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Club Atlético de Madrid 1-0 FC Bayern de Munique: Vitória de quem leva facas entre os dentes

Ontem assinalaram-se 113 anos de existência do Club Atlético de Madrid, hoje a equipa de futebol fez questão de brindar o clube com um triunfo histórico ao bater o Bayern de Munique, no Vicente Calderón, por 1-0. Ou melhor, os jogadores terão oferecido a si mesmos a vitória, porque eles próprios se confundem com o clube, absorvendo, por cada poro, a mística rojiblanca, hoje mais orgulhosa que nunca, vingada que está a derrota na final da Taça dos Campeões Europeus de 1973/1974 (1-1 e 0-4 no jogo de desempate, favorável ao Bayern de Munique).

Levaram para o campo o espírito embutido por Luís Aragonés (marcou o golo colchonero na tal final) e amplificado por Diego Simeone, assente na crença de que se pode fazer melhor que o outro, mesmo que ele seja melhor. Porque se há coisa em que qualquer homem pode bater outro é na vontade e na fé. E foi nesses pilares que se construiu a superiorização deste Atlético sobre um “senhor” Bayern.

O início do jogo denunciou o espírito do Atlético. O ambiente do Calderón era infernal e a forma como a equipa condicionava, de forma diabólica, a circulação do seu adversário (estavam sempre dois homens sobre o portador da bola, estivesse ela onde estivesse, num esforço) faziam-no duvidar de si mesmo, não criando qualquer oportunidade de perigo durante esses minutos iniciais.

Talvez apático, quiçá intimidado, pela atitude do seu adversário e pelo meio que o rodeava, o Bayern achou-se passivo durante esses primeiros instantes, ilustrando-o na forma como não conseguiu contrariar a cavalgada mágica de Saúl Ñiguez- pegou na bola no início do meio-campo do Bayern, ultrapassou Thiago Alcântara, ziguezageou entre Bernat e Javi Martínez, driblou Alaba e fez a bola aninhar-se onde só podia- juntinho ao poste da baliza defendida por Neuer. 1-0 para o Atlético.

O Bayern tentou reagir, mas tinha as linhas de passe bastante condicionadas. Entrar na àrea madrilena parecia ser tarefa mais difícil que enfiar um elefante dentro de um lata de coca-cola. Só obra de mágicos poderia fazê-lo… mas os do Bayern estavam desinspirados, e assim continuaram até ao início da segunda parte.

Amores ou desamores, clubismos não podem estar à parte!

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Que Bruno de Carvalho é uma pessoa de extremos ninguém pode negar… Ou se “ama” ou se “odeia”.

Entendo que alguns sportinguistas possam não gostar dele ou do estilo dele e que queiram encontrar alternativas para a presidência do Sporting Clube de Portugal… Inclusivamente até aceito que possam não concordar que esta não seja a postura mais correcta de um presidente de um clube, especialmente do nosso.

Respeito que tentem encontrar alternativas e façam coligações com outros sócios do clube para tentar “mandar o galo abaixo do poleiro”.

Somos todos sportinguistas e queremos o melhor para o clube que detém o nosso amor; podemos e temos o direito de procurar soluções que consideramos melhores.

Agora, o que não posso aceitar é que se esqueçam do amor ao clube e se encontrem e reúnam com presidentes de rivais simplesmente para conseguir “abater” o actual presidente do Sporting, Bruno de Carvalho.

Também não posso aceitar que “vozes do Sporting” se manifestem anonimamente, quer em flyers, quer em cartazes, contra a figura do presidente do clube verde-e-branco.

A cobardia desta oposição não está nas palavras; está no dar a cara Fonte: amorsporting.com
A cobardia desta oposição não está nas palavras; está no dar a cara
Fonte: amorsporting.com

Está na altura de aceitar que Bruno de Carvalho não é perfeito, mas também está na altura de abrirmos os olhos e não tolerarmos cobardias e traições, não à figura do homem, mas ao Clube em si… Chega de coligações com adversários e de subserviência aos nossos rivais.

Chega de nos colocarmos a jeito para que eles façam de nós o que quiserem… Chega de fazermos negócios maus para o clube e deixarmos os outros a rirem-se de nós.

Relembro que ainda em 2012/2013 o Sporting teve a sua pior prestação de sempre no campeonato português e andava na rua da amargura e que hoje Bruno de Carvalho tem o clube com a melhor taxa média de ocupação do campeonato português.

