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Regresso a Casa: Alma de Leão

Ricardo Vaz · 2 min

Jérémy Mathieu
Foto: Carlos Silva/Bola na Rede

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O Regresso a Casa é uma rubrica na qual os antigos redatores voltam a um lugar que bem conhecem e recordam os seus tempos remotos, escrevendo sobre assuntos atuais.

Depois de sensivelmente um ano afastado do “bloco e da caneta”, regresso a “casa” por um dia para abordar um tema que, estou seguro, preocupará todos os sportinguistas: a identidade do Sporting Clube de Portugal na “pele” dos jogadores leoninos.

A Dedicação, o Esforço e a Devoção são o pilar do clube verde e branco, e foi precisamente nisto que me centrei. Para a minha abordagem, irei refletir sobre três aspetos. O primeiro aspeto é referente aos jogadores que considero que mais se identificaram com o clube nos últimos cinco anos. Falo de Slimani (o avançado argelino não deixa saudades apenas pelos golos marcados); Nani; Adrien e Rui Patrício (nesta lista, os únicos provenientes da Academia de Alcochete); e Bruno Fernandes (para mim, umas das melhores contratações do clube, se não a melhor da história).

No segundo aspeto, refleti sobre possíveis regressos a Alvalade. Obviamente que todos os mencionados anteriormente poderiam ser incluídos nesta listagem, mas neste ponto, não restringi um período de tempo. Nesse sentido, considero que Daniel Carriço (atualmente no Wuhan Zall FC), Raphinha (atualmente no Stade Rennais FC) , Adrien e Slimani (atualmente no AS Monaco, emprestados pelo Leicester City) seriam opções com muita margem para envergar a listada verde e branca novamente.

O último aspeto, e aquele que alavancou a minha abordagem, é referente aos jogadores que mais se identificam com o clube na atualidade. São eles Luís Neto, Mathieu e Acuña. Este é um aspeto que faz soar o alarme em Alcochete… nenhum dos três é proveniente da Academia.
Todo e qualquer jogador deve dar o seu melhor com a camisola que enverga, e isso tem sido muito questionável no Universo Leonino. Na minha perspectiva, o problema de alguns dos jogadores visados não é a sua entrega, mas sim a sua qualidade.

É natural que a formação seja umas das componentes importantes nesta questão. O Sporting Clube de Portugal tem uma das melhores Academias do mundo, o que nos leva a esperar que os jogadores provenientes de Alcochete se identifiquem com o ADN do clube. No entanto, isso não é muito visível devido a diversos fatores, que incluem a qualidade dos jogadores, a aposta nos jogadores e oportunidades. Eu acredito vivamente que existem jogadores da formação que têm aquilo que os adeptos desejam, mas que, por qualquer razão, não o conseguem transmitir.

Na última jornada (empate diante do Vitória SC), fiquei bastante agradado com o facto de no onze inicial estarem cinco jogadores provenientes da Academia, nomeadamente Eduardo Quaresma e Matheus Nunes, que tiveram um estreia impecável. Acredito que, se escrevesse este artigo no final da temporada, estes dois nomes seriam dois dos jogadores “à Sporting”.

Artigo revisto por Mariana Plácido

Ricardo Vaz

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