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Frederico Varandas traça a sua árvore genealógica no Sporting e ironiza: «O sócio deve ser masoquista ou atrasado mental»

Frederico Varandas debateu com Bruno Sá para a presidência do Sporting. Atual presidente respondeu às críticas de não pensar nos sócios.

No debate para a presidência do Sporting, que podes recordar na íntegra, Frederico Varandas e Bruno Sá debateram vários pontos do clube. O atual presidente leonino falou na história sportinguista na sua família e destacou papel dos sócios no clube.

«Em 2018, quando a direção tomou passe, havia 74 mil sócios com quotas em dia, hoje são 120 mil. O Bruno insiste na história de que o sócio é mal tratado. O sócio deve ser masoquista ou atrasado mental. São 120 mil sócios atuais e vivos. O Bruno acha que o sócio é masoquista e como o presidente o trata mal, vai fazer-se sócio. Há pessoas que se acham donas morais de amor ao clube. Eu tenho uma forma de ser como presidente, mas sou sócio e sportinguista. Há pessoas que não fazem noção do que é estar neste cargo, da pressão, do estofo que é preciso ter para aguentar a pressão diária. Fala no Sporting dos sócios, de ir ao pavilhão, de bater no peito e dizer Sporting. Isso não é ser presidente do Sporting. Sou sócio desde que nasci, o meu avô era dos sócios mais antigos do Sporting, o meu pai, o meu irmão, eu sócio desde que nasci. Atleta desde os três anos. A minha tia-avó trabalhou na ginástica, colega do professor Reis Pinto, a sobrinha era professora da ginástica, a minha prima a ginasta mais medalhada do Sporting. Não me ensina a ser Sporting. Sou sócio desde que nasci, atleta desde os três anos e sofri a minha vida toda a ver o Benfica e o FC Porto em cima. Sofri a ouvir a brincadeira de que chegávamos ao Natal, do terceiro lugar. O Bruno é da mesma geração que eu. Nunca usei isto nem estas coisas. Nestes 40 anos, sabe porque é que o sócio é feliz. Porque ganha e vê os nossos rivais abaixo, coisa que eu nunca vi. O meu pai com 71 anos nunca viu».

«O gratificante é que os sócios têm orgulho nos valores e nos títulos. Hoje chego à escola do meu filho e 2/3 dos miúdos são sportinguista. O Estádio tem 50 mil lugares e temos 120 mil sócios com as quotas em dia. Queria ter 120 mil lugares. Vendemos mais gameboxes hoje. Temos 30 mil gameboxes vendidas e 16 mil em espera porque gostam de ser maltratados e ir ao estádio perder campeonatos. Gostamos da família e dos sócios».

As eleições para a presidência do Sporting estão marcadas para o dia 14 de março. Frederico Varandas, atual presidente leonino e recandidato, e Bruno Sá são os únicos candidatos.

Bruno Sá compara Frederico Varandas a José Sócrates e lamenta: «Tenho receio de ser a Troika do Sporting»

Bruno Sá debateu com Frederico Varandas para a presidência do Sporting. Candidato ao posto comparou o atual dirigente a José Sócrates.

No debate para a presidência do Sporting, que podes recordar na íntegra, Bruno Sá e Frederico Varandas debateram vários pontos do clube. O candidato ao lugar de dirigente comparou Frederico Varandas a José Sócrates.

«A minha preocupação, e o Frederico diz bem, as nossas AG’s não têm possibilidade de debater ideias. Exijo preocupação. Tenho receio de ser a Troika do Sporting. O Frederico faz-me lembrar uma pessoa que esteve no governo, empurrava tudo com a barriga e tivemos de chamar a Troika. Se contabilizarmos 28 anos a juros, falamos de um passivo de 900 milhões de euros. Continue a ofender-me, é a forma de fazer quando não tem razão. Não conseguiu justificar. Entrada de capital externo na SAD? Quero esclarecer, é a oportunidade de perguntar a Frederico Varandas, nas AG ninguém fala. Sobre capital estrangeiro, para mim é óbvio, tem de passar pelos sócios. Falou da possibilidade do Chelsea, não fala nem esclarece. Para mim é claro, nunca vender a maioria da SAD, entrada de capital minoritário, teria de passar pelos sócios. A decisão é dos sócios. Não esclarece, não é transparente, não desmente. A dívida é maior, quer dizer que vai entrar capital estrangeiro, não disse que era a maioria. Serei também presidente da SAD».

