Fiquei feliz quando vi três campeões da Europa a entrar no relvado de Alvalade para serem apresentados. Vi um desses três disponibilizar-se para jogar mesmo estando ainda de férias – como é bom termos profissionais que vivem o clube desta maneira! – mas parece que foram poucos os que deram importância a isto, até porque afinal somos humanos e gostamos de dar ênfase ao negativo das coisas, ainda que possa nem haver motivo para isso.
É que um dos campeões europeus não se apresentou, porque não tinha que o fazer, ou porque logisticamente era impossível, ou até mesmo porque estivesse a tratar de assuntos seus. Está de férias; pode fazê-lo.
A verdade é que, no meio de bons exemplos, o que ficou foi que um não se apresentou. E houve até sportinguistas que criticaram a atitude dos que apareceram, porque deu mais relevo ao que não pôde comparecer, ou criticaram a direcção porque não deveria ter deixado entrar nenhum para que não se levantasse a polémica.
Então vamos rejeitar a vontade de três profissionais em representar o Sporting só porque outro não o pode fazer?
E depois quem levantou a polémica? Foi alguém do Sporting ou foram os jornalistas?
As (merecidas) férias de João Mário enriqueceram os bolsos dos jornais desportivos Fonte: Sporting CP
As polémicas só o são se alguém lhes der mais importância do que a devida e, neste caso, se não houvesse sportinguistas a preferir olhar para o mau em vez do bom, ou que simplesmente gostam de ter algo que lhes dê motivo para “desancar” quem quer que seja, a polémica deixava de ser mesmo antes de o ser.
Por mim, o que ficou foi o facto de ter visto o melhor guarda-redes do europeu apresentar-se e disponibilizar-se para jogar pelo seu Sporting mesmo estando no seu merecido período de descanso. Ficou também o facto de ver dois grandes médios da nossa formação, também campeões europeus, um deles com os filhos, entrarem em campo. E fica também o facto de o nosso quarto campeão europeu ter sido apresentado como jogador para a nova época, e até prova em contrário, até porque se apresentou na academia, continua nosso (o pai veio desmentir problemas com o Sporting, o que neste caso não foi relevado pelos canais noticiosos como foi quando o mesmo vinha exigir melhorias contratuais. Em vez disso foram procurar o agente para “arrancarem” mais assunto).
Isco e Óliver: visão de jogo, qualidade técnica e criatividade que contribuíram decisivamente para as vitórias de Espanha no Euro sub-21 (Isco), em 2013, e no Euro sub-19 (Óliver), em 2012. Dois dos maiores jovens talentos do futebol mundial que, no entanto, não têm lugar assegurado no melhor onze dos seus clubes.
Ainda assim, os jogadores vivem situações diferentes. Isco já confirmou ser mais do que uma promessa. É internacional A por Espanha e um jogador importante no Real Madrid, mesmo não tendo sempre lugar garantido no onze. Quando Zidane chegou, em janeiro, começou por lhe dar a titularidade ao lado de Modric, com Kroos mais recuado e só mais tarde decidiu apostar em Casemiro como médio mais defensivo, pelo que Isco tem boas possibilidades de voltar a conseguir um lugar na equipa.
Óliver é que está numa fase crítica da sua carreira. Jogou pouco esta época e as perspectivas não são muito animadoras para a próxima. E nem se pode dizer que o Atlético não tenha apostado nele. Depois da boa temporada no FC Porto, o clube deu-lhe a camisola 10 e Simeone deu-lhe a titularidade no início do campeonato. Nas sete primeiras jornadas, foi titular por seis vezes, incluindo jogos importantes como as visitas a Sevilha e Villarreal e as receções a Barcelona e Real Madrid. No entanto, nos restantes 31 jogos até final do campeonato, só foi titular em mais três ocasiões, o que é preocupante. Aos 21 anos, espera-se que um jogador vá ganhando espaço na equipa, não o contrário.
Óliver procura mais oportunidades para festejar no Atlético Fonte: Club Atlético Madrid
Aliás, foi isso mesmo que aconteceu com Saúl Ñiguez, que é da mesma idade e acabou a época como titular, depois de começar como suplente. O problema de Óliver é que as suas qualidades sobressaem principalmente jogando no centro do terreno, como médio mais ofensivo de um meio campo a três, posição que não existe no esquema de Simeone. Isso faz com que, neste Atlético, seja empurrado para uma ala, onde não rende tanto.
