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Moreirense FC 1-4 SL Benfica: Entrar a matar e depois brilhar

sl benfica cabeçalho 2Mais uma vitória justa, consistente, sem discussões, sobretudo equilibrada e com muita magia. Ninguém estava à espera que este jogo fosse igual ao de terça, mas mesmo com outros protagonistas, o decurso da partida e do marcador foi semelhante. Embora não fossem seis, fiquei mais satisfeito com este triunfo pela forma como o Benfica foi capaz se impor num terreno adversário para o campeonato, num teste bem mais difícil, já que hoje estavam os titulares do Moreirense.

Este Benfica consegue ser o «senhor» do jogo em qualquer estádio e coordenar as ações da partida. 20 minutos asfixiantes, sem deixar o Moreirense respirar que resultaram num golo marcado, e depois uma segunda parte cheia de magia e com muitos e bons desenhos ofensivos.

É essencial que nestes jogos se marque cedo para não dar confiança aos adversários e deixar que a emoção se sobreponha à qualidade de jogo e hoje foi assim. Gaitán regressou à titularidade para o campeonato e dividiu a batuta com Pizzi, que voltou a ser decisivo para o desenrolar do marcador. Foi dos pés dele que saiu o cruzamento milimétrico para a cabeça de Jonas. O mais difícil estava feito!

O Moreirense reagiu, mas Renato Sanches e Samaris foram controlando as saídas de bola e foram raros os espaços que os pupilos de Rui Vitória deram aos adversários. Iuri Medeiros foi o principal problema, mas foi relativamente bem asfixiado. Há lances em que não dá para o parar porque qualidade não lhe falta. É preciso ter atenção a este jogador…

Mais dois de Jonas... Matador! Fonte: Sport Lisboa e Benfica
Mais dois de Jonas… Matador!
Fonte: SL Benfica

Apesar dessa reação, o Benfica nunca se desequilibrou, esteve sólido defensivamente mesmo com Samaris em vez de Fejsa e isso deixa-me tranquilo para os duelos que aí vêm. A base deste «renascimento» do Benfica foi o equilíbrio defensivo, que deu confiança aos jogadores que agora do meio-campo para a frente conseguem espalhar magia tranquiliamente.

Sim, e falo em magia porque os três golos seguintes do Benfica são geniais. Ao chegar ao intervalo, Renato Sanches liderou um ataque e com uma qualidade tremenda fez um passe a rasgar a defesa, entre o lateral e o central, onde apareceu Eliseu a fazer o cruzamento para Mitroglou. O grego é sinónimo de golo na área.

Os desenhos ofensivos do Benfica são tremendos e isso faz das «águias» um ataque letal. Esta frase comprova-se no terceiro golo, quando Renato começa, entrega para Jonas que simula e deixa para Pizzi. O médio recebe e isola o avançado que se tinha desmarcado mal abriu as pernas. Na cara de Stefanovic contornou-o e empurrou para o fundo das redes. Só visto.

Mas não ia ficar por aqui, os golos e a magia. Já com Jiménez em campo, o quarto golo ia surgir. O mexicano conduziu pela esquerda e esperou que a equipa subisse. Renato fez a diagonal, enganou a defesa, e a bola foi para Jonas, que serviu de pivot e com um toque assistiu Gaitán. O argentino vinha de trás embalado e de trivela fez o golo. Aplausos para o maestro.

Nico regressou à titularidade e aos golos Fonte: Sport Lisboa e Benfica
Nico regressou à titularidade e aos golos
Fonte: SL Benfica

Registo ainda para o golo sofrido no final, tal como contra o Arouca, mas Iuri merecia por tudo o que fez. O Benfica tem que ter isto em conta.

Nota negativa apenas para a lesão de Lisandro Lopéz, central que tem sido uma das grandes figuras da temporada. Esperemos que não seja grave porque FC Porto e Liga dos Campeões estão aí à porta.

Já não há um Benfica em casa e outro fora como existia no início de época, há um Benfica que encara os jogos da mesma forma, que tem mais posse de bola do que noutras épocas como prometeu Rui Vitória e que por este facto raramente concede lances de perigo perto da sua baliza. Há mais equilíbrio e o jogo já não é sobretudo feito de transições.

Novamente uma palavra para Pizzi, que está numa forma tremenda. Duas assistências e muita qualidade em todos os processos. Com ele e Gaitán o Benfica é menos vertical e mais cerebral, mas a confiança é tanta que André Almeida e Eliseu têm cumprido nos flancos. Este é o melhor figurino do Benfica e com jogadores no banco que acrescentam como Talisca, bom vê-lo com esta vontade, e Carcela, apesar de hoje não ter tido minutos.

A Figura:

Pizzi – Injusto só poder escolher um jogador como o homem do jogo, mas a ter que o fazer escolho o médio português. Assistiu para os dois golos de Jonas e é preponderante para os desenhos ofensivos do Benfica. Classe tremenda, entrega soberba, faltou o golo para mais uma exibição brilhante. Renato Sanches também merecia…gigante o jovem!

