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13 Anos do imperial Estádio da Luz

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Foi a 25 de outubro de 2003 que se ergueu e inaugurou esta bela, monumental e magnífica estrutura de betão e metal. Em São Domingos de Benfica, o novo Estádio do Sport Lisboa e Benfica (nome oficial) ocupou o lugar do seu antecessor com a mesma denominação. Esta mítica obra de arquitetura faz este mês 13 anos de vida e vamos reviver os momentos com o popularmente chamado de Estádio da Luz.

Foi em 2002 que se iniciou a demolição do antigo estádio. Apesar de já não poder contar com algumas bancadas e de ter visto a sua capacidade diminuir dos 120.000 para os 50.000 o Benfica jogou em casa até à 26ª jornada do campeonato nacional de 2002/03. O último jogo frente ao Santa Clara dos Açores deu a vitória para os encarnados com golo de Simão Sabrosa, tendo assim uma honrada despedida. O estádio encheu pela última vez antes de dar lugar ao seu descendente.

Mas eis que surge a “Nova Catedral”. Um estádio mais moderno, mais pequeno, com melhores condições, mas sem nunca perder a identidade. As camadas de betão vistas por fora do estádio ganham ainda mais beleza quando se sabe o seu propósito: a lembrança do antigo palco do Benfica. O clube da Luz nunca quis perder as recordações do primeiro grande estádio da equipa e eternizou-as no novo.

A imperialidade do Estádio da Luz em pleno fim de tarde Fonte: SL Benfica
A imperialidade do Estádio da Luz em pleno fim de tarde
Fonte: SL Benfica 

À sua volta foi construída a Megastore do Clube e o museu Cosme Damião. Além disso, conta ainda com pavilhões para as modalidades e ainda um sintético para os escalões mais baixos do clube. Considerado um dos mais belos estádios de futebol do mundo, o Estádio da Luz tem grande renome pela Europa. O Estádio do Sport Lisboa e Benfica entrou logo na história europeia quando, antes de fazer um ano de existência, foi um dos palcos do campeonato europeu de futebol em 2004. Recebeu 3 jogos da fase de grupos, um dos quartos de final e ainda a trágica final que os gregos levaram a melhor contra o anfitrião Portugal.

Em 2007, a cerimónia das “Novas Sete Maravilhas do Mundo” deu-se no Estádio da Luz. Em 2010, viu e festejou quatro golos portugueses contra zero dos campeões do mundo (Espanha) num jogo amigável a celebrar a candidatura ibérica para o mundial de 2018-2022. A abertura do torneio iria ser feita nesse preciso estádio. Contudo, a candidatura não venceu. Dez anos após a final do Euro 2004, o Estádio da Luz volta a ser palco de uma final europeia. Desta feita, recebeu a primeira final da Liga dos Campeões em Portugal. Duas equipas espanholas, vindas da capital Madrid, disputaram o auge das equipas da Europa. No fim, história foi feita no estádio do Benfica. Um jogo até ao último dos 90 minutos. Já na compensação foi feito o empate que levou o jogo para prolongamento. Após 120 minutos o Real Madrid levantou o troféu pela décima vez.

Jogadores que Admiro #56 – Rui Patrício

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Às vezes, os guarda-redes não são os jogadores mais favoritos de uma equipa. Quando o são, das duas uma: ou se gosta muito da posição, ou é porque esse jogador fica na memória durante muito tempo, e por bons motivos. Sabe-se que são os primeiros a levar com as culpas quando se perde um jogo. A culpa é deles porque são o último obstáculo entre o adversário e o golo, e a obrigação deles é parar todas as bolas, por muito indefensáveis que sejam. Se a equipa ganha, é o último a quem se dá mérito, porque por muito que tenha feito defesas espetaculares, que tenha parado penáltis ou que tenha começado a jogada que daria golo, foi um outro a concretizar, a marcar o seu nome na história da partida e, quem sabe, do campeonato.

Assim, admiro profundamente a capacidade que um guarda-redes tem para aguentar com todas as críticas, boas ou más, e a força que tem de ter para superar tudo, entrar em campo e, mesmo que tenha sido um erro seu a dar vantagem à outra equipa (como o recente caso de Ter Stegen no Celta de Vigo-Barcelona), recuperar o pensamento vencedor e tentar dar a volta à questão.

