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A teimosia de Jorge Jesus e o seu reflexo na equipa

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Quando olhamos para Jorge Jesus, sejamos nós adeptos do Sporting ou de qualquer outra equipa nacional, todos somos capazes de lhe reconhecer qualidades que o tornam num dos melhores treinadores portugueses da atualidade, a nível técnico e sobretudo tático. No entanto, é quase inevitável que esses mesmos adeptos também sejam capazes de lhe apontar, pelo menos, uma mão cheia de defeitos que normalmente têm impacto direto no rendimento das suas equipas, colocando-as em momentos delicados e difíceis de ultrapassar.

Para além do egocentrismo que lhe é reconhecido – que já o havia colocado em maus lençóis no Benfica com a perda de três importantes troféus na reta final da época 2012/13 – também a teimosia em apostar nos seus jogadores de confiança, mesmo que estes estejam em claro sub-rendimento, é um dos motivos que justificam a queda de forma do Sporting nesta nova época.

Se pegarmos na equipa que é habitualmente titular, e analisarmos caso a caso é fácil perceber aquilo de que falo nas linhas anteriores. Na lateral direita, Schelotto e João Pereira concorrem por um lugar no onze. No ano passado, quando chegou a meio da época, Schelotto agarrou o lugar e teve um crescendo de forma até ao final da época – algo que, de resto, aconteceu com a restante equipa titular – e colocou João Pereira numa situação de eclipse total em que a imprensa chegou a questionar Jorge Jesus sobre o motivo pelo qual o português nunca fazia parte dos planos. Esta época, em treze jogos oficiais, o português disputou sete encontros contra seis do ítalo-argentino. Para mim, João Pereira seria o lateral de eleição – não metendo de parte o “esquecido” Ricardo Esgaio – a quem se devia confiar a titularidade, pois raramente compromete, mesmo quando lhe aparecem pela frente jogadores que à partida serão uma dor de cabeça devido à intensidade e velocidade que colocam no jogo. Em sentido inverso, Schelotto já teve erros preocupantes durante esta época e o banco seria uma boa opção, não fosse este um jogador contratado na era Jorge Jesus, o que leva o treinador a querer “à força” que o jogador tenha um rendimento assinalável.

João Pereira tem sido mais esclarecido que o seu concorrente direto Fonte: Sporting CP
João Pereira tem sido mais esclarecido que o seu concorrente direto
Fonte: Sporting CP

A lateral esquerda é, neste momento, a maior dor de cabeça para treinador e adeptos. Marvin Zeegelaar e Jefferson estão longe de render aquilo que se exige a jogadores que representam um clube candidato ao título nacional. E, por isso mesmo, Bruno César já foi chamado por três vezes para diminuir os estragos. Na época passada, Jefferson foi o lateral mais utilizado – Marvin só chegou em janeiro – e, tal como nos habituou, acredito que com uma boa dose de confiança e ritmo de jogo, a história podia ser bem diferente a começar nos cruzamentos milimétricos que fazia e que tanto jeito dariam por esta altura a Bas Dost. Mas, mais uma vez, Marvin foi uma compra da era Jorge Jesus.

Bryan Ruiz está em claro sub-rendimento e nem a alteração da sua posição habitual para segundo avançado trouxe melhorias significativas ao ponto do costarriquenho evidenciar todas as qualidades que sabemos que tem. Apesar de transpirar talento com a bola nos pés, algo que é um presente dos deuses para qualquer amante do futebol, o seu compatriota Joel Campbell parece estar a subir de forma e se continuar assim é possível que seja utilizado com mais regularidade por Jorge Jesus. No entanto, Bryan Ruiz está mais familiarizado com as rotinas da equipa e as ideias do treinador e, por isso, parece-me que será a primeira opção para a ala esquerda durante os próximos tempos.

A evolução de André Silva

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fc porto cabeçalho 2As escolas de formação dos clubes portugueses têm feito um óptimo trabalho a formar bons atletas, mas salta à vista a incapacidade que têm tido em formar avançados e pontas-de-lança. André Silva surge então sob a forma da maior esperança nacional no centro do ataque e é nele também que os portistas depositam esperança para chegar ao golo.

