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Os números no arranque

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O futebol é um jogo de números e, como tal, todas as estatísticas e mais algumas interessam, mais que não seja, para alimentar aquele duelo de fanfarrice e superioridade entre adeptos de clubes rivais, daqueles que assistimos na rua ou nos transportes públicos e que levam sempre alguém a dizer: “Esta gente não pensa noutra coisa”. A pensar e vocês e nas pessoas que gostam apenas de saber estes factos por mero interesse ou curiosidade, eis um uma análise para últimos 4 inícios de temporada do Benfica.

Vamos desde já olhar para esta. O Benfica tem feito exibições mais convincentes, exemplo da vitória na supertaça diante do Braga, ou do jogo em casa para o campeonato com o Braga, e jogos que fazem alguns pensar: “Eles só ganharam porque tiveram alguma sorte”, como foi o caso do penúltimo jogo para o campeonato com o Chaves ou o jogo em Nápoles. O certo é que este é o melhor arranque de época dos encarnados nos últimos 3 anos. À entrada do mês de Outubro, o Benfica ainda não perdeu nenhum jogo para o campeonato, tendo ganho 6 dos 9 jogos oficiais, empatou 2, um para o campeonato frente ao Vitória de Setúbal, outro frente ao Besiktas na Liga dos Campeões, e perdeu um, também para a Champions frente ao Nápoles. Para já leva um total de 23 golos marcados contra 9 sofridos, o que faz com que esta temporada seja, até ver, das melhores das águias.

Pese a onda de lesões no plantel, o Benfica está no topo da classificação Fonte: SL Benfica
Pese a onda de lesões no plantel, o Benfica está no topo da classificação
Fonte: SL Benfica

Contudo o cenário nos últimos tempos não tem sido assim. Na temporada passada o Benfica arrancou a época a perder no duelo diante do Sporting para a Supertaça. Depois disso seguiram-se mais duas derrotas já a contar para o campeonato, ambas por 0-1, ambas fora de casa, em Arouca e no Porto, fazendo contraste com as 5 vitórias obtidas. O Benfica de 2015/2016 começou o ano a marcar 18 golos, menos 1 do que este ano e a sofrer 5 golos. A temporada 2014/2015 é a mas parecida com a deste ano. A época começou com uma vitória na supertaça por 3-2 nas grandes penalidades diante o Rio Ave e, depois disso, o Benfica só perdeu uma vez nos tais primeiros 8 jogos da temporada, em casa, por 0-2, frente ao Zenit para a Liga dos Campeões. Para o campeonato, somou 5 vitórias e 1 empate, em casa frente ao Sporting a um, marcou um total de 15 golos e sofreu 6, números já menos animadores.

Finalmente, na época 2013/2014 um início com 7 jogos, menos 1 do que as restantes pelo facto do Benfica não ter jogado a Supertaça, os encarnados apontaram 11 golos e sofreram 6, e começaram com uma derrota nos Barreiros, por 2-1, diante do Marítimo. Seguiram-se 3 vitórias e 2 empates para o campeonato, e uma vitória para a primeira jornada da Liga dos Campeões frente ao Anderlecht, fazendo com que nas últimas 4 épocas esta seja a pior.

Olhando para os números, esta segunda época de Rui Vitória é o melhor arranque dos últimos 4 anos, algo que se pode traduzir pelo melhor conhecimento e entrosamento do treinador com a equipa e com os reforços, ou, e também ligado a isso, um Benfica taticamente mais evoluído, como se viu contra o Besiktas ou contra o Tondela e o Nacional para o campeonato. O certo é, que estes números são no mínimo inspiradores para o que ainda falta da época e o motivo para dar continuidade aos resultados e, quiçá, acabar com o tetra nas mãos.

GP da Malásia: errar assim não é humano

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O circuito de Sepang já nos habituou às altas temperaturas – dentro e fora da pista. E este ano não foi excepção. O GP da Malásia voltou a não desiludir e a ser uma atracção para os adeptos de F1.

Lewis Hamilton foi imperial na qualificação e conquistou a pole-position. Ao seu lado, o colega de equipa e rival directo, Nico Rosberg. Para felicidade da Red Bull, Verstappen e Ricciardo foram mais rápidos do que os dois Ferrari e completaram a segunda linha do grid. Hamilton alimentava esperanças para o assalto ao primeiro lugar da geral.

