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O Académico Basket Clube sempre foi um dos clubes mais respeitados no andebol nacional. O palmarés do clube minhoto conta com 13 campeonatos nacionais, 12 Taças de Portugal, sete Supertaças e uma EHF Challenge Cup. No Recordar É Viver de hoje o foco é a temporada 2015/2016, onde o museu do Pavilhão Flávio Sá Leite recebeu três troféus.
O CAMINHO PARA A CONQUISTA DO CAMPEONATO
Depois de uma hegemonia do FC Porto, que na época anterior tinha conquistado o hepta-campeonato, as surpresas aconteceram. No último ano do formato playoffs no campeonato português, os dragões dominaram na fase regular e assumiram a liderança com mais seis pontos que o segundo classificado, o Sporting CP. O ABC, por sua vez, terminou no terceiro posto.
Quando os clubes chegam ao “mata mata”, a sensação é de que tudo é possível. No caso do Académico, o percurso começou bastante bem, e nos quartos de final eliminaram o Passos Manuel com duas vitórias numa eliminatória à melhor de três partidas. Na fase seguinte, os adversários foram os leões, que na temporada regular tinham terminado acima dos bracarenses.
As meias-finais trouxeram as emoções à flor dos pavilhões, e foi preciso o quinto jogo para o ABC eliminar os verdes e brancos. Do outro lado da grelha dos playoffs também acontecia uma surpresa. O SL Benfica eliminou os dragões, que tinham realizado uma temporada regular onde se tinham estabelecido como favoritos. Na final, minhotos e lisboetas assumiam que se tratava de um embate improvável no início da época.
A finalíssima foi ao estilo “toma lá, dá cá”, e ambas as formações davam luta, sem querer deixar fugir o troféu para o adversário. Pelo meio dos cinco jogos existiram três prolongamentos para decidir as partidas, mas os comandados por Carlos Resende acabaram por se mostrar mais fortes no quinto jogo e levantaram a taça de campeão nacional perante um Pavilhão Flávio Sá Leite a rebentar pelas costuras.
UM VIVEIRO ONDE OS “GRANDES” FORAM PESCAR
Antes do derradeiro jogo para a final do campeonato, o Académico já havia conquistado uma competição frente ao SL Benfica, a inédita EHF Challenge Cup, o primeiro troféu europeu da história dos minhotos. Quando pensamos no plantel do ABC na época, vemos diversos talentos que mais tarde deram os frutos aos maiores clubes de Portugal e à seleção nacional.
Alguma da espinha dorsal da excelente campanha da seleção das quinas no Europeu de andebol veio desta formação bracarense. Começando pelo já veterano Humberto Gomes, figura incontornável do ABC, Diogo Branquinho, um dos jogadores mais talentosos do andebol nacional e André Gomes, que à data, com apenas 17 anos, já assumia uma posição de destaque na equipa. Estes dois últimos também defendem as cores azuis e brancas, onde realizaram uma excelente campanha na Europa.
A eles podemos adicionar Pedro Seabra, Fábio Vidrago, Ricardo Pesqueira e Nuno Grilo, agora jogadores do SL Benfica. Não tendo eles saído após a “época de sonho”, os bracarenses voltaram a subir ao lugar mais alto do pódio após vencer o FC Porto na Supertaça, cimentando-se como a equipa mais forte de Portugal.
Pelos vistos o nome “Escola de Campeões” relacionado ao ABC de Braga não é à toa!
➡️O clube minhoto foi a última equipa portuguesa a chegar à final da EHF Champions League em 1993/94!🏆
Abaixo segue a lista dos atletas da equipa bracarense⬇️#7metroscuriosidades pic.twitter.com/vIRMBbQSG5
— 7 METROS® (@7metrosPt) July 6, 2018
Nos anos seguintes, os troféus voltaram a Braga, com a conquista de Taça de Portugal e mais uma Supertaça. Foi, sem qualquer dúvida, uma grande fase de um clube que estava adormecido após momentos de ouro durante os anos oitenta e noventa, cimentando o clube como um dos melhores do andebol nacional.
Depois da bonança, chegou a tempestade. O ABC desceu ao inferno e chegou, na temporada 2018/2019, a não conseguir fazer parte do lote de seis melhores equipas do Andebol 1, focando-se no grupo B, o grupo que luta para não descer de divisão. No entanto, com um clube como o Académico espera-se sempre que se possa reerguer o mais rapidamente possível, voltando aos grandes palcos e enchendo uma das “meccas” do andebol nacional, o Pavilhão Flávio Sá Leite.
Foto de Capa: ABC Braga
Artigo revisto por Joana Mendes