Se ele comete erros? Sim, mas temos de ter a coragem de os melhorar dentro da nossa casa ou até fazer oposição, mas sem jogo sujo.

Oposição, sim; cobardia, não. Porque com “amores ou desamores, os clubismos não podem estar à parte”!

Foto de Capa: ptjornal.com

5 motivos para acompanhares o Rio’2016

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Usain Bolt (Atletismo)

O jamaicano é o único bicampeão nas categorias de velocidade nos JO Fonte: businessinsider
O jamaicano é o único bicampeão nas categorias de velocidade nos JO
Fonte: businessinsider

O velocista jamaicano vai tentar fazer ainda mais história e conseguir chegar às nove medalhas de ouro nos 100m, 200m e 4x100m. Lightning Bolt vai chegar ao Rio como Campeão do Mundo nas três categorias, mas conseguirá sair ainda com um palmarés mais histórico do que aquele já tem?

O futuro esteve em Alvalade

cab reportagem bola na rede

O Sporting Clube de Portugal organizou, pelo segundo ano consecutivo, o congresso The Future of Football. Contando com a presença de várias personalidades, nacionais e internacionais, o evento pretendeu suscitar o debate sobre, entre outras coisas, a introdução das novas tecnologias no futebol e as relações dos clubes com os media.

Na abertura do congresso, Bruno de Carvalho, presidente do Sporting CP, realçou o crescimento do projeto, que, no seu entender, demonstra que as pessoas têm cada vez mais interesse em discutir estes temas. Em inglês, porque é a língua oficial do congresso, congratulou-se ainda pelo facto de o Sporting ser pioneiro no levantamento de questões diretamente relacionadas com o futuro do futebol: “Há pouco mais de um ano, o Sporting Clube de Portugal realizou o I Congresso Internacional onde foram discutidos temas como as novas tecnologias, TPO e fundos”.

Logo de seguida, João Paulo Rebelo, recentemente nomeado Secretário de Estado da Juventude e do Desporto, afirmou que a realização deste congresso se apresenta como  “uma mais-valia para o futebol, em particular, e para o desporto ,em geral”.

Estoril Open 2016: Finalmente, primeira vitória portuguesa

Cabeçalho modalidades

A edição de 2016 do Estoril Open viu esta terça-feira a primeira vitória portuguesa. A dupla luso-britânica, formada por Frederico Silva e Kyle Edmund, levou a melhor sobre o par sueco. Contudo, Gastão Elias perdeu frente a Paul-Henri Mathieu.

Gastão Elias acusou (e muito) o desgaste físico

Na jornada desta terça-feira do Estoril Open, Gastão Elias, agora membro do top100, caiu aos pés do experiente Paul-Henri Mathieu. O sintrense, que no passado domingo venceu o challenger de Turim, entrou mal no encontro e cedo se viu a perder por 3-0. O francês, atualmente no 60º lugar do ranking ATP, jogou, sobretudo durante o primeiro set, quase em estado de graça. Atuando sempre em cima da linha de fundo e com pancadas bastantes chapadas e profundas, Mathieu haveria de vencer a primeira partida por 6-3.

No segundo set, o português voltou a não entrar bem. No jogo inaugural, o francês quebrou o serviço do português e deu um passo muito importante para seguir em frente no torneio português. Todavia, quando o marcador estava em 4-3 favorável ao francês, Gastão conseguiu devolver o break de atraso e colocar-se novamente dentro do encontro. Mas, quando se esperava que o português disparasse no marcador, Mathieu devolveu o break e acabou por fechar o encontro com os parciais de 6-3 e 6-4.

Numa conferência de imprensa bastante animada, Gastão Elias confessou que estava bastante “lento”. Quando questionado sobre se o cansaço da semana anterior tinha tido alguma influência no jogo de hoje, o sintrense afirmou: “tentei enganar minha a mente e o meu corpo”. Sobre a presença do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, nas bancadas, disse ser uma “honra”. Em tom algo irónico, disse ainda que “não sei se inicialmente estava programado para mim”.

Gastão Elias acusou, e muito, o desgaste físico da semana passada Fonte: Facebook do Millennium Estoril Open
Gastão Elias acusou, e muito, o desgaste físico da semana passada
Fonte: Estoril Open

 

Manchester City FC 0-0 Real Madrid CF: CR7 ausente, espectáculo quase inexistente

Cabeçalho Futebol Internacional

Aguardava-se com alguma expectativa este primeiro jogo das meias-finais da Liga dos Campeões, entre Manchester City e Real Madrid, disputada em Inglaterra, mas a verdade é que a emoção não imperou, e certamente muito por culpa da ausência do nosso… Cristiano Ronaldo. O craque português, em consonância com a equipa técnica merengue, decidiu não arriscar um agravamento da sua sobrecarga muscular, retirando logo à partida sal a este grande duelo.