Mas a Malásia fez das suas. Logo na primeira curva, Sebastian Vettel é obrigado a desistir; uma travagem menos ponderada provocou um toque em Rosberg, que obrigou o piloto da Ferrari a abandonar a prova ainda na volta inicial. Quando o safety-car saiu de pista, Hamilton ainda liderava, os Red Bull seguiam-no atentamente e Rosberg tinha caído para 14.º.

Nico empenhou-se, então, na árdua tarefa de trepar a classificação e ainda lutar por um lugar no pódio. Rapidamente chegou a quinto e começou a morder os calcanhares a Raikkonen. Nos lugares da frente, as decisões iam permanecer, previa-se, na duração dos pneus de Hamilton e Ricciardo. Mas o azar do inglês na época actual voltou a ser protagonista: na volta 41, o motor do Mercedes partiu e Lewis ficou automaticamente fora do Grande Prémio. Confesso, tal como já o fiz diversas vezes, que não sou fã de Lewis Hamilton. Mas ouvir um piloto deste calibre, um campeão enorme, comparável com poucos, a gritar “não, não, não!”, quando se apercebe do que se está a passar, causa impacto. E ver um campeonato do mundo ser decidido por erros e azares mecânicos, ainda que o desporto esteja sempre entregue às mãos do destino, faz-me ter saudades dos tempos em que ganhava o mais rápido. Simplesmente, o mais rápido.

Rosberg aplicou uma manobra duvidosa para ultrapassar Raikkonen, chegando a tocar no Ferrari, e foi penalizado em 10s sobre o tempo final. Ainda assim, conservou o terceiro lugar à frente do finlandês e conseguiu manter vantagem suficiente para garantir o pódio depois da bandeira de xadrez. Com o abandono de Hamilton, adivinhava-se uma luta emocionante entre os dois Red Bull, mas tal não aconteceu. Ricciardo controlou a vitória e Verstappen contentou-se com o segundo lugar, garantindo valiosos pontos para a equipa na geral dos construtores.

Lewis Hamilton mostrou-se inconsolável com o desfecho do GP da Malásia Fonte: Lewis Hamilton
Lewis Hamilton mostrou-se inconsolável com o desfecho do GP da Malásia
Fonte: Lewis Hamilton

Nota negativa para a Mercedes e para a desistência forçada de Lewis Hamilton. O inglês mostrou o seu desagrado e perguntou porque é que entre tantos motores Mercedes, muitos deles novos como o que foi usado neste GP, apenas o dele parte. Niki Lauda já veio fazer um pedido de desculpas público e Toto Wolff limitou-se a adjectivar a situação de “bizarra”. O que é importante retirar daqui? Se ganhasse, Hamilton estava de volta à luta pelo título mundial; assim, o Grande Prémio da Malásia pode ter sido decisivo para o desfecho deste campeonato. Não foi apenas um erro, Mercedes.

Nota positiva para a Red Bull e para as alterações que fizeram desde a última prova. Os carros de Ricciardo e Verstappen estavam optimizados e a prova disso foi a vitória no GP e o duplo pódio. A equipa afirma-se cada vez mais como a segunda scuderia e, ainda antes da corrida, Ricciardo já dizia que a grande vitória da qualificação tinha sido ficar à frente dos Ferrari. Chamo a isto evolução natural da história.

Este foi, ainda, o 300.º Grande Prémio da enormíssima carreira de Jenson Button. Apesar dos últimos anos menos felizes, o antigo campeão do mundo deixa um legado memorável na história da modalidade.

Sepang volta a escrever a sua página na história do Mundial. Rosberg aumentou a vantagem, Hamilton continua esperançoso na segunda posição. Vettel cumpre três lugares de penalização na grelha do próximo GP, devido ao acidente na primeira curva. A F1 volta no fim-de-semana de 7 a 9  de Outubro, com o Grande Prémio do Japão.

Foto de capa: Red Bull

Um Knickerbocker porquê?

