A Seleção Nacional de Rugby venceu, no sábado passado, a Suíça por 31-17. Os Lobos somaram a terceira vitória no Rugby Europe Trophy no Complexo Municipal de Atletismo do Vale da Rosa, em Setúbal. A seleção nacional não entrou bem na partida, e consentiu na primeira parte dois ensaios. O selecionador nacional, Martim Aguiar, foi obrigado, ainda na primeira parte, a fazer três substituições por lesão. Contudo, Portugal foi mais competente na segunda parte deu a volta ao resultado.
Depois de vencer os dois primeiros jogos da competição, frente à Republica Checa (45-12) e à Holanda (36-12), Portugal fez uma exibição menos conseguida contra os suíços. Os Lobos começaram o jogo contra o vento, e sofreram o primeiro ensaio aos 18 minutos numa jogada concluída por Ludovic Perrot.
Depois de fazer três substituições por lesão, os jogadores portugueses perderam o foco e, apesar de José Rodrigues ter convertido uma penalidade, os helvéticos voltaram a marcar, novamente por Ludovic Perrot, colocando o marcador num imprevísivel 3-17.
José Rodrigues foi o grande destaque da partida, arrecadando para a sua conta pessoal um total de 26 pontos Fonte: FPR
Na segunda parte, a seleção comandada por Martim Aguiar mostrou vontade de reverter os acontecimentos. Com mais coração do que cabeça, os jogadores portugueses não desistiram de lutar pela vitória e deram a volta ao jogo, passando para a frente do marcador (26-17). O grande destaque da partida foi José Rodrigues, com dois ensaios e três penalidades. O abertura continua a mostrar um grande nível exibicional tanto na seleção como no seu clube, a Agronomia.
Com a vitória praticamente garantida, Portugal passou a jogar com mais tranquilidade mostrou no final da partida um bom nível de rugby. Prova disso foi o excelente ensaio de Hugo Valente, mostrando grande recorte técnico.
Os Lobos reforçaram a liderança do Rugby Europe Trophy e têm agora cinco pontos de vantagem sobre a Holanda, segunda classificada. Portugal encontra-se, assim, numa posição bastante favorável para revalidar a vitória na competição.
A equipa da cidade do Lis vai com dez vitórias consecutivas e ainda não sabe o que é perder, em 2018.
O extraordinário rendimento da equipa nesta temporada permite que a mesma se coloque no primeiro lugar da série C do Campeonato de Portugal, tendo o seu principal perseguidor a dez pontos de distância. Em 22 jogos, a UD Leiria perdeu apenas dois, contando ainda com dois empates e 18 vitórias. É, juntamente com o Sporting Clube Farense, o grande candidato a lutar pela promoção à Segunda Liga.
A 15 de Agosto de 2011, a equipa de Leiria recebeu a Académica de Coimbra na primeira jornada da competição máxima do Futebol Português. O jogo decorreu sem problemas e terminou com um resultado de 1-2, favorável aos visitantes. O golo da vitória foi marcado por Éder (sim, o Éder do golo à França no Euro, esse Éder). Este jogo não teria particular destaque se não fosse por, naquela noite, os leirienses – sem estarem preparados para tal – testemunharem o último início da participação da sua equipa na Primeira Liga.
O decorrer da temporada deixou em particular evidência os problemas do clube e os conflitos internos na direção, levando a que a equipa descesse de divisão no final da temporada. Também um escândalo que envolve a administração do clube, em particular o então presidente, João Bartolomeu, não ajudou ao desempenho da equipa, que se mostrou muito pobre dentro de campo. Toda esta questão daria para realizar, em outra ocasião, uma revisão mais pormenorizada do passado da UD Leiria, mas o ponto ao qual quero chegar é: devido a conflitos não-futebolísticos, o Futebol Português viu um clube de grande valor histórico desaparecer do panorama desportivo nacional.
O incalculável prejuízo sofrido pela União de Leiria no início desta década foi tão grave que a única solução foi começar de baixo, ou seja, iniciar um projecto a partir do Futebol não profissional.
Desde esse momento até hoje, há apenas uma coisa na mente de toda a família unionista: colocar a equipa do Lis onde pertence: entre as melhores do país.
