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Jogadores que Admiro #55 – Francis Obikwelu

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Hoje não vou falar de um jogador mas sim de um atleta, e dos rápidos! Francis Obikwelu acabou a carreira no passado 9 de julho e merece figurar nesta rubrica de grandes nomes.

É preciso recuar a 1994 para a história do nigeriano Francis Obikwelu se cruzar com Portugal. Neste ano o velocista veio ao Mundial de Atletismo Júnior e decidiu ficar no nosso país em busca de uma vida melhor, mas as coisas não começaram bem e acabou no Algarve a trabalhar na construção civil. Em 1996 volta a Lisboa e é aí que Obikwelu começa a entrar para a ribalta.

Em 1996 sagra-se campeão do mundo júnior e neste mesmo ano estreia-se nos Jogos Olímpicos na que seria a primeira de quatro participações olímpicas – duas pela Nigéria e duas por Portugal (conseguiu ainda qualificar-se para 2012 mas não participou por lesão) – que tiveram como ponto alto a prata de 2004, mas já lá vamos.

Obikwelu torna-se português apenas em 2001, depois de desentendimentos com as entidades federativas nigerianas após uma lesão que teve nos Jogos de Sidney. Em boa altura o fez, pois conquistou o ouro europeu nos 100m em 2002 e 2006, e nos 200m em 2006, tendo ficado com a prata em 2002 nesta categoria. Pelo meio conseguiu a prata nos Jogos Olímpicos de 2004 em Atenas; para isso percorreu os 100m em 9.86seg, ainda hoje o recorde europeu da distância, e a apenas 0.01seg do ouro.

Gatlin "roubou" o ouro olímpico por esta curta distância Fonte: BBC
Gatlin “roubou” o ouro olímpico por esta curta distância
Fonte: BBC

Em 2008 a participação em Pequim não correu como pretendia, e ainda hoje me lembro de o ver em lágrimas por ter desiludido os portugueses ao não lhes ter dado uma medalha. Neste dia a desilusão era tanta que até terminou a carreira, mas felizmente voltou atrás na sua decisão e em 2011 ainda deu mais um título europeu a Portugal nos 60m no Europeu de Atletismo de Pista Coberta.

Tirando o dia 16 de agosto de 2008, as imagens que tenho de Francis Obikwelu é de um homem que se está sempre a rir, alegre e feliz com o que conseguiu fazer. Eu também estou muito feliz por o ter visto correr e por o ter tido a representar o meu país e o meu clube. Francis Obikwelu será daqueles nomes que direi um dia com orgulho aos filhos e netos que vi correr.

Foto de Capa: Sporting CP

5 Regressos Que Gostaria De Ver Na Liga NOS

Cabeçalho Futebol Nacional

Tiago Ilori (F.C.Porto)

Fonte: Mirror
Fonte: Mirror

Um dos mais promissores centrais portugueses da atualidade vê agora os seus três anos em Liverpool chegar ao fim.

Transferido em 2013 por um valor a rondar os 7,5 milhões onde provou ainda que era uma altura precoce para sair do Sporting C.P, tinha ainda 20 anos, disputou três ligas de três países diferentes nos últimos 3 anos onde, em nenhuma delas conseguiu singrar.

As boas exibições que protagonizou na primeira época pelo Sporting e que o fizeram rumar ao estrangeiro, deixaram marca e a isso juntou-se a grande prova no Europeu sub-21 em 2015 ao ser um verdadeiro patrão das quinas. Com isto, é assim justo de se dizer que é o melhor defesa central sub-23 português e a transferência para um clube que carece de centrais com provas dadas na Liga NOS, seria bastante benéfico para o jogador onde, não sendo contratado para primeira opção, podia ganhar o seu espaço, trazendo na bagagem, prestações em ligas mais competitivas e com um nível físico mais exigente.

Convocado para o Rio de Janeiro’16 para representar a Seleção sub-23 de Portugal, a sua pré-epoca está condicionada porém encontra-se na lista de dispensas do Liverpool F.C. e o seu regresso para Portugal seria um futuro possível, mesmo para um clube que conta com cerca de 5 centrais.

Salvio num Toto?

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O craque, o ídolo, adorado e acarinhado por todos os benfiquistas num efeito semelhante ao de Obama na América, na medida em que é aplaudido sempre que faz algo de bom, como os seus dribles e jogadas, mas que boa parte do tempo via os adeptos assobiarem para o lado sempre que o seu rendimento não correspondia. Toto Salvio é o perfeito exemplo do clássico jogador argentino e após a sua chegada à Luz fez muitos de nós pronunciar cada vez menos o nome de Di Maria. Contudo, no início da época anterior, contraiu uma lesão que pôs fim a série de exibições ao mais alto nível e abalou a confiança da massa associativa.

