Roberto Martínez fez a antevisão do Portugal x Uzbequistão. Seleção Nacional volta a entrar em campo nesta terça-feira pelas 18h00.
Roberto Martínez realizou a antevisão do Portugal x Uzbequistão, jogo a contar para a segunda jornada do Mundial 2026 já depois do empate diante da RD Congo. Entre os temas abordados, o selecionador nacional deixou vários elogios ao capitão Cristiano Ronaldo:
«É um exemplo, é um capitão. Reage como capitão. Com muita experiência. Podemos utilizar todos isso. Estamos a falar de alguém que está a defender e representar a Seleção há 21 épocas. Tem uma fome incrível de continuar a melhorar e de ajudar o grupo. É um exemplo no balneário».
Roberto Martínez falou ainda sobre o jogo de Cristiano Ronaldo:
«Somos uma equipa que quer a bola e que quer rapidamente recuperá-la. E quando temos a bola, precisamos de muita personalidade, clareza de como chegar à área adversária. E é preciso um jogador que abra os espaços. E o Cristiano é o mais forte a fazer isso, os números dizem isso. É um ícone. Esses movimentos, o abrir o espaço. No fundo, é a última peça dentro da nossa estratégia».
Roberto Martínez fez a antevisão do Portugal x Uzbequistão. Seleção Nacional volta a entrar em campo nesta terça-feira pelas 18h00.
Roberto Martínez realizou a antevisão do Portugal x Uzbequistão, jogo a contar para a segunda jornada do Mundial 2026 já depois do empate diante da RD Congo. Entre os temas abordados, o selecionador nacional foi questionado sobre o ruído exterior e disse o seguinte:
«Não tive um jogo sem barulho desde o meu primeiro dia em Portugal. Já mostrámos que a equipa é experiente, focada e responsável e chegámos a um bom nível. Estamos num Mundial. Aqui há muito barulho e faz parte. Para nós, o aspeto do ser humano é muito importante. É perceber quem está e quem não está com a Seleção. Mas o importante no balneário é mostrar atitude, ter autocrítica para melhorar e estarmos prontos. E estamos focados, muito fortes e, agora, o grupo está mais unido do que antes de chegar. São já 22 dias de trabalho e o barulho não entra no balneário».
Roberto Martínez fez a antevisão do Portugal x Uzbequistão. Seleção Nacional volta a entrar em campo nesta terça-feira pelas 18h00.
Roberto Martínez realizou a antevisão do Portugal x Uzbequistão, jogo a contar para a segunda jornada do Mundial 2026 já depois do empate diante da RD Congo. Entre os temas abordados, o selecionador nacional confirmou que Tomás Araújo «não está apto» para o jogo:
«Posso dizer que temos todos os jogadores aptos menos o Tomás Araújo, que esteve condicionado a treinar individualmente e ainda não está apto. Mas depois deste jogo, penso que já poderá voltar. Temos 22 jogadores de campo, o Rúben Dias já voltou, e todos os guarda-redes estão preparados para ajudar».
Roberto Martínez fez a antevisão do Portugal x Uzbequistão. Seleção Nacional volta a entrar em campo nesta terça-feira pelas 18h00.
Roberto Martínez realizou a antevisão do Portugal x Uzbequistão, jogo a contar para a segunda jornada do Mundial 2026 já depois do empate diante da RD Congo. Entre os temas abordados, o selecionador nacional recordou o jogo da estreia e falou sobre o próximo adversário:
«Como atacar o Uzbequistão? Os primeiros 20 minutos do primeiro jogo foram muito bons. Depois, até ao intervalo, foram minutos muito maus. Precisamos de uma estrutura e disciplina. Melhorámos ao intervalo, mas o adversário ganhou muita vida. Foi a estreia no Mundial, foi emotivo. O Uzbequistão tem uma estrutura muito boa, clareza, o treinador é muito experiente em Mundiais. É importante perceber o que podemos fazer com bola, como podemos criar vantagens táticas para encontrar os espaços certos. Esse não é um ponto fraco da nossa Seleção, pelo contrário. Mas no primeiro jogo houve muitos aspetos emotivos que fazem parte e não foi aquilo que queríamos».
Campeonato do Mundo 2026: 2.ª jornada. 23 de junho de 2026, 18h00.
