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Juventus rescinde contrato com internacional brasileiro

A Juventus rescindiu contrato com Arthur Melo. O médio brasileiro custou 80 milhões de euros à vecchia signora no verão de 2020.

A Juventus anunciou a rescisão de contrato de Arthur Melo. O contrato do internacional canarinho acabava no verão de 2027 e o médio tem clubes do Brasileirão interessados.

Numa publicação partilhada nas redes sociais, a equipa italiana afirmou que «A rescisão consensual do contrato de Arthur é oficial».

Na temporada passada, Arthur Melo esteve emprestado ao Grémio, onde participou em 23 jogos, marcou um golo e fez duas assistências.

O médio de 30 anos foi formado no Grémio e na temporada 2018/19 o Barcelona pagou mais de 30 milhões de euros, para a sua contratação. Dois anos mais tarde a Juventus pagou 80 milhões de euros pelo médio. A seguir, Arthur Melo passou por empréstimos ao Liverpool, à Fiorentina, ao Girona e ao Grémio, antes do adeus a Turim.

Recordar é viver | Dimitar Berbatov, a última estrela búlgara

Quando se fala de grandes nações futebolísticas, a Bulgária raramente é incluída na conversa, principalmente para quem não viveu (ou não recorda) o desporto rei dos anos 90. Em 1994, a seleção balcânica surpreendeu tudo e todos em território norte-americano, conseguindo um histórico quarto lugar no mundial. Hristo Stoichkov, estrela do Barcelona, foi bota de ouro do torneio e viria a arrecadar nesse ano a única Bola D’Ouro do seu país.

A lista de nomes sonantes do futebol búlgaro fica, no entanto, quase toda confinada ao século XX. Asparuhov, Bonev e Penev foram três grandes figuras que chegaram a alinhar simultaneamente pela seleção até à morte trágica de Asparuhov (num acidente rodoviário), em 1971. São os três considerados lendas da Bulgária, com Dimitar Penev a ter o mérito acrescido de orientar a seleção durante a campanha memorável de 1994.

Na década de 90, a Primeira Liga viu jogar três jogadores ofensivos de qualidade ímpar, vindos da Bulgária: Emil Kostadinov (FC Porto), Krasimir Balakov e Ivaylo Yordanov (ambos do Sporting).

Longe da ribalta do Mundial de 1994, estava um jovem de 13 anos nascido em Blagoevgrad, que viria a tornar-se uma das grandes estrelas do futebol búlgaro. Filho de dois desportistas profissionais, Dimitar Berbatov não escapou à pobreza que se vivia na Bulgária e passou a infância a treinar com uma bola de basquetebol (ou mesmo com uma bexiga de porco inflada).

Berbatov começou a formação na sua cidade natal, pelo Pirin, e aos 17 anos viajou até Sofia para representar o CSKA, seguindo as pisadas do seu pai. No emblema da capital, o jovem rapidamente mostrou estar “uns furos acima” da concorrência e, apesar das críticas aos resultados coletivos, a sua qualidade individual chamou à atenção do Bayer Leverkusen, que o levou em janeiro de 2001.

Os primeiros meses no clube germânico não foram fáceis, com o treinador Berti Vogts a dar pouquíssimas oportunidades ao recém-chegado Berbatov. Já a época 2001/02 correu, pelo menos a nível individual, às mil maravilhas. Entre astros como Michael Ballack, Lúcio e Zé Roberto, Berbatov despontou no “Neverkusen” (alcunha dada à equipa, depois dos segundos lugares alcançados na Champions League, Bundesliga e DFB Pokal).

Em cinco épocas e meia na Alemanha, o avançado búlgaro fez 202 jogos e apontou 91 golos. Para além do estilo de jogo calmo com momentos de brilhantismo, estava agora adicionado o “fator golo”, e Berbatov tornava-se um dos atacantes mais temidos da Bundesliga. No verão de 2006, mudou-se para o norte de Londres, para representar o Tottenham.

A adaptação ao futebol inglês não constituiu um obstáculo para Berbatov, que apontou 46 golos nas duas temporadas em White Hart Lane. Viria a transferir-se por 31 milhões de libras para o recém-coroado campeão europeu, Manchester United, no verão de 2008.

Apelidado de “Languid Bulgarian Genius”, Dimitar Berbatov era considerado preguiçoso por quem percebia menos do jogo. Já Alex Ferguson (entre outros), percebiam que o génio búlgaro gastava a energia que poupava em sprints a ler o jogo e a posicionar-se da forma mais inteligente. Com um domínio de bola invejável e criatividade muito acima da média, Berbatov é um distinto exemplo de estética futebolística.