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No futebol é tudo muito – mas mesmo muito – simples. As escolhas foram feitas cedo, foram bem fundamentadas e feitas por motivos evidentes. O Benfica porque me ensinaram. O Barcelona pela sua história mítica – muito para além da do clube. O Liverpool pelos seus adeptos, a cantar a famosa música dos Beatles. E a Juve por culpa do mágico Checo Pavel Nedved. Simples! Mas porquê os Knicks?

Confesso que a escolha não foi imediata, mas nunca houve outra hipótese. Escolher um clube para apoiar é uma decisão bastante complexa. Se for a sério é um compromisso para a vida, que devemos ter orgulho em exaltar. Há quem diga que é a própria equipa que escolhe os seus adeptos – talvez seja esse o caso. Uma coisa parece clara: por mais motivos e justificações que possamos arranjar acaba quase sempre por ser algo mais emocional do que racional. Normalmente é algum detalhe do qual nem nos apercebemos com clareza, do domínio do inexplicável, que nos liga a determinado clube e não aos outros. Especialmente quando se trata de ligas internacionais. Nunca fui a Nova Iorque, nunca os vi a ganhar (nem perto disso), e não me lembro sequer de os ver jogar bom basquete… O Stoudemire ou o Carmelo, os reis da companhia na última década, não são estrelas carismáticas o suficiente, das que nos ligam a uma equipa ao ponto de a escolhermos como nossa.

Há outras opções muito óbvias; fáceis até. Lakers, Celtics e Chicago são, pela sua história, escolhas confortáveis. Mas há mais: franchises mais recentes, com perspetivas de crescimento e de conquistar o primeiro título, como seriam os Thunder ou os Clippers. O show do Wade no primeiro título dos Heat, ou o alemão grandalhão de Dallas podiam também chegar para escolher essas equipas.

Os Knicks vão para a sua temporada 70 na NBA Fonte: NYK
Os Knicks vão para a sua temporada 70 na NBA
Fonte: NYK

Para alguém da minha geração, que começou a ver basquetebol quando um tal de Kobe Bryant ditava leis de forma absurda, era muito fácil vestir o Purple and Gold, mais ainda numa cidade enorme, num dos estados mais fascinantes dos Estados Unidos. Mas gostar de uma equipa “só” porque tem o melhor jogador e está numa maré de vitórias nunca foi suficiente para mim e, no fim de contas, o sol da Califórnia é o mesmo que brilha em Nova Iorque.

Os Boston Celtics – para além do anel que vi conquistarem de forma épica – alinhavam com uma verdadeira constelação: Rondo, Alen, Pierce e Garnett. Era difícil não gostar deles, mas nunca gostei. Odeio verde! E também não me agrada nada a ideia de apoiar a equipa dos records e dos monstros sagrados, com mais títulos da história, que ganhou 10 vezes em 11 anos, com o jogador com mais anéis… Parece que nunca vou assistir ao melhor momento da sua história e, mais do que isso, que o seu presente nunca será tão glorioso quanto o seu passado.

FC Arouca 1-1 SC Braga: Djavan e as sandálias de Apolo

Cabeçalho Futebol Nacional

No fecho da sétima jornada da liga principal de futebol, Arouca e Braga empataram a um golo no estádio municipal de Arouca. Jogo sem grandes momentos de encher as medidas, onde a bola esteve mais tempo no centro do relvado do que nas zonas proibidas. A parte final foi excepção, tendo em conta o golo tardio dos da casa que «partiu» linhas e posicionamentos, permitindo uma busca incessante pela bola. Divisão de pontos no último jogo da sétima jornada, antes da paragem para as selecções e para a prova rainha do futebol português.

A primeira parte disputada em Arouca demonstrou de imediato a entrada forte do Braga em campo, através das variadas incursões pelo lado esquerdo por parte de Djavan, que se mostrou e bem, como mais um disponível para atacar as batalhas que ainda faltam. Ou não. Corrida a mais também não é preciso. Valeu pelo esforço. Atacou, defendeu, correu o campo inteiro uma série de vezes, atingiu uma velocidade estonteante saindo da órbita terrestre, sentiu o espaço, confundiu Apolo, roubou-lhe as sandálias, entrou em colisão com a terra, aterrou em Arouca, foi multado por excesso de velocidade, pagou a multa, voltou à estrada, veio a Braga, regressou a Arouca, sofreu penálti, caiu com estilo, levou amarelo, balbuciou com um amigo imaginário e por fim voltou para a sua posição. UFA!! No que a atletismo diz respeito foi fantástico.