As eleições para a presidência do Sporting estão marcadas para o dia 14 de março. Frederico Varandas, atual presidente leonino e recandidato, e Bruno Sá são os únicos candidatos.

Eficácia na primeira parte, resistência na segunda | Estugarda 1-2 FC Porto

Na deslocação à Alemanha, o FC Porto venceu o Estugarda por 2-1 na primeira mão dos oitavos de final da Liga Europa, conquistando uma vantagem importante num duelo exigente fora de casa.

Farioli promoveu uma verdadeira revolução no onze inicial em relação ao duelo com o Benfica no Estádio da Luz, alterando oito peças. Thiago Silva, Fofana, Zaidu, Rosário, Mora, Borja, Moffi e William Gomes foram as novidades na equipa portista para a deslocação à Alemanha.

Os primeiros 20 minutos da partida decorreram como se perspetivava. A jogar em casa, o Estugarda entrou mais forte e assumiu o controlo territorial, passando largos períodos instalado no meio-campo do FC Porto. A equipa alemã procurou criar perigo sobretudo através de cruzamentos, remates de meia distância e lances de bola parada, mas sem conseguir criar ocasiões verdadeiramente flagrantes.

Apesar dessa pressão inicial dos visitados, os dragões mostraram-se eficazes no momento certo. À passagem do minuto 21, e praticamente na primeira oportunidade clara de que dispuseram, os azuis e brancos silenciaram o estádio do Estugarda. Moffi, avançado recém-chegado ao clube, foi o protagonista ao finalizar com um remate mortífero que colocou o FC Porto na frente do marcador.

O golo alterou o rumo do encontro. A partir desse momento, o FC Porto cresceu no jogo e começou a apresentar o seu futebol com maior frequência. Pouco depois, o próprio Moffi voltou a estar perto de marcar, obrigando Alexander Nubel a uma intervenção de grande nível.

O ascendente portista acabaria mesmo por traduzir-se em novo golo ao minuto 27. Rodrigo Mora fez o segundo após mais uma recuperação alta da equipa portuguesa, desta vez com Zaidu a ganhar a bola e a assistir para a finalização do jovem médio.

Num encontro taticamente muito rico e marcado por grande intensidade — quase uma “prata da casa” das duas equipas — o Estugarda ainda encontrou forma de reentrar na partida antes do intervalo. Já perto da saída para os balneários, Deniz Undav reduziu a desvantagem e voltou a lançar incerteza no resultado.

Com o resultado em aberto ao intervalo, tornou-se clara a ideia de Sebastian Hoeness para a segunda parte: aumentar a pressão sobre a saída de bola do FC Porto e tentar colocar os médios portistas — sobretudo Rosário e Fofana — em permanente desconforto. A equipa alemã subiu linhas e procurou condicionar a primeira fase de construção dos dragões, obrigando-os a jogar mais direto e com menor controlo do encontro.

Perante esse cenário, Farioli optou por reforçar o meio-campo e introduziu Froholdt aos 60 minutos, retirando Rodrigo Mora. A alteração procurava dar maior capacidade de resistência no centro do terreno, mas acabou também por ter um efeito colateral: empurrou a equipa portista para zonas mais recuadas do campo.