Assim, o ideal seria que o espanhol que atuou no FC Porto procurasse outro clube que o pudesse aproveitar melhor. Este verão, já se falou num eventual regresso aos dragões, mas também no interesse de clubes como Borussia de Dortmund, Sevilha ou Celta de Vigo. A continuar no Atlético, Óliver corre o risco de nunca chegar a cumprir tudo o que o seu talento promete. Já a continuidade de Isco no Real Madrid parece estar assegurada para esta época e o jogador deverá ter bastantes minutos de jogo, mas é possível que, num futuro próximo, tenha de repensar a sua carreira. É que parte atrás de Kroos e Modric na luta por um lugar no meio-campo e tem ainda de contar com a concorrência de James e com a possível chegada de Pogba. O facto de ter ficado de fora da convocatória para o Europeu poderá ser um sinal de alerta para o jogador, que, provavelmente, seria titular em quase todas as equipas do mundo (com exceção apenas de Barcelona e Bayern de Munique).
As dificuldades que Óliver e Isco têm sentido em impor-se são comuns a várias promessas espanholas. Entre os jogadores que, juntamente com Isco, venceram o Europeu sub-21 estão, por exemplo, Bartra, Illarramendi e Morata. O central catalão, crónico suplente no Barcelona, decidiu este ano mudar-se para o Borussia de Dortmund em busca de mais tempo de jogo; Illarramendi não conseguiu convencer no Real Madrid e teve de voltar à base, na Real Sociedad; Morata saiu para a Juventus porque jogava pouco em Madrid e agora parece estar de volta para ocupar um lugar no banco, assim que Ronaldo regresse de lesão. Entre os jogadores que, com Óliver, venceram o Europeu sub-19, estão Jesè e Deulofeu.
Isco celebra um golo pelo Real Madrid Fonte: Real Madrid CF
O primeiro foi o melhor marcador do torneio, mas hoje não passa de suplente em Madrid; Deulofeu foi considerado o melhor jogador da competição, mas nunca teve oportunidade no Barça, pelo que, após sucessivos empréstimos, saiu definitivamente para o Everton. É a desvantagem de ter os melhores clubes do mundo na Liga Espanhola, os plantéis são tão fortes que os jogadores mais jovens têm de procurar outras paragens se não quiserem passar metade da época no banco de suplentes. Veremos o que o futuro reserva para Óliver e Isco.
Uma das promessas mais aliciantes para esta nova edição da Liga NOS reside na ilha da Madeira, joga no Marítimo e dá-se ao mundo do futebol pelo nome de Fransérgio. Um médio muito combativo e disciplinado ao mesmo tempo, excelente a defender e habilidoso a atacar, jogador de processos simples mas também consegue resolver um jogo sozinho; em suma, um jogador muito completo de excelente qualidade.
Fransérgio chegou ao clube da ilha vindo do Internacional em 2013, onde nunca se afirmou com grande sucesso. Em sentido contrário, a sua passagem por Portugal está a ir de vento em popa; nas duas últimas temporadas apareceu em 75 ocasiões, faturando por 12 vezes. Na época passada teve a difícil missão de fazer esquecer Danilo Pereira, objetivo que cumpriu com distinção ao ser umas das principais figuras maritimistas, onde inclusive chegou a mais uma final da Taça CTT.
Forte no jogo aéreo, possuidor de um excelente remate de meia distância e um recuperador de bolas nato, hoje em dia Fransérgio aparece nas capas dos jornais portugueses aliciado tanto por Benfica, como pelo Sporting, como pelo Porto. O seu novo treinador, Paulo César Gusmão, pretende a sua continuidade, mas os rumores não param e a cabeça de Fransérgio poderá já estar de malas feitas para outros destinos.
Há três anos deambulava entre a equipa secundária e a formação principal do Benfica. Hoje, prestes a completar 23 anos e depois de fazer escala em Valência, André Gomes chega a uma equipa de topo do futebol mundial. Durante este defeso, muito se falou num possível ingresso no Real Madrid, mas, como que num ápice, acabou por assinar pelo seu eterno rival. Seria mesmo uma necessidade do Barça ou foi só mais uma alfinetada aos merengues, numa história que conta já com dezenas de anos?