A ANTEVISÃO: UM TUDO OU NADA ENTRE UM MAR DE POLÉMICAS
Depois de um início quase catastrófico, Portugal procura a sua primeira vitória no Mundial 2026, numa semana marcada por várias polémicas internas, onde alguns jogadores da seleção portuguesa e as suas famílias foram alvos de invasões de fãs de Cristiano Ronaldo descontentes com a forma como o astro português é, alegadamente, tratado pelos companheiros de equipa. Sem resposta oficial nem oficiosa quanto ao assunto, a seleção procura blindar o balneário a barulho exterior e focar-se naquilo que importa: o que acontece dentro das quatro linhas.
No jogo de estreia, frente à RD Congo, Portugal usou e abusou de passes para o lado e para trás, numa recusa ao passe progressivo e à baliza adversária que perdurou 90 minutos. O excesso de conservadorismo custou à seleção nacional dois preciosos pontos, e agora não há tempo nem pontos a perder. Portugal defrontará uma equipa sem medos de se esconder dentro da sua área e aproveitar eventuais transições
Do outro lado está o Uzbequistão, em estreia absoluta em campeonatos do mundo e que perdeu o seu primeiro jogo frente à Colômbia por 3-1, onde ainda conseguiu marcar o seu primeiro golo de sempre num mundial. Com poucas aspirações e treinada por um campeão do mundo, a seleção da Ásia Central procura mostrar-se a bom nível e parar as intenções portuguesas, recorrendo, provavelmente, ao seu bloco baixo em 1x5x4x1 e procurando transições ofensivas, quando oportuno.
Adivinha-se um jogo de sentido único, com a bola nos pés de jogadores portugueses durante quase a totalidade dos 90 minutos. Do ponto de vista português, espera-se mais afinco ofensivo e capacidade de chegar à baliza adversária, onde certamente existem jogadores capazes de fazer a diferença. Do outro lado, também é sabido que uma nova derrota praticamente eliminaria a seleção do Uzbequistão, pelo que é um jogo de tudo ou nada para o conjunto de Fabio Cannavaro.
O árbitro nomeado é Jalal Jayed.
10 DADOS RÁPIDOS
Este será o primeiro confronto entre Portugal e Uzbequistão na história dos mundiais.
Portugal precisará obrigatoriamente de vencer para se colocar na liderança do grupo.
Uma vitória portuguesa e uma vitória da República Democrática do Congo eliminariam o Uzbequistão deste Mundial.
Cristiano Ronaldo pode juntar-se a Messi enquanto únicos jogadores a marcar em seis mundiais diferentes.
A principal referência da seleção asiática é Abdukodir Khusanov, atual defesa central do Manchester City.
Cristiano Ronaldo está a um golo de igualar o recorde de Eusébio enquanto jogador português com mais golos em fases finais de mundiais.
Uzbequistão procura a sua primeira vitória de sempre num campeonato do mundo.
João Neves marcou o primeiro golo da seleção portuguesa neste mundial, foi também o seu primeiro golo em mundiais, naquele que também foi o seu primeiro jogo num mundial.
Uzbequistão é treinada pelo lendário defesa central e campeão do mundo Fabio Cannavaro.
“Os lobos brancos” são a primeira seleção de sempre da ásia central a chegar a uma fase final do campeonato do mundo.
JOGADORES A TER EM CONTA.
Fonte: Edmilson Monteiro/Bola na Rede
João Félix – Um dos principais problemas da exibição de Portugal frente à RD Congo foi a incapacidade da seleção nacional de popular e usufruir do corredor central para desenvolver os seus ataques, caindo na tentação de circular a bola lateralmente, demorando muito a fazer girar o jogo de um lado ao outro. Na teoria, uma solução simples para este problema passa por colocar jogadores capazes de jogar em espaços curtos e com poucos toques no entre as linhas adversárias, como João Félix, que fez as melhores épocas da sua carreira no corredor central, perto de um avançado fixo. Com liberdade para se soltar de referências individuais e ler o jogo, João Félix é um dos variados jogadores da seleção portuguesa capaz de trazer dinamismo ao ataque português e trazer as jogadas para perto da baliza adversária, ao invés de fazer parte de uma circulação oca e sem objetividade.