Esse recuo acabaria por favorecer o Estugarda, que passou a controlar grande parte da segunda metade. O FC Porto criou muito pouco ofensivamente e viu os alemães aproximarem-se do empate em diversas ocasiões. Houve ainda um golo dos visitados que viria a ser anulado, além de várias intervenções seguras de Diogo Costa que ajudaram a manter a vantagem portista.

Mais uma vez, Farioli demonstrou alguma cautela excessiva a jogar fora de casa quando está em vantagem. A equipa recuou linhas, baixou o bloco e passou a esperar por um momento de contra-ataque ou de ataque rápido para tentar matar o jogo.

Ainda assim, e apesar da vitória importantíssima nesta deslocação à Alemanha, os azuis e brancos voltam a expor uma certa fragilidade na forma como gerem os jogos quando estão na frente do marcador. Desta vez resultou, é verdade, mas numa competição com tanta qualidade e exigência, esta estratégia pode revelar-se perigosa.

Frederico Varandas revela situação financeira do Sporting e explica aumento do passivo: «O Sporting hoje tem 0 incumprimentos»

Frederico Varandas debateu com Bruno Sá para a presidência do Sporting. Atual presidente revelou a situação financeira do clube.

No debate para a presidência do Sporting, que podes recordar na íntegra, Frederico Varandas e Bruno Sá debateram vários pontos do clube. O atual presidente leonino fez um resumo da situação financeira dos leões.

«São factos e resultados, se são elogiosos ou não, os sócios dirão. Daqui a umas horas, os sócios dirão de sua justiça. Mais um ano de resultados líquidos positivos, nas seis épocas preparadas do início ou fim, tivemos lucro em cinco. Não tivemos uma, nenhum clube teve, foi no ano da pandemia. Essa é a nossa linha. É importante garantir a sustentabilidade do Sporting, que não o possamos pôr em risco por uma conquista ou um título. Apresentámos lucro num valor acumulado de 82 milhões de euros. Não é fácil encontrar na Europa algo semelhante. No passivo, têm falado. O Sporting aumentou o passivo de forma estratégica. Era o momento de o fazer. Tínhamos duas vias para governar o Sporting. Nos 16 anos antes de chegarmos ao Sporting, não houve investimento no Sporting. Viu-se o resultado, não só desportivo, mas na degradação de património e infraestruturas. A partir de 2018, de forma comedida e possível, primeiro equilibrar as contas e depois investindo, investimos com capitais próprios na academia, no polo universitário e no Estádio. Os resultados estão à vista. O que foram 16 anos sem investimento e sete com investimento. Para o Sporting continuar a investir e a ser competitivo, ou continuávamos com capitais próprios – com receita para investir, receita operacional ou venda de jogadores – ou podíamos financiar-nos. O Sporting goza de uma credibilidade financeira, dita pelas agências de rating, altamente credível. Foi assim o acordo de 225 milhões de euros, um empréstimo onde lançámos dívida a 28 anos. Investimos para outra dimensão, era o momento cirúrgico para o fazer. O mercado deu razão ao Sporting. O Sporting teve procura 9X mais, de 2 mil milhões que quiseram investir no Sporting, investidores de referência. Fomos ao mercado, assessoria da JK Morgan, e o crédito de risco foi avaliado e significa que o Sporting é credível e os investidores queriam mais dívida. Apresentámos um plano estratégico com mais de 100 páginas. Com este investimento, o Sporting dobrará as suas receitas em 10 anos. Com o Alvaláxia, hoje a receita é 0. Fizemos a aquisição do espaço. Vamos promover um espaço chamado José Alvalade, que vai pôr o Sporting noutro patamar, com Alvaláxia, espaços de restauração, lojas físicas, museu de outra geração e toda uma interação. Vão ser detalhados brevemente. Estes 225 milhões de euros são confortáveis. A receita que vai ser gerada pelos investimentos vai pagar confortavelmente os custos do empréstimo».