Em Old Trafford, tornou-se peça chave do ataque dos red devils e juntou ao seu palmarés dois títulos da Premier League, uma Taça da Liga, dois Community Shields e um Mundial de Clubes. Em Manchester, sagrou-se ainda o melhor marcador da edição 2010/11 da Premier League, com uma manita apontada frente ao Blackburn como ponto alto.

Nas passagens pelo Fulham, AS Mónaco e PAOK, Berbatov teve ainda algum impacto dentro de campo, mas principalmente na experiência transmitida aos companheiros mais jovens. Se a quebra física do avançado era evidente, a classe e a maturidade mantinham-se em níveis de topo mundial. Em 2018, após realizar apenas 9 jogos pelo Kerala Blasters, da Índia, Berbatov pendurou as chuteiras aos 37 anos de idade.

Quanto à seleção búlgara, Berbatov estreou-se em 1999, participou apenas num grande torneio (Euro 2004) e somou 78 internacionalizações e 48 golos, sendo ainda o melhor marcador de sempre, a par de Hristo Bonev.

Estreia de Morten Hjulmand a titular no Atlético Madrid acaba com empate frente ao Villarreal de Renato Veiga

Atlético de Madrid e Villarreal empataram a dois golos num jogo que marcou a primeira titularidade de Morten Hjulmand na La Liga.

O Atlético de Madrid e o Villarreal empataram a duas bolas (2-2), num duelo eletrizante a contar para a segunda jornada da La Liga. O encontro ficou marcado pela primeira titularidade de Morten Hjulmand no xadrez dos colchoneros, atuando no setor intermédio da equipa de Diego Simeone antes de ser admoestado com um cartão amarelo aos 76 minutos, após cometer uma grande penalidade sobre Gerard Moreno.

A partida ganhou contornos de enorme drama na segunda metade, com os golos a surgirem. Marc Pubill colocou o Atlético em vantagem aos 59 minutos, mas o Villarreal reagiu rapidamente. Gerard Moreno restabeleceu a igualdade de penálti aos 66′ e Georges Mikautadze consumou a reviravolta aos 78′, também através de uma grande penalidade. A fechar as contas, Giuliano Simeone salvou um ponto para a equipa da casa ao fixar o 2-2 final aos 86 minutos.

Do lado do Villarreal, alinharam o português Renato Veiga e o guarda-redes Luiz Araújo (ex-Famalicão). A equipa visitante conseguiu conter a pressão do Atlético de Madrid, que ainda lançou Julián Álvarez na segunda metade após assobios antes do início da partida.

GP Países Baixos: Norris vence corrida recheada em Zandvoort

A CORRIDA: BRITÂNICO PARTIA DA POLE POSITION, MAS TEVE DE PASSAR POR VÁRIOS CAPÍTULOS ANTES DE CRUZAR A BANDEIRA DE XADREZ EM PRIMEIRO

Lando Norris venceu este domingo o Grande Prémio dos Países Baixos de Fórmula 1, o último em Zandvoort, com o circuito de saída do calendário. O campeão do mundo venceu o segundo GP consecutivo, num triunfo que começou com uma pole position, mas que foi bem mais complicado do que uma simples corrida em que se lideram todas as voltas.

O primeiro arranque viu Norris arrancar bem da pole position, ao contrário de George Russell, que patinou um pouco as rodas e perdeu posição para Kimi Antonelli. Oscar Piastri arrancou bem, mas viu a sua trajetória fechada por Russell e perdeu posição para Charles Leclerc, que arrancou melhor do que o colega de equipa Lewis Hamilton.

Contudo, um forte acidente de Max Verstappen na última curva (sendo que o terceiro setor era o mais molhado) interrompeu logo a corrida com bandeira vermelha. Possivelmente um erro de pilotagem do neerlandês, aliado às condições traiçoeiras, com a roda dianteira do lado direito a pisar a linha branca e a provocar a ida contra o muro. Também Gabriel Bortoleto fez um pião naquela zona, tendo tido sorte por não ter sido atingido por ninguém (nomeadamente pelo colega de equipa Nico Hulkenberg, que esteve próximo de lhe fazer um t-bone).

A corrida foi retomada cerca de meia hora depois (com uma volta de formação extra porque Ollie Bearman teve um problema no carro durante a primeira e com penalizações drive-through para Lindblad e Colapinto por ultrapassarem carros na zona do acidente de Verstappen). O segundo arranque viu Antonelli saltar para a frente, pese embora os esforços de Norris em travá-lo, e Piastri subir a terceiro depois de ultrapassar Russell.

Com dificuldade para ultrapassar em pista, as primeiras paragens começaram a acontecer por volta da vigésima volta, com Russell a fazer um undercut a Piastri depois de uma paragem lenta do australiano (muitos pilotos da frente tiveram paragens lentas, na verdade). A Ferrari tentava fazer a diferença com paragens mais tardias, com Hamilton a ser o que parou mais tarde. E ambos aproveitaram isso para ultrapassar Piastri e ir em perseguição dos da frente.