A época transacta foi bastante má também no centro do ataque, Aboubakar começou bem mas subitamente desapareceu e chegou a dar lugar a Suk que, apesar de esforçado, não é jogador para ser ponta-de-lança dos Dragões. A impaciência dos adeptos foi chegando ao limite e começaram a pedir, ainda a Lopetegui, a entrada do jovem português para fazer face à falta de qualidade dos portistas. O que é certo é que André Silva tomou o seu tempo, foi crescendo nas camadas jovens (Salgueiros e Padroense também fizeram parte da sua formção) e equipa B e encontra-se agora dono e senhor do ataque azul e branco e da equipa das quinas.

Facebook - André Silva
Fonte: André Silva

O agora avançado chegou a ser médio, tal como Gonçalo Paciência, e só no Porto o instinto matador foi sendo despertado ficando sujeito a um plano de treino especial com vista a potenciar as qualidades inviduais do jogador. Tem muitos pontos fortes e poucos fracos e, nas suas características de jogo, saltam à vista a mobilidade, a técnica e a força; demonstra ser voluntarioso, inteligente na forma de abordar o jogo e confiante nas suas qualidades, visto que não tem medo de partir no um contra um. Ainda é um jovem, está em formação e tem de lhe ser dada liberdade para errar, até porque André Silva tem capacidade para resolver jogos numa jogada de inspiração e esta capacidade não pode ser cortada! Joga sempre no limite e a raça que empresta ao jogo assim como a forma como se entende com os colegas, especialmente com a nova dupla Diogo Jota, deixam descansado qualquer treinador. No entanto, essa vontade de querer fazer mais desgasta-o durante a partida – não raras vezes vê-se André Silva no início da construção de ataque a dar uma mãozinha aos médios – assim esta ajuda também o prejudica, fazendo com que chegue cansado e com menos discernimento à zona de finalização. Não sei se é estratégia, arrisco a dizer que é mesmo o próprio André que vai além do que lhe pedem, mas este voluntarismo não lhe permite ser o matador que tem capacidade para ser. Assim que esta “ansiedade” da juventude começar a passar, iremos ver um André mais matador na área e menos trapalhão na abordagem a alguns lances.

Para já, o avançado (reforço, avançado e não ponta-de-lança) é indiscutível no onze titular e já faz parte da estratégia de Nuno Espirito Santo, deixando Depoitre irremediavelmente sentado no banco de suplentes. É fácil um treinador habituar-se a um avançado que trabalha por dois, marca e dá a marcar. Os adeptos já se habituaram a vê-lo como valor acrescentado na equipa e André Silva já se habituou a tal ideia, resta a Nuno limar algumas pontas que continuam soltas.

Foto de Capa: André Silva

Texto revisto por: Carlos Valente

Burinhosa vive situação delicada

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O meu artigo visa perceber o que se passa com a grande sensação do campeonato anterior– o CCRD Burinhosa–, que, nas temporadas anteriores, vinha registando um crescimento bastante notável, mas que não começou esta época da melhor maneira, estando no último lugar da tabela classificativa, com apenas um ponto em quatro jogos.

Costuma-se dizer que o treinador faz toda a diferença; e é verdade, pois o anterior timoneiro da formação de Pataias foi despedido devido aos incidentes registados junto ao bar do clube, em que atuais e antigos dirigentes se envolveram em lamentáveis cenas de pancadaria, o que levou ao pedido de demissão de Kitó Ferreira – também ele alvo de agressão na forma tentada. Ora, naturalmente que todo este clima de instabilidade que foi criado, e que terminou com a direção a aceitar o pedido do treinador no início de Outubro – em vésperas de começar o campeonato –, afetou o rendimento da equipa da Burinhosa, graças à excelente relação que tinham com o (até então) treinador.