35 milhões a pronto e mais 20 milhões por objetivos. É este o valor que os “Blaugrana” pagaram por um jogador que suscita opiniões contraditórias nos adeptos. Se uns veem nele um médio elegante, com passada larga, bom jogo aéreo e capaz de romper as defesas adversárias, a grande maioria olha para ele como um médio muito estático, que não consegue pressionar, que só faz uma posição no meio-campo e que chega a uma grande potência sem ter mostrado valor para tal.
Sente-se como peixe na água a jogar em 4-3-3, como médio mais avançado, e a verdade é que essa é a tática preferida e quase única de Luís Enrique. Mas a grande questão será perceber onde caberá André Gomes no meio campo do Barcelona. Com dois cativos como Iniesta e Busquets, os pilares do futebol que a equipa vem apresentando há anos, o 4-3-3 só deixa espaço para mais um médio.
Rakitic parte em vantagem, pois foi o escolhido por Luís Enrique durante grande parte da última época. Arda Turan é um jogador que há um ano custou 34 milhões de euros aos cofres “Blaugrana”. Aparecerá com toda a certeza melhor este ano, depois de na temporada transata só ter conseguido apanhar a carruagem a meio.
Turan faz como muito poucos a pressão imediata a seguir à perda da bola, o que não me parece que o português consiga. Existe ainda Sergi Roberto, que dá continuidade aos talentos de La Masia e tem sido muito utilizado, até em grandes embates. Não esqueçamos Denis Suárez, que foi resgatado do Villareal, depois de já anteriormente ter feito uma época muito positiva no Sevilha vencedor da Liga Europa. Por fim, Rafinha Alcântara, um jogador que começou a época passada em grande, mas a quem uma grave lesão veio adiar o que parece inevitável: ser um trunfo importante do Barcelona.
Camp Nou está preparado para ceceber André Gomes. Veremos se o jogador estará à altura daquela grandeza Fonte: FC Barcelona
A outra grande questão passa por perceber que política de contratações é esta usada pelo clube culé. Gasta-se 50 milhões num jogador sem provas dadas quando há necessidades prementes no plantel?
Na lateral esquerda, só há uma solução – Alba. Mathieu, por curiosidade, também contratado ao Valência por valores muito elevados, já demonstrou por várias vezes que não se sente confortável quando ali é adaptado. O estilo de jogo “Blaugrana” precisa de laterais que deem profundidade, que recebam os passes de Iniesta nas costas da defesa. Sendo assim, com todas as competições em que estão envolvidos, torna-se escasso ter um só jogador para aquela posição.
Na frente de ataque, se a tripla MSN perde alguma das letras, por lesão ou por castigo prolongado (e aqui sabe-se que Suárez é expert), não há no plantel do Barcelona alguém que os possa substituir, mantendo a mesma performance. Não é fácil substituir qualquer uma destas três máquinas de jogar e fazer golos. Ainda assim, e citando somente dois, jogadores como Nolito ou Lukaku seriam boas apostas e bem mais baratas do que o médio.
Será caso para perguntar: Quem ganhará com este negócio? Jorge Mendes, muito provavelmente. O Barcelona, muito dificilmente.
Chris Froome, um rei em terras francesas! O britânico sagrou-se tricampeão do Tour e renovou o título do ano passado. Mais uma vez, contou com o forte apoio da sua equipa, a “imparável” Sky, que voltou a demonstrar um poderio impressionante, com homens que facilmente seriam líderes noutras equipas a resguardarem o camisola amarela e a levarem a nau a um bom porto.
Antes de irmos às considerações finais, voltemos a atenção para as etapas que se seguiram após a última atualização (feita até à 16.ª etapa, inclusive). Um grande final era aguardado para os Alpes, mas a última fase da corrida apenas serviu para confirmar quão forte estava Froome e a sua equipa.