«Disse que tínhamos um passivo de 200 milhões e agora é de 500 milhões de euros. Há um pormenor que o Bruno não percebe. Quando chegámos em 2018, o Sporting tinha 50 milhões em incumprimento, 40 milhões desses a clubes e jogadores fora do fair-play financeiro. Para o Bruno, dívida é só dívida. Existe dívida corrente, incumprida e a longo prazo. O Sporting tem uma dívida estruturada. O Bruno é um grande sportinguista, um grande empreender e tem noção das regras, mas quem faz este rating, as melhores agências do mundo, consideram o Sporting um projeto sólido. É de tremenda ignorância o que está a dizer. Não é igual. Houve um pedido de insolvência quando chegámos. O Sporting hoje tem 0 incumprimentos. O passivo duplicou para duplicarmos as receitas. Vamos às dívidas. Sabe quais os fornecedores de que estamos a falar? O aumento deve-se à compra de jogadores, a investimentos. Isto vai ser linguagem corriqueira. Sabe o que interessa no balanço da empresa? Ativo contra passivo. Estou a esclarecer os sócios. Passivo: aumentámos o passivo investindo. Sabe qual o valor do plantel do Sporting em 2018? 148 milhões de euros. Era o ativo do Sporting. Hoje é 470 milhões de euros, o plantel. Tenho de explicar os factos. O Sporting está confortável com este passivo, o ativo triplicou».

«Disse que o Sporting cresceu do ponto de vista comercial. Em 2018, as receitas de negócio do Sporting eram 42 milhões, hoje 75 milhões. Crescemos 78%, mas diz que comercialmente não estamos muito bem. Merchandising eram cinco milhões de euros, hoje 17 milhões. Loja verde online em 2018 eram 500 mil euros, hoje quatro milhões. Oito vezes mais. Por isso eu tenho de falar mais. Tenho todo o prazer e agradeço a sua candidatura por me permitir esclarecer. Isto é uma entrevista com um à esquerda e um à direita, mas devia estar mais bem preparado para as questões. A dívida aos fornecedores aumentou três vezes. Sabe porquê? Quando não se paga entra-se em incumprimento, como quando cheguei ao Sporting. A dívida aos fornecedores refere-se a compras de jogadores. Sabe o que mudou? Antes o volume de negócio do Sporting era 120 milhões, hoje é 260 milhões. Se fazia 120 milhões e agora faço 260 milhões, se calhar vou investir mais porque quero ser campeão nacional».

As eleições para a presidência do Sporting estão marcadas para o dia 14 de março. Frederico Varandas, atual presidente leonino e recandidato, e Bruno Sá são os únicos candidatos.

Castigos para todo o lado: eis todas as multas na sequência do Clássico entre o Benfica e o FC Porto

Já foi conhecido o mapa de castigos do Clássico. Muitas multas e penalizações para elementos de Benfica e FC Porto.

O Conselho de Disciplina da FPF divulgou o mapa de castigos relativo ao Benfica x FC Porto. O Clássico ficou marcado por várias altercações e conflitos, refletidos em multas e penalizações, para lá do castigo a José Mourinho.

Eis todas as penalizações:

  • Gonçalo Guimarães (assessor de comunicação do Benfica): suspensão por 23 dias e multa de 3.825 euros por ter dito «vai para o ca*****» a Lucho González, delegado do FC Porto.
  • Benfica: multa de 48.299 euros, 31.263 dos quais por artefatos pirotécnicos.
  • Duarte Nesbitt Botelho (responsável pela segurança): processo disciplinar.
  • Mário Branco (diretor geral do Benfica): multa de 1.275 euros por entrar no terreno de jogo.
  • FC Porto: multa de 9.217 euros.
  • Henrique Monteiro (diretor-executivo do FC Porto): suspensão por 15 dias e multa de 1.910 euros por insultuos contra João Pinheiro.
  • Lucho González: suspensão por um jogo e multa de 2.865 euros.

Recorde-se que, dentro de campo, o Benfica e o FC Porto empataram por 2-2, num encontro a contar para a 25.ª jornada da Primeira Liga.

