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Rio 2016: Dia 15

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Tendo o dia 18 como referência, este dia não foi tão bom em termos de espetacularidade dos resultados. No entanto, houve alguns destaques no seio das participações portuguesas na maior prova planetária. Começando pela primeira prova do dia, indiscutivelmente uma das mais complicadas de todo o panorama olímpico, os 50 km marcha, Portugal foi representado por Pedro Isidro, Miguel Carvalho e João Vieira. Perante uma prova tão dura e exigente, é impossível exigirmos resultados, sendo vencedor todo aquele que consegue chegar ao fim. Apenas João Vieira não conseguiu terminar a prova, tendo Pedro Isidro ficado em 31.º e Miguel Carvalho feito um honroso 35.º posto, na sua estreia em Jogos Olímpicos com apenas 21 anos de idade. Portanto, podemos dizer que temos o futuro assegurado, durante pelo menos mais uma dezena de anos ou até mais. Ao mesmo tempo, decorriam as eliminatórias e meias-finais do k4 1000m, onde conseguimos um grande apuramento para a final A, com o segundo lugar, apenas atrás da Austrália, num fim decidido através do photo-finish.

A cavaleira Luciana Diniz arrancou um brilhante nono lugar na final do concurso individual de saltos, que poderia ter sido melhor caso não tivesse derrubado o último obstáculo na primeira de duas voltas. Foi uma pena, pois poderíamos ter uma atleta na luta por medalhas, mas isso nada tira o mérito a Luciana e ao seu cavalo Fit for Fun, que se comportou de maneira perfeita ao longo da competição. Por fim, tivemos os 20 km marcha femininos, com mais um bom sexto lugar de Ana Cabecinha, um 12.º lugar de Inês Henriques e um já esperado 37.º lugar de Daniela Cardoso, também na sua estreia olímpica, e sempre a subir ao longo da prova, desde o 67.º lugar no início da competição até aos lugares um pouco mais cimeiros no fim. Apenas com 24 anos, veremos se é possível lutar por outros voos daqui a quatro anos em Tóquio.

Estes quatro atletas transportam o sonho português de um eventual lugar no pódio Fonte: Facebook de Fernando Pimenta
Estes quatro atletas transportam o sonho português de um eventual lugar no pódio
Fonte: Facebook de Fernando Pimenta

Portugueses em prova – dia 20:

Fernando Pimenta, Emanuel Silva, João Ribeiro e David Fernandes-final k4 1000m-14.12h

Foto de Capa: Facebook COP

CF Belenenses 0-0 Boavista FC: Mika brilha em partida morna

Cabeçalho Futebol Nacional

A FIGURA

Mika
Fonte: Boavista FC

Mika – O guarda-redes do Boavista esteve em grande plano, tendo efetuado três intervenções de grande nível e mantido a baliza inviolável durante os 90 minutos. Com a elasticidade e a segurança garantidas pelo n.º 1 do xadrez, dificilmente Mickaël Meira e Mamadou Ba terão chances de disputar a titularidade.

Pato está de volta!

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Cabeçalho Futebol Internacional

“Um fenómeno. Velocidade impressionante, rapidez de disparo, coordenação, grande sentido de golo”. Assim falava Carlo Ancelotti sobre aquele miúdo de 18 anos, acabado de chegar ao Milan. Do outro lado do oceano, Abel Braga, então treinador do Internacional de Porto Alegre, concordava: “Se houver paciência, em dois anos vamos ver o novo Fenómeno”. Alexandre Pato era o miúdo que parecia destinado a ser a próxima grande estrela do futebol mundial. Agora, prestes a completar 27 anos e depois de várias épocas fora dos grandes palcos europeus, Pato assinou pelo Villarreal. Que se passou com aquele jovem prodígio e o que esperar para as próximas épocas?