Assim, pus-me a pensar há quanto tempo ouvia falar de Patrício na baliza do Sporting. Tentei recordar-me, mas não consegui e, afinal fazia sentido. Rui Patrício apenas teve dois clubes na sua vida: O Leiria e Marrazes e o Sporting Clube de Portugal. A sua transição dos escalões jovens para a equipa sénior foi muito suave, e esteve na sombra por uma razão bastante específica: era substituto de outro grande guarda-redes que marcou a história tanto leonina como também nacional.

Nunca me esquecerei daquele penálti defendido sem luvas e de outro, logo a seguir, convertido por ele, no Euro 2004. Falo, obviamente, de Ricardo. Rui Patrício realizou a sua estreia pelos leões em 2006/2007, mais exatamente no dia 19 de Novembro de 2006, frente ao Marítimo. Esse jogo, que acabou por ser mais favorável ao Sporting, com uma vitória por 1-0, foi o começo da era São Patrício. A partir da época seguinte, o testemunho foi-lhe passado por Ricardo e nunca mais o largou. Desde aí, raramente saiu da baliza e, quando esteve, raramente deixou o Sporting mal. Não é fácil ser guarda-redes, mas São Patrício sempre aguentou a pressão.

Rui Patrício vai ter uma estátua a imortalizar esta defesa na final de Paris Fonte: UEFA
Rui Patrício vai ter uma estátua a imortalizar esta defesa na final de Paris
Fonte: UEFA

O leão de Marrazes veio para ficar e para se afirmar também na seleção nacional. São ainda seis anos de quinas ao peito, na seleção A, a representar Portugal pelo Mundo fora. Assumiu a titularidade no Euro 2012 e começou ainda como titular no Mundial 2014, que lhe ficou na memória por sofrer uma lesão grave e não poder jogar mais esse torneio. Desde aí, conseguiu a proeza de se tornar campeão europeu este ano, para se afirmar como elemento fundamental do plantel nacional.

São dez anos de Rui Patrício na baliza dos leões. Veio para se afirmar e, como leão que é, não lhe deixa que lhe roubem o lugar. É dono e senhor da sua posição, e assume-o como poucos fazem. É de admirar a determinação de Patrício e, se há coisa que se pode afirmar, é que vai ficar na história, quer muitos queiram ou não. Dez anos de Patrício no Sporting e, sabem que mais? Que sejam muitos mais.

Foto de capa: Sporting Clube de Portugal

Texto revisto por: Carlos Valente

Top 5: Os meus ciclistas favoritos

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Cabeçalho modalidades 5. Caleb Ewan

Fonte: CyclingNews
Fonte: CyclingNews

De todos os cinco nomes, este será aquele que, provavelmente, os menos atentos ao ciclismo pouco ou nada conhecerão. O mais recente prodígio dos sprints, com apenas 22 anos, já apresenta um palmarés interessante para um ciclista da sua idade – até acumulou algumas vitórias quando era júnior e sub-23 – e muitas mais vitórias virão. Em termos de Grandes Voltas, conquistou a sua primeira e única, até ao momento, grande vitória em etapa na Vuelta de 2015, sendo que no Giro deste ano também esteve perto de alcançar o primeiro lugar.

Ainda quando o australiano era um ciclista pouco conhecido, como alguns bem sabem, eu já acompanhava o seu percurso e algumas provas suas. Havia ali algo que “dizia” que, um dia, aquele iria ser um dos melhores sprinters do mundo. Felizmente, não me enganei e, apesar de ainda não o considerar da elite dos sprinters, está logo no patamar abaixo e pronto, a qualquer momento, para “subir um nível”, o tal que o deixará mais ao alcance dos veteranos e experientes corredores mais rápidos.

Este ano, por exemplo, venceu a Cyclassics Hamburg, uma prova de 1 dia com prestígio e reconhecimento, tendo batido, ao sprint, nomes como Degenkolb, Nizzolo, Kristoff ou Greipel. No início do ano, apresentou-se em grande forma, tendo começado a temporada a vencer 2 etapas no Santos Tour Down Under e feito, igualmente, uma boa prova no Tirreno Adriático (sendo que, numa das etapas, ficou em segundo, atrás de outra grande jovem promessa dos sprints, neste caso, o colombiano Fernando Gaviria, também com 22 anos).

É preciso considerar que o ciclista da Orica não é um puro sprinter, como, por exemplo, Marcel Kittel ou Mark Cavendish (curiosamente, em termos físicos, é similar ao britânico). É um ciclista que consegue sprintar ainda em rampas pouco inclinadas ou estar bem em média montanha.