O Fora-de-Jogo:

A defesa do Moreirense – o Benfica tem um ataque avassalador mas os cónegos foram muito moles no processo defensivo e precisavam de mais dureza para para as «águias». Nunca acertaram as marcações e Jonas andou muito solto porque Palhinha e os centrais não perceberam o que tinham de fazer. Muito espaço e o Benfica não perdoa!

 Foto de capa: SL Benfica

Agora, há que ser Porto

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O tempo é de mudança. De mudanças, aliás. Táticas e de mentalidade. José Peseiro chegou ao Dragão com os pergaminhos de bom futebol debaixo do braço, algo que não se vê no universo do FC Porto há já algum tempo, e, no Estoril, surgiram laivos de… esperança.

Depois de um arranque titubeante no comando técnico dos dragões, já se começa a fazer notar o trabalho de fundo do treinador. Progressivamente, o FC Porto vai largando o futebol passivo e demasiado rendilhado de Lopetegui e apresentando alguma objetividade.

Frente ao Feirense, para a Taça da Liga, uma competição que parece eternamente condenada a algum desprezo por parte dos clubes, a equipa azul e branca apresentou-se num 4-4-2 alternativo. Sem Bueno, Varela é solução improvisada e está longe de apresentar o nível adequado e exigível para desempenhar o papel. Com futebol algo lateralizado e visíveis dificuldades de entrosamento (os dragões jogaram com uma “segunda linha”), não deu para testar e ver o que Peseiro pretendia.

Ideias de Peseiro já começaram a aparecer no Estoril
Ideias de Peseiro já começaram a aparecer no Estoril
Fonte: FC Porto

No Estoril, ainda que não tenha sido uma excelente exibição, o FC Porto conseguiu inverter um resultado negativo, algo que é novidade, por si só. E exibiu-se razoavelmente bem, num futebol mais direto e vistoso.

Agora, o importante será encontrar, nos jogadores, a força para voltar a ser Porto. E esse é o ponto fulcral de tudo. Se não houver vontade e força interior nos jogadores que fazem uma equipa, não haverá sistema, modelo de jogo, que resista.

Ontem já se viram sinais de retoma. A sequência da mesma está à mercê e, agora, é essencial que aconteça. Está a chegar a hora das decisões.

Foto de capa: FC Porto

Australian Open 2016: Djokovic a caminho da história

cab ténis

Novak Djokovic e Andy Murray disputaram hoje a final do Australian Open 2016. No Happy Slam, o sérvio levava, antes da partida frente ao escocês, cinco títulos. Todavia, o primeiro Grand Slam do ano também é aquele em que Murray apresenta melhores resultados: cinco finais (quatro delas perdidas frente a Djokovic e a restante perante Roger Federer) e ainda uma meia final, também ela perdida, frente ao sérvio. No head2head as coisas desequilibram-se: 21-9, sendo que o sérvio venceu dez dos últimos 11 encontros.

No que ao encontro diz respeito, até foi Murray que encontrei melhor; o escocês dispôs de um break point logo de entrada. Contudo, Djokovic acabaria por salvar – e bem – esse mesmo ponto de break e somaria um total de cinco jogos consecutivos. Desta forma, o primeiro set não teve muita história e o pupilo de Boris Becker acabaria por conquistar a primeira partida por 6-1. Nota para um dado que, apesar de não ser surpreendente, não deixa de ser impressionante: Djokovic, no set inaugural, venceu 61% dos pontos em que respondia ao serviço. Este dado confirma o estatuto daquele que, na minha perspetiva, é o jogador que melhor responde ao serviço da história do ténis.

No segundo set, Murray equilibrou um pouco o encontro. Após recuperar de um break de atraso sofrido no sempre importante sétimo jogo, o escocês esteve muito perto de levar a segunda partida a um tie break: com o resultado em cinco jogos iguais (40-0) e Murray ao serviço, Djokovic conseguiu recuperar e assinou cinco pontos consecutivos, fazendo, desta forma, a quebra de serviço e servindo, com sucesso, logo de seguida para se colocar a vencer por dois sets a zero. No capítulo estatístico, destaque para os 34 erros não forçados que Andy Murray cometeu apenas nesta partida, bem como a baixa percentagem de pontos ganhos no segundo serviço (37%).

Certamente afetado pela forma como concedeu o segundo set, o escocês sofreu o break logo de entrada e Novak Djokovic rapidamente se adiantou para 2-0. Provavelmente já com os olhos postos no seu 11.º título do Grand Slam, o sérvio descontraiu um pouco e foi Murray quem se voltou a colocar no encontro. A terceira e decisiva partida iria mesmo ser decidida num tie break. No tira teimas, Djokovic provou que é muito superior a Murray. O escocês cometeu, logo de entrada, uma dupla falta (pouco depois, fez a segunda) e estendeu a passadeira vermelha ao sérvio.