A equipa, fruto da qualidade do plantel e do raciocínio de Rui Vitória, acabou por não sentir a sua falta e realizar uma boa temporada, da qual Salvio só fez parte do trajeto final rumo ao 35, mas não à maneira dele. Há uns tempos atrás já se tinha lesionado embora não tenha sido uma lesão tão duradora quanto esta última e, quando voltou, a recuperação do ponto de vista exibicional também não foi rápida e coincidiu com um alegado interesse do Atlético de Madrid.

A lesão terá evitado a sua ida para Espanha numa venda que implicava encaixe financeiro significativo. O tempo passou-se, mas a pergunta continua a mesma: Ficar com ele, ou vendê-lo? Ficar significa voltar a passar pelo processo de lhe ir dando minutos não tendo a certeza que ele agarra um lugar no e inicial e correr o risco de “queimar” um jogador que pode vir a ter um rendimento melhor. Vender é ver o Benfica deixar sair um jogador que pode voltar a ser o que era e não pelo preço desejado.

O excesso de extremos do plantel encarnado pode abrir a porta à venda de Toto Salvio Fonte: SL Benfica
O excesso de extremos do plantel encarnado pode abrir a porta à venda de Toto Salvio
Fonte: SL Benfica

Nesta altura prefiro que o Benfica deixe sair o homem mesmo que seja por uma quantia que não se adequa aquilo que já vimos dele, mas que se ajusta ao que ele vale agora, e mais a mais, o SLB de Rui Vitória já provou que tem um bom rendimento quando perante a ausência de peças ditas “fundamentais” no onze.

Não sou religioso, mas depois do que vi o ano passado há que ter fé e acredito que esta situação será como um namoro que tive há uns tempos em que a jogadora em causa tinha qualidade, mas após uma lesão, não física mas emocional, ambas as partes chegaram a um entendimento em que o melhor a fazer era seguir jogo e apostar em novas frentes. Se tudo correr bem, tanto Salvio como o Benfica serão felizes e vão mantendo o contacto.

All’Minho espera um Braga forte para este ano

Cabeçalho Futebol Nacional

Uns dias após o término do estágio em terras algarvias, o ingénuo balanço que por mim paira é o seguinte: «All’Minho» espera um Braga forte para o ano que se avizinha! Durante os jogos de preparação, o Braga conseguiu exibir e praticar um bom futebol em variadas ocasiões, mas é no que diz respeito à organização da equipa que a coisa ainda está a dar os primeiros passos. Já estamos no andarilho, o que é bom sinal. Ainda é preciso algum apoio, mas estou certo de que chegaremos rapidamente à forma ideal. Esta é uma situação normal a meu ver quando os conjuntos sofrem algumas mudanças.

Todas estas transformações no que ao treinador, aos jogadores e ao nível táctico dizem respeito necessitam de tempo. José Peseiro quer testar sistemas diferentes de Paulo Fonseca, mas não muito distantes deste Braga. Somente na temporada anterior é que a nossa base de jogo foi amplamente modificada. Durante os últimos anos o 4x3x3 e o 4x2x3x1 foram as opções quase sempre escolhidas. Ora, assim sendo, e visto que estes sistemas implicam jogadores com características bem distintas, é normal que os processos de jogo demorem um pouco a assimilar, tendo em conta as caras novas e as novas indicações. Foi por isso que nesta fase experimental, onde o 4x4x2 da época anterior esteve também presente, é que em algumas situações a surpresa esteve lá. É verdade que trouxemos três golitos na bagagem, com somente um marcado, mas também é verdade que sempre que a equipa mais «rotinada» jogou fomos claramente superiores. Os motivos deverão compensar e levar a compreender a adaptação de um plantel que ainda procura não só o ritmo ideal como o onze de eleição.

José Peseiro ainda está a colocar as suas ideias Fonte: SC Braga
José Peseiro ainda está a colocar as suas ideias
Fonte: SC Braga

O que se segue para Portugal: A defesa

Cabeçalho Seleção Nacional

O país ainda não ressacou. O golo de Éder e o apito final de Mark Clattenburg na final do Europeu foram doses de euforia demasiado altas para que se possa retomar, uma semana depois, os níveis de sobriedade.