É importante notar que Pato foi mais do que uma promessa e, mesmo muito jovem, conseguiu afirmar-se naquele que é (ou, pelo menos, era) um dos maiores clubes do mundo. Em 2008-09, com apenas 19 anos, foi o melhor marcador do Milan e, em 2010-11, contribuiu muito para o título de campeão italiano, com os seus 14 golos na Serie A, tantos como os de Ibrahimovic e Robinho. Mas a maior distinção que recebeu a nível individual foi o prémio Golden Boy, em 2009, atribuído ao melhor futebolista jovem (sub-21) do mundo. Nesse ano, estavam nomeados jogadores como Gareth Bale, Thomas Müller, Eden Hazard, Toni Kroos, Javier Pastore ou Pjanic, mas Pato era considerado o mais promissor de todos. A camisola 7 do Milan parecia ter encontrado um sucessor à altura de Shevchenko.

Infelizmente, as épocas seguintes ficaram marcadas por várias lesões. Pato foi perdendo fulgor e acabou por ser transferido para o Corinthians, por €15 Milhões. Aí, o jogador nunca chegou a convencer os adeptos, tendo ficado marcado por alguns falhanços importantes, incluindo uma tentativa de penálti à Panenka. Acabou por ser emprestado ao São Paulo, onde fez 33 golos em dois anos, voltando a chamar a atenção da Europa. A meio da época passada foi emprestado ao Chelsea, onde acabou por só fazer dois jogos, e neste verão foi contratado pelo Villarreal.

Pato celebra um dos seus muitos golos pelo Milan Fonte:
Pato celebra um dos seus muitos golos pelo Milan
Fonte:

Aqui, se conseguir manter-se afastado de problemas físicos (o que é um grande “se”), tem tudo para poder aproximar-se do nível que um dia se esperou dele. O Villarreal não é um desses gigantes onde há demasiada pressão e nenhuma margem para errar, mas é um bom clube, numa das melhores ligas do mundo, e participa nas competições europeias. Trata-se de uma equipa bem organizada, com um estilo de jogo de posse de bola, que beneficia um avançado como Pato. A tática utilizada nas últimas épocas, com dois avançados, é a ideal para o brasileiro fazer uso das suas características de jogador móvel, que não se limita a esperar na área para finalizar. Pelo contrário, Pato sabe baixar para combinar com um colega ou também cair numa ala para causar desequilíbrios. É um jogador bastante versátil, rematando bem com os dois pés, e, se for preciso, marcando também com a cabeça, como aconteceu logo no seu jogo de estreia frente ao AS Monaco, em que jogou os 90 minutos.

À partida, o novo camisola 10 do Villarreal esperaria forte concorrência na frente de ataque, dado que a dupla Soldado-Bakambu foi responsável por 30 golos na temporada passada. No entanto, a grave lesão de Soldado (que só regressará em 2017) praticamente garante a titularidade a Pato nesta primeira metade da época. A única má notícia nos últimos tempos foi a inesperada saída de Marcelino Toral, a apenas uma semana da primeira mão do playoff da Liga dos Campeões. O treinador asturiano orientava a equipa há três épocas e foi ele quem pediu a contratação de Pato. Ainda assim, Fran Escribá não deverá fazer mudanças radicais numa equipa que tem funcionado bem.

Pato nunca será Bola de Ouro, como um dia sonhou. Mas, aos 27 anos, está de volta a uma das melhores ligas do mundo, de volta às competições europeias, e, se conseguir brilhar no Villarreal, ainda vai a tempo de voltar à seleção brasileira e até a um grande clube europeu.

Foto de Capa: Uefa Champions League

Será desta, Liverpool?

Cabeçalho Futebol InternacionalO gigante de Anfield Road anda adormecido há anos. Com 18 ligas inglesas no palmarés, nem as conquistas da Champions em 2004/2005 e da Liga Europa em 2000/2001 fazem esquecer o fracasso interno que dura há 26 anos (1989/1990). É verdade, o Liverpool não vence a Premier League há duas décadas e meia. Têm sido protagonizados inúmeros esforços, gastos largos milhões em jogadores, num entra e sai de treinadores, mas o resultado permanece nulo.

