Pedro Neto foi associado a uma transferência, mas sempre se mostrou interessado em continuar no Chelsea. Extremo vai reavaliar futuro.
Pedro Neto foi associado a uma transferência neste mercado de verão, já finalizado, com o Manchester City a ser apontado como interessado no extremo. Ainda assim, garante o TEAMtalk, o objetivo do português sempre passou por uma continuidade no Chelsea.
O internacional português quer conquistar um lugar de jogador importante para Xabi Alonso e foi com essa motivação que arrancou a época. Em janeiro, mediante a utilização – que, até agora, tem sido regular – o jogador irá avaliar o futuro.
Pedro Neto tem sido importante no Chelsea, maioritariamente a jogar a partir do corredor. O extremo de 26 anos foi utilizado nos três jogos dos blues esta época e marcou um golo.
🚨 Pedro Neto remains committed to Chelsea despite summer interest from Liverpool, Manchester City and other Premier League clubs.
The 25-year-old never pushed to leave and wants to prove he can become a key player under Xabi Alonso.
O Borussia Dortmund foi ao terreno do Hoffenheim vencer por três bolas a duas, num encontro da segunda jornada da Bundesliga.
O Borussia Dortmund venceu o Hoffenheim durante a tarde deste sábado, num encontro da segunda jornada da Bundesliga. Leon Avdullahu abriu o marcador para a equipa da casa, perto do intervalo, aos 45′. Tim Lemperle aumentou a vantagem, aos 54′.
Serhou Guirassy começou a recuperação, reduzindo para 2-1, aos 61′. Fábio Silva estabeleceu o empate, aos 66′, depois de fazer uma progressão com a bola e rematando cruzado. Albian Hajdari fez um autogolo e deu a vitória ao Borussia Dortmund, aos 86′.
Com esta vitória, a formação de Niko Kovac passa a somar seis pontos e é um dos emblemas que lidera a Bundesliga. A turma de Christian Ilzer ainda não sabe o que é pontuar, estando na 15.ª posição. Fábio Silva foi suplente utilizado, saltando do banco, aos 62′.
Eis os resultados dos jogos das 14h30:
Werder Bremen 3-1 RB Leipzig
Hoffenheim 2-3 Borussia Dortmund
Bayer Leverkusen 4-0 Union Berlin
Borussia Monchengladbach 3-4 Elversberg
Paderborn 0-1 Friburgo
🚨🇩🇪 | GOAL: FABIO SILVA HAS EQUALIZED FOR BORUSSIA DORTMUND! WOW!
O FC Porto derrotou o Moreirense por 2-1 no Estádio do Dragão. Fica com o meu relatório tático do encontro da 5.ª jornada da Primeira Liga.
O FC Porto recebeu e venceu o Moreirense por 2-1, na 5.ª jornada da Primeira Liga. Segue o meu relatório tático dedicado à análise do encontro, com foco na identificação dos principais comportamentos coletivos e individuais apresentados por ambas as equipas ao longo do jogo.
Relatório Tático– FC Porto x Moreirense
1. Moreirense
Organização defensiva / Transição defensiva
Estrutura: 5-2-3 em bloco médio/baixo, procurando proteger a largura e a profundidade, bem como limitar as ligações interiores do FC Porto, sobretudo através do controlo da dinâmica do terceiro homem e do homem livre.
Primeira linha de pressão: Alexandre Duville, Manuel Mendonça e João Veloso formavam a primeira linha de pressão, com Manuel Mendonça e João Veloso a posicionarem-se mais por dentro para controlar simultaneamente os centrais e as linhas de passe para Alberto Costa e Francisco Moura.
Orientação da pressão: Manuel Mendonça e João Veloso procuravam saltar na pressão aos centrais ou aos laterais do FC Porto de acordo com o lado da bola, procurando fechar simultaneamente a linha de passe exterior.
Gatilho de pressão: a circulação entre os centrais do FC Porto funcionava como um dos principais gatilhos. Quando a bola entrava num dos centrais, João Veloso ou Manuel Mendonça iniciavam a pressão, procurando condicionar a progressão tanto por dentro como por fora do FC Porto.
Controlo de Pablo Rosário: Alexandre Duville tinha como principal referência Pablo Rosário, posicionando-se à frente do médio do FC Porto para impedir a ligação direta. Esta orientação dificultava a participação de Pablo Rosário na ativação do terceiro homem, obrigando-o a recorrer à mobilidade e a timings específicos para escapar à referência individual.
Pressão sobre os laterais: quando Alberto Costa ou Francisco Moura recebiam bola numa primeira fase, os extremos do Moreirense saltavam rapidamente à pressão, procurando evitar que o FC Porto pudesse progredir facilmente pelos corredores.
Pressão alta: em determinados momentos da primeira parte, o Moreirense organizava-se num 3+4, com Duville, Mendonça e Veloso na primeira linha e Dinis Pinto e Landerson a projetarem-se para junto dos médios Nile John e Guilherme Liberato.
Ajustamento dos médios: quando os médios interiores do FC Porto lateralizavam, ou quando o lateral recebia bola numa segunda fase de construção, o médio do lado da bola, entre Nile John e Guilherme Liberato, podia abandonar momentaneamente a estrutura interior para saltar à pressão no corredor. O objetivo era encurtar rapidamente sobre o portador e impedir que o FC Porto encontrasse um homem livre.
Agressividade nos duelos: o Moreirense procurava aumentar a intensidade dos duelos para equilibrar a dimensão física do FC Porto, procurando ganhar o primeiro duelo e disputar imediatamente a segunda bola. Este comportamento permitia recuperar em zonas mais avançadas ou criar condições para acelerar as transições ofensivas.
Ajuste na segunda parte: perante a maior largura assumida por Alberto Costa e Francisco Moura, Landerson e Dinis Pinto passaram a ser os principais responsáveis pelos saltos exteriores, projetando-se diretamente sobre os laterais do FC Porto e começando a desfazer a linha de cinco através dos alas.
Alteração das responsabilidades: com os alas a assumirem a pressão exterior, Manuel Mendonça e João Veloso podiam manter uma posição mais interior e maior responsabilidade sobre Kiwior e Bednarek. Desta forma, o Moreirense deixou de depender exclusivamente da saída de um dos médios para pressionar no corredor lateral.
Estrutura de pressão: esta alteração aproximava o Moreirense de uma estrutura de 3-4-3 no momento da pressão, com Landerson e Dinis Pinto projetados sobre os laterais do FC Porto e os dois médios a manterem maior controlo da zona interior.
Recuperação dos alas: após os saltos de Landerson e Dinis Pinto, era fundamental que ambos recuperassem rapidamente a linha de cinco. A projeção dos alas aumentava a agressividade da pressão exterior, mas também podia abrir espaço nas suas costas caso a equipa não conseguisse recuperar a posição defensiva.
