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Rio’2016: Dia 1

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O Rio’2016 está oficialmente aberto e Portugal no primeiro dia oficial tem já nove atletas a competir em cinco modalidades diferentes, fica a conhecer os seus horários de seguida:

Ciclismo: André Cardoso, José Mendes, Nelson Oliveira e Rui Costa

Comentário de Nuno Raimundo, redator de Ciclismo BnR:

[blockquote style=”1″] Iremos ter Rui Costa como líder de uma equipa que conta com André Cardoso, José Mendes, Nelson Oliveira. Uma equipa menor ,em comparação com outras, com boa qualidade e o campeão do mundo em 2013 tem um perfil interessante para poder tentar chegar às medalhas. É dos ciclistas que tem melhor leitura de corrida e se apanhar as rodas dos adversários certos poderá dar (mais) uma alegria a Portugal. Se chegar com um grupo pequeno à última subida, também é possível que tente atacar bem ao seu estilo. De qualquer das formas, a concorrência é forte e um resultado no top’8 (garantindo um diploma) já seria um bom resultado.[/blockquote]

Hora: 13h30  

Rui Costa pode dar a primeira medalha dos Rio'2016 Fonte: Rui Costa
Rui Costa pode dar a primeira medalha dos Rio’2016
Fonte: Rui Costa

Ténis: Gastão Elias vs Thanasi Kokkinakis

Primeira Ronda

Hora: 18h

Natação: Alexis Santos

400m Estilos – Eliminatórias Hora: 17h02

Victoria Kaminskaya

400m Estilos – Eliminatórias Hora: 18h14

Kaminskaya estreia-se nos Jogos aos 20 Fonte: COP
Kaminskaya estreia-se nos Jogos aos 20
Fonte: COP

Tiro: João Costa

PAC 10m – Qualificação Hora: 17h00

Ténis de Mesa: Shao Jieni vs Lily Zhang

Singulares Femininos – Segunda Ronda Hora: 0h30

Nota: Para os nossos leitores açorianos é preciso retirar uma hora

Imagem de capa: COP

Portugal 2-0 Argentina: A força da meia distância

Cabeçalho Seleção Nacional

A FIGURA

Fonte: Seleções de Portugal
Fonte: Seleções de Portugal

Gonçalo Paciência – O golo que marcou foi o corolário de uma exibição com muito sacrifício e esforço do avançado português. Lutou com os centrais, derivou para os flancos para abrir espaços a outros colegas na frente e segurou a bola em momentos onde a equipa estava mais aflita na defesa. Aos 66 minutos, inspirou-se e disparou de pé esquerdo, de fora da área, para as redes de Rulli. Excelente prestação do 9 português, que vai procurar na próxima época ter mais sucesso do que o obtido na época transata, ao serviço da Académica.

Bestiais e Bestas

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Ainda há uns meses atrás tínhamos uma equipa que jogava um excelente futebol, talvez o melhor praticado no último campeonato, que muitos elogiavam, e os outros não o faziam por puro estrabismo clubístico.

Mas remetendo-me unicamente aos sportinguistas, que são os que realmente interessam aqui, tenho de mostrar-me incomodado. É que uma equipa que muitos declaravam, de longe, a melhor equipa, com os melhores jogadores ou um treinador que todos reconhecem (não falemos de atitudes de personalidade, ou gostos pessoais), passou a ser uma equipa de segundas linhas, que precisa de reforçar-se em todos os sectores.

Vejo, todos os dias, e após um jogo de pré-época menos bom, reclamarem reforços de qualidade, as “trutas” de que todos falam. Mas para esses, e como o próprio treinador já disse, custam muito, e ganham ainda mais. Mesmo que uma dessas “trutas” viesse a custo zero (que nunca vem), arruinar-nos-ia com o seu astronómico ordenado.