Na época passada chegou o treinador que despertou o maior entusiasmo da última década: Jürgen Klopp. Com um grande trabalho realizado em Dortmund, chegou à cidade dos The Beatles para devolver a esperança aos adeptos, que se regem pelo lema “You will never walk alone” (“Nunca caminharás sozinho”). O alemão andou perto dos títulos: perdeu a final da Liga Europa para o Sevilha e a final da Taça da Liga Inglesa para o Manchester City. Mas a prova rainha em Inglaterra ficou, mais uma vez, aquém do esperado. A 8.ª posição foi escassa, até para chegar às competições europeias, mas contou com a atenuante de não ter sido ele a iniciar a época.

É assim que chega uma nova temporada, mais milhões gastos em novas caras, sonhos renovados, com um à cabeça: ser campeão inglês. Mas não se avizinha fácil a tarefa dos Reds.  Terão pela frente um Manchester United que investiu muito forte e com Mourinho sedento de títulos; um Manchester City com Guardiola ao leme, que tem atropelado os adversários nos campeonatos por onde tem passado; e um Chelsea que tem sido das equipas mais vencedoras a nível interno e que contratou António Conte para os guiar, ele que levou a Juventus, de novo, ao topo do futebol italiano.

Daqui virão as principais ameaças ao sucesso do Liverpool, pois nem Arsenal, nem as surpresas da época passada, Tottenham e Leicester, parecem conseguir ombrear com os restantes. Contudo, a Premier League é fértil em surpresas, como o título do Leicester provou recentemente. Para já, o Liverpool parte com uma vantagem sobre todos estes concorrentes: não terá o cansaço das competições europeias ao longo de toda a temporada.

Logo na jornada inaugural, uma vitória no sempre difícil Emirates sobre o Arsenal, eleva as expectativas para a época que se avizinha. Wijnaldum e Sadio Mané começaram já a mostrar serviço e a justificar os milhões neles investidos. O avançado senegalês encaixa na perfeição nas ideias de Klopp, veloz e letal frente à baliza. Será, certamente, uma pedra fulcral para o alemão. Wijnaldum chega finalmente a um clube onde pode explanar todo o futebol que vem prometendo ao logo dos anos e está no auge das suas capacidades aos 25 anos.

Guardiões de Alcochete

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Há muitos anos que a Academia de Alcochete é reconhecida com uma das melhores escolas de formação de extremos, até pelo facto de alguns deles ainda estarem a jogar ao mais alto nível. Dali sairam Futre, Figo, Simão, Quaresma, Nani, Cristiano Ronaldo, etc. (alguns deles não saíram de Alcochete, mas as bases foram as mesmas)…

Há alguns anos atrás começaram também a sair daquela fábrica de talentos alguns dos melhores médios que temos no futebol português, dos quais alguns serão menos consensuais entre os sportinguistas (como também acontece nos nomes que refiro no parágrafo anterior) mas cujo talento e mérito não lhes pode ser retirado. Nomes como Moutinho, Adrien, William ou João Mário são nomes já firmados e reconhecidos. Estarei ainda a esquecer-me de outros nomes, mas tenho a certeza de que me ajudarão a aumentar esta lista já por si cheia de talento.

Destes dois sectores acima referidos estão agora também a despontar grandes talentos, a que poderemos estar também, daqui a uns anos, reconhecer o mérito, como aos que estamos hoje aqui a elogiar.

Havia no entanto um sector que, por ser um dos mais específicos em termos de treino e menos valorizado, era também o que enfrentava mais dificuldades em encontrar jogadores de qualidade. Desde Vítor Damas que o Sporting não tinha na sua baliza uma referência do clube e do país nesse sector.

Temos agora um dos melhores guarda-redes da Europa e do mundo a defender a nossa baliza, e também muito por culpa da teimosia de um treinador agora ostracizado. Sim, Paulo Bento foi um dos principais culpados por termos hoje Rui Patrício como uma referência das balizas.

Por vezes não é necessário ter só talento. É preciso também ter a sorte de alguém apostar em nós, e depois aproveitarmos isso com muito trabalho e resiliência.

