O Brentford confirmou a continuidade de Keith Andrews no comando técnico. O treinador assinou um novo vínculo que o mantém no clube até ao final da época 2031/32.
O Brentford oficializou a renovação de contrato de Keith Andrews. Com o novo acordo, o técnico ficará ligado ao clube até ao término da temporada 2031/32.
«O Keith tem feito um trabalho extraordinário. A equipa está a jogar bem e melhorámos nos aspetos que identificámos como prioritários no início da época. É uma excelente escolha para o clube e para a forma como gostamos de trabalhar, conseguindo extrair o melhor de jogadores e equipa técnica», afirmou o diretor de futebol do clube, Phil Giles.
O Al Ahli venceu o Al Riyadh por 1‑0 na 17.ª jornada da Liga Saudita, subindo provisoriamente à primeira posição do campeonato. No mesmo dia, o Al Fateh de José Gomes empatou.
O Al Ahli venceu o Al Riyadh por 1‑0, na 17.ª jornada da Liga Saudita, e subiu provisoriamente ao topo da tabela. Já Al Fateh de José Gomes empatou em casa a um golo no outro jogo desta quinta-feira.
A vitória do Al Ahli por 1‑0 sobre o Al-Riyadh foi consumada com um auto-golo de Milan Borjan aos (75′), colocando assim a equipa no topo da classificação. Já no encontro entre Al Fateh e Damac, Yakou Meiteadiantou marcou aos 16′, mas Batna M. igualou aos 77′, de penálti, fixando o resultado final em 1‑1.
Atualmente, o Al Ahli segue na liderança da Liga Saudita com 59 pontos, mais um do que o Al Nassr, que tem menos um jogo. Por outro lado, o Al Fateh está em 9.º lugar, enquanto o Al Riyadh está em 15.º, seguido pelo Damac, em 16º lugar.
Luisão deixou duras palavras contra o Benfica. O antigo capitão dos encarnados foi uma das vozes mais críticas contra o caso de alegado racismo contra Vinícius Júnior.
Luisão utilizou as redes sociais para deixar um forte ataque contra o Benfica. O antigo capitão das águias tinha sido firme na defesa de Vinícius Júnior, após a acusação de racismo do avançado brasileiro contra Gianluca Prestianni, e acabou por ser criticado nas redes sociais por adeptos do Benfica. Agora, voltou a deixar ataques contra a estrutura das águias:
«É doloroso ver este gigante sofrer nas mãos de quem aparentemente tenta apequená-lo moralmente. Como ex-capitão e alguém que dedicou tantos anos da sua vida ao Benfica, não posso esconder a minha preocupação diante da postura adotada pelo clube nas acusações de racismo feitas por Vini Jr. a um de nossos atletas. Para o meu espanto, a reação institucional foi de adesão imediata ao discurso do jogador acusado, sem que, aparentemente, houvesse qualquer interesse genuíno em apurar os acontecimentos após uma denúncia tão grave. O uso da imagem de Eusébio, nossa maior lenda, como um escudo que supostamente blinda o clube de ser falível no combate ao racismo foi no mínimo doloroso, assim como as inúmeras tentativas de descredibilizar a vítima. Doloroso porque o Benfica sempre foi maior do que qualquer circunstância, qualquer jogador, dirigente ou momento. Sempre se apresentou como uma instituição de valores, de dimensão humana e de responsabilidade histórica. Foi assim que eu aprendi e que vivi desde o momento em que cheguei à Luz, em 2003, quando o clube vivia uma de suas maiores crises desportivas. Hoje, porém, vivemos um outro tipo de crise, muito pior, porque é moral, e que me gera questionamentos inevitáveis: do lado de quem estamos? E, mais importante ainda, do lado de quê estamos? O que defendemos nas nossas vidas? Queremos realmente enfrentar o problema de frente ou só desejamos convenientemente varrê-lo para debaixo do tapete? Neste momento, é isso que está verdadeiramente em debate. Não se trata de rivalidades, de proteger A ou B. Trata-se de princípios. Racismo não é opinião. É uma chaga que precisa ser combatida com firmeza e responsabilidade, e talvez, como sociedade, o primeiro passo seja o mais difícil: olharmos no espelho e examinarmos nossas consciências. Às vésperas de mais um aniversário do Benfica, é doloroso ver este gigante, por natureza e por história, sofrer nas mãos de quem aparentemente tenta apequená-lo moralmente. O Benfica que eu conheci e defendi dentro de campo sempre esteve do lado certo da história. O tempo se encarregará de mostrar, com plena justiça, quem esteve de que lado das trincheiras. E eu espero, sinceramente, que estejamos à altura da grandeza que sempre nos definiu», escreveu o antigo capitão do Benfica.