Andy Murray
Murray poderia, e deveria, ter feito mais frente a Djokovic
Fonte: Facebook Oficial do Australian Open

No que a esta final diz respeito, resta-me dizer que, caso Murray queira ter algumas hipótesses frente a Djokovic, terá de melhorar, e muito, a sua direita. Tal como Rafael Nadal quando defronta o sérvio, a direita paralela assume-se como essencial para desmantelar o jogo de Novak Djokovic. Foi uma final que ficou muito aquém daquilo que era esperado. O Australian Open está para Djokovic – o sérvio já leva seis títulos em solo australiano – como Rolland Garros está para Rafael Nadal (nove).

Em suma, resta-me dizer que prevejo a continuação do reinado de Djokovic. Mesmo tendo noção de que no ténis tudo muda muito rapidamente, acredito que o sérvio possa, salvo alguma lesão, completar já este ano o Grand Slam de calendário (ganhar os quatro majors numa só temporada) e apontar depois aos 17 títulos de Roger Federer. Novak Djokovic caminha a passos largos para fazer ainda mais história e assume-se já como um dos melhores de sempre da história do ténis.

Foto de Capa: Facebook Oficial do Australian Open

Adrien Silva, o líder da marcha incansável

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O Sporting conseguiu ontem mais uma sofrida vitória em casa perante um dos piores classificados do campeonato, neste caso, a Académica. Adrien, Bryan Ruiz e Montero foram os autores dos golos que derrotaram a Briosa… E Cosme Machado.

A vitória do Sporting não sofre contestação alguma, uma vez que até devia ter sido por números mais dilatados, tendo em conta o segundo golo ilegal do adversário e as várias ocasiões desperdiçadas pelos atacantes leoninos, que estiveram numa noite algo desinspirada. Contudo, mais uma vez, a equipa visitante foi a primeira a marcar em Alvalade. No seguimento de uma desatenção imperdoável dos “verde e brancos” num pontapé de canto, foi Rafa Soares, lateral cedido pelo FC Porto (jogador com muito potencial) a rematar para o fundo das redes de Patrício. Foi o quarto jogo consecutivo dos leões a sofrer golos na Liga e o terceiro seguido a sofrer o primeiro golo em jogos caseiros; algo que, com certeza, está a deixar preocupado Jorge Jesus.

Mais ou menos cinco minutos depois, começou o jogo paralelo em Alvalade: o de Cosme Machado, que deixou passar em claro uma grande penalidade cometida sobre Carlos Mané. O Sporting deu a volta ao resultado ainda na primeira parte, com um golaço de Adrien Silva, um dos melhores golos do campeonato, e o 2-1, por Bryan Ruiz, depois de uma excelente jogada do regressado Carlos Mané. Pelo meio, mais uma jogada de circo de Cosme Machado. Numa assentada, mostrou um amarelo patético ao capitão do Sporting e expulsou Jorge Jesus do banco de suplentes. Ao intervalo, o resultado era de 2-1 para o Sporting, apesar de todos os esforços de Cosme Machado e dos “estudantes”.

Na segunda metade, após mais uma saída ao intervalo de William Carvalho (continua com dificuldades em encarrilar duas ou três grandes exibições seguidas), o Sporting abrandou um pouco e sofreu o segundo golo num dos momentos mais ridículos do campeonato. Após um livre em que Rui Patrício e Ruben Semedo afastaram mal a bola, um jogador da Académica cabeceou para a baliza, mas Ewerton tinha condições para evitar o golo. Só não conseguiu afastar a bola porque João Real se fez ao lance e o importunou. Ora, o central academista apenas tinha Ewerton entre ele e a linha de baliza, o que, pelas regras, indica fora de jogo. Deve ter sido isso que o árbitro assistente, levantando a bandeirola, indicou a Cosme Machado, mas o árbitro principal, desconhecendo as regras, ou por fatores esquisitos, validou o golo. A Académica fez o 2-2, num golo com marcador indefinido. Há quem diga que foi autogolo de Ewerton, outros dizem que foi golo de João Real. A verdade é que a força maior veio de Cosme Machado.

Adrien Silva
Fredy Montero deu a estocada final nas intenções da Académica e de Cosme
Fonte: Sporting Clube de Portugal

Porém, o Sporting foi incansável e chegou ao terceiro golo, por Montero, que entrou a meio do segundo tempo. Mais uma vez, Fredy mostrou que pode ser uma alternativa bem melhor que Teo Gutiérrez, que pode estar de saída de Alvalade. Por um lado tenho pena, porque Teo é um bom jogador e um excelente finalizador, mas não tem mostrado uma atitude condizente com os valores do clube e, por isso, a saída é o melhor caminho. Por outro lado, Montero merece elogios. Nem sempre utilizado, raramente titular, mas nunca mostrou “maus fígados” nem veio a público com atitudes menos profissionais. O 10 “verde e branco” tem uma qualidade técnica ao nível de poucos em Portugal e será muito útil a JJ esta época. Ainda para mais, quando se consumar o castigo a Slimani. Sim, porque o Estado Lampiânico vai-se encarregar de o fazer, ainda para mais quando se aproxima o “derby”, daqui a um mês e uma semana.