“Ainda não acredito nisto”, ouve-se, relativamente ao sucesso da selecção nacional de futebol, pelos cafés, shoppings, praias … e/ou nas ‘pokéstops’ espalhadas pelo país.

O feito é histórico e só mais tarde é que nos aperceberemos, realmente, dele tal como acontece com todas as conquistas épicas, em qualquer desporto, em qualquer ramo. Ou não. Isto pode ser só o início de uma jornada triunfal que dará a Portugal, finalmente, o estatuto definitivo de potência mundial. A primeira de muitas conquistas.

As campanhas dos miúdos, sucessivamente bem sucedidas, legitimam o sonho do país em querer mais que um Europeu. Portugal tem futuro, e não será por falta de “mão-de-obra” que Fernando Santos não poderá dar, ao país, mais uma página dourada.

Quer se mantenha o 4x4x2, com falsos pontas-de-lança, ou se altere o figurino táctico para o 4x3x3, há qualidade em todos os sectores para o Mundial 2018 e o Europeu de 2020, altura em que termina o vínculo (acabado de renovar) contratual do seleccionador nacional.

As redes deverão continuar a ser defendidas por Rui Patrício, que mostrou ser o melhor guardião nacional em actividade com uma exibição estrondosa diante do histórico jogo com a França, sendo dos principais patrocionadores do triunfo nacional, que revelou traquejo para lidar com grandes ocasiões como a final do Europeu. A idade (28 anos) e a longevidade da carreira de guarda-redes “descansarão” Fernando Santos para as próximas grandes competições. Se falhar Patrício, Anthony Lopes (terá 29 anos em 2020) é alternativa seguríssima, como comprovam as exibições monumentais ao serviço do Lyon. Joel Pereira, do Manchester United ou Miguel Silva, do Vitória de Guimarães serão outras opções de grande valor. A sua evolução, aliás, pode até destronar o actual “rei” das redes nacionais.

Rui Patrício continuará a ser o guardião das redes portuguesas Fonte: Facebook de Rui Patrício
Rui Patrício continuará a ser o guardião das redes portuguesas
Fonte: Facebook de Rui Patrício

No eixo da defesa, Ricardo Carvalho nem parece ter 38 anos, mas é improvável que mantenha ritmo e capacidade competitivas para jogar ao mais alto nível até 2020, aliás, isso já ficou evidente neste Europeu, com a perda de titularidade para José Fonte, central que se estreou em grandes competições, mas que revelou grande maturidade e capacidade de liderança. Poderá chegar até ao Mundial 2018, mas esperar que mantenha a competitividade até 2020 será pedir demais. O mesmo se pode dizer de Pepe, apesar do enorme Europeu que protagonizou ao serviço da selecção das quinas.

O desconforto das coisas boas

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Estou terrivelmente mal habituado. Não o digo no sentido tradicionalmente dado à expressão, o que configuraria, futebolisticamente falando, numa quebra emocional perante um resultado negativo e inusitado e imprevisto. Refiro-me, isso sim, à situação inversamente oposta: as dúvidas e os temores surgem, desta vez, na sequência de boas práticas, ansiadas há anos, mas que, até hoje, raramente haviam existido – chegando eu, conspirativamente, julgar isso ocorrer por meio de decreto oficial e secreto. Onde estão, neste defeso, as rotinas capazes de atirar para os níveis mais baixos toda a confiança e ambição trazidas do campeonato precedente? Os costumados maus resultados? As exibições paupérrimas? Onde pára aquele reforço sul-americano, futebolista de DVD, atleta gordinho, com rins de cimento e pés de tijolo e futuro suplente do Paysandu (com o devido respeito pela citada instituição, vítima inocente da aleatoriedade da escrita)?

Não me queixo de barriga cheia. Não se trata de falsa modéstia e muito menos duma prepotência de tricampeão. A reflexão é honesta e despretensiosa – juro-o por Cosme Damião, por Eusébio e por todos os Deuses e Deusas. Obviamente, que me agrada ganhar; que me agradam as boas exibições (as individuais e, sobretudo, as colectivas). Porém, sou incapaz de ignorar a importância que, em anos anteriores, a soma das trapalhadas precoces e involuntárias teve no balanço final. É ridículo requisitar cumprir pré-épocas sofríveis, quanto a transferências e resultados, mas convém, no entanto, admitir que os erros acumulados, tortura estival a que me fui afeiçoando, permitiram sempre compreender quanto era urgente agir, que correcções fazer, quando, onde e como actuar, reduzindo decisivamente a margem para erros e despertando toda a estrutura – de dirigentes a jogadores –, perante o carácter alarmante do momento; garantindo a disposição certa para o futuro.