O Al Gharafa, orientado pelo português Pedro Martins, venceu o Al Rayyan, comandado por Artur Jorge, por 3‑2 na 17.ª jornada da Liga do Catar.
O Al Gharafa, sob o comando do português Pedro Martins, derrotou o Al Rayyan, treinado por Artur Jorge, por 3‑2 na 17.ª jornada da Liga do Catar.
Rodrigo marcou o primeiro golo do Al Garafa aos (4). Na segunda parte, Fares Sassi empatou aos (57′) e voltou a marcar aos (61′). Aos (84′), Joselu marcou para fixar o 3‑1. Nos minutos finais, aos (90+1′), Roger Guedes ainda reduziu para 3‑2.
José Mourinho optou por ficar no autocarro durante o jogo entre o Benfica e o Real Madrid. A imprensa espanhola escreveu sobre a opção do técnico.
O Diario As dedicou um artigo sobre José Mourinho e o seu comportamento no Real Madrid x Benfica. O artigo, assinado por Marco Ruiz, afirma que este não foi o regresso esperado do técnico português a uma casa que bem conhece:
«Sozinho, longe dos holofotes e trancado no autocarro do Benfica. Após 13 anos, não foi o regresso ao Bernabéu que Mourinho esperava».
Ainda assim, a fonte de informação indica que José Mourinho tinha vontade de participar na antevisão ao jogo, algo que o Benfica optou por negar-lhe, devido a toda a situação na qual Gianluca Prestianni está envolvido:
«Até ao último momento, Mourinho ponderou a possibilidade de dar conferências de imprensa, algo que a UEFA lhe permitia, apesar da sanção. O Benfica impediu-o de falar antes do jogo para evitar que desviasse a atenção do que era importante e minimizar o ruído em torno de Prestianni, mas deixou-lhe a opção de falar após o jogo».
Marco Ruiz assume que José Mourinho preferiu não ser visto:
«Mourinho regressou a Lisboa como um herói, mas saiu de Madrid como um vilão. Durante o jogo, o treinador evitou ocupar a cabina de imprensa que o Madrid tinha habilitado para ele e diante da qual esperavam, aglomerados, jornalistas de todos os meios de comunicação acreditados. Na verdade, ele evitou ser visto».
José Mourinho poderia ter assistido ao encontro na cabine 6 (como Hansi Flick já o fez), mas optou mesmo por ficar no autocarro, num encontro em que não poderia pisar o relvado ou entrar nos balneários. O Real Madrid acabou por vencer 2-1, apurando-se para os oitavos de final da Champions League.
O Ranking UEFA já sofreu a sua mais recente alteração, depois dos jogos dos playoffs de Europa League e Conference League.
O Ranking UEFA está novamente atualizado, depois dos encontros da segunda-mão dos playoffs de acesso aos oitavos de final da Europa League e da Conference League. Portugal não conseguiu somar qualquer ponto, já que não contou com qualquer clube a atuar.
Já os Países Baixos viram o AZ Alkmaar apurar-se para a Conference League, depois de golear o Noah por 4-0. Ainda assim, continuam atrás de Portugal, que está na sexta posição e ainda tem três equipas nas provas.
Inglaterra lidera o Ranking, com a Itália e a Espanha a completarem o pódio. Eis a lista:
O Benfica recebeu e venceu o Sporting por quatro bolas a três, em jogo da sétima jornada da Champions League de Hóquei em Patins.
O Benfica bateu o Sporting por 4-3, num encontro da sétima jornada da fase de grupos da Champions League de Hóquei em Patins. O emblema da Luz abriu o marcador por intermédio de Roberto Di Benedetto, logo no primeiro minuto. O gaulês chegou ao bis pouco tempo depois, aos 8′.