Descrição: Moreirense numa estrutura em 5-2-3, com João Veloso e Manuel Mendonça a assumirem posições mais exteriores, praticamente como extremos, para fechar a linha de passe para os laterais e com timings específicos para saltar à pressão sobre os centrais do FC Porto. Alexandre Duville-Parsemain tinha como referência individual Pablo Rosario, posicionando-se pela sua frente para fechar a linha de passe e dificultar a dinâmica do terceiro homem, bem como o acesso ao homem livre. Na restante estrutura, o Moreirense mantinha uma linha de cinco, com Landerson a ocupar o lado esquerdo.
Organização ofensiva / Transição ofensiva
Primeira fase de construção: utilização de uma linha de três, com Kiko mais baixo junto de Gilberto Batista e Maracás, enquanto Dinis Pinto assumia uma posição mais projetada no corredor direito.
Estrutura: variação entre 3-2-5 e estruturas próximas do 3-4-3, com Landerson e Dinis Pinto a ocuparem os corredores exteriores e Manuel Mendonça e João Veloso a procurarem zonas interiores.
Duplo pivô: Guilherme Liberato e Nile John assumiam a zona central, com Guilherme Liberato a baixar mais frequentemente para apoiar a primeira fase de construção.
Mobilidade no corredor esquerdo: utilização de movimentos de dupla largura entre João Veloso e Landerson, permitindo alternar a ocupação do corredor e criar diferentes linhas de passe, mediante também o tempo que William Gomes demorava a reposicionar-se no 5-4-1.
Transições rápidas: procura frequente das transições rápidas para os jogadores mais avançados, sobretudo quando o Moreirense conseguia ganhar o duelo inicial/segunda bola.
Ataque às segundas bolas: a projeção dos três jogadores da frente, juntamente com Landerson e Dinis Pinto, permitia ao Moreirense colocar até cinco jogadores em zonas próximas da área.
Exploração dos corredores: sobretudo na primeira parte, utilização dos espaços deixados pelos laterais do FC Porto quando estes estavam projetados, procurando acelerar o jogo através dos corredores exteriores.
Fase final: utilização de Stepanovic entre linhas, procurando realizar movimentos de rutura entre os centrais do FC Porto e criar espaços através da movimentação na segunda parte.
Comportamentos-chave
Manuel Mendonça e João Veloso: posicionamento mais interior na primeira linha de pressão, permitindo controlar simultaneamente os centrais e as linhas de passe para os laterais do FC Porto.
Alexandre Duville: referência individual sobre Pablo Rosário (a marcar pela frente do médio da República Dominicana), procurando impedir que o médio do FC Porto recebesse com condições para ativar o terceiro homem.
Agressividade nos duelos: comportamento coletivo orientado para ganhar o primeiro duelo e disputar imediatamente a segunda bola com vários jogadores próximos, procurando transformar recuperações em transições rápidas.
Landerson e Dinis Pinto: projeção pelos corredores na segunda parte para assumir diretamente a pressão sobre Alberto Costa e Francisco Moura, permitindo ao Moreirense aumentar a agressividade exterior sem retirar os médios da sua zona interior.
Variação da responsabilidade no salto exterior: na primeira parte, a pressão exterior podia ser realizada pelo médio do lado da bola quando os interiores ou laterais do FC Porto ocupavam zonas exteriores; na segunda parte, essa responsabilidade passou sobretudo para Landerson e Dinis Pinto, após o FC Porto aumentar a largura dos laterais.
Recuperação após pressão: necessidade de Landerson e Dinis Pinto recuperarem rapidamente a linha de cinco após os seus saltos, evitando que a projeção exterior criasse espaços exploráveis nas costas.
Ataque rápido após recuperação: quando conseguia ganhar duelos e segundas bolas, o Moreirense procurava acelerar imediatamente pelos corredores, aproveitando a projeção dos laterais do FC Porto.
Limitações
Pressão sobre Pablo Rosário: na primeira parte, a pressão esteve muito bem controlada; na segunda parte, a maior mobilidade do médio e a sua capacidade para atrair a referência individual criaram mais dificuldades.
Pressão sobre os laterais: quando Alberto Costa e Francisco Moura passaram a receber mais abertos, as distâncias entre Manuel Mendonça e João Veloso aumentaram, dificultando a coordenação da pressão.
Espaço nas costas dos alas: a projeção de Landerson e Dinis Pinto na segunda parte aumentava a agressividade exterior, mas também exigia uma recuperação rápida para a linha de cinco após a pressão.
Exploração dos corredores na segunda parte: quando o Moreirense passou a deixar uma estrutura de 3×3 atrás, com a projeção de Landerson e Dinis Pinto para pressionar, o FC Porto encontrou mais espaço exterior para Pepê e William Gomes, aumentando as situações de cruzamento e finalização.
Bola parada defensiva: incapacidade para travar o empate, na sequência do cruzamento de William Gomes, na cobrança de um livre, para o golo de Jan Bednarek.
Descrição: Na segunda parte, Francesco Farioli alargou o posicionamento dos laterais do FC Porto para aumentar as distâncias da pressão de Manuel Mendonça e João Veloso, dificultando o controlo das linhas de passe entre central e lateral que o Moreirense procurava fechar. Em resposta, Dinis Pinto e Landerson subiram no terreno para assumir a pressão sobre os laterais do FC Porto, levando o Moreirense a aproximar-se de uma estrutura em 3-4-3.
2. FC Porto
Organização defensiva / Transição defensiva
Estrutura: 4-4-2 em pressão alta, alternando para 5-4-1 ou 5-2-3 em bloco mais baixo.
Primeira linha de pressão: Pepê e André Silva assumiam a primeira linha, procurando orientar a construção do Moreirense para o seu lado esquerdo.
Orientação da pressão: Pepê pressionava de fora para dentro, procurando condicionar a ligação entre Gilberto Batista e André Ferreira e encaminhar a construção para o lado esquerdo do Moreirense.
Bloco médio/alto: em 4-4-2, Pablo Rosário baixava para a linha defensiva como central direito, Kiwior assumia o corredor esquerdo e Francisco Moura subia para médio esquerdo.
Bloco baixo: transformação para uma linha de cinco, com Francisco Moura a regressar à posição de lateral e o FC Porto a procurar proteger melhor a última linha.
Compactação: procura de manter o bloco curto entre linhas, reduzindo os espaços para o Moreirense explorar a presença interior de Manuel Mendonça, João Veloso e dos dois médios.
Organização ofensiva / Transição Ofensiva
Construção perante o 5-2-3: utilização de diferentes movimentos de Victor Froholdt e Gabri Veiga para sair das referências defensivas e procurar os espaços exteriores disponíveis na estrutura do Moreirense.