Sobre este jogo, podemos retirar algumas ilações: Ruben Semedo, que foi logo titular após o regresso de Setúbal, fez uma boa exibição e vai ter alguns meses a trabalhar com Jorge Jesus, William Carvalho e os colegas do setor defensivo, para poder ser uma opção de peso para a próxima temporada; Carlos Mané também regressou à titularidade na Liga, com um bom jogo, onde se destaca o seu papel decisivo no segundo golo apontado pela equipa; João Pereira está a subir de forma e Zeegelaar mostrou que pode ser uma alternativa válida a Jefferson, caso evolua mais no aspeto defensivo; Adrien é o capitão, em todos os sentidos, desta equipa.

Paralelamente, o Sporting tem de reagir de forma mais veemente, de forma mais agressiva, aos acontecimentos da última semana, nomeadamente, o arquivamento do caso suspeito dos “vouchers”, a abertura de um inquérito a Slimani quando não aconteceu o mesmo aos protegidos de Vítor Pereira, e o espetáculo inqualificável de Cosme Machado a que assistimos ontem. Caso isto prossiga, não é de admirar que aconteça alguma tragédia até final da temporada. Estão muitas emoções e muitos milhões em jogo…

Finalmente, deixo duas notas, uma positiva e outra negativa: a positiva para Iuri Medeiros e João Palhinha – os dois jovens leões têm estado a fazer uma excelente temporada em Moreira de Cónegos, mostrando condições para serem candidatos a estarem no plantel principal do Sporting na próxima temporada. A outra nota, a negativa, fica para Rafael Lopes. O avançado da Académica mostrou, na segunda parte, que a sua atitude competitiva é do mesmo nível da sua qualidade futebolística. Imprópria para um campeonato profissional de futebol.

Foto de Capa: Sporting Clube de Portugal

Sporting CP 3-2 Académica OAF: Leões sofrem mas passam no teste dos academistas

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Em dia de jogo contra os estudantes, Jesus apostou em algumas alterações na equipa, sendo novidade Ruben Semedo e Carlos Mané, apostando também em Marvin Zeegelaar no eixo defensivo. Novamente com casa composta, com 40.139 pessoas, os leões prometiam uma entrada em força dentro de campo.

No entanto, o primeiro golo apareceu por parte da Académica, através de Rafa Soares, que, após uma marcação de canto do lado direito, aparece à entrada da área leonina. A defesa não fica bem na fotografia, já que se “esqueceu” do jogador que inicialmente aparecia ao segundo poste. O Sporting CP ia tentando aparecer no caminho da baliza, mas sem a pontaria afinada, como foram os casos dos remates de João Mário e Adrien.

Depois de várias tentativas, o Sporting chega ao empate por Adrien Silva, que, após uma boa jogada individual, remata para o poste contrário, equilibrando as contas do jogo.

Num momento de mais tensão, onde Jorge Jesus foi expulso, o Sporting CP dá a volta ao marcador, desta vez com Bryan Ruiz a encostar, após cruzamento de Carlos Mané. Estranho é que, nesta jogada, o árbitro dá lei da vantagem numa jogada com falta dentro de área cometida sobre Mané e que, consecutivamente,daria penálti para o Sporting CP. Pouco depois o árbitro Cosme Machado apita para o intervalo, debaixo de grandes assobiadelas dos adeptos presentes em Alvalade.

Adrien está a realizar uma época incrível e o golo de hoje será dos melhores da sua carreira Fonte: Sporting
Adrien está a realizar uma época incrível e o golo de hoje será dos melhores da sua carreira
Fonte: Sporting CP

No começo da segunda parte, Jorge Jesus quis movimentar mais o ataque leonino, substituindo William Carvalho por Gelson Martins. O jogo esfriou em relação à primeira metade, mas com a equipa da casa sempre em busca de mais um golo.

Eis que, novamente num momento um tanto caricato mas mais polémico, surge novamente o empate: após livre marcado para a área, Rui Patrício tira de punhos e Ricardo Nascimento remata à baliza de cabeça. No entanto, há um jogador que se faz à bola, João Real, que “supostamente” estava fora-de-jogo, discutindo o lance com Ewerton, sendo marcado autogolo do jogador sportinguista. Cria-se um momento de expectativa, onde Cosme Machado acaba por dar golo à equipa visitante.

O Sporting continuava a equipa atacante e, com mais um elemento em campo, devido a expulsão de Aderlan Silva, acaba por chegar novamente à vantagem por Montero, que, do lado direito da área de Pedro Trigueira, remata rasteiro. Hugo Seco fica mal na fotografia com um erro, deixando o número dez do Sporting CP aparecer-lhe nas costas.

O jogo acabou por não ter muito mais história. Foi uma partida onde ambas as equipas lutaram pela vitória, mas em que os leões passaram no teste dos academistas.

A Figura:

Adrien Silva – o rosto da luta leonina. Marcou um golo e sempre se mostrou inconformado com o resultado, lutando sempre para levar a vitória para casa.