Apesar de ser um ciclista explosivo nos metros finais, apresenta uma boa capacidade aerodinâmica. Estas (e outras) são caraterísticas que irão ser mais potenciadas ao longo do tempo e, apesar de complicado, poderemos ter aqui uma versão aproximada de um Peter Sagan, daqui a uns largos anos, quem sabe…

Para mim, será sempre aquele ciclista de quem eu falava que um dia iria ser grande, mas que ainda poucos conheciam, e hoje é considerado um futuro “rei dos sprints”. É verdade que já devo ter falhado mais do que acertado em termos de “previsões” assim. Mas não é menos verdade que, se é para acertar, que seja em grande! É exatamente isso que Caleb Ewan, um ciclista bastante humilde, tem conseguido: ser grande e intrometer-se entre os maiores!

Agronomia finta Direito e arrecada a Supertaça

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Cabeçalho modalidades

O bicampeão nacional GD Direito partia com claro favoritismo na disputa da Supertaça Nacional, depois de uma época de sonho em que conquistaram todos os troféus nacionais disputados (e um ibérico). Mas os homens da Tapada mostraram-se consistentes e ansiosos por voltar a saborear um título e repetiram o feito de 2011, arrecadando o primeiro troféu em jogo na época que agora se inicia. Assim, enquanto que os Agrónomos se mostraram sempre mais esclarecidos, os Advogados nunca se encontraram a nível ofensivo e arrancaram a presente temporada com algo que não é muito habitual – a derrota num jogo decisivo para a conquista de um troféu.

Depois de uma (fácil) penalidade desperdiçada logo aos oito minutos de jogo por José Rodrigues, seria o próprio a dar o pontapé de saída no marcador com uma penalidade exemplarmente convertida aos vinte seis minutos. A equipa da Agronomia ia dominando nos alinhamentos, o Direito mostrava-se desastroso no jogo ao pé, numa exibição que ficava muito aquém do que seria de esperar. Em cima do intervalo um pontapé de Nuno Sousa Guedes restabelecia a igualdade no marcador.

Na segunda metade da partida os Advogados entravam melhor e, após mais uma penalidade falhada por José Rodrigues, Nuno Sousa Guedes marcaria mais duas e fixava o resultado num 9-3 injustamente favorável aos bicampeões. Essa vantagem durou pouco, uma vez que uma bela jogada entre Manuel Murteira e Phillipus Van Zyl permitiu ao número quinze Agrónomo voar para o primeiro ensaio do jogo. 10-9, a Agronomia voltava a estar na frente do marcador!

Os Agrónomos mostraram-se sempre mais esclarecidos Fonte:
Os Agrónomos mostraram-se sempre mais esclarecidos
Fonte: Miguel Rodrigues

Se todos esperavam uma reacção do Direito, a verdade é que a Agronomia, com uma táctica implacável, não se deixou iludir com a (parca) margem de vantagem e foi sempre à luta, pressionando alto a formação comandada por Frederico Aguiar e, mesmo em cima do final do encontro, após um ruck, o jovem número nove Gonçalo Prazeres selou o resultado com novo ensaio para os homens de Frederico Sousa, fixando o resultado final em 17-9. A Agronomia acabava de conquistar a quarta Supertaça do seu palmarés!

Foto de capa: João Peleteiro

Época nova mesmo resultado: Sportiva vencedor

Cabeçalho modalidadesA União Sportiva começou a época como acabou, a ganhar. As açorianas venceram a sua segunda Supertaça em outras tantas presenças.

As açorianas tiveram sempre na frente num jogo muito equilibrado, em que chegamos aos últimos 10 minutos com seis pontos de diferença, os mesmos com que já tínhamos chegado ao intervalo. O Sportiva só fugiu no marcador já nos últimos quatro minutos de jogo quando os Olivais estavam a apenas quatro pontos.

Aí a mais valia das bicampeãs nacionais veio ao de cima e mostraram nos momentos decisivos porque são uma das mais fortes candidatas ao campeonato, isto apesar de ser uma equipa com muitas mudanças, depois da grande maioria da equipa vencedora ter ido para equipas mais fortes um pouco por toda a Europa.

