Início Site Página 224

Vitória SC x Braga na Taça da Liga vai fazer história e Dérbi do Minho decidir pela 1ª vez título em Portugal

O Vitória SC e o Braga chegaram à final da Taça da Liga e um Dérbi do Minho apurará o vencedor do troféu. Jogo vai ser inédito.

Nunca numa final de competição se jogou um Dérbi do Minho. A história foi quebrada já que o Vitória SC venceu o Sporting o Braga bateu o Benfica, alinhando estrelas e constelações para um jogo inédito.

Quer Vitória SC quer Braga já chegaram a finais nacionais e ganharam troféus. Ainda assim, nunca uma Taça da Liga, Taça de Portugal ou Supertaça foi disputada entre os dois rivais do Minho.

História foi e será feita. O Vitória SC x Braga vai ser jogado em Leiria este sábado, com o Dérbi do Minho na final da Taça da Liga a começar às 20h do dia 10 de janeiro.

Nélson Oliveira Gustaf Lagerbielke António Nobre Braga Vitória SC
Fonte: João Freitas / Bola na Rede

Tribuna VIP: Quando o treinador percebe que já não controla o contexto

0

João Prates está na Tribuna VIP do Bola na Rede. É treinador de futebol, licenciado em Psicologia do Desporto e está no seu espaço de opinião no nosso site. O técnico de 52 anos já orientou o Dziugas da Lituânia, o Vaulen da Noruega e o Naft Maysan, do Iraque, e esteve na formação do Al Batin e Hajer Club da Arábia Saudita.

Há conferências de imprensa que dizem mais pelo tom do que pelas palavras. Há silêncios que explicam melhor uma época do que qualquer estatística. Após a derrota na meia-final da Taça da Liga, Rui Borges não parecia um treinador à procura de desculpas. Parecia um treinador cansado. Cansado de perder jogadores. Cansado de adaptar planos. Cansado de competir com variáveis que já não controla, as lesões.

Com mais duas lesões a juntar-se a uma lista já pesada, o problema deixa de ser tático e passa a ser estrutural. E é aqui que começa uma realidade que o futebol raramente quer discutir.

O treinador é avaliado por resultados mesmo quando já não consegue reproduzir o processo, mesmo quando o plano deixa de ser o plano. Mesmo quando as rotinas desaparecem, a qualidade baixa e as soluções passam a ser«remendos». Quando as lesões se acumulam, o treino deixa de ser o ideal e passa a ser o possível.

Perde-se qualidade, intensidade, jogadores adaptados a posições e todos tem oportunidade que de outra forma talvez não surgisse. Mas a realidade é só uma, existem sempre jogadores que são a primeira opção.

Rui Borges
Fonte: Paulo Ladeira / Bola na Rede

A preparação já não serve para crescer, serve para sobreviver, e no entanto, o calendário não abranda, há sempre um próximo jogo. há sempre uma exigência intacta, há sempre um resultado à espera. É neste ponto que o treinador sente o nó na garganta, não por medo, mas por impotência de querer fazer o trabalho bem e não conseguir porque não tem as melhores ferramentas.

Impotência por saber que a ideia está lá, mas o contexto não acompanha, Impotência por liderar um grupo que dá tudo, mas não consegue dar mais. Impotência por continuar a ser o rosto de um problema que já ultrapassa o campo.

Lembro-me de viver algo semelhante na Lituânia, poucos recursos, opções , erros que se repetiam não por falta de compromisso, mas por falta de soluções. O plano existia, mas o contexto não ajudava. E todos os dias havia treino, jogo, cobrança, como se tudo estivesse normal. É aí que o treinador cresce ou quebra. Não pelo resultado, mas pela capacidade de continuar a liderar quando sabe que, naquele momento, já não controla tudo.

O futebol profissional vive de resultados, e isso é inegociável, mas quem decide devia saber ler contextos, porque quando se ignora o contexto, a análise torna-se injusta.E quando a decisão é injusta, raramente é inteligente.

O treinador não pede desculpas. Pede apenas que se entenda que nem todos os jogos se perdem por incompetência, nem todos os ciclos se quebram por falta de ideias. Há momentos em que o maior desafio não é ganhar. É continuar a liderar quando já não se controla o jogo das quatro linhas.

E isso, quem nunca esteve lá, dificilmente entende, porque acreditem, ninguém mais que ganhar, do que o treinador.

