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Recordar é Viver

Recordar é Viver | Luís Figo: O Príncipe Génio que fintava com o corpo

O futebol é protagonizado por craques e as memórias que ficam são muito constituídas pelas lembranças que os mesmos deixam. A memória e as lembranças dos craques que outrora vimos são fundamentais para um dia os recordar devidamente. E este é sem dúvida um dos melhores que as quatro linhas de um campo algum dia teve o privilégio de ver atuar. No verão de 2026 fez 20 anos que alguém absolutamente lendário no futebol português e mundial deixou de representar a seleção nacional. Fê-lo pela última vez no Campeonato do Mundo de 2006 na Alemanha, ajudando a equipa orientada por Luiz Felipe Scolari a chegar ao pódio das quatro melhores seleções. Trata-se de Luís Figo. Um jogador absolutamente singular na história do futebol português e internacional, pelo seu percurso, pela sua genialidade com a bola nos pés, momentos individuais e coletivos inesquecíveis e pelo seu tipo de liderança. Uma liderança serena e com base no respeito para com os adversários e vice-versa. A sua carreira brilhante dentro do campo, foi também marcada por algumas polémicas. Nunca com base no seu temperamento, visto ter tido sempre um perfil discreto, reservado e tendo sido um líder dentro e fora do campo. Mas com base nas decisões tomadas e na gestão da carreira. 

Jorge Afonso · 16 min de leitura
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Opinião

74 minutos não foram suficientes | Benfica

Durante 74 minutos, o Benfica competiu e teve o jogo ao seu gosto, relativo claro, como não poderia deixar de ser diante de um adversário desta envergadura. Contra o Bayern Munique, uma das potências mundiais no futebol feminino, a robustez de uma exibição sólida, madura e compacta foi atraiçoada por um golo genial - os grandes clubes têm disto em todo o lado - que, entre a galvanização e a derrocada emocional, deu ao resultado contornos de uma goleada curta. O 3-0 com que o Bayern Munique venceu o Benfica não é enganador porque foram, de facto, três as bolas que entraram na baliza defendida por Lena Pauels. Mas é muito curto para analisar o jogo. Na conferência de imprensa, cada treinador tentou puxar a superioridade para o seu lado. É normal que assim seja, principalmente num jogo em que nunca haveria um vencedor claro em circunstâncias normais. José Barcala, o mais sorridente, fez-se valer da superioridade com bola e da quantidade de oportunidades para justificar a superioridade. Ivan Baptista olhou para as oportunidades claras, para os lances capitais que, com outra eficácia, teriam definido o jogo para o outro lado. Tudo certo. Afinal, ambas as análises estão certas. E, até pela diferença de orçamentos e peso histórico, é esse o elogio maior à exibição encarnada.

Diogo Ribeiro · 7 min de leitura
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