Na 17.ª etapa, uma fuga voltou a ser feliz. Ilnur Zakarin foi o homem mais contente dessa fuga no final da etapa, pois levou consigo a vitória e deu uma tão ambicionada vitória no Tour para a equipa da qual o português José Azevedo é diretor, a Katusha. Jarlinson Pantano ficou em segundo lugar e Rafal Majka em terceiro. Em relação aos favoritos, Richie Porte e Chris Froome – uma boa definição de “rivais na estrada, mas amigos fora dela” – voltaram a mostrar que eram os melhores na montanha e ganharam mais uns segundos a toda a concorrência, parecendo que ainda corriam ambos na mesma equipa.
A etapa seguinte era de contrarrelógio e Froome, após voltar a ganhar tempo aos rivais, queria sentenciar por completo este Tour com mais uma grande prestação no CR, provavelmente aquilo que o distingue mais dos outros favoritos, pese embora a excelente qualidade que também tem nas montanhas.
Num CR montanhoso e com as caraterísticas ideias para os homens mais bem colocados da classificação geral se destacarem, eis que vimos Nélson Oliveira, Thomas De Gendt ou o inevitável Tom Dumoulin a quererem contrariar esse favoritismo. O português da Movistar acabou por terminar num modesto 21.º lugar, num CR que não o favorecia tanto como aquele em que ficou em 2.º, e o belga da Lotto conseguiu ficar entre os dez melhores da prova. Dumoulin, o vencedor do contrarrelógio anterior, até Froome terminar a prova, estava na liderança.
Foi num contrarrelógio que Froome atingiu a liderança Fonte: Tour de France
A verdade é que Chris Froome era o adversário que o holandês mais “temia” nesta etapa e os seus maiores receios vieram a confirmar-se. O britânico bateu o excelente tempo deixado pelo homem da Giant e bateu-o por 21 segundos. Foi uma incrível prova do ciclista da Sky e a demonstração de força e de querer por parte daquele que viria a ser o vencedor deste Tour!
Aru fez uma grande etapa e terminou no pódio, sendo que Porte e Bardet também fizeram muito bons tempos. Os restantes candidatos defenderam-se bastante bem, mas ciclistas como Mollema ou Adam Yates fizeram CRs abaixo do esperado, demonstrando, talvez, uma quebra no que tinham feito até então na prova (Daniel Martin também não fez um grande tempo, mas são conhecidas as “debilidades” do irlandês da Etixx para tais tipos de corrida, tendo ou não alguma montanha).
Chegava a etapa 19 e com ela mais uma fuga que tinha todas as condições para vingar. Rui Costa era um dos nomes presentes, mais uma vez, nesta fuga, e foi o último homem a resistir aos ataques provenientes do pelotão. Outra das notas de destaque desta etapa vai para as inúmeras quedas (devido, essencialmente, ao mau tempo), que afetaram todo o tipo de ciclistas, fossem eles gregários, homens da fuga ou até mesmo homens da geral individual.
Em relação ao fim da etapa, o português saiu na altura certa, seguindo o ataque do francês Pierre Rolland. Quando se previa que os dois se ajudassem mutuamente para chegar ao fim e discutirem a corrida entre si, eis que Rolland, devido ao tal mau tempo, cai numa curva e deixa Rui Costa sozinho, com ainda alguns quilómetros a faltarem para terminar a corrida.
Rui Costa foi um dos mais combativos do Tour Fonte: Prix Antargaz
No grupo dos principais favoritos começaram a existir ataques, e Romain Bardet, numa jogada bastante ousada, mas que deu frutos no final, conseguiu alcançar Rui Costa e, depois, devido ao imenso desgaste que o português já tinha nas pernas, ultrapassá-lo para conseguir levar de vencida a primeira jornada para os franceses. Primeira vitória para a França nesta “sua prova” e vitória para um corajoso Bardet e em que a recompensa foi a sua subida ao segundo lugar da geral. O português da Lampre, apesar de não ter conseguido a vitória, conseguiu um “prémio de consolação” com a atribuição de homem mais combativo do dia!
O segundo lugar à partida para a etapa, Bauke Mollema, sofreu e perdeu o seu posto, caindo imediatamente para o décimo lugar, tendo perdido alguns minutos para todos. Também teve azar, mas não conseguiu aguentar depois o ritmo. Richie Porte também voltou a ter azar (um dos favoritos ao “prémio” de “mais azarado da prova”) e não conseguiu desferir qualquer ataque que pudesse causar perigo aos ciclistas que estavam acima dele na geral.