A futebol também, mas sabendo das suas fraquezas que são as pernas e a pele sensível, vamos lá ter cuidado. Forçosamente acabou por sair depois de tanta correria, mas enquanto lá esteve deu para perceber a diferença. Só espero que não tenha sido grave. Já chega de lesões… Sem grandes oportunidades para ambos os lados, destacam-se dois lances de perigo. Um do lado do Arouca, onde Matheus correspondeu com uma excelente defesa à testada de Zequinha. Uma outra oportunidade houve, mas desta vez para a turma Bracarense, que tanto segurava a bola e geria o jogo que não sabia o que era chutar à baliza durante quase meia hora decorrida. Em corrida, foi a já referida falta cometida sobre Djavan lá pela meia hora. Penálti que fica por marcar, a meu ver. Espera lá e o Amarelo?  «Teatralização». Para mim, este comentário devia ser nomeado para um globo de ouro. Não ouvi a mesma coisa quando Kuca fingiu desfalecer piscando um olho na área do Braga. Nem o amarelo vi, já agora. Enfim…  Ao intervalo tudo a zero, onde se via uma casa pouco composta mas com bastante apoio do lado do Braga. Cerca de duzentos acompanharam a equipa na viagem a Arouca.

No segundo tempo de jogo, o Braga volta a entrar forte. Numa jogada bem desenhada e bem trabalhada por Hassan, Pedro Santos e Alan faz um bom golo. Bom momento de futebol a culminar da melhor forma. Por cima no jogo, o Braga ia tentando impôr-se e procurava o segundo, mas a vontade não chegou para marcar. Já numa fase final do encontro, uma série de bolas paradas assinaladas contra os bracarenses resultam no golo do empate. Uma, duas, três e Carleto já tinha afinado a pontaria. De facto sou obrigado a concordar com Peseiro neste ponto. À terceira, o brasileiro estourou do meio do nada e na recarga Walter González não perdoou. Um para um e o jogo estava totalmente partido. Wilson falhou o chapéu, e Kuca, por duas vezes na construção do contra-ataque. Haveria de terminar empatado o encontro em Arouca, repartindo-se os pontos. Um para cada lado foi o desfecho em pontos e golos.

Boavista FC 2-0 Moreirense FC: Resolução à cabeçada

Cabeçalho Futebol Nacional

Num final de tarde de pouca quentura encontraram-se as formações do Boavista e do Moreirense para uma partida que teve lugar no Estádio do Bessa Século XXI, ajuizada por Jorge Ferreira, a contar para a Liga NOS.

Como seria expectável, os axadrezados entraram dominantes, contudo, foram os cónegos a deixar o primeiro aviso. Aos 10 minutos, Cauê rematou em esforço, dando seguimento a um pontapé de canto, mas a bola esbarrou no poste.

A resposta das panteras chegou por intermédio de Iuri Medeiros, oito minutos depois, com um remate pouco poderoso e facilmente controlado pelo georgiano Makaridze. Nesse mesmo minuto, Roberto teve ainda a chance de inaugurar o marcador, mas perdeu o duelo com Agayev.

Aos 24 minutos, Henrique calcula incorrectamente o timing de um salto, acaba por derrubar Nildo Petrolina na grande área do Boavista e Jorge Ferreira não hesita em assinalar a grande penalidade. Chamado a converter, Roberto volta a vacilar perante o guardião azeri.

A fase ascendente da equipa orientada por Erwin Sánchez surgiu pouco tempo depois e, servido por Fábio Espinho, Lucas cabeceou de forma indefensável para o 1-0, aos 30 minutos de jogo. Fábio Espinho esteve novamente em destaque, assistindo Erivelto para uma grande ocasião. O brasileiro teve nos pés a oportunidade de ampliar a vantagem, mas falhou escandalosamente, não dirigindo o esférico para o ângulo aberto da baliza.