Rui Patrício teve tudo isso, e pelo seu amor ao Sporting, pelo seu profissionalismo, pela sua humildade, e porque não se deixou vencer pelas muitas críticas que recebeu (e ainda hoje recebe), é hoje uma das referências do plantel do Sporting e da selecção Nacional.

Este será, sem dúvida, o eterno guardião da outra baliza de Alvalade ainda por baptizar.

Beto está de regresso Fonte: Sporting CP
Beto está de regresso
Fonte: Sporting CP

Mas, por falar em sorte e trabalho, chegou agora ao nosso clube alguém que precisou de encontrar noutras paragens quem acreditasse no seu valor. Não estou a criticar quem o deixou sair, até porque nenhum clube consegue formar dois grandes guarda-redes mantendo-os nos seus quadros, uma vez que é uma posição de um só homem.

Beto saiu do Sporting sem nunca deixar de ser sportinguista. Procurou a sorte onde lhe deram a oportunidade de crescer, onde conseguiu ganhar títulos e experiência, onde tinha espaço para isso.  É agora um homem feito, com ainda maior certeza do seu amor ao clube que o ajudou a dar os primeiros passos na sua tão recheada carreira. Ele chegou, e fez questão de relembrar os valores que regem o nosso clube e o regem a ele. Esforço, devoção, dedicação e glória.

Podemos hoje dizer que Alcochete e Alvalade têm dois dos melhores guarda-redes portugueses. E dois dos melhores a jogar em Portugal (não digo que são os melhores para não me chamarem faccioso).

Quanto ao facto de Patrício poder sair, acredito que Beto será um excelente substituto tanto em termos de qualidade como em termos de representação de sportinguismo.

Acredito que Patrício será dos que menos pressão farão para sair do clube (como muitos jornais apregoam), e, a sair, fará questão de que seja um negócio vantajoso para o seu clube do coração. Mas temos também de lhe dar a possibilidade de querer mostrar o seu real valor em clubes com outros enquadramentos.

Os sportinguistas terão de valorizar a qualidade que emprestou ao seu Sporting, reconhecendo-o sempre como um de nós, ande ele por onde andar.

Saia ou fique, Patrício será um de nós, e teremos também um excelente substituto. Para o futuro do sector não podemos esquecer o míudo que esteve no europeu Sub-19 e que amealhou boas críticas.

Mas por mim Patrício ficaria até que aquelas mãos lhe doessem…

A galáxia de Alcochete está bem servida de guardiões.

 

Foto de Capa: Sporting CP

O emergir de um pavilhão de sonho

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A construção do novo pavilhão do Sporting Clube de Portugal está cada vez mais próxima do seu término. Foi possível comprovar isso no passado fim de semana.

No dia do jogo frente ao Marítimo, os “leões” decidiram organizar um “open day”, onde os jornalistas e os adeptos puderam saciar a curiosidade de ver como está o pavilhão João Rocha, a futura casa das modalidades “verdes e brancas”. Foram explicadas as mais variadas questões de nível técnico e estrutural, mas não são essas temáticas mais específicas que irei abordar nas próximas linhas. O mais importante, na minha opinião, é o facto de as modalidades poderem ter uma casa única, uma casa próxima do estádio. Isto vai potenciar um acompanhamento das modalidades muito mais próximo da parte dos adeptos e, consequentemente, ficam todas as condições reunidas para que as nossas equipas desses desportos fiquem muito mais fortes e façam dos jogos em casa uma realidade muito mais “verde”.

Os adeptos do Sporting gostam das modalidades, gostam de que o clube seja eclético e seja a maior potência desportiva nacional e uma das maiores de todo o mundo. Contudo, como sabemos, a maior paixão da maioria da “torcida” é o futebol. Como existem jogos de futebol ao final da tarde, que muitas vezes são muito próximos, em termos de horários, das competições das modalidades, as pessoas têm de optar entre um jogo e outro, e na esmagadora maioria das opiniões e das escolhas o futebol predomina.