O Fora-de-Jogo:

Cosme Machado – Quis ser o maior protagonista do jogo, cometendo dois erros graves e tentando mostrar respeito (que não ganhou) ao longo da partida. Nota negativa para o árbitro do encontro.

Foto de Capa: Sporting CP

GD Estoril-Praia 1-3 FC Porto: Tudo não passou de um susto

fc porto cabeçalho

Numa nova etapa para o Porto, a deslocação ao terreno do Estoril esperava-se complicada. Os azuis e brancos ainda não ganhavam em casa dos canarinhos desde que estes voltaram à Primeira Liga.

E a missão de conseguir a primeira vitória parecia vir a ser difícil de se realizar mal o jogo começou. Ainda se davam os primeiros toques e já Diego Carlos marcava, a partir de um canto. Melhor início o Estoril não podia pedir. O Porto não esperava um início tão bom por parte dos da casa e, talvez por isso, demorou a encontrar-se. Mas quando se encontrou fez o que quis do jogo. Para esse domínio, muito contribuiu o golo aos 17 minutos, por Aboubakar. A defesa do Estoril encontrava-se subida e descompensada e Layun, numa grande corrida, foi até à área e assistiu o camaronês. Feito o primeiro os homens de José Peseiro tiveram as melhores oportunidades. No entanto abusavam do jogo interior, procurando entrar na área para rematar em vez de experimentar as alas. O Estoril procurou o contra-ataque, com Mattheus e Bonatini a carregarem a equipa, mas nunca assustou Casillas. A estatística mostra isso mesmo, um remate à baliza. Seria apenas uma questão de tempo até ao segundo do Porto, que chegou por intermédio de Danilo Pereira num canto.

André André selou a vitória Fonte: FC Porto
André André selou a vitória
Fonte: FC Porto

Ao intervalo, o resultado demonstrava a superioridade azul e branca, frente a um Estoril que sentiu o primeiro golo sofrido e nunca mais foi capaz de criar perigo.

A segunda parte foi de baixa qualidade. O Porto estava tranquilo no jogo e o Estoril nunca foi uma ameaça credível. Os homens de Fabiano Soares não fizeram nenhum remate digno de registo no segundo tempo. Com o jogo a indicar 3 pontos para os azuis e brancos, José Peseiro aproveitou para voltar a colocar um homem a 10, com fez em Santa Maria da Feira. Primeiro Corona no meio, com André André na direita e Varela (que entrou para o lugar de Brahimi) e depois Herrera no meio, com Varela na esquerda e Corona na direita (Peseiro não deve ter ficado satisfeito com o rendimento a 10). Veremos se esta nova táctica chegou para ficar. Se dúvidas havia sobre quem iria alcançar a vitória, elas foram dissipadas aos 80 minutos, quando André André selou o resultado.

Foram 3 pontos fáceis frente a um Estoril que pouco ou nada fez para mudar o rumo. O golo inicial dos canarinhos foi apenas um susto e um percalço que cedo foi contornado pelo Porto. José Peseiro e os adeptos voltam a ver o Porto com a raça que se era exigida.

A Figura:

Layún- Nunca teve falhas graves, deu o mote para a reviravolta, fez duas assistências. Foi um dos que impulsionou a equipa.

O Fora-de-Jogo:

Héctor Herrera- Continua sem deslumbrar na equipa do Porto. Cumpre mas não acrescenta nada ao jogo.

Foto de capa: FC Porto

Australian Open 2016: De Misaki Doi a Serena Williams

cab ténis

Serena Williams e Angelique Kerber defrontaram-se este sábado na final do Australian Open 2016. A norte-americana e a alemã entraram em campo com perspetivas completamente diferentes: Serena tentava conquistar o 22.º título do grand slam e igualar a mítica Steffi Graf; por sua vez, Kerber tentava ganhar um major pela primeira vez na sua carreira. Por tudo isto, eram poucos, incluindo eu próprio, os que esperavam uma final equilibrada e muito menos o desfecho que viria a ter.

Serena Williams, como seria de esperar, entrou melhor; ganhou o primeiro jogo de serviço em branco e dispôs de 15-30 no serviço da adversária. No entanto, Kerber reagiu e, aproveitando um jogo em que Williams só colocou um primeiro serviço, fez o break, colocando-se, desta forma, a vencer por 3-1. A alemã, que no primeiro set cometeu apenas três erros não forçados, ainda permitiu que Serena igualasse a três, mas haveria mesmo de vencer o primeiro set por 6-4. Nota para a baixa percentagem de primeiros serviços de Kerber (45%) e para os 23 erros não forçados da campeã norte-americana.

Na segunda partida, Serena subiu o nível do seu jogo e cortou nos erros (passou de 23 para apenas cinco) e aumentou a percentagem de pontos ganhos no segundo serviço (38% para 60%). A norte-americana, aproveitando um jogo menos bem conseguido da alemã (duas duplas faltas no mesmo jogo), adiantar-se-ia no marcador e acabaria por vencer a segunda partida por 6-3.