Hamilton estava mais rápido e Leclerc parou na box uma volta mais tarde do que a equipa lhe pediu, para desagrado do britânico, mas a escuderia italiana estava rápida. Tanto que Antonelli, quando calçou os duros, estava a ser apanhado por Norris mais rápido do que estava a apanhar Hamilton. O campeão do mundo passou mesmo para segundo na volta 54, por fora na curva 1, passando também o piloto da Ferrari para assumir a liderança umas curvas mais tarde. Com pneus muito mais velhos, Hamilton perdia também a segunda posição para Antonelli, antes de um VSC por paragem em pista de Esteban Ocon.

Antonelli, os pilotos da Ferrari e Piastri aproveitaram o VSC para parar, com Norris e Russell a ficarem em pista em primeiro e segundo. A cinco voltas do fim, a Mercedes pediu a Russell para deixar passar Antonelli, para ver se este ainda conseguia apanhar Norris (estava a 11 segundos e quase nem se aproximou) e Russell ficou à mercê de Hamilton. Com mais um VSC antes do final da corrida (travagem queimada de Carlos Sainz que levou a uma colisão com o colega de equipa Alex Albon), o britânico da Mercedes conseguiu mesmo segurar o lugar de pódio. Norris venceu, com Antonelli em segundo. Hamilton foi quarto, Leclerc quinto, Piastri sexto e Liam Lawson sétimo.

Numa corrida bastante animada no segundo pelotão, e com várias ultrapassagens dignas de registo, Hulkenberg foi o melhor desse pelotão, em oitavo, com Fernando Alonso a acabar em nono, numa corrida à base de fazer muitas voltas com os mesmos pneus (foi o único a fazer apenas uma paragem) e aguentar carros mais rápidos atrás de si. Pierre Gasly, com uma boa ultrapassagem sobre Yuki Tsunoda no recomeço de um dos VSC, foi décimo.

PILOTO DO DIA

Lando Norris (McLaren) – Numa corrida com muitos episódios e com várias mudanças de ritmo em vários momentos, o campeão do mundo aproveitou uma fase em que estava mais rápido do que Antonelli e com pneus muito mais novos do que Hamilton para ultrapassar os dois na mesma volta e controlar a partir daí.

DESILUSÃO DO DIA

Max Verstappen (Red Bull) – Forma desapontante para o campeão de fazer a sua última corrida caseira, uma vez que o circuito de Zandvoort está de saída do calendário. É um erro fácil de cometer, mas as consequências foram grandes e o neerlandês ficou fora de prova no final da primeira volta.

Bayern Munique permite a João Palhinha continuar em Lisboa e Benfica aguarda antes de oficializar a contratação

O Benfica ainda aguarda a luz verde do Bayern Munique para oficializar João Palhinha. Bávaros autorizaram continuidade do médio em Lisboa.

O Benfica aguarda pelos últimos detalhes para oficializar a contratação de João Palhinha. De acordo com o jornal Record, falta apenas que o Bayern Munique autorize a desvinculação do internacional português para o realizar do negócio.

A mesma fonte dá conta de que o Bayern Munique autorizou o médio a prolongar a estadia em Lisboa por mais um dia. O jogador aproveitou a folga para regressar à capital portuguesa e explicou o regresso, sem querer dar o negócio como fechado.

«Não vou falar agora. Ainda sou jogador do Bayern. Regresso para vir ter com os meus filhos, tenho dois dias de folga e vim aproveitar com eles. Não vou falar, não puxem por mim. Estou em Portugal para aproveitar o tempo com os meus filhos», explicou João Palhinha, uma explicação corroborada pelos dirigentes do emblema alemão.

Recorde-se que, para lá de múltiplas fontes da imprensa nacional, também Fabrizio Romano já deu conta de que o negócio para a transferência está fechado. O Benfica pagará ao Bayern Munique 14+5 milhões de euros pelo médio de 31 anos.

João Palhinha Bayern Munique
Fonte: FC Bayern Munique

De volta ao Dragão: FC Porto fecha novo empréstimo de Seko Fofana

O FC Porto garantiu o empréstimo de Seko Fofana por uma época junto do Rennes, com exames médicos agendados para a próxima semana.

O FC Porto chegou a acordo com o Rennes para a contratação de Seko Fofana por empréstimo, avança o jornalista Santi Aouna. A transferência do internacional costa-marfinense para o Dragão está fechada e prevê uma cedência temporária válida por uma temporada, sem opção de compra.