Aqui estará o palco de todos os sonhos Fonte: Sporting CP
Aqui estará o palco de todos os sonhos
Fonte: Sporting CP

O emergir do pavilhão vai permitir que, mesmo com a proximidade horária, os adeptos possam presenciar e apoiar o leão rampante em tudo o que puderem. Vão voltar as tardes míticas do tempo da Nave de Alvalade e do antigo estádio. Nunca as vivi ao vivo, mas ainda tenho memória do ambiente fervorosamente vulcânico que se vivia na Nave. Lembro-me de algumas imagens televisivas e, principalmente, de ouvir histórias de muitos “leões” que tiveram a sorte de estar presentes nesses momentos.

Por isso, é muito especial ver crescer esta obra, que permitirá que o futsal, o andebol, o hóquei em patins, entre outras modalidades, voltem para perto do estádio, a casa-mãe do clube. Será possível sair de casa após o almoço, em dias de jogos, para ir acompanhar as modalidades, até chegar a hora de ir para o estádio ver o futebol.

A inauguração está prevista para março, e eu tenho uma ideia que gostava de ver realizada. Gostava de que a inauguração fosse com um jogo de futsal do Sporting, entre os atuais e antigos jogadores. Um jogo que servisse de homenagem a João Benedito, que, arrisco-me a dizer, é um dos leões mais apaixonados de sempre pelo clube e por toda a sua envolvência mística. Que o pavilhão comece a ver títulos já este ano…

 

Foto de Capa: Sporting CP

Quem manda no Hemisfério Sul?

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cab Rugby

Disputado desde 1903 e reformulado em 1995 (com a inclusão da África do Sul) e em 2011 (com a entrada dos Pumas), o The Rugby Championship é uma das mais entusiasmantes competições de rugby, onde quatro selecções disputam o trono de melhor selecção do Hemisfério Sul.

Nova Zelândia, Austrália, África do Sul e Argentina. Todas com grandes ambições: os All Blacks pretendem reconquistar o trono após perderem o troféu para os Wallabies na época passada; por sua vez, os australianos tentam consolidar o seu poder no rugby mundial. Entre Springboks e Pumas as intenções também apontam para o título: os sul-africanos não conquistam a competição desde 2009 e os argentinos atingiram na época transacta a sua melhor classificação, o terceiro lugar. Um torneio que promete!

Depois de conquistar o Campeonato Mundial de 2015, o principal objectivo dos All Blacks só poderá passar pela reconquista do The Rugby Championship, competição que deixaram escapar na época transacta. Os neo-zelandeses vivem dias de renovação após verem figuras como Daniel Carter, Richie McCaw e Ma’a Nonu retirarem-se, mas o futuro promete ser risonho, e para isso contam com os irmãos Julian e Ardie Savea, o regresso de Israel Dagg e um Beauden Barrett em grande forma.

Os actuais campeões em título (e vice-campeões mundiais) apresentam um estilo de jogo verdadeiramente apaixonante: a combinação perfeita de técnica e força deixa os australianos não só mais poderosos mas também mais entusiasmantes. Desta feita, o seleccionador Wallabie pode, até, contar com a melhor equipa, pelo que não irão faltar atletas capazes de marcar a diferença e vincar o seu talento. Será que a Austrália conseguirá o bi?

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Conseguirão os australianos repetir 2015?
Fonte: The Rugby Championship

Se desde 2009 os sul-africanos não levantam o tão desejado troféu, a verdade é que o choque se instalou quando, na última época, terminaram o torneio na última posição da tabela classificativa. Desde aí muita coisa mudou: Allister Coetzee é o novo seleccionador, Jean de Villiers retirou-se e jovens como Faf de Klerk ou Malcolm Marx conquistaram o seu espaço na selecção Springbok.