Kerber foi contra todas as previsões e venceu o Australian Open 2016. Fonte: Australian Open
Kerber foi contra todas as previsões e venceu o Australian Open 2016.
Fonte: Australian Open

O terceiro e decisivo set ficou marcado por uma autêntica montanha russa de emoções. A alemã entrou melhor e rapidamente fez o break (em branco), colocando-se, assim, a vencer por 2-0. Williams respondeu prontamente e devolveu o break de atraso igualando a partida a dois jogos. Depois, e naquele que para mim foi o momento decisivo do encontro, Kerber, apesar de ter “desperdiçado” quatro break points, conseguiu fazer o break (sexto jogo do terceiro set) e estava a um pequeno passo de ser a primeira alemã a vencer um grand slam no século XXI. Serena, porque é uma grande campeã e nada apagará isso, reagiu e ainda conseguiu reduzir para 5-4. Finalmente, e porque a espetacularidade do ténis é isto mesmo, Kerber conseguiu quebrar novamente o serviço de Serena Williams, fechando o encontro por 6-4, e conquistar, desta forma, o seu primeiro título de um major.

Na vertente tática, é de destacar a esquerda cruza de Kerber e a direita paralela de Serena Williams. De resto, as subidas à rede de Serena sobre a direita da alemã carecem de uma explicação lógica, no meu entender; os 47% de sucesso quando subia a rede demonstram isso mesmo. A capacidade defensiva de Kerber, que lhe é característica, fez também a diferença.

Kerber, que poderia ter ido para casa logo na primeira ronda (a alemã salvou um match point frente a Misaki Doi), acaba mesmo por conquistar o Australian Open 2016 contra todas as previsões. Em setembro, tinha sido Roberta Vinci a provar ao circuito que tudo era possível. Hoje foi a vez de Angelique Kerber voltar a fazê-lo. A vitória de Kerber volta a demonstrar a todo o circuito que, por mais difícil que possa parecer, não há impossíveis. Para terminar, uma nota para o excelente comportamento de Serena Williams, que, apesar da derrota, demonstrou sempre um enorme fair play.

 Foto de capa: Australian Open

Quase cem/sem golos de Torres

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cab la liga espanha

Quase cem golos levam Fernando Torres ao serviço do Atlético de Madrid, ainda que, esta época, estejamos quase sem golos de Torres. Há quatro meses, a 19 de setembro, frente ao Eibar, fez o seu golo número 99, mas o número cem continua sem chegar. Desde aí, Torres já participou em 19 partidas, mas parece ter ficado emperrado ali à beira da centena.

Nos jogos seguintes à deslocação a Eibar, a possibilidade de o avançado espanhol atingir a marca histórica dos três dígitos estava no pensamento de toda a gente, mas, entretanto, a espera já começa a cansar. Imagino que Torres até já tenha esquecido os festejos que ensaiou para o seu centésimo golo, que aquela camisola interior que se tinha preparado para exibir já esteja desbotada de tantas vezes ter sido utilizada sem poder ver a luz do dia, e que aquela placa comemorativa que o clube tinha pensado em entregar ao jogador já esteja cheia de pó.

Aliás, depois de tantas vezes perguntar “Quando será que Torres vai marcar o centésimo golo?”, já há quem pergunte “Será que o vai marcar?”. É que Torres termina contrato no final da época e o clube não parece disposto a propor-lhe a renovação. Pode parecer ingrato por parte do Atlético, mas a verdade é que este não é o El Niño que apareceu na equipa principal há 15 anos. Esse entrou de rompante e fez 91 golos em seis épocas, à média de 15 golos por ano, na capital espanhola. Este Fernando Torres que vemos agora fez seis golos na época passada e apenas dois nesta.

Torres faz o seu 99.º golo pelo Atlético de Madrid  Fonte: Facebook Oficial do Atlético de Madrid
Torres faz o seu 99.º golo pelo Atlético de Madrid
Fonte: Atlético de Madrid

Os adeptos estão divididos quanto à continuidade ou não do jogador. Sabem que o rendimento do avançado está abaixo do que é exigido, mas, por outro lado, é impossível ignorar o facto de Torres ser uma lenda viva do clube. E esse é, a meu ver, o grande problema. As lendas são para estar nos museus e nas histórias que os avós contam aos netos; não para ficar sentadas no banco de suplentes ou para estar quatro meses sem marcar um golo. Imagino uma criança que veja o brilho nos olhos de alguém mais velho ao descrever aquele dia de junho de 2001, em Albacete, em que um miúdo de 17 anos, a quem chamavam El Niño, entrou para marcar o golo da vitória. Depois, a criança vê aquele tipo sentado no banco de suplentes e deve achar que há algum engano.

Seria bem mais fácil se os grandes jogadores se retirassem quando ainda estão no topo. Zidane, por exemplo, saiu quando tinha acabado de ser um dos melhores jogadores do Mundial 2006 e deixou-nos a todos a desejar que ainda continuasse por, pelo menos, mais um aninho. Se Torres e outros, como Casillas, se tivessem retirado há uns anos, hoje todos diríamos: “Que pena terem abandonado tão cedo!”. Assim, quando se reformarem, respirarei de alívio: finalmente poderei dizer ao meu filho que Torres era um avançado incrível e que Casillas defendia tudo, sem correr o risco de ele achar que estou maluco.