Ainda antes do intervalo, Iuri Medeiros, cobrou um canto que encontrou a cabeça de Erivelto, mas o guarda-redes da equipa de Pepa defendeu com o ombro.

O Boavista pecou por afunilar muito do seu jogo ofensivo e pela sua evidente falta de eficácia e, por outro lado, o Moreirense não conseguiu construir jogo com qualidade.

Contrariamente a uma primeira metade aguerrida e emocionante, a segunda parte foi mal disputada e nenhum onze conseguiu praticar futebol atrativo.

Quebrando o gelo ao minuto 82, Idris resolveu a partida com um cabeceamento bem colocado após um pontapé de canto marcado por Iuri Medeiros, jovem emprestado pelo Sporting.

Já no período de descontos, Bukia poderia ter feito o 3-0, no entanto, cedeu à pressão da defesa adversária e não rematou em condições favoráveis.

5 Centrais A Seguir Na Liga NOS

Iniciada a Liga NOS 2016/17, já estão somadas 7 jornadas e já são bastantes as estrelas que começam a despoletar. Defesas centrais não são exceção e a prova disso são, a boa aposta em Felipe, a “explosão” do Rúben Semedo ou ainda, a afirmação do Lindelof ou de André Pinto, a verdade é que talento não falta pelos demais clubes na nossa liga.

Aponto então, a 5 defesas centrais a ter em conta nesta edição da Liga NOS 2016/17.

Relançando Sonhos no Sporting

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sporting cp cabeçalho 1No verão de 2016, o Sporting Clube de Portugal apontou uma vez mais as suas baterias à conquista do título de campeão nacional. E para que esse sonho, que se vem arrastando por demasiado tempo, se possa tornar realidade, a direcção e a equipa técnica dos “leões” atacaram o mercado cirurgicamente, tendo portanto, dessa feita, contratado alguns jogadores de renome, onde se destacam Bas Dost (Wolfsburgo), Lazar Markovic (Liverpool) e Joel Campbell (Arsenal).

O holandês, vindo da Bundesliga, rapidamente impôs a sua qualidade, contando até ao momento com cinco tentos em seis jogos de leão ao peito. Focar-me-ei portanto, nesta minha reflexão, nos outros dois atletas que referi, pelo facto de, até ao momento (embora estejamos numa fase prematura da época), terem estado um pouco aquém das expectativas, pela sua própria valia, criadas.

A 15 de Julho de 2014, o Sport Lisboa e Benfica confirmou a venda de um dos seus mais preciosos atletas ao Liverpool de Inglaterra. Nada de surpreendente, vista a imensa qualidade que Lazar havia apresentado, na sua primeira e única época de águia ao peito. Jogador tecnicista e velocista, que melhorou muito a sua consistência táctica, sob a alçada de Jorge Jesus. Terá sido porventura, até ao momento, o maior erro da sua carreira, sair do SL Benfica num momento em que a sua evolução enquanto futebolista não estava, de maneira nenhuma, finalizada. Eventualmente, terá sido também estranho, no mínimo, que o clube da Luz tenha vendido uma das maiores promessas, por uns meros doze milhões e quinhentos mil euros, enquanto se agoirava e perspectivava, um futuro grandioso e auspicioso para o sérvio.

Erro de casting, claro, do clube e do atleta. Embora se possa supor e só assim seja entendível, que da parte do Benfica, tenha existido uma necessidade urgente de encaixar algum dinheiro, pela perspectiva do jogador, compreender-se-á a oportunidade de ingressar num clube histórico e numa liga inequivocamente competitiva. A questão financeira, terá sido, absolutamente fundamental para ambas as partes.

SL Benfica 4-0 CD Feirense: Depois de se sofrer quatro marca-se quatro

sl benfica cabeçalho 1Depois da derrota por 4-2 contra o Nápoles para a Liga dos Campeões o Benfica volta a casa, ao conforto dos seus adeptos, que decidem encher a catedral para ajudar a equipa depois de um resultado desfavorável. Mais de 58 mil adeptos cantavam o hino enquanto Benfica e Feirense entravam em campo para disputar a 7.ª jornada do campeonato nacional. Começo de jogo apático pelo Benfica, com muitas perdas de bola aproveitadas pelo Feirense, que pareceu encarar logo de abertura o jogo frente a frente. Alguns lances de perigo e um sufocado Ederson davam indicações de que este ia ser um novo jogo difícil para os encarnados. Porém, a reação das águias não tardou. Logo souberam organizar-se e mostrar quem manda na Luz.