Na teoria, os Pumas poderão retirar proveito da fase de reestruturação pela qual a Nova Zelândia e a África do Sul passam para subir mais um degrau na hierarquia mundial, surgindo, assim, numa posição mais privilegiada. Mas da teoria à prática vai uma grande distância e, por forma a encurtar esse caminho, de muito irá valer a experiência de jogadores como Lucas Amorosino, Leonardo Senatore e Juan Hernandez.

 

Foto de Capa: The Rugby Championship

Rio 2016: Dia 14

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Ontem foi um dia repleto de resultados muito honrosos para o nosso país, e o simples facto de ver os representantes nacionais a dar o seu máximo já significa tudo para mim. Ao início da tarde, Emanuel Silva e João Ribeiro conseguiram um excelente quarto lugar, vendo a medalha escapar por meros três décimos de segundo. Só faltou mesmo o lugar no pódio para coroar este grande desempenho. É de realçar que foi esta embarcação que nos trouxe a única medalha há quatro anos, em Londres, numa prova onde participaram Fernando Pimenta com o já citado Emanuel Silva. Nas outras duas presenças lusitanas em finais, neste caso na B, tivemos o Hélder Silva em c1 200m a fazer o quinto lugar, garantindo o 13.º lugar na geral, e também a Teresa Portela no k1 500m, concluindo no quarto lugar e conseguindo consequentemente o 12.º no fim. No lançamento do peso, Tsanko Arnaudov teve um péssimo dia, não chegando sequer aos 19 metros, andando muito longe da qualificação. Acabou no 29.º lugar da geral, algo muito curto para um atleta com legítimas aspirações a estar nos 12 melhores. Mas é a estreia em Jogos Olímpicos de Tsanko, e creio que em Tóquio 2020 a história já será bastante diferente.

Por fim, tivemos a participação de três atletas na prova masculina de triatlo. João Silva, confesso, desapontou-me um pouco, ao ficar no 35.º lugar, bastante longe da frente. Miguel Arraiolos fez o seu papel, terminando na 44.ª posição. Mas há que realçar o magnífico esforço de João Pereira, que fez uma recuperação brilhante desde o segmento de natação, em que estava fora dos 30 primeiros, ao longo do troço de ciclismo e em especial de corrida, para acabar num belo quinto lugar, a apenas nove segundos da medalha de bronze. Foi muito boa a participação de João, a quem eu endereço os meus mais sinceros parabéns por fazer o melhor resultado de sempre do triatlo masculino em Jogos Olímpicos, batendo o 9.º lugar de João Silva em Londres.

Luciana Diniz
É amanhã que Luciana Diniz vai estar presente na final
Fonte: Facebook COP

Atletas portugueses em prova- Dia 19/8:

Atletismo:

Ana Cabecinha – 20 km marcha – 18.30h

Inês Henriques – 20 km marcha – 18.30h

Daniela Cardoso – 20 km marcha – 18.30h

João Vieira – 50 km marcha – 12.00h

Miguel Carvalho – 50 km marcha – 12.00h

Pedro Isidro – 50 km marcha – 12.00h

 

Canoagem:

Fernando Pimenta, David Fernandes, João Ribeiro e Emanuel Silva – k4 1000m eliminatórias – 13.51h

(Fernando Pimenta, David Fernandes, João Ribeiro e Emanuel Silva – k4 1000m meias-finais – 14.36h)

 

Hipismo:

Luciana Diniz – final salto de obstáculos round A – 14.00h

Luciana Diniz- final salto de obstáculos round B – 17.30h

 

Foto de Capa: Facebook COP

Gastão Elias perde nos Jogos Olímpicos após participação honrosa

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O excelente ano de Gastão Elias continuou no Rio de Janeiro, onde se tornou no primeiro jogador português a vencer um encontro em Jogos Olímpicos, feito que viria a ser igualado por João Sousa no dia seguinte. Verdade seja dita, o quadro foi bem simpático para Elias; Kokkinakis pode vir a ser um grande jogador no futuro, mas este encontro foi o seu primeiro da temporada após uma operação que o afastou dos courts por muito tempo. O encontro não foi transmitido, pelo que é impossível de analisar a vitória.