Robbie Keane e a vitória contra o Braga: «Não lhes demos um minuto com a bola»

Robbie Keane falou com os jornalistas após o apito final do Ferencváros x Braga dos oitavos-de-final da Europa League.

O Braga foi derrotado por 2-0 frente ao Ferencváros, na primeira mão dos oitavos-de-final da Europa League. Após o apito final, Robbie Keane fez a análise ao encontro.

«Pôde ver-se como a equipa do Braga é boa, a forma como joga, como movimenta a bola. Os nossos jogadores tiveram um desempenho muito, muito bom. Não lhes demos um minuto com a bola, o que sempre disse ser importante. Falei com os jogadores e eles foram fantásticos. Estou orgulhoso do desempenho, mas é apenas o intervalo da eliminatória», começou o treinador dos húngaros.

«É claro que isto é especial, tendo em conta as equipas contra as quais jogamos e o seu calibre. É uma boa vitória, mas eles são uma equipa com muita qualidade. Sabemos que vai ser muito difícil fora de casa, mas criámos uma grande oportunidade para passarmos à próxima eliminatória», destacou Robbie Keane.

Vice-presidente do Benfica ataca ERC e mete mesmo a Assembleia da República ao barulho: «Há aqui uma mão invisível que o Benfica não entende»

José Gandarez, vice-presidente do Benfica, deixou críticas à ERC. Em causa, está a Benfica FM, rádio encarnada que continua sem frequência.

José Gandarez, vice-presidente do Benfica, falou no processo da Benfica FM, que ainda não tem frequência e continua a operar apenas via internet e app. Em entrevista à BTV, o dirigente encarnado deixou duras críticas à ERC, Entidade Reguladora da Comunicação, pela forma como o processo está a ser levado.

«Parece que alguém na ERC quer mesmo arranjar fundamento para impedir o projeto. Não sei o que o Benfica fez de mal, há aqui uma mão invisível que o Benfica não entende, não sabemos por que razão o faz, não tem respaldo jurídico, os órgãos reguladores têm de cumprir a lei e por isso o projeto do Benfica tem de ser deferido. Antes de o processo ser iniciado e de fazermos o investimento, não fomos loucos, vimos que estávamos de acordo com a lei. Se a ERC não o fizer, temos de esperar que a própria Assembleia da República sindique este processo e o audite, ninguém está acima da lei, entendemos que a decisão prévia é abusiva», começou José Gandarez.

«Falta de pluralismo e diversidade? É falso. Quem é o jurista da ERC que pode dizer que uma rádio de música alternativa de nicho tem mais alcance do que uma rádio que tem a marca Benfica por trás e de música mais generalista e de cariz informativo-desportivo. Não se pode ser levado a sério», concluiu o vice-presidente do Benfica.

Recorde-se que a Benfica FM teve o arranque no final de 2025, com a primeira emissão a 11 de dezembro.

Grémio de Luís Castro empata com o RB Bragantino para o Brasileirão

O Grémio de Luís Castro empatou com o RB Bragantino na quinta jornada do Brasileirão. Novo desaire do clube de Porto Alegre.

Depois da vitória sobre o Atlético Mineiro na última jornada, o Grémio de Luís Castro voltou a deixar pontos para trás no Brasileirão. Na receção ao RB Bragantino, empate por 1-1 a marcar a quinta jornada do Brasileirão.

Carlos Vinícius (7′) adiantou o Grémio na partida, mas, já depois de um golo anulado, o RB Bragantino empatou. Rodriguinho (66′) marcou três minutos depois de entrar e deixou tudo igualado na partida.

Com o empate, o Grémio chega aos sete pontos no nono lugar do Brasileirão. O RB Bragantino tem oito pontos e é quinto. Recorde-se que, nesta noite, também o Palmeiras de Abel Ferreira jogou, tendo somado uma derrota diante do Vasco da Gama.