Viver no melhor dos mundos, mas temos de nos manter alerta Fonte: Sport Lisboa e Benfica
Viver no melhor dos mundos, mas temos de nos manter alerta
Fonte: Sport Lisboa e Benfica

Para mim, um defeso positivo do Benfica, como aquele em que actualmente nos encontramos, com boas vendas, boas compras e a inalterabilidade da qualidade de jogo, é algo perto do brotar do Dente-de-leão em pleno Inverno, do florescer da Camélia no Verão – e sim, caro leitor, isto foi realmente googlado, pois, lamentavelmente, os meus conhecimentos botânicos roçam a mediocridade –, algo contranatura; sem utilidade prática. Não se trata duma preferência masoquista, duma apetência esquizofrénica, bem pelo contrário, trata-se, somente, da constatação de factos que em muito têm contribuído para que a recente história literária do futebol português seja escrita, por linhas tortas e brilhantemente, em tons de ouro e encarnado.

Trago-lhe agora ao texto três breves exemplos, um para cada título consecutivo, capaz, cada um por si, de comprovar a minha modesta teoria e de, espero eu, minimizar o estatuto de palerma que, aos seus olhos, três parágrafos me devem já ter garantido: foi a péssima pré-época que evitou a saída de Óscar Cardozo (em 2013), a entrada de Jonas (em 2014) e, no defeso dos defesos, na pré-época das pré-épocas, a promoção de Renato Sanches (em 2015).

Por mim, inverter-se-ia, de imediato, a situação. Contudo, se é para insistir nesta qualidade, se os resultados e exibições persistirem, se os reforços garantirem, como assim parece, soluções de primeira, então, agradeço desde já que não adormeçam – dirigentes a jogadores –, nem caiam num registo de relaxamento e ingenuidade. Na verdade, os nossos bons resultados, as nossas boas exibições, importam tanto, por esta altura, como os maus resultados e as más exibições dos nossos adversários. Rui Vitória sabe, por experiência própria, que isto não é como começa, mas sim como acaba – o problema é que, neste capítulo, só Jorge Jesus o sabe melhor (e por se ter esquecido há um ano, não significa, necessariamente, que repetirá o erro).

Concluindo, e apesar da bonança que marca a estação, deixo o alerta, apontando ao que importa, ou se preferir, ao que está menos bem: há jogadores do Benfica que são intransferíveis; e há um médio-centro, substituto de Renato Sanches, que deve ser contratado – o resto, são, na minha opinião, lirismos dos que crêem que quando tocam o rio, tocam sempre na mesma água.

O Sevilha de Sampaoli

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Cabeçalho Liga Espanhola

Vivem-se tempos excitantes para quem gosta de futebol. Na próxima época, teremos Guardiola no Manchester City, Mourinho no Manchester United, Conte no Chelsea e Klopp no Liverpool (começando a época de início). Mas também na Liga Espanhola há motivos de interesse: Sampaoli chegou, finalmente, a uma grande liga europeia! Para já, vamos tendo alguns vislumbres do novo Sevilha, a horas tardias, algures nos Estados Unidos, onde a equipa vai preparando a época, mas já há a certeza de que este será o “Sevilha de Sampaoli”. É que o argentino é um desses treinadores cuja passagem deixa marca e cujo dedo se nota nas equipas que treina.

Admirador confesso de Marcelo Bielsa e de Pep Guardiola, Sampaoli é um dos treinadores que mais expectativas gera para a próxima temporada na Liga Espanhola. Não é que tenha um grande currículo como treinador, já que, aos 56 anos (mais três que Mourinho, por exemplo), a sua experiência a nível de clubes foi conseguida apenas nos modestos campeonatos de Perú, Chile e Equador. O sucesso que teve no Universidad de Chile levou-o ao cargo de selecionador do país, onde ganhou fama internacional. Primeiro, impressionou no Mundial do Brasil, em que eliminou Espanha na fase de grupos, só perdendo para a equipa da casa no desempate por grandes penalidades; depois, na Copa América 2015, conseguiu o primeiro título da história do país. Mas, mais do que devido aos seus resultados, a expectativa em torno da sua ida para Sevilha deve-se às suas ideias e à forma como coloca a jogar as suas equipas.