Estou a dizer isto sem querer pôr em causa o valor do técnico atual, Alexandre Pinto, que também já pertencia à anterior equipa técnica como treinador adjunto. Só que essa questão extradesportiva não permite, para já, alcançar resultados de excelência, tal como a turma leiriense nos habituou nos recentes anos, desde a sua ascensão meteórica dos distritais até às meias-finais do principal escalão do futsal português, na temporada anterior.

Antigo adjunto de kitó Ferreira (segundo do lado esquerdo fila de cima) assumiu há um mês o comando da equipa da Burinhosa Fonte: Burinhosa
Antigo adjunto de kitó Ferreira (segundo do lado esquerdo fila de cima) assumiu há um mês o comando da equipa da Burinhosa
Fonte: Burinhosa

O treinador esteve presente nesta grande subida desde a época 2012/13 estando, portanto, nos anos mais felizes da equipa que orienta nos dias de hoje. Portanto, qualidade não lhe falta, tendo agora os adeptos da Burinhosa que ter alguma paciência para com o treinador, que precisa de algum tempo para pôr as suas ideias em prática. Bem sei que a época ainda agora começou, por isso vamos esperar para ver se este conjunto consegue dar a volta por cima, para bem da competitividade do nosso campeonato. Pessoalmente, gostaria bastante que tal acontecesse por ser uma equipa que joga um futsal bastante atrativo e que, nos seus melhores dias, é bem capaz de criar enormes dificuldades aos grandes tubarões da nossa liga.

Foi sobretudo a partir da época anterior que passei a seguir a Burinhosa com mais atenção, passando a ter – quase de imediato – um carinho especial por eles, por ver a grande subida em poucos anos e também o grande à-vontade com que enfrentam as melhores equipas do futsal nacional, com um estilo de jogo bastante positivo. Espero, por isso, escrever mais um artigo a dar grande valor à forma como a Bury deu a volta por cima a esta situação delicada.

Foto de capa: Burinhosa

De 3 em 1 para nº1 da APAF – Entrevista a Luciano Gonçalves

entrevistas bola na rede

Quando começou a carreira foi notícia de jornal. O título era 3 em 1. Porquê? Porque Luciano Gonçalves conseguiu a proeza de ao mesmo tempo ser árbitro, jogador e dirigente associativo do clube de Futsal da sua terra. Ao Bola na Rede conta que os seus “pés tortos” o fizeram descalçar as sapatilhas de jogador e a colocar o apito em volta do pescoço. Começou assim a carreira do homem de Leiria que chegou este verão à frente da Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol.

Bola na Rede: Já se afastou dos relvados há 3 anos. Saudades de pisar o palco onde tudo acontece?

Luciano Gonçalves: Quem é árbitro gosta muito da parte do campo. Tenho muitas saudades. Sempre que vou ver um jogo de futebol fico com aquele desejo, aquela adrenalina…

BnR: Não gosta tanto de estar atrás da secretária?

LG: Isso tem muito a ver com formas de ser. Eu identifico-me mais com a parte de campo. Isto é algo novo, é uma coisa que se aprende. Está a ser uma nova experiência, da qual também estou a gostar muito, mas é diferente. Muito diferente.

Fonte: Luciano Gonçalves
Fonte: Luciano Gonçalves

BnR: Tomou posse há poucos meses e já se depara em mãos com um tema que tem feito as manchetes dos jornais nacionais: o caso dos vouchers. Enquanto árbitro recebeu alguma oferta?

LG: De norte a sul do país as equipas oferecem uma lembrança à equipa de arbitragem, assim como oferecem às equipas visitantes. Eu recebi lembranças de circunstância e de cortesia dos clubes.

BnR: Acha que um árbitro se deixaria vender por uma camisola do Eusébio e um voucher para jantar no restaurante do Estádio da Luz?

LG: O caso está a ser tratado pelas instâncias corretas, por isso não vou responder diretamente à questão dos vouchers do Benfica. Mas falando no geral, claramente que um árbitro não se deixa vender. Os árbitros veem hoje na arbitragem uma carreira, e os que chegam ao mais alto nível auferem um salário acima da média. Um árbitro não se vai sentir condicionado por ofertas.