O experiente médio deverá viajar nos próximos dias para realizar os habituais testes físicos. Os exames médicos e a respetiva assinatura do contrato com os azuis e brancos estão agendados para a próxima semana.

Fofana, já esteve emprestado ao FC Porto na época passada, onde assumiu um papel muito importante. Sob o comando do clube, Seko realizou 18 jogos e apontou três golos. O rendimento do atleta na temporada anterior deixou saudades no Dragão, com o técnico Francesco Farioli a não esconder publicamente a sua profunda admiração pelas qualidades do jogador.

Imprensa brasileira garante que Kaique Pereira vai reforçar o Sporting por 4 milhões de euros

Kaique Pereira está a caminho do Sporting, garantem no Brasil. Guarda-redes vai deixar o Palmeiras e voltar a Portugal.

Depois de dois empréstimos bem sucedidos em Portugal, Kaique Pereira está a caminho do Sporting. A informação está a ser avançada pela ESPN Brasil, que garante que o guarda-redes vai trocar o Palmeiras de Abel Ferreira pelos leões.

O negócio ficou selado por quatro milhões de euros e abre portas a saídas na baliza leonina, com João Virgínia sem futuro certo em Alvalade. O guarda-redes vai também somar a primeira experiência contratual longe do Palmeiras.

Recorde-se que em 2024/25, Kaique fez sete jogos pelo Farense. Na última época, por empréstimo ao CD Nacional, o guardião somou 28 jogos pelo conjunto da Primeira Liga.

Adeptos do Atlético Madrid não perdoam Julián Álvarez no seu regresso aos convocados

Julián Álvarez foi assobiado pelos adeptos do Atlético de Madrid no seu regresso ao Metropolitano. O argentino começou a partida no banco.

Julián Álvarez enfrentou uma receção extremamente hostil no seu regresso ao Metropolitano, antes do início da partida frente ao Villarreal. O avançado argentino, que cumpria a sua primeira convocatória da temporada após ter ficado de fora do encontro anterior diante do Málaga.

A revolta dos adeptos colchoneros surge na sequência de declarações polémicas do jogador durante o Mundial 2026. Na altura, Álvarez manifestou publicamente a intenção de abandonar Madrid para rumar à Catalunha.

«[Quero] cumprir o meu sonho de jogar no Barcelona».

Por opção técnica, o internacional argentino iniciou o encontro no banco de suplentes. Enquanto as bancadas do Metropolitano demonstravam a sua contestação antes do apito inicial, Julián Álvarez permaneceu sentado no banco de reservas, de cabeça baixa e olhar fixo no chão, evidenciando o momento difícil que atravessa nesta fase.

Vitória SC garante primeiros pontos na Primeira Liga com triunfo diante do CD Nacional em jogo de reencontros para Tiago Margarido

Ao terceiro jogo, a primeira vitória. O Vitória SC somou o primeiro triunfo na nova época após derrotar o CD Nacional na Primeira Liga.

Depois de duas derrotas, o Vitória SC venceu o CD Nacional na terceira jornada da Primeira Liga. No reencontro entre Tiago Margarido e os madeirenses, que orientou nas últimas três temporadas, triunfo por 1-0.

Gustavo Silva (4′) marcou bem cedo o único golo do jogo, marcado por um profundo desperdício vimaranense. Entre os vários lances que não deram perigo, nota de destaque ao penálti desperdiçado por Samu Silva (49′).

Com este resultado, o Vitória SC soma três pontos na Primeira Liga e sobe, provisoriamente, ao nono lugar. Acima, na sexta posição, está o CD Nacional, que tem quatro pontos e já experienciou todos os resultados possíveis.

Adeptos do Al Ahli exigem a saída de Rui Pedro Braz: Eis a razão

Os adeptos do Al Ahli exigem a demissão de Rui Pedro Braz. O português está a ser contestado após tomar algumas decisões polêmicas relativamente a transferências.

Os adeptos do Al Ahli exigiram a demissão de Rui Pedro Braz durante o último encontro frente ao Abha Club. As bancadas do bicampeão asiático entoaram o cântico «Fora Pedro», face ao descontentamento com as decisões administrativas do diretor desportivo português.

A contestação surge numa altura em que o clube realizou um investimento massivo de 82,45 milhões de euros no mercado. A maior fatia deste valor foi para a contratação de Francisco Trincão ao Sporting por 39,35 milhões de euros, a quem se juntaram reforços de peso como Eduard Spertsyan (21,90 milhões) e Abubacarr Sedi Kinteh (6,50 milhões).

Apesar do esforço financeiro para reforçar o plantel, a contestação ao antigo dirigente do Benfica continua a subir de tom. As decisões controversas na gestão administrativa do futebol profissional colocam Rui Pedro Braz sob forte pressão neste arranque de temporada na Arábia Saudita.