Na segunda ronda, Elias enfrontou Steve Johnson e não conseguiu lidar com o serviço fortíssimo do Americano e pequenas desconcentrações nos seus próprios jogos de serviço foram suficientes para selar o seu destino. O resultado não foi surpreendente; não só não está Elias habituado a enfrentar jogadores com serviços tão poderosos, mas Johnson fez um excelente torneio, chegando aos quartos-de-final, onde esteve muito perto de derrotar o eventual campeão e número 2 do mundo Andy Murray.

Gastão Elias fez história no ténis português Fonte: Facebook de Gastão Elias
Gastão Elias fez história no ténis português
Fonte: Facebook de Gastão Elias

Após a sua campanha nos Jogos Olímpicos, Elias foi para Cincinnati, onde não conseguiu passar o qualifying, perdendo na última ronda para Basilashvili por parciais concludentes. Segue-se agora o US Open, onde Elias tentará de novo conseguir a sua primeiro vitória num quadro principal dum torneio do Grand Slam. Não sendo cabeça de série, as suas hipóteses de o fazer estarão obviamente dependentes do sorteio, é tão possível enfrentar Djokovic na primeira ronda como enfrentar um jogador vindo da fase de qualifação.

O outro português no Rio de Janeiro, João Sousa, ficará para sempre associado à grande história do torneio, tendo sido um dos jogadores derrotados por Juan Martin del Potro – que, há menos dum ano, não sabia se iria poder voltar a jogar devido às constantes lesões – na sua caminhado rumo à medalha de prata.

Rio 2016: Dia 13

Este dia que se passou trouxe agradáveis novidades, com especial destaque para o apuramento do nosso k2 1000m, embarcação que nos trouxe a única medalha nos jogos de Londres, em 2012. Desta feita, com uma alteração. João Ribeiro é o novo parceiro de Emanuel Silva, e provaram que a qualidade e a ambição se mantêm, apesar da troca do atleta do SL Benfica por Fernando Pimenta, que neste ciclo olímpico se dedicou ao k1 e ao k4, que só entra em cena no dia 19.Amanhã irão lutar por uma medalha, estando para já garantido o diploma olímpico, pois na final somente estão presentes os oito mais fortes.

Quem também garantiu a presença na final foi a cavaleira Luciana Diniz, ao concluir a qualificação com cinco pontos de penalização, averbando um total de 13 nos três dias de competição. Como na final partem todos com 0, e assim sendo os resultados da qualificação não contam na final, é possível sonhar com um resultado de excelência, entre os lugares cimeiros. Mas também houve algumas desilusões, nomeadamente o facto de Hélder Silva ter falhado o apuramento para a final A no c1 200m, assim como Teresa Portela no k1 500m, tendo os dois atletas que se contentar com a final B, que decide os lugares entre o 9º e o 16º postos. Finalmente, Rui Bragança trazia grandes aspirações na prova de -58 kg, e ainda logrou passar os oitavos-de-final perante um adversário colombiano, mas nos quartos-de-final acabou afastado por um atleta da República Dominicana, não chegando às repescagens pois o seu adversário foi eliminado nas meias-finais, e tal privilégio só é concedido a quem é eliminado por finalistas, logo a prestação do Rui foi precocemente acabada com o 5º lugar e o respetivo diploma.

 Comitiva que nos representa no triatlo do Rio 2016 Fonte: João Silva
Comitiva que nos representa no triatlo do Rio 2016
Fonte: João Silva

Portugueses em competição-dia 18:

Canoagem:

Emanuel Silva e João Ribeiro. Final A k2 1000m-13.08h

Hélder Silva – Final B c1 200m-13.16h

Teresa Portela – Final B k1 500m-14.04h

 

Atletismo:

Tsanko Arnaudov- qualificação lançamento do peso-13.55h

(Tsanko Arnaudov- final lançamento do peso-0.30h)

 

Triatlo:

João Pereira – final – 15.00h

João Silva – final – 15.00h

Miguel Arraiolos – final – 15.00h