BnR: Mas o ato de existir uma oferta não pode em si mesmo provocar segundas interpretações?

LG: Temos de tentar perceber sempre nestas ofertas qual é o motivo de quem está a oferecer e qual é a intenção. Aí são coisas completamente diferentes.

BnR: Em entrevista ao Bola na Rede, Olegário Benquerença disse, no início deste ano, que sabia que nenhum árbitro ‘jantou à custa do Benfica’.

LG: E eu corroboro completamente as palavras do Olegário, até porque tenho em posse esses mesmos dados. Já foi um dossier que também me passou pelas mãos, na altura enquanto director. Nenhum dos árbitros que recebeu os vouchers fez uso dos mesmos. Mas eu penso que a questão não pode estar tanto por aí. A questão tem de ser: tentar perceber qual é a intenção, o porquê e se é legal ou não.

BnR: Mas é a Liga que define que é legal oferecer lembranças até x valor.

LG: A Liga apresenta isso, mas é algo universal. Está estipulado que existe um valor para determinada lembrança, por uma questão de princípio. Se não daqui a dois ou três dias estávamos a dizer que se oferecia um apartamento a dois ou três jogadores. Porque estamos a falar disto do lado dos árbitros, mas também podemos levar isso para outro campo onde jogadores recebem prendas de outros clubes. O que interessa aqui é perceber o que é uma oferta de cortesia.

BnR: Este é o momento para discutir e arrumar a situação?

LG: É um tema que deve ficar esclarecido para que não tenhamos daqui a seis meses, ou um ano, outro clube qualquer com outra situação idêntica e nós estarmos aqui a tentar perceber o porquê. É um assunto que deve ficar arrumado depois de resolvido.

O FC Ufa de Viktor Goncharenko

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Cabeçalho Futebol Internacional

A parte sul dos Montes Urais esconde o Bascortostão, uma das muitas repúblicas que compõem a extensa Federação Russa. Visto como um dos maiores centros culturais da Rússia, tem na sua capital Ufa, uma cidade moderna com mais de 1 milhão de habitantes e que serve de base ao FC Ufa, emblema do principal escalão do futebol russo, actualmente orientado pelo jovem treinador bielorrusso Viktor Goncharenko.

Aos 39 anos de idade, Goncharenko conta já com um currículo bastante interessante, tendo-se tornado no mais jovem treinador de sempre a orientar uma equipa na fase de grupos da Liga dos Campeões da UEFA, quando orientava o FC BATE Borisov em 2008. A carreira de Goncharenko quase se confunde com a ascensão do actual campeão bielorrusso na alta roda do futebol europeu, no entanto, não foi de todo uma surpresa quando em 2013 Viktor decidiu abandonar o emblema da cidade Borisov para tentar a sua sorte além fronteiras. O destino de Goncharenko foi a Liga Russa, mas nas suas breves passagens pelo FC Kuban Krasnodar e FC Ural, o técnico bielorrusso nunca conseguiu, por este ou aquele motivo, pôr em prática tudo aquilo que o tinha tornado famoso enquanto treinador do FC BATE Borisov.

Os dias de Liga dos Campeões com o FC BATE Borisov Fonte: sport.tut.by
Os dias de Liga dos Campeões com o FC BATE Borisov
Fonte: sport.tut.by

Durante a temporada passada, de forma algo surpreendente, fez parte da equipa técnica do PFC CSKA Moscovo. Não era expectável que Goncharenko abandonasse a sua carreira como técnico principal para fazer parte de uma vasta equipa técnica comandada por Leonid Slutsky, técnico cujo modelo de jogo em nada ou em muito pouco se assemelha ao que o especialista (é assim que os russos se referem aos treinadores) bielorrusso tem colocado em prática durante a sua carreira e felizmente isso não veio a acontecer.