E, se havia a ideia de que se assistiria a um Manchester City incisivo no ataque, com capacidade para criar várias oportunidades de golo, depressa se percebeu o contrário, apesar de um maior domínio territorial dos citizens, no primeiro tempo. A defensiva dos comandados de Zidane foi dando conta do recado, mas lá à frente também foi sempre faltando algum arrojo para criar estragos no contra-ataque, apesar de algumas incursões de Bale.

Pepe parece chegar primeiro à bola do que Aguero, uma constante na noite do Etihad Fonte: Facebook do Real Madrid
Pepe parece chegar primeiro à bola do que Aguero, uma constante na noite do Etihad
Fonte: Facebook do Real Madrid

Aliás, podemos mesmo afirmar que praticamente não houve situações de aperto nos primeiros 45 minutos, tanto para Joe Hart como para Keylor Navas. A noite viria mesmo a ficar marcada por problemas físicos de jogadores importantes de ambos os conjuntos, já que, para além da lesão de Cristiano Ronaldo, o Real Madrid também se viu privado de Benzema ao intervalo. Já do lado inglês, o técnico chileno, Manuel Pellegrini, viu-se forçado a substituir David Silva aos 40’ por troca com o jovem nigeriano Iheanacho.

A toada manteve-se semelhante no início da etapa complementar, mas até pertenceriam ao Real as melhores ocasiões, perante um City aparentemente incapaz de desequilibrar, onde homens como Aguero e De Bruyne tiveram sempre pouca bola. A meio do segundo tempo a balança começou a virar para o lado merengue, que mesmo sem grande inspiração começou a causar calafrios na grande área dos mancunianos. Kroos e Bale, através de bons remates, fizeram o esférico passar perto do poste, ao passo que Casemiro e Pepe proporcionaram duas boas defesas a Joe Hart. Mas a melhor oportunidade para marcar pertenceu a Jesé, que havia rendido Benzema, com um cabeceamento ao poste.

Só no último suspiro do desafio o City fez vibrar os seus adeptos, com um livre de De Bruyne que Navas afastou para pontapé de canto. Enfim, pouco, muito pouco, para quem jogava em casa, sendo que agora o City terá pela frente a missão complicada de destronar um Real Madrid no Santiago Bernabéu, que já deverá contar com Cristiano Ronaldo. E como fica diferente o colosso espanhol quando apresenta CR7, melhor marcador da competição! Em suma, continua tudo em aberto, esperando-se uma muito maior emoção em Madrid, para contrastar com a noite algo sensaborona de Manchester. 

A Figura:
Consistência do Real Madrid – É inegável que Zinédine Zidane incutiu maior solidez à formação merengue, algo que com Rafael Benítez não abundava. O jogo desta noite voltou a mostrar um Real voluntarioso e com competência a fechar espaços, aspectos importantes para garantir a qualificação para a final de Milão.

O Fora-de-Jogo:
Manchester City–
Estando já afastados da luta pelo título inglês e pela primeira vez nas meias finais da Liga dos Campeões, esperava-se mais dos citizens. A equipa raramente assustou verdadeiramente o Real Madrid, sendo que em nada ajudou a ausência por lesão do seu grande dinamizador, Yaya Touré.

Foto de Capa: UEFA Champions League

O (grande) mérito do Benfica

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Dos muitos méritos desta equipa do Benfica, o maior – e aquele que, porventura, garante e melhor justifica a liderança do campeonato – é o reconhecimento das suas próprias limitações. As lacunas existem. Aliás, estão lá desde o primeiro dia. Os erros cometidos na preparação desta época (a começar pelo estágio nas Américas) explicam-nas perfeitamente e são tão evidentes que, ao longo de todos estes meses, sempre importou recordar esses erros: primeiro, para melhor os contornar e, depois, para que nunca mais sejam repetidos. Este Benfica não é perfeito nem invencível, tal como nenhuma outra equipa do mundo o foi – é um facto que jamais se tentou encobrir e que, a bem da verdade, não incomoda assim tanto.