Foto de capa: Facebook Oficial de Fernando Torres

Já não chega de guerras?

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sl benfica cabeçalho 2Ao que tudo indica, André Carrillo, médio Peruano de 24 anos que tem contrato com o Sporting até ao final da presente temporada, acaba de rubricar um contrato com o Sport Lisboa e Benfica válido por cinco temporadas. Os seguidores do campeonato Português conhecem bem o “filme” em que este jogador foi protagonista.

Agora, pergunto-me, para que serve esta contratação? Como é sabido, vive-se um clima de guerra entre a Luz e Alvalade, onde se podem ver semanalmente acusações feitas de um lado e de outro, com o principal objectivo de descredibilizar as duas instituições que alimentam esta guerra. Carrilho é neste momento mais “lenha” para uma fogueira que arde desde o início da época.

A turma orientada por Rui Vitória possui extremos a mais. Basta fazer contas, e rapidamente nos deparamos com o excesso de jogadores para esta posição. Sálvio, que está prestes a voltar, Pizzi, Gaitán, Carcela, Gonçalo Guedes e Cervi, que chega no final da época. Ao todo são seis jogadores para ocupar apenas duas posições, passando a ser sete com a chegada de André Carrilho.

Mesmo que os dirigentes da Luz estejam a contar com a saída de Gaitán no final da temporada continuamos a ter um excesso de jogadores para as alas encarnadas. Afinal para que serve esta contratação? Para alinhar na equipa B? Não me parece! Para haver um suplente muito bem pago? Talvez. Apesar de achar que Carrillo tem muita qualidade, penso que não vem acrescentar nada ao plantel encarnado; apenas acrescenta mais um ordenado ao final do mês.

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Se é para receber um ordenado e nem sequer ter espaço no onze, bem podia ter assinado por outra equipa qualquer
Fonte: Facebook de André Carrillo

Desagrada-me a ideia de que apenas assinou com o Benfica motivado pela forma como foi tratado em Alvalade, e também fico triste pelo facto de o Benfica ter aproveitado este mal-estar do jogador para efectuar uma “vendeta” para com a equipa verde e branca. Sempre me orgulhei de apoiar uma instituição que ganha os seus duelos dentro das quatro linhas, que não precisa de jogadas de bastidores para levar os seus adversários como vencidos, coisa que esta contratação não reflecte.

Outra coisa que me deixa profundamente triste é a picardia que os adeptos benfiquistas estão a realizar com esta contratação. O Benfica não é isto. Para mim, Carrillo nunca será um de nós; será sim um renegado de Alvalade, um jogador sem carácter, alguém que se vende por “uns trocos”, coisa que faz com que as equipas percam a sua mística e identidade: basta olhar para o Porto de hoje em dia.

Depois de tanto se falar na aposta na formação como forma de reduzir as dívidas do clube, o Sport Lisboa e Benfica volta a contratar jogadores de “luxo”, jogadores que nada vão acrescentar à equipa. Espero que isto tudo seja uma jogada premeditada, tendo em vista a venda de um ou mais extremos do Benfica, porque, se não o for, voltamos à política de comprar jogadores às três pancadas, coisa que só vai contribuir para a degradação desta grande instituição, que dá pelo nome de Sport Lisboa e Benfica. Como foi dito por vários dirigentes e figuras internas do nosso clube, nenhum nome é maior que o Benfica, por isso não façam de Carrillo um “Deus”, só porque trocou Alvalade pela Luz.

O reerguer de um bicampeão

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sl benfica cabeçalho 2A 25 de Outubro de 2015, quando Carlos Xistra apitou pela última vez, o Benfica perdia no Estádio da Luz por 3-0 – a primeira derrota interna e caseira em três anos e meio (2-3, frente ao FC Porto) –, numa cruel confirmação do desfecho natural e inevitável da pré-época, promotora da impreparação física e mental do plantel, incapaz de responder satisfatoriamente às exigências de um novo paradigma. Na altura, poucos de nós – e nenhum dos outros – acreditavam ser ainda possível reverter tal situação. A época adivinhava-se um longo calvário e, como é da praxe, a contestação subiu de tom.

Não compreendo – por não saber como –, ainda hoje, o périplo de Verão pelas Américas, pois, feitas bem as contas, julgo manterem-se ausentes argumentos capazes de sustentar tal opção e tamanhos erros de avaliação. A partir do zero (ou um pouco mais abaixo), lentamente, com muitas doses de trabalho e humildade, o Benfica, forçosamente refém de ideias com seis anos, foi-se libertando; melhor ainda, foi-se reinventando. O principal obreiro é, está claro, o treinador Rui Vitória. Admito-o sem tabus: confiando nas suas capacidades técnicas, cheguei a duvidar da sua resistência para suportar a pressão, perante as crescentes dúvidas dos adeptos, depois da eliminação na Taça de Portugal e do anunciado abandono precoce na luta pela revalidação do título de campeão.