Dentro de portas à soluções que permitem encarar o futuro com optimismo  Fonte: Sporting CP
Dentro de portas à soluções que permitem encarar o futuro com optimismo
Fonte: Sporting CP

Considero que temos excelentes “primeiras linhas” para formar uma excelente equipa que possa fazer um excelente trabalho e melhorar o já apresentado. Precisamos é de jogadores que possam suprimir a falta de alguma dessas primeiras escolhas. E nesse aspecto não me parece que estejamos assim tão desesperados no que toca a reforços.

Não sei se os vamos ter, até porque depende também de gostos pessoais e da estratégia do treinador, mas, na minha perspectiva, não precisamos. Temos uma equipa bem implementada, e temos, como sua “guarda de honra”, alguns excelentes jovens jogadores a lutar por um lugar. Mas para terem essa chance precisam disso mesmo, de lutar, de se esforçar, porque também assim poderão crescer.

Sim, (ainda) podemos

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A preparação para os Jogos Olímpicos arrancou há muito tempo, mas tomou forma palpável em Março último, quando os sub-23 portugueses enfrentaram a congénere mexicana. Nesse encontro ficou demonstrada a qualidade do grupo escolhido por Rui Jorge, assente num entrosamento tão harmónico que fazia esquecer quaisquer individualidades. O resultado (4-0) e a exibição foram de luxo. O sonho de uma medalha parecia real.

Quatro meses depois, e com apenas um encontro de preparação disputado, tudo mudou. Muitos clubes podem ter achado piada ao jogo contra o México, mas não mais que isso. Reduzir as possibilidades de Portugal conquistar uma medalha histórica nos Jogos Olímpicos era um mal necessário perante o risco de ver um dos seus miúdos lesionar-se. Perante esta inflexibilidade, sobraram seis dos 19 jogadores que dizimaram o campeão olímpico.

Entraram nomes que não são muito conhecidos do público em geral, outros que até são mas que entram no lote por ainda não terem encontrado colocação… Entre outros. Uma mescla que deverá ter impacto na harmonia do futebol praticado. Um grupo de individualidades, uma gerigonça entre aquilo que sobrou da permissividade dos clubes e da insistência do seleccionador, que teve margem para o fazer (Salvador Agra, Nacional).

A seleção olímpica  Fonte: Seleções de Portugal
A selecção olímpica
Fonte: Seleções de Portugal

Mas aquilo que restou pode, até, surpreender. Existe vontade e querer. As sucessivas críticas ao facto de estes não serem os 18 melhores possíveis servirá de motivação. A eles e a quem os comanda, que poderá alegar (muito subtilmente, claro está), com uma medalha ao pescoço, que fez omeletes sem ovos. E pode fazer subir, ainda mais, a sua cotação no índice de treinadores nacionais com valor.

Passar a fase de grupos perante um grupo composto por Honduras, Argélia e uma Argentina que, apesar de ter grande tradição na competição, colocou a hipótese de não estar presente e não leva grandes nomes ao Brasil está ao alcance da qualidade dos jogadores lusos. Depois disso, ficará mais complicado, porque o grupo de Portugal se cruza com o da Alemanha e o do México (as outras selecções são Fiji e Coreia do Sul). A primeira selecção tem soluções de sobra para ter “reservas” de qualidade; a segunda é a campeã olímpica e, apesar de ter sido dominada por Portugal há uns meses atrás, os jogadores não são os mesmos e a aposta nos Jogos costuma ser forte. Caso se resista aos quartos, porém, tudo será possível, a não ser que se apanhe… O Brasil, equipa com muita qualidade e que vê nestes jogos uma oportunidade única para vencer um título há tanto tempo procurado.

O quadro não é favorável à história, mas há que ter esperança. Afinal, há três semanas atrás estávamos a celebrar o título de campeão da Europa com uma equipa à qual muitos sentenciavam um fim próximo logo na fase de grupos. Há qualidade para isso, apesar de tudo.