A linha que separa

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Nuno Espírito Santo e a equipa do FC Porto viviam, antes da visita a Setúbal, e pela primeira vez esta época, uma espécie de estado de graça. Dificilmente os responsáveis azuis e brancos poderiam pedir um mês de Outubro mais favorável já que, tivesse o Porto vencido no Bonfim (historicamente não seria a mais difícil das deslocações para o FC Porto), passaria incólume e com 100% de vitórias pelo 10º mês do ano (há mais de 2 anos que o Porto não completa um mês só com vitórias). Durante este período, e até ao empate de ontem, foram obtidas vitórias nas três principais competições. Vitórias categóricas para a Liga NOS (Nacional e Arouca), vitória tranquila para a Taça de Portugal (Gafanha) e uma outra sofrida e com aquela marca registada do minuto 92 para a Liga dos Campeões (Club Brugge). Ao 5º e derradeiro jogo do mês o Porto volta a cair e com estrondo (um empate com o Setúbal quase representa, dados os resultados dos rivais na véspera, uma derrota).

Depois de um início de época atribulado e com uma grande desconfiança a pairar sobre a equipa e o treinador, o Porto parecia, finalmente, estar a entrar nos eixos. A mensagem de Nuno (aquela que teve direito a explicação artística na conferência de imprensa pós jogo com o Arouca) começava a entrar no seio da equipa e o casamento equipa/adeptos aparentava estar a ganhar forma. Acrescente-se, ainda, que mesmo tendo perdido em Alvalade, o Sporting havia sido deixado para trás (e assim se mantém) e a perseguição ao Benfica continuava a ser feita à distância de apenas 3 pontos (passou para 5), sendo que “O Clássico” da jornada 10 está aí ao virar da esquina.

No entanto, permitam-me utilizar aquela velha máxima do “futebolês”: Nem tudo estava mal no princípio da temporada, nem passou a estar tudo bem após a, já abordada, série de bons resultados, longe disso. Apesar de uma notória evolução, a qualidade de jogo da equipa deixava, e deixa, muito a desejar e está a uma considerável distância daquilo que é pretendido e exigido a um candidato ao título e a uma equipa da dimensão do FC Porto. Como se viu no jogo de ontem, no qual a 55 minutos bastante satisfatórios e incisivos com a criação de inúmeras oportunidades para matar a partida se seguiram 35 cinzentos e sem ideias onde o famoso “Kick and Rush” britânico parecia palavra de ordem.

André Silva é o homem-golo do FC Porto Fonte: FC Porto
André Silva é o homem-golo do FC Porto
Fonte: FC Porto

Assumindo o risco de estar a cometer um sacrilégio, dada a recente ligação do FC Porto à MEO, devo confessar que o slogan que a NOS (na altura ZON) outrora utilizava para publicitar a sua marca e um dos seus produtos não me sai da cabeça. O slogan dizia algo como: “Há uma linha que separa”.

Avante, SL Benfica

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Depois de dois jogos muito bem conseguidos, os adeptos do Benfica podem olhar para a equipa com mais confiança. Após o desaire contra o Nápoles e da exibição paupérrima que a turma de Rui Vitória realizou para a Taça de Portugal, os adeptos encarnados poderiam estar renitentes quanto à consistência da equipa nesta fase inicial da temporada. Ainda sem contar com jogadores, que na minha opinião, são importantíssimos para a manobra ofensiva da equipa (Jonas e Rafa), o que é certo é que a turma encarnada dá mostras de qualidade, de consistência e de ritmo de jogo.

Depois de um início de época um pouco fraco de Salvio, hoje o Argentino é um dos melhores jogadores do onze escolhido por Rui Vitória. Rápido a partir para cima do adversário e com uma excelente técnica, o número dezoito encarnado tem subido de rendimento a olhos vistos e é um dos maiores desequilibradores da equipa das águias.

Outro jogador que tem efectuado grandes exibições é Gonçalo Guedes. Depois de ter sido relegado para o banco na época passada, o futebolista apresentou-se no início desta temporada com uma vontade imensa de mostrar trabalho. Com a sua velocidade, Guedes tem desmontado defesas e ajudado bastante a equipa no processo ofensivo, fazendo parecer que esta pode vir a ser a época da sua afirmação na equipa encarnada. A nível defensivo também não nos podemos queixar. Com quatro centrais de grande qualidade e com dois laterais fortíssimos tanto no processo defensivo como no processo ofensivo, a equipa de Rui Vitória está bem equilibrada.