Após cinco minutos atribulados veio Lindelof da defesa construir um grande lance de tabelinhas com Gonçalo Guedes, que atrasou para o centro da área, onde estava Mitroglou, que rematou contra a muralha vinda de Santa Maria da Feira, muralha esta que se foi mantendo ao longo do jogo. O guarda-redes da equipa visitante também fez grandes defesas, que impediam o golo ao Benfica. Grimaldo esteve sempre presente nos lances ofensivos dos encarnados, com toques e arrancadas de classe que levavam a equipa na direção da baliza adversária.

A partir dos dez minutos o Benfica pegou nas rédeas e dominou a equipa nortenha. Viram-se vários lances de qualidade nos pés do ponto ofensivo do Benfica, mas nenhum parecia fazer encontrar as redes adversárias. Tanto é que foram os pés de Luís Aurélio, defesa do Feirense, que colocaram a bola pela primeira vez na rede. Auto-golo abria assim as contas do jogo aos 35 minutos. Com este golo, a história da primeira parte está contada. Seguiram-se minutos entediantes, com pouco ritmo e de certa forma confusos, até que as equipas regressaram aos balneários para receberem indicações dos técnicos.

Os onzes mantiveram-se inalterados após o apito de Helder Malheiro soar no Estádio da Luz para assinalar o início da segunda parte, que tinha muito mais para contar. O Feirense não entrou com a mesma força com que tinha iniciado a primeira parte e deixou-se aos pés do Benfica logo desde os 45 minutos. Luisão, de cabeça, e Grimaldo, com um livre, investiram num novo golo para alargar a vantagem, mas sem sucesso. O Benfica parecia ter facilidade em chegar à área adversária, mas dificuldade em finalizar e fazer o golo durante a partida.

Com alguma sorte à mistura, Salvio apontou o segundo dos "encarnados" Fonte: SL Benfica
Com alguma sorte à mistura, Salvio apontou o segundo dos “encarnados”
Fonte: SL Benfica

A equipa de José Mota estava desnorteada na segunda parte e cometia erros infantis como passes fáceis falhados, desorganização defensiva e uma infelicidade a aliviar o lance. A bola pontapeada por Ícaro bateu no pé de Salvio e entrou na baliza de Peçanha. O segundo golo igual ao primeiro: caricato. Contudo, dava uma vantagem de dois golos ao Benfica quando se faziam mostrar 62 minutos no relógio.

Aos 65 minutos Carillo saiu para dar lugar a Franco Cervi, que deu velocidade renovada à conexão defesa-ataque. Um jogador veloz que não se limitava a esperar pela bola. Procurou bola e tentou construir jogadas de perigo, algo que fez com sucesso. Passavam cinco minutos da sua entrada em jogo e o Argentino, de cabeça, fazia o 3-0 após um cruzamento de Nélson Semedo. Cervi ‘disse que sim’ para a bola e fê-la entrar na baliza adversária para ampliar ainda mais a vantagem encarnada. A vitória parecia certa, mas o Feirense ainda se tentou mascarar de Vitória de Guimarães e assustar os milhares de adeptos. Apesar de tudo, com algumas defesas de qualidade feitas por Ederson, que esteve nervoso com a bola nos pés quando esta lhe era passada, o resultado estava salvaguardado.

José Gomes entrou para o lugar de Mitroglou, que se mostrou pouco e apagado neste jogo. A bola enrolava-se nos pés do grego, que pouco conseguiu fazer na segunda parte. A Luz levantou-se e aplaudiu a entrada do jovem. Estavam 84 minutos esgotados quando Zivkovic entrou para o lugar do jovem português Gonçalo Guedes, que fez uma excelente exibição a par de Salvio e Grimaldo. O espanhol fez jogo de alto nível e mesmo passados mais de 80 minutos ainda corria o campo de um lado ao outro a pressionar a bola nos pés de Peçanha.