A defesa manteve-se, com a versatilidade e a inteligência de Ricardo Esgaio, e as dinâmicas já estabelecidas entre Tobias Figueiredo e Tiago Illori. Edgar Ié também transita dos sub-21 e sabe aquilo de que o treinador precisa, pelo que a nível defensivo a equipa não se ressentirá muito. E ainda há o miúdo Paulo Henrique, para as sobras (pode actuar na esquerda ou no centro da defesa).

Vai ser assim o equipamento no Rio'2016 Fonte: Seleções de Portugal
Vai ser assim o equipamento no Rio’2016
Fonte: Seleções de Portugal

No meio-campo, continua Chico Ramos, um médio com visão 360.º e uma qualidade de passe impressionante, a quem se juntam companheiros que o conhecem desde os escalões de formação do FC Porto – o aguerrido líder Tomás Podstawski e Sérgio Oliveira, que dispensa apresentações. Mantendo este meio-campo, conseguir-se-ia dar uma dinâmica e um entrosamento interessante, sobretudo se a ele se juntar Bruno Fernandes, com grande capacidade técnica e que também conhece os caprichos tácticos de Rui Jorge. André Martins e Tiago Silva também são jogadores capazes, com vocação ofensiva e qualidade técnica, e terão nos Olímpicos uma “montra” interessante, sobretudo o ex-jogador do Sporting, actualmente sem clube.

Na frente será uma incógnita o que Mané, Paciência, e Agra poderão fazer. Os dois primeiros estão habituados à orientação do seleccionador olímpico, mas poderão não chegar nas melhores condições anímicas, enquanto que o atacante do Nacional tem na velocidade e na finalização a principal arma, mas falta saber se conseguirá dar objectividade ao seu jogo. Há ainda Sturgeon e Pité, alternativas viáveis ao melhor jogo de Mané ou Agra, nas alas: Sturgeon pelo traquejo de selecção, Pité pela capacidade técnica.

Esta selecção não é tão má como se tem feito parecer. Podia ser melhor? Claramente, e Rui Jorge, faça o que fizer, tem uma discussão ganha frente à Federação Portuguesa de Futebol e clubes (pela intransigência). Mas pode haver esperança. Porque não há pressão e há 18 pares de luvas brancas prontas para se erguer em direcção aos críticos.

Foto de Capa: Seleções de Portugal

Volta a Portugal 2016: A fuga de Vinhas

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Cabeçalho modalidadesTem sido uma Volta a Portugal interessante, onde o ponto alto, como esperado, até agora, foi mesmo na etapa que terminou no alto da Senhora da Graça. Gustavo Veloso mostrou que está realmente num nível à parte, por enquanto, e venceu uma das etapas mais importantes da prova portuguesa.

Mas quem está ainda de amarelo é o seu colega de equipa Rui Vinhas, que, devido a uma fuga bem-sucedida e a algum desleixo do pelotão, conseguiu ficar com mais de três minutos de vantagem para todos os mais diretos adversários. Outro dos destaques tem sido Vicente de Mateos: o ciclista que já tem no seu historial da prova uma expulsão em tido boas razões para estar muito mais feliz nesta edição – já venceu uma etapa e terminou todas as etapas, até agora, no Top10, inclusive na subida ao alto da Senhora da Graça.

Como tem sido hábito, tudo começou por um prólogo. Gustavo Veloso e Alejandro Marque, dois dos principais favoritos, tiveram alguns problemas e nem no Top10 terminaram. Joni Brandão e Rinaldo Nocentini, pelo contrário, estiveram nos dez melhores e começaram da melhor forma esta Volta. No pódio da etapa ficaram José Gonçalves, o próprio Joni e o vencedor da etapa, o especialista em contrarrelógio Rafael Reis, que dava aqui a primeira vitória à equipa da W52-FC Porto.