Depois de três jogos bastante bem conseguidos, a equipa encarnada dá mostras de confiança e de bom nível de jogo; Fonte: SL Benfica
Depois de três jogos bastante bem conseguidos, a equipa encarnada dá mostras de confiança e de bom nível de jogo;
Fonte: SL Benfica

No miolo temos um monstro que se chama Fejsa, o sérvio está cada vez mais forte e mais certo, coisa que já não nos espanta, uma vez que desde o ano passado a sua subida de rendimento tem sido bastante visível. Assim sendo, podemos respirar confiança e estar com esperança em relação ao futuro, pois se este nível se manter, juntando a isso o regresso de algumas peças que poderão acrescentar ainda mais qualidade à equipa, augura-se um futuro risonho e bastante positivo.

Resta-nos continuar a acreditar no trabalho que vem sendo desenvolvido há um ano pelo nosso treinador e não cair no erro de querermos uma equipa só de jogadores da formação, pois apesar de achar que é positivo para o Benfica e para o futebol Português lançar jogadores da formação na equipa principal, a experiência e a “matreirice” ganha muitos jogos, e esses dois factores que referi anteriormente são transmitidos aos poucos pelos jogadores mais experientes tanto dentro do terreno de jogo como nos treinos durante a semana.

GP do México: penalizações are on fire, your pilots are terrified

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Cabeçalho modalidadesFaltam só duas. Duas corridas. Dois Grandes Prémios. É isto que, de certeza, Nico Rosberg estará a pensar agora. Lewis Hamilton venceu o GP do México e encurtou ainda mais a distância para o primeiro lugar da geral mas Rosberg continua intocável.

Hamilton conquistou mais uma pole e Rosberg manteve a tradição, garantindo a dobradinha para a Mercedes. O facto de a Red Bull ter sido melhor do que a Ferrari já nem é notícia; tendo em conta que, desta vez, até Hulkenberg colocou o seu Force India à frente de Vettel e Raikkonen.

O arranque voltava a ser crucial. E, mais uma vez, Hamilton provou que quando se empenha, os resultados são visíveis: agarrou a liderança, apesar de ter saído de pista logo na primeira curva. Foi à relva, voltou, permaneceu em primeiro e deixou bem claro que a festa de Rosberg ia ser adiada.

Também na primeira curva, Rosberg e Verstappen acabaram por ter um pequeno toque, mas nada substancial o suficiente para serem admoestados. Esta fricção entre os dois pilotos iria, na verdade, ser o mote de toda a corrida. Verstappen lutou muito por um segundo lugar que lhe escapou. Mas já lá vamos.

Muito público a ver o GP do México Fonte: F1
Muito público a ver o GP do México
Fonte: F1

Vettel chegou a rodar em primeiro mas só durante o pit-stop de Hamilton. Ainda assim, chegou para se tornar o quarto piloto que mais voltas liderou na história da F1. Quando o alemão parou (com dez voltas a mais do que o recomendado pela Pirelli para os seus pneus macios…), a classificação voltou ao normal, com Hamilton a tentar cavar um fosso em relação a Rosberg, e este a tentar descolar de Verstappen.

Mas o jovem holandês já provou que está feito um piloto de mão cheia. E prova disso são as tentativas de ultrapassagem que foi fazendo, sempre muito técnicas, sempre cheias de intenção. Mas Nico Rosberg é um piloto experiente e, mais do que isso, Nico é um homem que quer ser campeão pela primeira vez. E estando Hamilton na frente, não podia dar-se ao luxo de perder mais pontos para o inglês.

Lewis Hamilton foi aproveitando o tempo que Rosberg perdia com as investidas de Verstappen e cavou um fosso de 7s. O holandês acabou por perder andamento, distanciou-se do Mercedes e ficou com Vettel à perna.