Mariana Silva foi a MVP da Supertaça Fonte: FPB
Mariana Silva foi a MVP da Supertaça
Fonte: FPB

Os Olivais aproveitaram também isto para conseguir equilibrar o jogo, aproveitando ser uma equipa que já joga à mais tempo junta. Mostrando que podem ser uma equipa a causar muitas dificuldades às duas maiores candidatas ao título, União Sportiva e CAB Madeira, mas com outras equipas a reforçarem-se bem.

O resultado final de 69-56 dá o vencedor certo, mas não mostra o equilíbrio que existiu em campo, mas a eficácia nos momentos decisivos foi determinante. Destaques para Mariana Silva e Michelle Brandão pelos Olivais e de Sara Djassi, Jasmine Crew e Inês Faustino pelo União Sportiva

Foto de capa: FPB

Os primeiros testes da NBA

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Cabeçalho modalidades

No passado sábado, 1 de Outubro, iníciou-se a pré-época de NBA, tendo como jogo de abertura um Golden State Warriors – Toronto Raptors realizado em Vancouver, Canadá.

No primeiro teste, os Warriors não passaram e deixaram a equipa de DeRozan levar a melhor, perdendo, assim, o jogo por 93-97. No entanto, nem tudo foi mau. O rookie Patrick McCaw, escolhido pela equipa de Steve Kurr no draft, após estes oferecerem 2,4 milhões de dólares aos Milwaukee Bucks de forma a garantirem o extremo, estreou-se no grande palco com um total de 11 pontos, ficando apenas atrás de Klay Thompson (que marcou 16 pontos). Podemos dizer que foi uma estreia em grande e, com certeza, os Warriors não se vão arrepender da decisão que tomaram em Junho. Kevin Durant também teve a sua oportunidade.

No primeiro jogo com a camisola dos Golden State e em campo neutro, foi recebido com mais assobios que aplausos. Ainda assim, o jogador não cedeu e marcou 9 pontos na partida, tendo ficado à frente de Curry. Podemos, sem dúvida, afirmar que não será uma época fácil para Durant, que conta apenas com a Dub Nation do seu lado.

Já os Raptors, começaram relativamente bem a sua preparação. Carroll, DeRozan e Ross foram os destaques e, em conjunto, marcaram 36 pontos.

Grande jogo na abertura da pré-época Fonte: NBA
Grande jogo na abertura da pré-época
Fonte: NBA

Dia 2 de Outubro, foi a vez dos Houston Rockets entrarem em campo, contra a equipa chinesa Shangai Sharks. A tarefa pareceu fácil para a equipa do carismático James Harden, que venceu o jogo por 131-94.

Top 10: Os melhores jogadores angolanos que já passaram por Portugal

Cabeçalho Futebol Internacional

Ao longo da História, a relação entre Portugal e Angola pode ser vista como uma relação duradoura e com vários pontos de interesse entre os dois países, desde a economia até à cultura, embora esta não tenha sido sempre uma convivência amigável, uma vez que na década de 60 se assistiu a um conflito que pôs em causa a cooperação luso-angolana – a Guerra Colonial. Felizmente, este episódio negativo foi ultrapassado, e, atualmente, os dois povos voltaram a dar as mãos e ambas as culturas já se encontram bastante enraizadas uma na outra.

Ora, no que diz respeito ao Desporto Rei, pode-se concluir que esta relação tem sido fulcral para o desenvolvimento futebolístico angolano, dado que o campeonato português é muito competitivo, um pouco à semelhança dos restantes campeonatos europeus, o que acaba por permitir aos jogadores angolanos, que têm a oportunidade de jogar nos relvados portugueses, evoluírem a nível técnico e tático. Neste texto, irei apontar dez jogadores angolanos que passaram pelo nosso país e, no meu entender, deixaram uma marca positiva e/ou significativa nos diversos clubes representados.

Três cabeças para uma coroa

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Cabeçalho Liga Brasileira

Emocionante. A edição do Brasileirão 2016 caminha para a reta final (faltam 10 jornadas) e tudo pode acontecer. Como se previa, de seis candidatos, passaram a quatro; e destes quatro, parece agora que apenas três terão possibilidades de lutar até final.

O (ainda) campeão em título, Corinthians, começou a perder terreno e desde a derrota em casa com o líder Palmeiras – um clássico paulistano de grande magnitude, o maior da cidade, talvez – e a partir daí seria óbvio que o título voaria para outras paragens. O Grémio também começou a perder terreno e vai caindo por ai abaixo. O Santos está na quarta posição, mas já algo longe do primeiro lugar (a nove pontos). Portanto, a luta será a três: Palmeiras, Flamengo e Atlético Mineiro. Vamos por partes.