A decisão que ninguém quer tomar: liderança e responsabilidade no banco

João Prates está na Tribuna VIP do Bola na Rede. É treinador de futebol, licenciado em Psicologia do Desporto e está no seu espaço de opinião no nosso site. O técnico de 52 anos já orientou o Dziugas da Lituânia, o Vaulen da Noruega e o Naft Maysan, do Iraque, e esteve na formação do Al Batin e Hajer Club da Arábia Saudita.

Há decisões no futebol que custam tanto como dizer a um jogador que o clube já não conta com ele. No jogo Atl.Madrid x Tottenham, da Liga dos Campeões, uma situação gerou forte discussão entre adeptos e analistas. O jovem guarda-redes Kinsky foi substituído aos 17 minutos após dois erros que resultaram em golo frente ao Atlético de Madrid.

As reações foram imediatas, muitos disseram que o treinador “matou” o jogador ao retirá-lo tão cedo da partida. Mas quem já esteve num banco sabe que o futebol, sobretudo ao mais alto nível, raramente é assim tão simples. De fora, no conforto do sofá, as decisões parecem fáceis, no banco, elas são tomadas em segundos, sob enorme pressão e com milhões de pessoas a assistir. Cada decisão pode mudar o rumo de um jogo e, muitas vezes, também o equilíbrio emocional de uma equipa.

Substituir um guarda-redes após dois erros nos primeiros minutos é duro, muito duro, pode até parecer humilhante para o jogador. Tenho a certeza que nenhum treinador gosta de tomar este tipo de decisão. Mas liderança no futebol não se mede apenas pela empatia, mede-se também pela responsabilidade.

Um treinador não gere apenas um jogador, gere uma equipa inteira, o equilíbrio emocional do jogo e o momento competitivo de uma partida onde tudo pode mudar em segundos. E há sinais que muitas vezes o público não vê, a reação do jogador após o primeiro erro, a linguagem corporal depois do segundo golo, o capitão que fala para o banco e procura respostas.

Para quem está no banco, estes pequenos detalhes são sinais importantes tais como o sentimento dos jogadores dentro do campo debaixo da pressão de de milhares de olhos. É nesse momento que surge a decisão mais difícil, manter o jogador em campo e correr o risco de o expor ainda mais, ou retirá-lo para proteger a equipa e até o próprio atleta.

Porque existe uma verdade simples no futebol. Um avançado falhar um golo esquece-se rapidamente. Um erro de um defesa custa caro. Um erro de um guarda-redes pode mudar um jogo inteiro mesmo que tenha feitos cinco defesas que salvaram a equipa. Talvez a verdadeira questão nem esteja apenas na substituição, talvez esteja na decisão inicial.

Colocar um guarda-redes que praticamente não tinha minutos numa noite de Liga dos Campeões, perante um adversário da dimensão do Atlético de Madrid, é sempre um risco. E quando um treinador assume esse risco, tem também de estar preparado para lidar com as consequências.

Mas o trabalho do treinador não termina no momento da substituição. Na verdade, aí começa outra parte fundamental da liderança, o pós-jogo. Será que o guarda-redes terá força mental para reagir a um momento tão difícil? E terá o treinador a coragem de lhe voltar a dar confiança quando ele mais precisa? Porque há decisões no futebol que custam tanto como dizer a um jogador que o clube já não conta com ele.

Treinar também é isto, assumir decisões difíceis no momento certo e depois ter a coragem de proteger, reconstruir e voltar a confiar nas pessoas. No futebol moderno fala-se muito de sistemas táticos, métricas e análise de dados. Tudo isso é importante. Mas o jogo continua a ser feito de pessoas, emoções e decisões humanas. E é por isso que o trabalho de um treinador nunca será completamente compreendido de fora.

Porque enquanto milhões analisam um jogo durante horas ou dias, quem está no banco tem de decidir em segundos sabendo que qualquer decisão pode marcar um jogador, um jogo ou até uma carreira. E talvez seja precisamente aí que se mede a verdadeira liderança no futebol.