Neemias Queta com números inéditos na NBA desde 1989 na derrota dos Boston Celtics contra os Denver Nuggets

Neemias Queta chegou aos 20 ressaltos na derrota dos Boston Celtics diante dos Denver Nuggets na NBA. Exibição de gala do poste português.

Os Boston Celtics voltaram a sair derrotados depois de quatro vitórias consecutivas, mas não podem ser imputadas culpas a Neemias Queta. Na derrota por 114-110 diante dos Denver Nuggets, o poste português fez grande exibição.

Aos seis pontos que marcou, Neemias Queta juntou 20 ressaltos. Foram 10 ressaltos defensivos e 10 ressaltos ofensivos, números que nenhum jogador alcançou desde 1989, num domínio claro da zona perto do cesto pelo poste português.

Com este resultado, os dois clubes terminam o dia no terceiro lugar de cada conferência, com registos ligeiramente diferentes: os Denver Nuggets com 25-12, os Boston Celtics com 23-13.

Benfica x Braga: Uma defesa de papel e um Rodrigo Zalazar de gala acabaram com a invencibilidade interna das águias

O Benfica de José Mourinho chegou a Leiria com um registo de 22 jogos sem perder nas competições nacionais. Contudo, a meia-final da Taça da Liga revelou-se um teste de realidade penoso para as águias. Perante 17.469 espetadores, o Braga de Carlos Vicens não só venceu por 3-1 como expôs imensas fragilidades defensivas dos encarnados.

O Benfica entrou em campo a pretender asfixiar a saída de bola bracarense. Com Fredrik Aursnes e Leandro Barreiro a servirem de gatilhos na pressão alta, a equipa encarnada conseguiu, nos primeiros dez minutos, criar a sensação de que o golo era inevitável, tendo sido parado apenas pelas boas defesas de Lukas Hornicek. No entanto, esta pressão revelou-se péssima e sem coberturas eficazes.

Samuel Dahl Benfica
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

O Braga identificou rapidamente a cratera nas alas. Ao forçar o jogo pelo corredor direito através de Ricardo Horta e Rodrigo Zalazar, os minhotos expuseram a gritante desorientação de Samuel Dahl e a falta de agressividade de Tomás Araújo. O primeiro golo é o exemplo perfeito da falha estrutural, onde Samuel Dahl perdeu de vista Rodrigo Zalazar, e Tomás Araújo teve uma abordagem passiva que permitiu a Pau Víctor finalizar sem oposição.

O momento da noite, aos 33 minutos, foi mais do que um golo de antologia de Rodrigo Zalazar, foi um manifesto contra a apatia defensiva do Benfica. Ver o médio uruguaio percorrer metade do terreno sem sofrer uma única falta tática é incompreensível para uma equipa de elite. A abordagem infantil de Nicolás Otamendi, permitiu que o camisola 10 do Braga fizesse o que quis antes de bater Anatoliy Trubin.

Richard Ríos e Leandro Barreiro foram incapazes de ditar ritmos ou fechar caminhos por dentro, permitindo que João Moutinho e Florian Grillitsch controlassem o tempo do jogo com bola. O Benfica tornou-se uma equipa de jogadores esforçados, mas taticamente desequilibrados, onde Georgiy Sudakov, outra vez na ala, perdia toda a sua capacidade criativa ao ser obrigado a tarefas defensivas para as quais não tem características.

Ao intervalo, José Mourinho corrigiu o erro de lançar um Manu Silva ainda longe da forma física ideal e deu palco a Gianluca Prestianni. O argentino foi o único capaz de abanar o jogo, trazendo a verticalidade e a agitação que faltavam. O golo de Vangelis Pavlidis, de grande penalidade, foi o prémio para uma fase de domínio em que o Benfica parecia estar perto de reverter o cenário.

Gianluca Prestianni Benfica
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Contudo, a desorganização voltou a cobrar faturas. Aos 82 minutos, num lance que começou com uma falha de apoios de Tomás Araújo, o defesa central acabou por desviar para a própria baliza, permitindo a Gustaf Lagerbielke sentenciar o encontro na recarga. O descalabro mental culminou na expulsão de Nicolás Otamendi, que agora falha o clássico decisivo frente ao FC Porto.