Na opinião de inúmeros comentadores (uns supostamente isentos; outros nem tanto), estão-nos vedados títulos ou recordes de melhor jogador, equipa ou futebol praticado. Outros agentes, com mais responsabilidades no nosso futebol, disseminam as mesmas ideias: dirigentes que insistem no tema da arbitragem; treinadores no da sorte. Nestes casos, não nos é reconhecido valor ou mérito, localizando-se noutros locais as melhores individualidades, o melhor colectivo e o melhor futebol praticado – como se pela simples repetição destes argumentos tudo se tornasse verdadeiro. Nesta lógica, depreende-se que o sucesso do Benfica, tanto no plano interno como no externo, se deve, unicamente, a factores aleatórios ou fortuitos, comprovados num rol de teorias da conspiração diária capaz de colocar em causa, mais que a honestidade intelectual, a própria sanidade mental de quem as cria e lhes dá eco. Estranhar como pode a equipa adversária ser melhor, perante a evidência dos seus erros e defeitos, resulta exclusivamente da ausência de percepção do real. Não tanto por falta de capacidade consciente – embora também! –, mas mais pelo contexto em que decorrem os acontecimentos presentes, sobretudo, num universo em que a acção das massas é movida pela emoção, em detrimento da razão.

Para o leitor melhor entender o meu ponto de vista, deixo aqui um pequeno resumo da época: nem o Sporting com Jorge Jesus esteve assim tão bem, nem o Benfica com Rui Vitória esteve assim tão mal. De facto, a diferença competitiva entre as equipas encurtou-se. Porém, tal não significa que exista suficiente matéria para que se concretize, para já, uma verdadeira inversão de posições. A onda de entusiasmo criada em torno do Sporting de Jorge Jesus (aliada à estratégia de comunicação delineada por Bruno de Carvalho) apenas dificulta a aceitação conveniente dos acontecimentos e dos erros e defeitos próprios – e, quando assim é, normalmente, mais do que o presente, é o futuro que sai comprometido.

Rui Vitória usufruiu da tranquilidade necessária para evoluir com a equipa Fonte: SL Benfica
Rui Vitória usufruiu da tranquilidade necessária para evoluir com a equipa
Fonte: SL Benfica

A verdadeira força deste Benfica (em comparação com os demais adversários) provém, provavelmente, da honestidade com que se vê a si próprio, evitando, por isso, pretensões desmedidas ou excessivamente vaidosas. Perante as dificuldades iniciais – nunca é demais recordá-las, pois, atente-se, estivemos a oito pontos de distância do topo –, este grupo sempre demonstrou disponibilidade para reflectir numa solução e, fundamentalmente, admitir os seus erros e corrigi-los. Este gesto, tantas vezes difícil, revelou, acima de tudo, uma notável dose de humildade, de vontade e de trabalho na busca por uma meta comum: um compromisso firme com os objectivos do clube. Só desta forma foi possível superar tantos e tamanhos obstáculos. Termos presidente, treinador, dirigentes e comentadores a afirmarem sermos os melhores nunca bastará para, de facto, sermos os melhores.

Os adeptos compreenderam-no na perfeição. Esta equipa já mereceu, por entre recorrentes banhos de multidão, acaloradas ovações não só na hora das (muitas) vitórias, mas também na das (poucas) derrotas. Esta abordagem colectiva permitiu-nos compreender com clareza até onde poderíamos ir nas mais diversas competições e como se poderia fazer mais e melhor em todas elas. Uma postura que garantiu, entre outras coisas, o reforço da união e da tranquilidade em torno deste projecto, contribuindo decisivamente para a consequente evolução de Rui Vitória e dos seus jogadores.

As intermitências do Spartak de Dmitry Alenichev

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Cabeçalho Futebol Internacional

“Beskov uma vez disse-me que são necessários três anos para um treinador construir uma equipa.” Oleg Romantsev

Um final de tarde agradável na Otkrytie Arena, na capital russa, merecia porventura um FC Spartak Moscovo diferente daquele que entrou em campo para defrontar um dos últimos classificados da Liga Russa (Чемпионат России по футболу), o FC Mordovia Saransk. O histórico emblema moscovita esqueceu-se novamente de puxar pelos galões e acabou por conceder um empate a duas bolas com um adversário que, para além de ocupar o penúltimo lugar da tabela classificativa, está também a atravessar uma grave crise financeira e estrutural, com os jogadores a reclamarem três meses de salários em atraso.