Entretanto, Chris Froome, numa curva e a descer, caiu igualmente e Nibali foi ao chão com ele. Para bem de ambos, não foi nada de grave; Froome teve apenas de pedir a bicicleta a um dos seus companheiros, sendo que o “sacrificado” foi Geraint Thomas, que prontamente lhe deu a bicicleta. No final da etapa, o britânico, com a enorme ajuda de Wout Poels (um excelente ciclista e colega), conseguiu minimizar as perdas e perder apenas uns segundos para os demais adversários. Adam Yates também não se mostrou no melhor das suas capacidades e passou para o quarto posto em troca com Nairo Quintana (que esteve “passivo” demais durante este Tour e deveria ter atacado por mais vezes).
No dia em que se despediu de La Rosaleda, estádio que serve de quartel-general ao Málaga CF, Javi Gracia leu um comunicado em que dava nota dos motivos que o levavam a abandonar a formação da Andaluzia para rumar à República do Tartaristão, para orientar o FC Rubin Kazan: “A minha equipa técnica e eu aceitámos uma oferta de quatro temporadas do Rubin Kazan. Tratou-se de uma decisão muito difícil de tomar, mas o Rubin realizou um grande esforço para poder contar comigo e apresentou uma oferta irrecusável.”
Natural da comunidade de Navarra, no norte de Espanha, Javi Gracia é actualmente, ainda que pouco mediático, um dos técnicos mais cotados do futebol espanhol, e muito desse reconhecimento prende-se com as duas temporadas de elevada qualidade que realizou no Málaga CF. O técnico de 46 anos conduziu os Boquerones a um meritório oitavo lugar na Liga BBVA na temporada passada, conseguindo, ainda assim e apesar de todos os problemas estruturais e financeiros da equipa, superar aquilo que havia feito na primeira época em que orientou o emblema andaluz. Após ter vencido a Liga Russa em 2008 e 2009 e de ter conseguido um terceiro lugar na temporada seguinte, sempre com Kurban Berdyev ao leme da equipa, o FC Rubin Kazan não conseguiu melhor do que o sexto lugar desde então, tendo mesmo terminado na décima posição na época passada.
Um misto de problemas de ordem financeira e estrutural, com uma mudança de treinador pelo caminho, fizeram da época passada um episódio que os adeptos do clube seguramente quererão esquecer o mais rapidamente possível. Nem Rinat Bilyaletdinov, nem Valeriy Chaly foram capazes de colocar a formação tártara no rumo certo, ainda que no último jogo da temporada tenha estado a uma “unha negra” de impedir que o PFC CSKA Moscovo se sagrasse campeão.
A boa disposição tem tido presença obrigatória em todos os treinos do FC Rubin Kazan Fonte: sport-express.ru
Dadas as circunstâncias, imperava a necessidade de mudança no emblema que representa a cidade de Kazan, e, após alguma especulação sobre quem seria o novo técnico do FC Rubin Kazan, Javi Gracia foi o escolhido para liderar um projecto que aparenta ser ambicioso, a julgar não só pela duração do próprio contrato, mas também pela qualidade dos jogadores que o clube contratou este Verão.
O Boavista foi um dos clubes portugueses mais ativos neste agitado mercado de transferências, perdendo alguns dos nomes que figuravam no 11 inicial e contratando oito reforços para a temporada 2016/2017. Vejamos as caras novas individualmente.
Fábio Espinho (ex Málaga)
Fonte: Boavista FC
Começando a análise pelo mais recente reforço, Fábio Espinho é um velho conhecido do campeonato português, onde esteve ao serviço do Moreirense e do Leixões, contando ainda com passagens pelo Ludogorets e pelo Málaga. Sendo um jogador extremamente útil no âmbito colectivo e dotado tecnicamente, o médio ofensivo assumirá a posição deixada por Rúben Ribeiro, que teve na época transata um papel preponderante na organização atacante da formação axadrezada e que se vinculou recentemente ao Rio Ave.