Os leões reduziram aos 24′, por Henrique Magalhães, com o empate a surgir poucos segundos depois, com Danilo Rampulla a não desperdiçar uma grande penalidade. Zé Miranda fez o 3-2, aos 31′, e Nolito Romero voltou a empatar, aos 46′. Aos 48′, Roberto Di Benedetto estabeleceu o resultado final.
O Benfica está assim apurado para a final eight da prova. Já o Sporting segue no terceiro posto do Grupo B, sonhando ainda com a qualificação.
Estão definidas as 16 equipas oficialmente apuradas para os oitavos de final da Conference League. Não há clubes portugueses na prova.
Ficaram-se a conhecer os 16 clubes que vão participar nos oitavos de final da Conference League. Durante esta quinta-feira realizaram-se os encontros da segunda-mão do playoff de acesso a essa fase da prova. Eis os resultados e os apurados:
Cejle 3-2 Drita (Cejle segue em frente)
Fiorentina 2-4 Jagiellonia (Fiorentina segue em frente)
Rijeka 3-1 Omonia (Rijeka segue em frente)
Samsunspor 4-0 Shkendija (Samsunspor segue em frente)
AZ Alkmaar 4-0 Noah (AZ Alkmaar segue em frente)
Crystal Palace 2-0 Zrinjski (Crystal Palace segue em frente)
Lausanne Sport 1-2 Sigma Olomouc (Sigma Olomouc segue em frente)
A BBC fez as contas e são já 20 as denúncias de Vinícius Júnior por insultos racistas. Por 20 vezes, o avançado brasileiro ouviu das bancadas ou do relvado ataques direcionados ao tom de pele e às suas origens.
As denúncias começaram em 2021, num jogo contra o Barcelona, e foram-se multiplicando e disseminando como os braços de um polvo, umas ignoradas, outras punidas com um comunicado e outras com consequências judiciais. Em 2023, quatro homens foram multados e proibidos de frequentar recintos desportivos por dois anos depois de “enforcar” um boneco com a camisola do brasileiro, naquela que foi a primeira consequência real a gestos considerados de ódio.
Mesmo assim, nenhum destes casos foi tão mediático como aquele que se sucedeu em Valência, corria o mês de maio de 2023. Vinícius Júnior parou um jogo com as denúncias de insultos racistas oriundos da bancada. A partida acabou por ser retomada e o brasileiro viria a ser expulso no meio de uma confusão. O jogo foi tão marcante que é o protagonista do documentário “Baila, Vini” onde o futebolista e os que o rodeiam contam a sua história de superação e de chegada ao futebol profissional, em caminhos cruzados com a luta ao racismo.
Desde então, pouco mudou. Foram várias as denúncias que surgiram, as movimentações de apoio e, infelizmente, as palavras racistas dirigidas ao extremo. O antídoto para os insultos racistas é uma utopia distante. Afinal, o problema está muito para lá do futebol. Mas qual a justificação para a desproporcionalidade dos insultos ouvidos por Vinícius Júnior e para os ataques constantes ao brasileiro?
Aproveitando a presença em Madrid, o Bola na Rede foi à procura de respostas.
As dualidades de Vinícius, o jogador da história que mais alto elevou a luta contra o racismo
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede
Há, no futebol espanhol, poucos jogadores com o impacto mediático de Vinícius Júnior. O avançado chegou como promessa à capital espanhola, depois de um reinado longo de Cristiano Ronaldo como o mais Galáctico de Madrid e foi aumentando progressivamente de progressão, da equipa B merengue até ao estatuto de maior destaque da equipa principal.
É isso que nos relata Adrián Fouz, jornalista da Mediaset España, que rapidamente chega ao ponto central que explica o carácter tão divisório do brasileiro, amado por uns, odiado por outros.
«De uma maneira geral, creio que a imprensa é crítica quando o Vinícius faz algo desrespeitoso para com os adeptos adversários ou companheiros. Mas aqui em Espanha também há uma tolerância zero contra o racismo».
Adrián Fouz
«O Vinícius, desde que chegou a Espanha, tem vindo o nível de importância e de relevância a crescer ano após ano. Até à chegada do Mbappé, era o jogador mais importante do Real Madrid. É um jogador muito mediático e os adeptos gostam dele e estimam-no. Apesar disso, há certos comportamentos que muitos adeptos estão contra, por exemplo o que se passou. Há alguns adeptos do Real Madrid que não gostam que o Vinícius celebre em frente dos adeptos adversários. Essa é uma parte crítica, mas futebolisticamente os adeptos gostam muito dele», explica o jornalista espanhol.