Após uma pesada derrota por 5-2 em São Petersburgo diante do FC Zenit, de André Villas-Boas, os homens orientados pelo antigo médio do FC Porto Dmitry Alenichev foram incapazes de voltar às vitórias diante dos seus adeptos, que, por esta altura, começam já a perder a paciência com a equipa. No final da partida de Sábado (23 de Abril de 2016), os jogadores do FC Spartak Moscovo dirigiram-se atrás de uma das balizas da Otkrytie Arena, onde geralmente se encontra a claque organizada da equipa, para lhes entregarem as suas camisolas, algo que, no entanto, não viria a acontecer, uma vez que os fiéis adeptos recusaram tal oferta. Em vez disso, e enquanto estavam por perto, os jogadores ouviram palavras de ordem misturadas com queixas e críticas dos adeptos, motivadas pela falta de empenho de alguns elementos da equipa.

O ambiente em redor da equipa e de Dmitry Alenichev está tenso, e o jovem treinador russo começa, de certa forma, a parecer estar perdido no lamaçal em que o FC Spartak Moscovo se tornou na última década. Dois pontos, fruto de dois empates perante o FC Mordovia Saransk e o FC Kuban Krasnodar, foram o melhor que os Krasno-Belye conseguiram nos últimos quatro jogos do campeonato, algo que deixou a equipa praticamente arredada de um lugar nas competições europeias na próxima temporada.

Os capitães de equipa, Salvatore Bocchetti e Ruslan Mukhametshin, antes do apito inicial do jogo do passado Sábado Fonte: Rfpl
Os capitães de equipa, Salvatore Bocchetti e Ruslan Mukhametshin, antes do apito inicial do jogo do passado Sábado
Fonte: Rfpl

Alenichev tem sido o epicentro de todas as críticas, e os meios de comunicação russos não têm poupado o antigo médio dos Dragões. Os sucessivos erros defensivos do FC Spartak Moscovo têm feito com que a equipa não só tenha perdido vários pontos com adversários de menor calibre quando joga em casa, como também que seja incapaz de se bater em pé de igualdade com os seus adversários mais directos, já que, apenas em raras ocasiões, consegue segurar uma vantagem adquirida durante a primeira metade do jogo, tal como aconteceu na ronda passada aquando da visita a São Petersburgo. As escolhas de Alenichev têm também sido alvo de críticas, e a sua constante rotação de jogadores, nomeadamente no sector mais recuado, tem sido apontada como o mais grave problema da equipa esta temporada. Dima já testou nada mais nada menos do que nove duplas de centrais em 25 jogos esta época, e os resultados de tantas mudanças não são em nada animadores, uma vez o FC Spartak Moscovo tem, no momento, uma das piores defesas da Liga Russa, com 36 golos encaixados, menos dois do que aqueles que já marcou.

Diante do FC Mordovia Saransk, Alenichev fez alinhar dois jovens, Sergei Bryzgalov e Aleksandr Putsko, que têm feito grande parte da temporada com a equipa de reservas que disputa a FNL, a segunda divisão do futebol russo, mas a sua presença pouco ou nada alterou a habitual letargia do sector defensivo da equipa. O guarda-redes e capitão de equipa, Artem Rebrov, foi também relegado para a condição de suplente, mas o seu substituto, Sergei Pesjakov, nada pôde fazer para evitar os dois golos da formação visitante, nem muito menos colocar ordem no reduto mais recuado da equipa moscovita.

Estoril Open 2016: Dois portugueses pelo caminho

Cabeçalho modalidadesO primeiro dia em que se jogou o quadro principal do Millenium Estoril Open trouxe para o court principal dois portugueses, Pedro Sousa e Frederico Silva, e ainda a jovem promessa croata Borna Coric. Se este último não sentiu a mínima dificuldade em avançar para a próxima ronda, o mesmo não se pode dizer dos dois jogadores da casa, que ficaram pelo caminho na jornada inaugural do quadro principal no torneio português.

Frederico Silva e Pedro Sousa: pouca réplica perante adversários bem superiores

Nicolas Almagro controlou sempre o encontro frente a Frederico Silva Fonte: Facebook Millenium Estoril Open
Nicolas Almagro controlou sempre o encontro frente a Frederico Silva
Fonte: Facebook Millenium Estoril Open

Foi com o embate entre Pedro Sousa e o argentino Leonardo Mayer que se abriram as hostilidades no court principal do complexo do Estoril. O português, actual 368.º classificado do ranking ATP, só conseguiu dar um ar de sua graça no segundo set (6-4), já que na primeira partida (6-1) Leonardo Mayer cedo começou a complicar a vida ao português, com uma excelente variedade de jogo de fundo do court. Ficaram bem evidentes, embora também já esperadas, as enormes diferenças de qualidade entre os dois jogadores.