Rui Vitória nem sempre acertou. No entanto, revelou nos momentos difíceis aptidões que os homens inteligentes e bons detêm: admitiu o erro, com humildade, e corrigiu-o, com trabalho. Na forma, engrossou o tom, descendo quando necessário a patamares que, acredito piamente, fez por evitar conhecer, dando lições de educação e respeito a alunos e mestres; no conteúdo, recolocou, lançou e recuperou individualmente, ganhando para si o colectivo, que, tal como foi possível ver e confirmar na última dezena de jogos, devolveu ao Benfica – e após um interregno de quatro meses – o estatuto de melhor equipa a praticar futebol em Portugal; alegre e confiante. Assim, é tempo de afirmar, com elevado grau de certeza, sem receios pelo passado e com confiança pelo futuro, que o Benfica tem todas as condições – dentro e fora do campo – para voltar a ser campeão, aliás, para ser tricampeão.

A missão de Rui Vitória nunca foi fácil. Com meio caminho percorrido, o treinador está a corresponder às expectativas Fonte: SL Benfica
A missão de Rui Vitória nunca foi fácil. Com meio caminho percorrido, o treinador está a corresponder às expectativas
Fonte: SL Benfica

Curiosamente, Rui Vitória utiliza o mesmo grupo de jogadores que, no início desta história, se arrastava pelos relvados de Estados Unidos e México; que foi goleado por 3-0, em plena Catedral. O treinador arregaçou as mangas, reverteu o caos que se instalara e potenciou o talento de Gaitán e Jonas; a adaptação de Carcela, Raul Jimenéz e Mitroglu; a recuperação de Fejsa e Talisca; a experiência de Júlio César e Luísão; a qualidade de Nelson Semedo; a raça de Gonçalo Guedes; a eficiência de Pizzi; a polivalência de André Almeida; a competência de Lisandro López e Samaris; e, sobretudo, a aposta em Renato Sanches. Em resumo, e para já, Rui Vitória (com apenas 45 anos) está a realizar um excelente trabalho ao serviço do Benfica.

Falta, porém, deixarmo-nos de retóricas. Devemos continuar a confirmar, a cada momento do jogo, que o Benfica é melhor que o adversário. Na verdade, sem títulos, toda esta análise ficará retida numa dialéctica circular que, pese os dados disponíveis, concluir-se-á como completamente inútil. Chegar ao primeiro lugar é, por isso mesmo, forçosamente urgente – é proibido escorregar nas próximas jornadas. Como habitualmente, o papel dos sócios e adeptos será fundamental. O apoio em Moreira de Cónegos, em partida para a Taça da Liga, disputada em dia de semana, revelou o aumento significativo dos índices de confiança no universo benfiquista, que nasce no relvado e chega ampliado até às bancadas. O mundo sabe que o Benfica – e quando os benfiquistas se unem e movem – nunca encontrará rival neste nosso Portugal.

Da minha parte

Jamais abdicarei, nesta fase, de dar o meu contributo através dos meus textos, fazendo o que sempre fiz em contextos de análise e opinião: a defesa do Benfica. Por isso, continuarei a recordar, daqui até à lua, as pressões a que a classe da arbitragem foi sujeita, desde o início desta época, infligidas por Bruno de Carvalho, presidente do Sporting, e outros elementos ligados ao clube; continuarei a recordar as agressões de Slimani, autor de uma excelente temporada, mas que, de facto, agrediu Samaris no derby (e outros sem coragem ou interesse em o denunciar), tal como Hulk e Sapunaru agrediram, de facto, funcionários ligados à segurança do Estádio da Luz, naquele tristemente célebre túnel, sendo, posteriormente, alvos de inquérito e suspensão. Não será, logicamente, o argumentário oco dos heróis de capa e espada das redes sociais, feito por insultos – ou exigências que se marque um penalty contra o Benfica, exista ou não – a me demover, ou sequer a alterar a realidade.

Entendo perfeitamente o ponto de vista sportiguista. Compreendo, que na fuga para a frente se misture a perseguição obsessiva e complexada que Bruno de Carvalho faz ao Benfica, como eixo programático da sua presidência –  utilizando as hipócritas questões dos vouchers ou das alegadas dez (!) agressões no derby (casos naturalmente arquivados) –, com o resto, que, bem espremido e por muito que custe, não é mais que a correcta interpretação e cumprimento das leis do jogo.

Espero, obviamente, que tudo se decida dentro das quatro linhas (e golos dentro das balizas). É por isso que não confundo alhos e bugalhos, tal como não confundi, bem recentemente, o Sporting com o seu “vice” Paulo Pereira Cristóvão, mais as suas tácticas para contornar, de vez, um jejum que, solidariamente imagino, não deverá ser fácil atravessar. Para ganhar, tem de se trabalhar mais e melhor que os outros, de acordo com regras que a todos têm de ser comuns; e é na própria casa que se manifesta essa competência.

Foto de Capa: SL Benfica