Exploração dos corredores: os movimentos dos médios para zonas exteriores permitiam ao FC Porto atacar o espaço lateral do 5-2-3, sobretudo quando os extremos do Moreirense estavam mais concentrados por dentro.
Passe longo: utilização frequente do passe longo para Pepê e William Gomes como solução perante momentos de dificuldade para progredir pelo corredor central.
Gabri Veiga: movimentos verticais para atacar a profundidade e esticar a linha de cinco do Moreirense, obrigando Nile John a decidir entre acompanhar a movimentação ou manter a sua posição.
Laterais mais abertos: ajuste ao intervalo, com Alberto Costa e Francisco Moura a assumirem posições mais largas, aumentando as distâncias de pressão de Manuel Mendonça e João Veloso.
Exploração da largura: a maior largura dos laterais permitiu ao FC Porto criar linhas de passe exteriores e dificultar a coordenação da pressão do Moreirense.
Movimentos de fora para dentro: na primeira fase de pressão, Alberto Costa e Francisco Moura procuravam, em determinados momentos, movimentos de fora para dentro para serem solução na dinâmica do terceiro homem.
Alberto Costa: utilização de um posicionamento mais diagonal no corredor direito para criar uma linha de passe que não estivesse diretamente bloqueada por João Veloso.
Pablo Rosário: perante a marcação direta de Alexandre Duville, o médio procurava utilizar a mobilidade para escapar à referência ou, em determinados momentos, atrair Duville para libertar espaços noutros setores.
Pablo Rosário como isco: subida do médio em determinados momentos para arrastar Duville e criar condições para explorar o espaço libertado através da diagonal de Alberto Costa.
Descrição: Maior mobilidade de Pablo Rosario na segunda parte, uma das variantes introduzidas por Francesco Farioli, com o médio a subir o seu posicionamento para arrastar a marcação individual de Duville-Parsemain e, dessa forma, libertar espaços para outras soluções de passe, como a diagonal de Alberto Costa.
Comportamentos-chave
Kiwior e Bednarek: utilização dos dois centrais como principais responsáveis pela circulação inicial, procurando ter paciência para encontrar o momento certo para superar a primeira linha de pressão.
Gabri Veiga: liberdade para alternar entre movimentos exteriores e verticais, procurando manipular as referências do Moreirense.
Froholdt e Gabri Veiga: capacidade para lateralizar e retirar Nile John e Guilherme Liberato das suas posições.
Pablo Rosário: mobilidade para responder à marcação individual de Duville e participar na ativação do terceiro homem.
Alberto Costa e Francisco Moura: maior largura na segunda parte para aumentar as distâncias entre os jogadores responsáveis pela pressão exterior do Moreirense.
William Gomes e Pepê: maior influência nos corredores na segunda parte, beneficiando do espaço criado pela estrutura mais aberta do Moreirense em 3-4-3.
Gabri Veiga–Pepê: combinação entre as roturas verticais de Gabri Veiga e a ocupação exterior de Pepê, com o médio a atrair referências para dentro e a libertar espaço no corredor esquerdo.
Transição ofensiva: procura imediata dos corredores após recuperação, sobretudo quando os laterais do Moreirense estavam projetados.
Bola parada ofensiva: capacidade para aproveitar o livre de William Gomes para o golo de Jan Bednarek e restabelecer a igualdade num momento importante do encontro.
Limitações
Progressão interior: dificuldades na construção e ativação da dinâmica do terceiro homem perante o 5-2-3 compacto do Moreirense e a concentração de jogadores por dentro.
Primeira parte: menor capacidade para ganhar duelos e controlar as segundas bolas, permitindo ao Moreirense criar condições para atacar rapidamente após recuperação.
Transição defensiva: quando o FC Porto perdia a bola com muitos jogadores projetados, encontrava dificuldades para controlar os cinco jogadores que o Moreirense conseguia colocar em zonas ofensivas.
Definição no último terço: apesar da capacidade para sair da primeira pressão, o FC Porto voltou a revelar dificuldades em transformar algumas situações de progressão em último passe ou finalização.
Espaço exterior: na primeira parte, a menor largura dos laterais facilitava a pressão do Moreirense, que conseguia manter distâncias mais curtas entre o central e o lateral do FC Porto e o jogador responsável pela pressão.
Impacto competitivo
Manipulação da estrutura do Moreirense: a mobilidade de Pablo Rosário, combinada com a maior largura dos laterais na segunda parte, obrigou o Moreirense a percorrer maiores distâncias e dificultou a manutenção das suas referências.
Ajuste ao intervalo: a decisão de Francesco Farioli de alargar Alberto Costa e Francisco Moura foi determinante para aumentar as distâncias da pressão exterior do Moreirense e criar novas linhas de passe.
Exploração dos corredores: quando o Moreirense passou a deixar uma estrutura de 3×3 atrás, o FC Porto encontrou mais espaço para Pepê e William Gomes receberem e atacarem os corredores, aumentando as situações de cruzamento e remate.
Gabri Veiga como manipulador: as suas roturas verticais permitiram atrair referências defensivas para zonas interiores já numa terceira fase e libertar espaço exterior, sobretudo para Pepê.
Pablo Rosário: a capacidade para utilizar a sua marcação direta como ferramenta de manipulação permitiu ao FC Porto criar espaços noutros setores. Ao subir e atrair Duville, o médio contribuía para libertar a diagonal de Alberto Costa.
Evolução durante o jogo: o FC Porto teve maior dificuldade para controlar o jogo na primeira parte, sobretudo nos duelos e transições, mas os ajustes posicionais realizados no segundo período permitiram aumentar a largura, superar a primeira fase de pressão e encontrar mais espaço para atacar nos corredores.
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O encerramento da janela de transferências em Portugal está em destaque em mais um programa especial do Bola na Rede. Os comentários às principais incidências do mercado de verão são do Ailton Ricardo Pereira e do Dinis Jacob.
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Em vésperas da estreia na Champions League, o FC Porto recebeu o Moreirense e venceu por 2-1, num encontro em que a equipa de Moreira de Cónegos apresentou uma abordagem estratégica diferente e, de certa forma, inovadora para tentar condicionar a construção portista. Vasco Botelho da Costa preparou a sua equipa para controlar o homem livre e, através de uma estrutura em 5-2-3 num bloco médio/baixo, procurou também retirar ao FC Porto a possibilidade de explorar a profundidade. Nesse sentido, a estratégia revelou-se particularmente eficaz durante a primeira parte, período em que o FC Porto sentiu dificuldades para encontrar soluções de progressão e, por diversas vezes, teve de recorrer à bola longa de Kiwior e Bednarek para ultrapassar a primeira fase de pressão.