Também não se adivinharia fácil a tarefa de Frederico Silva frente ao espanhol Nicolas Almagro. Afinal, falamos de um jogador muito batido, especialista no pó de tijolo e que até já andou pelo top10 do ranking do circuito. Apesar de o espanhol muitas vezes exagerar na tentativa rápida de winners, bastou-lhe elevar ligeiramente o nível de jogo para alcançar os breaks que lhe permitiram alcançar uma vitória tranquila por duplo 6-3 frente ao português. Na quarta-feira, será a vez de João Sousa ter pela frente a potente direita de Almagro, naquilo que se prevê uma tarefa complicada para o jogador luso.

No norte não há “favores”

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fc porto cabeçalho

Mais uma semana, mais uma vitória neste período de “pré-época” nas hostes do dragão. O FC Porto vai aos poucos dando sinais de melhoria, e nestes dois últimos jogos finalmente começa a demonstrar um ar da sua graciosidade com golos soberbos, jogadas bem delineadas e acima de tudo com a aposta firme em jogadores que realmente sentem de forma intensa o símbolo que carregam no peito jogo após jogo.

É muito ingrato e por outro lado lamentável, ver que a três jornadas do fim da Liga NOS já se conheça a equipa que vai terminar na terceira posição. É muito doloroso ver uma equipa que começou a época com resultados excelentes, e com um plantel invejável ao nível dos melhores da Europa, ficar numa modesta terceira posição que em nada se identifica com o potencial que este clube pode alcançar. Lopetegui o principal responsável pela perda de mística vencedora do FC Porto, esta semana fez declarações escandalosas como se o próprio tivesse sido uma vítima no último ano e meio que passou no Dragão.

Não é admissível que alguém que não ganhou absolutamente nada desrespeite uma instituição da dimensão do FC Porto desta forma. Em quase cinquenta jornadas, só foi líder apenas uma vez e por apenas uma jornada, um pouco estranho para quem comandava equipas com valor de mercado superior a duzentos milhões de euros. A sua mediocridade como treinador de futebol é chocante, mas como pessoa parece que também não fica atrás. Mais chocante ainda é o silêncio da direção do FC Porto perante estas declarações.

As palavras de Lopetegui não fazem sentido Fonte: Facebook de Julen Lopetegui
As palavras de Lopetegui não fazem sentido
Fonte: Facebook de Julen Lopetegui

Com uma nova era a ser construída, uma prova de fogo aparece na jornada do próximo fim de semana. Provavelmente muito do que diz respeito às contas para se apurar o campeão nacional, passam essencialmente pelo jogo FC Porto – Sporting no estádio do Dragão. Muito se especula que os dragões irão fazer um “favorzinho” ao Sporting para que o Benfica não seja campeão. Estes argumentos disparatados lançados para o ar só demonstram pequenez de certos comentadores que em vez se preocuparem em ganhar os seus jogos, lançam farpas e atiram responsabilidades em caso de insucesso para outros.

No Norte não existem este tipo de premissas, apenas reside um único pensamento, que é vencer sempre, seja quem for o adversário. Este FC Porto respira de maneira diferente e não tem permissão para perder pontos, muito mais ainda com rivais diretos como é o caso do Sporting. Aliás, favores a mais já deram os dragões esta temporada, e reparem na ironia, Lopetegui que se gabou tanto pelos incríveis feitos que alcançou este ano, foi ele que ofereceu a maior prenda em Alvalade na primeira volta do campeonato.

A tensão está alta, uns querem ser campeões e outros querem provar que mereciam estar no topo e que têm qualidade para dar muito mais. Uma coisa é certa para os homens do Norte tanto faz quem ganhe o campeonato, os portistas desejam sempre a vitória do seu clube, nunca se irá ouvir no Dragão um portista a desejar a vitória do adversário na esperança de interferir com terceiros. Aqui não há adeptos nem sócios do show-off, não existe o conceito do anti, só existe o conceito de compromisso e paixão pelo eterno Porto. Apenas queremos ver o FC Porto a ser aquilo que é, o melhor clube em Portugal. Queremos vencer, e no próximo sábado não pode ser exceção.