A primeira etapa, como previsto, iria terminar no sprint, apesar de as dificuldades ao pé do final, com duas subidas, terem tirado alguns ciclistas da disputa pela vitória. Com um grande trabalho de Filipe Cardoso, da Efapel, o seu companheiro de equipa Daniel Mestre mostrou que é capaz de vencer ciclistas teoricamente mais rápidos do que ele, como Davide Vigano (2.º) ou Samuel Caldeira (4.º). José Gonçalves também tentou e voltou a ficar com o terceiro lugar da etapa. A camisola amarela foi, então, para o vencedor da etapa, visto que Rafael Reis trabalhou bastante para a sua equipa e não conseguiu aguentar as tais subidas que referi.

Daniel foi um verdadeiro “Mestre” nesta discussão ao sprint  Fonte: Volta a Portugal
Daniel foi um verdadeiro “Mestre” nesta discussão ao sprint
Fonte: Volta a Portugal

Na segunda etapa, depois da passagem inédita pelo Salto da Pedra Sentada, local de passagem bem conhecido no Rali de Portugal, vimos uma batalha interessante pela vitória entre alguns sprinters e puncheurs. Quando um excelente ataque de José Gonçalves (aqueles ataques típicos do ciclista da Caja Rural) quase fazia prever que fosse o português a vencer, Vicente de Mateos consegue persegui-lo e dar-lhe “luta” pela vitória.

Quem aproveitou esta situação foi Francesco Gavazzi. O bem conhecido italiano (dos ciclistas mais conhecidos em prova para quem também acompanha o ciclismo internacional – este ano já esteve, por exemplo, no Tirreno Adriático e, no ano passado, no Giro d’Itália) veio de trás de ambos e sprintou para a vitória, a primeira para ciclistas estrangeiros e equipas estrangeiras nesta edição, a Androni, neste caso. Vigano chegou em quarto lugar e Veloso voltou a sprintar com os homens mais rápidos do pelotão. Além disso, Daniel Mestre continuava de amarelo.

Obrigado “Mestre” Mário Moniz Pereira

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mes·tre
(latim magister, -tri, o que comanda ou dirige, chefe, professor)

substantivo masculino

1. Pessoa que ensina. = DOCENTE, PROFESSOR

2. Indivíduo que exerce um ofício por sua conta, ou que trabalha sem indicações técnicas de outrem.

3. Aquele que dirige uma oficina.

4. Artista (pintor ou escultor) de grande mérito.

5. Pessoa que domina muito bem uma profissão, uma arte, uma actividade.

6. Iniciador de uma escola literária.

7. Superior de ordem militar.

8. Tudo o que pode servir de ensinamento (sendo geralmente do género masculino).

“mestre”, in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa

 

Existem pessoas que marcam a página da história de um país… Depois existem outras que estão no livro inteiro da história (do desporto) de um país!

Portugal, esse paraíso à beira-mar plantado, tem um ligeiro complexo de inferioridade perante as “grandes” potências mundiais do desporto e não só…

No último Europeu de futebol, poucos acreditavam verdadeiramente na seleção e nas palavras do Engenheiro Fernando Santos quando disse que só regressava a Portugal dia 11 e para celebrar a vitória…

Esse papel que o Engenheiro desempenhou neste Europeu o Professor Moniz Pereira desempenhou durante toda uma vida, influenciando gerações e gerações de atletas de diferentes modalidades, de diferentes clubes e de diferentes nacionalidades.

O “Mestre” Mário Moniz Pereira ladeado pelos seus maiores atletas. Ambos vencedores mas que tinham uma força mental completamente oposta – Carlos Lopes e Fernando Mamede Fonte: Expresso
O “Mestre” Mário Moniz Pereira ladeado pelos seus maiores atletas. Ambos vencedores, tinham uma força mental completamente oposta – Carlos Lopes e Fernando Mamede
Fonte: Expresso

