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Se há coisa que é normal vermos no futebol, é a comparação de novas promessas, quer com glórias dos próprios clubes, quer das próprias seleções, ou até do futebol Mundial, sendo normal que centenas de promessas chegaram a ser apelidadas de novo Messi, ou novo Ronaldo, ou novo Maradona, entre outros grandes nomes.
O texto que vos escrevo hoje são de jogadores praticamente com o mesmo percurso que antigas glórias da Liga NOS e que até se pode esperar que um dia sejam jogadores com um futuro ainda mais brilhante. Deixo-vos assim as 5 comparações mais evidentes.
Gelson Martins e Luis Nani
Após o grande arranque protagonizado pelo jogador nascido em Cabo Verde, Gelson Martins tem sido seguido por meia época. Tal crescimento já lhe vale mais que uma internacionalização por Portugal e pode, aos 21 anos protagonizar uma das maiores transferências de sempre do clube de Alvalade.
Rápido, com uma qualidade de drible no 1×1 e 1×2 invejável, ainda protagoniza grandes assistências para os seus avançados, com belos cruzamentos, lembrando um extremo à antiga. Para além destes atributos que o fazem uma das maiores esperanças do futebol português, é ainda um jogador que decide com critério e que gosta de jogar “mais solto”, explorando bem as zonas mais intermediárias do terreno.

Quem viu Nani despontar nas duas épocas seniores de leão ao peito e escolhido como sucessor de Cristiano Ronaldo onde ainda realizou algumas épocas de grande nível no Manchester United, conquistando títulos internos e ainda uma Champions League, sabe bem, que o homólogo de Cabo Verde, faz lembrar a antiga glória leonina.
As características são idênticas e a progressão também, veremos se Gelson será ainda mais ambicioso e conseguirá uma carreira ainda com mais sucesso.
Rafa Silva e Simão Sabrosa
Muitos esquecem-se daquilo que Simão foi no Benfica. Apareceu na pior fase da história do Benfica, vindo do Barcelona, por aquele que tinha sido o valor recorde da altura (época 2001/02), por uns incríveis 12 milhões de euros. Desde então, começou a reerguer a equipa às costas nas épocas seguintes, em 6 épocas de águia ao peito, conseguindo uma Taça de Portugal e um campeonato, numa altura em que a hegemonia do F.C.Porto era evidente. Repare-se que, naquela que pode muito bem ter sido a melhor época da história do Futebol Clube do Porto, em 2003/04 com a conquista da Champions League, foi o Benfica que retirou o tri de Mourinho e venceu a Taça de Portugal.

Rafa Silva, teve um trajeto ligeiramente até chegar ao Benfica, a verdade é que protagonizou também uma grande transferência para o clube encarnado. Rápido e súper ágil, Rafa gosta de dar profundidade e, sendo um jogador destro e jogando na esquerda, gosta de descair para a zona central do terreno em busca do remate ou até em assistir um colega em melhor posição.
Com certeza que Rafa não é, pelo menos por agora, exímio na marcação de bolas paradas, como o era Simão e ainda não tem aquele faro de golo que punha meia Europa de olho nele, porém, apurando o seu faro de golo, Rafa Silva poderá ser um grande símbolo do Benfica e, até agora, as suas parecenças com Simão, são evidentes.
Otávio e Deco
Em toda a famosa estrutura do Futebol Clube do Porto, desde a chegada de Pinto da Costa à presidência, a equipa foi sempre reposta, tendo em conta um onze de sonho que já vem sido idealizado desde a década de 80, de tal forma que é normal ouvirmos a expressão do central à Porto, ou vermos como tem sido os trincos do Porto ao longo de todos estes anso, etc.

Deco, um dos melhores jogadores de sempre da equipa azul e branca, foi um dos casos difíceis e muito improváveis de substituir. Após uma Taça UEFA, uma Liga dos Campeões, uns quantos campeonatos internos e mais tarde, no Barcelona, uma Liga dos Campeões, Supertaça Europeia, uma final de um Europeu e ainda uma Meia-final de um Mundial, Deco foi um dos jogadores a marcar uma geração de médios ofensivos, tornando-se, como é normal, num dos principais ídolos dos jovens jogadores que atuam em Portugal e no Mundo fora.
Se há jogador que tem “cheiro” a Deco, esse mesmo tem que ser Otávio. A sua criatividade, visão de jogo, qualidade de passe e ainda a forma como faz adormecer a bola aos seus pés, faz claramente lembrar a altura em que Deco brilhava nos relvados portugueses. Embora mais franzino e com mais dificuldade em afirmar-se, Otávio com apenas 21 anos, tem ainda o Mundo de futebol à sua espera e pode vir a ser um futuro ídolo da equipa portista.
Álex Grimaldo e Guilherme Siqueira
A atacar parecem extremos, a defender são exímios, sobretudo no posicionamento. Siqueira foi um dos grandes laterais que passou no Benfica nos últimos 20 anos, aparecendo tarde, note-se que apenas com 27 ingressou num clube com outro nível de aspirações (jogou sempre em clubes do meio da tabela) e que, depois da grande época que teve no S.L.Benfica, o Atlético de Madrid não pensou duas vezes em desembolsar os 10 milhões correspondentes à sua cláusula de rescisão no Granada.

As suas investidas no flanco esquerdo são sempre objetivas e bastante inteligentes, pensando sempre um passo à frente dos adversários e explorando sempre os espaços vazios. No um para um, quer defensivamente, quer ofensivamente, consegue quase sempre sair por cima e a sua influência no jogo da equipa é bastante implícita.
Pois bem, estas características fazem lembrar Siqueira quando jogou no clube da Luz. A verdade é que as esperanças para Grimaldo, até por ter apenas 21 anos, são maiores que as de Siqueira que peca, sobretudo, por não ter nenhuma internacionalização pela seleção canarinha.
André André e João Moutinho
Filho de André, uma antiga glória portista, André André chegou com alguns anos atrasados à equipa portista onde, apesar de lá ter sido formado, teve que descer uns lugares até à segunda divisão portuguesa, até voltar ao Futebol Clube do Porto com 26 anos, tal e qual João Moutinho.

Apesar de a diferença de qualidade ser, por enquanto notória, o André André é um box-to-box à imagem de João Moutinho já que, trabalhador com bastante sentido de oportunidade posicional e com bastante critério no passe, aparece bastante bem na última fase de construção gostando por vezes de fazer o gosto ao pé. Se bem que João Moutinho tende a pausar mais o jogo que o seu homólogo, ambos sabem aparecer e bem nas fases mais importantes de jogo e sempre com bastante qualidade, conferindo uma certa tranquilidade que sempre foi essencial no estilo de jogo portista.
As lesões têm afastado o jogador do onze titular nos últimos tempos e, para além disso, a concorrência com Oliver e Herrera, por exemplo, não ajuda. De resto a sua mística e entrega fazem lembrar João Moutinho e quem sabe mesmo, se melhores tempos não estarão para vir tornando-se uma peça fundamental no XI do Futebol Clube do Porto.