O jovem espanhol sempre mostrou qualidade a marcar livres e mostrou novamente que ainda tem jeito, apesar de só à terceira tentativa ter conseguido fazer o golo. Falta de Paulo Monteiro à entrada da área deu livre para Grimaldo bater, marcar e festejar o fecho de contas do jogo.

O Benfica, com esta goleada, cimenta a sua posição de líder, e beneficiou do empate do Sporting este sábado, frente ao Guimarães, para ampliar a vantagem para o segundo lugar em três pontos.

E o Mundial volta a escapar

Cabeçalho modalidades

A final do mundial de hóquei em patins feminino ofereceu a todos os amantes da modalidade um duelo ibérico entre Portugal e Espanha, algo que já não acontecia desde o ano de 2008.

O inicio da final demonstrou duas seleções a procurarem ter o maior tempo de bola possível, mas a Espanha era quem conseguia ter períodos de posse mais perigosos, colocando em sentido a defensiva lusa. Com o passar do tempo, Portugal deixava de ter ataques tão prolongados e procurava as seticadas de meio campo para surpreender a guarda-redes espanhola, sendo que isto apenas acontecia quando a seleção portuguesa conseguia sair em posse, algo que foi acontecendo cada vez menos, visto que a Espanha a pressionar a campo inteiro ganhava muitas segundas bolas.

A Espanha estava cada vez mais perigosa e Maria Celeste era um muro de betão que ia impedido a abertura do marcador. Com a primeira parte a meio, Portugal conseguiu equilibrar a partida, afastando a pressão espanhola. Foi, precisamente, nesta altura de maior equilibro que as nossas vizinhas abriram o marcador. Seticada do lado esquerdo do campo de Anna Casarramona que ainda desvia em Marlene Sousa e acaba por trair a guardiã portuguesa.

Nos instantes finais da primeira parte, Portugal dispõe de uma situação de dois para zero, mas nem Marlene Sousa nem Ana Catarina Ferreira conseguiram marcar e a Espanha foi para as cabines a vencer por 1-0.

Marlene Sousa, a capitã portuguesa, foi considerava a melhor jogadora do mundial Fonte: FIRS – Federation Internationale Roller Sports
Marlene Sousa, a capitã portuguesa, foi considerada a melhor jogadora do mundial
Fonte: FIRS – Federation Internationale Roller Sports

Se eficácia foi o que faltou ao conjunto liderado por Carlos Pires no final do primeiro tempo, não faltou á seleção espanhola no inicio da segunda, pois logo aos dois minutos houve grande movimentação ofensiva das nuestras hermanas, que deixou Laura Puigdueta totalmente solta e, facilmente, fez o 2-0. Portugal em desvantagem por dois golos, foi em busca de alterar a ordem dos acontecimentos, mas não conseguia marcar. No entanto, aos vinte e sete minutos de jogo, Marlene Sousa ganhou a bola no meio campo de luso e saiu em contra-ataque com Marta Vieira e a número sete portuguesa reduziu para 2-1. Com o golo, Portugal ganhou um enorme alento e lançou-se á procura do golo do empate.

As oportunidades de golo sucediam-se, mas a seleção portuguesa não conseguia empatar. Foi novamente numa recuperação de bola, desta feita no meio campo espanhol, que Marta Vieira assistiu Marlene Sousa, livre ao segundo poste, para o 2-2. Faltavam oito minutos para o final e o jogo estava de regresso á estaca zero.

Até ao final do tempo regulamentar, Portugal e Espanha tiveram algumas oportunidades para resolver o encontro, mas chegado o fim dos quarenta minutos e tudo continuava empatado a 2-2. A final do mundial de hóquei em patins feminino seguia assim para o prolongamento.

Os primeiros cinco minutos do prolongamento demonstravam um Portugal muito mais perigoso que, por várias ocasiões, ficou perto de marcar. Contudo, quando já ninguém esperava, má decisão numa saída de bola de lusa acaba por resultar num contra-ataque espanhol que termina com o golo de ouro de Maria Diez. Final de encontro algo injusto para a seleção portuguesa, mas que consuma uma melhor exibição, num âmbito geral, da La Roja.

Apesar da derrota, a capitã portuguesa, Marlene Sousa foi considerada a melhor jogadora do mundial.