Os leirenses festejam um golo no estádio Dr. Magalhães Pessoa Fonte: UD Leiria
Nos últimos três anos, o sonho da Segunda Liga escapou por pouco. Com a chegada da nova administração, liderada pelo empresário russo Alexander Tolstikov, o clube evoluiu no Futebol, nos aspectos de comunicação e na promoção de novas disciplinas desportivas.
Ao longo destas últimas temporadas, formou-se um grupo forte que combina bem a experiência com o novo sangue. Para complementar a engrenagem, foi adicionada a última peça no verão passado, o treinador Rui Amorim, que tem sido tão essencial como qualquer elemento de campo para conseguir as tão ambicionadas vitórias.
Tendo já uma equipa a trabalhar a cem por cento para atingir o objectivo, esta temporada trouxe outro aliado: os adeptos. Mérito que se pode dar também à administração leiriense. Este ano, o número de espectadores também aumentou e, como consequência (ou não), o Magalhães Pessoa tornou-se, não literalmente, numa fortaleza. As únicas duas derrotas da temporada foram com o estatuto de visitantes, contra o Sport Benfica e Castelo Branco e CS Marítimo B.
Com um registo imbatível em casa, dez vitórias consecutivas na série C, uma Armada Ultra pronta a apoiar jogo a jogo e uma direcção capaz de gerir um clube desta importância, aliando ainda o excelente Futebol que está a demonstrar, a União de Leiria sonha – mais do que nunca – com a promoção para a Segunda Liga.
A forma de alcançar o objetivo não será fácil. Antes de cumprir o sonho, a equipa de Rui Amorim terá ainda que garantir o acesso à fase final e disputá-la.
Até que chegue a hora da verdade, o sonho irá continuar a ser forjado no sopé do castelo de Leiria, com a ideia intacta nos jogadores, se for necessário, de deixar as suas vidas em campo para que o emblema da UD Leiria volte para o lugar de onde nunca deveria ter saído.
Foto de Capa: UD Leiria
artigo revisto por: Ana Ferreira e Ana Rita Cristóvão
No pós-All Star chega a altura das decisões da NBA. A vantagem caseira ou a simples entrada nos playoffs, nem que seja para conseguir fazer mais uns quatro míseros jogos na temporada, estão em jogo para várias equipas. Mas não são apenas essas que contam. Na cauda da tabela, perder é a palavra de ordem para quem quer assegurar o futuro. E este ano, a NBA tem tido equipas a perder como nunca.
São oito no total (o que seria um recorde da NBA) as equipas que, aparentemente não chegarão às trinta vitórias na temporada 2017/18. Umas porque assim o planificaram no início da temporada, outras porque simplesmente não têm qualidade para mais. Um objetivo as une neste momento: ficar o mais abaixo possível na tabela classificativa para ter a maior chance de conseguir a escolha mais alta no próximo draft da NBA. A isto os americanos chamam de tanking e muitos adeptos têm olhado para o fenómeno com quase tanto entusiasmo como olham para o título. Porque os campeões sempre precisaram de ser maus para se tornarem bons. Os Warriors foram buscar Curry, Thompson e Green no draft. Os Cavaliers escolheram LeBron, apesar deste ter saído e voltado a Cleveland. Os Spurs escolheram Duncan, Parker e Ginobili. Os Heat escolheram Wade. Os Mavericks optaram por Nowitzki. E podia ficar aqui o dia todo…
Há, este ano, mais equipas que já o sabiam e que planearam toda a época a pensar em Doncic, Ayton, Bagley ou Porter Jr.. Os Phoenix Suns, que parecem andar em remodelação todos os anos e que têm em Devin Booker a única peça capaz de mudar a equipa no futuro. Booker que foi, curiosamente, escolhido pelos Suns no draft no ano em que falharam os playoffs por uma unha negra. Os Hawks viram toda a equipa sair em dois anos sem receberem nada em troca (excetuando no caso de Korver) e que necessitam de mudanças extremas. Os Chicago Bulls trocaram a sua maior estrela, Jimmy Butler, por uma escolha no draft (Lauri Markkanen) e duas esperanças para o futuro (Lavine e Dunn). E os Sacramento Kings, que trocaram DeMarcus Cousins há um ano para poderem voltar a renovar o plantel e com aparentes passos na direção certa, depois de vários anos na mediocridade.