É neste ponto, o das celebrações, que se abre o campo da subjetividade, garante o jornalista. Aquilo que para uns vale, para outros não, e quando a dança de Vinícius Júnior começa, abre-se o campo para as demonstrações das bancadas: umas mais ajustadas que outras.
«Há muita divisão de opiniões. De uma maneira geral, creio que a imprensa é crítica quando o Vinícius faz algo desrespeitoso para com os adeptos adversários ou companheiros. Mas aqui em Espanha também há uma tolerância zero contra o racismo. Todos estamos contra. É verdade que, no passado, houve vários adeptos racistas contra o Vinícius por este choque», esclarece o jornalista, que faz um ponto sobre a abordagem da imprensa espanhola.
«na história do futebol em Espanha, não me recordo de um jogador que tenha levado tão alto a luta contra o racismo».
Adrián Fouz
Sem se querer colocar como a figura central na história nem como representação da imprensa espanhola como um todo, Adrián Fouz reafirma o compromisso de quem escreve e fala publicamente deste tema nos jornais, rádios e televisões de Nuestros Hermanos.
A critica é comum, confessa o jornalista, mas a linha divisória está, geralmente, bem marcada. Há exceções como em todo o lado, confirma Adrián, mas os insultos racistas são vistos como uma linha vermelha
«Provavelmente, na história do futebol em Espanha, não me recordo de um jogador que tenha levado tão alto a luta contra o racismo. É verdade que sofreu muito, mas ele também quis manifestar-se contra tudo. Fez um documentário e parou um jogo de futebol em Valência, há três temporadas, por insultos racistas. É um exemplo claro da luta», enaltece Adrián Fouz.
A representação do Brasil e a culturalidade do baile
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede
Nem só de espanhóis se faz a comunicação social espanhola. Tati Mantovani é brasileira e uma das caras da TNT Sports no país da Roja, e acompanha de perto o futebol espanhol e Vinícius Júnior.
Para a jornalista, Vinícius Júnior colocou o dedo na ferida e foi responsável por feitos e méritos que só no futuro lhe serão reconhecidos. A denúncia que o levou aos holofotes e o tornou numa das caras principais da luta contra o racismo é uma das justificações pela qual os ataques ao brasileiro são tão comuns, explica Tati.
«O Vini é um jogador que fez a Espanha olhar-se ao espelho há três anos atrás quando começaram as denúncias mais ativas dos casos de racismo que sofreu em, se não me engano, 10 estádios diferentes. São mais de 20 denúncias somadas em três anos. Por isso ele sofre mais, por ter denunciado. Antes do Vinícius, isso não existia. De outros jogadores que sofreram racismo noutras décadas, que nem podemos julgar porque a sociedade estava num momento diferente, o Vinícius é o primeiro que, de forma ativa, denuncia e faz com que o sistema se movimente para denunciar tanto o clube como as competições nas quais ele é vítima de racismo. É complicado até dizer como ele é visto, porque a gente só vai entender o tamanho do que o Vinícius fez nesses anos daqui a uma década. Quando as coisas estão a acontecer, muitos vestem a camisa e não conseguem ver da mesma forma. Foi um passo muito importante que ele deu nestes últimos anos», salienta Tati Mantovani, que procede com a explicação.
«Para nós, a dança é uma forma de celebração e de comemoração. Que se utilize isso para justificar um ato de racismo é baixo e é vil e eu não consigo entender».
Tati Mantovani
«Quando alguém se torna a voz de quem não tem voz numa sociedade e num mundo, no geral, que não quer aceitar que aquela pessoa tem o direito de se posicionar quando é ela que está a sofrer, geralmente acaba por ser alvo de quem não acredita que o mundo tem de progredir e evoluir. Eu acho que o Vini é um desses casos», confessa a jornalista.
É nas danças e nas manifestações após o golo, frequentemente frente a bancadas rivais, que muitas palavras de desagrado começam a surgir. Tati Mantovani enquadra o bailado de Vinícius Júnior como uma demonstração de culturalidade e algo que entrou no corpo do jogador à nascença.