Fonte: Manchester City
Khusanov – Havendo a possibilidade do Uzbequistão ser já eliminado neste segundo jogo do mundial, de certo que a seleção asiática quererá dar uma boa imagem de si própria. É de esperar que esta seleção tenha muito menos bola que a seleção portuguesa e que se refugie no seu próprio bloco, aproveitando saídas ocasionais para tentar a sua própria sorte. Será um jogo de paciência de parte a parte e onde a seleção do Uzbequistão precisará de muita concentração e foco para conter a seleção portuguesa, passando principalmente por Khusanov, defesa central estrela deste conjunto, atual jogador do Manchester City.
XI´s PROVÁVEIS
Portugal: Diogo Costa, Diogo Dalot, Ruben Dias, Renato Veiga, João Cancelo, Vitinha, João Neves, Bruno Fernandes, João Félix, Francisco Conceição, Cristiano Ronaldo
Treinador: Roberto Martínez
«Acho que é importante para nós perceber aquilo que precisamos de fazer com bola, como é que podemos criar as nossas vantagens táticas para encontrar os espaços certos, para encontrar situações de um contra um».
À entrada para este Mundial, era uma questão de tempo que Miroslav Klose visse o recorde que estabeleceu em 2014 batido. Poucos perspetivariam que fosse tão rápido. Quer Kylian Mbappé, quer Lionel Messi tinham possibilidades bastante claras de o fazer. Foi o argentino, que também estava bem mais próximo deste recorde, o primeiro a fazê-lo. Mais impactante que o recorde de maior goleador na história dos Mundiais, Lionel Messi, aos 38 anos e a uma semana de completar os 39, tem cinco golos no Mundial 2026. A Argentina também tem cinco.
Desta feita, o roteiro não foi exemplar e teve de passar por caminhos sinuosos. Aos 9 minutos, o 10 da Argentina foi à marca dos 11 metros para manter a tradição bem viva. Quer em 2018, diante da Islândia, quer em 2022, contra a Polónia, Lionel Messi desperdiçou um penálti na fase de grupos. Quis manter a tradição e nem acertou na baliza. O recorde ficou novamente mais distante, mas apenas por uns minutos. Há, no jogo de Lionel Messi, esta genialidade. Mal a bola passou ao lado do poste, se percebeu que, daí a uns minutos poderia sair um golo bem mais difícil.
Não foi um jogo de alto grau de exigência, mas foi, provavelmente, o golo perfeito para sinalizar mais um marco histórico na carreira do jogador. As contas são difíceis, mas provavelmente chegam aos três dígitos os golos de Messi à entrada da área, naquela zona que, um dia que se retire, será apelidada com o seu nome. Continua a ter uma batida na bola invejável e uma noção do local onde colocar a bola perfeita. Desta feita, jogou com o movimento de Schlager (que não conseguiu enganar no penálti) e marcou. Ainda voltou a faturar nos descontos, já bem no fim do jogo, num lance em que o próprio tem o maior mérito, não pela insistência no golo, mas pelo passe com que abre o campo e isola Julián Álvarez. Se ninguém pudesse correr, o nível que tem não seria muito diferente ao que exibiu no prime.
Fonte: Federação Argentina de Futebol
Apesar de reunir todos os golos da Argentina no Mundial 2026, a seleção albiceleste não se resume ao seu maior astro, mas é perfeitamente resumida na sua maior figura. O maior mérito de Lionel Scaloni é esse. Num mundo onde a fisicalidade e a imposição nos duelos são cada vez mais valorizados, a Argentina valoriza a pausa, as combinações em espaços curtos e as tabelas. Aproxima jogadores, guarda para si a bola e não deixa de ter ameaça. E assim, vai valorizando jogadores.
Enzo Fernández fez um jogo de médio total. Será sempre deste modo que mais se conseguirá valorizar, com liberdade para aparecer em zonas de saída de bola e construção, mas também dentro do bloco adversário e com capacidade para chegar à área. Se o lado direito do ataque é mais funcional naturalmente, com Molina a crescer sobre o corredor e as compensações entre Rodrigo De Paul e Lionel Messi, o lado esquerdo cresceu. Não só Facundo Medina, defesa central de raíz, ganhou envolvimento ofensivo, como Thiago Almada se conseguiu envolver mais no jogo. No primeiro golo, é dele a responsabilidade pela forma como a bola chega redondinha e sem oposição aos pés de Messi. Por fim, haverá sempre discussão sobre o titular do ataque argentino. Julián Álvarez é um nome mais sexy pela capacidade associativa e no ataque ao espaço. Ainda assim, Lautaro Martínez tem merecido a titularidade e correspondido, não em golos, mas no trabalho sobre a linha defensiva. É um jogador mais dado ao choque com os centrais e ao trabalho de fixá-los, libertando espaço para quem aparece desde trás. Tem correspondido, apesar das críticas.