Mário Moniz Pereira acreditava que Portugal tinha atletas tão bons como os restantes e só precisava de que acreditassem no seu próprio valor e os resultados/medalhas iriam surgir. E assim foi. Em 1984 Portugal conquistava o primeiro ouro Olímpico por intermédio de Carlos Lopes em Los Angeles. O “Professor” era o seu treinador… E pela primeira vez mostrava a Portugal que não havia impossíveis. “A Portuguesa” pode e deve ser tocada mais vezes nos Jogos Olímpicos (e não só), e para isso basta acreditar! No entanto, foi necessário esperar 39 anos enquanto treinador para cumprir o feito que já prevera antes…

Futebol Olímpico: a imprevisibilidade dos medalhados

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O Futebol foi a segunda modalidade coletiva a fazer parte dos Jogos Olímpicos (JO), apenas atrás do Pólo Aquático. Entrou oficialmente nos quadros competitivos desta competição em 1908, na cidade de Londres, com a Grã-Bretanha a sagrar-se a primeira campeã olímpica da modalidade. Durante um longo período, entre a década de 30 e a década de 80, os JO contavam apenas com a participação de seleções amadoras, ou seja, não contavam com jogadores profissionais. Foi apenas nos JO de Los Angeles, em 1984, que o Comité Olímpico Internacional admitiu a disputa da competição por jogadores profissionalizados.

A partir dos JO de 1992, em Barcelona, o novo formato foi adotado e determinou-se que os mesmos seriam disputados por jogadores até aos 23 anos, possibilitando-se a inscrição de três jogadores acima desta idade.

Até ao momento, já vimos 16 países diferentes vencedores da medalha de ouro no Futebol: doze seleções do continente europeu, quatro do continente americano, e duas do continente africano. As seleções mais medalhadas até ao momento são: a da Hungria (cinco), a do Brasil (cinco), as das extintas União Soviética e Jugoslávia (ambas com cinco), e a da Argentina (quatro). Por todas estas razões, percebemos que esta é sem dúvida a competição futebolística mais imprevisível do mundo no que concerne a titulados, já que 33 seleções em 23 edições de Futebol nos JO realizados até hoje foram coroadas com o Ouro, a Prata e o Bronze.

A título de curiosidade, o país organizador dos JO do Rio’2016 nunca venceu a competição. O máximo que o Brasil, maior vencedor de títulos mundiais por seleções, conseguiu foi vencer três medalhas de prata e duas de bronze. Esteve perto em 2012, mas perdeu em Londres (2-1) frente ao México, com dois golos do inevitável Oribe Peralta. Será que o Brasil se estreará com a medalha de ouro no mesmo momento em que se estreia na organização dos JO?!

Numa breve análise apresentamos os grupos desta edição do Rio’2016:

Grupo A: Brasil, África do Sul, Iraque e Dinamarca

Neymar quer dar o ouro olímpico ao seu país
Neymar quer dar o ouro olímpico ao seu país
Fonte: Globo

O anfitrião Brasil é declaradamente a equipa mais forte do grupo e, obviamente, um dos mais sérios candidatos ao título de campeão olímpico. No seu elenco, conta com o experiente médio-centro Renato Augusto (28), ex-Corinthians. Além de que conta com Neymar Jr. (24) e Rafinha Alcântara (23), do Barcelona, com o defesa Marquinhos (22), do PSG, com Felipe Anderson (23), da Lazio, e ainda com os jovens já experientes do Brasileirão Douglas Santos (22), do Atl. Mineiro, Rodrigo Caio (22), do São Paulo e Wallace (21), do Grémio. Para finalizar terá na frente de ataque, junto a Neymar, duas das maiores promessas do futebol Brasileiro da atualidade: Gabriel Jesus (19), do Palmeiras – melhor goleador do Brasileirão –, e o já famoso “Gabigol” – Gabriel Barbosa (19), talentoso jogador do Santos. Portanto, um elenco de luxo com potencial para vencer os JO. Espera-se que as inúmeras fragilidades da CBF não influenciem negativamente, também, esta seleção olímpica, como tem acontecido com a seleção principal.