Nessa primeira fase de pressão, Manuel Mendonça e João Veloso assumiram um papel fundamental na estratégia do Moreirense. Apesar de serem médios de origem, os dois posicionavam-se mais abertos, praticamente como extremos, e eram os primeiros responsáveis por iniciar a pressão sobre os centrais do FC Porto. Consoante o lado da bola, era Manuel Mendonça ou João Veloso quem saltava ao central com bola, procurando condicionar a sua ação e, simultaneamente, fechar a linha de passe para o lateral.
A particularidade mais interessante desta estratégia estava na função desempenhada por Alexandre Duville-Parsemain. O jogador tinha como referência individual Pablo Rosario, procurando marcá-lo pela frente para impedir que o médio do FC Porto recebesse livremente e pudesse assumir-se como homem livre na primeira fase de construção. Ao retirar uma das principais soluções para encontrar o homem livre, o Moreirense conseguia condicionar a circulação do FC Porto e obrigava os dragões a procurar outras alternativas no processo de construção.
Descrição: Moreirense numa estrutura em 5-2-3, com João Veloso e Manuel Mendonça a assumirem posições mais exteriores, praticamente como extremos, para fechar a linha de passe para os laterais e com timings específicos para saltar à pressão sobre os centrais do FC Porto. Alexandre Duville-Parsemain tinha como referência individual Pablo Rosario, posicionando-se pela sua frente para fechar a linha de passe e dificultar a dinâmica do terceiro homem, bem como o acesso ao homem livre. Na restante estrutura, o Moreirense mantinha uma linha de cinco, com Landerson a ocupar o lado esquerdo.
Perante esta organização, o FC Porto recorreu muitas vezes ao passe longo para os corredores, uma solução que a equipa já tinha utilizado diante do Académico Viseu para ultrapassar a primeira linha de pressão. No entanto, a estrutura do Moreirense também estava preparada para limitar essa possibilidade. Com uma linha de cinco jogadores e Landerson a fechar o lado esquerdo, o espaço disponível para explorar a profundidade nos corredores era menor, o que dificultava a procura imediata das costas da última linha. Ainda assim, o FC Porto conseguiu encontrar esse espaço em alguns momentos, sobretudo com as jogavas protagonizadas por William Gomes.
O Moreirense mostrou também uma grande agressividade nos duelos, algo particularmente importante perante uma equipa portista conhecida pela sua capacidade física. A equipa de Moreira de Cónegos conseguiu ganhar vários duelos individuais e algumas segundas bolas, o que lhe permitiu transformar momentos defensivos em situações de transição. Sempre que recuperava a posse, a intenção passava por acelerar o jogo e atacar rapidamente os espaços disponíveis, com os laterais a assumirem um papel importante nesse processo.
Dessa forma, em determinados momentos, o Moreirense conseguia colocar cinco jogadores a chegar à área do FC Porto: os três elementos da primeira linha ofensiva e os dois laterais, Dinis Pinto e Landerson. A chegada dos laterais permitia aumentar o número de jogadores envolvidos na transição e, simultaneamente, criar situações de perigo no último terço. Foi precisamente numa dessas situações que surgiu o golo do Moreirense. Depois de uma boa combinação entre Landerson e João Veloso, o médio encontrou espaço para colocar a bola ao segundo poste, onde apareceu Dinis Pinto para finalizar e inaugurar o marcador aos 20 minutos.
Apesar das dificuldades para encontrar espaços em jogo corrido, o FC Porto voltou a demonstrar capacidade para encontrar soluções através da bola parada. Na sequência de um livre batido por William Gomes, Jan Bednarek apareceu na área para finalizar e restabelecer o empate aos 37 minutos.
Na segunda parte, Francesco Farioli introduziu uma alteração determinante para que o FC Porto conseguisse escapar à teia de pressão montada por Vasco Botelho da Costa. A principal mudança passou pelo posicionamento dos laterais, que começaram a ocupar zonas mais abertas no momento de construção. Ao aumentar a largura da equipa, o FC Porto aumentou também as distâncias entre os diferentes elementos da pressão do Moreirense. Como consequência, tornou-se mais difícil para João Veloso e Manuel Mendonça definir o momento exato para saltar na pressão, ao mesmo tempo que aumentava o espaço disponível entre central e lateral dos azuis e brancos.
Descrição: Na segunda parte, Francesco Farioli alargou o posicionamento dos laterais do FC Porto para aumentar as distâncias da pressão de Manuel Mendonça e João Veloso, dificultando o controlo das linhas de passe entre central e lateral que o Moreirense procurava fechar. Em resposta, Dinis Pinto e Landerson subiram no terreno para assumir a pressão sobre os laterais do FC Porto, levando o Moreirense a aproximar-se de uma estrutura em 3-4-3.
Além disso, Pablo Rosário começou a apresentar maior mobilidade, sobretudo porque tinha Duville como referência individual. Ao deslocar-se para diferentes zonas em momentos específicos, Pablo Rosario podia continuar a oferecer-se como solução de passe, mas também utilizar a marcação individual do adversário a seu favor. Ao atrair a atenção do ponta de lança do Moreirense, permitia ao FC Porto criar novas linhas de passe para o central e o lateral do lado contrário.
Perante esta nova disposição do FC Porto, o Moreirense também teve de ajustar a sua pressão. Na primeira parte, quando a bola entrava num dos corredores, era possível que um dos médios, Guilherme Liberato ou Nile John, dependendo do lado da bola, saísse da zona central para pressionar o corredor exterior, mantendo os jogadores da última linha numa estrutura de cinco. Contudo, com os laterais do FC Porto mais abertos, o Moreirense passou a adiantar Dinis Pinto e Landerson, que deixaram de permanecer na linha de cinco para pressionar diretamente os laterais do FC Porto quando estes recebiam a bola. Na prática, a equipa aproximou-se de uma estrutura em 3-4-3 no momento da pressão, com os dois alas a assumirem posições mais avançadas. Esta alteração permitiu ao Moreirense continuar a pressionar os laterais dos dragões, mas acabou por deixar mais espaço nos corredores e criar um 3×3 na última linha.
Descrição: Maior mobilidade de Pablo Rosario na segunda parte, uma das variantes introduzidas por Francesco Farioli, com o médio a subir o seu posicionamento para arrastar a marcação individual de Duville-Parsemain e, dessa forma, libertar espaços para outras soluções de passe, como a diagonal de Alberto Costa.
Foi precisamente esse espaço que o FC Porto começou a explorar com maior frequência, sobretudo através de William Gomes e Pepê. O segundo golo nasce precisamente dessa capacidade para aproveitar esse espaço nos flancos. Gabri Veiga realizou um movimento de rutura que arrastou a marcação e abriu espaço para Pepê receber no lado esquerdo com maior liberdade. Com o corredor disponível, o extremo brasileiro teve tempo para cruzar e encontrou William Gomes, que apareceu na área para finalizar e colocar o FC Porto em vantagem.