Uma das surpresas da noite foi logo desvendada no inicio do PPV. A parceira mistério acabou por ser Bayley, como muitos ansiavam, e fez a sua estreia no main-roster. O combate, apesar de curto, foi bom e uma óptima maneira de começar o PPV. A vitória acabou por ir para Sasha e Bayley, com a Boss a fazer com que Charlotte desistisse. O resultado que se esperava e que legitima ainda mais Sasha como candidata ao titulo. Será também interessante ver o que a WWE irá fazer com Bayley, se sobe já, se sobe depois do TakeOver, em que brand fica.
Numa semana de mudanças na WWE, o Battleground apresenta-se como um PPV que marca o inicio do regresso da Brand Split. Depois de um Draft com algumas surpresas mas que acabou por ser o esperado, as mudanças que ocorreram daí fazem com que haja várias hipóteses sobre como vão terminar os combates, principalmente o main-event.
Miz (c) vs Darren Young (IC Title)
Fonte: WWE
Depois de uma pausa para as filmagens do seu novo filme, Miz volta a defender o seu título em PPVs. O seu adversário é um novo Darren Young, acompanhado do WWE Hall of Fame, Bob Backlund e com um novo lema “Lets Make Darren Young Great Again”. A rivalidade, apesar do pouco tempo que teve, foi bem construída. Permitiu mostrar aos mais novos quem foi Bob Backlund, permitiu mostrar Darren Young no ringue e permitiu mostrar o tão bom é Miz como heel. A unica coisa a apontar é o facto de Darren Young ter aparecido do nada e ter sido o candidato ao título. Em vez de se ter mostrado tantas promos com Darren e Backlund, deviam ter apresentado o lutador em ringue mais cedo, credibilizá-lo e depois apresentá-lo como um verdadeiro contender. No entanto, esse aspecto ficou esquecido pela boa construção que Darren Young teve na rivalidade.
A vitória deverá ir para Miz. Darren Young serve apenas para credibilizar o campeão até ao SummerSlam. A vitória que Young teve sobre o Miz na Smackdown é o sinal de que Miz irá sair por cima. No entanto, Darren Young merece continuar a ser aposta, pois tem potencial para ser um bom mid-card.
O Sporting voltou este sábado a Alvalade para inaugurar o novo relvado e fazer a apresentação do plantel aos sócios.
Foi precisamente em relação ao grupo de trabalho que surgiram as primeiras novidades, boas e más, do dia. Jorge Jesus garantiu a presença de Iuri Medeiros, Daniel Podence e João Palhinha na equipa durante a próxima temporada. É sempre bom verificar que o técnico confia na formação do clube e vai trabalhar com mais estes três jovens de elevado potencial formados em Alcochete. Pelo contrário, verificou-se também a ausência de João Mário. Vamos ver no que ainda vai dar esta novela, uma vez que a justificação apresentada pelo clube, “um contratempo de última hora”, não convenceu minimamente os adeptos.
No que toca ao jogo frente ao Lyon, viu-se uma melhor cara do leão, depois da pálida imagem deixada no estágio da Suíça. Marvin Zeegelaar continuou a apresentar algumas falhas, mas Petrovic já mostrou que poderá ser um elemento importante em jogos onde o Sporting tenha maiores preocupações em fechar o seu meio campo. Na frente, Alan Ruiz mostra que tem credenciais para ser uma das figuras da temporada leonina, podendo assumir a vaga que será deixada em aberto pela mais que provável saída de Teo Gutiérrez.
Rui Patrício foi uma das “vitórias” da noite em Alvalade Fonte: Sporting CP
O Sporting até se apresentou em bom plano, com mais oportunidades de golo que os franceses, incluindo duas bolas de Barcos e Naldo que bateram no ferro da baliza de Gorgelin. Contudo, a vitória sorriu aos franceses, num golo de Lacazette, em lance onde Coates e Rúben Semedo podiam ter ficado melhor na fotografia, pois chegaram atrasados aos momentos decisivos da jogada.
De resto, ficaram mais coisas a reter a propósito da partida. Fiquei desapontado pela não utilização de Paulo Oliveira, pois na segunda parte foram Naldo e Ewerton os centrais que entraram em campo. Parece-me que o internacional português merecia mais oportunidades e até lutar pela titularidade com Rúben Semedo. O Sporting fará um grande erro se o dispensar. Na frente, penso que Podence e Iuri serão mais duas alternativas válidas, a acrescentar às já existentes.