A Áustria teve dificuldades em aparecer no jogo, embora o tenha mantido vivo até ao fim. Para impedir que a Argentina conseguisse chegar às costas da pressão, acabou por não se implementar de forma tão convicta no meio-campo contrário, juntando quatro homens na função de impedir a bola de chegar aos médios. Ainda assim, embora tenha conseguido um conforto defensivo durante longos períodos, a Áustria perdeu a sua maior força ofensiva. Na seleção não há grandes fontes de criatividade, embora Paul Wanner até tenha sido chamado ao onze. Sem as bolas recuperadas mais alto e em situações de desequilíbrio do adversário, reduziram-se as hipóteses austríacas que, para piorar, continua sem conseguir arranjar maneira de render Christoph Baumgartner como o jogador de chegada e capacidade concretizadora. Diante da Argélia, na última jornada, espera-se outro cenário no jogo.
Na vida há três certezas: a morte, os impostos e o weather delay nos EUA. Depois de um Mundial de Clubes, há um ano, com interrupções constantes, o Mundial 2026 parecia estar a conseguir escapar à tristeza de ver as equipas arrumarem a trouxa e esperarem, no balneário, que os raios, a chuva ou qualquer outro fenómeno meteorológico extremo se dissipe. Entre o capitalismo e a instabilidade climatérica, um dos dois será o maior retrato de norte-americanidade do mundo.
Foram a França e o Iraque os primeiros afetados pela regulamentação tão perfecionista que deixa de ter qualquer tipo de perfeição. Não deixa de ser poético que um país tenha mais entraves à circulação de pessoas durante a trovoada do que à circulação de armas por qualquer infantário. De um jogo entusiasmante, duas horas de pausa fizeram com que o encavalitar de jogos tornasse qualquer evento menso relevante e simbólico. Não que Mbappé, Olise e Dembélé tenham tido qualquer problema com isso.
Do quarteto ofensivo escalado por Didier Deschamps nos últimos meses, estes são os três nomes indiscutíveis. Diante do Iraque, todos mostraram a sua força. Quando muito se debatia a ausência de um criativo no jogo francês, já sem Antoine Griezmann que fazia todos os papéis necessários, Michael Olise decidiu aparecer. Não tem o pensamento tão estruturado como o seu antecessor na posição, muito menos a capacidade de funcionar como terceiro médio, mas tem na forma como descobre passes sem qualquer tipo de entrave uma força importante. A dinâmica posicional com Ousmane Dembélé, mais aberto ou mais interior, é fundamental para o 11 francês conseguir ver o campo de frente. Quanto ao Bola de Ouro, é natural que perca protagonismo na equipa francesa, mas também fez um jogo importante. Além do conforto que dá aos colegas, é fundamental na pressão, capaz de recuperar bolas mais alto e de garantir maior volume nos ataques.
Fonte: Federação Francesa de Futebol
Por fim, Kylian Mbappé continua a insistir em ter no Mundial o seu palco favorito. Não fosse Lionel Messi a um nível ainda mais estratosférico e o facto de, ao segundo jogo do terceiro Mundial, ter igualado Miroslav Klose (16 J, 16 G) teria muito mais repercussão. Impressionante a facilidade com que procura o remate e com que aparece na área, fluindo dentro de uma liberdade onde consegue interpretar todos os espaços. Não é ditador, é comandante. E, com o galo ao peito, até o correr para trás surge com naturalidade.
Entre as mudanças de Didier Deschamps, Manu Koné também aproveitou o momento para contrariar todas as dúvidas, mais por desconhecimento que por convicção. É, em todo o leque de médios, o mais completo, o que não significa, necessariamente, que tenha de ser o titular. Dificilmente o selecionador francês abdicará de Aurelién Tchouaméni, um pilar defensivo e posicional, ou de Adrien Rabiot, o faz tudo sobre o corredor esquerdo, mas as possibilidades de jogo ofensivo aumentam com o médio da AS Roma em campo. Não descura do ponto de vista defensivo ou físico e tem nos argumentos com bola, quer no passe, quer em condução. Será importante ao longo da competição.
A imagem do Iraque volta a ser positiva. Com um grupo tão complicado e um contexto delicado, devido à guerra no Médio Oriente e ao impacto que teve no futebol no país, não se esperava que desse para muito mais. Graham Arnold vai conseguindo valorizar a proposta de jogo e a seleção iraquiana tem conseguido competir, até um certo momento, pela capacidade de valorizar a bola. Desta feita, até pela lesão precoce de Aymen Hussein, a seleção iraquiana foi forçada a ter mais bola. Pela esquerda, projetando Merchas Doski e juntando Al-Ammari e Zidane Iqbal, geraram-se boas associações e uma convicção. Não é por qualidade que o médio com nome de craque não anda em contextos superiores ao Utrecht. É Zidane e bom de Bal(l).
As 1.001 maneiras de jogar futebol na terra do bacalhau | Noruega 3-2 Senegal
Fonte: Federação Norueguesa de Futebol
Diz-se que o bacalhau é da Noruega, mas o futebol tem feito questão de querer concorrer com o peixe. A seleção de Stale Solbakken tem mostrado que não está no Mundial 2026 para ser visto como peixe miúdo, mas como um peixe graúdo, que nem o bacalhau. Para lá da qualidade, há outra semelhança entre o futebol e a culinária do peixe mais gostado em Portugal: as diversas maneiras de trabalhar com o mesmo produto.
Se o bacalhau pode ser cozinhado de 1.001 maneiras distintas, diz a tradição lusa, confirmada pela quantidade de livros que as apregoam e propagam, o futebol também pode ser jogado de 1.001 formas distintas. No entanto, há um detalhe que ninguém nos conta. A base para todas as receitas do bacalhau passa, para lá do peixe, como é óbvio, pelo azeite, pela cebola, pelo alho. A base para todas as maneiras da Noruega jogar passam por Erling Haaland.
O avançado é a principal referência da seleção norueguesa e um porto seguro para todos os cenários ofensivos da Noruega. A seleção adversária vai pressionar e deixar espaço nas costas. Há Haaland para o explorar. O adversário vai baixar linhas e defender a área. Haaland vai estar na área para responder a cruzamentos. O adversário vai colocar dois ou três jogadores a marcar o cyborg norueguês? Não só vai haver gente a chegar à área livre como Haaland vai conseguir arranjar uma maneira, mais ou menos ortodoxa, de tocar na bola. Depois, há a técnica no remate, há a capacidade de funcionar como pivô e há o momento da pressão. A Noruega não vive de Haaland, mas dificilmente viveria da mesma maneira sem ele.
Fonte: Federação Norueguesa de Futebol
Contra Senegal, num dos jogos mais aguardados do Mundial 2026, Erling Haaland apareceu por duas vezes para permitir aos noruegueses defender uma vantagem de dois golos. Ainda assim, não só do avançado norueguês se fez uma exibição impositiva. É curioso como, em tempos, Martin Odegaard foi uma das maiores promessas do mundo. Os anos passaram e, depois de um início difícil, o médio conseguiu chegar ao topo, mas nunca com o mesmo hype com que começou. Não que tal signifique menos futebol. Abriu completamente o livro como médio de construção e de criatividade no último terço, mas também na sua versão de infiltrador, a construir vantagens na chegada à área. Foi bem acompanhado por Sander Berge, fundamental a garantir equilíbrios defensivos e ofensivos, e, na segunda parte, por Patrick Berg. Um autêntico tratado de futebol o médio que entrou ao intervalo.
Por mais que o Senegal tenha conseguido competir em ambos os jogos na fase de grupos, ainda não saiu recompensado e jogará a última jornada com o coração nas mãos e a matemática na cabeça. Diante da Noruega, até pela maior proximidade entre as duas seleções, fica a imagem de uma imagem menos conseguida que diante da França. Kalidou Koulibaly, esteio da equipa do ponto de vista defensivo, falhou por duas vezes e nas duas houve golo norueguês. Pelo poderio ofensivo, é impossível cometer tamanhos erros diante da Noruega. Lá na frente, o jogo de Nicolas Jackson também comprometeu e, pelas áreas, se explica muita da diferença.
Ainda assim, e recordando o duro caso da seleção de Senegal, com conflitos com a Federação, salários em atraso e condições de trabalho duras, há nomes aos quais Pape Thiaw se pode agarrar. Ismaila Sarr ser titular indiscutível é uma surpresa, até pelo pouco peso de Iliman Ndiaye, mas o avançado tem correspondido. Quer sobre a direita, quer por dentro, onde terminou o jogo, ataca espaços e procura a baliza. Garante sempre desconforto à defesa adversária. Do banco, e se Iliman Ndiaye tem pouco peso, há uma aposta importante em Ibrahima Mbaye. Traz sempre algo de novo ao jogo, com muita qualidade técnica no pé, mas também capacidade jogar no espaço. O PSG sabe bem o que está a fazer.
Não chega a ser uma desilusão, longe disso, mas o Mundial 2026 da Argélia também não tem conseguido corresponder às expectativas de futebol envolvente e atrativo. Há miragens do futebol associativo e combinativo que as Raposas do Deserto têm como base, mas, do ponto de vista coletivo, há algumas dificuldades na sua implementação. Se a derrota contra a Argentina pode ser vista como normal, perante uma seleção com uma filosofia semelhante, as dificuldades diante da Jordânia, por muito competente e competitiva que a seleção asiática seja, são mais preocupantes.
A primeira parte, principalmente, foi complicada para a Argélia que, como seria normal e natural, teve bem mais bola, mas pouca capacidade para jogar dentro do bloco. As melhores oportunidades, curiosamente, até foram aproveitando os espaços nas costas dos defesas jordanianos, onde Riyad Mahrez foi capaz de chegar com regularidade. Faltou à maior estrela do futebol argelino, já numa fase diferente da carreira, outra agilidade e receção (que crueldade para um extremo que viveu muito da capacidade de receber e acelerar) para o perigo chegar.
Além das dificuldades ofensivas, há lacunas defensivas bem claras na seleção argelina, a começar pela baliza. Luca Zidane não dá, a este nível, garantias mínimas de segurança e estabilidade. Já contra a Argentina tinha ficado mal na fotografia. Depois, por perfil e morfologia, mas também por projeção ofensiva e pouco balanceamento, a seleção argelina terá sempre dificuldades para reagir a perdas de bola e a transições rápidas. A solução, no caso, até passa mais pelo que a seleção conseguirá fazer do ponto de vista ofensivo para conseguir esconder estas limitações e camuflá-las ao máximo, permitindo poucas recuperações altas e sendo capaz de travar ao máximo transições e bolas no espaço.
Fonte: Federação Argelina de Futebol
Sem um envolvimento ofensivo deslumbrante e com lacunas defensivas, a segunda parte trouxe um ritmo diferente e uma capacidade de fazer fluir o jogo distinta à Argélia. Não será, certamente, a solução ideal para a proposta argelina, mas o que Ahmed Benbouali, o melhor marcador do Gyor, o surpreendente campeão húngaro, ofereceu compensou as lacunas criativas. Às vezes, basta não inventar demasiado e vestir o fato de operário, meter um avançado de área perto da baliza e esperar por um cruzamento ou uma bola parada. Foi com dois lances destes que a Argélia acabou por chegar a uma reviravolta muito suada, como quem precisa de meter a mão na Maza para se suceder. E, se o criativo argelino esteve apagado na primeira parte, na segunda, jogando mais recuado como segundo médio, fartou-se de acertar passes e de fazer o jogo fluir. Vai nascendo uma estrela.
Para a Jordânia, o peso de uma eliminação tão precoce não reflete a competitividade e a combatividade, duas palavras foneticamente semelhantes e, no caso, complementares, que a seleção foi capaz de colocar em campo. Foi, quer para a Áustria, quer para a Argélia, muito complicado de defrontar a seleção asiática, que conseguiu ser competitiva lá atrás e, sem muitos rodeios, criar perigo em transição, com ataques muito rápidos e eficientes. É uma seleção com focos muito claros e que vai vivendo deles.
Fica, desta derrota, o final de primeira parte. Já antes do golo, a Jordânia conseguiu aumentar o volume ofensivo em transição. Desta feita, com Mahmoud Al-Mardi sobre a esquerda, a fazer o papel de ligação entre meio-campo e ataque, houve outra capacidade para gerir as transições e variar caminhos. A ligação a Mousa Al-Tamari, o grande destaque da seleção, continuou predilecta, contando com tudo o que avançado ofereceu ao jogo, mas não se esgotou nisso. A Jordânia conseguiu chegar com mais gente perto da área e, assim, aumentar o perigo. Não deixa de ser uma recompensa merecida mais um golo no Mundial, precisamente com Nizar Al-Rashdan a chegar perto da área para evitar que uma rosca de Al-Tamari se perdesse. Quando se lidera uma seleção louca por jogar, até as piores ações técnicas se convertem em objeto de culto.
A Jordânia está eliminada do Mundial 2026. Asiático são a quarta seleção a ver confirmado o afastamento da competição.
O Mundial 2026 continua e, com a segunda jornada da fase de grupos perto de ficar completa, já há quatro seleções sem esperança em seguir em frente. A Jordânia é o conjunto mais recente.
A derrota por 2-1 diante da Argélia, apesar da boa réplica, torna impossíveis as contas para a seleção asiática, a fazer a estreia no Mundial, em seguir em frente.
A França, a Noruega e a Argentina juntam-se aos 16 avos de final do Mundial 2026. No total, são seis as seleções apuradas para a ronda.
Mais um dia de Mundial 2026 com novidades. As vitórias de França e Noruega, no Grupo I, e o triunfo da Argentina no Grupo J garantem o apuramento das três seleções para os 16 avos de Mundial 2026.
Nestas, o grande destaque é a Argentina que, além do apuramento, confirmou também o seu lugar nos 16 avos de final como líder do grupo, já conhecendo, portanto, o chaveamento.
Eis o chaveamento já conhecido:
México: 30 de junho, Cidade do México, 3.º lugar grupos C, E, F, H ou I.
EUA: 1 de julho, California, 3.º lugar grupos B, E, F, I ou J.
Alemanha: 29 de junho, Boston, 3.º lugar grupos A, B, C, D ou F.
Argentina: 3 de julho, Miami, 2.º lugar Grupo H
Ainda por definir primeiro ou segundo lugar do Grupo I estão a França e a Noruega, que se defrontarão na última jornada numa final cujo empate sorri aos gauleses.
A Argélia não viveu um jogo fácil, mas conseguiu a vitória e os três pontos. Com a derrota, a Jordânia está fora do Mundial 2026.
Não foi nada fácil, mas a Argélia conseguiu bater a Jordânia e garantir a primeira vitória no Mundial 2026. Na segunda jornada da fase de grupos, vitória por 2-1.
Foi a seleção estreante na competição que começou por movimentar o resultado. Antes do intervalo, Nizar Al-Rashdan (36′) deu vantagem à formação asiática ao intervalo.
Na segunda etapa, o conjunto argelino cresceu com as substituições, que foram recompensadas. Ahmed Benbouali (69′) entrou para marcar e cumpriu o seu destino. Mais tarde, nova bola parada e golo de Amine Gouiri (82′), a fechar as contas do jogo.
Com este resultado, A Argentina, que venceu a segunda jornada, segura o 1.º lugar do grupo com seis pontos, ficando a Áustria com três pontos no segundo lugar e vantagem diante da Argélia, que soma os mesmos pontos, em caso de empate. A Jordânia ainda não pontuou e está eliminada do Mundial 2026.
A Noruega venceu Senegal e está nos 16 avos de final do Mundial 2026. Última jornada vai decidir vencedor do grupo.
A Noruega está nos 16 avos de final do Mundial 2026. Depois de vencer o Iraque por 4-1, a seleção dos Vikings derrotou Senegal por 3-2 e sentenciou o apuramento para a próxima fase.
Marcus Pedersen (43′) fechou uma primeira parte de bom futebol e com muitas oportunidades de parte a parte com um golo a dar vantagem à formação norueguesa. O lateral havia entrado para o lugar de Julian Ryerson, que saiu lesionado.
A segunda parte ainda teve mais golos. Erling Haaland (48′ e 58′) bisou pelo segundo jogo consecutivo e garantiu a vitória à seleção europeia. Ismaila Sarr (53′ e 90+3′) bisou para os africanos.
Com este resultado, a Noruega iguala a França, que também venceu, na liderança do Grupo I, ambas com seis pontos. No confronto direto na última jornada, são os franceses que beneficiam do empate, pela melhor diferença de golos. Já Senegal, tal como o Iraque tem zero pontos. Qualquer uma terá de vencer para sonhar com seguir em frente como um dos melhores terceiros lugares.
Kampen er slutt. Det ble en ny norsk jubelkveld i VM når Senegal ble slått 3-2 i New Jersey! Marcus Holmgren Pedersen sørget for 1-0-ledelse til pause før Erling Braut Haaland scoret to mål i andreomgang. pic.twitter.com/WvBnlghhdw