O lance resume, de certa forma, a evolução do jogo na segunda parte. O Moreirense tinha conseguido controlar o homem livre e limitar os espaços interiores na primeira parte, mas a maior largura do FC Porto obrigou a equipa a alterar as suas referências de pressão. Ao subir Dinis Pinto e Landerson para acompanhar os laterais, abriu espaços que o FC Porto conseguiu explorar através dos corredores.
Até ao final da partida, o Moreirense tentou encontrar novas soluções para voltar a colocar o FC Porto em dificuldades. Vasco Botelho da Costa procurou utilizar Stepanovic entrelinhas, com movimentos de rutura entre os centrais portistas, numa tentativa de criar dúvidas na última linha e abrir espaços para os restantes jogadores. Apesar dessa tentativa de reação, o resultado não voltou a sofrer alterações.
A partida ficou ainda marcada pelo lance entre Victor Froholdt e Guilherme Liberato, numa disputa que deixou o médio dinamarquês do FC Porto caído no relvado. Na sequência do lance, o jogador do Moreirense acabou expulso, deixando a equipa visitante em inferioridade numérica na reta final. Com este resultado, o FC Porto chega aos 15 pontos e conserva a liderança da Primeira Liga, enquanto o Moreirense mantém a 11.ª posição, com quatro pontos conquistados.
Rodrigo Lima
Relatório Tático– FC Porto x Moreirense
1. Moreirense
Organização defensiva / Transição defensiva
Estrutura: 5-2-3 em bloco médio/baixo, procurando proteger a largura e a profundidade, bem como limitar as ligações interiores do FC Porto, sobretudo através do controlo da dinâmica do terceiro homem e do homem livre.
Primeira linha de pressão: Alexandre Duville, Manuel Mendonça e João Veloso formavam a primeira linha de pressão, com Manuel Mendonça e João Veloso a posicionarem-se mais por dentro para controlar simultaneamente os centrais e as linhas de passe para Alberto Costa e Francisco Moura.
Orientação da pressão: Manuel Mendonça e João Veloso procuravam saltar na pressão aos centrais ou aos laterais do FC Porto de acordo com o lado da bola, procurando fechar simultaneamente a linha de passe exterior.
Gatilho de pressão: a circulação entre os centrais do FC Porto funcionava como um dos principais gatilhos. Quando a bola entrava num dos centrais, João Veloso ou Manuel Mendonça iniciavam a pressão, procurando condicionar a progressão tanto por dentro como por fora do FC Porto.
Controlo de Pablo Rosário: Alexandre Duville tinha como principal referência Pablo Rosário, posicionando-se à frente do médio do FC Porto para impedir a ligação direta. Esta orientação dificultava a participação de Pablo Rosário na ativação do terceiro homem, obrigando-o a recorrer à mobilidade e a timings específicos para escapar à referência individual.
Pressão sobre os laterais: quando Alberto Costa ou Francisco Moura recebiam bola numa primeira fase, os extremos do Moreirense saltavam rapidamente à pressão, procurando evitar que o FC Porto pudesse progredir facilmente pelos corredores.
Pressão alta: em determinados momentos da primeira parte, o Moreirense organizava-se num 3+4, com Duville, Mendonça e Veloso na primeira linha e Dinis Pinto e Landerson a projetarem-se para junto dos médios Nile John e Guilherme Liberato.
Ajustamento dos médios: quando os médios interiores do FC Porto lateralizavam, ou quando o lateral recebia bola numa segunda fase de construção, o médio do lado da bola, entre Nile John e Guilherme Liberato, podia abandonar momentaneamente a estrutura interior para saltar à pressão no corredor. O objetivo era encurtar rapidamente sobre o portador e impedir que o FC Porto encontrasse um homem livre.
Agressividade nos duelos: o Moreirense procurava aumentar a intensidade dos duelos para equilibrar a dimensão física do FC Porto, procurando ganhar o primeiro duelo e disputar imediatamente a segunda bola. Este comportamento permitia recuperar em zonas mais avançadas ou criar condições para acelerar as transições ofensivas.
Ajuste na segunda parte: perante a maior largura assumida por Alberto Costa e Francisco Moura, Landerson e Dinis Pinto passaram a ser os principais responsáveis pelos saltos exteriores, projetando-se diretamente sobre os laterais do FC Porto e começando a desfazer a linha de cinco através dos alas.
Alteração das responsabilidades: com os alas a assumirem a pressão exterior, Manuel Mendonça e João Veloso podiam manter uma posição mais interior e maior responsabilidade sobre Kiwior e Bednarek. Desta forma, o Moreirense deixou de depender exclusivamente da saída de um dos médios para pressionar no corredor lateral.
Estrutura de pressão: esta alteração aproximava o Moreirense de uma estrutura de 3-4-3 no momento da pressão, com Landerson e Dinis Pinto projetados sobre os laterais do FC Porto e os dois médios a manterem maior controlo da zona interior.
Recuperação dos alas: após os saltos de Landerson e Dinis Pinto, era fundamental que ambos recuperassem rapidamente a linha de cinco. A projeção dos alas aumentava a agressividade da pressão exterior, mas também podia abrir espaço nas suas costas caso a equipa não conseguisse recuperar a posição defensiva.
Organização ofensiva / Transição ofensiva
Primeira fase de construção: utilização de uma linha de três, com Kiko mais baixo junto de Gilberto Batista e Maracás, enquanto Dinis Pinto assumia uma posição mais projetada no corredor direito.
Estrutura: variação entre 3-2-5 e estruturas próximas do 3-4-3, com Landerson e Dinis Pinto a ocuparem os corredores exteriores e Manuel Mendonça e João Veloso a procurarem zonas interiores.
Duplo pivô: Guilherme Liberato e Nile John assumiam a zona central, com Guilherme Liberato a baixar mais frequentemente para apoiar a primeira fase de construção.
Mobilidade no corredor esquerdo: utilização de movimentos de dupla largura entre João Veloso e Landerson, permitindo alternar a ocupação do corredor e criar diferentes linhas de passe, mediante também o tempo que William Gomes demorava a reposicionar-se no 5-4-1.
Transições rápidas: procura frequente das transições rápidas para os jogadores mais avançados, sobretudo quando o Moreirense conseguia ganhar o duelo inicial/segunda bola.
Ataque às segundas bolas: a projeção dos três jogadores da frente, juntamente com Landerson e Dinis Pinto, permitia ao Moreirense colocar até cinco jogadores em zonas próximas da área.
Exploração dos corredores: sobretudo na primeira parte, utilização dos espaços deixados pelos laterais do FC Porto quando estes estavam projetados, procurando acelerar o jogo através dos corredores exteriores.
Fase final: utilização de Stepanovic entre linhas, procurando realizar movimentos de rutura entre os centrais do FC Porto e criar espaços através da movimentação na segunda parte.