Decisões em Gondomar: Fundão e Benfica favoritos numa ‘Final Four’ da Taça da Liga de Futsal de equilíbrio máximo

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O Multiusos de Gondomar prepara-se para receber, esta sexta-feira, as grandes decisões de acesso à final da Taça da Liga de Futsal. Após uns quartos de final impróprios para cardíacos, Eléctrico FC, AD Fundão, SL Benfica e Leões de Porto Salvo são os quatro sobreviventes que vão lutar pelo tão desejado bilhete dourado. A expetativa é de muito equilíbrio na quadra, e a aposta aponta para uma final entre Fundão e Benfica – ainda que o caminho prometa ser tudo menos um passeio.

Eléctrico x Fundão (18h00): Duelo de egos a rasar o equilíbrio

O primeiro embate coloca frente a frente duas equipas que chegam às meias-finais com os nervos testados ao limite. Na ronda anterior, ambas precisaram da “lotaria” das grandes penalidades para avançar (o Eléctrico frente ao Torreense e o Fundão frente ao Caxinas).

Nas declarações de antevisão ao canal 11, os treinadores mostraram respeito mútuo. Jorge Monteiro, técnico do Eléctrico, frisou a confiança do seu grupo para esta autêntica final, mas deixou muitos elogios ao adversário: “O Fundão traz ao jogo coisas diferentes, reforçou-se bem com jogadores novos (…) Têm boas dinâmicas e a equipa técnica é muito competente e com experiência nestes palcos”, referindo ainda a arma tática do guarda-redes subido beirão. O técnico destacou também que, para desenvolver o plano tático, a equipa tem de estar psicologicamente equilibrada.

Do outro lado, Nuno Couto, treinador do Fundão, sublinhou a exigência que os alentejanos vão impor: “O Eléctrico é muito intenso nos duelos e nós vamos ter de igualar essa agressividade positiva. Temos de ser fortes em todos os momentos e, sobretudo, não permitir superioridades numéricas”. O técnico beirão admitiu que o “favoritismo está dividido” numa partida entre duas equipas muito organizadas.

A Aposta: Perspetiva-se um jogo taticamente muito “amarrado” e de paciência, disputado palmo a palmo. Apesar da eliminatória ser extremamente equilibrada, acreditamos que o AD Fundão acabará por seguir em frente. A turma da Beira Baixa deverá conseguir superiorizar-se na gestão dos momentos críticos e garantir a passagem à final.

Benfica x Leões de Porto Salvo (21h00): Águias favoritas com o alerta vermelho ligado

​No jogo da noite, o SL Benfica entra na quadra motivado, depois de ter afastado o combativo Rio Ave nos quartos de final (vitória por 3-7 que exigiu bastante suor). Pela frente, terão a grande equipa “sensação” (até ao momento) da prova: o Leões de Porto Salvo, que protagonizou o escândalo da ronda ao aguentar o ímpeto e eliminar um dos principais candidato Sporting CP.

​Este promete ser um jogo onde a teoria e a prática vão colidir. O poderio individual do plantel encarnado é inegável, contudo, as meias-finais serão um verdadeiro teste à paciência e organização da equipa de Cassiano Klei perante uma autêntica muralha de Oeiras.

A Aposta: O Benfica é o favorito e deverá confirmar a passagem à final, mas quem espera facilidades está redondamente enganado. A eliminatória será muito mais equilibrada do que o peso dos emblemas sugere. A equipa da Luz vai esbarrar em enormes dificuldades e deverá sofrer algumas surpresas preparadas pelo Leões de Porto Salvo, que já provou ter um plano tático capaz de anular os “grandes”. O Benfica acabará por passar, mas terá de colocar a frieza nos seus ataques para não cair na mesma armadilha que vitimou o rival de Alvalade.