O Palmeiras está a fazer uma bela campanha, sem dúvida. Não tem errado muito e apresenta apenas cinco derrotas no campeonato e com uma média de 68% dos jogos ganhos. O que é ótimo na Séria A Brasileira.

Já a nação flamenguista exaspera pelo Hepta; mas o “cheirinho” do sétimo título, como por brincadeira lhe chamam os torcedores do Flamengo, ficou agora um pouco mais longe; com o empate dos rubro-negros cariocas a zero, em S.Paulo, o Flamengo está a três pontos do Plameiras.

Quem também não desiste da corrida é o Galo Mineiro. Uma equipa interessante, com Robinho e Fred, entre outros. Está a quatro pontos do líder e tem vencido muitos jogos, procurando o segundo título nacional, depois de ter ganho aquela que foi a sua única competição, na primeira edição do Campeonato Brasileiro, em 1971.

O Palmeiras continua firme, na frente Fonte: Guia do Boleiro
O Palmeiras continua firme, na frente
Fonte: Guia do Boleiro

Porém, há uma novidade que surgiu esta semana: a partir de agora não são apenas os quatro primeiros classificados a ir à Libertadores do ano seguinte. São seis. Portanto, se o campeonato acabasse agora, a Palmeiras, Flamengo, Atlético Mineiro e Santos, juntar-se-iam, ainda, o Fluminense e o Atlético Paranaense; por ordem do primeiro colocado ao sexto. Pessoalmente, concordo com esta medida. O Brasileirão, em comparação com outros campeonatos sul-americanos, é muito mais forte. Tem de ter mais vagas, pelo que parece justo. Já outros, dizem que será uma banalização daquilo a que chamam o G-4 (os quatro primeiros), lamentando que assim muitos clubes só jogarão para se classificar para a Libertadores, esquecendo o título. Posições.

Uma palavra para o Internacional de Porto Alegre, – treinado por Argel no início da época – que terá de dar o tudo por tudo para não cair de divisão. Algo que nunca aconteceu para o colorado. Tal como o Cruzeiro, que também pode estar em perigo de queda, embora não se encontre em zona de despromoção.

O Sporting em Portugal e no Mundo

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Como toda a gente sabe, o Sporting Clube de Portugal sempre foi uma instituição com grande importância no panorama desportivo nacional mas, no entanto, o universo leonino foi-se espalhando ao longo da sua história pelos quatro cantos do mundo.

O clube passou à descoberta, querendo levar o bom nome do Sporting além-fronteiras. Tudo começou com o aparecimento dos núcleos, filiais e delegações em Portugal e, mais tarde (muito por culpa da emigração portuguesa), um pouco por todo o mundo, sendo estimado existirem hoje em dia 263 Núcleos, 124 Filiais e 23 Delegações espalhados pelos cinco continentes. Depois do fluxo dos núcleos passou a existir uma preocupação em criar academias fora de Portugal, começou por se apostar em academias na África do Sul, no Canadá e até na República Popular da China, projecto que tem um propósito de reinserção social (principalmente em África) e prospecção de jovens promessas.

Cristiano Ronaldo é o expoente máximo da formação leonina Fonte: Facebook Oficial de Cristiano Ronaldo
Cristiano Ronaldo é o expoente máximo da formação leonina
Fonte: Facebook Oficial de Cristiano Ronaldo

A formação leonina tem vindo a trabalhar de uma forma bastante positiva e eficiente. Só no último europeu o clube teve 11 jogadores formados em Alcochete, dos quais 10 (William Carvalho, José Fonte, Adrien Silva, João Mário, Cédric Soares, C. Ronaldo, R. Patrício, Moutinho, Quaresma e Nani) na seleção das quinas e mais um (Eric Dier) na seleção inglesa. É ainda de referir que, para além da equipa sénior, os escalões inferiores têm dado trunfos na selecção portuguesa, já que o Sporting nos últimos 10 anos foi o clube que mais jogadores “emprestou” às seleções jovens.  A equipa de Alvalade lidera esta lista com 22,3 por cento dos jogadores cedidos.