Dennis Smith Jr. e De’Aaron Fox, dois dos novatos mais explosivos da NBA Fonte: Dallas Mavericks
No entanto, há equipas cujo planeamento parece confuso ou que, simplesmente, não sobrestimaram as suas capacidades. Os Dallas Mavericks partiram para a nova época com intenções de lutar pelos playoffs, mas não foram necessários muitos jogos para se perceber que isso não aconteceria. Os Orlando Magic continuam um gigante pedaço de nada, sem rumo aparente e a viverem há demasiados anos à espera de algo que nunca chega. Para que se perceba a dimensão do vazio que têm sido os Magic, a turma de Orlando não é relevante na liga desde a saída de Howard, quando ainda era o melhor poste da NBA. Os Memphis Grizzlies viram boa parte dos seus veteranos procurarem outras paragens, despediram o treinador cedo na temporada e tiveram de terminar a época do base Mike Conley mais cedo do que o esperado. Os Brooklyn Nets são os únicos que não beneficiarão de perder, já que a sua escolha no draft irá para os Cavs, mas que simplesmente não têm qualidade para mais. O negócio com os Celtics continua a assombrar o Barclays Center e os Nets só desejam sair desta situação o mais rapidamente possível.
Para sete destas oito equipas, começa agora o sprint na direção das derrotas, para que, com uma boa escolha no draft e alguma sorte, possam um dia voltar à luta pelo anel que hoje em dia parece tão longe. Apenas os Nets deverão continuar a lutar pela vitória, mas isso continua a ser bem diferente de ganhar.
Terminadas que estão as XXIII Olimpíadas de Inverno, é tempo de se fazerem rescaldos e olhar para os atletas que marcaram esta edição da prova rainha do Desporto e que garantiram o seu lugar de destaque na história. Houve, como é habitual nestes certames, um pouco de tudo, grandes campeões que confirmaram o seu estatuto, novas promessas que se revelaram ao mundo e veteranos a mostrar que ainda estão aí para as curvas. A maior semelhança é o domínio dos países do Norte da Europa, com a Noruega a voltar a reinar no quadro das medalhas.
De entre os 2922 participantes oriundos de 92 nações, estas são as figuras que ficam para a posterioridade.
Como estava previsto antes desta jornada dupla que fechou a fase regular, o Sporting CP conseguiu mesmo garantir o primeiro lugar desta fase da competição.
Terminou com chave de ouro a participação dos verde e brancos nesta fase. No Sábado, com uma vitória por 3×1 no sempre difícil terreno do Sporting de Espinho, os leões garantiram o primeiro lugar, tendo ainda reforçado esse estatuto no Domingo, com uma vitória por 3×0 frente ao Esmoriz no Pavilhão João Rocha.
Seria difícil pedir mais à equipa leonina que, em ano de estreia, vence a fase regular com um brilhante percurso onde garantiram 23 vitórias em 24 jogos disputados, perdendo apenas na recepção ao Sporting de Espinho à quinta jornada.
Em segundo lugar terminou o Benfica que, apesar da dupla vitória por 3-0 frente a Fonte do Bastardo e Clube K, não conseguiu chegar à liderança. Os encarnados acabam por ser penalizados pelos resultados obtidos nos “jogos grandes”. Dupla derrota com o Sporting CP e derrotas nas deslocações aos terrenos do Sporting Espinho e do Castêlo da Maia. Curiosamente, as três equipas que, a par da equipa da Luz, vão estar presentes no play-off de Campeão.
O Sporting Espinho, que já tinha garantido o lugar no pódio na jornada passada, acabou por estar presente em dois momentos decisivos do fim-de-semana. No Sábado viu o Sporting CP garantir em sua casa o primeiro lugar e no Domingo foi a Guimarães derrotar a equipa da casa (2×3) e assim empurrar o Vitória para o play-Off de Despromoção.
A completar o lote de quatro candidatos ao título ficou o Castêlo da Maia que, depois de uma acesa luta com a Fonte do Bastardo, conseguiu garantir o quarto lugar depois de uma dupla vitória por 3×0. No Sábado venceu em sua casa o São Mamede e no Domingo foi a Espinho vencer a AA Espinho.