E foi a partir daqui que o GP se tornou polémico. Depois de um ataque de Vettel, Verstappen atrasa uma travagem, é obrigado a sair de pista mas mantém o terceiro lugar. A Red Bull informa-o de que tem de ceder a posição ao Ferrari mas o holandês não acata a ordem. Para além disto, reduziu o andamento, impedindo a ultrapassagem de Vettel e precipitando a aproximação de Ricciardo ao alemão. Quando Ricciardo conseguiu finalmente chegar perto de Vettel, o piloto da Ferrari defendeu-se com uma manobra que prometia causar polémica.

Daqui até à bandeira de xadrez, pouco mais para contar. Hamilton ganhou, Rosberg garantiu a dobradinha das flechas de prata, Verstappen fechou o pódio, seguido de Vettel e Ricciardo. Mas todos sabemos que nenhum GP de F1 termina na pista.

Começou a corrida ao título de esqui alpino… Quem chegará primeiro?

Cabeçalho modalidades

Estão abertas as hostilidades nesta nova época de esqui alpino que promete ser empolgante e extremamente equilibrada. No passado dia 23 de outubro, Solden (Áustria) recebeu com “casa cheia” o início da taça do mundo de esqui alpino.

O favoritismo era claro: Marcel Hirscher (por ser pentacampeão mundial de esqui alpino), Ted Ligety (por ter ganho quatro dos últimos cinco slaloms gigantes nesta estância) e Alexis Pinturault (que procurava dar seguimento ao grande final de época que tinha feito através da sua 16ª vitória da carreira) apresentavam-se como os mais fortes candidatos ao melhor tempo.

A primeira manga terminou de forma muito equilibrada, com Alexis Pinturault a protagonizar o melhor tempo (1:04.38) e Marcel Hirscher a tentar acompanhar o andamento do seu adversário, fazendo o segundo melhor tempo desta manga (1:04.55). Destaque também, nesta metade da prova, para o tempo de Justin Murisier, com apenas mais segundos que Hirscher.

Alexis Pinturault celebra a primeira vitória francesa nesta estância Fonte:
Alexis Pinturault celebra a primeira vitória francesa nesta estância
Fonte: francetvsport

Na segunda metade da prova, o austríaco Marcel Hirscher, apoiado pela esmagadora maioria dos adeptos da modalidade presentes em Solden, tentou tudo para derrotar o francês, mas um desequilíbrio a meio da pista (do qual Hirscher escapou milagrosamente da queda) comprometeu muito as suas aspirações à vitória diante dos seus adeptos. Depois disso, Alexis Pinturault deslizou para mais um tempo brilhante (o melhor da segunda manga) e nem o “milagre” protagonizado por Hirscher, momentos antes, serviu para impedir o francês de chegar à vitória, com um tempo total de 2:14.01, relegando o esquiador austríaco para o segundo lugar. A fechar o pódio, Felix Neureuther conseguiu, nos últimos 50 metros de pista, um magnífico sprint final, que lhe permitiu atingir o 1º pódio nesta estância.

Nesta época, os apreciadores da modalidade vão poder usufruir de um (provável) grande equilíbrio entre os esquiadores e, consequentemente, de uma enorme incerteza quanto ao vencedor. Resta-nos esperar para saber quem levará a melhor em Levi (Finlândia), no próximo dia 13 de novembro…

Foto de capa: RTL

WWE Hell in a Cell: Fez-se história!

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Roman Reigns (c) vs Rusev (USA Championship)

Fonte: WWE
Fonte: WWE

“Insanity is doing the same thing over and over again and expecting different results.” Esta frase não se aplica ao combate no total, mas sim na forma como foi bookado. Rusev e Reigns têm uma fantástica química dentro do ringue e mais uma vez voltaram a demonstrar isso. O problema é a forma como a WWE volta a bookar Reigns. O combate quase todo a ser dominado, Rusev a fazer um “Acolade” com uma corrente e no final Reigns aplica um spear e ganha. Enquanto assim for, será dificil o público apoia-lo e o heel-turn a única solução. Quanto a Rusev, esperemos que a WWE saiba o que fazer com ele, pois ficou comprovado que ele é digno de main-event.