Relativamente à Africa do Sul, importa referir que esta é apenas a segunda participação da seleção nos JO – a primeira foi em Sidney (2000). A seleção optou por chamar apenas um jogador com mais de 23 anos e nenhum dos “craques-estrangeiros” da seleção principal. Acredito que vieram para desfrutar da experiência olímpica!

O Iraque é uma seleção a ter em conta no apuramento para a próxima fase, já que conta com três jogadores internacionalmente experientes a jogar pela seleção principal: o atacante Hammadi Ahmad (28), o médio Saad Abdul-Amir (24), e o defesa Ahmad Ibrahim (24). Além disso têm os jovens defesas Dhurgham Ismail (22), a jogar na turquia, e Ali Adnan (22), da Udinese de Itália. Todos estes jogadores têm mais de 30, e alguns mais de 50, internacionalizações pela seleção principal. Ainda os jovens Ali Faez (21) e Ali Hosni (22), que jogam na Turquia, e o Sherko Kareen (20), do Grasshoppers da Suíça, terão certamente um contributo positivo na campanha da seleção Iraquiana.

A Dinamarca vem para estes JO com as ambições altas, creio. Não tanto pelo elenco, mas mais porque ficou de fora dos últimos Mundial (2014) e Europeu (2016), levando a considerar que possa estar a passar por uma fase de reformulação nacional no futebol. Uma boa prova nestes JO faria aumentar a expectativa otimista sobre o futuro do futebol e daria seguimento à boa campanha do Euro Sub21 de 2015, onde atingiram as meias-finais da competição. No entanto, uma parte das figuras que compuseram esta seleção de 2015 não estará presente nos JO. É o caso de: Scholz (23, Standard), Vestergaard (23, Werder Bremen), Andreas Christensen (20, Chelsea) e a ex-estrela do Ajax Viktor Fischer (22, Middlesbrough). Ainda assim, desse elenco, poder-se-á contar com Uffe Bech (23, do Hannover 96), Yurary Poulsen (22, do Leipzig) e Lasse Christensen (21, do Fulham). Os jogadores experientes serão Lasse Vibe (29, Brentford), Edi Gomes (27, jogando na China), Kasper Larsen (23, Groningen) e Brock-Madsen (23, Birmingham). Um elenco interessante, que estará na luta com o Iraque!

O 11 das confirmações

Cabeçalho Futebol Nacional

Com a evolução que a Liga NOS tem tido nas últimas épocas, com contratações de prestígio e mais clubes a conseguirem ter planteis capazes de competir frente a frente com boas equipas nas competições europeias, a afirmação de jovens jogadores da formação ou de outros países torna-se cada vez mais complicada.

A verdade é que a qualidade não falta e, com contratações de renome e planteis bastante sólidos e diversificados, é permitido a jovens estrelas sonharem e poderem finalmente passar de jovens promessas para jogadores com provas dadas. Assim sendo, lanço aqui o meu 11 capaz de singrar na próxima época, dar o salto e, por isso mesmo, ter o sucesso para, quem sabe, não só representar as suas equipas nacionais mas também protagonizar as transferências para outros patamares no futebol.

Gostaria desde já de alertar para a não integração de jogadores que representem seleções que costumam participar nas melhores competições, por entender que já são jogadores com boa montra, como Lindelof, Elderson, ou Corona.

Portugal nos Jogos Olímpicos

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Os Jogos Olímpicos começam já no dia 3, com o futebol feminino, apesar de a cerimónia de abertura ser só no dia 5. Este artigo não será tanto de opinião, como é apanágio do Bola na Rede, mas sim mais de juntar algumas curiosidades sobre as participações de Portugal no maior evento desportivo mundial, com algumas outras curiosidades históricas.