O Benfica falhou a revalidação da Taça da Liga porque foi uma equipa previsível e permissiva e o Braga foi o justo vencedor. A ausência de extremos criativos no onze inicial e a insistência em jogadores limitados tecnicamente como Leandro Barreiro tornaram o jogo encarnado fácil de ler para um Braga que, sem ser brilhante, foi cirúrgico.

Kenneth Taylor chega a princípio de acordo e prepara-se para deixar o Ajax e encontrar novo clube

Kenneth Taylor está a caminho da Lazio como substituto de Mattéo Guendouzi. Médio neerlandês vai deixar o Ajax.

O futuro de Kenneth Taylor não passa pelo Ajax. Depois da Lazio chegar a acordo com os neerlandeses para uma transferência em redor dos 15 milhões de euros, também o médio já tem acordo com a formação italiana.

De acordo com Nico Schira, Kenneth Taylor assinará um contrato válido até 2030 com a Lazio e receberá um salário anual de quase dois milhões de euros. No plantel italiano, o médio será o substituto de Mattéo Guendouzi, que está a caminho do Fenerbahçe.

Recorde-se que o médio neerlandês esteve na órbita do FC Porto no último mercado de verão. Em 2025/26, o jogador leva 19 jogos pelo Ajax com dois golos e quatro assistências na conta pessoal.

Clubes estrangeiros e tubarões europeus em força na final four da Taça da Liga

A final four da Taça da Liga foi palco para olheiros de clubes europeus. Sporting x Vitória SC e Benfica x Braga com gente de fora a ver.

Já foram jogadas as meias-finais da Taça da Liga com espaço para surpresas. O Vitória SC venceu o Sporting e o Braga bateu o Benfica, abrindo espaço a um inédito dérbi do Minho na final. Nas meias-finais, foram vários os clubes europeus atentos.

Em ambos os jogos estiveram emissários do Barcelona (Espanha), do Manchester United (Inglaterra) e do Holstein Kiel (Alemanha). Na segunda meia-final, entre águias e arsenalitas, também olheiros do Marselha (França) e do Crystal Palace (Inglaterra) se deslocaram a Leiria.

Entre os quatro clubes envolvidos, há jogadores para todos os gostos e carteiras, daí a variedade de emblemas presentes em Leiria.

Francisco Trincão Sporting
Fonte: Paulo Ladeira / Bola na Rede

Gian Piero Gasperini exige reforços e pede à AS Roma contratação de avançado português

Gian Piero Gasperini quer ver reforços chegar à AS Roma e tem preferência. Fábio Silva é o nome de maior agrado para o ataque do treinador.

Gian Piero Gasperini não está a viver momentos fáceis com a direção desportiva da AS Roma, mas continua a tentar conseguir reforços para o plantel. De acordo com Rudy Galetti, o técnico pediu Fábio Silva aos giallorossi.

O treinador romano apresentou à direção a necessidade de contar com mais um avançado e garantiu que Fábio Silva é o nome predilecto. Os romanos já trabalham na contratação e negoceiam com o Borussia Dortmund um empréstimo a contemplar opção de compra.

Recorde-se que Fábio Silva chegou aos aurinegros no verão e que o Borussia Dortmund dá primazia a um empréstimo simples, sem opção ou obrigação de compra. O internacional português tem 23 anos e soma apenas um golo e quatro assistências em 16 jogos pelo Borussia Dortmund nesta época.

Darren Fletcher elogia avançado do Manchester United: «Mostrámos um vídeo com os seus movimentos e golos, para mostrar que ele precisa de continuar a acreditar e que os jogadores precisam de lhe dar mais assistências»

Darren Fletcher analisou o empate entre o Manchester United e o Burnley. O treinador dos red devils falou de Benjamin Sesko.

Foi Darren Fletcher quem, de forma interina, assumiu o comando técnico do Manchester United depois da saída de Ruben Amorim. O treinador analisou o empate entre os red devils e o Burnley (2-2) e elogiou a exibição de Benjamin Sesko, coroada com um bis.

«Fiquei muito feliz por ele. Falei com ele ontem e mostrámos um vídeo com os seus movimentos e golos, apenas para mostrar como as coisas estão a correr e que ele precisa de continuar a acreditar e que os jogadores precisam de lhe dar mais assistências. Ele fez isso esta noite e marcou dois golos fantásticos. Uma noite muito positiva para o Ben. Ele teve outras oportunidades. A equipa está desapontada com o ponto, mas em termos pessoais, espero que ele possa dar continuidade a partir daqui», frisou o treinador.