Comportamentos-chave
Manuel Mendonça e João Veloso: posicionamento mais interior na primeira linha de pressão, permitindo controlar simultaneamente os centrais e as linhas de passe para os laterais do FC Porto.
Alexandre Duville: referência individual sobre Pablo Rosário (a marcar pela frente do médio da República Dominicana), procurando impedir que o médio do FC Porto recebesse com condições para ativar o terceiro homem.
Agressividade nos duelos: comportamento coletivo orientado para ganhar o primeiro duelo e disputar imediatamente a segunda bola com vários jogadores próximos, procurando transformar recuperações em transições rápidas.
Landerson e Dinis Pinto: projeção pelos corredores na segunda parte para assumir diretamente a pressão sobre Alberto Costa e Francisco Moura, permitindo ao Moreirense aumentar a agressividade exterior sem retirar os médios da sua zona interior.
Variação da responsabilidade no salto exterior: na primeira parte, a pressão exterior podia ser realizada pelo médio do lado da bola quando os interiores ou laterais do FC Porto ocupavam zonas exteriores; na segunda parte, essa responsabilidade passou sobretudo para Landerson e Dinis Pinto, após o FC Porto aumentar a largura dos laterais.
Recuperação após pressão: necessidade de Landerson e Dinis Pinto recuperarem rapidamente a linha de cinco após os seus saltos, evitando que a projeção exterior criasse espaços exploráveis nas costas.
Ataque rápido após recuperação: quando conseguia ganhar duelos e segundas bolas, o Moreirense procurava acelerar imediatamente pelos corredores, aproveitando a projeção dos laterais do FC Porto.
Limitações
Pressão sobre Pablo Rosário: na primeira parte, a pressão esteve muito bem controlada; na segunda parte, a maior mobilidade do médio e a sua capacidade para atrair a referência individual criaram mais dificuldades.
Pressão sobre os laterais: quando Alberto Costa e Francisco Moura passaram a receber mais abertos, as distâncias entre Manuel Mendonça e João Veloso aumentaram, dificultando a coordenação da pressão.
Espaço nas costas dos alas: a projeção de Landerson e Dinis Pinto na segunda parte aumentava a agressividade exterior, mas também exigia uma recuperação rápida para a linha de cinco após a pressão.
Exploração dos corredores na segunda parte: quando o Moreirense passou a deixar uma estrutura de 3×3 atrás, com a projeção de Landerson e Dinis Pinto para pressionar, o FC Porto encontrou mais espaço exterior para Pepê e William Gomes, aumentando as situações de cruzamento e finalização.
Bola parada defensiva: incapacidade para travar o empate, na sequência do cruzamento de William Gomes, na cobrança de um livre, para o golo de Jan Bednarek.
2. FC Porto
Organização defensiva / Transição defensiva
Estrutura: 4-4-2 em pressão alta, alternando para 5-4-1 ou 5-2-3 em bloco mais baixo.
Primeira linha de pressão: Pepê e André Silva assumiam a primeira linha, procurando orientar a construção do Moreirense para o seu lado esquerdo.
Orientação da pressão: Pepê pressionava de fora para dentro, procurando condicionar a ligação entre Gilberto Batista e André Ferreira e encaminhar a construção para o lado esquerdo do Moreirense.
Bloco médio/alto: em 4-4-2, Pablo Rosário baixava para a linha defensiva como central direito, Kiwior assumia o corredor esquerdo e Francisco Moura subia para médio esquerdo.
Bloco baixo: transformação para uma linha de cinco, com Francisco Moura a regressar à posição de lateral e o FC Porto a procurar proteger melhor a última linha.
Compactação: procura de manter o bloco curto entre linhas, reduzindo os espaços para o Moreirense explorar a presença interior de Manuel Mendonça, João Veloso e dos dois médios.
Organização ofensiva / Transição Ofensiva
Construção perante o 5-2-3: utilização de diferentes movimentos de Victor Froholdt e Gabri Veiga para sair das referências defensivas e procurar os espaços exteriores disponíveis na estrutura do Moreirense.
Exploração dos corredores: os movimentos dos médios para zonas exteriores permitiam ao FC Porto atacar o espaço lateral do 5-2-3, sobretudo quando os extremos do Moreirense estavam mais concentrados por dentro.
Passe longo: utilização frequente do passe longo para Pepê e William Gomes como solução perante momentos de dificuldade para progredir pelo corredor central.
Gabri Veiga: movimentos verticais para atacar a profundidade e esticar a linha de cinco do Moreirense, obrigando Nile John a decidir entre acompanhar a movimentação ou manter a sua posição.
Laterais mais abertos: ajuste ao intervalo, com Alberto Costa e Francisco Moura a assumirem posições mais largas, aumentando as distâncias de pressão de Manuel Mendonça e João Veloso.
Exploração da largura: a maior largura dos laterais permitiu ao FC Porto criar linhas de passe exteriores e dificultar a coordenação da pressão do Moreirense.
Movimentos de fora para dentro: na primeira fase de pressão, Alberto Costa e Francisco Moura procuravam, em determinados momentos, movimentos de fora para dentro para serem solução na dinâmica do terceiro homem.
Alberto Costa: utilização de um posicionamento mais diagonal no corredor direito para criar uma linha de passe que não estivesse diretamente bloqueada por João Veloso.
Pablo Rosário: perante a marcação direta de Alexandre Duville, o médio procurava utilizar a mobilidade para escapar à referência ou, em determinados momentos, atrair Duville para libertar espaços noutros setores.
Pablo Rosário como isco: subida do médio em determinados momentos para arrastar Duville e criar condições para explorar o espaço libertado através da diagonal de Alberto Costa.
Comportamentos-chave
Kiwior e Bednarek: utilização dos dois centrais como principais responsáveis pela circulação inicial, procurando ter paciência para encontrar o momento certo para superar a primeira linha de pressão.
Gabri Veiga: liberdade para alternar entre movimentos exteriores e verticais, procurando manipular as referências do Moreirense.
Froholdt e Gabri Veiga: capacidade para lateralizar e retirar Nile John e Guilherme Liberato das suas posições.
Pablo Rosário: mobilidade para responder à marcação individual de Duville e participar na ativação do terceiro homem.
Alberto Costa e Francisco Moura: maior largura na segunda parte para aumentar as distâncias entre os jogadores responsáveis pela pressão exterior do Moreirense.
William Gomes e Pepê: maior influência nos corredores na segunda parte, beneficiando do espaço criado pela estrutura mais aberta do Moreirense em 3-4-3.
Gabri Veiga–Pepê: combinação entre as roturas verticais de Gabri Veiga e a ocupação exterior de Pepê, com o médio a atrair referências para dentro e a libertar espaço no corredor esquerdo.
Transição ofensiva: procura imediata dos corredores após recuperação, sobretudo quando os laterais do Moreirense estavam projetados.