«O brasileiro comemora absolutamente tudo cantando, dançando e sendo feliz. Para nós, a dança é uma forma de celebração e de comemoração. Que se utilize isso para justificar um ato de racismo é baixo e é vil e eu não consigo entender. Eu sou uma pessoa que não sei dançar e, mesmo assim, quando acontece uma coisa boa na minha vida eu danço, mesmo não sabendo. O Vinícius sabe, então ainda pior. É algo normal que já vimos inúmeras vezes, inclusive em jogadores como o Cristiano Ronaldo. Já dançou para comemorar golos. Que se utilize a dança para justificar um ato racista torna ainda pior o que a gente sente no Brasil», lamentou a jornalista.
«Acho que o Vinícius é uma voz do Brasil. Muitas vezes perguntam-se se no Brasil não há só pessoas negras».
Sobre o impacto de Vinícius Júnior
Há, por Espanha, vários emigrantes brasileiros que rumaram a solo europeu à procura de melhores condições de vida. Falámos com uma mulher brasileira que, por motivos pessoais e profissionais, não quis ser identificada. O futebol não ocupa grande espaço na sua vida, mas há em Vinícius Júnior um sentimento de representação claro.
«Sinto-me bem representada por ele. Acho legal quando paro na saída do metro e vejo uma foto dele no Real Madrid, ao lado dos outros jogadores. Acho bem legal isso», começou por afirmar a entrevistada. «Acho que é uma voz do Brasil. Muitas vezes perguntam-se se no Brasil não há só pessoas negras. Não é assim, o Brasil é uma mescla total», confessou.
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede
O facto de ser negro, permite a Vinícius Júnior falar por quem muitas vezes não tem voz, explica ainda, lamentando o racismo e a discriminação que surgem quando se vê no passaporte a “ordem” e o “progresso”.
«É uma força que ele tem. Infelizmente, as pessoas negras não têm muitas oportunidades e está lá ele como um dos maiores jogadores do Brasil. Agora que ele vai para a Copa do Mundo, acho legal. Eu nunca passei por uma situação igual à dele e ninguém sofre na proporção que ele sofre», garantiu ainda, alertando para a diferença na proporção da voz de Vinícius Júnior. Se o insultam e diminuem por ser do Brasil, a entrevistada orgulha-se da sua voz chegar bem mais longe.
«Sempre vão existir pessoas que o vão querer diminuir só por ser do Brasil, mas o trabalho dele vai muito além do que o Brasil», complementa.
«Ele sabe que incomoda quando faz isso, mas é a maneira de ele dizer “Eu sou assim e vão ter de me aceitar assim”»
Sobre as comemorações de Vinícius Júnior
O que é ser do Brasil volta a estar em cima da mesa e, tal como Tati Mantonavi havia atribuído na questão da dança, também a entrevistada coloca a questão cultural como uma das razões que justifica a quantidade de denúncias feitas pelo brasileiro.
«Acho que a postura dele é muito a do brasileiro. Não aguentar calado, questionar e falar. Ele é uma voz e é uma pessoa que pode falar e os outros podem tomá-lo como exemplo para denunciar», manifestou-se.
Quanto às danças, o gosto é comum. Onde há um brasileiro, há uma vontade inerente em dançar para extrapolar todos os sentimentos de felicidade. Diz-se que quem dança seus males espanta, mas o dança do brasileiro atrai os maiores males da sociedade.
«Eu gosto e é uma maneira dele confrontar e de falar que é bom naquilo que faz. Acho que é a comemoração dele, uma maneira dele extravasar as críticas. Ele sabe que isso incomoda. É a maneira que ele consegue tacar. Ele sabe que incomoda quando faz isso, mas é a maneira de ele dizer “Eu sou assim e vão ter de me aceitar assim”», destaca a entrevistada, que recentra o problema não no jogador, mas na sociedade.
«Há muitos outros que fazem tantas coisas e ninguém ataca como atacam ele. Acho que os adversários encontraram uma maneira de o provocar. É racismo», conclui.
Quando a vontade de lutar contra o racismo se sobrepôs à tentação de desistir
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede
Nunca Vinícius Júnior se mostrou tão vulnerável como em março de 2024. Na antevisão de um duelo entre Espanha, o país onde se destaca nos relvados, e o Brasil, país onde nasceu e cultivou toda a ginga futebolística, Vinícius Júnior chorou e levantou a sua voz.