Foto de capa: FIRS – Federation Internationale Roller Sports

CD Nacional 0-4 FC Porto: O Jota do Baralho

fc porto cabeçalhoDepois de um arranque não muito bem conseguido, a turma de Manuel Machado conseguiu somar os primeiros pontos e as primeiras vitórias no Campeonato. Foi com a intenção de prosseguir a senda de bons resultados que a equipa da Choupana recebeu os Dragões num encontro a contar para a 7.ª jornada do campeonato. A equipa orientada por Nuno Espírito Santo apostou em algumas surpresas no onze comparativamente ao último jogo em Inglaterra, incluindo Diogo Jota e Herrera. Já a equipa madeirense apresentou três novidades com as entradas de Vítor Gonçalves, Witi e Aly Ghazal.

Os Dragões iniciaram o jogo com forte caudal ofensivo e a explorar o espaço das laterais com a mobilidade de André Silva e de Diogo Jota. Mas foi de bola parada que surgiu o primeiro remate com perigo no jogo: um livre aos 5′ de Layún obrigou Rui Silva a uma boa defesa. Depois deste primeiro aviso, foi a vez de Diogo Jota tentar balancear as redes, e balanceou mesmo. Brilhante tabela com Herrera, com o mexicano a deixar o jogador cedido pelo Atlético de Madrid na cara de Rui Silva e o jovem jogador português a não perdoar aos 11′.  A equipa insular respondeu logo na jogada seguinte com um remate fortíssimo, de Salvador Agra, que passou perto do poste da baliza defendida por Iker Casillas.

Com vantagem no marcador, o FC Porto procurou assumir o controlo do jogo e alargar a vantagem. André Silva teve essa oportunidade aos 21′, após uma enorme desmarcação de Layún. O jovem internacional português não conseguiu acertar bem na bola e falhou o remate. O CD Nacional da Madeira não conseguia enquadrar os poucos remates que fez com a baliza dos Dragões e só conseguia criar alguns sobressaltos ao adversário através dos diversos cantos que foi ganhando ao longo da primeira parte. Diogo Jota estava predestinado a fazer com que a escolha de Nuno Espírito Santo fosse elogiada no final do jogo, e foi isso que tratou de conseguir. Ainda antes de a primeira parte terminar, o antigo jogador do FC Paços de Ferreira conseguiu fazer mais dois golos e assim consumar um hat-trick. O segundo golo surgiu numa assistência de André Silva aos 38′. Já o terceiro golo começou nos pés de Layún e acabou com um cabeceamento do jovem extremo português aos 44′. Exibição convincente do FC Porto na primeira parte, com Diogo Jota a querer agarrar com unhas e dentes um lugar no onze da equipa azul e branca.

A segunda parte trouxe caras novas ao onze do CD Nacional da Madeira. Manuel Machado promoveu duas alterações com a entrada de Jota e Ricardo Gomes, com o intuito de alterar o rumo dos acontecimentos. Apesar destas apostas promovidas na equipa insular foi o FC Porto que também inaugurou e sentenciou o resultado final. Desta vez foi André Silva a responder da melhor forma a uma jogada protagonizada por Óliver e Otávio. O ponta-de-lança apareceu na área e desviou a bola para o fundo da baliza de Rui Silva aos 58′. Estava feito o quarto golo do marcador e o quinto golo de André Silva neste campeonato.

Os Dragões foram donos e senhores do resto do jogo. A equipa madeirense bem tentava chegar à baliza mas a equipa da Invicta mostrou-se muito organizada defensivamente e nunca deixou que o CD Nacional da Madeira chegasse com perigo à baliza de Iker Casillas, com a excepção de uma jogada já em cima dos 90′. Roniel teve nos pés a oportunidade de reduzir mas o remate não surgiu enquadrado com a baliza. Ainda antes desse lance, Layún executou um livre que acabou com estrondo na barra da baliza insular. Os Dragões ganharam (e bem) este jogo, realizando aquele que foi, na minha opinião, o melhor jogo desta época. Já se vê muito Nuno Espírito Santo nesta equipa…

Destaco ainda o regresso de Maxi Pereira, que rendeu o muito aplaudido pelas bancadas Diogo Jota.