O Castêlo da Maia foi a última equipa a garantir um lugar no Play-Off de Campeão Fonte: Castêlo da Maia Ginásio Clube
Com o Castêlo da Maia a garantir este quarto lugar, acabou por ser a Fonte do Bastardo a ficar fora da luta pelo título. Uma surpresa, tendo em conta o estatuto da equipa dos Açores que, desde que a prova se realiza neste formato, nunca havia ficado fora do Play-Off de Campeão. Depois de perder no Sábado na deslocação ao Pavilhão da Luz, os açorianos ainda bateram o VC Viana, mas acabou por não ser suficiente.
A Fonte do Bastardo insere-se assim no lote de equipas que vão disputar os lugares entre o quarto e oitavo posto da classificação, tendo a concorrência de Sporting Caldas, Leixões e AA Espinho.
Mais abaixo, na luta pela fuga à despromoção, acabaram Vitória de Guimarães, VC Viana, Esmoriz e São Mamede.
No fecho da 24.ª jornada, o Sporting recebeu e venceu o Moreirense por 1-0. O Estádio de Alvalade era o palco de um jogo de “extremos”: dum lado, os “Leões”, após eliminarem o Astana na Liga Europa, entravam pressionados pelos resultados dos seus adversários e necessitavam dos três pontos, para se manterem na luta pelo título; do outro, os “Cónegos” precisavam urgentemente de amealhar pontos, para fugir aos lugares de despromoção.
No que diz respeito aos onzes iniciais, Jorge Jesus surpreendeu e fez muitas mexidas: Montero, Petrovic e André Pinto foram titulares nos lugares de Bas Dost (lesionado), William (gripe) e Mathieu (castigado). Nota ainda para as ausências de Fábio Coentrão e Piccini, também com gripe, com o lugar de lateral esquerdo a ser ocupado por Acuña e o de lateral direito por Battaglia. Do lado visitante, Petit fez três mudanças face ao último jogo (derrota em casa por 0-1 frente ao Desp. Chaves): Iago Santos, André Micael e Zizo entraram para os lugares de Pierre Sagna, Belkaroui (expulso no jogo anterior) e Edno, respetivamente.
Como seria de prever, o Sporting entrou com vontade de assumir desde logo o controlo do jogo, mas o primeiro remate do encontro pertenceu à equipa visitante, mais precisamente a Tozé, embora tenha saído bastante fraco e ao lado da baliza de Rui Patrício. O Sporting dispôs de uma boa oportunidade para fazer o primeiro golo ao minuto catorze, mas o remate de Bruno Fernandes, após combinação à entrada da área com Doumbia (formou a dupla de ataque com Fredy Montero), saiu desenquadrado com a baliza adversária.
Três minutos depois, quem desperdiçou foi Battaglia, que, dentro da área do Moreirense e em boa posição para finalizar, atirou por cima, depois de um corte incompleto de Rúben Lima. O Sporting ia tendo algumas dificuldades em criar situações de perigo, devido ao bloco alto defensivo criado pelo Moreirense no seu meio-campo, mas ao minuto 31, Bryan Ruiz apareceu na cara de Jhonatan, contudo o seu remate foi fácil para o guardião brasileiro. Logo a seguir, Tozé voltou a tentar a sua sorte fora de área, com Rui Patrício a defender a dois tempos.
À entrada dos últimos cinco minutos da primeira parte, Bruno Fernandes, isolado pelo excelente passe picado de Bryan, atirou novamente por cima da baliza adversária, naquela que foi a oportunidade mais flagrante para o Sporting se adiantar no marcador. Na compensação dos primeiros 45 minutos, o defesa André Pinto falhou escandalosamente o golo na cara de Jhonatan, com o seu cabeceamento a sair ao lado, após um excelente cruzamento de Bryan.
O intervalo chegaria pouco tempo depois, e com um nulo no marcador. Apesar de ter mais posse de bola, a equipa leonina não conseguiu fazer bom uso da mesma ao longo da primeira parte, daí que o jogo tivesse chegado ao descanso com o resultado inalterado. O Moreirense também mostrou uma boa postura, apostando no erro do Sporting, para lançar rápidos contra-ataques.
Fonte: Sporting CP
O Moreirense foi a primeira equipa a fazer uma substituição, com Alfa Semedo a entrar no reinício da partida, para o lugar de Boubacar. Ciente que teria de mostrar uma melhor postura para alcançar os três pontos, o Sporting entrou a todo o gás e a pressionar a defesa adversária, com Gelson Martins, ao minuto 46, após um bom trabalho na ala direita, a fazer um forte remate, que obrigou Jhonatan a aplicar-se. Apesar da boa entrada, o Moreirense até foi a primeira equipa a marcar, ao minuto 52, mas o VAR anulou (e bem) o golo, devido ao controlo da bola de Bilel Aouacheria com o braço, no decorrer do lance.
Os visitantes voltaram a levar perigo à baliza de Rui Patrício, quatro minutos depois, por intermédio de André Micael, após livre da direita de Tozé, que obrigou o capitão do Sporting a esticar-se para manter o nulo. Na resposta, Gelson, num bom lance individual na área do Moreirense, permitiu a defesa de Jhonatan.
Insatisfeito com a frente de ataque, Jorge Jesus voltou a chamar o jovem Rafael Leão, para o lugar do apagado Montero. Só que ao minuto 61, o Sporting sofreu um duro revés: Petrovic foi expulso, depois de cometer falta sobre Zizo. A expulsão obrigou o técnico a ter de reorganizar taticamente a sua equipa, o que levou à entrada de Misic, para render Bryan Ruiz.
Atendendo às circunstâncias do jogo, o Moreirense tinha uma excelente oportunidade para lutar pela vitória, passando a ter mais posse de bola, ao passo que o Sporting ia tentando surpreender, através de rápidas transições, aproveitando a velocidade de Gelson Martins e Rafael Leão. Na última substituição, Petit lançou o extremo Dramé em jogo, no lugar de Zizo.
Sabendo que o Sporting precisava de vencer antes da visita ao Dragão, os adeptos presentes em Alvalade iam puxando pelo seu clube para chegar ao golo, embora os jogadores leoninos fossem demonstrando bastantes dificuldades em conseguir visar a baliza adversária.
Já nos últimos minutos do encontro, Rafael Costa, num livre na “quina” da área do Sporting, fez a bola passar perto da barra da baliza de Rui Patrício. Imediatamente a seguir, Coates tentou o chapéu a Jhonatan à entrada de área, mas a bola passou por cima. Não foi nesse lance, mas sim nos instantes seguintes: ao minuto 92, Gelson Martins, num remate prensado no defesa do Moreirense, fez o golo que deu a vitória. Só que o problema veio depois: ao festejar o golo, o extremo português tirou a camisola e levou o segundo amarelo, que o impossibilitará de jogar frente ao FC Porto.
O jogo acabaria depois, com a vitória tangencial do Sporting sobre o Moreirense. Numa partida que foi bastante complicada para o conjunto de Jorge Jesus, o clube de Alvalade não deixou de acreditar e acabou por ser premiado no final, com Gelson Martins a apontar o golo, que mantém os “Leões” na luta pelo título.
Que o Benfica apresenta discrepâncias há vários anos entre as alas esquerda e direita já todos sabemos. A indiferença com que a procura de soluções é encarada por dirigentes e equipa técnica também já não é novidade.
No último jogo tivemos Grimaldo e Cervi a alinhar na esquerda e André Almeida e Rafa na direita. E, se as exibições do lado esquerdo nos enchem a vista, as do lado direito desequilibram a balança e deixam muito a desejar. As combinações entre Cervi e Grimaldo são perfeitas e fazem os adeptos benfiquistas levarem as mãos à cabeça e verem que o dinheiro investido no bilhete da jornada foi bem empregue. Já o flanco oposto deixa-nos completamente desgostosos e a perguntarmo-nos “por quê?”.
Cervi está a fazer um trabalho assombroso, cresce a olhos vistos enquanto jogador, explora sem medo para criar perigo e dificuldades ao adversário. Enquanto o extremo-esquerdo vai sendo decisivo no jogo ofensivo do Benfica, Rafa tem um desempenho contrário.
Não creio que o antigo jogador do SC Braga seja um cepo ou um flop, porque já mostrou várias vezes que tem qualidade. O problema é que Rafa não tem um lateral que lhe dê apoio como Grimaldo dá a Cervi. Não é por acaso que a ala esquerda é tão eletrizante. A ala direita parece, tão só e apenas, um buraco negro.
