Coelho já esteve presente na final da Liga dos Campeões de futsal em 2013/2014, também já foi chamado para dois campeonatos do mundo, em 2012 e 2016 e três Europeus- 2012, 2014 e 2016) tem, como se pode comprovar, um currículo bem completo no que concerne aos grandes palcos, e agora tem um compatriota oriundo da AF Lisboa, depois de recentemente termos também Nuno Bogalho da AF Coimbra em algumas competições de relevo.

É certo que não é possível prever se Miguel Castilho irá conseguir sequer aproximar-se do estatuto do aveirense, ou se foi apenas uma chamada sem continuidade, mas é sinal de que a UEFA está atenta aos nossos árbitros e às suas prestações, e que estes prémios atribuídos aos árbitros portugueses é um atestado de que os nossos representantes não são assim tão maus como alguns os pintam…

Texto revisto por: Carlos Valente
Foto de capa: Futsal Global

Murray vence as finais do ATP e consagra-se número 1 do mundo de 2016

0

Cabeçalho modalidadesO campeão do último torneio ATP da temporada foi o mesmo que na maioria dos torneios importantes da segunda parte da temporada: Andy Murray, o novo número 1 do ranking mundial. Não foi um torneio fácil para Murray, que esteve à beira da derrota contra Nishikori na fase de grupos e especialmente Raonic nas meias finais, em que o Canadiano chegou a ter ponto de encontro no terceiro set num encontro que demorou quase 4 horas.

A resiliência de Murray acabou por ser a chave de mais uma grande vitória, juntamente com a continuação do declínio que Djokovic mostrou na segunda metade desta temporada. O Sérvio deu boas indicações no caminho para a final, mas no encontro que decidia quem iria acabar o ano como número 1, mostrou-se completamente irreconhecível. Resta ver se o declínio é permanente ou se Djokovic voltará ao seu melhor nível em 2017. Para já, não há dúvidas de que o trono do ténis mundial pertence a Andy Murray, cuja série de vitórias consecutivas já vai em 25 encontros, não perde desde que del Potro o derrotou nas meias finais da Taça Davis em Setembro.

Foi um ano em cheio para Murray Fonte: Andy Murray
Foi um ano em cheio para Murray
Fonte: Andy Murray

Quanto ao resto dos participantes, Raonic chegou a #3 mundial, o seu ranking mais alto, fruto da sua presença nas meias finais em Londres; Nishikori voltou a demonstrar o porquê do seu fitness ser tão preocupante, quase que ‘desapareceu’ depois dum grande encontro de 3 horas e meia contra Murray na segunda jornada; Wawrinka e Cilic ganharam um encontro cada, mas estiveram longe do seu melhor nível – o Croata ainda assim subiu a #6 do mundo, o seu melhor ranking até à data, e tem ainda a final da Taça Davis em Zagreb para a semana; Thiem superou as expectativas da maioria e deu boa imagem apesar de não se ter conseguido qualificar para as meias finais; Monfils apareceu em Londres lesionado e a sua desistência pecou por tardia; por fim, Goffin entrou a substituir Monfils mas teve uma performance para esquecer contra Djokovic.

A temporada de 2016 conclui-se no próximo fim de semana, com a Argentina do sensacional Comeback Player of the Year Juan Martin del Potro a enfrentar a Croácia de Cilic am Zagreb.

Foto de capa: Australia Open

Artigo revisto por: Francisca Carvalho

Campeão de matraquilhos

0

sl benfica cabeçalho 1

Por estes dias, li por aqui, no Bola na Rede, palavras sportinguistas – sempre muitíssimo apaixonadas – de indignação por escrivas benfiquistas versarem, na secção que lhes respeita, textos inteiros devotados exclusivamente ao Sporting e, em particular, àqueles que, actualmente, representam mais visivelmente esse grande clube. Fiquei confuso, confesso, o que até me levou a verificações preliminares e cautelosas antes mesmo de voltar a escrever sobre futebol. Concluí, então: Bruno de Carvalho continuava presidente; Nuno Saraiva continuava director de comunicação; Jorge Jesus continuava treinador; e os arquivos do Bola na Rede continuavam (tal como ainda continuam) activos e disponíveis para consulta.

Devidamente esclarecido, ultrapassados os efeitos que o ridículo provoca, decidi escrever novo texto de opinião, com autor bem identificado e exposto, neste espaço criado para o efeito e onde, segundo julgo saber, príncipios como a liberdade de expressão, de imprensa e de opinião são sagrados e inegociáveis – esta sim, uma recomendação útil para os jornalistas ou aspirantes a jornalistas deste país. Adivinhe então, caro leitor, qual o tema central, sobre que clube e pessoas me dedicarei a escrever esta semana, usando dos limites que a lei e o bom-senso me conferem (e quando tardam os castigos a quem já os ultrapassou largamente): o Sporting Clube de Portugal e, em particular, Jorge Jesus, treinador que normalmente, e de forma limpinha, se apresenta em público por importância decrescente de cargos profissionais: ex-treinador do Benfica, primeiro, e actual treinador do Sporting, depois.

Num extenso auto-elogio publicado no jornal “Marca”, Jorge Jesus voltou, por meio do seu sofrível espanhol, a esclarecer-nos o quanto lhe custou (e ainda lhe custa) a saída do Benfica e a entrada no Sporting. Um passo atrás na carreira que, além de lhe reduzir drasticamente as probabilidades de sucesso – ou talvez exactamente por isso -, acentuou as suas falhas de carácter. É penoso, sempre foi, desde 2010, ler e ouvir Jorge Jesus; a forma como desrespeita tudo e todos, sejam clubes ou pessoas. É ainda mais penoso apanhá-lo a mentir, sem pudor ou contradição, apenas com o mesmo objectivo.

Questionado pelo entrevistador sobre a sua quota parte no título europeu, Jorge Jesus mentiu; e fê-lo não uma, mas várias vezes. Mas alguém com dois olhos na cara acredita que Jorge Jesus faria o que Paulo Bento fez por Rui Patrício; Leonardo Jardim por William Carvalho; ou Marco Silva por João Mário? É mais que penoso. Para mim, como benfiquista, é revoltante ler e ouvir isto vindo de alguém que negou a João Cancelo e Bernardo Silva a possibilidade de jogarem pelo Benfica; que sabotou André Gomes, dando-lhe somente as taças, ou substituições para queimar tempo. Jorge Jesus mente para se colocar em bicos de pés, quando a resposta à pergunta do jornalista teria de ser: a sua quota parte no título europeu foi bola.

Jorge Jesus sempre foi o homem certo, no lugar certo, na hora certa Fonte: Sporting CP
Jorge Jesus sempre foi o homem certo, no lugar certo, na hora certa
Fonte: Sporting CP

Quando realça que Fernando Santos “tirou o melhor de cada um no momento forte dos jogadores do Sporting”, Jorge Jesus não está, ao contrário do que aparenta, a elogiar o seleccionador de Portugal; está, isso sim, a recordar-nos ser ele o autor do tal “momento forte”. Porém, Fernando Santos tem o mérito exclusivo de ter ganhado. Jorge Jesus mente para se colocar em bicos de pés, quando a resposta à pergunta do jornalista teria de ser: no mesmo “momento forte”, período que segundo o próprio se prolongou por uma época inteira, o seu Sporting, como se sabe, ganhou bola.