O facto de o Sporting CP rechear as seleções com jogadores “Made in Alcochete”, contribuiu para o aparecimento de dois génios no mundo do futebol, Luís Figo e Cristiano Ronaldo, jogadores que receberam Bolas de Ouro. O futebol leonino está a ter cada vez mais uma grande projecção mediática fora de terras lusas e o grande causador tem sido, sem sombra de dúvida, a formação de excelência que o Sporting detém na pacata vila de Alcochete. No entanto, o clube não se tem destacado apenas no futebol, mas também no futsal e no atletismo… a prova disso é que desde que existe o Comité Olímpico Português, o clube leonino teve atletas em 20 dos 24 Jogos Olímpicos realizados (ausente apenas em 1920, 1924, 1936 e 1956) e por curiosidade o primeiro português de sempre a ser medalhado nos jogos olímpicos foi um atleta do Sporting (Carlos Lopes) em 1984. É ainda de constatar que o emblema leonino é um dos clubes europeus com maior número de atletas olímpicos, num total de 124 em 16 modalidades.

De modo conclusivo, o Sporting Clube de Portugal é cada vez mais um clube de grande projecção mundial, muito graças ao trabalho que tem vindo a ser feito na formação de atletas, não só no futebol mas em todas as modalidades, atletas detentores de enorme qualidade que acabam por elevar o nome do Sporting no desporto mundial. Nomes como Cristiano Ronaldo, Carlos Lopes, João Benedito, Naide Gomes, Francis Obikwelu ou Ângelo Girão.

Texto revisto por: Carlos Valente

Kirill Panchenko – Da 2ª Divisão até à Sbornaya em apenas três meses

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Cabeçalho Futebol Internacional

No mês em que completa 27 anos de idade, Kirill Panchenko, o versátil avançado que esta época está por empréstimo no FC Dynamo Moscovo da 2ª divisão da Rússia, consegue, contra todas as expectativas, uma chamada à selecção russa para disputar o particular do próximo dia 9 de Outubro frente à Costa Rica em Krasnodar.

Não foram muitos os jogadores que, alinhando fora do escalão maior do futebol russo / soviético, conseguiram um lugar na equipa nacional. Na verdade, apenas nove jogadores concretizaram esse feito em 60 anos, destacando-se entre eles Viktor Ponedelnik, Vladimir Fedorov e Dmitry Radchenko.

Panchenko é um invulgar caso de sucesso nos dias que correm no futebol russo. Pertencente aos quadros do CSKA Moscovo, Kirill estava longe de ser uma opção constante de Leonid Slutsky e nem a saída, há muito esperada, de Ahmed Musa para o futebol inglês fez com que o técnico dos Armeitsy reservasse para Panchenko um lugar no onze da formação moscovita.

Kirill chegou ao FC Dynamo Moscovo pela mão do antigo director desportivo do clube Roman Oreschuk no início de Julho deste ano, após longas conversações com os responsáveis do CSKA. Oreschuk, que deixou os Musora no mês passado, não ficou surpreendido com a chamada de Panchenko à Sbornaya, nem com a excelente temporada que o versátil avançado está a realizar. O número 8 da formação moscovita, que à data deste artigo já apontou 11 golos em 13 jogos disputados na FNL, tem sido talvez o maior destaque da 2ª divisão do futebol russo e lidera com grande à vontade a tabela dos melhores marcadores. Segundo Oreschuk, a opção de Stanislav Cherchesov, o homem que substituiu Leonid Slutsky ao leme da selecção russa, faz todo o sentido, uma vez que, segundo o antigo director desportivo do FC Dynamo Moscovo, é preferível convocar um atleta que tenha marcado 11 golos, do que outro que tenha apenas apontado 3 ou 4 golos só porque este último alinha num clube do primeiro escalão.

Os dias de Panchenko ao serviço do CSKA Moscovo Fonte: rsport.ru
Os dias de Panchenko ao serviço do CSKA Moscovo
Fonte: rsport.ru

Panchenko é, acima de tudo, um avançado versátil e não propriamente um homem de área. As suas excelentes qualidades técnicas e refinado sentido táctico fazem dele um jogador de enorme qualidade, extremamente útil quer no plano individual quer na manobra ofensiva da sua equipa.

O FC Dynamo Moscovo, que na temporada passada e pela primeira vez na sua longa história, foi despromovido à FNL (2ª divisão russa), domina a seu belo prazer a competição, tendo até ao momento apenas o FC Tosno como principal antagonista. Panchenko, por sua vez, encontrou na formação orientada pelo experiente Yuri Kalitvintsev o lugar ideal para voltar a dar nas vistas, uma vez que a sua passagem pelo CSKA Moscovo teve poucos momentos de particular brilho.