Ao contrário do que muitos apontam, confessou na altura o brasileiro, a denúncia não é um momento de felicidade, mas de profunda tristeza. O jogador relembrou a sua luta que já foi, outrora, a luta do pai
«É algo muito triste e que acontece aqui a cada jogo e a cada dia. Cada denúncia que faço deixa-me muito triste, tal como a todos os negros do mundo. É algo muito triste e não é só em Espanha que está a acontecer, é também no mundo. Também acontecia com o meu pai, escolhiam antes um branco do que um negro. É algo que noto e que luto porque me escolheram a mim. Luto para que num futuro próximo isto não volte a acontecer a ninguém. Entendo que se fale do que eu faço em campo. Claro que tenho muito para melhorar, ainda só tenho 23 anos e é um progresso natural. Já vejo isto há muito tempo e cada vez me sinto mais triste, cada vez tenho menos vontade de jogar», destacou o avançado, numas declarações que correram o mundo.
«Cada vez tenho menos vontade de jogar», disse Vinícius Júnior. Não porque o futebol se tornou menos artístico, não porque o treinador o colocava a jogar numa posição de que não gostava é não porque viu uma transferência calhar. O problema não era sequer uma lesão grave ou circunstâncias pessoais que se sobrepunham ao amor ao jogo. O centro da questão era somente a cor da pele. Desde então, Vinícius Júnior continuou a falar da luta contra o racismo e a discriminação, mas não esqueceu a promessa, que continua a cumprir.
«As pessoas vão ter cada vez mais o meu rosto. Os racistas são a minoria».
Vinícius Júnior
«Se saio daqui, dou aos racistas o que eles querem. Vou continuar aqui a lutar, a jogar no melhor clube do mundo, a ganhar títulos, marcando golos. As pessoas vão ter cada vez mais o meu rosto. Os racistas são a minoria. Como sou um jogador atrevido, que joga no Real Madrid e ganhamos muitos títulos, é muito complicado, mas vou seguir firme e forte porque tenho o apoio do clube e do presidente», destacou o jogador que relembrou a sua luta e o seu propósito com a causa.
«No futebol, há muitas pessoas, tantos jogadores melhores do que eu que já passaram por aqui. Eu quero fazer com que as pessoas no mundo possam evoluir, melhorar, que possamos ter igualdade, que num futuro próximo haja menos casos de racismo, que as pessoas negras possam ter uma vida normal, como as outras. Eu vou para os jogos com a cabeça centrada no jogo para fazer o melhor, mas nem sempre é possível. Tenho que me concentrar muito todos os dias», destacou o jogador.
Sobre o futuro, Vinícius Júnior não sabe o que mudará e, em dois anos, as conclusões são variadas. Havia no brasileiro uma certeza:
«Há crianças que gozam comigo e eu não as culpo, porque elas não entendem. Eu na idade delas também não entendia o racismo», referiu, à data, o jogador.
Não está nas mãos de Vinícius Júnior ser o responsável para que a próxima geração deixe de saber o que é racismo para lá da definição nos livros de história. Não está, sequer, nas mãos de ninguém garantir que tal possa vir a acontecer. Por agora, Vinícius Júnior vai bailando para festejar golos e erguendo a voz. De Adrián a Tati e não só, a conclusão é clara: Vini é muito mais do que somente um jogador de futebol, embora seja nessa arte que tenha alcançado o palco para erguer bem alto a voz.
O Celta de Vigo garantiu o apuramento para os oitavos de final da Europa League, depois de ter vencido o PAOK por 1-0.
O Celta de Vigo bateu o PAOK na noite desta quinta-feira por 1-0 e confirmou o apuramento para os oitavos de final da Europa League. O único golo do encontro foi marcado por Williot Swedberg, aos 63′. Os galegos venceram a primeira-mão na Grécia por 2-1, trazendo a decisão para os Balaídos.
A formação orientada por Claudio Giráldez vai enfrentar em seguida o Lyou ou o Aston Villa, evitando para já um confronto com Braga ou FC Porto.
O Bolonha, o Genk e o Nottingham Forest também garantiram a sua passagem. Eis os resultados: