Início Site Página 549

Carlo Ancelotti analisa empate do Brasil frente a Marrocos: «Esperava-se começar melhor, mas pode acontecer porque Marrocos é um bom adversário»

Carlo Ancelotti analisou o empate do Brasil contra Marrocos no Mundial. O treinador italiano apontou falhas e pediu foco no embate seguinte.

Carlo Ancelotti analisou o empate do Brasil contra Marrocos por 1-1 na estreia no Mundial 2026. Sobre os 45 minutos iniciais, o selecionador foi claro:

«Não começámos bem o jogo, a equipa estava um pouco preocupada, perdemos muitas bolas, muitos duelos. A primeira parte não foi boa».

O treinador identificou os problemas que originaram as dificuldades da equipa em campo:

«Houve um pouco de ansiedade, penso que sim. Na primeira parte, eles saíram da pressão e fizeram transições perigosas. Podíamos ter tido mais controlo».

Apesar do resultado, o italiano avaliou a conquista de um ponto de forma positiva:

«Satisfeito, sim. Esperava-se começar melhor, mas pode acontecer porque Marrocos é um bom adversário. Agora é focar no próximo jogo».

Bruno Lage prestes a assumir o comando do Al Diriyah: Eis os detalhes

Bruno Lage está muito perto de fechar as negociações com o Al Diriyah, clube recentemente promovido à Liga Saudita.

Bruno Lage está cada vez mais perto de confirmar a mudança para a Liga Saudita. Segundo A Bola, o técnico português está numa fase muito avançada das negociações com o Al Diriyah e o acordo deve ser anunciado nos próximos dias.

Com um plantel que conta com o ex-FC Porto Moussa Marega, o Al Diriyah garantiu a subida ao primeiro escalão da Arábia Saudita batendo o Al Ula de José Peseiro no playoff. O clube da cidade com o mesmo nome e a 15 quilómetros da capital, Riade, planeia um forte investimento em reforços.

Bruno Lage prepara-se assim para a sua segunda experiência no Médio Oriente, depois da passagem pelos Sub-19 e pela equipa B do Al Ahli, no Dubai. O técnico está livre no mercado desde a saída do Benfica no arranque da temporada 2025/26.

Bruno Lage
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

53 anos depois: New York Knicks superam o San Antonio Spurs e sagram-se campeões da NBA

Em cinco jogos, os New York Knicks colocaram um ponto final na espera de 53 anos. A NBA atribuiu o prémio de MVP das Finais a Jalen Brunson.

Durante a madrugada deste domingo, os New York Knicks acabaram com a seca de 53 anos e sagraram-se campeões da NBA. Jalen Brunson foi eleito o MVP das Finais, depois de conduzir a equipa à vitória por por 94-90 sobre os San Antonio Spurs.

O base norte-americano voltou a ser o motor do ataque de Nova Iorque, acumulando 45 pontos numa noite em que o parceiro Karl Anthony Towns não foi capaz de registar mais de dois pontos. Do lado dos Spurs, apenas o rookie Dylan Harper ultrapassou os 20 pontos, com Victor Wembanyama a fechar as primeiras finais da carreira com 19 pontos, 14 ressaltos e cinco desarmes de lançamento.

Desta forma, os New York Knicks concretizam o sonho que tem vindo a ser construído nos últimos anos, começando com a aquisição de Jalen Brunson, seguida pela montagem de um plantel recheado de talento à sua volta e, mais recentemente, a contratação do treinador Mike Brown no início desta temporada.

Ruben Amorim pronto para assinar: Falta apenas a confirmação do AC Milan

Fabrizio Romano avança que Ruben Amorim está muito próximo de tornar-se o próximo treinador do AC Milan, faltando apenas o ‘ok’ dos rossoneri.

O regresso de Ruben Amorim ao ativo está cada vez mais perto de acontecer. Segundo Fabrizio Romano, Ruben Amorim espera apenas pela decisão final do AC Milan para tornar-se o sucessor de Massimiliano Allegri no comando técnico dos rossoneri.

A mesma fonte confirma que o técnico português está pronto para aceitar as condições propostas pelo clube italiano, que alegadamente inclui uma proposta de contrato até 2029, com um salário anual de quatro milhões de euros.

Ruben Amorim está livre no mercado desde a saída do Manchester United em janeiro. A contratação do treinador ex-Sporting faz parte de um plano de renovação do AC Milan, que também despediu vários membros importantes da direção.

Entre as dúvidas do Brasil e as certezas de Marrocos, brilharam aqueles por quem ninguém dava nada – Diário do Mundial 2026 #3

Lê também os outros capítulos do Diário do Mundial 2026. 

A Suíça adormeceu e Lopetegui disse “Surpresa” | Suíça 1-1 Catar

Catar Jogadores
Fonte: Federação Catari de Futebol

Faltava apenas uma surpresa para o Mundial 2026 se poder considerar um Campeonato do Mundo na sua totalidade. Essa chegou num dos jogos mais improváveis, principalmente pelo cenário que se foi arrastando ao longo dos minutos. A Suíça foi consideravelmente superior ao Catar durante hora e tal, mas só marcou um golo. Livre de qualquer ameaça, para lá de dois lances ocasionais que Edmilson Júnior provocou, a equipa helvética controlou o jogo a seu belo favor. Mas não o resolveu, o cansaço e o calor acentuaram-se e houve espaço ao que ninguém foi capaz de prever.

Mahmoud Abunada foi herói. Se há reparo a fazer à Suíça, esse está relacionado com a eficácia, mas há uma razão bem forte para tal alheia à seleção europeia. À exceção de um penálti, no qual teve culpas no cartório, quando deixou o lado desenfreado superar o racional, Abunada não deixou entrar… nada. Além da surpresa, também fazia falta uma daquelas exibições impositivas do guarda-redes. Foi recompensado no fim, quando Boualem Khoukhi, já como central à direita, aproveitou o espaço criado e decidiu ser feliz numa aventura.

A seleção do Catar não tem grandes argumentos para ser competitiva de forma regular, mas Julen Lopetegui fez mudanças importantes ao intervalo. A gestão do ataque, onde Akram Afifi tem tanto de talentoso como de preguiçoso, é chave. Na primeira parte, o técnico espanhol tentou separar a equipa entre os três da frente e os outros e sofreu tanto que acabou, de forma bem desorganizada, com toda a equipa colocada de forma meio aleatória nas costas da bola. No segundo tempo, o 4-4-2 ganhou forma, com Edmilson Júnior e Jassem Gaber a fechar a segunda linha, e aumentou os níveis de organização e diminuiu os calafrios. A dificuldade em sair de forma curta continuará, a sair de forma longa também não há grandes argumentos – Almoez Ali continua em dúvida -, mas havendo o mínimo de organização, haverá espaço ao crescimento. Por agora, fica um dado histórico: foi o primeiro ponto do Catar na sua curta história nos Mundiais. 

Bualem Khoukhi Catar
Fonte: Federação Catari de Futebol

A Suíça termina o jogo recheada de dúvidas, num jogo que até parecia dar certezas. Há muito potencial na forma estratégica como Murat Yakin pode manobrar a equipa, algo refletido na forma como Michael Aebischer pode jogar por qualquer lado. Os canivetes são suíços por alguma razão. Desta vez, chegou a aparecer por fora, mas foi ficando cada vez mais dentro, dando aos laterais – Ricardo Rodríguez à esquerda e Denis Zakaria à direita – projeção. Com os extremos bem abertos e avançados, os interiores disponíveis e os laterais com liberdade maior, surgiram os triângulos capazes de incomodar o Catar e de gerar superioridades nos corredores para surgirem cruzamentos ou infiltrações (Remo Freuler em versão dominante no ataque ao espaço). 

Outra eficácia teria resolvido o jogo. Há potencial na relação entre Breel Embolo, um avançado capaz de se oferecer no espaço, mas também cada vez mais influente a jogar em apoio e permitir as rupturas dos extremos. Quer Dan Ndoye, quer Ruben Vargas são jogadores com chegada e argumentos, na velocidade e condução e no drible, mas não tão limpos assim na definição. Entre tantos lances potenciais, não foram assim tantos os que resultaram em situação de remate ou de real perigo. O maior pecado que, nos minutos finais, pode ter visto já um vislumbre de resolução. Johan Manzambi entrou, no topo dos seus 20 anos, sem qualquer peso nos ombros. Estreia em grandes competições afirmativa, impositiva e sem medo de assumir responsabilidades. Quase como se a exigir mais minutos.

Era o prato forte do menu e teve os melhores ingredientes | Brasil 1-1 Marrocos

Marrocos Jogadores
Fonte: Federação Marroquina de Futebol

Não havia grandes dúvidas e, se as havia, foram dissipadas: o Brasil x Marrocos é o jogo grande da fase de grupos do Mundial 2026. Num cardápio com pratos de luxo, nenhum era tão grande quanto aquele que opôs um dos candidatos crónicos à vitória e o mais novo dos candidatos, que surpreendeu em 2022, tem todas as condições para encantar em 2026 e, se tudo correr como esperado, assumir a candidatura em 2030, em casa.

Marrocos foi melhor que o Brasil, principalmente na primeira meia hora de jogo. A avalanche em campo e o tamanho da diferença entre as duas equipas explica o crescimento marroquino, mas também a nova proposta de jogo para os mais desatentos. Depois de Walid Regragui, o selecionador do Mundial 2022, orientar os Leões do Atlas na CAN 2026, a Federação avançou com a mudança já há muito pretendida e promoveu Mohamed Ouahbi à seleção principal. Apesar desconhecimento do nome, foi valorizada a mudança em duas categorias: o rejuvenescimento do plantel – Marrocos foi campeão do Mundial Sub-20 e tem uma das gerações mais promissoras do futebol mundial a surgir – e a mudança na proposta de jogo. Marrocos já não vai ser a seleção que se vai fechar num bloco médio-baixo e procurar sair em transição. Vai sim procurar afirmar-se pela agressividade na pressão e pela habilidade técnica dos seus jogadores.

O início de Marrocos foi sufocante, limitando o Brasil no seu jogo e recuperando bolas no meio-campo adversário. Impediu os médios canarinhos de jogar, forçou erros, aproveitou os não provocados e soltou os talentos em catadupa na frente. Ismael Saibari é a imagem da vontade do novo treinador marroquino. Joga como elemento mais avançado, uma espécie de falso 9 que conjuga a facilidade nas associações com a capacidade de explorar espaços. Neste capítulo, aproveitou a bola perfeita de Brahim Díaz, a hesitação de Gabriel Magalhães e a saída atarantada de Alisson para marcar. 

Ayyoub Bouaddi Marrocos
Fonte: Federação Marroquina de Futebol

Nas suas costas, Bilal El Khannouss – a lesão de Abde Ezzalzouli levou a campo um perfil diferente -, Azzedine Ounahi e Brahim Díaz, o grande talento criativo da equipa, mas também Noussair Mazraoui, por dentro sobre a esquerda, e Achraf Hakimi a soltar-se. É muito fácil a Marrocos, quando com a bola nos pés, criar situações de perigo e superar marcações. Mais atrás, Neil El Aynaoui, mas, principalmente, Ayyoub Bouaddi, vão-se afirmando. O último, foi o melhor elemento em campo. Sem bola, venceu duelos, ganhou segundas bolas e cumpriu com elegância o papel que antes era destinado a Sofyan Amrabat, mais pela força física que pela leveza do posicionamento e da ação correta. Com bola, deu uma aula de tranquilidade e calma sob pressão, orientando a saída e gerindo o jogo. 18 anos de idade e toda a ideia de que sairá do Mundial 2026 para um dos maiores clubes do mundo.

O Brasil, mais do que tudo, conseguiu resistir. 90 minutos não são suficientes para qualquer julgamento com demasiada validade, mas não há como recordar como, depois da derrota contra a Arábia Saudita, na estreia há quatro anos, Lionel Scaloni mudou a Argentina de figura, deu protagonismo aos jovens e começou a campanha que só terminou com o título. Há no plantel do Brasil, jogadores a pedir a ultrapassagem pela direita, mas Rayan e Endrick, dois destes, nem saíram do banco. É certo que este Marrocos é bem superior à Arábia Saudita daqueles tempos, mas importa ao Brasil perceber o que correu mal.

Vinícius Júnior Brasil Jogadores
Fonte: CBF

A sensação que fica é de que o jogo só mudou pelo golo de Vinícius Júnior, que teria caído do céu não fosse o Céu, enquanto entidade religiosa responsável pela Criação, a pôr nos pés do brasileiro tamanho talento. Tão criticado pelo nível na Canarinha, Vini Jr chamou a si a responsabilidade e, com um momento de génio, mudou o jogo de figura e reduziu a distância entre equipas. Tem tudo para ser o seu torneio e o ponto de viragem na reputação que ainda procura conquistar.

A formação inicial não resultou. Ibañez pedia um extremo aberto, condição de que Danilo beneficiou, e Raphinha atuou por dentro, como uma espécie de pirilampo com mais apagões que brilhos. Partindo da esquerda, Lucas Paquetá também não apareceu e os médios cometeram demasiados erros. A ideia de lançar Igor Thiago assumia que o Brasil chegaria por alguma vez a ultrapassar a pressão alta de Marrocos. Só quando Lucas Paquetá se fixou no meio e o 4-3-3 foi assumido é que a canarinha conseguiu crescer, algo reforçado quando Fabinho rendeu Casemiro e deu alguma segurança na posse. Quando Ancelotti tentou voltar a juntar quatro avançados, mesmo deixando Matheus Cunha mais perto da base, o Brasil voltou a perder algum fio de jogo. O empate deixa questões, mas o futuro é mais importante que o passado.

(H)Ai de Ti que isto corresse mal… | Haiti 0-1 Escócia

Scott McTominay Danley Jean Jacques Escócia Haiti
Fonte: Federação Escocesa de Futebol

A Escócia brincou com o fogo e correu riscos, mas não se queimou. Não se livrou de sustos, é certo, mas sobreviveu e venceu. Num Mundial em que os terceiros lugares têm nova vida, a despreocupação com o saldo de golos é estranha, mas três pontos são sempre três pontos. 

Ter mais avançados nem sempre significa ter um futebol mais ofensivo. Sem Billy Gilmour, lesionado nos particulares antes do Mundial 2026, Steve Clarke perdeu o principal fator diferencial para jogos desta génese e decidiu apostar na ocupação da área, recuando Scott McTominay para posições mais perto da saída de bola e lançando dois pontas-de-lança.

Estrategicamente, a Escócia abdicou de ter a bola por mais tempo e focou-se no que poderia fazer de perigo quando a tivesse. Aí, Ben Gannon-Doak foi fator diferencial pela capacidade criativa e precisão técnica no cruzamento, e a Escócia conseguiu gerar superioridades na área, quer numéricas, quer dinâmicas (com jogadores a atacar a bola em movimento). Scott McTominay chegou a assustar, mas foi John McGinn, um dos heróis silenciosos do Aston Villa e da seleção, a marcar o golo que mudou, definitivamente, o perfil do jogo.

Ben Gannon-Doak Escócia
Fonte: Federação Escocesa de Futebol

Já antes o Haiti vinha sido capaz de ameaçar a baliza adversária, com Wilson Isidor a oferecer-se por dentro e Louicius Don Deedson a acelerar por fora. No entanto, pouco se poderia prever relativamente à segunda parte. Não só a seleção das Caraíbas foi capaz de competir pelo jogo e pelo resultado, como foi amplamente superior, instalando-se no meio-campo adversário, conservando sobre si a bola e assinando as melhores ocasiões.

O domínio foi consentido, isso é evidente, mas a forma como o Haiti, dentro de todas as suas limitações, conseguiu colocar o resultado numa incerteza até ao final é assinalável. Na segunda etapa, Martin Expérience e Ruben Providence à esquerda aumentaram de rendimento, Josue Casimir entrou para acrescentar energia e Frantzdy Pierrot assumiu-se como referência na área, num trabalho sempre delicado diante de uma seleção com tantas mais-valias na defesa da área como a escocesa. Ricardo Adé, por exemplo, nome maior do futebol haitiano com uma carreira assinalável na América do Sul, foi mais visto como construtor, descobrindo passes, do que na defesa da área onde tem mais argumentos teóricos. 

Faltou, para lá do mundo de diferenças de qualidade individual, outra capacidade de definição para transformar a energia em resultados. Nesse sentido, a exibição de Jean-Ricner Bellegarde, por dentro e não a partir do corredor como se antecipava, é algo agridoce. É a principal referência do Haiti, até por ter os anos de casa que Isidor não tem, e esteve envolvido em quase todos os lances. Ainda assim, faltou-lhe outro refino técnico no passe e outra consciência dos ritmos do jogo, numa partida onde ninguém esperaria que a seleção tivesse tanto tempo a bola nos pés. A Escócia pôs-se a jeito, mas sorriu e voltou a vencer num Mundial, depois de 26 anos. O Haiti ainda procura a primeira vitória na grande competição, mas pode sair satisfeito. A alegria nas bancadas acompanha a vontade em campo.

O salto competitivo dos Cangurus | Austrália 2-0 Turquia

Austrália Jogadores
Fonte: Federação Australiana de Futebol

Catar e Marrocos travaram os favoritos e o Haiti, não tendo pontuado, foi capaz de incomodar. Faltava uma grande surpresa na vitória e a Austrália assumiu esse protagonismo. Mais um jogo de evidente confronto de estilos no Mundial 2026, desta vez com um desfecho diferente na proposta, relativamente semelhante no continente. A beleza não se mede apenas pelo rendilhar dos lances, mas pelo balançar das redes. E, nisso, os Socceroos, cangurus do futebol, foram bem mais competentes.

Com Tony Popovic, a norma da seleção australiana está relacionada com a competitividade. Foram poucos os jogos em que a Austrália não foi competitiva, não lutou pelo resultado e não provocou problemas ao adversário. Desta feita, para lá do que a turma de amarelo e verde foi capaz de impedir, também se assinala o que conseguiu produzir. A Austrália será sempre uma seleção de choque, de capacidade de vencer duelos e de prioridade defensiva, mas o surgimento de novas referências ajudou a revolucionar as variáveis ofensivas.

O golo de Nestory Irankunda, a maior esperança do ataque australiano, comprova esta mudança. A Austrália sempre se fez valer pela capacidade física de ganhar duelos e enquadrar segundas bolas, mas já não precisa só dessa vertente. Agora também há capacidade de procurar diretamente o espaço. Nesse capítulo, ninguém com a mesma capacidade de Irankunda, um nome com claros argumentos na forma como perceciona o espaço e depois trabalha a bola. Tem em Mohamed Touré um companheiro com virtudes semelhantes, embora menos forte tecnicamente. Compensa-o com a tal vertente física, importante em alguns cenários.

Nestory Irankunda Austrália Turquia
Fonte: Federação Australiana de Futebol

Ainda assim, e por pensar em comparações, a seleção australiana ganhou também argumentos na maneira como faz a bola chegar à frente. Jordan Bos, lateral esquerdo de qualidade técnica, com chegada por fora e por dentro e capacidade para trabalhar a bola, e Paul Okon-Engstler, que surpreendentemente deixou Jackson Irvine no banco para desfilar com passes bem metidos, são duas das próximas referências. Lá atrás, e porque a solidez defensiva e a competitividade continuam a ser as prioridades, duas exibições de luxo. Patrick Beach esperava-se como o terceiro guarda-redes, foi titular e defendeu tudo com extrema segurança. À sua frente, recuperado de mais uma lesão bem prolongada, Harry Souttar chegou a todo o lado. É um defesa de Mundiais e um nome fundamental na estratégia defensiva australiana. Um autêntico muro contra quem a Turquia bateu e bateu vezes sem conta.

É quase inglório olhar para o jogo da Turquia. Para lá dos habituais espaços deixados com pouca ocupação e das dificuldades em transição defensiva, evidentes nos golos, há pouco que apontar à exibição de Vincenzo Montella. Não foi o jogo mais radiante dos grandes tecnicistas da equipa e coletivamente não foi uma exibição perfeita, mas os turcos apresentaram-se como sempre. No confronto de forças, esbarraram vezes e vezes contra o muro.

Há escolhas que acabaram por condicionar o jogo turco, num certo ponto demasiado focado no que Baris Alper Yilmaz conseguiria trazer no 1×1, numa tentativa de Kerem Akturkoglu funcionar como homem de área ou na capacidade de Zeki Çelik, um lateral de saída em posições mais baixas, ocupar todo o corredor. Mais tarde ou mais cedo, entraram os seus substitutos mais adequados, a Turquia chegou a juntar perto Hakan Çalhanoglu, Arda Guler e Kenan Yildiz, mas nada funcionou. As participações turcas em grandes competições têm tendência em ser de 8 ou 80. Hoje, algo no meio destes números foi insuficiente.

Austrália faz da eficácia a maior beleza e surpreende Turquia com vitória contundente no Mundial 2026

Confronto de estilos evidente com vitória da Austrália. Socceroos venceram a Turquia na estreia neste Mundial 2026.

A Austrália surpreendeu a Turquia e somou uma vitória na estreia no Mundial 2026. Em Vancouver, no Canadá, triunfo australiano por 2-0 no Grupo D.

Apesar da bola ter estado muito mais tempo nos pés dos turcos, foi o conjunto australiano quem se adiantou. Lance de transição muito rápido definido por Nestory Irankunda (27′).

A toada manteve-se na segunda parte, mas o jogo rendilhado turco foi novamente abafado por uma transição muito rápida australiana. Conor Metcalfe (75′) marcou e definiu o resultado final.

Com este resultado, a Austrália soma três pontos no Grupo D, enquanto a Turquia continua a zeros. Recorde-se que os EUA, que venceram o Paraguai por 4-1, lideram o grupo D, agora em igualdade pontual com a formação de Tony Popovic.

Grátis e não só: onde ver todos os jogos do Mundial 2026 neste domingo, 14 de junho?

O Mundial 2026 continua com dias com quatro partidas. Sabe onde ver os jogos da noite (e madrugada) deste domingo, 14 de junho.

O quarto dia do Mundial 2026 joga-se este domingo, 14 de junho – e na madrugada seguinte -, e é o segundo com quatro encontros. Com os grupos A, B, C e D fechados, é altura de seguir em frente e jogam-se todos os duelos dos Grupos E e F.

No primeiro, Alemanha e Curaçau medem forças, bem como Costa do Marfim e Equador. No segundo, entram em campo primeiro Países Baixos e Japão, fechando o dia com um Suécia x Tunísia.

Eis os horários e transmissões dos jogos:

  • Alemanha x Curaçau (18h, 14 de junho): LiveMode TV e Sport TV 1/5
  • Países Baixos x Japão (21h, 14 de junho): Sport TV 5
  • Costa do Marfim x Equador (00h, 15 de junho): Sport TV 5
  • Suécia x Tunísia (03h, 15 de junho): Sport TV 5

Recorda todos os grupos do Mundial 2026. Acompanha também as análises aos restantes grupos nas redes sociais do Bola na Rede.

Mundial 2026
Fonte: Seleção México

Escócia foi sufocada pelo Haiti, mas vence e ultrapassa Brasil e Marrocos na liderança do Grupo C do Mundial 2026

A Escócia não teve tarefa fácil para superar Haiti. A seleção das Caraíbas foi destemida e esteve por cima, mas a vitória sorriu aos escoceses.

A Escócia venceu o Haiti por 1-0 e isola-se no topo da tabela no Grupo C. Apesar da superioridade do conjunto das Caraíbas durante grande parte do encontro, a vitória sorriu mesmo aos europeus.

O Haiti foi capaz de dividir a posse de bola e de incomodar na primeira parte, mas foram os escoceses quem marcaram. John McGinn (28′), a meias com um ressalto, concretizou o único golo do jogo.

Se a primeira parte já havia sido disputada, a segunda foi toda da formação menos valiosa. Os haitianos tiveram mais bola e criaram mais oportunidades, mas não conseguiram um golo que seria histórico e traria um empate inédito na história do país na competição.

Com este resultado, a Escócia assume a liderança do Grupo C do Mundial 2026, ultrapassando Brasil e Marrocos, que empataram por 1-1. O Haiti ainda procura o primeiro ponto na história dos Mundiais.

Portugal com baixa no 1º treino nos EUA e com 2 preocupações durante a sessão aberta aos adeptos

Rúben Dias foi baixa de Portugal no treino deste sábado, o primeiro nos EUA. Sessão foi aberta aos adeptos.

Portugal já está nos EUA e realizou este sábado a primeira sessão de treinos, mais leve e aberta aos adeptos e à comunicação social. No primeiro dia de trabalhos em Long Beach, Rúben Dias foi a única ausência às ordens de Roberto Martínez.

O defesa central fez trabalho de ginásio, mas não está em risco para o embate diante da RD Congo. Também, ao longo da sessão, Rafael Leão e Vitinha geraram preocupação por questões físicas, embora também sem risco associado para a estreia.

Recorda as palavras de Vitinha, jogador responsável pela conferência de imprensa antes do treino. A estreia de Portugal no Mundial 2026 está agendada para o dia 18 de junho, quarta-feira, a partir das 18h portuguesas.

Grande jogo, grandes golos e grande festa: Brasil e Marrocos servem prato forte do Mundial 2026 com empate

Brasil e Marrocos defrontaram-se no jogo grande do Grupo C do Mundial 2026. Empate entre as duas seleções.

O Brasil e Marrocos empataram por 1-1 no jogo inaugural do Grupo C do Mundial 2026. O embate era um dos mais aguardados da fase de grupos e não desiludiu.

Foi a seleção marroquina quem começou por cima e se meteu em vantagem com um golaço. Ismael Saibari (21′) picou sobre Alisson e fez o 1-0. Perante a demora brasileira a entrar em campo, Vinícius Júnior (32′) chamou sobre si a responsabilidade, com um remate em arco, e empatou o jogo.

A segunda parte foi jogada a um ritmo mais baixo, mas ainda assim com muitas oportunidades. Não houve golos e o resultado fixou-se mesmo no 1-1 final.

Com este resultado, Brasil e Marrocos partilham a liderança e esperam pelos restantes adversários. Haiti e Escócia, outras seleções no Grupo C, entram em campo esta madrugada a partir das 02h, para fechar as contas da primeira jornada.