Rafa tem sido muito inconsistente ao longo da época Fonte: SL Benfica
E assim, Rafa não mostra rendimento, porque não consegue criar desequilíbrios, não aguenta as posses de bola e é lento na hora de decidir. É penoso ver jogos com uma ala ocupada por Rafa e André Almeida.
Vai-se procurando que o camisola 27 justifique o investimento, o camisola 34 vai cumprindo (mal…), e assim vai a luta pelo tão desejado ‘penta’.
Concluindo, a falta de ideias e de profundidade ofensiva da ala direita deixa-a claramente em desvantagem em relação à ala esquerda, e é isso que falha. André Almeida tem uma ligação mais fluída com Salvio do que com Rafa, mas o tema Salvio é outra conversa…
Depois da eliminação europeia, resta ao Braga o campeonato, mas também aqui já não há muitos objetivos para cumprir, os três primeiros parecem estar inacessíveis e a vantagem para o quinto é ainda maior. No entanto, não houve poupanças nem grandes mudanças nas escolhas de Abel Ferreira, que quer o melhor registo possível, para a receção ao Tondela, que procura consolidar a sua posição a meio da tabela e assegurar a permanência na I Liga.
O jogo começou lento e os primeiros remates pertenceram aos da casa, mas sem ameaçar Cláudio Ramos. Aliás, antes dos guardiões poderem brilhar pelas defesas, Matheus deliciou os amantes do futebol com um belo pormenor. Muito criticado no passado, tem-se tornado intocável entre os postes arsenalistas e, aos 14 minutos, pressionado, fez um passe que parecia destinado aos pés de um dos avançados tondelenses, o arco que a bola descreveu foi perfeito para passar ao largo do adversário e ir ter com um companheiro.
Logo a seguir, Hassan estava em fora-de-jogo que viria a ser assinalado, mas nem assim conseguiu aproveitar uma defesa incompleta do guardião visitante. Na resposta, Matheus a ser obrigado a fazer a primeira grande defesa da noite após cabeceamento na sequência de um canto. Pouco depois, uma decisão estranha do árbitro, com um amarelo a Goiano numa jogada em que terá dado a lei da vantagem, mas em que não se percebeu bem qual foi a falta cometida pelo brasileiro.
Bem perceptível foi o porquê do amarelo a Bruno Viana quando, aos 24 minutos travou em falta uma perigosa iniciativa ofensiva do Tondela. Seriam precisos mais dez minutos para novo lance de perigo, desta vez Delgado fintou bem dois oponentes e colocou bem a bola rasteira na área, mas não houve quem desse bom seguimento à jogada.
Sem estar por cima do desafio, o Tondela era quem melhor se aproximava da baliza adversária e, até ao intervalo, duas situações se destacaram. Primeiro um livre em que Matheus saiu imponente e com os punhos evitou males maiores e depois uma perda de bola infantil de Raul Silva, que, no entanto, rapidamente recuperou posição e permitiu a Jefferson resolver a situação.
Um Braga que jogava de forma algo atabalhoada e com azar nos ressaltos lá conseguiu colocar verdadeiramente à prova a defesa visitante no período de compensação, quando Cláudio Ramos defendeu para a frente um remate de Esgaio à entrada da área e Hassan obrigou um defesa do Tondela a esticar-se bem para conseguir evitar o golo.
Os Guerreiros do Minho vieram do balneário com outra intensidade e, finalmente, tomaram conta do jogo. Os primeiros dez minutos do segundo tempo deram o mote para o que havia de ser o restante do jogo com o Braga a colocar uma bola no ferro num momento em que Claudio Ramos quase era traído pelo golpe de vista, e várias jogadas com a bola a passar perto da baliza, mas sucessivos falhanços do Braga.
Por outro lado, continuava algo desatento nos setores mais recuados e teve de ser novamente Matheus a intervir bem após mais uma perda de bola inexplicável na fase de construção de jogo. O brasileiro ainda voltaria a mostrar a sua confiança mais tarde quando saiu de cabeça fora da área para evitar que uma bola bombeada para a frente chegasse ao adversário.