Na época de Sampaoli, houve quem chegasse a apelidar o Universidad do Chile de “Barcelona da América” e, durante os quatro anos em que foi selecionador, viu-se sempre a seleção chilena com muita posse de bola, pressão alta e futebol de ataque. Há alguns pormenores ilustrativos da forma diferente de Sampaoli pensar o futebol. Por exemplo, no Mundial do Brasil, o seu onze-tipo tinha três centrais… todos com menos de 1,80 m. Francisco Silva e Gonzalo Jara com 1,78 m e Gary Medel com apenas 1,71 m. De resto, uma das curiosidades sobre o Sevilha desta época está na tática que será utilizada: três defesas como se viu na maior parte dos jogos do Chile (mas não sempre) ou uma defesa a quatro, como é habitual na maior parte da Europa?

Ganso é uma das grandes atrações do novo Sevilha Fonte: Facebook de Ganso
Ganso é uma das grandes atrações do novo Sevilha
Fonte: Facebook de Ganso

Outra curiosidade que ilustra bem a forma de Sampaoli ver o jogo está nas contratações já feitas pelo Sevilha para esta temporada. Dos seis jogadores já contratados, quatro usavam a camisola número 10 no seu anterior clube. São eles Paulo Henrique Ganso (São Paulo), Hiroshi Kiyotake (Hannover), Pablo Sarabia (Getafe) e Joaquín Correa (Sampdoria), o que demonstra a importância que Sampaoli atribui aos médios criativos e ao futebol de ataque. Ganso suscita particular curiosidade, já que foi um pedido expresso do novo treinador e é um nome de que se ouve falar desde os tempos do Santos, em que estabeleceu uma proveitosa parceria com Neymar. A sua visão de jogo e qualidade de passe são reconhecidas por todos, mas não é garantido que Ganso se consiga adaptar ao ritmo do futebol europeu. Sampaoli provavelmente verá nele o seu novo Valdivia, para servir a dupla de avançados que será composta por Gameiro e outro jogador igualmente móvel na frente de ataque, como acontecia com a dupla Vargas-Alexis. (Llorente parece ter os dias contados no clube andaluz). De qualquer forma, é certo que vai haver espetáculo no Sánchez Pizjuán esta temporada.

Dito tudo isto, a tarefa não será fácil. Emery deixou a fasquia bastante alta ao vencer a Liga Europa por três vezes consecutivas e é importante lembrar que Krychowiak e Banega abandonaram o clube e não serão nada fáceis de substitutir (ainda que essa seja uma realidade que Monchi, o diretor desportivo, já esteja habituado a enfrentar época após época). Ainda assim, o Sevilha vai bater o Real Madrid e levar a Supertaça Europeia dia 9 de agosto. Pode tomar nota. (Ah! E vai ter mais posse de bola).

Foto de Capa: Sevilha FC

Tour de France 2016: De melhor ciclista para um futuro “maratonista”?

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Cabeçalho modalidades

Mais um dia de descanso, mais uma “atualização” sobre o que se tem passado na prova mais mediática do ciclismo mundial.

Chris Froome mantém a camisola amarela, tendo apanhado ainda um grande “susto” na etapa do Mont Ventoux, quando, em circunstâncias normais, provavelmente até teria “fechado” a discussão da camisola amarela nessa etapa. Mas já lá vamos a esse dia.

Além disto, noutros “campeonatos”, Peter Sagan e Mark Cavendish mostraram-se como os nomes mais em foco a seguir ao próprio camisola amarela. Ambos procuram tirar o primeiro lugar a dois históricos ciclistas em duas vertentes importantes. Para quem não estiver a par, mais à frente, perceberão melhor.

O português Rui Costa tem continuado a tentar entrar em fugas e vencer etapas, até mesmo lutar pela camisola da montanha, mas, até agora, tem sido complicado. Ainda assim, é de se esperar que consiga ter uma “história mais feliz” nesta última semana, acredito que sim.

Voltando a fazer um “apanhado geral” pelas etapas, a décima etapa teve, novamente, uma fuga a ser bem-sucedida. Nessa mesma fuga conseguiram entrar nomes como Matthews, Sagan ou Hagen, portanto, sprinters/puncheurs. Tendo em conta a grande subida inicial mas depois o percurso mais “acessível” até ao fim, seria de prever que ciclistas assim pudessem entrar na fuga e vencer a etapa. Também ciclistas como Rui Costa, Mikel Landa ou Vincenzo Nibali conseguiram o “seu lugar” na fuga.