Bola parada ofensiva: capacidade para aproveitar o livre de William Gomes para o golo de Jan Bednarek e restabelecer a igualdade num momento importante do encontro.
Limitações
Progressão interior: dificuldades na construção e ativação da dinâmica do terceiro homem perante o 5-2-3 compacto do Moreirense e a concentração de jogadores por dentro.
Primeira parte: menor capacidade para ganhar duelos e controlar as segundas bolas, permitindo ao Moreirense criar condições para atacar rapidamente após recuperação.
Transição defensiva: quando o FC Porto perdia a bola com muitos jogadores projetados, encontrava dificuldades para controlar os cinco jogadores que o Moreirense conseguia colocar em zonas ofensivas.
Definição no último terço: apesar da capacidade para sair da primeira pressão, o FC Porto voltou a revelar dificuldades em transformar algumas situações de progressão em último passe ou finalização.
Espaço exterior: na primeira parte, a menor largura dos laterais facilitava a pressão do Moreirense, que conseguia manter distâncias mais curtas entre o central e o lateral do FC Porto e o jogador responsável pela pressão.
Impacto competitivo
Manipulação da estrutura do Moreirense: a mobilidade de Pablo Rosário, combinada com a maior largura dos laterais na segunda parte, obrigou o Moreirense a percorrer maiores distâncias e dificultou a manutenção das suas referências.
Ajuste ao intervalo: a decisão de Francesco Farioli de alargar Alberto Costa e Francisco Moura foi determinante para aumentar as distâncias da pressão exterior do Moreirense e criar novas linhas de passe.
Exploração dos corredores: quando o Moreirense passou a deixar uma estrutura de 3×3 atrás, o FC Porto encontrou mais espaço para Pepê e William Gomes receberem e atacarem os corredores, aumentando as situações de cruzamento e remate.
Gabri Veiga como manipulador: as suas roturas verticais permitiram atrair referências defensivas para zonas interiores já numa terceira fase e libertar espaço exterior, sobretudo para Pepê.
Pablo Rosário: a capacidade para utilizar a sua marcação direta como ferramenta de manipulação permitiu ao FC Porto criar espaços noutros setores. Ao subir e atrair Duville, o médio contribuía para libertar a diagonal de Alberto Costa.
Evolução durante o jogo: o FC Porto teve maior dificuldade para controlar o jogo na primeira parte, sobretudo nos duelos e transições, mas os ajustes posicionais realizados no segundo período permitiram aumentar a largura, superar a primeira fase de pressão e encontrar mais espaço para atacar nos corredores.
Rodrigo Lima
BnR na Conferência de Imprensa
Bola na Rede: A equipa do Moreirense apresentou-se num 5-2-3 em organização defensiva. Pergunto-lhe se estava à espera desta estrutura por parte do Moreirense? Por outro lado, na segunda parte, alargou mais o posicionamento dos dois laterais, com o próprio Pablo Rosário a ter maior mobilidade, quer para atrair a marcação, quer para se oferecer como solução de passe. Pergunto lhe se esta pode ser uma das formas que o FC Porto pode utilizar para procurar criar dificuldades a esta primeira linha de três dos adversários?
Francesco Farioli: Na primeira parte, acho que o Vasco preparou muito bem o jogo. Não esperávamos uma abordagem como esta do Moreirense, até porque nunca a fizeram. É uma estrutura que nós enfrentamos algumas vezes, mas a interpretação do avançado HxH ao Pablo Rosário não é algo que enfrentemos muito, e demorou algum tempo até encontrarmos a melhor dinâmica. Depois de começarmos a encontrar melhor ritmo, a velocidade certa da bola, aumentarmos um pouco a precisão no passe e encontrarmos a fluidez certa, especialmente pelos flancos, acho que encontrámos maneira de entrar várias vezes e gerámos várias oportunidades. O resultado podia ter sido com mais golos, mas é o que é. A parte mais importante é o resultado. Agora, temos de nos preparar muito bem para o jogo de terça-feira, com um gigante que vem ao Dragão jogar. Da nossa parte, temos de fazer o melhor para dar aos nossos adeptos a noite que merecem.
Bola na Rede: Em organização defensiva, montou a equipa num 5-2-3, com os extremos mais por dentro, a procurar fechar as linhas de passe para o central e o lateral do FC Porto. Que papel tiveram os timings de pressão do João Veloso e do Manuel Mendonça no sucesso dessa estratégia defensiva? Por outro lado, em organização ofensiva, vimos a equipa muitas vezes posicionada num 3-2-5, com o Dinis e o Landerson projetados. Pergunto-lhe que zonas procurou explorar para criar dificuldades à organização defensiva do FC Porto?
Vasco Botelho da Costa: Do ponto de vista defensivo, viu bem. Nem sempre tivemos os melhores timings, mas a ideia passou por criarmos condições para bater HxH com a equipa do Porto, porque sabíamos que não podíamos estar HxH ao longo de todo o jogo. Portanto, partir de uma organização em bloco, em que a profundidade que nós dávamos era controlada, porque sabemos que o FC Porto está muito estimulado para jogar bolas diretas nas costas. Tivemos, portanto, de dar profundidade Q/B, de modo a conseguirmos controlar. A ideia era forçar aquele terceiro homem do Porto, com o interior a chegar ao lateral e o nosso médio a saltar fora, com uma pressão a controlar a linha de passe. Ou seja, basicamente, conseguimos controlar o homem livre e desfazemos a nossa linha por dentro, em vez de desfazer por fora. O Porto, e bem, começou a abrir os laterais e tivemos de passar a desfazer a linha mais vezes por fora, algo que até estamos estimulados a fazer. Acho que correu relativamente bem. Agora, do ponto de vista ofensivo, o Porto, ao seguir toda a gente, fez com que a nossa ideia principal passasse por aproveitar o interior a vir baixo com bola na nossa construção a três, aproveitando o espaço para o 1×1 do Duville, que é um jogador que tem alguma facilidade nesse tipo de movimentos, e conseguir jogar, a partir daí, algumas segundas bolas. Sabemos que o Porto também é uma equipa que alterna entre a pressão HxH em campo inteiro e um bloco muito bem compacto, onde os jogadores se sentem muito confortáveis a defender a sua baliza. Também tínhamos uma estratégia algo pensada que, ainda antes da expulsão, se viu ali o que nós queríamos: um jogador entre linhas a fazer uma rotura de surpresa no espaço entre os centrais do Porto. Mas depois tivemos a expulsão e acabou por ser mais complicado. Mas, lá está, acho que, no global, fizemos um jogo competente, quer do ponto de vista da mentalidade e da competitividade, quer também do ponto de vista tático. Mas, lá está, temos de continuar a trabalhar, a evoluir, e queremos ir buscar estes três pontos na quarta-feira.