Portugal está no quinto grupo de países com participações ao ter 23 presenças em conjunto com a Índia, sendo o 17.º país com mais participações, indo ter a sua 24.ª partipação no Rio de Janeiro. Como curiosidades, Austrália, Grécia, Reino Unido e Suíça são os únicos totalistas com 27 participações (28 no Rio’2016), e em 2016 dois países vão estrear-se em Jogos Olímpicos: Kosovo e Sudão do Sul.

Tudo começou em 1912, com a presença em Estocolmo, Suécia, na quinta edição dos Jogos, e desde então não falhou mais nenhuma edição dos Jogos Olímpicos. Portugal foi representado por apenas seis atletas, a mais pequena delegação da história olímpica portuguesa a par de Los Angeles. Os atletas foram António Stromp, Armando Luzarte-Cortesão e Francisco Lázaro no Atletismo, Fernando Correia na Esgrima e António Pereira e Joaquim Victal na Luta Greco-Romana. O grande destaque desta participação é negativo. Francisco Lázaro, que participou na Maratona e era um dos principais candidatos à vitória, morreu durante a prova por desidratação. Foi a primeira morte nuns Jogos Olímpicos da era moderna. Quanto a resultados, os atletas foram todos eliminados na primeira ronda ou na fase de grupos, tirando Armando Marques nos 800M, que chegou à segunda ronda.

Os seis atletas que estiveram em Estocolmo'1912 Fonte: COP
Os seis atletas que estiveram em Estocolmo’1912
Fonte: COP

As 23 participações resultaram em 23 medalhas ganhas por atletas portugueses. As medalhas estão divididas em quatro ouros, oito pratas e 11 bronzes. Os Estados Unidos são o país com mais medalhas, 2399 em 26 participações, seguidos da União Soviética, com 1010 em nove participações, e a fechar o pódio de países com mais medalhas conquistadas está o Reino Unido, com 780 em 27 participações.

Edin Džeko: A breve história de um bom gigante

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Cabeçalho Futebol Internacional

Em Agosto de 2015, o poderoso avançado bósnio Edin Džeko mudou-se de malas e bagagens para a capital italiana para representar o AS Roma num empréstimo avaliado em cerca de 4 milhões de euros e uma cláusula de opção de compra a rondar os 11 milhões euros. O emblema romano estava decidido em contar com Džeko a título definitivo e, sem surpresas, acionou a cláusula de compra apenas dois meses após a sua chegada.

Poderá ser legítimo dizer-se que o famoso artilheiro bósnio não teve uma época de sonho ao serviço dos Lupi, mas para quem conhece a história estatística de Džeko, os parcos oito golos que apontou na Serie A na temporada passada não devem constituir motivo para preocupação. O próprio Džeko reconhece e brinca com os dados estatísticos que mostram a sua propensão para marcar mais golos na segunda época que faz ao serviço do clube, superando quase sempre por números largos a quantidade de golos obtidos na sua temporada de estreia. Em 2005, quando se mudou da sua cidade natal Sarajevo para o FK Teplice marcou apenas 3 golos em 13 jogos, mas na época seguinte melhorou significativamente o seu registo, apontando 13 tentos em 30 partidas.

Edin Džeko ao serviço da AS Roma na temporada passada Fonte: Gazzetta/ Alfredo Falcone
Edin Džeko ao serviço da AS Roma na temporada passada
Fonte: Gazzetta/ Alfredo Falcone

Essa dicotomia foi ainda mais notória quando Džeko se mudou para a Alemanha para representar o VfL Wolfsburg e passou de 8 golos na sua época de estreia na Bundesliga para uns estrondosos 26 golos em 32 jogos na temporada seguinte, tornando-o logo de imediato num dos avançados mais desejados no velho continente. Numa entrevista recente ao website do AS Roma, Edin Džeko abordou este paradigma com alguns sorrisos à mistura afirmando que a segunda temporada “…é sempre melhor…”, não esquecendo porém o facto de o futebol praticado na “Liga Italiana ser mais defensivo do que todas as outras ligas”, algo que, segundo o avançado bósnio, prejudica os avançados com as suas características.