No final, devido a cortes e alguns ataques, os homens mais rápidos superiorizaram-se aos homens mais de montanha e discutiram a etapa entre si. Michael Matthews deu a vitória à Orica e bateu Sagan, Hagen, Avermaet e Samuel Dumoulin. Os seus colegas na fuga, Impey e Durbridge, fizeram um grande trabalho e tiveram a merecida recompensa. O australiano, graças a esta vitória, entrou para um “clube restrito” de ciclistas que já venceram etapas nas três Grandes Voltas.

As potencialidades de Alcochete

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Alcochete é, para muitos Sportinguistas, sinónimo de qualidade e de talento. Em 14 anos e um mês de existência, passaram pela Academia dos leões inúmeros jogadores e foi criada a base da actual selecção campeã europeia de futebol.

A casa da formação do Sporting Clube de Portugal é uma referência a nível mundial, disputando com De Toekomst e La Masia o lugar de melhor Academia do mundo, algo que deixa orgulhosos todos os Sportinguistas e muitos dos portugueses que vivem de forma sã o futebol.

Contudo, e tendo em conta que o Sporting é muito mais do que futebol, deveria pensar-se em criar-se as mesmas condições para captar e criar talento em outras modalidades. Em Alcochete, e tendo em conta os terrenos circundantes à Academia de futebol, podia ser criada uma verdadeira cidade do desporto leonino, algo que só traria prestígio ao clube e qualidade ao desporto português.

Patrícia Mamona e Sara Moreira conquistaram o ouro dos Europeus de Amsterdão Fonte: Sporting CP
Patrícia Mamona e Sara Moreira conquistaram o ouro dos Europeus de Amsterdão
Fonte: Sporting CP

O atletismo do Sporting é um bom exemplo da importância do clube no panorama desportivo nacional. Nomes como Carlos Lopes, Rui Silva e Obikwelu (todos atletas medalhados em Jogos Olímpicos) são referências nacionais, e a procura e a formação de novos atletas deverá ser um dos rumos a seguir pelo clube. A criação de um centro de treino com pistas de tartan, pistas de saltos e todos os equipamentos necessários para a prática da modalidade era algo que iria melhorar o nível dos atletas do clube e destacar ainda mais a importância do Sporting como a maior potência desportiva a nível nacional.

A Fé de Ganhar

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Desculpem, bem sei que este artigo deveria ser exclusivamente sobre o Sporting, mas hoje irei falar também da Selecção nacional. No entanto, tenho a certeza de que compreenderão. Porque, de qualquer forma, falar da Selecção portuguesa implica sempre falar do Sporting, o que de alguma forma não descontextualiza o tema que deve ser referido aqui.

Com a vitória de Portugal no Euro’2016 encontrei mais uma similaridade entre a Selecção e o Sporting.

Até há pouco tempo, Portugal era uma selecção simpática, de quem todos falavam como uma selecção com excelente qualidade de jogo e composta por grandes, grandes jogadores. Agora que Portugal é campeão europeu parece que passámos a ser os piores, os que não sabem e nunca souberam jogar à bola.

No fundo, foi quando ganhámos que nos vieram criticar pela fraca qualidade do futebol. Assim como quando perdemos vieram elogiar o nosso futebol.

Jogámos como nunca, ganhámos como nunca. Fonte: UEFA
Jogámos como nunca, ganhámos como nunca
Fonte: UEFA

É ou não é igualzinho ao que se tem passado neste nosso rectângulo?

Quando o Sporting andava a lutar entre o terceiro e o sétimo, éramos o clube mais simpático, o clube que todos gostariam de ver mais forte. Mas, quando o mesmo chega ao topo, já não servimos, já somos maus. Os outros é que têm jogadores, treinadores e presidentes. De Alvalade pouco ou nada se aproveita.

São as contradições que nos fazem levar pouco a sério as críticas. Sorrimos e seguimos em frente, porque afinal de contas no Sporting já estamos habituados a este tipo de tratamento, e vivemos bem com isso.

Senão vejamos: o melhor guarda-redes português pós-Vítor Baía só foi reconhecido pela sua qualidade unicamente após tê-lo sido fora de Portugal. E estou a falar de reconhecimento em termos institucionais, porque em outros meios ainda não vi ser dado o devido ênfase ao mesmo. Sabem, é que um jogador que seja formado no Sporting tem sempre de ser muito melhor que todos os outros para ser reconhecido, ou então tem de sair do clube.