O Real Madrid B venceu o Juventud Torremolinos. Sergio Martínez estreou-se pelo conjunto jovem do Santiago Bernabéu.
O Real Madrid B derrotou o Juventud Torremolinos por 2-0 durante este sábado, num encontro da segunda jornada da Primera RFEF. A partida ficou marcada pela estreia de Sergio Martínez com a camisola merengue, depois de ter sido comprado ao Racing Santander por três milhões e meio de euros.
O médio foi convocado para a partida entre o Real Madrid e o Real Bétis, mas não foi utilizado por parte de José Mourinho, que está atento ao desenvolvimento da promessa. Sergio Martínez entrou ao intervalo para o lugar de um outro destaque: Jorge Cestero. O médio defensivo abriu o marcador, do encontro.
Pol Fortuny estabeleceu o resultado final. O Real Madrid B contou com algumas promessas no seu onze inicial:
Mestre; Naasei, Joan Martínez, Mario Rivas, Lezcano; Yáñez (60’ Mesonero), Jorge Cestero (46’ Sergio Martínez), Roberto Martín; Yáñez, Pol Fortuny (87’ Manex), Leiva (60’ Ciria); Rachad (89’ Carvajal).
A Fiorentina perdeu com o Torino por 2-1 para a terceira jornada da Serie A. Pedro Gonçalves e Daniel Bragança estrearam-se.
Pedro Gonçalves e Daniel Bragança somaram este sábado os seus primeiros minutos em Itália. As entradas deram-se nos últimos 20 minutos do respetivo encontro, com Daniel Bragança a ser chamado aos 70′ e Pedro Gonçalves aos 79′.
Quanto ao jogo em si, a Fiorentina perdeu em casa com o Torino por duas bolas a uma numa partida relativa à terceira jornada da Serie A. Foi a equipa caseira quem começou a ganhar através de Matteo Pellegrino (47′), porém sofreu depois a reviravolta com golos de Rolando Mandragora (74′) e Che Adams (82′).
Com este resultado, o Torino soma os seus primeiros três pontos na Serie A 2026/27. Já a Fiorentina continua sem pontos.
O Paços de Ferreira foi ao terreno do Vianense empatar a duas bolas, num encontro da quarta jornada da Liga 3.
O Paços de Ferreira foi ao terreno do Vianense durante a tarde deste sábado empatar 2-2, num encontro da quarta jornada da primeira fase da Liga 3. Moisés Conceição deu a vantagem para a equipa da casa, aos 23′, com a resposta a surgir somente na segunda parte.
Platiny estabeleceu a igualdade, aos 60. Os castores deram a volta ao marcador, aos 83′, por intermédio de Vitinho. Quando se esperava um triunfo dos visitantes, Pedro Soares ‘estragou a festa’, marcando o 2-2, já aos 90+4′. O Paços de Ferreira consegue assim o seu primeiro ponto na Liga 3. Vítor Paneira arranca assim o seu novo desafio com um empate
A formação da Capital do Móvel passa a somar três pontos e está em décimo lugar. A equipa de Filipe Mesquita tem cinco pontos, subindo ao quinto posto.
O Penafiel goleou em casa a Académica por 4-1 para a quinta jornada da Segunda Liga e chega assim aos 10 pontos.
O Penafiel atinge a marca dos 10 pontos na Segunda Liga 2026/27, ao golear em casa a Académica por quatro bolas a uma. A partida disputou-se este sábado e foi relativa à quinta jornada do segundo escalão nacional.
Pedro Sá (36′), Davo (42′), João Pinto (57′) e Max Svensson (71′; grande penalidade) marcaram os golos da vitória do Penafiel. Três minutos depois do quarto golo, Àlex Carbonell, do Penafiel, viu o segundo amarelo e foi expulso da partida. Pedro Sá já tinha visto a cartolina vermelha direta, aos 45 minutos.
Já nos descontos, Leandro Silva reduziu a desvantagem, com golo de grande penalidade aos 90+2′ minutos. Com este resultado, o Penafiel tem agora 10 pontos na Segunda Liga 2026/27. Já a Académica encontra-se com nove pontos.
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Estes são os onze escolhidos para entrar em campo e defender as nossas cores.
Ruben Amorim respondeu às palavras de Cristian Chivu, que afirmou que o AC Milan ficou muito atrás do Inter Milão na última Serie A.
Ruben Amorim esteve presente na sala de imprensa durante este sábado, de forma a realizar a antevisão ao encontro entre o AC Milan e a Juventus. O técnico português foi questionado sobre as palavras de Cristian Chivu, treinador do Inter Milão, que recordou que deixou os rossoneri bem para trás na última edição da Serie A:
«Nada. Estou concentrado no nosso jogo. Se ganharmos amanhã, ficaremos no topo da tabela juntamente com as outras equipas. Estou focado em nós próprios, no trabalho que temos de fazer. Por isso, não tenho nada a dizer sobre isso».
O luso falou do mercado de transferências:
«Todos dão uma nota. A minha? 10. Os meus jogadores são os melhores do mundo, porque todos os que trouxemos são perfeitos para este projeto. É normal que também possamos considerar características diferentes, mas acho que precisamos de dar espaço ao Camarda. Também podemos jogar com os três jogadores, que podem ir rodando entre si. Às vezes, mudar as características dos avançados pode ajudar-nos. Não há nenhuma equipa no mundo que tenha todas as características necessárias para todas as posições ao longo de uma época. Vamos utilizar o Camarda. Depois, obviamente, depende dos jogos; se ganharmos, estará tudo bem, enquanto, se perdermos, vão surgir alguns problemas. Mas estou feliz com a minha equipa».
Ruben Amorim fez uma avaliação à equipa:
«Falo todos os dias com Cardinale e Calvelli, por isso é normal tê-los aqui. Para vocês pode não ser, mas para mim é. Estou muito satisfeito com o mercado de transferências. Temos novos jogadores de topo que nos vão ajudar durante a época, mas também no futuro. Esse é o nosso objetivo. Também quero concentrar-me na forma como o AC Milan funciona: temos todos de estar alinhados relativamente a um determinado jogador que queremos contratar. Se alguém não estiver de acordo, não contratamos esse jogador; passamos mais tempo a pensar e a garantir que a decisão que tomamos é a melhor possível. E foi assim que trabalhámos neste verão. Tomori? Tivemos um problema com o Gabbia e não sabemos quanto tempo vai durar. É um pouco como a situação do Gila durante a pré-época. Se olharmos para o nosso calendário, temos de jogar quatro partidas em dez dias, por isso quero que estejamos preparados para qualquer eventualidade. O Tomori, no entanto, é um excelente jogador; vi-o a treinar bem nos treinos. Para mim, a prioridade é a equipa e, naquele momento, achei que trazê-lo de volta ao grupo era a melhor decisão».