: Ricardo Horta até acertou mal na bola, mas resolveu o jogo Fonte: SC Braga
Entretanto os treinadores começavam a mexer na equipa e Pepa a retirar Delgado, o que viria a custar à equipa, já que perdeu criatividade e teve de se fechar muito mais à defesa depois dessa alteração. Já Abel insistia no ataque e lançava Paulinho e Xadas para tentar forçar os três pontos.
Depois de mais algumas jogadas de ataque a rondar Cláudio Ramos, mas sem grande pontaria, os arsenalistas finalmente chegaram ao golo aos 82 minutos. Mais uma jogada confusa dentro da área tondelense e após remate de Wilson contra um adversário a bola sobra para Ricardo Horta, que até falha o chuto e a bola caprichosamente faz um arco que só permite a Cláudio Ramos agarrá-la já para lá da linha.
Até final ainda daria tempo para a estreia de Harramiz pelo Tondela e para duas excelentes defesas do guardião tondelense a evitar que a derrota assumisse outros números. Com este resultado, o Braga aumenta para 15 pontos o fosso para o Rio Ave e continua na expectativa de uma escorregadela dos três grandes para tentar reentrar na luta pelo pódio.
A Seleção Nacional Portuguesa venceu o Chipre por 76-64, num jogo onde estava em causa a liderança do grupo C na pré-qualificação para o Europeu de 2021.
A seleção lusa já havia perdido em casa do seu rival por um reduto resultado de 69-67 e necessitava de vencer, obrigatoriamente, a partida, que se realizou em Sines. Tal aconteceu.
Portugal liderou, desde o início do encontro, embora a seleção cipriota não tenha permitido à seleção portuguesa descolar-se muito no resultado. No entanto, houve distintas ocasiões onde a seleção portuguesa assegurou uma margem de dois dígitos frente à equipa do Chipre.
Aos 7 minutos do segundo quarto, o Chipre aproveitou-se do adormecimento português e igualou o resultado. Igualdade que não durou muito, uma vez que a seleção comandada por Mário Gomes, no final da primeira parte da partida, vencia com um parcial de 41-33.
Betinho contribuiu para a vitória com mais uma excelente exibição Fonte: Federação Portuguesa de Basquetebol
Portugal continuou com uma excelente prestação defensiva e uma ótima eficácia na linha de 3 pontos (32% no final do jogo) e conseguiu anular o jogo interior do Chipre, que causou, inclusivamente, 21 turnovers durante o jogo.
Na partida destacaram-se três atletas da seleção nacional: Nuno Oliveira (16 pontos, 6 ressaltos e 3 assistências), Tomás Ribeiro (18 pontos e 5 triplos em nove tentativas) que com uma eficácia de 55,9% da linha de 3 pontos, liderou a seleção nacional em situações ofensivas e João Betinho Gomes (12 ressaltos) teve um papel crucial na defesa da seleção nacional.
Resta à seleção nacional deslocar-se a Luxemburgo, no dia 28 de junho, para jogar a última partida da pré-qualificação para o Europeu de 2021.
A última paragem da Road to Wrestlemania para as Superstars do Monday Night Raw provou que a previsibilidade dos resultados não significa o insucesso de um evento. A T-Mobile Arena em Nevada assistiu a um marco na história do wrestling e a um evento sólido em termos de qualidade dos combates.
Rivalidades como a de Woken Matt Hardy e Bray Wyatt e a de Asuka e Nia Jax ficaram (para já) resolvidas no ringue, e a assinatura de contrato de Ronda Rousey mostrou que a estrela de MMA está pronta para causar impacto na WWE. Para não esquecer que a Tag Team Division também teve os seus momentos neste pay.per-view.
Pela primeira vez vimos as “meninas” a mostrarem a sua coragem dentro da Elimination Chamber e a provarem que a revolução feminina não tem limites dentro dos ringues da WWE, e os homens a inserirem mais lutador na primeira Elimination Chamber com 7 participantes. Num combate estava em jogo o título feminino, e no outro a possibilidade de ser cabeça de cartaz da Wrestlemania, frente a Brock Lesnar, pelo título masculino.
Os dados estavam lançados, resta descobrir quem levou a melhor e sobreviveu a este “br(aço)-de ferro” com a estrutura mais intimidante da história da WWE.