Lê todas as declarações de Darren Fletcher após o apito final. Benjamin Sesko chegou aos quatro golos da época em 18 jogos, ou seja, em apenas um jogo, igualou o registo que tinha em 17 jogos com Ruben Amorim.

Darren Fletcher sucedeu a Ruben Amorim no Manchester United e empatou na estreia: «Criámos mais do que o suficiente para vencer»

Darren Fletcher analisou o empate entre o Manchester United e o Burnley. O treinador dos red devils mostrou-se frustrado com o resultado final.

Foi Darren Fletcher quem, de forma interina, assumiu o comando técnico do Manchester United depois da saída de Ruben Amorim. O treinador analisou o empate entre os red devils e o Burnley (2-2) e lamentou nova perda de pontos.

«Termos empatado é uma grande decepção. Se olhar para o contexto do jogo, as chances que criamos, as defesas na linha, um golo anulado, 30 remates, muitas jogadas de ataque, criámos mais do que o suficiente para vencer», começou Darren Fletcher, que contestou o golo anulado.

«Parecia uma situação normal que acontece em todos os cantos, por isso é surpreendente que tenha sido tomada essa decisão. Se olharmos para o contexto da Premier League nesta temporada e para a agressividade que existe nas bolas paradas, já vi situações muito piores em quase todas as bolas paradas, por isso estou muito surpreendido que o árbitro tenha intervindo nessa situação. É algo que temos de aceitar, mas houve muita frustração», confidenciou o técnico.

Darren Fletcher elogiou ainda Benjamin Sesko, que bisou no jogo, e confirmou que orientará a equipa no fim-de-semana, no duelo diante do Brighton para a FA Cup.

«Fiquei muito feliz por ele. Falei com ele ontem e mostrámos um vídeo com os seus movimentos e golos, apenas para mostrar como as coisas estão a correr e que ele precisa de continuar a acreditar e que os jogadores precisam de lhe dar mais assistências. Ele fez isso esta noite e marcou dois golos fantásticos. Uma noite muito positiva para o Ben. Ele teve outras oportunidades. A equipa está desapontada com o ponto, mas em termos pessoais, espero que ele possa dar continuidade a partir daqui», frisou o treinador.

«Falei com o Omar e o Jason e eles informaram-me que gostariam que eu comandasse a equipa no domingo. Tinha a sensação de que isso poderia acontecer desde segunda-feira, mas queria concentrar-me no Burnley. Por isso, tenho a tarefa de liderar a equipa no domingo e toda a minha concentração e energia estão voltadas para isso», confirmou Darren Fletcher.

José Mourinho explica dureza nas palavras: «Se viesse aqui dizer que foram fantásticos, diria ‘Ó mister, está choné’. Quer que seja sério ou vender aqui histórias da carochinha como muitos treinadores fazem?»

José Mourinho analisou a derrota do Benfica contra o Braga nas meias-finais da Taça da Liga. Técnico falou em conferência de imprensa.

José Mourinho fez a análise da derrota do Benfica diante do Braga (3-1) nas meias-finais da Taça da Liga. Em conferência de imprensa, o treinador encarnado admitiu a dureza nas palavras e justificou-as.

«Falo por mim próprio. Falou em arrasar, não foi minha intenção, foi constatar. Se viesse aqui dizer que foram fantásticos, diria ‘Ó mister, está choné’. Quer que seja sério ou vender aqui histórias da carochinha como muitos treinadores fazem? Tenho de ser honesto nas minhas análises. É difícil jogar sem António Silva e Otamendi, com Manu que esteve um ano parado… mas temos de lutar. Não há folga. Não há nada mais que conversar sobre o que foi hoje e preparar o jogo da melhor forma possível e acreditar que o podemos fazer. Esta é a primeira derrota em Portugal e a pior performance a da segunda parte. Viram o banco cheio de miúdos sem minutos na equipa principal. Imagino com Bah, Bruma, António. Temos tido problemas, é uma realidade. A minha natureza é nunca desistir e não permitir que desistam. A equipa parecia morta ao intervalo, vamos tentar fazer isso com o FC Porto, depois o Rio Ave e depois a Juventus», destacou o técnico.

outras declarações de José Mourinho na análise do jogo.